Vinhas de Luz

Vinhas de Luz

terça-feira, 20 de abril de 2010

PALESTRA DO MÉDIUM PEDRO VIEIRA

Pergunta:

 No deuteronômio diz que o homem deve morrer uma só vez. A própria bíblia se contradiz, também quando fala que é proibido qualquer tipo de comunicação com espíritos. O que o Espiritismo diz sobre isso?

(Dt, 18:9) Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos. Não se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti. A outra citação é de Paulo de Tarso em sua epístola aos Hebreus, 9:27: E, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma só vez para levar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação. Analisemos cada caso separadamente. Nos deteremos mais no segundo, que diz respeito à reencarnação. Em Deuteronômio vemos claramente: "não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos" referindo-se à FORMA como consultavam os mortos, explicitamente colocado como "adivinhador", "mágico", entre outras coisas. O que ocorria? O povo hebreu provindo de diversas tradições, tribos, e submetido ao jugo dos egípcios por anos, encontrava-se sem um destino correto moral a seguir: não tinha sequer a noção do Deus único firmada. A mediunidade existiu desde que existe o homem e foi a responsável pelo aparecimento das primeiras religiões. O uso que se fez dela é que variou de acordo com o senso moral e intelectual de cada povo. No caso do povo de Moisés, era utilizada de maneira errada, como adivinhações, para contato com Espíritos rasteiros, que nada iriam acrescentar-lhes. Na impossibilidade de entender-se o fenômeno - veja bem que essa própria passagem atesta a veracidade da mediunidade, porque não se proíbe aquilo que não existe -, como ocorreu com a carne de porco mal lavada, Moisés o proibiu. Como alguém que proíbe uma criança de colocar a mão na tomada. Mas essa mesma criança pode ser um engenheiro elétrico de sucesso no futuro, época em que a proibição, criada para protegê-la de sua própria ignorância, não faz mais sentido. O Espiritismo estuda as passagens no contexto científico: histórico. Nele, ela fazia sentido. Hoje não mais. Vamos a Paulo. Paulo diz que após a morte - que, realmente só ocorre uma vez - há o juízo, a avaliação das próprias posturas. Isso é correto. Ao homem é dado morrer somente uma vez - em cada corpo. Hoje podemos entender a colocação de Paulo de acordo com a certeza da reencarnação. Era de se esperar que, pela forte formação judaica, Paulo ainda resistisse pessoalmente à reencarnação, até porque não conheceu o Cristo em vida quando disse a Nicodemos claramente que era necessário retornar ao ventre de sua mãe para ver a Deus. Vamos lembrar que Paulo era um doutor da lei judaica, onde a noção da ressurreição da carne era pregada pelos motivos expostos anteriormente. O Espiritismo, mais uma vez, considera válido o pensamento inspirado de Paulo, situando-o no âmbito em que ele, Espírito, estava: no de uma vida física. Em cada vida física é dado ao homem morrer e depois disso vir o juízo, mais uma vez entendendo as escrituras de acordo com o contexto em que foram escritas. (t)

Fonte: INTERNET
TRECHO DA PALESTRA DO MÉDIUM PEDRO VIEIRA
RIO DE JANEIRO 08/02/2002

PALESTRA DO MÉDIUM PEDRO VIEIRA

Pergunta:

 No deuteronômio diz que o homem deve morrer uma só vez. A própria bíblia se contradiz, também quando fala que é proibido qualquer tipo de comunicação com espíritos. O que o Espiritismo diz sobre isso?

(Dt, 18:9) Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos. Não se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti. A outra citação é de Paulo de Tarso em sua epístola aos Hebreus, 9:27: E, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma só vez para levar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação. Analisemos cada caso separadamente. Nos deteremos mais no segundo, que diz respeito à reencarnação. Em Deuteronômio vemos claramente: "não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos" referindo-se à FORMA como consultavam os mortos, explicitamente colocado como "adivinhador", "mágico", entre outras coisas. O que ocorria? O povo hebreu provindo de diversas tradições, tribos, e submetido ao jugo dos egípcios por anos, encontrava-se sem um destino correto moral a seguir: não tinha sequer a noção do Deus único firmada. A mediunidade existiu desde que existe o homem e foi a responsável pelo aparecimento das primeiras religiões. O uso que se fez dela é que variou de acordo com o senso moral e intelectual de cada povo. No caso do povo de Moisés, era utilizada de maneira errada, como adivinhações, para contato com Espíritos rasteiros, que nada iriam acrescentar-lhes. Na impossibilidade de entender-se o fenômeno - veja bem que essa própria passagem atesta a veracidade da mediunidade, porque não se proíbe aquilo que não existe -, como ocorreu com a carne de porco mal lavada, Moisés o proibiu. Como alguém que proíbe uma criança de colocar a mão na tomada. Mas essa mesma criança pode ser um engenheiro elétrico de sucesso no futuro, época em que a proibição, criada para protegê-la de sua própria ignorância, não faz mais sentido. O Espiritismo estuda as passagens no contexto científico: histórico. Nele, ela fazia sentido. Hoje não mais. Vamos a Paulo. Paulo diz que após a morte - que, realmente só ocorre uma vez - há o juízo, a avaliação das próprias posturas. Isso é correto. Ao homem é dado morrer somente uma vez - em cada corpo. Hoje podemos entender a colocação de Paulo de acordo com a certeza da reencarnação. Era de se esperar que, pela forte formação judaica, Paulo ainda resistisse pessoalmente à reencarnação, até porque não conheceu o Cristo em vida quando disse a Nicodemos claramente que era necessário retornar ao ventre de sua mãe para ver a Deus. Vamos lembrar que Paulo era um doutor da lei judaica, onde a noção da ressurreição da carne era pregada pelos motivos expostos anteriormente. O Espiritismo, mais uma vez, considera válido o pensamento inspirado de Paulo, situando-o no âmbito em que ele, Espírito, estava: no de uma vida física. Em cada vida física é dado ao homem morrer e depois disso vir o juízo, mais uma vez entendendo as escrituras de acordo com o contexto em que foram escritas. (t)

Fonte: INTERNET
TRECHO DA PALESTRA DO MÉDIUM PEDRO VIEIRA
RIO DE JANEIRO 08/02/2002