Vinhas de Luz

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domingo, 27 de novembro de 2016

"MORTE OU DESENCARNE?."

O que significa para o Espírito, o desencarne? Para o espírito, a morte significa Liberdade.  A vida do Espírito é eterna; a do corpo é transitória, passageira. Quando o corpo morre, a alma retorna à vida eterna.
Morte ou Desencarne? Para ajudar a esclarecer esse assunto, é preciso antes de tudo, conhecermos o significado dos termos morte e desencarne para o Espiritismo. A morte é o fim da vida do corpo físico, ocorre quando o corpo, natural ou forçadamente, não tem mais condições de se manter vivo.
O desencarne é o processo de desligamento do Espírito (seu corpo espiritual ou períspirito), do seu corpo físico. É para o espírito, início de uma nova oportunidade para que se cumpra a Lei do Progresso, que é uma das leis de Deus.
Segundo a Doutrina Espírita, a lei divina (ou lei natural ou lei de Deus) abrange as leis físicas e as leis morais. As leis físicas são as leis do mundo natural material. Estudo e compreensão das várias ciências existentes, como a Física, Química, Biologia, etc.
As leis morais são referentes às relações do homem com Deus e com seu próximo. Lei de Adoração, Lei do Trabalho, Lei de Reprodução, Lei de Conservação, Lei de Destruição, Lei de Sociedade, Lei do Progresso, Lei de Igualdade, Lei de Liberdade, Lei de Justiça, de Amor e Caridade.
A lei divina é eterna, imutável (como o próprio Deus), perfeita, igual para todos, inscrita na consciência dos homens e revelada em todos os tempos (de acordo com a capacidade e compreensão dos homens). Todas as criaturas têm, consciência das Leis divinas.
Os desmandos a que se entrega, os abusos que perpetra, os excessos a que se expõe não lhe permitirão tranquilizar-se, porque, inscrita na consciência, aquela lei superior, no momento justo, convocará o infrator ao reajuste, de que ninguém se furta. (Divaldo Franco, Estudos Espíritas. Pelo Espírito Joanna de Ângelis, cap. 10).
Segundo Allan Kardec, há duas espécies de progresso que se prestam mútuo apoio e que, todavia, não marcham lado a lado: o progresso intelectual e o progresso moral.
A Lei do progresso aplicada ao Espírito diz que, através de sucessivas encarnações, o mesmo se auto aperfeiçoa gradativamente nas dimensões intelectual e moral, deixando sua condição inicial de simplicidade e ignorância para se elevar à condição de pureza espiritual.
As evoluções intelectual e moral não se dão, necessariamente, ao mesmo tempo. O espírito só alcança a perfeição quando alia a perfeição moral com a da inteligência. A perfeição é o destino de todo espírito, sem exceção, mas isso não pode ser atingido numa só existência. Por essa razão, o espírito reencarna.
A reencarnação é o sistema pelo qual a Providência Divina aperfeiçoa o Espírito eterno. Para que ele possa crescer em inteligência e moralidade, o Criador concede-lhe outras oportunidades de progresso através das diversas existências. Assim ele renasce na dimensão material quantas vezes forem necessárias.
Ao iniciar sua jornada reencarnatória nos primeiros estágios evolutivos, o espírito sofre todo tipo de influências, boas e ruins, agradáveis e desagradáveis. Por ser ainda ignorante, é levado por suas tendências a vivenciar experiências errôneas, que prejudicam e lhe retardam o progresso.
Todos os espíritos passam obrigatoriamente pelo caminho da ignorância, mas nem todos passam pelo caminho do mal. Em sua infinita sabedoria, Deus concede ao espírito a liberdade de ceder ou resistir às suas más influências e isso é chamado livre arbítrio.
À medida que adquire consciência de si mesmo, conquista gradualmente a liberdade de agir e discernir, obtendo o mérito consequente de suas próprias ações. Sendo assim, a evolução do espírito se dá progressivamente, através da experiência.
Em suas lutas expiatórias e provacionais, o espírito avança gradativamente pelo caminho da própria iluminação e aperfeiçoamento. Essa é a lei da vida a que estamos sujeitos: Nascer, Crescer, Morrer, renascer e Progredir sempre!
No desligamento do Espírito em relação ao corpo (desencarne) ocorre, de modo geral, em momentos distintos podendo ser breve ou demorado. Nos chama a atenção o fato de depender de cada um tornar esse momento mais fácil e agradável ou mais penoso e doloroso.
A vida plenamente material onde se busca tudo que a matéria oferece como gozos e posses (apego) dará mais dificuldade ao Espírito na hora do desencarne.
Aquele que vive conforme a moral do Evangelho, dando importância relativa às coisas materiais, reconhecendo seu valor, mas não vivendo em função disso e principalmente reconhecendo e aceitando os Desígnios Divinos acima de qualquer revolta, esse sim terá uma passagem tranquila e fácil quando chegar sua hora.
A morte não é o mergulho no nada, é apenas a mudança de estado, pois eles continuam do lado de lá, recebendo de nós, os sentimentos de amor, ou de revolta que possamos emitir.
Joanna de Angelis nos alerta quanto a nossa atitude perante aos desencarnados queridos, na obra Rumos Libertadores, Ela diz assim: Não interrogues os que desencarnaram! O que será de mim? Por que você me deixou? Por que você partiu antes de mim? O que será de mim agora? Como viverei sem você ao meu lado?
Estes conceitos, profundamente egoístas, atestam desamor, antes do que devotamento. Nem te entregues ao desejo de partir, também sob a falsa alegação de que não podes continuar sem eles. Esta atitude os fará sofrer. Põe-te no lugar deles!
Os pensamentos, dirigidos aos entes amados desencarnados, chegam como vibrações e são percebidas e assimiladas por eles. Porque a morte nada mais é do que a destruição do corpo orgânico, mas a alma imortal segue eterna, assim como os laços de amor e afeições que os uniu aos pais, aos filhos, aos maridos, as esposas, aos amigos!
O espiritismo é uma doutrina consoladora, por nos demonstrar a continuidade da vida após a separação terrena. Mas devemos reconhecer que o fato de sabermos que a vida continua não ameniza a saudade, pois é difícil superar a ausência. Porém, assim como a felicidade é passageira, nenhum sofrimento será eterno!

Fonte: Harmonia Espiritual

"ENCONTROS ESPIRITUAIS". DUAS PESSOAS QUE SE CONHECEM PODEM SE VISITAR DURANTE O SONO?"

Do princípio de emancipação da alma durante o sono parece resultar que temos, simultaneamente, duas existências: a do corpo, que nos dá a vida de relação exterior, e a da alma, que nos dá a vida de relação oculta. É isso exato? No estado de emancipação, a vida do corpo cede lugar à da alma, mas não existem, propriamente falando, duas existências; são antes duas fases da mesma existência, porque o homem não vive de maneira dupla.
Duas pessoas que se conhecem podem visitar-se durante o sono?
Sim, e muitas outras que pensam não se conhecerem se encontram e conversam. Podes ter, sem que o suspeites, amigos em outro país. O fato de visitardes, durante o sono, amigo, parentes, conhecidos, pessoas que vos podem ser úteis, é tão frequente que o realizais quase todas as noites.
Qual pode ser a utilidade dessas visitas noturnas, se não as recordamos?
Ordinariamente, ao despertar, resta uma intuição que é quase sempre a origem de certas ideias que surgem espontaneamente, sem que se possa explicá-las, e não são mais que as ideias hauridas naqueles colóquios.
0 homem pode provocar voluntariamente as visitas espíritas? Pode, por exemplo, dizer ao adormecer: “Esta noite quero encontrar-me em espírito com tal pessoa; falar-lhe e dizer-lhe tal coisa?”
Eis o que se passa: o homem dorme, seu Espírito desperta, e o que o homem havia resolvido o Espírito está, muitas vezes, bem longe de o seguir, porque a vida do homem interessa pouco ao Espírito, quando ele se liberta da matéria. Isto para os homens já bastante elevados, pois os outros passam de maneira inteiramente diversa a sua existência espiritual: entregam-se às paixões ou permanecem em inatividade. Pode acontecer, portanto, que, segundo o motivo que se propôs, o Espírito vá visitar as pessoas que deseja: mas o fato de o haver desejado quando em vigília não é razão para que o faça.
Certo número de Espíritos encarnados pode então se reunir e formar uma assembleia?
Sem nenhuma dúvida. Os laços de amizade, antigos ou novos, reúnem assim, frequentem ente, diversos Espíritos que se sentem felizes de se encontrar. 
Pela palavra “antigos” é necessário entender os laços de amizade contraídos em existências anteriores. Trazemos ao acordar uma intuição das ideias que haurimos nesses colóquios ocultos, mas ignoramos a fonte.
Uma pessoa que julgasse morto um de seus amigos, que na realidade não o estivesse, poderia encontrar-se com ele em espírito e saber, assim, que continuava vivo? Poderia, nesse caso, ter uma intuição ao acordar?
Como Espírito pode certamente vê-lo e saber como está. Se não lhe foi imposto como prova acreditar na morte do amigo, terá um pressentimento de que ele vive, como poderá ter o de sua morte!
(Fonte: Livro dos Espíritos)