Vinhas de Luz

Vinhas de Luz

sexta-feira, 31 de março de 2017

“DEIXAI OS MORTOS ENTERRAREM SEUS MORTOS. ”

O Cristo nos deu bastantes pistas sobre o mecanismo de interação física-espiritual. Nos ensinou a resolver as querelas com os adversários enquanto no caminho para que não nos coloquemos sob a ação obsessiva; Nos informou que a vida continua, apesar das vinculações do amor ou ódio, demonstrando que mágoas ou apegos são fortes empecilhos a vida terrena; E, finalmente, coroou a Sua passagem no plano terrestre provando que a morte é uma ilusão, que a vida espiritual é continuação e consequência imediata do período reencarnatório precedente.
O detalhamento ficaria para o Consolador, conforme o Cristo nos disse, “Mas o Consolador, que é o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito. (João, XIV: 15 a 17 e 26) ”. Através da obra Kardequiana, a relação entre os planos seria pormenorizada na moral, filosofia e ciência.
Kardec nos informa claramente da pluralidade das vidas, da continuidade da consciência após a morte, bem como, das consequências da Lei de Causa e Efeito. A tríade do estudo deste mês.
A reencarnação, através da bondade e justiça divina, nos faceia aos antigos opositores, companheiros de relações malfadadas, irmãos os quais os débitos amontoaram-se reciprocamente, onde nem tudo resolveu-se, um ou outro, talvez ambos, não tenham seguido a lição da reconciliação com o adversário, mencionada no primeiro parágrafo.
A não resolução de questões, por vezes mínimas, as quais martelam a mente encarnada ou desencarnada, são a principal causa das tormentas entre indivíduos de planos diferentes. Quando entendermos que o “depois” pode não acontecer, enquanto não assimilarmos que a morte do corpo é como o ladrão que bate à porta sem esperarmos, muitas lágrimas serão vertidas em sofrimento.
Durante atendimentos mediúnicos, alguns em nome do amor, podemos entender como o desequilíbrio culposo ou apegado remete criaturas às sensações tormentosas. Vários são os casos de maridos e esposas desencarnados a ladear os antigos cônjuges; Mães a transferir a angústia da saudade aos filhos de outro plano; Filhos, encarnados, a continuar a relação simbiótica, dependente, com os genitores no plano espiritual. Não à toa o Mestre nos diz para deixar os mortos enterrar os mortos.
Tenhamos a consciência que nossas ações, muitas vezes, promovem a angústia nos entes que se foram, pelo fato dos mesmos não estarem totalmente preparados para a nova realidade do espírito. Desejam interferir, muitas das vezes com o intuito de ajudar, mas acabam por, inconscientemente, aumentar o grau de dor.
O amor em desequilíbrio muito mais prejudica, fere e protela resoluções do que auxilia.
Devemos nos preparar para este cenário entendendo que também, um dia, estaremos do lado espiritual. Quando despertamos na verdadeira vida, como reagiremos? Quais serão nossas prioridades e apegos? As paixões do espírito estarão controladas? As querelas resolvidas? As culpas sanadas? Teremos a consciência do bom uso do tempo em favor da respectiva missão, evitando, assim, os desencarnes dolorosos do remorso e da não conformação com o encontro com a morte?
Quanto trabalho a fazer em tão pouco tempo...
Cuidar do espírito, preparar-nos para a entrada no plano etéreo, é a causa de estarmos todos neste corpo limitador da consciência. O mapa da boa preparação já foi esmiuçado pelo Cristo e Kardec.
Por outro lado, sabemos que antigos amores, amigos e companheiros nos acompanham do outro lado. O amor é irresistível e atravessa todas as barreiras de tempo e espaço, não podemos culpar-lhes por sensibilizarem-se com nossos erros e dificuldades, naturais na fase de aprendizes a qual nos encontramos. Mas é importante que a ação destes irmãos não cause prejuízos a si ou a outrem que por ventura se coloquem como obstáculos em nossas vidas.
Todo débito contraído merece ser ressarcido.
Por isso, oremos, oremos pelos que não mais nos acompanham a jornada, contudo, tenhamos a oração da tranquilidade, e não da angústia; A prece que visa o reencontro feliz, sem culpas ou remorsos, suscitando o futuro que reserva a continuidade de convivência a todas as criaturas que se amam, após os hiatos da vida carnal. É necessário estarmos conectados, porém, conforme a condição de cada um, para que a ação desequilibrada, de um ou outro, não afete ou interfira nas programações terrenas planejadas para a resolução de ajustes naturais da existência, resultando nas inconsequências e dilatando, ainda mais, os períodos de separação.
Deixai os mortos enterrarem os mortos.

Fonte: Correio Espírita- Por-Pedro Valiati.

“O CANSAÇO FÍSICO QUE VOCÊ ESTÁ SENTIDO É DEVIDO AS NOVAS FREQUÊNCIAS QUE ESTÃO CHEGANDO. "

O cansaço físico que estão sentindo é devido as novas frequências eletromagnéticas inteligentes que estão chegando do Sol Central. Estas estão mexendo radicalmente em nossas estruturas físicas, emocionais e espirituais. Como se fossemos apenas um aparelho de celular ligado a uma bateria de um imenso navio. Há muita energia vindo do mundo espiritual. Sendo assim há a necessidade de estabilização. O que fazer?
Mentalmente: vibrar em alta ressonância, de preferência na mais alta energia possível, a energia da gratidão, da compaixão, da generosidade, da benevolência e do compartilhamento mútuo das ideias. Evitar julgamentos alheios, pois não sabemos realmente o que cada um veio passar nesta vida.
Elevar o pensamento para coisas nobres ao invés de continuar compartilhando noticias fúteis e terríveis que teimam em multiplicar pela televisão e mídias sociais. Faça diferente, encontre coisas boas nas pessoas e nas situações, elas existem, mas estão sendo esquecidas. Pare de reclamar e comece a agradecer, a gratidão é a energia que moldará o novo mundo.
Quando um pensamento ruim vier, compreenda-o e imediatamente neutralize com outro superior e positivo. Quando um problema vier a sua mente, transmute a informação, procurando imediatamente a solução para ao mesmo. Mude o foco, encontre coisas belas em você, em seu comportamento, pare de se mutilar energeticamente, todos nós temos coisas boas e virtudes.
Fisicamente: fazer exercícios calmos e concentrados, emitindo ao mesmo tempo que os faz, ondas azuis para todos os locais onde sente supostamente dor, desconforto ou fadiga muscular, transformando um simples exercício de alongamento e fortalecimento em um exercício vibracional quântico intensificado.
Beber bastante água mineral, de preferência aquela que sai direto das pedras , pois traz fragmentos minerais puros do centro da montanha, rochas e cristais.
Evitar alimentos industrializados e com condimentos exagerados. Coloque para dentro do seu corpo coisas bonitas, saudáveis e que possuem vida, esqueçam de uma vez por todas bolachas hidrogenadas, fast foods e comidas sem vida. Coma frutas verdes regadas com mel, legumes regados a azeite, procure comer mais legumes que saem de dentro da terra como batata, beterraba, mandioquinha, mandioca, eles trazem força física e consciência para aterramento.
Trocar a farinha de trigo por outra menos prejudicial como a tapioca, a farinha da mandioca. Tomar sol e agradecer enquanto faz isso. Mergulhar na água no mar ou na água de rio corrente para entrar na frequência nova da Natureza.
Se sentir vontade de dormir mais do que o normal, durma, seu corpo precisa de estabilizar com as novas frequências, não é toa que ele está clamando por isso, não se preocupe você não está ficando velho, doente ou preguiçoso, é somente um processo de ajustamento.
Coma menos e melhor, não precisamos comer tanto quanto dizem que precisamos, o corpo físico trabalha melhor.
Se sentir vontade de ficar mais sozinho (a), fique, você não está ficando uma pessoa chata e ranzinza, é somente seu espirito pedindo para entrar em sintonia e querendo acalmar sua mente repleta de confusões.
Espiritualmente: prestar atenção na intuição, pois esta está chegando com força e é a primeira informação que chega do mundo espiritual para adentrar em sua mente. Ouvir uma música boa, aquela que faz os pelos do seu braço arrepiar, pois esta é capaz de produzir a ressonância com seu espírito. Prestar atenção nas inspirações, pois elas vêm pura e simples, caso contrário não conseguimos anotar o que é recebido ou fazer no exato momento em que ela chega, perdemos o contato e o espírito demora para trazê-la novamente. Inspiração é algo que seu próprio espírito lhe envia, não é um espírito terceiro ou um amparador, é você em manifestação futura e dimensão divina tentando conversar consigo mesmo.
Relacionamentos: não precisa mais gritar com ninguém, seu coração já não suporta mais gritos e discussões, ele só quer harmonia e entendimento, a época dos sofrimentos terminaram, quem ainda continuar nesta ideia terá que vivenciar grandes provações. Se for preciso se posicionar perante o relacionamento, posicione-se e faça o que precisa ser feito.
Trabalho: seu espirito não está mais querendo fazer o que não faz sentido e não preenche o seu propósito de vida. Ele está forçando-o a entrar com força total no seu centro de sinergia, aquele que o faz sintonizar com as forças mágicas do Universo. Se não mudar ou melhorar sua relação com seu trabalho sua vida vai ficar cada vez mais vazia, mesmo que através dele receba bastante dinheiro, nada disso poderá dar um sentido real para a sua existência daqui em diante.
Seu espirito só quer que as coisas se ajustem, ele luta por isso, mas você muitas vezes resiste e continua querendo controlar tudo e se manter na velha vida que não existe mais. A única saída é render-se e deixar que as novas inteligências modifiquem e direcionem a sua vida. É preciso que a redenção esteja presente, pois somente assim o Universo natural saberá que você realmente confia nele.
O novo mundo que está nascendo não aceita mais o medo como condição para nossas vidas, não aceita mais a ideia da falta de suprimentos, da violência sem motivo uns contra os outros, não aceita mais a ideia da esperança como padrão de crença, mas somente a confiança, pois a palavra esperança no fundo é somente uma forma bonita de esperar por eterno amanhãs que nunca chegam.
Não resista, a resistência traz cansaço físico, dor, irritação, descontentamento, falta de confiança, desarmonia, dores, doenças e tudo o que não faz mais sentido para as nossas vidas. Parece fácil falar, mas eu sei do que estou falando, pois passei por tudo isso, exatamente como vocês , e agora já estou vendo além do horizonte do campo de centeio, uma montanha cristalina que os mentores espirituais já conseguem me mostrar.
A caminhada pelo campo foi longa, parecia que nunca surgiria nada pela frente, como se fosse um imenso vazio utópico que nunca terminava, mas agora a visão é nítida e só há alegria em meu coração.
Estou escrevendo este artigo, pois não quero sentir isso sozinho. Todos que estão na busca encontrarão esta montanha, a montanha do novo mundo. A imagem dela é clara e surge todos os dias em meus sonhos, mas as hierarquias espirituais me dizem para não me preocupar para chegar até lá, pois no novo mundo não é um lugar, mas sim uma frequência, um estado vibracional que todos podem estar se assim desejarem. O estado da gratidão pura e silenciosa. O local onde a sintonia com seu espirito é feita e a tríade: corpo, mente e espírito se estabiliza para a projeção daquilo que vem de cima.
Sintonia é o caminho, sintonia consigo mesmo entre você e seu espirito superior, essa é a verdadeira espiritualidade que os mentores desejam que alcancemos, pois estando completos e conectados, estamos em plena sintonia com o Todo e a partir daí todos os processos secundários se fazem presentes, digo por exemplo a ajuda ao próximo.

Texto recebido pelo escritor e mensageiro Carlos Torres. 

quinta-feira, 30 de março de 2017

“QUAL A NECESSIDADE DA REENCARNAÇÃO?

A  ideia da reencarnação é muito antiga, fazendo parte da tradição cultural e religiosa dos povos que constituem a humanidade terrestre. Não foi inventada pelo Espiritismo e foi confirmada por Jesus, em seu diálogo com o fariseu Nicodemos: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” (João,3:3)
No túmulo de Allan Kardec, em Paris, contem a inscrição que  resume o pensamento espírita  a respeito do assunto:   “Nascer, morrer, renascer , ainda e progredir sem cessar, tal é a lei (a citação consta também do livro O que é o Espiritismo).
Encarnar, para os que acatam esta doutrina, refere-se ao primeiro nascimento do Espírito em um corpo físico, ou em determinada Humanidade. Reencarnar, diz respeito aos renascimentos sucessivos do Espírito, em um mesmo Planeta ou em outros. Assim, Deus impõe aos homens a “encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. […] Mas para alcançarem essa perfeição, têm de sofrer todas as vicissitudes da existência corporal […].”1
A encarnação tem ainda outra finalidade: a de por o Espírito em condições de cumprir  sua parte na obra da Criação. Para executá-la é que, em cada mundo, ele toma um instrumento [corpo físico] em harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de nele cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. É dessa forma que, contribuindo para obra geral, ele próprio se adianta. 1
A reencarnação é aceita como lei natural, que favorece a evolução do Espírito. Em cada existência corpórea, o Espírito recebe oportunidades para reparar equívocos cometidos em existências anteriores e para desenvolver novos aprendizados. Cada reencarnação é precedida de um planejamento, que permite ao reencarnante renascer no meio propício e junto a pessoas onde se faz necessário desenvolver aprendizados e os acertos espirituais.
A reencarnação expressa a justiça e a misericórdia divinas que, não condenando o infrator — tal como apregoa algumas interpretações religiosas — concede ao Espírito a oportunidade de corrigir erros, cometidos devido à própria ignorância de não saber medir as consequências das próprias ações,  magoando ou prejudicado pessoas.
Nesses termos, a reencarnação é, por princípio, o reajuste da consciência culpada perante as leis sábias e amorosas que governam o Universo. Ninguém dela está livre.
 É processo superior de aquisição de felicidade a que está destinada todas as criaturas, por efeito de sua herança divina: “A passagem dos Espíritos pela vida corporal é necessária para que eles possam cumprir, por meio de uma ação material, os desígnios cuja execução Deus lhes confia.”1
Os reajustes promovidos e viabilizados pela reencarnação assumem a forma de provas e de expiações, sempre de acordo com os erros cometidos e no âmbito da aquisição moral e intelectual de cada indivíduo. As provas são obstáculos naturais, impulsionadores do progresso. Já as expiações são provas mais difíceis, dolorosas, a que o Espírito se submete, decorrentes de um endividamento maior.
As reparações reencarnatórias ocorrem, então, segundo os ditames da lei de causa e efeito, mas a quitação da dívida pode ser feita pela dor (provações/expiações) ou pela prática do amor, segundo ensinamento do apóstolo Pedro: “Tendo antes de tudo ardente amor uns para com os outros, porque o amor cobre uma multidão de  pecados.” 1, Pedro, 4:8.
Referência
    KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. O Livro dos Espíritos. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. 2 ed. Rio de Janeiro: FEB, 2010, questão 132, p.147.


"POR QUE VIM PARAR NO UMBRAL?"

Como o nome já diz as zonas purgatoriais servem para purgar, drenar, exaurir alguma coisa. E não se engane: muitos de nós – a maioria, para ser mais exato -, ao desencarnarmos, teremos ainda o que drenar do nosso psiquismo desajustado, das nossas culpas, complexos, etc. Logo, a possibilidade de, ao desencarnarmos nos depararmos com um ambiente desses não é tão remota assim. É bom estar preparado! 
O Espiritismo denomina essas zonas purgatoriais de UMBRAL, termo utilizado pelo espírito André Luiz em sua principal obra “O Nosso Lar”. Para se ter uma ideia, e só para exemplificar, André Luiz era médico e não era uma pessoa má. Era uma pessoa comum, como qualquer um de nós, e não fazia coisas que a maioria de nós não faça. Morreu vítima de câncer causado pelos hábitos alimentares e pelo uso de cigarro e álcool. Por isso, ao desencarnar, segundo a ótica espiritual, foi considerado suicida, e passou OITO longos anos no Umbral. Mas, voltando ao assunto, vamos, então, tentar entender primeiro, o que significa “Umbral” segundo esse mesmo espírito: 
De acordo com André Luiz (através da psicografia de Chico Xavier), “Umbral é uma região destinada ao esgotamento de resíduos mentais em um período posterior ao descarne, que possibilita ao espírito entender o seu atual estado espiritual”. 
Para o espiritismo, de forma geral, o “Umbral” é um estado ou lugar transitório por onde passa a MAIORIA dos homens após a morte, no qual experimentam sofrimentos “físicos” e morais, como a sensação de necrose do corpo e a vergonha de se ver incapaz de ocultar suas fraquezas e desejos mais íntimos dos olhares curiosos e/ou inquisidores de outros espíritos (sabe aquilo que você sente ou pensa, mas que não conta prá ninguém? Lá não tem jeito! Tudo é evidente!). 
Muitos romances mediúnicos dizem que o Umbral é um estado de confusão mental ou lugar espiritual situado próximo à crosta terrestre e habitado por espíritos obsessores. Segundo esses livros, o Umbral é um lugar frio, cinzento, onde espíritos ficam vagando, sofrendo, sentindo dores “carnais”, remoendo os rancores e mágoas, enquanto não tiverem o arrependimento necessário para se livrarem daquele lugar e alcançarem um plano espiritual melhor, onde poderão ajudar outros espíritos e até mesmo preparar sua reencarnação, consertando seus erros e atitudes. 
Sendo um lugar próprio para o expurgo de resíduos mentais, é provável que a grande maioria dos atualmente encarnados estagiem por lá logo após o desencarne, pois raros são os que vivem sem guardar rancores, sem alimentar mágoas e sem arrastar os pesados fardos mentais e morais que insistimos em criar para nós mesmos. 
O tempo de permanência no Umbral e a ocorrência de processos dolorosos de culpa e flagelação, vai depender do estágio evolutivo do espírito e do reconhecimento humilde das faltas cometidas. Quanto pior o estágio consciencial (mais culpas, mais erros, mais mágoas, mais rancor, mais materialismo, mais auto-piedade, etc), maior será o tempo necessário para a drenagem desses pesados fardos psíquicos.
 Uma vez esgotados esses fardos, aí sim, o perispírito ganha a fluidez necessária para permitir a sintonia com planos mais elevados da espiritualidade. Por isso, o tempo de permanência no Umbral é NECESSÁRIO – e não deve ser entendido como castigo. 
Para que esses fluidos possam ser expurgados, é necessário que sejam colocados para fora. Isso é conseguido somente através da reflexão e do arrependimento. E, cá entre nós, o próprio clima umbralino propicia a reflexão necessária, uma vez que lá, a atmosfera é densa devido aos pensamentos em desalinho de seus freqüentadores, tornando todo o ambiente pesado, escuro, com paisagens hostis, e figuras mentais distorcidas, as quais vagam por essas paragens aterrorizando os que por lá estagiam. Lá, o espírito sente dores, é torturado por outros em pior estado mental, sente sede e só encontra água fétida e poluída, sente fome e não há o que ingerir, é humilhado, perseguido, violado e, às vezes, ainda sente a necrose do corpo físico que deixou na Terra. Todo esse clima hostil acaba contribuindo como incentivo à reflexão e à busca do melhoramento. É aquela história: temos anos e anos para aprendermos a ser melhores enquanto encarnados. Não soubemos aproveitar? Enquanto encarnados, achávamos que estávamos de férias? Então, se não foi por bem.. 
Além disso, como se não bastasse, não são apenas as criações mentais horrorosas que povoam o Umbral. Há também espíritos ainda bastante endurecidos, que se negam à reforma íntima e que fazem de tudo para arregimentar outros espíritos para as suas hordas negativas. Criam verdadeiros exércitos de terror; escravizam pela violência tantos quantos puderem, e implantam o medo entre os que assim permitem. É óbvio que a Providência Divina não permite que esses espíritos perdurem eternamente na maldade – afinal todos os espíritos são impelidos à evolução -, contudo, sempre há espíritos endurecidos o bastante para assumirem postos deixados por outros que já resolveram galgar novos planos evolutivos. 
E você? Será que também estará entre os pobres sofredores que perambularão pelo Umbral após a morte? É provável que sim! Eu, você e a maioria dos nossos amigos! Contudo, o tempo de sua estadia por lá irá depender de seu entendimento e da sua busca pela reforma íntima (aquela mesma que você, enquanto estava na Terra, falava: um dia eu faço!). E não tem jeito: o expurgo das larvas e fardos mentais criados, se não for feito enquanto encarnado, terá que ser feito, inexoravelmente, após a morte do corpo físico! Por isso, é importante, desde já, não guardar mágoas e nem rancores, não alimentar sentimentos negativos, destrutivos e auto-destrutivos e, mais que isso, tentar resolver os próprios conflitos emocionais, aproveitando a oportunidade dessa encarnação. 
Ao desencarnar, se você perceber que foi parar no Umbral, pare e tente refletir: “o que terei feito para ter acumulado fardos negativos?”, “Quais os sentimentos que me embrutecem o espírito?”, “Quantas pessoas magoei?”, “Quais as paixões de que não me libertei?”, “Terei alimentado algum vício?”, “Contribuí para a infelicidade de alguém?”, “Quais os sentimentos de culpa e auto-culpa que ainda possuo, e por quê?” “Fiz algum mal ao meu corpo físico?” Reflexões assim auxiliam à percepção das próprias limitações, o arrependimento, o auto-perdão e o encontro do melhor caminho espiritual. 
Mas não se engane! Se você refletir sobre tudo isso e ainda permanecer por lá (nada mudou!), então será porque algo ainda falta! E é para isso mesmo que existe o Umbral; para nos retirar da nossa zona de conforto, da sensação de que “sou sempre certo”, da nossa miopia existencial que nos coloca como o centro das atenções e do mundo, esperando sermos compreendidos. Lá não haverá ninguém para passar a mão pela sua cabeça e dizer “coitadinho, você tem razão...”. Lá será o momento da verdade: da sua verdade para com você mesmo! Não haverá espaço para mentiras e nem para auto-enganações. 
E, aí, das duas uma: ou você se auto-analisa verdadeira e sinceramente, reconhecendo seus erros e expurgando todas as mágoas, rancores, culpas e falta de perdão, ou então continuará sofrendo até que seja vencido pelo cansaço e pela dor. Como eu disse, o tempo que você irá passar nesse estágio dependerá somente de você. Alguns espíritos passam tão rápido que quase não percebem que tiveram que passar por lá. Outros estão lá há séculos, e ainda não conseguem perceber suas fragilidades emocionais e psicológicas. Vale, portanto, o esforço, desde agora, para começar a se analisar e jogar fora todas as bagagens negativas acumuladas. Ofendeu? Peça desculpas para não se sentir culpado! Foi ofendido? Perdoe, para não guardar mágoas no coração! Tem algum vício? Liberte-se o quanto antes, para não pesar no seu períspirito! Liberte-se agora! Faça a força agora! Não deixe para amanhã! Amanhã poderá não dar mais tempo... 
Mas, voltando ao Umbral e considerando que você já refletiu e sente que já não carrega fardos psíquicos e emocionais, o que fazer? É hora, então, de conversar com Deus e solicitar seu auxílio, pois aí sim, estará pronto para ser socorrido. Nossa oração é um senhor meio de contato com paragens astrais mais elevadas e, sendo sincera e envolvida por pensamentos positivos, será entendida como o “código da libertação”. 
No Umbral, há várias estações de socorro, habitadas por espíritos mais evoluídos que se ocupam justamente em socorrer aqueles que já se encontram em condições de resgate. Esses espíritos circulam cotidianamente, em caravanas, pelas paragens umbralinas procurando espíritos que possam ser atendidos e encaminhados a estações de socorro localizadas no próprio Umbral. Dali, em seguida, poderão ser levados pelos caravaneiros para hospitais em colônias espirituais superiores, onde serão tratados e preparados para novas encarnações. 
Por isso, ao perceber que foi parar no Umbral, procure, em primeiro lugar, ter a consciência de que a Providência Divina é justa e que, portanto, alguma coisa você tem que expurgar de seu campo perispiritual. Não se ache injustiçado! Isso só iria piorar as coisas pra você! Em segundo lugar, reflita profundamente, visite seus sentimentos mais íntimos, reconheça seus erros e arrependa-se de suas faltas. Por fim, ore sempre, suplicando o socorro divino que há de vir no momento certo, pelas mãos dos Caravaneiros do Umbral e, depois de tudo, agradeça a Deus, por ter lhe dado uma nova chance de melhorar.


Autor desconhecido

"OS PERIGOS DA DITADURA DA FELICIDADE"

A busca pela felicidade é algo que acompanha o ser humano desde sempre, mas essa ambição parece ter sido simplificada a ponto de ser preciso seguir quase uma receita de bolo. Basta casar, ter filhos, um bom emprego, um corpo “bonito” e viajar, sem esquecer de deixar tudo registrado e com muitas curtidas nas redes sociais. Por outro lado, sem espaço para a infelicidade, a obrigatoriedade do bem-estar deixou os indivíduos culpados por não estarem o tempo todo de bem com a vida. 
O que muita gente procura hoje são estados eufóricos, explica o filósofo e escritor Mário Sérgio Cortella, em um vídeo na internet. “A posse de bens materiais, de fato, produz uma felicidade rasa, momentânea, episódica, veloz, e aí a pessoa entra num processo obsessivo de imaginar que a ‘consumolatria’ – a posse contínua de coisas – é que vai deixá-la feliz, e isso, sim, leva a um estado de ansiedade constante”, diz.
Esse aparato de comandos que nos ordenam o tempo todo a viver melhor acaba por tentar negar e afastar sentimentos importantes para vida, como a angústia e a tristeza. “As pessoas não aceitam que você esteja triste. E as redes sociais pioram isso. Lá, todo mundo quer mostrar que está bem, que é feliz com tudo e que nada o afeta”, conta a estudante Livian Vieira, 16. 
É como se estar triste equivalesse a adoecer, segundo a terapeuta do Instituto Luz Diamante Laura Conde Baeta. Ela trabalha desenvolvendo o despertar da consciência nas pessoas e diz que muitos pacientes têm medo de mostrar o que estão sentindo, com medo de não serem aceitos. “Estar triste é ruim e não pode, mas, na verdade, esse ‘não pode’ já é tristeza”, observa.
Ela conta que atendeu uma jovem de 21 anos com síndrome de Down que estava reclamando que não era feliz por conta de sua condição. “As pessoas acham que ser feliz é ter isso, fazer aquilo, que a felicidade está condicionada. E, no caso dela, ela não poderia ser feliz por causa da síndrome. Tive que ir mostrando que não quer dizer que todo mundo que, para ela, era normal também era feliz”, relata.
A própria tristeza tem sua importância, diz a terapeuta. “Deixar de vivê-la é negar a condição humana. No dia em que meu pai morreu, eu estava dirigindo sabendo que naquele momento eu estava triste, mas percebendo que, dentro de mim, minha felicidade não havia deixado de existir”, diz. 
No ensaio “The Happiness Industry” (“A Indústria da Felicidade”), o acadêmico britânico William Davies constatou que a situação se agravou a partir do momento em que se formou em torno dessa “imposição social” toda uma cadeia econômica para mensurar esse estado de plenitude tão almejado por todos. 
O problema é que essa busca incessante gera a culpabilização do indivíduo por não se sentir completamente feliz. Com isso, nos consultórios se multiplicam os pacientes insatisfeitos por não alcançarem esse padrão, como se fosse a “chave” para a felicidade. Segundo a psicoterapeuta Solange Rolla, muitos já chegam para serem atendidos com quadros de adoecimento, como depressão e crises de ansiedade.
“O que essa cultura faz é um ‘estupro’ na nossa consciência. Querer que a gente encontre um ideal que está longe de ser real. Às vezes, a pessoa está angustiada porque não tem um ‘par perfeito’, não tem a saúde maravilhosa, não está realizada profissionalmente, gerando uma frustração que adoece”, afirma. 
Para trazer um pouco de leveza, a especialista tenta brincar com esses pacientes. “Costumo dizer que, se essa pessoa quer um mundo ideal, sinto muito, mas ela errou de planeta, porque o nosso é o da dualidade, desde as coisas mais concretas: dia e noite, quente e frio, doce e amargo, nascimento e morte. Ou seja, eu só sei o que é felicidade e bem-estar por saber também o que não é”, explica.
Expectativas. A filosofia, segundo Cortella, tem uma fórmula antiga que serve até de anedota: “Felicidade é igual realidade menos expectativas”. E complementa: “A felicidade é uma vibração intensa que você sente, uma vitalidade exuberante, mas ela não é um estado contínuo. São instantes, episódios em que você sente a vida te levar ao máximo. Vem daquilo que é essencial, amizade, lealdade, fraternidade, sexualidade e religiosidade”, ressalta.


Autor: LITZA MATTOS

quarta-feira, 29 de março de 2017

“COMO ENTRAR EM SINTONIA COM OS ESPÍRITOS BENFEITORES" ”

Se a capacidade de entrarmos em relação com o mundo espiritual e os espíritos é um potencial que todos temos, em maior ou menor grau, o que é necessário para entrarmos em sintonia com os guias espirituais, ou seja, com os espíritos benfeitores?
Vejamos o que diz um trecho do capítulo 13, do livro Nos Domínios da Mediunidade, do espírito André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier: “Em matéria de mediunidade, não nos esqueçamos do pensamento.
Nossa alma vive onde se lhe situa o coração.
Caminharemos, ao influxo de nossas próprias criações, seja onde for.
A gravitação no campo mental é tão incisiva, quanto na esfera da experiência física.
Servindo ao progresso geral, move-se a alma na glória do bem. Emparedando-se no egoísmo, arrasta-se, em desequilíbrio, sob as trevas do mal. A Lei Divina é o Bem de todos.”
Fica claro que técnica e disciplina não bastam para nos colocar em sintonia com os espíritos benfeitores. Se não vivermos de acordo com a lei do equilíbrio e da harmonia, algo que só é possível desenvolvendo nossa capacidade de amar e tornando-nos mais sábios, a cada dia, não seremos capazes de interagir com os espíritos que já vivem essa realidade que tanto almejamos. Para haver comunicação, deve haver sintonia. Portanto, o fenômeno mediúnico – não importa o grau – ocorrerá sempre em conjunto com o fenômeno anímico, ou seja, conjugado com as qualidades morais e afinidades do médium.
Então, se você quiser receber uma inspiração da parte dos guias espirituais que porventura lhe acompanham, ou sentir a presença dos benfeitores espirituais do centro que você frequenta, você deve, primeiramente, trabalhar para viver, cada vez mais, o mesmo clima interno que eles vivem.
Se você chega no centro, seja para assistir a uma palestra ou dar passes, mas seu estado psicoemocional está desequilibrado, os guias não conseguirão inspirá-lo. O fenômeno telepático, que é a transmissão de ideias, entre você e os guias, não ocorrerá. Ao contrário: talvez consiga, apenas, perceber as formas-pensamento ou energias geradas por sua raiva, medo, arrogância, vaidade... e que estão agregadas à sua aura. Você pode até pensar que é “encosto”, obsessão... mas geralmente não é. É você mesmo mantendo seu desequilíbrio.
Então, o primeiro passo para entrar em contato consciente com os espíritos mais esclarecidos, equilibrados, chamados “espíritos de Luz”, é você acender a Luz dentro da sua consciência. Como? Com autoconhecimento, buscando desvendar, cada vez mais, sua realidade interna..
A mudança de hábitos é fundamental. Se você quer reformar algo que não está bom, não adianta somente conhecer o ambiente e traçar planos. A execução da obra é fundamental, senão a reforma não acontece!
Aliado ao processo de autoconhecimento e reforma íntima, devemos realizar exercícios para o desenvolvimento das nossas faculdades medianímicas. Entre eles, temos as práticas bioenergéticas, a meditação, etc.
Cabe a cada um de nós tirarmos grandes lições para o nosso crescimento, não apenas na teoria ou dependendo de terceiros, mas por conta própria, a fim de servirmos como ferramentas mais úteis ao progresso da humanidade.
Fonte: Revista Cristã de Espíritismo.

Victor Rebelo

terça-feira, 28 de março de 2017

"ESPÍRITO GUARDIÃO"

Sempre que uma alma nasce na Terra há uma lei divina que assegura a permanência de um espírito mais puro que vem zelar por ela durante toda a sua existência física. A vida humana seria por demais complicada, dura e tribulada se de vez em quando não recebêssemos um influxo suave e revitalizante que vem dos seres angelicais.
Por isso, Deus nos envia um ser espiritual que fica conosco desde o momento do nascimento até o dia de nossa morte, e frequentemente vem nos receber até mesmo logo após a nossa morte. Algumas vezes, o mesmo anjo guardião pode permanecer com uma pessoa por várias existências físicas, se assim a espiritualidade superior determinar.
Esse espírito guardião pertence a hostes espirituais que podemos considerar como mais elevadas nos planos cósmicos, e vem proteger os seres humanos da mesma forma como um pai protege seus filhos. A tradição cristã os denomina de “Anjo da Guarda”, ou “Anjo Guardião”. Outras tradições o chamam de “espírito protetor”, “Espírito guia” ou ainda “bom gênio”. O Livro dos Espíritos de Allan Kardec o chama de “irmão espiritual”.
Na Bíblia, em Êxodo (23, 20) vemos escrito: “Vou enviar um anjo adiante de ti para te proteger no caminho e para te conduzir ao lugar que te preparei”. O Anjo Guardião quase sempre está conosco, mesmo que não nos demos conta de sua presença. Ele nos ampara, protege e auxilia nos melhores e nos piores momentos de nossa vida. As principais formas de auxílio que eles podem nos dar é nos sugerir bons pensamentos, nos guiar pelos caminhos tortuosos da existência mundana, nos conceder por vezes um influxo espiritual renovador, além de nos dar força, coragem, determinação e alento nos momentos mais cruciais.
Ninguém deve acreditar que o anjo da guarda ou espírito protetor nos retira de uma provação. Sua missão perante seus protegidos é apenas de contribuir com o bom andamento da vida humana para que, tanto quanto lhe seja possível, o ser humano possa superar todos os obstáculos que a vida o impõe. Ninguém deve acreditar que o espírito guia vai nos segurar no colo e nos fazer atravessar a lama que deveríamos cruzar pelos nossos próprios meios. Ele apenas zelará por nós para que as adversidades que precisamos viver sejam concluídas com sucesso.
Geralmente o espírito guardião opta em zelar por aqueles que lhe são caros, e que talvez já sejam seus conhecidos de vidas passadas. Os espíritos se unem quase sempre por uma questão de afinidade e sintonia de vibrações. Com os anjos guardiões funciona da mesma forma. Alguns espíritos guardiães podem gostar da tarefa que lhes foi incumbida e que concordaram desempenhar. Outros podem encarar mais como um dever do que como uma atribuição agradável.
O espírito guardião estará mais ou menos próximo de nós dependendo de como nós mesmos agirmos. No caso de nos envolvermos com situações degradantes, como vícios, apegos, paixões mundanas ou causar mal a outras pessoas, os espíritos protetores podem se afastar por um tempo indeterminado. Antes disso, eles vão fazer de tudo para que retornemos ao caminho do bem e a trajetória correta de nossa encarnação. Mas se ignoramos os conselhos que eles nos sopram e se preferirmos a presença dos espíritos imperfeitos e degenerados, eles podem não encontrar brechas para atuar sobre nós e se afastam. Mas esse afastamento não é total, pois um espírito guardião não pode nos deixar completamente, por pior que seja uma pessoa, ele apenas pode não conseguir mais agir sobre nós.
Algumas vezes os seres humanos criam uma casca densa de negatividade em sua aura, e isso pode ser uma verdadeira barreira para os espíritos protetores. Não conseguindo mais contato conosco, eles aguardam até que nossa consciência se reencontre, muitas vezes através da dor, para que eles possam retomar seu trabalho com seus protegidos. Mas é justamente se aproveitando desses momentos de dor e desespero, onde os homens se cansam de um padrão de comportamento que os faz sofrer, que os anjos guardiões podem restabelecer uma alma que havia se transviado.
Da mesma forma que os espíritos trevosos se aproveitam de nossos momentos de fraqueza para nos rebaixar e assim nos controlar, os anjos guardiões aproveitam-se dos momentos em que nossas forças se extinguiram, e pedimos o auxílio de algo maior em nossa vida. Nesse momento eles encontram uma brecha para voltar a atuar em nós e nos ajudar a retomar o caminho do desenvolvimento espiritual.
Ninguém deve invocar o anjo guardião ou tentar contato com ele para pedir banalidades, ou para que eles nos ajudem em tarefas que cabem a nós mesmos. Todos aqueles que se inclinam à prática do bem encontram espíritos bons que visam auxilia-lo no caminho de Deus. Portanto, a melhor forma de nos harmonizar com nosso espírito guardião é uma vida de pureza e benevolência.

Autor: Hugo Lapa

segunda-feira, 27 de março de 2017

"BOLSÃO KÁRMICO"

O bolsão kármico é um fenômeno ainda um pouco desconhecido do espiritualismo, mas não menos real. Bolsão kármico pode ser definido como uma coletividade de espíritos ligados por laços de karma comuns. Estes são espíritos que participaram de catástrofes, tortura, mortes, carências ou qualquer circunstância de sofrimento em conjunto.
O bolsão kármico se inicia geralmente com um acontecimento marcante na vida destes espíritos que gera muito sofrimento. Essa dor fica impregnada em sua mente e no plano espiritual, após a morte coletiva, eles ficam vibrando ainda naquela sintonia do mal que lhes foi feito. Os espíritos presos a bolsões não conseguem se desprender daquela situação kármica, e por isso permanecem vibrando juntos, em contato uns aos com os outros naquela mesma frequência, e isso em algumas ocasiões pode se estender por milênios. Os bolsões são prisões espaço-temporais de coletividades de espíritos acorrentados em acontecimentos traumáticos passados. No livro “Energia e Espírito” de José Lacerda de Azevedo há uma série de casos de bolsões que foram tratados pelo autor com a técnica da Apometria.
Os bolsões estão quase sempre ligados a um encarnado. Isso ocorre por que alguns membros ligados a um bolsão específico podem estar encarnados, enquanto outros membros do bolsão estão desencarnados. Na maioria das vezes os bolsões são constituídos de espíritos que estão simultaneamente na Terra e no plano espiritual. Quando encontram-se no plano espiritual, estão quase sempre situados em zonas inferiores do astral. No caso dos encarnados, os espíritos que integram bolsões estão em ressonância com os desencarnados em planos mais densos, e por esse motivo, podem recepcionar as vibrações provenientes dos próprios bolsões e também da zona de consciência na qual o bolsão vibra. Uma pessoa pode estar ligado a um ou mais bolsões. Os bolsões podem vibrar em zonas mais ou menos inferiores, dependendo do karma que eles geraram.
Vamos dar alguns exemplos de bolsões para que fique mais clara a visualização deste tema:
Bolsões de guerra: São formados por espíritos vítimas ou algozes de uma ou mais guerras. Eles se ligam uns aos outros por uma sintonia de ódio e rancor contra seus algozes. Os algozes também estão conectados aos bolsões, e geralmente são o centro por meio do qual giram as conexões de ódio, ressentimento, mágoa, dor, instintos inferiores, etc. Neste caso, assim como em outros, é comum que os algozes estejam no centro dos bolsões, e recebam toda sorte de energias negativas de suas vítimas, conectadas a eles. É muito importante mencionar que os algozes dos bolsões podem ter sido vítimas de suas próprias vítimas em vidas passadas, e as vítimas podem ter sido algozes.
Bolsões de magia negra: Aqui se encontram todos os espíritos que foram prejudicados por trabalhos de magias de diversos tipos. Esses espíritos pedem vingança contra seus algozes, e vibram negativamente contra eles. É muito comum ocorrer que os espíritos vitimados pela goétia se tornem obsessores de encarnados nas vidas seguintes.
Bolsões de desastres coletivos: São bolsões formados a partir de mortes coletivas ou desastres. Esses espíritos podem ficar aprisionados no momento da tragédia e irradiar vibrações de raiva e rancor aos possíveis culpados pela tragédia. Como no universo não funciona o acaso, mas sim a lei de causa e efeito, os espíritos pertencentes a bolsões de desastres coletivos não foram apenas vítimas da catástrofe, há quase sempre uma razão para aquela tragédia ter ocorrido. Por outro lado, uma tragédia pode não ser necessariamente causada por um karma negativo, mas por que a missão daquele espírito se findou na Terra e ele precisa desencarnar.
Uma pessoa que entra em estado meditativo, que faz regressão a vidas passadas, toma alguma erva sagrada, ou realiza qualquer outra prática de estados alterados de consciência pode ter acesso ao bolsão ou bolsões a que pertence. Geralmente a pessoa fecha os olhos e observa vários rostos com aparências estranhas, hostis e por vezes animalizadas. O semblante pode irradiar sentimentos de ódio, vingança, aversão, ojeriza, rancor, tristeza extrema, etc. Por outro lado, nem toda aglomeração de espíritos está presa a bolsões kármicos. Há coletividades de espíritos elevados que mantém laços kármicos positivos, de amor e fraternidade.
É preciso dizer que os espíritos não ficam automaticamente presos aos bolsões. A causa da prisão é quase sempre um apego a situação traumática, alimentado por sentimentos como raiva, rancor, ressentimento, culpa, aversão, tristeza, etc. Um espírito pode viver todas estas e outras situações coletivas e não se prender a um bolsão, para tanto é necessário cultivar o perdão, o amor e a compreensão.

Autor: Hugo Lapa

‘PARENTES DESENCARNADOS EM VISITAS A ENTES ENCARNADOS. ”


Quando um Espírito, já harmonizado na vida espiritual, recebe uma autorização superior para nos visitar na Terra, naturalmente, não trará qualquer malefício aos encarnados. Sua presença carinhosa poderá apenas
despertar “lembranças” nos familiares mais sensíveis que poderão sentir-lhe a presença.
Mas a questão é que muitos dos nossos entes queridos, após desencarnarem, não se desvinculam do ambiente doméstico, podendo afetar negativamente aqueles que permanecem na experiência física.
Há no Movimento Espírita um fato muito interessante, que comprova essa afirmação. Um dos nossos mais queridos oradores, o conhecido médium e tribuno baiano Divaldo Franco, na adolescência, após a morte de um irmão biológico, foi tomado por uma repentina paralisia nas pernas. Durante seis meses, recebeu toda a assistência médica sem qualquer resultado positivo. Os médicos não conseguiam sequer diagnosticar o que exatamente ocorria com o jovem, já que não encontravam quaisquer problemas no campo orgânico. Até que um prima de Divaldo decidiu recorrer a uma senhora espírita que, prontamente, atendeu ao pedido. A experiente trabalhadora do Cristo estendeu as mãos sobre o rapaz acamado, aplicando-lhe o “passe magnético”, enquanto orava ao Senhor da Vida. Através da mediunidade, percebeu também a presença do irmão desencarnado de Divaldo que, inconscientemente, se lhe vinculara magneticamente, tirando-lhe o movimento das pernas.
Imediatamente após o passe e o afastamento do Espírito enfermo, a senhora gentilmente informou o que estava acontecendo, pedindo ao jovem que se levantasse e andasse, o que, para surpresa de todos, ocorreu com desenvoltura. Divaldo Franco, na época, ainda não era espírita, mas já possuía uma acentuada sensibilidade mediúnica. Após o ocorrido, foi conduzido pela família a uma Casa Espírita, onde iniciou seus estudos doutrinários e seu ministério de amor. E até hoje, aos 85 anos, prossegue viajando pelo mundo, já tendo visitado mais de 60 países, divulgando as diretrizes seguras e abençoadas do Espiritismo.
Como se vê, muitos desencarnados não são conduzidos imediatamente às colônias espirituais; ficam apegados aos plano físico, podendo gerar “obsessões inconscientes”, desconfortos e até desequilíbrios orgânicos, pela lei de sintonia.
A terapêutica da oração, do passe e, principalmente, a renovação do campo mental e emocional do encarnado, através de leituras e palestras edificantes, são recursos preciosos para que os vínculos energéticos sejam retirados e o equilíbrio psicofísico retorne à pessoa espiritualmente afetada.
Aproveitando o ensejo da pergunta, é importante informar, de forma mais generalizada, que somente pode haver um real processo de desobsessão ou libertação espiritual, quando o obsediado (quem sofre a influência) suplantar o obsessor (quem influencia) com sua vibração pessoal, que deve ser alcançada principalmente através da transformação moral e comportamental, proposta pelo Evangelho do Cristo.
Esperando der oferecido algumas singelas “sementes” para reflexão sobre esse tema tão significativo, envio meu fraterno abraço aos queridos leitores, com votos de muita paz em Jesus.

Rossano Sobrinho-Fonte: Portal espera feliz

“REENCARNAÇÃO: 10 COISAS QUE TODOS DEVERIAM SABER. ”

Em todo o mundo, muitas pessoas, talvez a maioria absoluta, aceitam a crença na reencarnação, como parte de sua religião. Não são muitas as pessoas no Ocidente que acreditam nela, no entanto. Na verdade, muitos zombam da ideia e consideram-na como um absurdo.
Isso porque, no Ocidente estamos enamorados com os benefícios do conhecimento científico e cada vez mais céticos em relação à espiritualidade e religiões. A ciência fornece o conhecimento que pode ser verificado de forma sistemática, para garantir que ele seja válido e confiável. Por isso que é de tão grande valor. Mas não é necessariamente a única fonte de conhecimento que seja válido e confiável.
Além disso, o que a ciência pode ver se limita ao que é físico e objetivo. A realidade em si não é necessariamente muito limitada. Se limitarmos a nossa compreensão de que a realidade pode ser apenas o que a ciência pode ver , estamos nos deixando meio cegos.
Graças a uma combinação de ensinamentos canalizados, comunicações pós-morte, ideias a partir das experiências de quase-morte, relatos de regressão hipnótica e pesquisa científica, mesmo em vidas passadas, agora é possível montar uma imagem muito clara da reencarnação.
Curiosamente, em função desse acúmulo de conhecimento, agora podemos ver que mesmo dentro dessas culturas orientais que acreditam na reencarnação, a compreensão de muitas pessoas se confunde com todos os tipos de doutrinas religiosas que são simplesmente erradas.
Então, aqui estão dez coisas sobre a reencarnação, que eu acho que são válidos e confiáveis ​​e que eu acredito que todos, Leste ou Oeste se beneficiaria de saber:
10 coisas que todos devem saber sobre a reencarnação
1. A alma existe
Todos os seres humanos são uma combinação de corpo físico, mortal e não-físico, a alma imortal. A alma não é apenas um mito ou uma ilusão ou uma relíquia da superstição pré-científica. Sua alma é a essência absoluta de você - a única verdadeira resposta para a pergunta: "Quem sou eu?" O que você sempre é, independentemente de como você se sente, ou o que você acredita, ou como você se percebe.Do ponto de vista do corpo, a alma é  a força da vida animando o consciente dentro dele. Do ponto de vista da alma, o corpo é um veículo para habitar o mundo físico e experimentar a existência física.
A alma é a consciência pura, pura energia, puro ser. É o nosso eu mais íntimo. Ela existe em um nível atemporal, não-físico da realidade. É um pedaço de Espírito, ou Deus, ou fonte, uma centelha de luz divina e amor, um fragmento de perfeição absoluta.
2. A alma evolui
Todas as almas estão em uma missão para evoluir (crescer, desenvolver), através de suas próprias experiências e esforços. Evoluir como uma alma é tornar-se cada vez mais autossuficiente e adquirir conhecimento, como uma expressão única do Espírito. Ao evoluir, a Alma sofre mudanças em seu nível de existência e da consciência, da inocência do recém-nascido a maiores níveis de amor, poder e sabedoria. Com efeito, aquilo que é criado reencontra o Criador - depois de séculos de evolução.
3. A alma evolui de forma mais eficaz na forma física
A evolução da alma vem através da escolha - fazer escolhas grandes e pequenas, e experimentar os efeitos de cada escolha.
A alma evolui de forma mais eficaz, enfrentando e fazendo escolhas como um indivíduo separado, uma forma física diferente. Para isso, a alma encarna - ou seja, une-se alma com um corpo humano para uma vida inteira, do nascimento à morte. Ao fazê-lo, a alma começa a experimentar ser limitado fisicamente, e fisicamente separados dos outros.
Esta é realmente uma ilusão, um truque dos sentidos, como a própria alma nunca é realmente limitada ou separada. Mas a ilusão cria o desejo suficiente, medo e outras pressões para que a alma possa experimentar conflitos e dilemas ao fazer suas escolhas. Ela também coloca percepções próprias da alma, sentimentos e decisões sob o microscópio.
As experiências e escolhas de uma vida servem como lições para a alma, uma vez que a vida está completa. Após a morte (saída da alma do reino físico), o espírito e seus guias reveem o que aconteceu durante a vida, e que lições podem ser aprendidas. A alma não só revisa suas próprias experiências e escolhas, mas também descobre os efeitos de suas próprias escolhas sobre os outros durante a vida. Por exemplo, a decisão de roubar uma quantia em dinheiro em um ponto pode ter causado a vítima sofrimento e ansiedade significativa. A alma descobre que todas as escolhas têm consequências, não só para o próprio, mas para todos.
4. A alma sofre toda a gama de experiências humanas significativas e escolhas por reencarnar
Uma vida humana não é suficiente para experimentar toda a gama de circunstâncias de vida e fazer todas as escolhas. Por exemplo, a alma precisa experimentar a vida como macho e fêmea, como vítima e o agressor, tanto como aluno e professor... Por isso, a alma reencarna muitas vezes, a fim de experimentar o espectro completo de vida. Ser humano de novo e de novo com um corpo diferente (e diferentes circunstâncias da vida), cada vez que permite a alma para experimentar a gama completa de possíveis perspectivas e relacionamentos e todas as lições que estes acarretam. Através de muitas experiências humanas diferentes, a alma torna-se gradualmente mais autoconsciente, aos poucos descobre mais das suas verdadeiras capacidades e, gradualmente, aprende a superar as limitações ilusórias de estar no mundo físico.
Geralmente, a alma aprende melhor através de um processo de "comparar e contrastar", não através da repetição cega. Por isso, os dados dessa vida podem ser completamente diferentes da anterior. Do ponto de vista da alma, há pouco valor em repetir o mesmo tipo de vida de novo e de novo (a menos, ou seja, há uma lição específica dentro desse estilo de vida que ainda tem de ser aprendida). Cada vida humana é uma oportunidade para aprender lições específicas. Uma vida, por exemplo, pode se concentrar em aprender uma maior auto responsabilidade, enquanto a próxima pode se concentrar em ser gentil com os outros. Se em uma vida a alma experimenta ser um homem com uma grande quantidade de poder sobre as mulheres, por exemplo, seria então de valor para contrastar isso com a experiência de ser uma mulher impotente. A alma não tem preferência por um dos lados da equação ou outro, uma vez que ambos os lados ajudam a tirar os diferentes aspectos da alma.
5. A alma não tem nacionalidade, credo, raça ou sexo
Não existe tal coisa como uma alma judaica, ou uma alma chinesa, ou qualquer outra coisa. Somos apenas almas, como almas, somos livres para experimentar toda a variedade de culturas humanas em todo o planeta. Nós escolhemos o nosso local de nascimento, raça e nacionalidade para atender os nossos propósitos para qualquer vida. Às vezes, raça e credo é uma escolha deliberada, em outros momentos eles são meramente acessório para o que a vida é. Porque a alma aprende através de um processo de "comparar e contrastar", aquele que apenas experimentou uma vida como (digamos) um soldado israelense pode decidir ser um palestino na próxima.
Não existe tal coisa, como uma alma masculina ou a alma feminina. Sexo é um fenômeno biológico, não espiritual. Os seres humanos são de dois sexos, e por isso temos de escolher qual será antes do início de cada vida.
Porque queremos experimentar, comparar e contrastar todas as perspectivas possíveis, vamos optar por experimentar a vida como homens e mulheres. Podemos ser do sexo masculino ou feminino, quantas vezes o quisermos. Podemos ser do sexo masculino em uma vida e feminino na próxima. Ou podemos ser do sexo masculino para dez vidas, e femininos para as próximas cinquenta vidas. É tudo uma questão de escolha. Mesmo que tenhamos uma forte preferência por um gênero, que ainda tendem a encarnar como o outro sexo de vez em quando, só para manter uma perspectiva equilibrada.
6. A alma adere a uma espécie de cada vez
Ao contrário de certos ensinamentos, as almas dos seres humanos reencarnam apenas como seres humanos. Pode haver raras exceções onde pode-se experimentar uma vida sendo um golfinho, por exemplo, mas como regra, não retornam como insetos, ou vacas ou lâminas de grama, enfim. A missão da alma é a expansão da consciência, e não há nenhum valor para a alma já no nível humano em experimentar a vida em um nível "sub-humano" de consciência. Somos seres espirituais em uma jornada humana, aprender a ser nós mesmos através de experiências humanas, relações humanas e de escolhas humanas.
7. Cada vida é pré-planejada
Antes de vir a nascer no plano físico, a alma (juntamente com seus guias espirituais) vai decidir que experiências e escolhas da vida deve incluir. As circunstâncias e as relações apropriadas serão escolhidas, e criada com o acordo de cooperação com outras almas que estarão envolvidas.
Por exemplo, digamos que a alma quer experimentar ser compassivo para com as crianças. A alma pode decidir que a vida futura deve incluir sua própria experiência de infância de abandono por parte da mãe. Isso ajudaria a conduzir a personalidade na vida adulta a querer ajudar crianças abandonadas. Outra alma, então, concordar, por amor, para ser a mãe que abandona esta alma na infância.
A maioria dos principais eventos na vida são pré-planejados: o nascimento, a família, a escola, os relacionamentos, a carreira e assim por diante. Isso inclui mortes, acidentes e doenças. Há, no entanto, muito espaço para as coisas não planejadas ocorrer. Nenhum plano é imutável. Acordos não têm de ser mantidos. Escolha substitui "destino".
O corpo também é escolhido pela alma antes do nascimento. Almas estão cientes de quais fetos são viáveis ​​e quais não são, e quais vão ser rescindido antes do nascimento. (Portanto, o aborto não é necessariamente 'assassinato', essa questão pode ser relativa).
Algumas vidas são explicitamente definidas para a alma submeter-se a uma experiência particular de aprendizagem (como ser um professor, por exemplo), enquanto que alguns são realmente realizados em benefício de experiências de aprendizagem dos outros. Por exemplo, podemos optar por viver uma vida como uma criança muito amada, que de repente morre ainda jovem, puramente, a fim de ajudar uma outra alma sofrer a experiência da perda trágica.
8. Existe uma lei do carma
... Mas não é como muitas pessoas pensam que é. Se a alma A mata a alma B em uma vida, então em outra vida, a alma B vai matar a alma A. Esse é o efeito do carma. Mas o karma não é (repito, não!) sobre a justiça cósmica ou retribuição Divina. Do ponto de vista do Espírito, não há necessidade de justiça cósmica, porque não existe tal coisa como a injustiça cósmica. Karma é realmente sobre "emaranhamento". Se eu fizer alguma coisa na vida física que viola a sua livre vontade, tornamo-nos embaraçados. Nós dois sentimos a falta de equilíbrio entre nós. É como nós nos tornamos ligados por uma corda. A única maneira de restaurar o equilíbrio é desfazer o emaranhado, por ter você violado o meu livre arbítrio de uma forma similar. Dessa forma, nós dois sabemos por experiência própria o que é ser ao mesmo tempo o infrator e o violado.
Almas tendem a cometer atos cármicos nos estágios iniciais de suas reencarnações, quando eles têm menos experiência da existência humana. Atos cármicos típicos são: assassinato, estupro, mutilação, a prisão, o abandono. Em todos os casos, uma pessoa impõe algo ao outro contra a sua vontade. Não há entrelaçamento cármico por atos que são acidentais.
9. Reencarnação tem um começo e um fim
Ao contrário de certos ensinamentos, não estamos ligados a uma roda de morte e renascimento sem fim, para ser salvo somente por renunciar ao mundo e buscando a libertação espiritual. Toda a jornada da evolução através da reencarnação começa com a gente em um determinado nível e termina assim que chegar a outro nível. É preciso (normalmente) mais de 100 vidas. Da primeira a última vida humana requer milhares de anos, dependendo da disponibilidade de corpos físicos.
Em espírito, todo o caminho está claro para nós e sabemos exatamente o que estamos fazendo. Cada vida é uma aventura deliberada e é realizada por amor e um desejo de evoluir.
10. Não há urgência
Ao contrário do que muitos ensinam sobre o assunto, não há nenhuma urgência para nos tornarmos iluminados, ou para completar o ciclo de reencarnação. Não é "melhor" evoluir rapidamente sobre algumas vidas, que evoluir lentamente ao longo de muitas vidas. Reencarnação não é um desafio para chegar ao fim da evolução, tão rapidamente quanto possível. Nós não somos "apanhados" no ciclo de morte e renascimento humano. O mundo físico não é um inferno-buraco que deva ser escalado fora.
Do ponto de vista do espírito, não existe passagem do tempo. Tempo é apenas um fenômeno perceptual para nós enquanto na forma física. Almas, literalmente, não se importam em quantos milhares de anos se leva para ir de um nível de reencarnação para outra. A passagem do tempo em termos humanos é, para a alma, irrelevante.
Uma palavra final
Eu também gostaria de acrescentar mais uma correção para certos ensinamentos: almas normalmente não reencarnam imediatamente após a morte . Geralmente há um período de vários anos entre uma vida e outra, em que a alma recupera, considera as lições aprendidas a partir da última vida e planeja sua próxima.
Ela não deveria ter nenhuma surpresa ao saber que tivemos uma vida passada, ou mesmo muitas vidas passadas. Os únicos que não viveram uma vida anterior são os que estão no início do ciclo da reencarnação. Os únicos que não estão voltando depois desta vida são aqueles que estão no fim do ciclo.
A reencarnação é a norma para todos os seres humanos. É universal. É o que todos nós estamos fazendo aqui.

Fonte: personalityspirituality.net

“O ESPÍRITO NÃO TEM COR!!!!!"

Racismo, xenofobia: pontos em destaque no quotidiano. Não há diário que se preze que não contenha uma notícia sobre violência racista. Exacerbam-se os nacionalismos. Que se passa com os seres humanos?
Ultimamente temos sido flagelados com notícias de vária ordem abordando o racismo, quer no nosso país quer em outras partes do Mundo. Inclusive parece estar na moda ser racista (veja-se o caso dos imigrantes africanos), ser contra os imigrantes ou pelo menos mostrar um pouco de intolerância para com eles. E, é claro, é chique estar contra os «pretos» como usualmente se designa, em sentido pejorativo, os seres humanos que reencarnaram na raça negra.
O planeta Terra está a passando por uma fase de transição, fase essa que não é estanque, nem será catastrófica, não será rigorosamente  neste século que o mundo vai acabar como apregoam os profetas da desgraça. Bem vistas as coisas, essa fase já começou há muito tempo e por muito tempo se prolongará com a natural e paulatina mudança do estado das coisas: de planeta de expiação e provas, a Terra passará a planeta de regeneração (onde as pessoas evoluirão mais pelo amor que pelo sofrimento). Normal é, por isso, que existam situações conflituosas, forças em descontrolo, sentimentos catárticos nos homens, conflitos sociais, entre outros.
A resposta espírita
No entanto, a doutrina espírita vem dar um grande contributo à Humanidade, explicando os fundamentos do cristianismo, de uma forma clara, aberta e acessível a todos. Sabendo nós que os espíritos não têm cor, que os espíritos têm um corpo temporário para que assim possam atuar no planeta onde reencarnarem, lógico será que esses mesmos espíritos possam nascer (reencarnar) neste ou naquele país, nesta ou naquela situação social, com esta ou aquela cor de pele, conforme as suas necessidades evolutivas.
Muito enganados andam aqueles que pensam que uma coloração lhes pode conferir uma superioridade de qualquer tipo. No futuro, esse mesmo espírito (hoje racista) orgulhoso, poderá reencarnar num outro povo qualquer de raça negra ou não, pois todos os seres humanos fazem parte da grande família universal criada por Deus. Estamos no planeta Terra à semelhança do aluno que é mandado para uma escola para que se aprimore, para que lime as suas arestas no campo dos sentimentos e da inteligência. Uns irão para umas «turmas» (povos), outros para outras. Nada impede que aquele que por preguiça e livre-arbítrio «chumbou» de ano venha a ser transferido para outras «turmas» noutras escolas, com as quais está mais afinizado, assim como aquele que passou de ano fique apto a ingressar em «turmas» condizentes com o seu grau evolutivo.
Proposta antiga
Com o espiritismo, a fraternidade, o amor ao próximo deixam de ser uma quimera, um capricho meramente humano para passarem a ser uma necessidade intrínseca ao desenvolvimento moral do homem e inerente bem-estar interior. Agora, o homem compreende que volta mais vezes à Terra (reencarnação) e que a sua futura existência será o fruto daquilo que semeou em existências anteriores, de acordo com a lei de causa e efeito; que só um masoquista se dará ao luxo de odiar, se dará ao luxo de dar guarida ao egoísmo feroz, à tola vaidade, ao orgulho estéril.
O espiritualista, e mais propriamente o espírita, sabe que que todos os homens são músicos dessa orquestra universal que é o Cosmos infinito, e como tal não deve existir espaço no seu coração para racismos e outros tipos de atitudes hostis para com os seres humanos. A solução para os problemas sociais mantém-se inalterável e foi apresentada por Cristo: o amor ao próximo, fazer aos outros o que quereríamos para nós próprios, a fraternidade, o entendimento, a bondade, a ajuda mútua.
Muitas surpresas esperam aqueles que sonham com a superioridade rácica ou com outro tipo de hegemonia, todas aparentes, pois ao desencarnarem (falecerem) o seu desalento será grande demais ao verem que desperdiçaram uma existência a apostar em projetos falidos.
Depois, é o recomeçar... até que o aprendizado se consolide.
Cada um colherá o que semear e pela colheita será o único responsável. Abrangidos pela lei de causa e efeito, que nos condiciona quer acreditemos nela ou não, os racistas voltam mais tarde, reencarnando num grupo étnico que persigam, aprendendo a dar valor ao que realmente interessa: a pessoa em si, qualquer que seja cor da pele do seu corpo, o veículo de manifestação do ser humano, ou seja, do espírito que é cada um de nós.
Por isso, não surpreende que até haja espíritos racistas, neste ou noutro plano de vida. O fenómeno da morte é apenas o soltarmo-nos do corpo físico, continuando com as paixões, as virtudes que estamos a caminho de adquirir e os defeitos que ainda não burilámos.
Mas todas essas separações se diluirão no tempo, à medida que mais nos identificarmos com o que somos - por dentro - e menos acreditarmos ser aquilo que parecemos.
A espiritualidade latente no íntimo de cada um vai desabrochando, ampliando-se pouco a pouco, dando lugar ao homem de bem, mais ou menos lentamente, conforme o esforço de cada um.

José Lucas-«Revista de Espiritismo» nr. 25, 1994-

“ASSISTÊNCIA ANTES E DEPOIS DO DESENCARNE”

Nessa oportunidade decidimos explicar como uma pessoa pode prestar assistência a alguém, parente ou amigo, pouco antes de sua morte e também depois dela. A assistência aos moribundos é de extremo valor para a alma antes e depois do desencarne, pois ela contribui muito para duas coisas fundamentais: em primeiro lugar, evitar que a alma fique presa a Terra após o desencarne, e, em segundo lugar, possibilitar uma passagem tranquila para a alma.
A primeira medida que podemos tomar, ao ter contato com alguém próximo que esteja prestes a desencarnar, é conversar com essa pessoa sobre a resolução de todas as suas principais pendências humanas. Chamamos de pendências humanas tudo aquilo que de alguma forma pode prender a pessoa à sua existência atual. Algumas pessoas são muito apegadas a filhos, irmãos, pais, cônjuge ou amigos. Outras são apegadas a bens e patrimônio. Outras são apegadas a títulos, intelecto, crenças, religião, etc. Outras ainda se prendem a sentimentos e processos psicológicos individuais, como mágoas, culpa, vazio, ódio, carência, etc. Tudo isso pode ser conversado com a pessoa em questão sendo objeto de um diálogo franco e aberto. Por exemplo, se o moribundo estiver preso a mágoa com relação a alguém, é preciso mostrar a ele o quanto esse sentimento pode lhe ser prejudicial após a morte. No caso de se tratar de alguém aberto a espiritualidade, é possível mencionar que alguns espíritos podem ficar tão apegadas a suas mágoas e a outros sentimentos que frequentemente ficam presos a Terra, se ligando a um encarnado, e passando a ele toda uma carga de sentimentos negativos e até doenças. Além disso, o espírito preso a emoções inferiores pode tentar prejudicar aqueles que, em vida, supostamente o fizeram mal. Dizemos “supostamente” pois muitas vezes aquilo que consideramos como mal vem para o nosso bem, depende sempre de como a pessoa assimila aquela experiência. Em outro exemplo, uma mãe pode sentir apego, culpa ou outro sentimento relacionado a um filho, e pode sentir preocupação com ele após a sua morte. Por estar preocupada com o filho, ela pode se recusar a seguir ao plano espiritual superior e permanecer no nível da Terra, tentando “ajudar” esse filho em suas problemáticas do dia a dia. Aqui é preciso dizer que a mãe nesse estado errático em nada contribui com seu filho, muito pelo contrário: pode prejudica-lo de diversas formas, até mesmo criando doenças a ele, bloqueando seu profissional, travando seus relacionamentos, etc.
A pessoa deve então conversar com o moribundo e explicar o valor do desapego de todos os assuntos humanos, sejam eles quais forem. É bom dizer que dessa vida nada se leva, a não ser aquilo que existe de mais elevado na alma humana, como o amor, a compaixão, a sabedoria, as virtudes, etc. 
É importante mencionar que pessoas que praticaram o mal durante a vida podem se assustar com a revelação de que seus atos aparecerão diante de si de uma forma nua e crua. Nesse momento, quem auxilia pode explicar que o arrependimento e o perdão são peças fundamentais na busca da paz. O moribundo que se desapega de tudo isso através do arrependimento e do perdão, se liberta de tudo e pode ter um pós-morte tranquilo. Aqui podemos dizer que, mesmo 1000 anos de guerras podem ser amenizados com apenas 1 minuto do verdadeiro arrependimento, aquele que vem de dentro, do mais profundo do nosso ser. É possível fazer nos minutos finais de nossa vida física tudo aquilo que em vários anos não fizemos, principalmente no que diz respeito aos nossos entes queridos. Deixar o amor prevalecer diante do orgulho, do egoísmo, e amar incondicionalmente, soltando-se de todos os nossos bloqueios, mágoas, culpa, etc, é condição sine qua non para uma boa morte. No caso da pessoa se recusar a perdoar, a se arrepender ou a se desprender de suas contingências humanas, devemos respeitar seu livre arbítrio e permitir que ela viva as experiências que está escolhendo. Só podemos ajudar até um certo ponto, além desse ponto somente a própria pessoa pode fazer algo por si mesma. É importante lembrar que, caso a pessoa não possa encontrar-se com alguém fisicamente, ela pode pedir o perdão, perdoar ou se desprender de tudo mentalmente. Para tanto, basta visualizar a pessoa, com toda a vivacidade, e falar tudo o que gostaria que fosse dito, sempre no sentido da reconciliação. O processo do arrependimento e do perdão ajuda não apenas a se conseguir uma transição tranquila, mas também a evitar problemas em vidas futuras. Por outro lado, é importante pedir a pessoa, caso ela esteja consciente e bem mentalmente, que faça uma reflexão sobre a sua vida, com seus erros e acertos. A reflexão sobre nossos erros ajuda também no desenlace e no processo de purificação que o momento da morte exige. A reflexão sobre nossa obra humana não deve gerar jamais culpas pelo que foi feito, mas sim um aprendizado que ficará para sempre gravado em nosso espírito. Não há motivo para culpa se aquela alma aprendeu com os erros e as lições da vida. E lembrem-se: é preciso se arrepender antes de morrer… Como dissemos: mesmo que seja um minuto antes da morte. Após a morte, já será tarde demais… Como disse o filósofo Platão: “Não espere por uma crise para descobrir o que é importante em sua vida”. Portanto, façam o que tiver que ser feito ainda em vida, caso contrário, somente poderá ser feito nas próximas vidas.
Outro ponto fundamental da assistência pré-morte é falar com o moribundo sobre a luz espiritual. Essa é a famosa “Luz no fim do túnel”. Trata-se de uma vibração cósmica que é uma emanação direta de um poder divino que existe em todo o universo. Pessoas que vivenciaram as chamadas “experiências de quase morte” contam que ser iluminado por essa luz é sentir uma felicidade impossível de descrever, algo que na matéria somos totalmente inaptos a experimentar. A verdadeira felicidade, de fato, não é deste mundo, assim como a paz. Ninguém deve esperar ter a verdadeira felicidade e a verdadeira paz na Terra, pois enquanto estivermos aqui isso será apenas uma ilusão. Mas aqueles que conseguem se integrar nessa luz podem sentir a felicidade no seu estado mais puro, mais essencial, no seu estado cósmico e universal. Todos nós ansiamos, mesmo sem admitir conscientemente, a essa felicidade e paz espirituais durante toda a nossa vida, o grande problema é que sempre a buscamos nos lugares errados, com pessoas, com coisas, com situações que erroneamente cremos que podem nos proporcionar tal felicidade. Alguns espíritos deixam clara a máxima de que: “Quanto mais bem praticarmos no mundo, maior será nossa felicidade e nossa paz no plano espiritual”. E isso será encontrado por todos aqueles que fizeram o bem, e por isso conseguiram se sintonizar com a luz espiritual de Deus. A luz é também um guia. É preciso instruir os moribundos de que eles devem sempre seguir a luz, não importa o que vejam ou pensem. Caso eles não sigam a luz, provavelmente ficarão aprisionados no nível da crosta terrestre, e continuarão participando dos eventos do mundo, presos e apegados ao que já se foi. Portanto, uma das orientações mais preciosas, não apenas para a assistência aos moribundos mas também para nossa própria morte, é se encaminhar para onde esta a luz. Ela irá nos chamar, nos convidar para ir com ela. Mas se a pessoa estiver mais preocupada com o filho, com o marido, com o emprego, com os prazeres materiais, ou com qualquer outra questão humana, ela perderá a chance de se elevar a luz espiritual, e ficará vagando na Terra como um fantasma a procura de um corpo para continuar usufruindo dos prazeres materiais ou para tentar resolver assuntos pendentes que não são mais passíveis se solução.
Outra questão importante de ser dita aqui é o fato de que, muitas vezes, a família acaba prendendo a pessoa a um corpo físico já extremamente debilitado apenas por apego. Muitas vezes a pessoa já sabe que está próxima da morte, e já a aceita como parte de sua condição por sentir que fez tudo o que deveria fazer. No entanto, a família continua insistindo para que a pessoa fique, seja por palavras, seja pelo magnetismo de todos, seja por procedimentos médicos que vão apenas adiar o inevitável. Não estamos aqui dizendo que os procedimentos médicos devem ser evitados; estamos apenas afirmando que a família precisa aceitar a morte, e assim permitir a partida do seu ente querido. Por outro lado, quando uma pessoa está a beira da morte, a melhor medida a ser tomada é leva-la para a sua casa e tira-la do hospital. É preciso que ela venha a sair do seu corpo físico num ambiente agradável e acolhedor, e não num ambiente hospitalar. Muitos já podem ter percebido esse fato que agora vamos relatar: muitas vezes acontece de alguém falecer somente após dizer ou fazer algo que para ela era necessário. Por exemplo, uma moça brigou por anos com sua irmã, e antes da morte se reconcilia com ela, ambos declarando-se mutuamente que se amam. Logo após a reconciliação, a pessoa pode vir a desencarnar, pois ela estava apenas esperando, em seu corpo físico, por esse momento para poder se despedir da vida física. 
Algumas pessoas perguntam: a oração pode ser um instrumento de ajuda para a alma recém desencarnada? A resposta é sim. Mas a oração pode ser feita uma vez, duas vezes ou no máximo três vezes. Mais do que isso já se torna um sinal claro de apego. Ficar toda hora orando para a pessoa, além de ser um sinal de dependência emocional, pode representar também um total desperdício, pois se a pessoa já está na luz, ela não precisa a todo momento de nossas orações. Mas se ela escolheu a escuridão, escolheu não ascender ao plano espiritual, nossas orações não poderão chegar até ela, somente quando ela se abrir para o bem. Portanto, a melhor oração que podemos fazer por aqueles que acabaram de partir é encaminha-los para a luz e nos despedirmos deles. 
Lembrando sempre… Essa despedida da pessoa que amamos não é um “adeus”, mas apenas um “até breve meu irmão”.
Autor: Hugo Lapa