Vinhas de Luz

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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

"SUICÍDIO: QUANDO ALGUÉM SE MATA E PERCEBE QUE NÃO MORREU!"

A terra é o lugar onde se experimentam os elementos e aspectos da condição humana - que não podem ser vivenciados em nenhum outro lugar.
É um lugar de crescimento - e crescer não é fácil. A maioria das pessoas vivas hoje está constantemente pressionada por desafios de sobrevivência.
Somos bombardeados com preocupações de ordem financeira, profissional, emocional, por problemas de saúde. Muitas dessas preocupações estão associadas com sentimentos de autodestruição.
A certa altura, acreditamos: "Não posso suportar isso!" ou "É melhor morrer!".
A maioria das pessoas tem impulsos suicidas, pelo menos uma vez na vida. No entanto, esse tipo de impulso vem e vai embora, de acordo com a situação.
O tipo de personalidade obcecada com a ideia de autodestruição - pessoas que fazem várias tentativas de por fim à vida - pertence, geralmente, a uma das seguintes categorias :
1. Uma pessoa com uma personalidade controladora e que de repente perde o controle dos acontecimentos.
2. Uma pessoa abalada por uma autoimagem excessivamente negativa. Essa pessoa acha que não tem valor algum, nem contribui em nada para a sociedade. Ela chega a acreditar que planeta estaria melhor sem ela.
3. Aqueles que sofrem de uma enfermidade em estado terminal e não querem suportar mais sofrimento e dor, até a morte.
4. Aqueles que estão mentalmente doentes ou que sofrem algum desequilíbrio bioquímico.
É compreensível que, por conta de determinados sentimentos, circunstâncias e crenças, alguém encontre uma forte razão para se matar. Entretanto, do ponto de vista espiritual, isso não está certo.
Cada um de nós tem um destino para o qual nascemos. Nosso destino cármico pode durar um mês, apenas, ou trinta e cinco, ou mesmo oitenta anos.
Antes de retornarmos ao plano terreno, nos imbuímos de um fortíssimo desejo de nascer, de usufruir da experiência física, e entramos neste mundo com uma espécie de mecanismo de tempo instalado em nosso complexo psíquico.
Quando a vida é cortada, nosso corpo deixa de existir, mas restam sempre laços magnéticos, ainda ativos, de tudo o que deixamos no plano terreno.
Esses laços completam sua missão apenas quando percorremos integralmente o tempo predeterminado para nós no plano terreno. Como está escrito: Cada estação tem seu tempo.
Quando alguém se mata, uma das primeiras coisas de que se conta é que, na verdade, não está morto. Persiste na pessoa uma sensação pesada; porque os laços com o plano terreno continuam, como parte de sua natureza.
De certo modo, podemos dizer que essa alma não está totalmente livre. A personalidade mortal se vai, mas não a alma.
A alma imortal continua existindo, estacionada entre o mundo físico e o espiritual - viva, mas incapaz de comunicar-se com seus entes queridos ou com qualquer um.
A alma sente-se culpada, sofre, fica angustiada, depois de pôr fim à vida. Descobre que seu destino poderia ter sido significativo, que teria muito a dar ao mundo, se tivesse permanecido viva.
No estado espiritual, torna-se consciente de que deveria ter passado justamente por aquelas experiências que acabaram levando-a ao suicídio. E, ainda, pressente a dor e a raiva que deixou naqueles que ficaram.
O pior de tudo é que se encontra numa espécie de região do limbo. Não está apta a avançar para o reino eterno, nem pode retornar para o mundo físico.
Está parada, imobilizada numa espécie de terra-de-ninguém, atormentada incessantemente pela lembrança do terrível ato que cometeu. Revê sua morte, vezes sem conta, como se fosse um filme velho, um filme muito ruim. Está presa numa armadilha, não há como sair.
Alguns espíritos de suicidas têm consciência do que fizeram. Mas muitos outros podem não estar cientes do que ocorreu.
Por isso, revivem ininterruptamente seu momento de morte, como se fosse um círculo vicioso - que pode acabar tornando-se um tormento horrível.
Eventualmente, o espírito acaba por convencer-se de que não pertence mais ao plano terreno.

Postado por ANA MARIA TEODORO MASSUCI