Vinhas de Luz

Vinhas de Luz

domingo, 15 de janeiro de 2017

“LEMBRANÇA DA EXISTÊNCIA CORPÓREA”

É muito comum, procurarmos saber o que acontece com nossas lembranças, uma vez desencarnados. O espírito, na verdade, se lembra de sua existência terrena, na medida que necessita da informação. Não há portanto, uma necessidade intrínseca das informações como um todo , obtidas durante sua encarnação. Ele, pode-se lembrar de detalhes minuciosos , inclusive pensamentos se isso lhe for de alguma utilidade, mas comumentemente, o espírito busca lembranças que o façam sentir bem ou que o ajude em sua atual condição a entender suas necessidades e razões por estar na situação atual que se encontra. Ele vê e percebe a necessidade de purificação para sua evolução , por isso compreende que evoluí a cada existência.
As vidas passadas do espírito podem se apresentar de duas formas: - Através de um quadro diante de sua memória como se fosse na verdade filmes a serem transmitidos à sua mente - ou através de sua imaginação.
Essas lembranças são trazidas de acordo com o grau de importância para esse espírito. Quanto mais evoluído estiver, menos se lembrará das coisas materias.
Ele somente trará para si, lembranças que o farão progredir e continuar na escala evolutória. As demais caem no esquecimento. Suas lembranças, vêm de todas as suas vidas, não somente a última deixada . As primeiras , as quais podem ser lembradas como a infância do espírito, perdem-se no vazio e desaparecem na noite do esquecimento. O espírito sente-se feliz por encontrar-se na nova situação. Pois a veste que nós encarnados aqui usamos , é na verdade uma veste que nos embaraça e nos aprisiona. Uma vez, seu corpo em decomposição, o espírito percebe-o como uma coisa normal e isso não agride seus olhos. Mesmo após um certo lapso de tempo(1).Com relação as boas lembranças da vida, como os prazeres terrenos, somente os espíritos inferiores a cultivam e sentem falta. Os espíritos mais evoluídos valorizam a felicidade eterna . Pois já conseguem compreender mais o amor verdadeiro. Ele é mais desprendido das coisas terrenas, bens materiais e prazeres.
Normalmente, o espírito quando deixa a terra, não sente falta das tarefas que vinha executando, incluindo tarefas edificantes relacionadas a humanidade. Este, sabe que suas obras continuarão, e que pode continuar influenciando de certa forma para a boa continuidade. Os espíritos , dependendendo de seu grau evolutório e de sua missão é simpático aos trabalhos na terra relacionados as ciências e artes. O amor a sua pátria segue o mesmo principio, sabendo que a pátria é o universo.
" As condições dos Espíritos e as maneiras por que veem as coisas variam ao infinito, de conformidade com os graus de desenvolvimento moral e intelectual em que se achem. Geralmente, os Espíritos de ordem elevada só por breve tempo se aproximam da Terra. Tudo o que aí se faz é tão mesquinho em comparação com as grandezas do infinito, tão pueris são, aos olhos deles, as coisas a que os homens mais importância ligam, que quase nenhum atrativo lhes oferece o nosso mundo, a menos que para aí os leve o propósito de concorrerem para o progresso da Humanidade. Os Espíritos de ordem intermédia são os que mais frequentemente baixam a este planeta, se bem considerem as coisas de um ponto de vista mais alto do que quando encarnados. Os Espíritos vulgares, esses são os que aí mais comprazem e constituem a massa da população invisível do globo terráqueo. Conservam quase que as mesmas ideias, os mesmos gostos e as mesmas inclinações que tinham quando revestidos do invólucro corpóreo.
Metem-se em nossas reuniões, negócios, divertimentos, nos quais tomam parte mais ou menos ativa, segundo seus caracteres. Não podendo satisfazer às suas paixões, gozam na companhia dos que a eles se entregam e os excitam a cultivá-las. Entre eles, no entanto, muitos há, sérios, que veem e observam para se instruírem e aperfeiçoarem. "
Quando o espírito se encontra em sua nova situação, suas ideias também sofrem modificações a medida que o espirito se desmaterializa. Numa vida espiritualizada, ele aos poucos abandona os sentimentos ligado a matéria e evolui. Quando ele reentra no mundo dos espíritos, ele se espanta, mas isso ocorre somente no momento de perturbação. Aos poucos ele entende seu novo estado e continua na busca de sua evolução.
Como diz Emmanuel em O Consolador...
" Desencarnar é mudar de plano, como alguém que se transfere de uma cidade para outra sem que o fato lhe altere as enfermidades ou as virtudes com a simples modificação dos aspectos exteriores. Importa observar apenas a ampliação desses aspectos, comparando-se o plano terrestre com a esfera de ação dos desencarnados. Imaginai um homem que passa de sua aldeia para uma metrópole moderna. Como se haverá na hipótese de não se encontrar devidamente preparado em face dos imperativos de sua nova vida ? A comparação é pobre , mas serve para esclarecer que a morte não é um salto dentro da Natureza. A alma prosseguirá na sua carreira evolutiva, sem milagres prodigiosos. Os dois planos, visível e invisível, se interpenetram no mundo, e, se a criatura humana é incapaz de perceber o plano da vida imaterial, é que o seu sensório está habilitado somente a certas percepções, sem que lhe seja possível, por enquanto, ultrapassar a janela estreita, dos cinco sentidos. "
O Consolador - Emmanuel.

“FONTE: O LIVRO DOS ESPÍRITOS QUESTÕES 304 A 319”