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segunda-feira, 13 de março de 2017

“A TEORIA DAS ALMAS GÊMEAS. ”

No sagrado mistério da vida, cada coração possui no Infinito a alma gêmea da sua, companheira divina para a viagem à gloriosa imortalidade.
Criadas umas para as outras, as almas gêmeas se buscam, sempre que separadas. A união perene é-lhes a aspiração suprema e indefinível. Milhares de seres, se transviados no crime ou na inconsciência, experimentaram a separação das almas que os sustentam, como a provação mais ríspida e dolorosa, e, no drama das existências mais obscuras, vemos sempre a atração eterna das almas que se amam mais intimamente, envolvendo umas para as outras num turbilhão de ansiedades angustiosas; atração que é superior a todas as expressões convencionais da vida terrestre. Quando se encontram no acervo real para os seus corações – a da ventura de sua união pela qual não trocariam todos os impérios do mundo, e a única amargura que lhes empana a alegria é a perspectiva de uma nova separação pela morte, perspectiva essa que a luz da Nova Revelação veio dissipar, descerrando para todos os espíritos, amantes do bem e da verdade, os horizontes eternos da vida.
A atração das almas gêmeas é traço característico de todos os planos de luta na Terra?
O Universo é o plano infinito que o pensamento divino povoou de ilimitadas e intraduzíveis belezas. Para todos nós, o primeiro instante da criação do ser está mergulhado num suave mistério, assim como também a atração profunda e inexplicável que arrasta uma alma para outra, no instituto dos trabalhos, das experiências e das provas, no caminho infinito do Tempo.
A ligação das almas gêmeas repousa, para o nosso conhecimento relativo, nos desígnios divinos, insondáveis na sua sagrada origem, constituindo a fonte vital do interesse das criaturas para as edificações da vida. Separadas ou unidas nas experiências do mundo, as almas irmãs caminham, ansiosas, pela união e pela harmonia supremas, até que se integrem, no plano espiritual, onde se reúnem para sempre na mais sublime expressão de amor divino, finalidades profundas de todas as cogitações do ser, no Dédalo do destino.
A união das almas gêmeas pode constituir restrição ao amor universal?
O amor das almas gêmeas não pode efetuar semelhante restrição, porquanto, atingida a culminância evolutiva, todas as expressões afetivas se irmanam na conquista do amor divino. O amor das almas gêmeas, em suma, é aquele que o Espírito, um dia, sentirá pela Humanidade inteira.
Perante a teoria das almas gêmeas, como esclarecer a situação dos viúvos que procuram, novas uniões matrimoniais, alegando a felicidade encontrada no lar primitivo?
Não devemos esquecer que a Terra ainda é uma escola de lutas regeneradoras ou expiatórias, onde o homem pode consorciar-se várias vezes, sem que a sua união matrimonial se efetue com a alma gêmea da sua, muitas vezes distante da esfera material.
A criatura transviada, até que se espiritualize para a compreensão desses laços sublimes, está submetida, no mapa de suas provações, a tais experiências, por vezes pesadas e dolorosas. A situação de inquietude e subversão de valores na alma humana justifica essa provação terrestre, caracterizada pela distância dos Espíritos amados, que se encontram num plano de compreensão superior, os quais, longe de desdenharem as boas experiências dos companheiros de seus afetos, buscam facultar-lhes com a máxima dedicação, de modo a facilitar o seu avanço direto às mais elevadas conquistas espirituais.
Os Espíritos evoluídos, pelo fato de deixarem algum amado na Terra, ficam ligados ao planeta pelos laços da saudade?
Os espíritos superiores não ficam propriamente ligados ao orbe terreno, mas não perdem o interesse afetivo pelos seres amados que deixaram no mundo, pelos quais trabalham com ardor, impulsionando-os na estrada das lutas redentoras, em busca das culminâncias da perfeição.
A saudade, nessas almas santificadas e puras, é muito mais sublime e mais forte, por nascer de uma sensibilidade superior, salientando-se que, convertida num interesse divino, opera as grandes abnegações do Céu, que seguem os passos vacilantes do Espírito encarnado, através de sua peregrinação expiatória ou redentora na face da Terra.
Somente pela prece a alma encarnada pode auxiliar um Espírito bem-amado que a antecedeu na jornada do túmulo?
A oração coopera eficazmente em favor do que partiu, muitas vezes com o espírito emaranhado na rede das ilusões da existência material. Todavia, o coração amigo que ficou aí no mundo, pela vibração silenciosa e pelo desejo perseverante de ser útil ao companheiro que o precedeu na sepultura, para os movimentos da vida, nos momentos de repouso do corpo, em que a alma evoluída pode gozar de relativa liberdade, pode encontrar o Espírito sofredor ou errante do amigo desencarnado, despertar-lhe à vontade no cumprimento do dever, bem como orienta-lo sobre a sua realidade nova, sem que a sua memória corporal registre o acontecimento na vigília comum. Daí nasce à afirmativa de que somente o amor pode atravessar o abismo da morte.


Emmanuel (“O Consolador” – 322 a 330 - Chico Xavier)

“AÇÃO DOS HOMENS SOBRE OS ESPÍRITOS INFELIZES. ”

A nossa indiferença para com as manifestações espíritas não nos privaria somente do conhecimento do futuro de além-túmulo, pois nos desviaria também da possibilidade de agir sobre os Espíritos infelizes, de amenizar lhes a sorte, tornando-lhes mais fácil a reparação de suas faltas.
Os Espíritos atrasados, tendo mais afinidade com os homens do que com os Espíritos elevados, em virtude de sua constituição fluídica ainda grosseira, são, por isso mesmo, mais acessíveis à nossa influência. Entrando em comunicação com eles, podemos preencher uma generosa missão, instruí-los, moralizá-los e, ao mesmo tempo, melhorarmos, sanearmos o meio fluídico em que todos vivemos.
Os Espíritos sofredores ouvem o nosso apelo e as nossas evocações. Os nossos pensamentos, simpáticos, envolvendo-os como uma corrente elétrica e atraindo-os a nós, permitem que conversemos com eles por meio dos médiuns. O mesmo se dá com as almas que deixam este mundo. As nossas evocações despertam a atenção dos Espíritos e facultam-lhe o desapego corpóreo; as nossas preces ardentes são como um jato luminoso que os esclarece e vivifica.
É-lhes agradável perceber que não estão abandonados a si próprios na imensidade, que há ainda na Terra seres que se interessam pela sua sorte e desejam a sua felicidade. E, quando mesmo esta não possa ser alcançada por preces, contudo elas não deixam de ser salutares, arrancando-os ao desespero, dando-lhes as forças fluídicas necessárias para lutarem contra as influências perniciosas e ajudando-os a subirem mais alto.
Não devemos, entretanto, esquecer que as relações com os Espíritos inferiores exigem uma certa segurança de vistas, de tato e de energia; daí os bons efeitos que se podem esperar. É preciso uma verdadeira superioridade moral para dominar tais Espíritos, para reprimir os seus desmandos e dirigi-los ao caminho reto; e essa superioridade não se adquire senão por uma vida isenta de paixões materiais, pois, em tal caso, os fluidos depurados do evocador atuam eficazmente sobre os fluidos dos Espíritos atrasados. Além disso, é necessário um conhecimento prático do mundo invisível para nos podermos guiar com segurança no meio das contradições e dos erros que pululam nas comunicações dos Espíritos levianos. Em consequência da sua natureza imperfeita, eles só possuem conhecimentos muito restritos; veem e julgam as coisas diferentemente; muitos conservam as opiniões e os preconceitos da vida terrena. O critério e a clarividência tornam-se, portanto, indispensáveis a quem se dirigir nesse dédalo.
O estudo dos fenômenos espíritas e as relações com o mundo invisível apresentam muitas dificuldades e, mesmo, perigos ao homem ignorante e frívolo, que pouco se tenha preocupado com o lado moral da questão. Aquele que, descuidando-se de estudar a ciência e a filosofia dos Espíritos, penetra bruscamente no domínio do invisível, entregando-se, sem reserva, às suas manifestações, desde logo se acha em contato com milhares de seres cujos atos e palavras ele não tem meio algum de aferir. Sua ignorância entregá-lo-á desarmado à influência deles, pois a sua vontade vacilante, indecisa, não poderá resistir às sugestões de que se fez alvo. Fraco, apaixonado, sua imperfeição faz com que atraia Espíritos iguais a si, que o assediam sem o menor escrúpulo de enganar. Nada sabendo sobre as leis morais, insulado no seio de um mundo onde a alucinação e a realidade confundem-se, terá tudo a temer: a mentira, a ironia, a obsessão.
A princípio, foi considerável a parte que os Espíritos inferiores tomaram nas manifestações e isso tinha sua razão de ser. Em um meio material como o nosso, só as manifestações ruidosas, os fenômenos de ordem física poderiam impressionar os homens e arrancá-los à indiferença por tudo que não diga respeito aos seus interesses imediatos. É isso que justifica o predomínio das mesas giratórias, das pancadas, das pedradas, etc. Esses fenômenos vulgares, produzidos por Espíritos submetidos à influência da matéria, eram apropriados às exigências da causa e ao estado mental daqueles de quem se queria despertar a atenção. Não se os deverá atribuir aos Espíritos superiores, pois estes só se manifestaram ulteriormente e por processos menos grosseiros, sobretudo com o auxílio de médiuns escreventes, auditivos e sonambúlicos.
Depois dos fatos materiais, que se dirigiam aos sentidos, os Espíritos têm falado à inteligência, aos sentimentos e à razão. Esse aperfeiçoamento gradual dos meios de comunicação mostra-nos os grandes recursos de que dispõem os poderes invisíveis, as combinações profundas e variadas que sabem pôr em jogo para estimular o homem no caminho do progresso e no conhecimento dos seus destinos...
Léon Denis

 Livro: Depois da Morte

“A VIDA ETERNA DO ESPÍRITO”

Um homem estava vivendo um sério problema de saúde em sua vida. Resolveu então procurar um sábio para orienta-lo sobre o que fazer.
O sábio ouviu o problema do homem e disse:
– Antes de te dar uma orientação a respeito, vou pedir que você faça uma meditação importante. Pare por um momento e comece a lembrar todos os problemas que você enfrentou, desde sua infância, até os dias de hoje.
O homem começou a recordar-se dos primórdios de sua existência. Começou rememorando seus primeiros anos de vida, sendo uma criança agitada e briguenta. Lembrou-se das brigas com os coleguinhas na escola, da dificuldade no seu rendimento escolar e da situação precária que viveu com a pobreza de seus pais. No início da adolescência, lembrou de duas namoradas que teve, uma que terminou após alguns meses – o que causou intenso sofrimento – e outra que o traiu com seu amigo, algo que lembra hoje com muita tristeza. Depois começou a relembrar as dificuldades de seu primeiro emprego como aprendiz de carpinteiro; lembrou-se também da fase em que passou fome, da morte de sua mãe, e logo depois de um acidente que também levou seu pai. Conseguiu construir sua própria casa, mas perdeu um dos dedos da mão na construção. Continuou trabalhando de pedreiro, ganhou um dinheiro, construiu mais duas casas, e com a renda do aluguel, hoje mantinha-se numa situação financeira relativamente estável. E nos dias de hoje, descobriu que estava com um tumor, e recorreu ao sábio.
O sábio retomou a palavra:
– De tudo isso que você experimentou, cada uma dessas coisas foi passando e hoje a maioria delas não existe mais. Estou certo de que você se recorda com algum bom humor de alguns probleminhas que em sua infância e adolescência que lhe pareciam aterradores, certo?
O homem lembrou-se das brigas com seus colegas de escolas, das suas namoradas e das dificuldades com seu primeiro emprego. De fato, tudo isso era algo irrelevante, mas que na época, por estar tão envolvido com tudo aquilo, parecia um problema imenso.
– É verdade mestre. Tudo parecia tão grande, mas agora a maioria dos meus problemas já passou.
O sábio respondeu:
– Da mesma forma que na infância as brigas com seus coleguinhas era um grande problema, pois você tinha uma visão limitada da vida, hoje você acredita que essa doença é um grande problema, pois não consegue ter uma visão maior, ilimitada, universal da existência. Entenda este grande princípio da vida: tudo passa… Não importa quanto tempo demore; não importa a dimensão do problema numa época, ou do sofrimento, tudo isso é transitório, é passageiro, e um dia, sempre, mas sempre acaba. Tudo que teve um início, um dia terá um fim. Sendo assim, não se preocupe com sua doença, isso passa; tudo vem e vai; tudo começa e termina. Essa enfermidade é algo ínfimo e transitório em relação a vida eterna do espírito. Essa sim, não teve um começo, e por isso, jamais terá um fim.


Autor: Hugo Lapa

domingo, 12 de março de 2017

“COMO SERÁ QUE NASCEM OS ESPÍRITOS.”?

1 – Como nascem os Espíritos?
Questões dessa natureza são inabordáveis para a frágil inteligência humana. Não obstante, sabemos que o Espírito não é criado num átimo, instantaneamente, no momento da concepção, como sugere a teologia ortodoxa.
2 – O ser humano nasce a partir de uma gestação no ventre materno, que se estende por nove meses. E o Espírito?
Diríamos que há uma “gestação” no ventre da Natureza, com prolongado estágio entre os seres inferiores, envolvendo milhares de anos, sob orientação de técnicos da espiritualidade e os estímulos do instinto.
3 – Isso significa que animais e vegetais têm Espírito?
Possuem um princípio espiritual. Ao perpassar de longas eras ele desenvolve-se em complexidade, até atingir o estágio que lhe permita exercitar a razão. Paralelamente, conquista o livre arbítrio e passa a desdobrar suas experiências evolutivas não mais sob o domínio dos instintos, mas a partir de suas próprias iniciativas.
4 – Um rato, um cachorro, um inseto, uma ave, um peixe ou qualquer vegetal, todos possuem um princípio espiritual em evolução? E todos serão um dia Espíritos?
Exatamente. Não há vida sem a contraparte espiritual. O princípio espiritual, que a todos anima, será Espírito, o ser pensante, um dia. Há uma unidade de vistas na obra da Criação. Deus não admite privilégios. Estamos todos a caminho de gloriosa destinação.
5 – Isso explica por que há indivíduos que guardam um jeito animalizado, agressivos como um leão, covardes como uma hiena, venenosos como uma cobra… Estagiaram por lá há pouco?
Comportamentos dessa natureza revelam nossa natureza ainda mais próxima da animalidade, distante da angelitude. Todavia, não revelam uma influência próxima, porquanto a transição do princípio espiritual, a alma dos seres inferiores, para o ser pensante, não ocorre na Terra, mas em outros planos do Infinito, demandando largo tempo.
6 – Há uma escala a ser observada pelo princípio espiritual em evolução, envolvendo espécies e raças, no reino vegetal e animal? Arbusto, árvore, inseto, peixe, ave, mamíferos…
A lógica nos diz que existe esse escalonamento, mas não sabemos como se opera e não deve envolver todas as espécies e todas as raças, mesmo porque, no dinamismo da evolução, surgem e desaparecem espécies ao longo de milhões de anos que sustentam os processos evolutivos.
7 – Se o princípio espiritual passa por vários estágios nos reinos inferiores, isso significa que ele está submetido à reencarnação?
Sim, faz parte do processo. O princípio espiritual desdobra experiências reencarnatórias, sempre conduzido pelo instinto, desenvolvendo-se em complexidade, conquistando estágios superiores, até atingir condições para transformar-se num Espírito.
8 – Se o princípio espiritual que anima um cachorro é imortal e irá para a espiritualidade quando morrer seu corpo, isso significa que poderemos reencontrar animais de estimação, quando partirmos para o Além?
É possível mas improvável, já que, normalmente, a “alma” dos animais permanece pouco tempo na espiritualidade, logo sendo reconduzida à vida física.
Richard Simonetti

Livro Espiritismo, Tudo o que Você Precisa Saber

“GESTAÇÃO E ESPÍRITO- TODA GRAVIDEZ É PLANEJADA NA ESPIRITUALIDADE? ”

Nenhum de nós nasceu do acaso. Ninguém vem a este mundo sem um objetivo. Todos os que nele nascem, queridos ou não por seus pais, são por causas concretas....
"O princípio da reencarnação é uma consequência necessária da lei do progresso" A Gênese-Allan Kardec
"Deus impõe aos Espíritos a encarnação com o objetivo de fazê-los chegar à perfeição." Livro dos Espíritos-Allan Kardec
"Ó espíritas! Compreendei hoje o grande papel da Humanidade; compreendei que quando produzis um corpo, a alma que nele se encarna vem do espaço para progredir; sabei vossos deveres e colocai todo o vosso amor em aproximar essa alma de Deus:" (O Evangelho Segundo o Espiritismo - cap. XIV.9)
MECANISMO DA REENCARNAÇÃO
FASE PREPARATÓRIA: O reencarnante planejado - O processo de planejamento consiste em definir e organizar como será sua estada na terra: a convivência junto a outros, o corpo que lhe servir[á de instrumento e seu ambiente.
Escolha dos futuros pais e familiares
Estabelecimento do programa
Prévia escolha - determinação do sexo (depende da prova ou expiação que se deve passar)
Definição do tipo de reencarnação (compulsória ou livre escolha, provacional, expiatória, sacrificial ou missionária)
Execução do plano (inclui os futuros pais, gestantes e demais familiares)
OS ENSINAMENTOS DOS ESPÍRITOS:
A ligação do Espírito ao novo corpo (Livro dos Espíritos )
344 -Em que momento a alma se une ao corpo?
A união começa na concepção, mas não se completa senão no momento do nascimento. Desde o momento da concepção, o Espírito designado para habitar tal corpo, a ele se liga por um laço fluídico que vai se apertando, cada vez mais, até a criança nasça.
351 – No intervalo que vai da concepção ao nascimento, o espírito desfruta de todas as suas faculdades?
Mais ou menos, conforme a época, porque ainda não está encarnado, mas apenas ligado. A partir do instante da concepção, o Espírito começa a ser tomado de perturbação, que o adverte de que chegou o momento de começar nova existência; essa perturbação vai crescendo até o nascimento. Nesse intervalo, seu estado é mais ou menos o de um Espírito encarnado durante o sono do corpo. À media que a hora do nascimento se aproxima, suas idéias se apagam, assim como a lembrança do passado, de que não tem mais consciência, como homem, logo que entra na vida. Mas essa lembrança lhe volta pouco a pouco à memória, no seu estado de Espírito.
O ESPÍRITO REENCARNANTE:
O espírito reencarnante como que se albergará nas malhas das energias perispirituais maternas, sofrendo a sua influência e também influenciando, em parte, a matriz. Conforme essa influência, teremos reflexos benignos quando a mãe grávida sente-se alegre, feliz e carregando uma intraduzível harmonia; também certos sintomas negativos e desarmonizados que muitas mães apresentam estarão ligados às influencias do reencarnante, quando sempre pouco evoluído a esparzir as vibrações negativas de sua própria faixa.
Muitas dessas influencias estão ligadas ao espírito reencarnante, mas, muitas outras estarão ligadas à própria organização corpórea, às mudanças metabólicas e outras reações comuns do período gravídico.
Existem certos casos ligados ao espírito reencarnante que transfundem na mãe que o albergou imensa felicidade. Muitas mães que se encontram nesta faixa, entram em verdadeiros êxtases quando o filho começou a ser gerado em seu interior. As irradiações desses espíritos são tão benéficas que elas ficam paradas, com o olhar perdido no infinito e dizendo: o que está acontecendo comigo? Quando o esposo pergunta – lhe o que está acontecendo, nada sabem dizer; é como se dissessem: não mexa com os meus sonhos. Se o esposo insiste para que diga algo, logo replicam: não posso nem dizer o que há. Existem sensações que são indizíveis... Qualquer que seja a qualidade do espírito reencarnante, haverá sempre com a mãe correlações de causas, onde ambos lucrarão sempre, no sentido evolutivo, quer os mecanismos se exteriorizem nas faixas do amor ou do ódio, com as suas imensas variações.
Acoplado à mãe que o recebeu, o espírito reencarnante estará influenciando, com as suas vibrações, o processo da fecundação e, com isso, a escolha do espermatozoide que penetrará o óvulo.
Quando o Espírito tem de encarnar num corpo humano em vias de formação, um laço fluídico, que mais não é do que uma expansão do seu perispírito, o liga ao gérmen que o atrai por uma força irresistível, desde o momento da concepção. Á medida que o gérmen se desenvolve, o laço se encurta. Sob a influência do princípio vito-material do gérmen, o perispírito , que possui certas  propriedades da matéria , se une, molécula a molécula, ao corpo em formação, donde o poder dizer-se que o Espírito, por intermédio de seu perispírito, se enraíza, de certa maneira, nesse gérmen, como uma planta na terra.
Primeiro Mês
Desde que este o Espírito é apanhado no laço fluídico que o prende ao gérmen, entra em estado de perturbação, que aumenta, à medida que o laço se aperta, perdendo o Espírito, nos últimos momentos, toda a consciência de si próprio, de sorte que jamais presencia o seu nascimento.
Segundo Mês
Ainda com consciência o Espírito procura um contato com seus futuros pais, tenta participar de sonhos durante a noite, tenta um contato, tem vontade de se revelar e pedir a seus pais que o aceitem, sente ansiedade, sua espiritualidade esta ligada a da mãe, quando a mãe está nervosa ou cansada, o feto mesmo com dois meses já tem uma pré visualização do caráter e dos sentimentos de sua futura mãe.
Terceiro Mês
"O Espírito tem consciência de sua ligação a um feto, ou seja a um corpo em formação. Tem condições de captar, por algum processo ainda obscuro, os sentimentos de sua futura mãe, de seu pai e demais pessoas, com relação a ele, o Espírito renasce".
Quarto Mês
Com o desenvolvimento da gravidez, à medida que o embrião vai se estruturando, conforme o molde energético dado pelas matrizes perispirituais da entidade reencarnante, vão se intensificando as trocas fluídicas ou energéticas, entre o perispírito da mãe e o espírito reencarnante.
Quinto Mês
Durante a gestação, é importante envolvermos o feto com carinho, conversando com ele e demonstrando amor. Ele precisa ser amado e respeitado para crescer com o psiquismo saudável.
Sexto Mês
A educação da segurança, da tranquilidade e da confiança que os pais, desde já, poderão passar ao seu filho. Elementos fundamentais para o Espírito que renascerá num mundo de tantas dificuldades.
Sétimo Mês
O Espírito realiza a reencarnação conscientemente, inclusive traçando o seu próprio plano geral para a existência material que está se iniciando.
Oitavo Mês
O estado mental dos pais exerce grande influência no processo reencarnatório.
Nono Mês
Ao receber nossos filhos lembremos que a tarefa de educador nos foi confiada.
Cabe aos pais criarem condições favoráveis para que este Espírito renasça para a vida física numa psicosfera saudável, de amor e harmonia, onde os bons Espíritos estejam presentes.
O ambiente familiar no qual o Espírito que reencarna será recepcionado, exercerá influência que pode se tornar decisiva para o êxito ou não da missão.
O Consolador Entrevista com Divaldo Franco– Para haver gravidez, independentemente do desejo dos pais e do reencarnante, existe necessidade de autorização das autoridades espirituais?
Certamente que sim, porquanto no mapa da reencarnação dos futuros pais já se encontram delineados os filhos que devem, que podem ou que queiram ter. Graças a isso, ocorrem as facilidades na concepção ou os grandes impedimentos que vêm sendo vencidos pela ciência, através dos tempos, facultando a ocorrência, sempre sob supervisão espiritual.
O papel da mãe é fundamental no processo reencarnatório?
Sim. Segundo palavras de Clarêncio, o seio maternal é, nesse sentido, um vaso anímico de elevado poder magnético ou um molde vivo destinado à fundição e refundição das formas, ao sopro criador da Bondade Divina. "Esse vaso – diz Clarêncio – atrai a alma sequiosa de renascimento e que lhe é afim, reproduzindo lhe o corpo denso, no tempo e no espaço, como a terra engole a semente para doar-lhe nova germinação, consoante os princípios que encerra." (Entre a Terra e o Céu, cap. XXVIII, págs. 176 e 177.)

Fonte: http://blogespiritaluzevida.blogspot.com.br

𝗖𝗢𝗠𝗢 𝗢𝗦 𝗥𝗘𝗟𝗔𝗖𝗜𝗢𝗡𝗔𝗠𝗘𝗡𝗧𝗢𝗦 𝗙𝗜𝗖𝗔𝗠 𝗔𝗧𝗥𝗘𝗟𝗔𝗗𝗢𝗦 𝗡𝗔𝗦 𝗥𝗘𝗘𝗡𝗖𝗔𝗥𝗡𝗔𝗖̧𝗢̃𝗘𝗦.

Os ajustes dos relacionamentos problemáticos de outras existências. Pelas reencarnações os espíritos têm a oportunidade de reestabelecer os ...