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terça-feira, 25 de julho de 2017

“ESPÍRITOS OBSESSORES E OS RELACIONAMENTOS AMOROSOS.”

Você sabia que pode haver obsessão em qualquer relacionamento amoroso? É algo que parece distante, mas muito comum. Quando se fala em obsessor e obsessão, a primeira imagem que vem à mente pode ser a do filme O Exorcista, não é? Para desmistificar e entender melhor como tudo acontece, vamos apresentar os conceitos principais desse assunto:
Obsessor é um espírito, desencarnado ou não, que exerce influência negativa sobre uma ou mais pessoas, fazendo com que a energia delas se desequilibre, diminuindo-a e tornando-a instável física, emocional, mental e/ou espiritualmente. Se o espírito pode ser desencarnado ou não, significa que qualquer pessoa com quem convivemos pode ser um obsessor, até mesmo você pode ser obsessor de outras pessoas! A obsessão é esse processo que envolve o obsessor e o obsediado, que é quem se sente reprimido, sugado, além de outros sintomas da obsessão que veremos mais adiante.
Não só o relacionamento amoroso, mas qualquer relacionamento pode ser sofrer os efeitos de uma obsessão. Não há como viver sozinho – nem as pessoas que optam por viver retirados da sociedade vivem tão sozinhas assim – e nós nos aproximamos de pessoas pelo grau de afinidade que temos com elas. Nós atraímos pessoas e seres, entidades, espíritos pela nossa necessidade de aprendizado e pelo karma que geramos anteriormente.
Afinidade e reforma íntima
Em um relacionamento, as pessoas se atraem porque precisam se harmonizar mutuamente, e o(a) parceiro(a), namorado(a), esposo(a) torna-se um gatilho para as suas emoções negativas. Quando essas emoções são afloradas, há a oportunidade de agir diferente – curando a emoção – ou agir como sempre.
Muitas vezes, a falta de compreensão ou até mesmo a ignorância em relação a isso conduz o casal a crises intensas. Quando as emoções negativas estão afloradas e as pessoas não têm consciência de que precisam se harmonizar, ocorre um conflito que gera cobranças e desgaste da energia. Quando cobramos que o outro seja e se comporte como nós queremos, a liberdade e a leveza do relacionamento se perdem, a vibração cai, e assim a relação se transforma em obsessão, em que a pessoa que cobra torna-se obsessor do parceiro que é cobrado e repreendido.
Para entender melhor, imagine um casal vive junto há muitos anos. Ele trabalha o dia inteiro e chega em casa cansado ao fim do dia. A única coisa que ele quer é ficar em casa, sentado no sofá. Ela trabalha em casa, cuida de tudo e passa o tempo na internet, esperando o marido chegar. Como não tem muitos amigos, ela espera que seu marido a leve para passear ou que a acompanhe. Ele, porém, não quer sair de casa, pois já passou o dia todo fora.
Então aí começam as brigas e as emoções se afloram: ela acha que ele deveria lhe dar mais atenção, levá-la para passear, pois ela só fica em casa e muito sozinha. Ela se sente preterida, abandonada pelo marido que só pensa em trabalhar. Ele acha que ela deveria se acalmar e se contentar com a situação. Depois de tanto tempo discutindo sem chegar a nenhum acordo, sem nenhum progresso, o casal se afasta emocionalmente, já não conversam mais sobre outros assuntos, e já não fazem tantas coisas juntos. Na maioria das vezes, ambos se cobram e se culpam mutuamente por seu descontentamento.
A responsabilidade pela sua felicidade é toda sua
O que seria mais saudável, nesse caso: ambos deveriam olhar para suas carências e falhas para que possam curá-las e não projetá-las no outro, ou seja, sem transferir a responsabilidade e culpar o parceiro. Isso ainda não é tão simples, pois a maioria das pessoas tem a imagem de parceiro perfeito na cabeça, do príncipe ou da princesa encantada.
Essa é uma imagem totalmente equivocada. Ao acreditar nela, entende-se que precisamos de alguém para acabar com a nossa solidão, a carência, a baixa autoestima, o medo, a angústia e assim por diante. Acredita-se que o príncipe ou a princesa irá mudar a realidade atual. Isso é uma ilusão! Agindo dessa forma, acontece a transferência da responsabilidade, e a responsabilidade pela sua felicidade é toda sua!
É por essa brecha que as obsessões emocionais entram na vida do casal, porque quando o(a) parceiro(a) não corresponde à necessidade e às expectativas da pessoa, ela naturalmente começará com as cobranças, para que ele(a) se comporte de forma que lhe agrade. Foi isso o que vimos no exemplo acima; esse não é o amor incondicional, e sim amor condicional, também chamado de egoísmo. A situação mostra com clareza que todos nós ainda somos imaturos quanto às nossas emoções e, consequentemente, quanto à nossa consciência espiritual.
Os espíritos obsessores no relacionamento
Quando o campo emocional do casal manifesta esse modelo ainda imaturo, demonstrado pelas carências e gestos de egoísmo, existe uma abertura energética para influências espirituais nocivas, vindas de energias e de seres, entidades do plano espiritual. As dimensões física, emocional e mental estão ligadas à espiritual, por isso uma influência de qualquer natureza no corpo espiritual repercute nos outros corpos, afetando a mente e as emoções de forma mais intensa.
As obsessões espirituais atrapalham muito a vida do casal, porque a naturalidade e a leveza entre os parceiros são abaladas sempre que forças externas estão agindo negativamente. A obsessão pode acometer apenas uma das pessoas algumas vezes. Em outras, a obsessão pode ocorrer nos dois, separadamente ou ao mesmo tempo. Os tipos e as formas de entidades e seres agirem são também muito variados, mas a causa da obsessão é sempre a mesma: negligência espiritual.
Como negligenciar a vida espiritual? Basta deixar de buscar pela reforma íntima, deixar de estudar a respeito da evolução espiritual, de meditar, de orar, de fazer o evangelho no lar, ter hábitos negativos, vícios e deixar de lado os valores espirituais.
Na verdade, é tudo uma questão de sintonia. Não podemos culpar os obsessores. Nós atraímos para o nosso campo seres que estão na mesma vibração que a nossa, e eles só agem porque “baixamos” a guarda, ou seja, quando o casal não se cuida, deixando de fazer todas essas coisas mencionadas acima.
Os obsessores, muitas vezes, exploram as falhas e as quedas de atitude; numa discussão boba, eles podem favorecer a briga, o caos, em que o casal se afunda e se desgasta emocionalmente. Mas o mais importante é descobrir na nossa atitude onde foi que permitimos que uma obsessão afetasse o nosso relacionamento. A causa pode ser a falta de amor, a carência, a transferência da nossa responsabilidade para o ser amado, entre outros.
Sintomas da obsessão no relacionamento
Existem sintomas que podem ser identificados, mas há uma grande armadilha de achar que qualquer crise do casal seja relacionada a uma influência espiritual negativa. Dessa forma, é preciso muito cuidado para analisar a situação e não usar a obsessão espiritual como muleta para os problemas conjugais e afetivos.
Os sinais mais simples de identificar são:
Irritação acima do “aceitável”;
Predisposição para brigar maior do que a disposição de manter a harmonia;
Cobrança exagerada por um determinado comportamento, principalmente quando a atitude de um ou de ambos parece muito diferente, do ponto de vista negativo.
Há casos em que a pessoa se comporta de forma bipolar: em um dia, fica descontrolada, e no outro não consegue dizer por que se comportou daquele jeito, pois ela não se reconhece.
O acesso e o consumo de material pornográfico é um fator que influencia muito a vibração do casal. É algo que está aberto para todos os que quiserem ver, seja nas revistas, seja na TV, seja na internet. Quando uma pessoa se sintoniza com esses materiais, ela está abrindo a sua guarda espiritual para atrair espíritos obsessores que atuam nessas frequências mais baixas. Não se trata de moralismo, mas revistas, filmes, fotos, e vídeos da internet ligados à pornografia são muito nocivos, pois facilitam muito a ação de espíritos densos especializados nessa ação perniciosa.
O processo de obsessão espiritual no relacionamento amoroso
Acima, falamos sobre as obsessões entre pessoas encarnadas, podendo ser nós mesmos ou nossos parceiros. Mas também há a obsessão por seres desencarnados. Às vezes, espíritos sofredores e perdidos se aproximam por causa da afinidade energética e pela sintonia do casal que se encontra em crise, afundado em tristeza, frustração e angústia. Mas também há as obsessões “profissionais”, cujas intenções não são tão boas quanto as dos espíritos desnorteados e que muitas vezes nem sequer sabem que já desencarnaram.
As artimanhas dos espíritos das sombras não têm limites, pois as investidas realizadas por espíritos especializados, em geral, é patrocinada por grupos sombrios de grande escala e tecnologia – sim, no plano espiritual também existem tecnologias muito avançadas. Esses obsessores atuam principalmente para evidenciar as falhas que cada pessoa tem do ponto de vista do seu parceiro, tornando-as mais constantes e visíveis, insuportáveis para o outro, até que este se sinta incomodado e, assim, os conflitos surjam.
Depois disso, de forma tranquila e natural, os vampiros energéticos induzem hipnoticamente a pessoa ao conflito, inserindo na tela mental dela ideias e pensamentos que parecem ser da própria pessoa. Essas informações levam o casal a mais brigas, conflitos, cobranças e desamor, e é induzido por suas próprias fraquezas emocionais a tornar o relacionamento um caos.
Essa ação é muito grave e difícil de ser identificada porque quase sempre demonstra ideias afins com o que a pessoa obsidiada tem, pois essas ideias têm perfeita ressonância com o seu universo de pensamentos e sentimentos.
Como escapar e se manter protegido dos espíritos obsessores?
Não existe um remédio apenas para que o casal se proteja das obsessões no relacionamento. É necessário combinar uma série comportamentos individuais e em dupla para que assim alcancem o patamar de harmonia.  O Evangelho no Lar é uma ferramenta eficiente se após a prática da leitura e da oração ambos continuem a aplicar o que aprenderam na vida prática. Nesse caso, qualquer leitura edificante e inspiradora, que tenha uma lição, uma moral, um exemplo positivo, é válido. De forma sucinta, é preciso que o casal busque, estude, medite e ore constantemente. Ambos precisam cultivar autoestima, fé, tranquilidade e confiança internamente para que as cobranças e as acusações fiquem do lado de fora de sua relação.
Além disso, é muito recomendado criar hábitos saudáveis de alimentação, sem álcool, drogas, buscando uma nutrição mais saudável e regrada. Como somos seres compostos por muitos corpos, só seremos saudáveis e felizes se aprendermos a cuidar de todos eles com equilíbrio. Como disse Jesus a seus discípulos, é preciso “orar e vigiar” sempre, em qualquer situação, pois não se pode perder o foco no que realmente importa: o amor em todos os atos.
Para o casal viver em harmonia…
É preciso que cada um busque individualmente sua realização, harmonize-se com suas questões pessoais, alimente sua autoestima. Esse é um caminho a ser trilhado sozinho para depois somar alegria e amor na relação. Como já foi dito, o maior e mais comum erro é transferir para o outro a responsabilidade de alcançar harmonia, autor realização, plenitude e alegria. Quando isso acontece, fica praticamente impossível permitir que o amor cresça. Portanto, cure-se primeiro, pois assim você também irá curar o seu relacionamento.
Outra dica que vale muito e que cura é a admiração. Experimente substituir a crítica pelo elogio ao seu parceiro. Você pode fazer isso pessoalmente, dizendo para ele, mas também pode fazer em pensamento. Da próxima vez que surgir o impulso de criticar a outra pessoa, faça um esforço de se concentrar nas qualidades que ela tem e ignore seus defeitos. No começo não é fácil, mas, com o tempo, os resultados aparecem nítidos e profundos, e podem fazer um milagre na vida de qualquer casal.
Muita Luz para você e até a próxima!

Bruno J. Gimenes -Redação Luz da Serra

segunda-feira, 24 de julho de 2017

“A CURA DO ESPÍRITO”

No livro Fonte Viva, ditado pelo espírito de Emmanuel, na psicografia de Francisco Xavier, o autor do livro, comentando sobre as enfermidades físicas e espirituais, diz o seguinte: "O comprimido ajuda, a injeção melhora, mas os verdadeiros males partem do coração", numa alusão cabal e completa, que na realidade, quem adoece é o espírito, e o corpo físico, é apenas um instrumento de excreção das mazelas que incomodam o espírito.
Só mesmo quando o ser consciente se recolhe na sua estrutura íntima, pode perceber a existência do seu mundo interior, que em síntese, é quem comanda o seu cosmo físico e mental; sendo na realidade, a verdadeira fonte de sua subsistência, e por isso foi que Jesus afirmou com absoluta certeza: "Nem só de pão vive o homem".
Essa existência interior do ser humano é a da consciência imortal, que apresenta níveis que transcendem a interpretação humana, e corresponde à vida da alma, que depois de muitas experiências no campo da carne e do espírito, deixou-se atrair pelo núcleo mais profundo da sua realidade íntima. Podemos então dizer que uma vida interiorizada não é uma vida mental-intelectual alimentada por percepções externas, mas na realidade voltada para o seu interior, onde se encontram "os tesouros” que, segundo Jesus, “não podem ser roubados". É interessante observar que, assim como o corpo físico, necessita de alimentos físicos o espírito imortal: esse viajor incansável da eternidade necessita de alimento espiritual. O alimento físico do corpo é o arroz, o feijão, a carne e outros nutrientes já conhecidos pelo homem, mas o alimento do espírito ainda passa despercebido dos seres humanos, preocupados em excesso com as coisas materiais.
O espírito necessita de silêncio, prece, recolhimento, leitura espiritual, música suave, meditação, concentração, e, principalmente do Culto no Lar; para que ele se sinta fortificado na sua estrutura eletromagnética, e assim, fornecer as energias que vão estabelecer o equilíbrio do corpo material. Sabemos perfeitamente que a harmonia da existência nos planos materiais está muito longe das energias dos planos sutis e rarefeitos do Universo, mas transformações importantes estão ocorrendo nesse período de transição do nosso Planeta. Mas a transformação maior terá que ser realizada pelo próprio homem, modificando seus hábitos, tendências e pendores; se afastando do ódio, do rancor, do ressentimento, da raiva, do ciúme, da maldade, da crueldade, da falsidade, da prepotência, do autoritarismo, do orgulho, do egoísmo, da mentira, que são corrosivos e não permitem que tenhamos uma saúde perfeita e real. O processo de cura real não pode ser encarado teoricamente, de uma forma exclusivamente externa, e sim passar a vivê-la na sua pureza, com uma permanente atitude de responsabilidade diante de Deus, da vida e dos homens, mantendo uma convivência pacífica com os semelhantes, não invadindo fronteiras alheias, afastando-se dos crimes, escândalos e falcatruas, candidatando-se com o tempo, a um processo de cura espiritual e física, ainda desconhecido do homem terreno.
Em uma de suas Cartas aos Gentios, o Apóstolo Paulo, um dos maiores seguidores do Cristo de todos os tempos, faz uma advertência rigorosa para a humanidade: "Desperta tu que dormes, e o Cristo te iluminará", numa alusão clara e insofismável que, se não acordarmos para a vida interior, ou seja, a vida do espírito, dificilmente alcançaremos a nossa liberdade espiritual, e em consequência, a nossa cura verdadeira. Podemos afirmar ainda com absoluta certeza que, parte das nossas dores, sofrimentos, decepções e desilusões, assim como enfermidades físicas e espirituais, são sombras; sombras que utilizamos para envolver nossos companheiros de jornada em épocas passadas, e que agora voltam contra nós, a fim de através do trabalho e de disposições voltadas para o bem, possamos transformá-las em raios de luz. O homem é na realidade o que ele pensa, o que ele sente e o que ele exercita nos movimentos que empreende no relacionamento com os outros, e quando ele consegue se harmonizar com os seus semelhantes, afastando a ideia errônea de vencer os outros para vencer a si mesmo, certamente está no caminho certo para curar todos os males, quer provenham do corpo físico, ou do espírito imortal, esse nômade do espaço, esse andarilho do infinito.

Djalma Santos-Correio Espírita

“ESPAÇOS ESPIRITUAIS. ”

"Não se turbe o vosso coração. Credes em Deus e também em mim. Há muitas moradas na casa de meu Pai; se não fosse assim, já vos teria dito, pois vou vos preparar lugar, e depois que me tenha ido, e preparado o lugar, voltarei e vos retirarei para mim, a fim de que onde eu estiver também vós estejais" (Jesus - Evangelho São João, Cap. 14; Vers. de 1 a 3).
Um dos assuntos que mais intrigam os adeptos das Doutrinas Espiritualistas é o assunto que trata do local onde as almas, retiradas do mundo físico depois da "morte", irão estacionar. A maioria das religiões, seitas e doutrinas diversas, falam em moradas celestes, como o céu, o paraíso, ou lugares venturosos, onde os eleitos de Deus ou de Jesus ficariam felizes numa espécie de adoração beatífica, sem nada fazer, e aí, encontraria a felicidade que não estaria na Terra.
Do mesmo modo, essas Instituições Religiosas indicam lugares tenebrosos, sombrios e de grande sofrimento, como: o inferno, purgatório, umbral, trevas, abismo e outras denominações de locais circunscritos, em que as almas penadas sofreriam por muito tempo, até resgatar os pecados que contraíram junto aos companheiros e companheiras de jornada evolutiva aqui na Terra. A Doutrina Espírita não aceita a ideia de lugares fixos ou circunscritos, em nenhuma hipótese, do bem ou do mal, e sim, adverte, que cada ser humano, ao desencarnar, leva para o outro lado da vida, o Céu ou o Inferno que construiu dentro de si mesmo.
O Papa João Paulo II, já desencarnado, afirmou antes de morrer em um Jornal de Roma, e que foi republicado no Jornal O Globo, um texto sobre esse assunto, em que ele disse o seguinte: “O Céu, o Inferno e o Purgatório, não existem como lugares fixos ou circunscritos, e sim, são ‘estados da alma’, demonstrando de uma forma cabal e completa, que passamos a vivenciar no além, o nosso estado mental íntimo, obedecendo sempre os valores conquistados por cada um de nós”.
Na mesma entrevista, o Papa afirma categoricamente que: “A morte não representa o fim e não separa as pessoas, pois aqueles que atravessam as águas enigmáticas do rio da ‘morte’, não estão perdidos no espaço, e sim em algum lugar; recebendo com muita alegria e felicidade, nossos pensamentos e sentimentos de bondade em relação a eles”, deixando uma ideia clara e precisa de que "ninguém morre". Outro ponto importante desse assunto, é que muitas religiões e crenças acreditam que as almas permanecem nesses lugares em posição estacionária, o que contraria a Lei da Evolução, que faz com que todos os seres caminhem sempre para frente e para cima, mesmo quando estão em condições desfavoráveis.
É claro que o avanço mais rápido vai depender do esforço de cada um; do desejo intenso de crescer, superar e transcender, utilizando para isso o corpo físico, instrumento divino de apresentação externa, mas que, se bem utilizado, certamente dará ao espírito imortal, esse viajor da eternidade, esse nômade do espaço, esse andarilho do infinito, as condições ideais para o seu aprendizado durante a jornada terrena. O importante para o ser humano é saber de antemão que nunca estará sozinho ou desamparado, tendo sempre ao seu lado seu guia espiritual, e também membros de sua parentela familiar, independente de sua condição moral ou intelectual. As moradas da casa do pai estão disseminadas no espaço infinito e, com certeza, teremos acesso a todas elas dependendo apenas do nosso avanço moral e intelectual, galgando sempre aos poucos, a escada infinita que separa esses mundos do Universo de Deus.
Ainda segundo muitos filósofos, pensadores, e escritores, o céu seria habitado por espíritos bons, ditosos e celestiais, enquanto o inferno seria habitado pelos espíritos maus, invejosos, cruéis, vaidosos e assassinos, que ali sofreriam todo tipo de castigo jamais imaginado pela mente humana; até que cansados e arrependidos, pudessem voltar à normalidade evolutiva. O espiritismo rejeita essa premissa, e diz que o castigo é a dor da consciência culpada, que pode desaparecer, se forem usados os antídotos do perdão, do remorso e do arrependimento; e o empreendimento num trabalho incessante em benefício dos outros. Quando conseguimos plantar nos corações daqueles que nos cercam a alegria e a felicidade, a felicidade dos outros nos buscará, aonde quer que possamos estar, aqui ou no além, a fim de implantar em definitivo, a nossa suprema ventura.

Djalma Santos-Correio Espírita

domingo, 23 de julho de 2017

“DEPOIS DA MORTE...”

É bastante comum se ouvir comentários de que quem morre não volta. Em torno desta assertiva, muitos ousam afirmar que, portanto, ninguém tem certeza se há mesmo algo para além deste mundo.
Estão equivocados, contudo, os que assim pensam e se expressam. Os Espíritos retornam, sim, depois da morte física, para atestarem o seu amor aos que deixaram na Terra.
Ou para dizerem da sua dor, do seu arrependimento por algumas atitudes tomadas, enquanto estavam por aqui.
Você pode pensar que tudo isso é somente uma questão de crença.
Mas, não é verdade. Se você é cristão, deve recordar que o nosso Mestre e Senhor deu a maior prova de que se pode retornar após a morte.
Enquanto entre os homens, Ele, certo dia, subiu ao Monte Tabor e ali, ante os Apóstolos Pedro, Tiago e João, conversou com os Espíritos materializados de Moisés e Elias.
Ora, Elias era um profeta que morrera há muitos séculos. Moisés, da mesma forma.
Portanto, eram Espíritos que ali se manifestaram, conversando com Jesus.
Depois da morte na cruz, Jesus se apresenta para Maria Madalena, no Jardim de José de Arimateia.
Ela O reconhece como sendo o seu Senhor. E, sai, feliz, para a cidade, a fim de contar a novidade para os amigos do colégio apostólico.
No caminho de Emaús, dois discípulos encontram um estranho que segue com eles. Conversam a respeito dos últimos acontecimentos de Jerusalém.
A prisão do Mestre, o julgamento arbitrário na calada da noite, o suplício, a morte na cruz.
O estranho lhes fala e os elucida a respeito de coisas que não haviam entendido.
Quando chegam ao seu destino, convidam-no a ficar com eles. Afinal, desce a noite.
Durante a refeição, ao partir o pão, eles se dão conta que aquele é o Mestre que voltara do vale da morte.
No cenáculo, Jesus aparece aos Apóstolos reunidos. Identifica-se: Sou Eu, não temais!
Fica com eles. Conforta-lhes os corações.
Aparece e desaparece, muitas vezes, em lugares totalmente fechados.
Em outro momento, os aguarda na praia. Orienta-os no rumo da divulgação da Sua doutrina.
Depois de quarenta dias, aos olhos de uma quase multidão de quinhentas pessoas, Ele desaparece.
Mais tarde, apareceria presente outra vez, no caminho de Damasco, para o jovem de Tarso.
Não somente aparece. Mas indaga e orienta a Saulo acerca do que deve fazer.
E, ainda, apareceria ao velho Apóstolo Pedro, na Via Ápia, na manhã de luz, a caminho de Roma.
Aonde vais, Senhor? Indaga o velho Apóstolo.
Eu vou para Roma, Pedro, para tornar a ser crucificado. Vou para ficar com os meus, desde que tu os abandonas.
E Pedro, envergonhado, volta para o cárcere, entregando-se voluntariamente, a fim de morrer, pouco tempo depois com heroísmo.
Ora, se nosso Modelo e Guia tantos exemplos deu de que o Espírito vive e retorna após a morte física, que desejamos mais para crer?
A morte não é o fim. É a continuidade da vida em outra dimensão.
Você pode não crer e achar que está certo.
Ou você pode pensar a respeito e concluir que racionalmente assim deve ser.
Somente não negue aos amores que partiram a sua certeza de que eles continuam a amá-lo, além das fronteiras da vida física.
Pense nisso!

Redação do Momento Espírita.-

"DURANTE PRECE MÉDIUM DIZ INCORPORAR CHICO XAVIER. SERÁ? SE FOI IMITAÇÃO FOI MUITO BEM FEITO."


𝗖𝗢𝗠𝗢 𝗢𝗦 𝗥𝗘𝗟𝗔𝗖𝗜𝗢𝗡𝗔𝗠𝗘𝗡𝗧𝗢𝗦 𝗙𝗜𝗖𝗔𝗠 𝗔𝗧𝗥𝗘𝗟𝗔𝗗𝗢𝗦 𝗡𝗔𝗦 𝗥𝗘𝗘𝗡𝗖𝗔𝗥𝗡𝗔𝗖̧𝗢̃𝗘𝗦.

Os ajustes dos relacionamentos problemáticos de outras existências. Pelas reencarnações os espíritos têm a oportunidade de reestabelecer os ...