Vinhas de Luz

Vinhas de Luz

quarta-feira, 3 de maio de 2017

“QUANDO AS ALMAS VIBRAM NA MESMA SINTONIA ELAS SE ATRAEM E SE RECONHECEM”

Os encontros mais importantes, já foram combinados pelas almas antes mesmo que os corpos se vejam... (Paulo Coelho)

Dizem que vivemos várias vidas… Se formos analisar a vida do espírito, podemos dizer que vivemos uma só, ora em um corpo físico e ora fora dele, na construção do Eu que se modifica e engrandece nas várias existências, em diversos corpos e diversas “personalidades”, embora essas nunca percam sua essência.
Uma vez conquistado ou aprendido um atributo do espírito, como a paciência, resiliência, capacidade de perdoar, etc., esses não se perdem. Carregamos sempre conosco esses bens espirituais, nossos verdadeiros tesouros.
Não somos os mesmos de outras existências físicas, assim como não somos os mesmos de 10 anos, 5 anos, 1 ano, 1 mês atrás. Pois estamos em constante mudança, crescimento e renovação íntima. Mas os laços que criamos com aqueles que nos relacionamos não desatam, apenas se esticam ou se afrouxam. E sendo a vida contínua, as histórias provavelmente não terminam com a morte do corpo físico, e sim quando atingido seu objetivo.
E se formos considerar uma vida sendo uma história construída com pessoas específicas, podemos considerar que em uma existência física vivemos várias vidas, pois vivemos várias histórias com pessoas distintas.
Hoje em dia tudo virou “carma”, seja bom ou ruim. No caso do ruim sentimos, por exemplo, aquela impressão do “meu santo não bate com o dele”, e enquanto não nos acertarmos com o outro podemos sim viver a mesma história com a mesma pessoa por várias existências físicas. (Pode ser então que eu tenha que suportar o mesmo marido ou mulher por várias outras vidas além dessa?)
Temos que ter em mente que não estamos aqui para suportarmos uns aos outros, e sim para aprendermos a amar. Enquanto estivermos suportando ficamos presos, quando aprendemos a amar, nos libertamos.
Com relação ao carma bom, é aquela sensação boa de reencontro, simpatia, alegria. O que faz com que queiramos nos relacionar com uns ao invés de outros. Sendo a história do espírito uma escrita constante, ela não cessa com as mudanças físicas, e sim retoma do ponto anterior, após uma pequena ou longa pausa.
Daí vem o especial, a saudade sem razão, as fortes emoções, etc. Pois quando as almas vibram na mesma sintonia elas se atraem e se reconhecem, independente dos corpos que habitam.
Autor desconhecido

“OS ESTIGMAS DE CRISTO EM CHICO XAVIER”

 - O momento em que Chico começou a apresentar as Chagas de Cristo
“Chico era extremamente reservado. Não falava de si, evitando qualquer situação que pudesse colocá-lo em destaque. Chico estava se locomovendo com maior dificuldade que nos demais dias. Os seus pés estavam muito inchados e não cabiam dentro dos sapatos.
Recebendo em nossa casa, eu e Márcia, a visita do casal amigo Lineu e Elenir Meirelles, de Niterói, comentamos com eles a nossa preocupação. No dia anterior, ambos haviam estado com Chico mais reservadamente e, então, nos relataram o que puderam constatar. Descalçando os sapatos, que estava utilizando como se fossem chinelos, e tirando as meias, o médium permitiu que Lineu e Elenir lhe testemunhassem o fenômeno dos estigmas nos pés: sobre o peito de cada um, uma chaga se havia aberto!
- Esses dias todos, - explicou-lhes Chico - eu tenho pensado muito em Jesus e, de tanto pensar nele, no episódio de seu sacrifício na cruz, essas duas feridas apareceram em meus pés... Peço a vocês não dizerem nada a ninguém. Poucos seriam capazes de entender. Eu não sou nada...
E desatou a chorar, enxugando as lágrimas que lhe escorriam do rosto com as golas do surrado paletó que vestia. Por seu imenso amor a Jesus, à semelhança de outro Francisco, o de Assis, Chico também fora estigmatizado! E apenas permitiu que pouquíssimos ficassem sabendo.
Temos conosco cópia de um depoimento escrito e assinado por Josyan Courté, datado de 9/8/2009, da cidade de Itatiba (SP). Pudemos testemunhar o carinho e o respeito com que Chico sempre o tratou.
"Na madrugada de uma terça-feira (...) dia 09/08/1966 - escreveu de próprio punho -, Francisco Cândido Xavier recebeu a transposição dos sinais dos espinhos da coroa do Cristo em sua própria cabeça. O fenômeno podemos nomear como incorporação de sinais e marcas do Cristo (estigmas).
(…) Quando nos aproximamos da casa do médium, já era manhã muito clara, radiante de sol. (…) Reparamos que o Chico usava um gorro na cabeça, muito justo, que cobria desde a testa até a nuca. Naquela manhã não sabíamos ainda o que ele pretendia ocultar. Os nossos irmãos de fé, João e Lázaro, eram dois velhinhos que habitavam humilde choupana e que dependiam dos donativos do Chico para sobreviver. Quem daria trabalho àqueles braços velhos e cansados? Foi para o ancião João que perguntei se ele sabia desde quando o Chico mantinha coberta a cabeça. Ele respondeu-nos no linguajar simples e sincero: 'Onte não tava, não...'
(…) Os estigmas surgiram pela primeira vez naquela data distante para desaparecer em seguida. Retornariam mais tarde, de forma definitiva, obrigando o médium a ocultá-los em sigilo absoluto. Muito mais tarde, décadas após, os sinais surgiriam também nos pés.”
Este depoimento foi publicado no livro “Chico Xavier: o brasileiro mais importante da história” de Josyan Courté (GEEM, abril de 2017). Josyan no cap. “Os livros astros” complementa “(…) Com Chico ocorreu que a coroa de espinhos lhe marcou a cabeça por inteiro. (…) Esse fenômeno [estigmatização], que tem implicações com a mediunidade de incorporação, obrigou-o a usar boinas, gorros e, depois, perucas. Chico procurou de todas as formas ocultar os sinais, somente observados na velhice, quando não mais podia locomover-se livremente, e foram enfim, observados pelas caridosas irmãs que banhavam o corpo do médium já muito debilitado pela idade avançada (…) Após a estigmatização, Chico passou a exsudar penetrante aroma de rosas até o fim de seus dias.”
Do livro “Chico Xavier, o médium do pés descalços” de Carlos Baccelli (Vinha de Luz Editora).
Depoimento de Adelino da Silveira relatando diálogo com Chico:
- Mandei chamar você aqui porque lhe quero mostrar uma coisa. Ontem à noite quando fui deitar-me, estava pensando muito no sofrimento de Jesus quando lhe fincaram os cravos nos pés (…) De madrugada, senti uma dor muito profunda nos pés (…) Quando amanheceu, olhei para os meus pés e levei um susto (…)
Quando lhe retirei os sapatos e as meias, quem levou um susto fui eu. Havia no dorso de cada pé uma mancha roxa, como se houvessem enfiado ali dois cravos ou pregos enormes. Então ele me disse:
- Olhe para as minhas mãos (…)
Havia em suas mãos as mesmas marcas dos pés, embora em tamanhos menores, sendo que as das palmas das mãos eram maiores que as do dorso. Entre a emoção e as lágrimas, daquela hora inesquecível, pude apenas dizer: Chico, você é o único espírito que conheço que tem as marcas do Cristo.”

No livro “Nas trilhas da Garça – Chico Xavier nas Minas Gerais”