Vinhas de Luz

Vinhas de Luz

domingo, 26 de março de 2017

"AS VEZES DEUS ACALMA A TEMPESTADE, AS VEZES ELE ACALMA O MARINHEIRO E OUTRAS VEZES ELE NOS ENSINA A NADAR"

Às vezes tudo parece caminhar mal em nossas vidas e temos a sensação de que os problemas vieram à tona todos de uma vez só. Nesses momentos, tememos não conseguir, suportar tudo isso e choramos todas as noites até adormecer. Nesses dias, sentimos uma angústia enorme, daquelas que chegam a apertar o peito.
Nesses momentos eu oro, eu falo com Deus como quem deseja ter o coração acalmado com a sua paz.
Embora nós saibamos da sua enorme sabedoria e bondade nesses momentos de incertezas e medo nos questionamos se Deus realmente está olhando por nós, se Ele de fato tem ouvido as nossas orações.
Falta fé e sobra questionamento, falta esperança e sobra desânimo. Quando a tempestade vem e eu me sinto impotente diante de tantas dificuldades e problemas sem fim gosto de abrir o meu coração a Deus, evito falar disso com as pessoas por perceber que algumas delas não simplesmente não se importam e por as vezes ficar ainda pior depois do desabafo.
Quantas vezes não escutei, depois de abrir o meu coração, que eu estava reclamando de “barriga cheia” afinal aquilo nem era de fato um problema. Como isso doeu. A falta de empatia é mesmo uma doença que nos atinge de forma direta e certeira. Ninguém calçou os meus sapatos para sentir todo o aperto, todo o caminho, todas as feridas que ganhei. Nesses dias de angústia e desespero eu olho para trás e só vejo fracassos, tento olhar para o futuro, mas tudo parece surreal demais para acontecer. Parece que os meus sonhos são apenas sonhos e tenho a sensação de que nada dá certo.
Nesses dias tristes e nebulosos, o coração da gente fica aflito e não sabemos ao certo o que fazer. Dúvidas, medo e o passado que nos assombra na tentativa de nos convencer que somos fracassados e que de fato, nada irá dar certo. Olho ao redor e tudo parece ir tão bem na vida alheia e me pego perguntando onde falhei.
Mas aprendi que às vezes Deus acalma a tempestade, nos dá a solução dos problemas e o dia vai logo ficando ensolarado…
Outras Ele nos dá paciência e persistência para aguentar mais um pouquinho, outras Deus renova as nossas forças a cada manhã e nos ajuda a enfrentar os desafios, nos dá coragem e nos mostra que precisamos passar por aquilo.
Então Deus nos molda na dificuldade, nos transforma e nos mostra o quanto somos fortes. Às vezes Deus responde as nossas orações de forma imediata, outras Ele nos pede para esperar e confiar, mas às vezes o não de Deus vem para nos ajudar, mesmo que a gente não entenda o porque. O não de Deus pode ser a porta para outras histórias, para grandes oportunidades. Somos imediatistas demais e queremos tudo para já, mas quando entendemos que Ele sabe de tudo e que Deus não nos oferece qualquer coisa, entendemos que alguns não’s são necessários para que coisas melhores aconteçam em nossas vidas.

Autor desconhecido

“COMO O ESPIRITISMO EXPLICA AS CATÁSTROFES?

Um dos argumentos mais usados por descrentes da doutrina espírita e cristã para "desmoralizar" o amor fraterno e infinito de Deus é citar ele como culpado das catástrofes naturais ou acidentais. Então, como o Espiritismo consegue explicar esses acontecimentos (como o que aconteceu em São Francisco de Paula, na Serra gaúcha)?
No Livro dos Espíritos, Kardec indaga sobre as mesmas questões com os espíritos que o ajudaram a codificar a Doutrina.
737. Com que fim fere Deus a Humanidade por meio de flagelos destruidores?
“Para fazê-la progredir mais depressa. Já não dissemos ser a destruição uma necessidade para a regeneração moral dos Espíritos, que, em cada nova existência, sobem um degrau na escala do aperfeiçoamento? Preciso é que se veja o objetivo, para que os resultados possam ser apreciados. Somente do vosso ponto de vista pessoal os apreciais; daí vem que os qualificais de flagelos, por efeito do prejuízo que vos causam. Essas subversões, porém, são frequentemente necessárias para que mais pronto se dê o advento de uma melhor ordem de coisas e para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos.”
740. Não serão os flagelos, igualmente, provas morais para o homem, por porem-no a braços com as mais aflitivas necessidades?
“Os flagelos são provas que dão ao homem ocasião de exercitar a sua inteligência, de demonstrar sua paciência e resignação ante a vontade de Deus e que lhe oferecem ensejo de manifestar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se o não domina o egoísmo.”
No blog "Guardas Municipais de Recife" achei um texto que se refere à catástrofe ocorrida no Haiti em Janeiro de 2010, mas que pode ser lido por quem procura respostas para o incidente no Japão pois possui o mesmo significado.
Para todos os fenômenos da vida humana, há sempre uma razão de ser. No dicionário Espírita, não deve constar a palavra “acaso”, ainda que as situações se nos afigurem insuportáveis. A tragédia do Haiti nos expõe, de maneira evidente, um episódio de resgate coletivo. Qual o significado dos milhares de seres que foram esmagados pelo terremoto? Catástrofe, cujas dimensões deixaram o mundo inteiro consternado? Para as tragédias coletivas, a Doutrina Espírita tem as explicações prováveis, considerando que, nos Estatutos de Deus, não há espaço para injustiça.
Segundo os Espíritos, “se há males nesta vida cuja causa primária é o homem, outros há, também, aos quais, pelo menos na aparência, ele é completamente estranho e que parecem atingi-lo como por fatalidade. Tal, por exemplo, os flagelos naturais.” (1) Pela reencarnação e pela destinação da Terra - como mundo expiatório - são compreensíveis as anomalias que o planeta apresenta quanto à distribuição da ventura e da desventura neste planeta. Aliás, anomalia só existe na aparência, quando considerada, tão-só, do ponto de vista da vida presente. “Aquele, pois, que muito sofre deve reconhecer que muito tinha a expiar e deve regozijar-se à ideia da sua próxima cura. Dele depende, pela resignação, tornar proveitoso o seu sofrimento e não lhe estragar o fruto com as suas impaciências, visto que, do contrário, terá de recomeçar.”
Em verdade, "as grandes provas são quase sempre um indício de um fim de sofrimento e de aperfeiçoamento do Espírito, desde que sejam aceitas por amor a Deus”.
Os flagelos destruidores ocorrem com o fim de fazer o homem avançar mais depressa. A destruição é necessária para a regeneração moral dos Espíritos, que adquirem, em cada nova existência, um novo grau de perfeição. "Esses transtornos são, frequentemente, necessários para fazerem com que as coisas cheguem, mais prontamente, a uma ordem melhor, realizando-se em alguns anos o que necessitaria de muitos séculos.” Dessa maneira, esses flagelos destruidores têm utilidade do ponto de vista físico, malgrado os males que ocasionam, "pois eles modificam, algumas vezes, o estado de uma região; mas o bem, que deles resulta, só é, geralmente, sentido pelas gerações futuras.”
Antes de reencarnarmos, sob o peso de débitos coletivos, muitas vezes, somos informados, no além-túmulo, dos riscos a que estamos sujeitos, das formas pelas quais podemos quitar a dívida, porém, o fato, por si só, não é determinístico, até, porque, depende de circunstâncias várias em nossas vidas a sua consumação, uma vez que a Lei de causa e efeito admite flexibilidade, quando o amor rege a vida e "o amor cobre uma multidão de pecados.”
Aquele que se compraz na caminhada pelos atalhos do mal, a própria lei se incumbirá de trazê-lo de retorno às vias do bem. O passado, muitas vezes, determina o presente que, por sua vez, determina o futuro. "Quem com ferro fere, com ferro será ferido" - disse o Mestre. Porém, cabe a ressalva de que nem todo sofrimento é expiação. No item 9, Cap. V, de O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec assinala: "Não se deve crer, entretanto, que todo sofrimento porque se passa neste mundo seja, necessariamente, o indício de uma determinada falta: trata-se, frequentemente, de simples provas escolhidas pelo Espírito para sua purificação, para acelerar o seu adiantamento."


Texto por Jorge Hessen- Rede Amigo Espírita

“QUAL A MELHOR FORMA DE AFASTAR OBSESSORES E ENERGIAS NEGATIVAS”

Muita gente já me perguntou “Como eu me livro dessas energias ruins que estão tentando me puxar para baixo?”
Eu só tenho uma resposta, que é verdadeiramente a única cura para isso: Vigiai e orai.
Você pode ler mil e uma táticas infalíveis para espantar energias ruins, ou então fazer as tais “limpezas energéticas” mas o seu obsessor vai sair do seu lado no minuto da tal limpeza, e vai te esperar na porta da igreja, do templo ou do lugar que você foi buscar a sua “cura”.
Tudo, absolutamente tudo, no nosso universo é energia, e como dizia Albert Einstein : “sintonize a frequência que você deseja, esta é a realidade que você terá, isso não é filosofia, é física”
E por mais que eu acredite sim que inimigos espirituais podem de verdade puxar a nossa vida para baixo, ou então nos desviar do caminho da alma, não existe outra solução para você não “ouvi-lo mais” a não ser mudando a sua própria vibração.
Pensamentos e sentimentos de gratidão alteram todo o seu campo energético, e você estará então apto a sintonizar com intuições positivas.
Muitas vezes somos enganados por nosso ego, e acreditamos que estamos em vibração muito elevada canalizando mensagens de muita luz.
Cuidado. Verdadeiros seres de luz dificilmente (raramente) se manifestam com seus os nomes que vieram à terra em sua última encarnação. Eles não precisam dizer quem são. Mensagens de seres tão iluminados são muito provavelmente de inimigos espirituais seus, doidinhos para que seu ego infle e você vibre mais ainda a frequência dele.
Ok, mas como posso saber se minhas intuições são de verdade boas?
Parece meio utópico, mas funciona. Sempre que você for fazer algo, ou intuir algo, se pergunte profundamente: “Jesus faria isso?” “Jesus estaria me falando isso?” Estamos longe, bem longe da luz espiritual do Mentor da Terra, porém, é a nossa missão nos aproximarmos ao máximo dos ensinamentos que Ele e outros seres de luz nos deixaram.
Quando nós vigiamos o nosso pensamento, e conseguimos perceber se este pensamento está ou não em sintonia com o que Jesus nos diria, ou pensaria, nós conseguimos elevar MUITO a nossa vibração, e como consequência mudamos as nossas atitudes.
Por mais que você tenha vários ou grandes inimigos espirituais, você estará com a sua frequência elevada e estará protegido.
O instituto Hearth Math na Califórnia, fez um estudo de como os pensamentos de amor e de gratidão alteram a nossa coerência cardíaca, e como consequência, ampliam o nosso campo eletromagnético.
Por mais que você se sinta “melhor” depois de limpezas energéticas ou coisas do tipo, saiba que você precisa mesmo é cuidar da sua limpeza de pensamentos e sentimentos.
A oração é também a nossa grande proteção, principalmente se feita com o coração.

Fonte: O Segredo

“COMUNICAÇÃO COM PARENTES DESENCARNADOS. ”“Quando podemos nos comunicar com nossos entes queridos? Com quanto tempo um Espírito, com a permissão de Deus, pode mandar mensagem? ”

Não podemos precisar, em termos temporais, quando será possível receber mensagens dos entes queridos que nos precederam no desencarne. Alguns fatores influem decisivamente na capacidade dos Espíritos se comunicarem com seus parentes na Terra. Entre eles, destacamos o estado de perturbação do Espírito após a morte, o merecimento dos envolvidos, as condições do médium e a utilidade providencial desta comunicação.
Em O Livro dos Espíritos, no capítulo que trata sobre a volta do Espírito à vida espiritual finda a vida corpórea, os Benfeitores da Codificação orientam que, após deixar o corpo, a alma experimenta um estado de perturbação que varia em grau e em duração, de acordo com a elevação do Espírito: “aquele que já está purificado, se reconhece quase imediatamente, pois que se libertou da matéria antes que cessasse a vida do corpo, enquanto que o homem carnal, aquele cuja consciência ainda não está pura, guarda por muito mais tempo a impressão da matéria” (questão 164).
Esta perturbação se dá pela necessidade que tem a alma de entrar em conhecimento de si mesma, para que a lucidez das ideias e as memórias lhe voltem. Allan Kardec afirma: “muito variável é o tempo que dura a perturbação que se segue à morte. Pode ser de algumas horas, como também de muitos meses e até de muitos anos” (comentário à questão 165, de O Livro dos Espíritos). Logo, este é um fator preponderante ao se avaliar a possibilidade de comunicação destes Espíritos com os parentes encarnados.
Outra questão a ser considerada é a do merecimento. No ensaio que desenvolveu sobre a pluralidade das existências (Parte Segunda - Capítulo V - O Livro dos Espíritos), Allan Kardec afirma que “cada um será recompensado segundo o seu merecimento real”. Neste caso, devemos não somente avaliar o merecimento dos entes que ficaram na Terra em receber mensagens, mas também o merecimento dos que desencarnaram em se dirigirem aos seus entes queridos, informando-lhes sobre sua situação no Plano Espiritual.
Podem interferir ainda na possibilidade de comunicação as condições dos médiuns. Orienta-nos Kardec que “alguns médiuns recebem mais particularmente comunicações de seus Espíritos familiares, que podem ser mais ou menos elevados; outros se mostram aptos a servir de intermediários a todos os Espíritos” (item 275 de O Livro dos Médiuns). Há de se levar em consideração, portanto, as relações de simpatia e antipatia entre médium e Espírito comunicante.
A utilidade das comunicações é outro ponto importante. Em várias circunstâncias, nas Obras Básicas, encontramos a justa colocação dos Espíritos para que observemos se há um fim útil naquilo que desejamos. Nesta mesma lógica, somente teremos a possibilidade de receber uma mensagem de entes queridos se for necessário, e não para atender a curiosidade ou outras motivações que não revelem grandeza de alma.
Como podemos perceber, há uma série de fatores a serem considerados. Porém, isso não é impedimento para que as comunicações aconteçam. Os próprios Espíritos narram a felicidade que sentem por serem lembrados por nós e a alegria em se comunicar, situação em que podem informar sobre sua nova situação no Plano Espiritual. “A possibilidade de nos pormos em comunicação com os Espíritos é uma dulcíssima consolação, pois que nos proporciona meio de conversarmos com os nossos parentes e amigos, que deixaram antes de nós a Terra. (...) A Doutrina Espírita nos oferece suprema consolação, por ocasião de uma das mais legítimas dores. Com o Espiritismo, não mais solidão, não mais abandono: o homem, por muito insulado que esteja, tem sempre perto de si amigos com quem pode comunicar-se” (comentário de Allan Kardec à questão 935 de O Livro dos Espíritos).
As mensagens de entes queridos desencarnados, pois, funcionam como uma prova incontestável da realidade da vida após a morte do corpo físico, demonstrando de forma inequívoca que os laços de afetividade persistem no Mundo Espiritual. Além disso, servem como consolação àqueles que permanecem no campo da vida, estimulando-os às conquistas dos valores da eternidade, para o breve reencontro com os que lhe precederam no Plano Maior da Vida.
Por fim, lembramos que não somente as mensagens mediúnicas possibilitam estas bênçãos. Uma situação muito oportuna para entrarmos em relação com nossos entes queridos é durante o desprendimento da alma pelo sono. Afirmam-nos os Espíritos da Codificação que “é tão habitual o fato de irdes encontrar-vos, durante o sono, com amigos e parentes, com os que conheceis e que vos podem ser úteis, que quase todas as noites fazeis essas visitas” (questão 414 de O Livro dos Espíritos). No entanto, para que isso aconteça, mais do que o simples fato de querer, quando desperto, é preciso evitar que as paixões nos escravizem e nos conduzam, durante o sono, a campos menos felizes da experiência espiritual.


Retirado do site OSGEFIC

“TENTAÇÃO: A CARNE É FRACA? APRENDA A RESISTIR. ”

“Há tendências viciosas que são evidentemente próprias do Espírito, porque se apegam mais ao moral do que ao físico; outras parecem antes dependentes do organismo, e, por esse motivo, menos responsáveis são julgados os que as possuem: consideram-se como tais as disposições à cólera, à preguiça, à sensualidade etc.
Hoje está plenamente reconhecido pelos filósofos espiritualistas que os órgãos cerebrais correspondentes a diversas aptidões devem o seu desenvolvimento à atividade do Espírito. Assim, esse desenvolvimento é um efeito, e não uma causa.
Se a atividade do Espírito reage sobre o cérebro, deve também reagir sobre as outras partes do organismo.
O Espírito é, deste modo, o artista do próprio corpo, por ele talhado, por assim dizer, à feição das suas necessidades e à manifestação das suas tendências.
Desta forma a perfeição corporal das raças adiantadas deixa de ser produto de criações distintas para ser o resultado do trabalho espiritual, que aperfeiçoa o invólucro material à medida que as faculdades aumentam.
Por uma consequência natural deste princípio, as disposições morais do Espírito devem modificar as qualidades do sangue, dar-lhe maior ou menor atividade, provocar uma secreção mais ou menos abundante de bílis ou de quaisquer outros fluidos.
…Compreende-se que um Espírito irascível deve encaminhar-se para estimular um temperamento bilioso, do que resulta não ser um homem colérico por bilioso, mas bilioso por colérico. O mesmo se dá em relação a todas as outras disposições instintivas: um Espírito indolente e fraco deixará o organismo em estado de atonia relativo ao seu caráter, ao passo que, ativo e enérgico, dará ao sangue como aos nervos qualidades perfeitamente opostas. A ação do Espírito sobre o físico é tão evidente que não raro vemos graves desordens orgânicas sobrevirem a violentas comoções morais.
Pode admitir-se, por conseguinte, ao menos em parte, que o temperamento é determinado pela natureza do Espírito, que é causa, e não efeito.
E nós dizemos em parte, porque há casos em que o físico influi evidentemente sobre o moral, tais como quando um estado mórbido ou anormal é determinado por causa externa, acidental, independente do Espírito, como sejam a temperatura, o clima, os defeitos físicos congênitos, uma doença passageira etc.
O moral do Espírito pode, nesses casos, ser afetado em suas manifestações pelo estado patológico, sem que a sua natureza intrínseca seja modificada. Escusar-se de seus erros por fraqueza da carne não passa de sofisma para escapar a responsabilidades.
A carne só é fraca porque o Espírito é fraco, o que inverte a questão, deixando àquele a responsabilidade de todos os seus atos. A carne, destituída de pensamento e vontade, não pode prevalecer jamais sobre o Espírito, que é o ser pensante e de vontade própria.
O Espírito é quem dá à carne as qualidades correspondentes ao seu instinto, tal como o artista que imprime à obra material o cunho do seu gênio. Liberto dos instintos da bestialidade, o Espírito elabora um corpo que não é mais um tirano de sua aspiração, para espiritualidade do seu ser, e é quando o homem passa a comer para viver e não mais vive para comer.
A responsabilidade moral dos atos da vida fica, portanto, intacta, mas a razão nos diz que as consequências dessa responsabilidade devem ser proporcionais ao desenvolvimento intelectual do Espírito. Assim, quanto mais esclarecido for este, menos desculpável se torna, uma vez que com a inteligência e o senso moral nascem as noções do bem e do mal, do justo e do injusto.
Esta lei explica o insucesso da Medicina em certos casos. Desde que o temperamento é um efeito, e não uma causa, todo o esforço para modificá-lo se nulifica ante as disposições morais do Espírito, opondo-lhe uma resistência inconsciente que neutraliza a ação terapêutica. Por conseguinte, sobre a causa primordial é que se deve atuar. Dai, se puderdes, coragem ao poltrão, e vereis para logo cessados os efeitos fisiológicos do medo. Isto prova ainda uma vez a necessidade, para a arte de curar, de levar em conta a influência espiritual sobre os organismos.”
Caro leitor amigo, permitimo-nos, para nossas reflexões, transcrever acima parte do texto escrito por Allan Kardec e inserido no livro O Céu e o Inferno, capítulo VII, sobre a fraqueza do Espírito em relação ao seu corpo físico.
Pensemos nisso.
Antônio Carlos Navarro-Rede Amigo Espírita

“A MULHER ADÚLTERA NO CAMINHO DA REPARAÇÃO”

Na passagem evangélica da Mulher Adúltera, a narrativa de João Evangelista resume-se até a absolvição dela. O espírito Amélia Rodrigues, em o livro Pelos Caminhos de Jesus, pela psicografia de Divaldo Franco, nos conta que naquela mesma noite a mulher procurou o Mestre para mais elucidações. Abriu seu coração relatando-Lhe suas fraquezas, o abandono do marido que se entregara às noitadas junto dos amigos e da tentação de que não fora capaz de suportar. Reconhecia que nada desculpava sua atitude, o que denotava arrependimento. Continuava sua exortação preocupada, pois não poderia contar com ninguém já que fora levada a execração pública. Nem com a ajuda de seu pai, tampouco de seu marido. Todos a abandonaram.
O Mestre lhe indicou a necessidade de uma mudança, pois em Jerusalém não haveria espaço para um recomeço, tendo em vista tudo o que aconteceu. Ela sentiu nas entrelinhas que deveria buscar novos ares, onde pudesse viver sem a sombra do erro cometido. Na despedida, Jesus a confortou: “Há sempre um lugar no rebanho do amor para ovelhas que retornam e desejam avançar. Onde quer que vás estarei contigo e a luz da verdade no archote do bem brilhará à frente, clareando o teu caminho”.
DIVULGADORA DA BOA NOVA
Dez anos transcorreram e vamos encontrar nossa personagem em Tiro, em casa humilde, onde recebia companheiros enfermos e abandonados. Um pouso de amor ela erguera. Não esquecera jamais a passagem com o Messias. Tornara-se uma divulgadora da Boa Nova alentando almas, enquanto limpava as chagas dos corpos doentes. Encontramos aí sua expiação. Através dos trabalhos redentores se redimia perante a Lei de Causa e Efeito. Mas faltava a reparação final: faltava-lhe apagar totalmente de sua consciência o ato praticado dez anos atrás àquele que ofendera com o adultério. Faltava compensar o ofendido.
Continua Amélia Rodrigues informando que durante uma tarde, trouxeram-lhe um homem desfalecido. Ela tratou de suas chagas, deu-lhe alimento revigorante que lhe aliviou as dores. Em seguida lhe ofereceu mensagem falando de Jesus. Emocionado, o homem confessa que conhecera o Doce Rabi em um fatídico dia em Jerusalém e desde então nutrira amargo sentimento pelo Mestre Jesus. Guardava terrível raiva, pois o Mestre salvara a esposa adúltera, porém, para com ele não guardara nenhuma palavra de consolo. Confessara então que o tempo o fez meditar como se equivocou em seu julgamento em Jerusalém. Buscava encontrar a companheira e a procurou em muitos lugares sem êxito, até que a doença lhe visitara o corpo, consumindo-lhe as energias. Embargada pelas emoções se recordara a mulher de todo o fato. Reconheceu o companheiro do passado e sem revelar-lhe quem era, disse-lhe: “Deus é amor, e, Jesus, por isso mesmo nunca está longe daqueles que O querem e buscam”.
A CURA DA ALMA
Encontramos nesta bela narrativa, queridos leitores, a afirmação de que o amor liberta definitivamente, cura todas as chagas de nossas almas, inclusive as feridas causadas pelos nossos irmãos de jornada. Mas, devemos seguir o exemplo da mulher adúltera e transpormos as barreiras do passado, buscarmos firmes através das lutas do cotidiano as oportunidades para o reajustamento definitivo. Ressaltamos também que o decurso de tempo é necessário neste processo, aliado ao esclarecimento através do Evangelho exemplificado pelo Mestre Jesus, aprofundado com os ensinamentos da Doutrina dos Espíritos. A necessidade de renovação íntima e moral, e também de que em toda infração cometida à Lei de Deus, nascem o arrependimento, expiação e reparação.
André Afonso Monteiro-Correio Espírita
Bibliografia:
- Dias, Haroldo Dutra. João, capítulo 8, O Novo Testamento/ tradução de Haroldo Dutra Dias. – 1. ed. 2. imp. – Brasília: FEB, 2013.
- Rodrigues, Amélia (Espírito). Atire a primeira pedra. Luz no Mundo/ pelo Espírito Amélia Rodrigues; [psicografado por] Divaldo Pereira Franco. Salvador: LEAL, 1971.
- Rodrigues, Amélia (Espírito). Encontro de reparação. Pelos Caminhos de Jesus/ pelo Espírito Amélia Rodrigues; [psicografado por] Divaldo Pereira Franco. Salvador: LEAL, 1988.
- Kardec, Allan, 1804-1869. Código penal da vida futura. O Céu e o Inferno, ou, A Justiça Divina Segundo o Espiritismo/ Allan Kardec; tradução de Albertina Escuderio Sêco. – 2. ed. – Rio de Janeiro: CELD, 2011.


“HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DO PAI”

Você já se surpreendeu olhando o firmamento à noite e se encantando com as estrelas? Já parou para pensar para que existem tantos pontos luminosos no espaço?
Povos antigos, intrigados com a beleza e o brilho desses sóis, criaram lendas. Falavam que as estrelas eram gotículas do suor do grande Criador.
Após realizar o labor da Criação, Ele passara a mão na testa, retirara o suor e o lançara no espaço.
Por acreditarem que a Terra era revestida por uma abóbada fechada, muitos cogitaram de que os pontos luminosos fossem buraquinhos no céu, por onde se coasse a luz. Igualzinho a um tecido esgarçado, colocado contra o sol.
Hoje, sabemos que as estrelas são sóis e não estão colocadas no firmamento para nosso exclusivo deleite.
Afirmam que são duas mil e quinhentas as que podem ser vistas a olho nu. E devem ter um objetivo sério, racional para existirem. Por que criaria Deus algo improdutivo?
Além das estrelas, existem disseminados no espaço mundos e sistemas.
A Terra longe está de ser um planeta dos mais importantes na economia universal.
O nosso sol é uma estrela de quinta grandeza. Existem muitos sóis mais poderosos do que o nosso.
São tantos que, se considerarmos dois planetas para cada um deles, poderemos contar duzentos bilhões em nossa galáxia.
No concerto das probabilidades, se somente um por cento deles tiver as mesmas condições e idades da Terra, teremos dois bilhões de planetas com as mesmas condições daquele em que vivemos.
É de se perguntar – Por que não serem habitados?
Considerando-se que existem planetas muito mais antigos do que a Terra, podemos cogitar de mundos mais avançados. Possuidores de maiores conhecimentos, de mais conquistas.
Afirmar que a vida inteligente não é patrimônio exclusivo do nosso pequeno planeta não é extraordinário, nem temerário.
Não repugna nem à inteligência, nem à cultura. A pluralidade dos mundos habitados foi ensinada por Jesus: as muitas moradas do pai. Se não fosse assim – afirmou - Eu vos teria dito.
Contemplando esses ninhos luminosos no céu, a alma sonha com a evolução e se enche de esperança.
Quantos deles conheceremos um dia? Lares em que vivemos. Lares que viveremos. Oceanos de saber e de arte, por enquanto, impenetráveis.
A doutrina da pluralidade dos mundos habitados é de fraternidade.
Compreende-se melhor a Sabedoria Divina, entende-se como a imensa Humanidade se encontra espalhada em muitos mundos. Pensa-se na fraternidade universal.
 Você sabia?
 Você sabia que, se tomássemos um veículo que se movimentasse com a velocidade da luz, que partisse da Terra para alcançar a extremidade da nossa galáxia, gastaríamos a bagatela de cinquenta mil anos-luz?
E não esqueça: a velocidade da luz é de trezentos mil quilômetros por segundo.
Já imaginou que imenso Universo temos a conhecer e a percorrer?
Quantas vidas demoraremos para adentrarmos mundos melhores? Não importa.
Um dia, essas resplandecentes moradas do Pai nos servirão de lar, como hoje a nossa Terra nos recebe e sustenta.
 Redação do Mundo Espírita, com base no cap. 2,
do livro No limiar do Infinito, pelo Espírito Joanna de Ângelis,
psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.
Em 3.2.2014.