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domingo, 7 de maio de 2017

“A VIDA NO OUTRO MUNDO”

Em A Vida no Outro Mundo, seu autor, Cairbar Schutel, combate a ideia de que nada existe após a morte e que se o Espírito não é imortal, (…) a vida é uma farsa que começa no berço e se acaba no túmulo. Como vimos anteriormente, os Espíritos levam consigo, para o Além-Túmulo, as qualidades boas ou más, todos os vícios e costumes e todos os conhecimentos e aptidões.
Os criminosos veem-se mergulhados em profundas trevas e só ouvem os lamentos de suas vítimas. Os suicidas só têm, na mente, o seu ato tresloucado. Allan Kardec, na Revista Espírita de maio de 1862, no capítulo intitulado Uma Paixão de Além-Túmulo, reporta-se ao suicídio, por amor, de um garoto de 12 anos de idade. Perguntado sobre sua situação, o jovem responde:
(. . .) Meu corpo lá estava inerte e frio e eu planava em volta dele; chorava lágrimas quentes. Vocês se admiram das lágrimas de uma alma. Oh! Como são quentes e escaldantes! Sim, eu chorava, porque acabava de reconhecer a enormidade de meu erro e a grandeza de Deus!. . . Entretanto, não tinha certeza de minha morte; pensava que meus olhos se fossem abrir . . .
O sofrimento dos Espíritos desencarnados é proporcional ao tipo de vida que levaram e ao maior ou menor apego que tenham à vida material. Durante a crise da morte, eles lutam para reter a vida corporal que lhes foge, e esse sentimento se prolongará por muito tempo. Aqueles muito ligados à vida material erram pelas vizinhanças do lar e do local do trabalho; julgam-se ainda vivos e pretendem participar dos negócios de que se ocupavam quando encarnados. Os viciados e libertinos continuam a sentir enorme ansiedade e procuram a convivência de devassos que lhes saciem os apetites sexuais e os vícios. O avarento fica em estado de angústia, por não poder impedir que os herdeiros esbanjem a fortuna amealhada durante a vida terrena.
Em Primeiras Impressões de Um Espírito, mensagem transmitida pelo Espírito Delphine de Girardin à médium Sra. Gostel na Sociedade Espírita de Paris, consta, dentro da sua perspectiva, o seguinte: Falarei da estranha mudança que se opera no Espírito após a libertação. Ele se evapora dos despojos que abandona, como uma chama se desprende do foco que a produziu; depois se dá uma grande perturbação e essa dúvida estranha: estou morto ou vivo?
A ausência das sensações primárias produzidas pelo corpo espanta e imobiliza, por assim dizer. Assim como um homem habituado a um fardo pesado, nossa alma, aliviada de repente, não sabe o que fazer de sua liberdade; depois o espaço infinito, as maravilhas sem número dos astros, sucedendo-se num ritmo harmonioso, os Espíritos solícitos, flutuando no ar e deslumbrantes de luz sutil que parece atravessá-los, o sentimento da libertação que inunda, de súbito, a necessidade de lançar-se também, no espaço como pássaros que querem treinar suas asas, tais são as primeiras impressões que todos nós sentimos. (Revista Espírita, de Allan Kardec, novembro de 1860, n° 11)
Temos informações, através de várias mensagens, que, no Além, assim como no Aquém, existem vagabundos, saltimbancos e fanfarrões. Existem, da mesma maneira, aqueles que se propõem a auxiliar os companheiros atrasados e, ainda, os que preferem trabalhar pelo seu próprio aprimoramento. Sócrates e Platão disso já tinham conhecimento e afirmavam:
A alma impura, nesse estado, encontra-se pesada, é novamente arrastada para o mundo visível, pelo horror do que é invisível e imaterial. Ela erra, segundo se diz, ao redor dos monumentos e dos túmulos, juntos dos quais foram vistos, às vezes fantasmas, como devem ser as imagens das almas que deixaram o corpo sem estar inteiramente puras, e que conservam alguma coisa de forma material, o que permite aos nossos olhos percebê-las.
Essas não são as almas dos bons, mas as dos maus, que são forçadas a errar nesses lugares, onde carregam as penas de sua vida passada, e onde continuam a errar, até que os apetites inerentes às suas respectivas formas materiais façam-nas devolver a um corpo. Então, elas retornam, sem dúvida aos mesmos costumes que, durante a vida anterior, eram de sua predileção. (O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec)
Como Deus não se compraz com o sofrimento eterno de seus filhos, passada uma fase de depuração dos fluidos mais densos, sobrevêm ao Espírito o sono reparador a que estão sujeitos todos os recém-chegados ao Mundo Espiritual. Nesse momento, Espíritos amigos e familiares recolhem os recém-desencarnados e os levam para as diversas estações de repouso. Ao despertar desse sono que pode variar de horas a séculos, o Espírito desencarnado começa a perceber o que está em sua volta. Surpreende-se ao encontrar um ambiente muito semelhante ao da Terra. Por esse motivo, muitos pensam que ainda estão vivos.
E, só a partir de uma tomada de consciência da realidade em que se encontram, surgirão para eles novas oportunidades: estudos, tarefas, trabalho assistencial, tudo de acordo com o seu adiantamento espiritual, sua capacidade e suas necessidades. Comentando as palestras familiares que estabelece com o Além-Túmulo, Allan Kardec diz a respeito da desencarnação:
Extinguindo-se as forças vitais, o Espírito se desprende do corpo no momento em que cessa a vida orgânica. Mas separação não é brusca ou instantânea. Por vezes começa antes da cessação completa da vida; nem sempre é completada no instante da morte. Sabemos que entre o Espírito e o corpo existe um liame semi-material, que constitui o primeiro envoltório. Este liame não se quebra subitamente. E, enquanto subsiste, fica o Espírito num estado de perturbação comparável ao que acompanha o despertar.
(. . .) ao entrar no mundo dos Espíritos é acolhido pelos amigos que o vêm receber, como se voltasse de penosa viagem. Se a travessia foi feliz, isto é, se o tempo de exílio foi empregado de maneira proveitosa para si e o elevou na hierarquia do mundo dos Espíritos, eles o felicitam. Ali reencontra os conhecidos, mistura-se aos que o amam e com ele simpatizam, e então começa, para ele, verdadeiramente, a sua nova existência. (Revista Espírita, abril de 1959, no 4, de Allan Kardec)
Na erraticidade, o Espírito não adquire, imediatamente, o saber e a virtude; antes, conserva sua inteligência ou ignorância, idéias, concepções, ódios ou afeições. O que se abala com o desligamento do corpo é a memória, e a sua lucidez retornará segundo o nível moral do desencarnado e à medida que se apagam as impressões terrenas. Se o Espírito errante tem bons propósitos, ele progride nos aspectos intelectual, moral e espiritual, podendo trazer-nos, mais tarde, as notícias das Colônias Espirituais onde estagiou, uma vez que, enquanto recebe tratamento no corpo perispiritual, o Espírito desencarnado se instrui.
Devido à diversidade de nossos caracteres, — aptidões, sentimentos, vícios, virtudes e hábitos — as condições de vida no Além são de uma diversidade infinita, daí as diferenças no conteúdo das mensagens. Existem, também, Espíritos tão evoluídos e depurados (Espíritos puros ou perfeitos) sobre os quais a Terra não mais exerce atração. Estes habitam as regiões menos densas e só reencarnam para cumprir missões especiais, como aconteceu com Jesus, Buda e Confúcio, além de outros grandes missionários.
Todavia, há Espíritos que não se incorporam a nenhum movimento nobre; vivem na Terra da Liberdade que é uma região, segundo informam os Espíritos, próxima à crosta terrestre, onde os desencarnados se entregam a mais completa indisciplina. Cada um faz o que quer e age de acordo com o livre-arbítrio, sem quaisquer restrições morais. A tônica de suas vidas é a liberalidade. Muitas vezes, reencarnam sem passar por estágios nas Colônias de recuperação e sem analisarem as vidas anteriores. Nos Mundos Espirituais superiores, os Espíritos continuam a agir dentro do seu livre-arbítrio, porém de acordo com padrões morais elevados.
Segundo Allan Kardec, ao tratar dos Possessos de Morzine: Sendo a Terra um mundo inferior, isto é, pouco adiantado, resulta que a imensa maioria dos Espíritos que a povoam tanto no estado errante, quanto no de encarnados, deve compor-se de Espíritos imperfeitos, que fazem mais mal que bem. Daí a predominância do Mal na Terra.
Ora, sendo a Terra, ao mesmo tempo, um mundo de expiação, é o contato do Mal que torna os homens infelizes, pois se todos os homens fossem bons, todos seriam felizes. E’ um estado ainda não alcançado por nosso globo; e é para tal estado que Deus quer conduzi-lo. Todas as tribulações aqui experimentadas pelos homens de bem, quer da parte dos homens quer da dos Espíritos, são consequências deste estado de inferioridade. Poder-se-ia dizer que a Terra é a Botany-Bay dos mundos: aí se encontram a selvageria primitiva e a civilização, a criminalidade e a expiação. (Revista espírita, de Allan Kardec, n2 12, dezembro de 1862 )
Assim, o fundamental para nós é saber que a Terra nada mais é que um pálido reflexo do Mundo Espiritual e que ambos se encontram na mesma faixa vibratória. Allan Kardec, em mensagem transmitida, após a sua morte, na residência de Miss Anne Blackwell, em Paris, em 14 de setembro de 1869, confirma os ensinamentos que em vida recebeu dos Espíritos em palestras familiares: Sou tão feliz como nem podeis pensar, meus bons amigos, por vos encontrar reunidos. Estou entre vós, numa atmosfera simpática e benevolente, que agrada ao mesmo tempo o meu espírito e o meu coração. Há muito tempo que eu desejava ardentemente o estabelecimento de relações regulares entre a escola francesa e a escola americana.
(… ) O Espíritos conservam no Espaço suas simpatias e seus hábitos terrenos. Os Espíritos dos americanos mortos são ainda americanos, como os desencarnado que viveram na França são ainda franceses no Espaço. Daí as diferenças dos ensinos em alguns centros. Cada grupo de Espíritos, por sua própria natureza, por seu espírito nacional, apropria suas instruções ao caráter, ao gênio especial daqueles que o dirigem. (Revista Espírita, de Allan Kardec, na 6, junho de 1869)
Sendo assim, conclui-se que o processo da morte não é necessariamente doloroso, embora, muitas vezes, os que presenciem o desenlace de algum amigo ou parente observem a luta do moribundo para conservar o Espírito no corpo. Aos olhos físicos a impressão é de a pessoa estar sofrendo intensamente, mas essa se constitui, apenas, uma visão terrena, dos que ainda permanecem do lado de cá. A realidade é bem outra.

Fonte: Blog-Verdade e Luz

sábado, 6 de maio de 2017

"MEDIUNIDADE OU BRUXARIA-VISÃO ESPIRITA"

Uma menina de seis anos, que sofria de albinismo, foi encontrada morta e com seus membros cortados no Burundi , na África. Eis aí um caso de assassinato, segundo autoridade policial local, motivado por rituais de feitiçaria. Acredita-se que os órgãos das pessoas com essa desordem genética são usados para fazer poções mágicas, a fim de garantir a juventude, a riqueza e o poder às pessoas que nela creem. Estamos diante da condição, extremamente, primitiva do ser humano que cultua tais crenças.
Anja Ringgren Lovén, ativista dinamarquesa, foi a responsável por salvar Hope, um garotinho africano da Nigéria de dois anos que foi abandonado pela família sob o estigma de ser a encarnação de um “bruxo” (médium!). Depois de passar oito meses morando na rua, Hope foi resgatado por Ringgren e, aos poucos, recuperou-se de um avançado estado de desnutrição. A dinamarquesa fez um magnífico serviço de socorro, sem dúvida, mas analisemos a questão pelo ponto de vista do sortilégio tão temido por diversas família africanas.
Arrastadas de suas casas sem saber ao certo do que estavam sendo acusadas, as “bruxas” eram despidas e submetidas a um criterioso exame em busca das marcas de Satanás. Sardas, verrugas, um mamilo grande, olhos dessemelhantes ou azuis pálidos eram considerados sinais seguros de que a mulher, principal vítima da perseguição, travara contato com as forças do mal. Informada sobre as suspeitas que pesavam sobre ela, a mulher que resistisse às lágrimas ou murmurasse olhando para baixo, seguramente era uma seguidora dos espíritos malignos. Escaldadas em água com cal, suspensas pelos polegares com pesos nos tornozelos, sentadas com os pés sobre brasas ou resistindo ao peso das pedras colocadas sobre suas pernas, as rés não tardavam a gritar aos seus inquisidores que -“sim, era verdade”, que elas sacrificavam animais e criancinhas, evocavam demônios nas noites de lua cheia, e usavam ervas e feitiços para matar e trazer infelicidade aos inimigos.
Instaurada para identificar e punir os hereges e sua doutrina de oposição entre o bem do espírito e o mal do corpo, a inquisição foi oficializada em 1233, no papado de Gregório IX. Do momento em que a Igreja declarou que as antigas religiões pagãs eram uma ameaça hostil ao cristianismo, em 1320, até a última execução judicial, realizada em território polonês no final do século XVIII, milhares de pessoas, 80% mulheres, foram acusadas, investigadas e punidas com base em denúncias da vizinhança.
Na Idade Média, eram santos e santas, quando se afinavam à cartilha religiosa da época, ou então, feiticeiros e bruxas, recomendados à fogueira ou à forca, quando  não se ajustavam aos preconceitos do tempo em que nasceram. O Papa João XXII, em 1326, autorizou a perseguição às bruxas sob o disfarce de heresia. O Concílio de Basileia (1431-1449) apelava à supressão de todos os males que pareciam arruinar a Igreja. Em 1484 o Papa Inocêncio VIII promulgou a bula Summis desiderantes affectibus, confirmando a existência da bruxaria. No mesmo ano foi lançado o livro Malleus Maleficarum, pelos inquisidores Heinrich Kraemer e James Sprenger. Com 28 edições, esse volumoso manual se tornou uma espécie de bíblia da caça às bruxas. Contudo, Benedict Capzov, um fanático luterano, foi responsável pela morte de aproximadamente 20.000 “bruxas”, apoiando-se na “lei” do Êxodo (22,18); “Não deixarás viver a feiticeira”.
No Brasil, no mês de outubro de 1890, foi promulgado o Código Penal da República, que, maliciosamente, associa a prática do Espiritismo aos rituais de magia e adivinhações. O texto dizia o seguinte, no Artigo 157: “É crime praticar o Espiritismo, a magia e seus sortilégios, usar de talismãs e cartomancia (…), inculcar curas de moléstias (…) e subjugar a credulidade pública. Pena: prisão celular de 1 a 6 meses e multa de 100 a 500 $;. Os espíritas reclamaram com Campos Sales, Ministro da Justiça da época, mas nada adiantou. O relator do Código, João Batista Pinheiro, limitou-se a dizer que o texto se referia à prática do “baixo” Espiritismo, como se existissem dois Espiritismos.
Na verdade, os republicanos utilizaram os espíritas como bodes expiatórios para diminuir a oposição católica ao novo regime, causada pelo desatrelamento entre a Igreja e o Estado. Como consequência do Código, vários companheiros foram presos em 1891, no Rio de Janeiro. Preocupado com possíveis focos de resistência ao regime, o Governo autorizou a polícia a invadir reuniões e residências à procura de opositores. Para evitar confusões, muitos centros decidiram fechar, temporariamente.
Paulo de Tarso escreveu aos coríntios, “Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes. Vós bem sabeis que éreis gentios, levados aos ídolos mudos, conforme éreis guiados. Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema, e ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor senão pelo Espírito Santo.
Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil. Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; e a outro, a fé; e a outro, os dons de curar; e a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os Espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas.” [1]
Atualmente há médiuns tidos como (“bruxos”!) de todos os matizes, em largas expressões, a saber: psicógrafos, clarividentes, clariaudientes, curadores, poliglotas, psicofônicos, materializadores, intuitivos etc. Paulo de Tarso foi admirável médium de clarividência e clariaudiência, às portas de Damasco, ao ensejo de seu encontro pessoal com Jesus. Todavia, não podemos esquecer que os subjugados – os doentes mentais e os obsedados de todos os graus – que enxameavam a estrada dos tempos apostólicos, eram também médiuns (“bruxos”!).


Jorge Hessen

“ATÉ QUANDO REENCARNAREMOS? ONDE ACABA O CICLO DE CAUSAS E EFEITOS? ”

Nós partimos do pressuposto de que existe uma razão para reencarnar. De acordo com a Doutrina Espírita, a reencarnação é um processo de aprendizado. Existe a Lei do Progresso, e obedecendo a essa Lei nós reencarnamos quantas vezes forem necessárias para o nosso aprimoramento num determinado plano – no nosso caso, o plano físico do planeta Terra.
Esse é o entendimento da Doutrina Espírita. Há outros entendimentos possíveis.
Os budistas, por exemplo, não acreditam exatamente em reencarnação, mas em renascimento – nós podemos renascer em outros seres, inferiores ou superiores a nós. A vantagem de renascer como humano é a possibilidade de alcançar o Nirvana e acabar com o ciclo de renascimentos.
Os antigos gnósticos acreditavam que o plano material é o produto de uma catástrofe cósmica.
Só pra esclarecer: Em 1945 foi descoberta a chamada Biblioteca de Nag Hammadi, uma série de livros predominantemente gnósticos. O gnosticismo vigorou com força nos séculos II e III. Eles achavam que este mundo em que vivemos é um erro, um erro cósmico, e que nós temos que transcender esse mundo através do conhecimento (gnose é conhecimento, em grego).
Mas a nossa referência quando nós falamos em reencarnação é a Doutrina Espírita.
Allan Kardec tratou a reencarnação como dogma. É o que nós vemos na questão 171 de O Livro dos Espíritos. Temos que considerar que não se trata de um dogma religioso, mas de um dogma filosófico. É um princípio sobre o qual se assenta a Doutrina.
Uma coisa que merece ser dita é que Allan Kardec, mesmo depois da publicação da 1ºedição de O Livro dos Espíritos, continuou com dúvidas a respeito da reencarnação. Ele trata desse tema na Revista Espírita de Novembro de 1958 no artigo Da pluralidade das existências corpóreas.
A 1º edição de O Livro dos Espíritos, de 1857, foi produzida a partir das comunicações de alguns espíritos através de três médiuns adolescentes. É importante lembrar isso porque a maior parte dos espíritas (a quase totalidade) acredita que a chamada codificação, que alguns chamam de “pentateuco kardekiano”, foi elaborada a partir de milhares de comunicações e que passou pelo Controle Universal do Ensino dos Espíritos.
Não foi assim. Allan Kardec estabeleceu o Controle Universal do Ensino dos Espíritos como um meio de avaliação para novos pontos doutrinários, mas ele não seguiu esse método no começo do seu trabalho. E como o dogma da reencarnação aparece já no alvorecer da Doutrina, que é a 1º edição de O Livro dos Espíritos, podemos afirmar categoricamente que a reencarnação, para a Doutrina Espírita, é um dogma filosófico. Allan Kardec acata a teoria da reencarnação como um dogma filosófico, não se importando em comprovar a teoria da reencarnação através do Controle Universal do Ensino dos Espíritos.
Allan Kardec não foi pioneiro no estudo das manifestações dos espíritos. O que Allan Kardec fez de inovador foi a elaboração de um corpo doutrinário, mas quando ele tomou conhecimento das manifestações dos espíritos já havia estudos em andamento conduzidos por cientistas reconhecidos na época.
Um dos grandes nomes da época é o cientista e conselheiro imperial russo Alexandre Aksakof. Aksakof foi o primeiro pesquisador a considerar o animismo presente nas manifestações. Quando falamos em animismo estamos falando da participação mais ou menos inconsciente do espírito do próprio médium na comunicação atribuída a um espírito ou na produção de um fenômeno. Aksakof é o autor do livro Animismo e Espiritismo, um clássico publicado até hoje pela FEB.
O que poucos espíritas sabem é que Alexandre Aksakof foi um crítico contundente de Kardec. Uma das críticas de Aksakof a Kardec é que Kardec pulou a fase da experimentação. Kardec preferiu, desde o começo do seu trabalho, logo depois da publicação da 1ºedição de O Livro dos Espíritos, trabalhar com médiuns escreventes. Nós sabemos hoje, em grande parte por causa de Aksakof, que (nas palavras dele) “médiuns escreventes se deixam levar facilmente pela influência psicológica das ideias preconcebidas”.
Paralelamente ao Espiritismo, e tendo iniciado antes do Espiritismo, existia o espiritualismo inglês, ou espiritualismo anglo-americano. Na Inglaterra, especificamente, onde o espiritualismo era bem desenvolvido, e onde muitas experiências foram realizadas, as comunicações dos espíritos afirmavam que não existe reencarnação. Para Kardec, isso se devia ao preconceito dos americanos e ingleses, que não estavam preparados para receber esse ensinamento.
O fato é que a teoria da reencarnação não era unanimidade entre os espíritos que se comunicavam.
Eu não tenho a menor dúvida de que existe reencarnação. Os estudos do Dr. Ian Stevenson atestam a existência da reencarnação. Hoje, com a internet, nós tomamos conhecimento de muitos casos de crianças que têm lembranças espontâneas de suas existências anteriores e contam detalhes irretorquíveis dessas existências.
Eu jamais coloquei em dúvida a existência da reencarnação.
Por que, então, eu mencionei essa controvérsia em relação a Kardec?
Em primeiro lugar, é preciso dizer que nós não tememos a verdade. Quem tem fé sólida não precisa se apegar a um conjunto de crenças.
É verdade que existe reencarnação, mas também é verdade que a maneira como o Espiritismo trata a reencarnação é fruto de um conjunto de crenças – crenças construídas a partir da argumentação filosófica de Kardec.
A reencarnação é tratada, na literatura espírita, como se fosse condição obrigatória para todos; como se fosse o único meio de alcançar o progresso; e como se existisse um ponto determinado a alcançar, e que para alcançar esse ponto seriam necessárias muitas e muitas reencarnações.
Há muitas fantasias no meio espírita. São teorias que foram lançadas por alguém (geralmente por um espírito carismático, como Emmanuel), essas teorias conquistaram a simpatia dos espíritas, passaram a ser repetidas por outros espíritos encarnados e desencarnados, e hoje se tornaram dogmas de fé – ninguém as questiona.
A reencarnação é um fato. Mas o modo como tudo se processa foge ao nosso conhecimento.
– Ah, mas os espíritos disseram!
Os espíritos não sabem tudo. Os espíritos têm suas opiniões formadas, seus preconceitos, suas limitações. Espíritos realmente superiores não conseguem se comunicar conosco.
Além disso, por melhor que seja o médium, ele também tem ideias preconcebidas, limitações e falhas de caráter. Nenhuma mensagem dos espíritos chega até nós com exatamente o mesmo teor com que foi emitida.
Nós temos teorias, nós temos alguns experimentos, nós temos hipóteses de trabalho, nós temos a lógica, e nós temos a intuição – certezas nós as temos poucas.
Mas voltemos à primeira pergunta:
Até quando reencarnaremos?
Uma respostinha padrão seria: “Até quitarmos todos os nossos débitos e aprendermos tudo o que podemos aprender nesse plano físico”.
Será mesmo?          
Por que nós reencarnamos?
Nós reencarnamos por que nossos interesses estão no plano físico. Ainda somos muito animais e pouco espirituais. Nós alimentamos ilusões: ilusões de poder, ilusões de prazer, ilusões afetivas – isso sem falar dos vícios: vício em comida, vício em álcool, vício em drogas, vício em sexo, vício em dinheiro, vício em consumo, vício em jogo, vício em diversão, carência afetiva, doenças… há uma infinidade de coisas que nos prendem ao plano físico.
Buda e Jesus têm um ensinamento em comum: o desapego. O budismo prega o desapego como meio de libertação do ciclo de renascimentos. Jesus ensinou muito sobre o desapego. Esse é um ensino de Jesus que não foi devidamente evidenciado até hoje. Talvez o principal ensino de Jesus seja o desapego, e não o amor, como costumamos pregar.
O mundo material é um mundo de ilusão. Isso eu não acho, isso eu tenho certeza. Nós só nos libertaremos desse mundo de ilusão quando nós pararmos de nos iludir. Falta muito.
Mas isso não quer dizer, necessariamente, que temos uma cota determinada de erros passados a resgatar ou que temos uma cota determinada de aprendizado a assimilar.
E aqui cabe introduzir a segunda pergunta:
Onde acaba o ciclo de causas e efeitos?
Causa e efeito é um fenômeno da mente. A mente é um programa – como um programa de computador. A mente é o programa através do qual nós experimentamos possibilidades. O plano físico é isso: uma experimentação de possibilidades.
Nós programamos a mente e a partir de um determinado momento ela passa a agir sozinha, no piloto automático. Em vez de nos servirmos da mente, então, passamos a ser escravizados pela mente. É a mente que nos mantém escravizados na ilusão.
Se recobrarmos o domínio sobre a mente nós poderemos nos libertar do ciclo de causas e efeitos, por que esse ciclo é produto da mente.
Eu estou falando em “mente”, mas o correto seria falar em “intelecto”. A mente pode ser dividida em duas dimensões: o plano mental superior ou abstrato e o plano mental inferior ou concreto ou, ainda, intelecto. É o intelecto que racionaliza tudo.
O budista que alcança o Nirvana através da meditação ultrapassa o intelecto. Ele se desapegou da ilusão, então não precisa mais renascer, e se libertou do ciclo de causas e efeitos, pois foi além do intelecto.
Nós vemos em Nosso Lar que André Luiz, depois do seu primeiro dia de trabalho nas câmaras de retificação, vai para um aposento para dormir. Quando ele dorme se vê transportado para uma dimensão superior. Ele tem plena consciência de que deixou o seu corpo astral adormecido no aposento – então ele é desdobrado para o plano mental. Lá ele encontra a sua mãe. A mãe de André Luiz já vivia numa dimensão superior – provavelmente o plano mental inferior.
A mãe de André Luiz tinha sido, ao que tudo indica, uma pessoa normal – e vivia em uma dimensão superior.
Ainda em Nosso Lar nós temos o exemplo da Ministra Veneranda, que estava há mil anos supervisionando um grande grupo de espíritos, uma grande família espiritual.
Ela já não precisava mais reencarnar. Podia estar vivendo num plano superior, em grande paz, mas sacrificava a sua paz individual para trabalhar em benefício daqueles pelos quais ela se sentia responsável.
Eu intimamente tenho convicção de que não é assim tão difícil cessar o ciclo reencarnatório. Acontece que nós vivemos numa cultura judaico-cristã. Para um budista ou para um hinduísta não há nada de errado no fato de o indivíduo seguir o seu caminho: abandonar o mundo, as coisas do mundo e as pessoas – e seguir o seu caminho.
Mas, para o cristão, isso pode parecer egoísta. Nós nos questionamos:
– Como pode alguém viver em paz, numa dimensão superior, sabendo que os espíritos que foram seus filhos, seu cônjuge, pais mães, irmãos, continuam aqui sofrendo nesse mundo de ilusão?
É uma questão difícil. Não há dúvida de que a decisão da Ministra Veneranda, de permanecer supervisionando os seus espíritos queridos, é uma decisão meritória, bonita.
Mas eu também não veja nada de errado em cada um seguir o seu caminho. Quem se libertou da ilusão já não tem pena daqueles que ficam – pois essa pena também é uma forma de apego. Ele compreende perfeitamente que tudo isso é passageiro, e que mais cedo ou mais tarde cada um descobre a verdade e também se liberta.
Uma dúvida pode surgir:
– Se alguém conseguir se desapegar de tudo no plano físico ele pode se livrar do ciclo reencarnatório e do ciclo de causas e efeitos mesmo não tendo reparado o mal que fez para os outros?
Quem consegue se desapegar é porque já tem conhecimento suficiente acerca da ilusão do mundo e não tem males significativos a reparar. Uma mente culpada não consegue se desvencilhar da ilusão.

Morel Felipe Wilkon

“OS HABITANTES “EXTRATERRESTRES” DE MARTE E SATURNO SÃO MAIS ADIANTADOS QUE OS TERRÁQUEOS. ” VISÃO ESPÍRITA. ”

Buscando argumentos racionais que justifiquem a doutrina da pluralidade dos mundos habitados não se pode olvidar a vastidão do universo, com os seus incontáveis planetas, sistemas solares, galáxias etc. Com o avanço da astronomia e da astrofísica evidencia-se um universo infinito, e afirmar que só a Terra teria o "privilégio" de possuir uma humanidade seria condenar essa humanidade a ser exceção dentro das leis naturais ou divinas.
Do ensino dado pelos espíritos resulta que muito diferentes umas das outras são as condições dos mundos, quanto ao grau de adiantamento ou de inferioridade dos seus habitantes. Entre eles há os que são inferiores à Terra, física e moralmente; outros, da mesma categoria que o nosso; e outros que lhe são mais ou menos superiores em todos os aspectos. Nos mundos inferiores, a existência é toda material, reinam soberanas as paixões, sendo quase nula a vida moral. À medida que esta se desenvolve, diminui a influência da matéria, de tal maneira que, nos mundos mais adiantados, a vida é, por assim dizer, toda espiritual.
HÁ 50 ANOS O HOMEM TENTA CAPTAR SINAIS
Bem, mas o homem procura ter uma confirmação da vida em outros planetas. Sobre o assunto o jornal O GLOBO, de 13 de março de 2010, publicou no caderno Ciências matéria assinada pela jornalista Roberta Jansen, O Silêncio dos ETs , fazendo um balanço de 50 anos da tentativa de astrônomos e outros cientistas provarem a existência de extraterrestres. Ela começa citando o astrônomo Frank Drake que, em 8 de abril de 1950, apontou uma antena para uma estrela próxima com o objetivo de captar Sinais. Mas tudo o que ouviu, segundo ele, foi o silêncio.
Porém, a astrônoma Duília de Melo, do Goddard Space Flight Center, da NASA, especialista no Telescópio Hubble, sustenta que “o fato de nunca termos achado vida, não quer dizer que ela não exista”. 
JÁ NOS IDOS DE 1939 SINAIS FORAM CAPTADOS
Embora a jornalista diga que a pesquisa de vida inteligente fora da Terra teve inicio a partir de 1950, citando o astrônomo Frank Drake, ela ignorou as experiências realizadas pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia, conforme a seguinte informação do Espírito Humberto de Campos, nos seus relatos a respeito de Marte, no livro Novas Mensagens, publicado em 1939:
“Todos os grandes centros deste planeta (Marte), esclareceu o nosso amigo e mentor espiritual, sentem-se incomodados pelas influências nocivas da Terra, o único orbe de aura infeliz, nas suas vizinhanças mais próximas, e, desde muitos anos enviam mensagens, ao globo terráqueo, através das ondas luminosas, as quais se confundem com os raios cósmicos cuja presença, no mundo, é registrada pela generalidade dos aparelhos radiofônicos.
Ainda há pouco tempo, o Instituto de Tecnologia da Califórnia inaugurou um vasto período de experiências, para averiguar a procedência dessas mensagens misteriosas para o homem da Terra, anotadas com mais violência pelos balões estratosféricos, conforme as demonstrações obtidas pelo Dr. Robert Millikan, nas suas experiências científicas”. 
Ora, se a mensagem recebida do Espírito Humberto de Campos por Chico Xavier se deu no dia 25 de julho de 1939, e se o mentor espiritual utiliza a expressão “ainda há pouco tempo”, isto é, antes dessa data, logo podemos concluir que a ciência terrena se preocupa com esse assunto há mais de 65 anos, e não 50, como afirma a jornalista Roberta Jansen.
  A propósito, o Dr. Roberto Millikan, citado na mensagem, foi um Cientista americano famoso dos anos vinte, e o segundo americano a receber o Prêmio Nobel em física em 1923 pelo seu estudo sobre a carga eletrônica elementar e o efeito fotoelétrico. Ele não só foi um grande cientista, mas o seu lado religioso e a sua natureza filosófica eram evidentes tanto nas conferências dele na reconciliação de ciência e religião, quanto nos quatro livros publicados.
Millikan via no Universo e nos eventos humanos a manifestação de uma inteligência superior. Afirmava que o único fundamento válido para o conhecimento racional consistia na combinação do espírito do físico com o do religioso.
REVELAÇÕES MEDIÚNICAS
De fato a astrônoma Duília de Melo tem razão, pois as revelações feitas pelo Espírito Maria João de Deus, através do médium Francisco Cândido Xavier, no livro Cartas de Uma Morta , lançado em 1935, ao descrever uma excursão ao planeta Marte, fala da existência de seres humanos, como poderemos constatar nos seguintes trechos do seu relato:
“Vi-me à frente de um lago maravilhoso, junto de uma cidade, formada de edificações profundamente análogas às da Terra. (...) Vi homens mais ou menos semelhantes aos nossos irmãos terrícolas, mas os seus organismos possuíam diferenças apreciáveis. Além dos braços, tinham ao longo das espáduas ligeiras protuberâncias à guisa de asas, que lhes prodigalizavam interessantes faculdades volitivas. (...) O ar é muitíssimo mais leve: conhecem os enigmas profundos da eletricidade, que usam com maestria; as edificações são análogas às da Terra; a vida em Marte é mais aérea – poderosas máquinas; embora existam oceanos, há pouca água; sistemas de canalização; poucas montanhas.
Assegurou-me, ainda, o desvelado mentor espiritual, que a humanidade de Marte evoluiu mais rapidamente que a Terra e que desde os pródromos da formação dos seus núcleos sociais, nunca precisou destruir para viver, longe das concepções dos homens terrenos cuja vida não prossegue sem a morte e cujos estômagos estão sempre cheios de vísceras e de virtualhas de outros seres da criação”.
INFORMAÇÕES DO ESPÍRITO HUMBERTO DE CAMPOS
SOBRE MARTE
Além dessa revelação de Maria João de Deus, o Espírito Humberto de Campos, também realizando uma excursão ao planeta Marte, observou que as formas de vida nele existentes são bem superiores às da Terra. A Sociedade Marciana está moral e cientificamente alguns séculos mais adiantada que a do nosso planeta, porque lá não existem guerras nem conflitos. Observa-se, através desse relato, a perfeita concordância com os comentários do Espírito Maria João de Deus, inclusive sobre a superioridade dos habitantes de Marte.
Os relatos do Espírito Humberto de Campos, por intermédio do médium Chico Xavier, estão no livro Novas Mensagens , editado pela Federação Espírita Brasileira em 1939. Nele, Humberto também revela a existência de água em Marte. Vale lembrar que somente em 2004, ou seja, 65 anos após a publicação dessa obra, a NASA apresentou as primeiras provas químicas e geológicas diretas da existência de água no passado de Marte, obtidas pelo robô Opportunity .
Posteriormente, em 2007, os cientistas da NASA descobriram a existência de enormes depósitos de gelo no polo sul de Marte, detectados pela sonda espacial Mars Express . No caso de tais depósitos se derreterem, eles podem se transformar numa reserva apreciável de água para Marte. E, em 31 de julho de 2008, a Sonda Phoenix, que explora o solo de Marte, confirmou a existência de água no planeta.
A descoberta ocorreu depois que a Phoenix colocou amostras do solo em um instrumento que identifica os gases produzidos por substâncias. Para os técnicos, é a primeira vez que a existência de água é provada quimicamente. O cientista William Boynton, da Universidade do Arizona, declarou que eles já tinham evidências de gelo em observações da sonda Mars Express, mas essa é a primeira vez que a água em Marte é tocada e provada.
OS CANAIS DE MARTE
Em determinado trecho da matéria O silêncio dos Ets , da jornalista Roberta Jansen, existe o seguinte comentário a respeito da existência de canais em Marte:
“A ideia da existência de ETs inteligentes começou a ganhar força e a povoar o imaginário da população em geral e de escritores de ficção científica em particular a partir de observações feitas pelo astrônomo Giovanni Schiaparelli, em 1877, de um telescópio recém-construído. Schiaparelli notou que a superfície do planeta vermelho era marcada por linhas e sulcos intrincados, que chamou de canais. Ainda no século XIX, o astrônomo americano Percival Lowell retomou a ideia dos canais marcianos — ele chegou a criar um centro para estudá-los, popularizando-a. Tais canais, sustentava Lowell, só poderiam ter sido construídos por uma inteligência superior. A coisa chegou a tal ponto que ele chegou a localizar a região onde seria a capital de Marte, numa confluência de canais”.
A respeito da existência de canais condutores de água, vejamos o que diz Humberto de Campos, na mensagem sobre Marte, psicografada por Chico Xavier:
“Marte tem cidades fantásticas pela sua beleza inaudita: avenidas extensas e amplas, sendo as construções análogas às da Terra; a vegetação, de tonalidade vermelha, é muito mais exuberante do que a terrena; Marte é “um irmão mais velho e mais experimentado na vida; seus habitantes sempre oram ao Senhor do Universo, em benefício da humanidade terrena”; habitantes têm arcabouço físico algo diferente do terrestre; alimentação: através das forças atmosféricas.
O espírito Humberto de Campos viu também máquinas aéreas possantes que se balouçavam no pé das nuvens; muitas dessas nuvens são produzidas artificialmente, para atender reinos mais fracos da natureza. Na atmosfera ao longe, vagavam nuvens imensas, levemente azuladas, que nos reclamara a atenção, explicando-nos o mentor da caravana fraterna que se tratava de espessas aglomerações de vapor d’água, criadas por máquinas poderosas da ciência marciana, a fim de que sejam supridas as deficiências do líquido nas regiões mais pobres e afastadas do largo sistema de canais, que ali coloca os grandes oceanos polares em contínua comunicação, uns com os outros”.
Ora, se lá existe água, e sabendo que ela é o elemento primordial para que haja vida como a nossa aqui na Terra, é lógico admitir-se, sem medo de errar, a existência de seres inteligentes habitando o planeta Marte, naturalmente em outra dimensão física.
SOBRE MARTE, SATURNO E JÚPITER
No livro Crônicas de Além Túmulo , o Espírito Humberto de Campos, através da psicografia de Chico Xavier, no capítulo 24, intitulado A Paz e a Verdade , ao reportar uma reunião nos planos espirituais, ante a possibilidade da deflagração de uma guerra entre nações na Terra, relata o seguinte:
“Os grandes Espíritos, que sob a tutela amorosa de Jesus dirigem os destinos da Humanidade, reuniram-se há pouco tempo, nos planos da erraticidade, para discutirem o método de se estabelecer o Gênio da Paz na face da Terra.
A essa assembleia de sábios das coisas espirituais e divinas, compareceram anciãos da sociedade de Marte, estudiosos de Saturno, cientistas e apóstolos de Júpiter e outros representantes da vida do nosso sistema solar”.
ESPÍRITO ABEL GOMES EM FALANDO A TERRA
No capítulo Notícias , do livro Falando a Terra , psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier e editado pela Federação Espírita Brasileira em 1951, o Espírito Abel Gomes, comentando as atividades dos trabalhadores dos planos mais altos, nos transmite a seguinte informação:
“Dessas congregações de gênios da bondade e do trabalho, da harmonia e da inteligência partem, para outros mundos, missões de estudiosos que se interessam pela nossa esfera.
Júpiter, Saturno, Marte e outros gigantes de aperfeiçoamento em nossa organização planetária são visitados constantemente por esses vanguardeiros da luz e do amor, para a permuta de valores necessários ao nosso engrandecimento; em muitos casos, descem esses missionários à experiência carnal em que desempenham altos misteres na política, na administração, na ciência e na fé religiosa, legando às criaturas sulcos de luz inapagável, nos exemplos e experiências que transmitem às gerações mais novas”.
EMMANUEL FALA DE MARTE E SATURNO
Consta no prefácio do livro Emmanuel , cujo autor espiritual é o próprio Emmanuel, psicografado pelo médium Chico Xavier, editado pela FEB em 1938, o seguinte comentário:
“(...) assim como Marte ou Saturno já atingiram um estado mais avançado em conhecimentos, melhorando as condições de suas coletividades, o vosso orbe (a Terra) tem, igualmente, o dever de melhorar-se, avançando, pelo aperfeiçoamento das suas leis, para um estágio superior, no quadro universal”.
HABITANTES DE SATURNO PELA MÃE DE CHICO
No livro Cartas de uma morta, o espírito Maria João de Deus, mãe de Francisco Candido Xavier, psicografado pelo próprio Chico, editado em 1935, encontramos dois capítulos referentes a Saturno e a Marte. Quanto a Marte, já citamos anteriormente, mas quanto aos Saturninos, diz ela:
“Os Saturninos são incontestavelmente superiores aos terrestres; não há vícios, nem guerras; utilizam a eletricidade na sua plena possibilidade; têm habitações de estilo gracioso; a autora espiritual viu seres estranhos, extraordinariamente feios, evolucionado-se nos ares, em “gracis movimentos”; os habitantes se dedicam mais à espiritualidade; as moléstias incuráveis lhes são desconhecidas; a vegetação: é diferente de terrena, pois é azulada; os mares são rosados”.
E para concluir o tema em torno da pluralidade dos mundos habitados, trago o comentário de Allan Kardec à questão nº 55 de O Livro dos Espíritos:
"Deus povoou de seres vivos os mundos, concorrendo todos esses seres para o objetivo final da Providência. Acreditar que só os haja no planeta que habitamos seria duvidar da sabedoria de Deus, que não fez coisa inútil. Certo, a esses mundos há-de ele ter dado um destino mais sério do que o de nos recrearem a vista. Aliás, nada há, nem na posição, nem no volume, nem na constituição física da Terra, que possa induzir à suposição de que ela goze o privilégio de ser habitada, com exclusão de tantos milhares de milhões de mundos semelhantes”.
E por último, o ensino de Jesus: "Não se turbe o vosso coração. Crede em Deus, crede também em mim. Há muitas moradas na casa de meu Pai; se assim não fosse já vo-lo teria dito, pois me vou para vos preparar o lugar." (S. João, cap. XIV, v. 1).
Fonte
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"PORQUE OS DOENTES GRAVES AS VEZES MELHORAM E LOGO DEPOIS DESENCARNAM?"


Por que as pessoas doentes as vezes melhoram e logo depois desencarnam?

Em caso de doença, o processo de Desligamento do doente ocorre mais lentamente. Por vezes acontece que as equipes socorristas iniciam o processo de desligamento, mas os parentes estão junto ao doente e vibram tão intensamente para que este fique bom, que dificultam muito o seu processo de desligamento. Para resolver esta situação, os socorristas fazem com que o doente tenha uma repentina melhora. Desta forma os familiares ficam aliviados e afastam-se, continuando as suas tarefas diárias. Neste momento, os socorristas podem retomar o processo de desligamento e o doente vem a falecer em pouco tempo. 
Num velório costuma haver uma nuvem cinzenta de tanta tristeza que paira no local. Às vezes o espírito está ausente, já desligado da matéria. Outras vezes o espírito está confuso no local e por vezes está a dormir junto ao corpo. O que dificulta nestes lugares é a tristeza e a choradeira das pessoas. 
Seria tão maravilhoso se todos compreendessem a desencarnação como ela verdadeiramente é, e aceitassem a ausência física, ajudando o desencarnado com pensamentos de amor e carinho, rezando por ele com fé, ajudando-o no seu desligamento e na sua ida a sua nova jornada no plano espiritual. 
O melhor desencarne é de uma pessoa que foi Espiritualizada em Vida, pois desencarna de uma maneira completamente tranquila, como que dormindo e acordando num belo local, entre amigos!!! É um regressar tranquilo à verdadeira casa!!! 
Autor desconhecido
  

sexta-feira, 5 de maio de 2017

“RELAÇÕES ALÉM TÚMULO. ”

Sabendo que a verdadeira vida é a espiritual, é evidente, portanto, que existam relações entre os espíritos desencarnados que retornaram à pátria espiritual.
Atualmente encarnados, pensando e agindo conforme nosso grau de adiantamento, e, ainda envoltos na materialidade da vida, temos dificuldades em conceber a ideia de como é essa vida espiritual e suas relações.
Segundo as instruções dos espíritos, há uma organização entre as diferentes ordens dos desencarnados, estabelecendo entre elas uma hierarquia de poderes, subordinação e autoridade, com base na ascendência moral, de uns sobre os outros, diferentemente do que ocorre na Terra, quando tal hierarquia se dá de acordo com bens, posses e poderes materiais. No plano espiritual o adiantamento moral exerce uma hierarquia irresistível entre uns e outros.
Daí então, entendemos que todos os bens e gozos terrenos que um homem possui na Terra, não lhe garantirão nenhum privilegio ou poder no mundo espiritual o que coaduna com as lições do Cristo, quando afirma que os pequenos serão elevados e os grandes rebaixados. O que realmente vale são as riquezas e os valores espirituais.
Atualmente vemos uma inversão de valores, onde notamos a procura pela exaltação, pela chance de e destacar, de sobressair e de se tornar notável, a qualquer custo, numa sociedade onde cresce, desenfreadamente, a busca por valores materiais.
Os laços familiares cada dia mais frouxos, o casamento cada dia menos comum, as relações humanas cada dia mais egoístas e individualistas e o amor ao próximo, cada dia menos próximo de nosso coração! E os ensinamentos de Jesus que agora temos a maturidade de compreender, por vezes, caem no esquecimento. Quem quiser ser o melhor que seja o último e o servidor de todos, orienta Jesus, nisso está o amor, a bondade e a justiça.
Portanto, após a morte, levaremos conosco tudo aquilo que somos e fizemos na presente existência. Assim, como na vida física, nos aproximamos e nos afinizamos com aqueles que têm as mesmas aspirações que temos. A união no plano espiritual se dá por simpatias de propósitos, os bons espíritos, pelo desejo de fazer o bem; os maus, pelo desejo de fazer o mal, pela vergonha de suas faltas e pela necessidade de se encontrarem ente os seres que são semelhantes a eles.
Estando encarnados, fingimos, escondidos no corpo físico, mentimos, enganamos, trapaceamos, agimos com inveja, orgulho e egoísmo diante de fatos e provações da existência, há no plano espiritual não mais dispomos da matéria, então nos apresentamos tal qual verdadeiramente somos, como nossas mazelas expostas não podendo mais passar uma imagem daquilo que realmente não somos!
Levaremos conosco, no retorno a vida espiritual, o que somos, não mais podendo esconder no verniz da materialidade, e caso lá cheguemos em uma situação não muito favorável, provavelmente nos sentiremos extremamente envergonhados e decepcionados, pois muitas vezes, tivemos a oportunidade de participação na programação de nossa recente existência, trazendo a proposta de reparação de alguns erros e não o fizemos.
Somos como crianças de idade escolar, durante a nossa existência, recebemos a oportunidade de estudar e de aprender, dispomos do material para isso; o nosso corpo físico. Porém, assim como na escola, passamos pelas provas em que seremos testados, ou seja, convivência difícil com um familiar, avareza, paciência, tolerância... e muitas vezes sucumbimos, não conseguindo passar de ano, sendo reprovados na escola do progresso espiritual, o que ensejará a necessidade de uma nova reencarnação.
E não há dor maior do que o remorso do tempo perdido, da oportunidade desperdiçada, do desprezo. A nossa consciência nos acusará. Dessa forma, devemos seguir nossa atual existência com os propósitos de sermos mais tolerantes mais amáveis, mais pacientes, mais dóceis, mais caridosos... de acordo com os ensinamentos cristãos.
Se queremos um mundo melhor, essa mudança deve começar dentro de nós!

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – julho/2014