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domingo, 3 de abril de 2016
sábado, 2 de abril de 2016
"CREMAÇÃO NA VISÃO ESPÍRITA"
O medo de
ser enterrado vivo induz muita gente a desejar ser cremado. Queima-se o cadáver
evitando o problema. Mas há uma dúvida que inspira a pergunta mais frequente:
- Se no ato
crematório o Espírito ainda estiver preso ao corpo, o que acontecerá?
Tudo aquilo
que doamos temos, é da lei. Tudo que temos, devemos.
O corpo é
uma veste e um instrumento muito valioso e útil para o espírito, enquanto
encarnado. Depois de morto, nenhuma utilidade mais tem para o espírito que o
animou. Poderá vir a ser cremado sem que nada disso traga qualquer prejuízo
real para o espírito desencarnado.
Pensam
alguns que se o seu corpo for queimado ou lesado haverá prejuízo para o seu
ressurgimento no mundo espiritual. Entretanto, não é o corpo material que
continua a viver além-túmulo nem é ele que irá ressurgir, reaparecer, mas sim o
espírito com o seu corpo fluídico (perispírito), que nada tem a ver com o corpo
que ficou na Terra.
É necessário
observar que, se o Espírito estiver ligado ao corpo não sofrerá dores, porque o
cadáver não transmite sensações ao Espírito, mas obviamente experimentará
impressões extremamente desagradáveis, além do trauma decorrente de um
desligamento violento e extemporâneo. Mas pense bem, enterrar o corpo é também
algo horrível se o espírito permanecer preso a ele; a autópsia; a putrefação do
corpo, os vermes devorando a carne putrefata, é também angustiante para o
espírito. Entretanto devemos lembrar que o perispírito está em outra faixa
vibratória, e que em circunstâncias normais não deve ser afetado, quer pela
decomposição, quer pela cremação.
Entretanto,
acreditamos que um espírito cujo corpo vai ser cremado, é desligado, talvez de
forma violenta, mas não será queimado, mesmo que fique preso.
Sofrem mais
os espíritos muito apegados à matéria, os sensuais, os que se agarram aos
prazeres da vida. Mas respondendo objetivamente, acreditamos que não são
sensações físicas, e sim emocionais, morais.
Para que o
Espírito não se encontre ligado ao corpo físico, é recomendável um intervalo
razoável após a morte (Emmanuel diz 72 horas), a fim de se ter maior segurança
de que o desligamento perispiritual já tenha completado.
Nos fornos
crematórios de São Paulo espera-se o prazo legal de vinte e quatro horas. Não
obstante, o regulamento permite que o cadáver permaneça em câmara frigorífica
pelo tempo que a família desejar. Espíritas costumam pedir três dias. Há quem
peça sete dias.
Importante
reconhecer, todavia, que muito mais importante que semelhantes cuidados seria
cultivarmos uma existência equilibrada, marcada pelo esforço da auto renovação
e da prática do Bem, a fim de que, em qualquer circunstância de nossa morte,
libertemo-nos prontamente, sem traumas, sem preocupação com o destino de nosso
corpo.
DIVALDO
FRANCO
“CHEGADAS E PARTIDAS.”
Cada abraço
daqueles guarda uma história diferente...
Cada
reencontro daqueles revela um outro mundo, uma outra vida, diversa da nossa, da
sua...
Se você
nunca teve a oportunidade de observar, por mais de cinco segundos, todas
aquelas pessoas – desconhecidos numa multidão - esperando seus amigos, seus
familiares, seus amores, não tenha medo de perceber da próxima vez, a magia de
um momento, de um lugar.
Falamos dos
portões de chegada de um aeroporto, um desses lugares do mundo onde podemos
notar claramente a presença grandiosa do amor.
Invisível,
quase imperceptível, ali ele está com toda sua sublimidade.
Nas
declarações silenciosas de um olhar tímido. No calor ameno de um abraço
apertado. No breve constrangimento ao tentar encontrar palavras para
explicá-lo.
Na oração de
três segundos elevada ao Alto - agradecendo a Deus por ter cuidado de seu ente
querido que retorna.
Richard
Curtis, que assina a produção cinematográfica de nome Love actually – traduzida
no Brasil como Simplesmente amor, traz essas cenas com uma visão muito poética
e inspirada.
O autor
oferece na primeira e última cenas do filme exatamente a contemplação dos
portões de chegada de um aeroporto e de seu belíssimo espetáculo representando
a essência do amor.
Ouve-se um
narrador, nos primeiros segundos, confessando que, toda vez que a vida se lhe mostrava
triste, sem graça, cruel, ele se dirigia para o aeroporto para observar aqueles
portões e ali encontrava o amor por toda parte.
Seu coração
alcançava uma paz, um alívio, em notar que o amor ainda existia e que ainda
havia esperança para o mundo.
Isso tudo
pode parecer um tanto poético demais para os mais práticos, é certo.
Assim, a
melhor forma de compreender a situação proposta é a própria vivência.
Sugerimos
que faça a experiência de, por alguns minutos, contemplar essas cenas por si
mesmo, seja na espera de aviões ou outros meios de transporte coletivos.
Propomos que
parta de uma posição mais analítica, de início, com algumas pitadas de
curiosidade:
Que grau de
parentesco possuem aquelas pessoas? - Há quanto tempo não se veem? - De onde
chegam?
Ou, quem
sabe, sobre outros: Que histórias têm para contar! - O que irão narrar por
primeiro ao saírem dali? Sobre a família, sobre a viagem, sobre a espera em
outro aeroporto?
Ao perceber
lágrimas em alguns olhos, questione: De onde elas vêm? - Há quanto tempo não se
encontram? - Que felicidade não existe dentro da alma naquele momento!
Por fim,
reflita:
Por quanto
tempo aquele instante irá ficar guardado na memória! O instante do
reencontro...
Tudo isso
poderá nos levar a uma analogia final, a uma nova questão: não seria a Terra um
imenso aeroporto? Um lugar de chegadas e partidas que não param, constantes,
inevitáveis?
Pensando nos
portões de chegada na Terra, lembramos dos bebês, que abraçamos ao nascerem,
com este mesmo amor daqueles que esperam num aeroporto por seus amados.
Choramos de
alegria, contemplando a beleza de uma nova vida, e muitas vezes esse choro é de
gratidão pela oportunidade do reencontro.
É um antigo
amor que, por vezes, volta ao nosso lar através da reencarnação.
Pensando
agora nos portões de partida, inevitavelmente lembramos da morte, da despedida.
Mas esse
sentir poderá ser também feliz!
Como o
sentimento que invade uma mãe ou um pai que dá adeus a um filho que logo
embarcará em direção a outro país, a fim de fazer uma viagem de aprendizagem,
de estudo ou profissional.
Choram sim,
de saudade, mas o sentimento que predomina no bom coração dos pais é a
felicidade pela oportunidade que estão recebendo, pois têm consciência de que
aquilo é o melhor para ele no momento.
Vivemos no
aeroporto Terra.
Todos os
dias milhares partem, milhares chegam.
Chegadas e
partidas são inevitáveis.
O que
podemos mudar é a forma de observá-las.
Autor:
momento espírita
quinta-feira, 31 de março de 2016
“COMO O ESPÍRITO VÊ O CORPO APÓS A MORTE”
A ideia que
geralmente se faz dos Espíritos torna a princípio incompreensível o fenômeno
das manifestações. Elas não podem ocorrer sem a ação do Espírito sobre a
matéria. Por isso, os que consideram o Espírito completamente desprovido de
matéria perguntaram, com aparente razão, como o pode agir materialmente. E
nisso precisamente está o erro. Porque o Espírito não é uma abstração, mas um
ser definido, limitado e circunscrito.
O Espírito
encarnado é a alma do corpo; quando o deixa pela morte, não sai desprovido de
qualquer envoltório. Todos eles nos dizem que conservam a forma humana, e, com
efeito, quando nos aparecem, é sob essa forma que os reconhecemos.
Observamo-los
anteriormente no momento em que acabavam de deixar a vida. Acham-se
perturbados; tudo para eles é conclusão; veem o próprio corpo perfeito ou
mutilado, segundo o gênero de morte; por outro lado, veem a si mesmo e se
sentem vivos. Alguma coisa lhes diz que aquele corpo lhes pertencia e não
compreendem como possam estar separados. Continuam a se ver em sua forma
anterior, e essa visão provoca em alguns, durante certo tempo, uma estranha
ilusão: julgam-se ainda vivos. Falta-lhes a experiência desse novo estado para
se convencerem da realidade.
Dissipando-se
esse primeiro momento de perturbação, o corpo lhes aparece como velha roupa de
que se despiram e que não querem mais. Sentem-se mais leves e como livres de um
fardo. Não sofrem mais as dores físicas e são felizes de poderem elevar-se e
transpor o espaço, como faziam muitas vezes em vida nos seus sonhos. Ao mesmo
tempo, apesar da falta do corpo constatam a inteireza da personalidade: tem uma
forma que não os constrange nem os embaraça tem a consciência do eu, da
individualidade. Que devemos concluir disso? Que a alma não deixa tudo no
túmulo mas leva com ela alguma coisa.
Numerosas
observações e fatos irrecusáveis, de que trataremos mais tarde, demonstraram a
existência no homem de três componentes:
1º) a alma
ou Espírito, princípio inteligente em que se encontra o senso moral;
2º) o corpo,
invólucro material e grosseiro de que é revestido temporariamente para o
cumprimento de alguns desígnios providenciais;
3º) o
perispírito, invólucro fluídico, semi-material, que serve de liame entre a alma
e o corpo.
A morte é a
destruição, ou melhor, a desagregação do envoltório grosseiro que a alma
abandona.
O outro
envoltório desprende-se e vai com a alma, que dessa maneira tem sempre um
instrumento. Este último, embora fluídico, etéreo, vaporoso, invisível, para
nós em seu estado normal, é também material, apesar de não termos, até o
presente, podido captá-lo e submetê-lo à análise.
Este segundo
envoltório da alma ou perispírito existe, portanto, na própria vida corpórea. É
o intermediário de todas as sensações que o Espírito percebe, e através do qual
o Espírito transmite a sua vontade ao exterior, agindo sobre os órgãos do
corpo.
Para nos
servimos de uma comparação, é o fio elétrico condutor que serve para a recepção
e a transmissão do pensamento. É, enfim, esse agente misterioso, inapreensível,
chamado fluido nervoso, que desempenha tão importante papel na economia
orgânica e que ainda não se considera suficientemente nos fenômenos
fisiológicos e patológicos.
Estudo
Sobre Espiritismo
O Livro dos Médiuns, Allan kardec
quarta-feira, 30 de março de 2016
"DEUS NUNCA DESISTE"
Você já se deu conta de que Deus nunca desiste?
Se ainda não havia percebido, observe o mundo ao seu redor.
Se você amanhece triste, Deus lhe oferece o canto dos pássaros, antes mesmo do amanhecer, pois seu canto sonoro se faz ouvir quando a noite ainda não se despediu por completo.
Se você se sente só no mundo, Deus lhe acena com inúmeras oportunidades de conhecer pessoas e fazer novas amizades, desfazendo essa sensação de abandono.
Deus nunca desiste...
Para aqueles que não gostam dos dias chuvosos, o Criador enfeita as folhas verdes com pequenas gotas brilhantes, como querendo mostrar que a chuva tem seus encantos e belezas.
Para quem não gosta dos dias quentes, Deus oferece o espetáculo dos insetos alados, em graciosa dança, a dizer que o verão tem sua graça.
Deus nunca desiste...
Aos Seus filhos que não apreciam os dias frios do inverno, Deus mostra as noites mais limpas e cravejadas de estrelas e os dias de céu mais azul, de todas as estações.
Deus nunca desiste...
Se você ainda hão havia percebido essa realidade, comece a olhar ao seu redor. Há muitos motivos para você acreditar que o Criador está sempre fazendo o máximo para que você perceba o Seu empenho.
Só no dia de hoje, quantas mostras da ação de Deus não se podem contemplar?!
Se, para você, o dia parece inútil, as situações sem graça e os problemas sem possibilidade de solução, pare e observe melhor.
Você notará uma árvore lhe oferecendo sombra, uma flor ofertando perfume, um pássaro cantando para você, uma borboleta o convidando a bailar... porque Deus nunca desiste.
Ainda que a morte se apresente como vencedora da vida...
Mesmo que se diga o ponto final da relação de amor que nos une a outros seres...
Ainda que se proclame devastadora de sentimentos e capaz de aniquilar sonhos...
Não se deixe levar por essa farsante cruel...
Porque do outro lado do túmulo a morte será desmascarada, porque Deus nunca desiste... e a vida segue estuante.
O Criador tem planos de felicidade para você...
E jamais desistirá, enquanto você não tomar posse dessa herança que lhe foi destinada.
Essa herança está depositada no íntimo de cada um de nós, e mesmo que os milênios se escoem, que nos pareça que jamais a conquistaremos, um dia a felicidade será realidade...
Deus nunca desiste...
Ainda que no dia de hoje você não tenha nenhuma conquista significante, que a tristeza lhe ronde as horas, que a alegria pareça distante e a esperança esteja de férias... Deus não desiste.
Quando o hoje partir e nada mais restar de suas horas, Deus lhe acenará com um novo dia, e novas oportunidades surgirão para que você dê mais um passo na direção da felicidade efetiva.
E se esta existência não for suficiente para você atingir a felicidade suprema, ainda assim, Deus não desistirá...
Uma nova oportunidade irá surgir... uma nova existência lhe será oferecida... e novamente teremos a prova de que Deus não desiste.
E se Deus não desiste é porque Ele ama cada filho Seu...
E se assim é, por que você, que é herdeiro desse Pai amoroso e bom, irá desistir?
Pense nisso e observe os acenos divinos em cada convite da vida para que você jamais deixe de caminhar na direção da luz.
... Porque Deus, Deus nunca desiste.
Redação do Momento Espírita.
Se ainda não havia percebido, observe o mundo ao seu redor.
Se você amanhece triste, Deus lhe oferece o canto dos pássaros, antes mesmo do amanhecer, pois seu canto sonoro se faz ouvir quando a noite ainda não se despediu por completo.
Se você se sente só no mundo, Deus lhe acena com inúmeras oportunidades de conhecer pessoas e fazer novas amizades, desfazendo essa sensação de abandono.
Deus nunca desiste...
Para aqueles que não gostam dos dias chuvosos, o Criador enfeita as folhas verdes com pequenas gotas brilhantes, como querendo mostrar que a chuva tem seus encantos e belezas.
Para quem não gosta dos dias quentes, Deus oferece o espetáculo dos insetos alados, em graciosa dança, a dizer que o verão tem sua graça.
Deus nunca desiste...
Aos Seus filhos que não apreciam os dias frios do inverno, Deus mostra as noites mais limpas e cravejadas de estrelas e os dias de céu mais azul, de todas as estações.
Deus nunca desiste...
Se você ainda hão havia percebido essa realidade, comece a olhar ao seu redor. Há muitos motivos para você acreditar que o Criador está sempre fazendo o máximo para que você perceba o Seu empenho.
Só no dia de hoje, quantas mostras da ação de Deus não se podem contemplar?!
Se, para você, o dia parece inútil, as situações sem graça e os problemas sem possibilidade de solução, pare e observe melhor.
Você notará uma árvore lhe oferecendo sombra, uma flor ofertando perfume, um pássaro cantando para você, uma borboleta o convidando a bailar... porque Deus nunca desiste.
Ainda que a morte se apresente como vencedora da vida...
Mesmo que se diga o ponto final da relação de amor que nos une a outros seres...
Ainda que se proclame devastadora de sentimentos e capaz de aniquilar sonhos...
Não se deixe levar por essa farsante cruel...
Porque do outro lado do túmulo a morte será desmascarada, porque Deus nunca desiste... e a vida segue estuante.
O Criador tem planos de felicidade para você...
E jamais desistirá, enquanto você não tomar posse dessa herança que lhe foi destinada.
Essa herança está depositada no íntimo de cada um de nós, e mesmo que os milênios se escoem, que nos pareça que jamais a conquistaremos, um dia a felicidade será realidade...
Deus nunca desiste...
Ainda que no dia de hoje você não tenha nenhuma conquista significante, que a tristeza lhe ronde as horas, que a alegria pareça distante e a esperança esteja de férias... Deus não desiste.
Quando o hoje partir e nada mais restar de suas horas, Deus lhe acenará com um novo dia, e novas oportunidades surgirão para que você dê mais um passo na direção da felicidade efetiva.
E se esta existência não for suficiente para você atingir a felicidade suprema, ainda assim, Deus não desistirá...
Uma nova oportunidade irá surgir... uma nova existência lhe será oferecida... e novamente teremos a prova de que Deus não desiste.
E se Deus não desiste é porque Ele ama cada filho Seu...
E se assim é, por que você, que é herdeiro desse Pai amoroso e bom, irá desistir?
Pense nisso e observe os acenos divinos em cada convite da vida para que você jamais deixe de caminhar na direção da luz.
... Porque Deus, Deus nunca desiste.
Redação do Momento Espírita.
terça-feira, 29 de março de 2016
"REENCARNAÇÃO:" A VERDADE QUE LIBERTA"
A ideia da reencarnação tem encontrado enorme resistência
entre os cristãos de todo o mundo, apesar da sua profunda lógica e justiça.
Muitas pessoas acreditam em vida após a morte mas não acreditam na
Reencarnação.
Sabe-se que nos primórdios do cristianismo a ideia da
reencarnação, era aceita, e chegou a ser ensinada por alguns “pais da
Igreja como Orígenes, Plotino e Clemente
de Alexandria. Até mesmo Santo Agostinho, em (Confissões, I, cap. VI),
escreveu: “Não teria eu vivido em outro corpo, ou em outra parte qualquer,
antes de entrar para o ventre de minha mãe?”
Mas quando o cristianismo instituiu-se, assumindo o formato
da Igreja Católica, acomodando-se ao paganismo de Roma, adotando e adaptando
algumas das suas práticas, tais como os rituais, a hierarquia, as imagens,
etc., afastando-se do modelo ensinado por Jesus que era o da simplicidade, da
pobreza e do amor acima de tudo, precisou eliminar aquela ideia. Se não o
fizesse, acabaria desestruturando seu edifício e perdendo o bastão do próprio
poder, porque a reencarnação é um conhecimento que liberta. Já não seria a
Igreja a detentora das chaves do Céu. Seu poder se esvairia como fumaça se os
fiéis não mais pudessem ser atemorizados com as ameaças das chamas do inferno,
ou atraídos pelas glórias e delícias do Céu.
Então, todos os cristão, sob pena de serem tachados de
hereges, foram forçados a acreditar no dogma que afirma ser o espírito criado
na concepção.
Quem não acreditasse, quem discordasse da Igreja era passado
a fio de espada ou jogado nas fogueiras da inquisição.
Tal crença, incutida no psiquismo dos fiéis ao longo dos
séculos (sempre acompanhada do medo de pecar e sofrer por isso terríveis
castigos e conseqüências) criou poderosas algemas do pensamento, que foram se
cristalizando mais e mais a cada nova encarnação ocorrida num meio cristão.
Tanto que, hoje, o simples fato de tentar questionar algum dogma da Igreja
católica ou das evangélicas deixa o fiel apavorado, pelo medo de estar
cometendo terrível pecado e ter de pagar por ele. Pois colocaram na mente das
pessoas que todos os dogmas da Igreja foram criados sob orientação de Deus.
Mas Jesus disse: “Conhecereis a verdade e ela vos
libertará.”
A qual verdade estaria o Mestre se referindo? Certamente a
nada que Ele ensinara, porque disse “conhecereis”, ou seja, no futuro. E nem
Ele, nem seus seguidores apresentaram algum novo conhecimento que poderia
representar tal verdade.
Isto está cristalinamente claro.
Quando disse “A verdade vos libertará”, deixou claro que
seus seguidores se encontravam e continuariam se encontrando prisioneiros de
algum engano, até que o conhecimento da verdade, no futuro, viesse libertá-los.
Isto, porque, seus seguidores não estavam preparados para conhecer toda a
verdade.
Em Mat.11:14, essa assertiva é confirmada por Jesus, quando,
referindo-se a João Batista, diz: “Se puderdes compreender, ele mesmo é Elias
que devia vir”. Observe-se que o Mestre tinha dúvidas sobre a capacidade de
entendimento dos discípulos, porque disse: “Se puderdes compreender...”
Não há qualquer arranjo teológico que possa mostrar outra
verdade libertadora que veio depois de Jesus, a não ser o conhecimento da
reencarnação e da lei de causa e efeito, trazida pelo espírito que se assinou
como A Verdade, apresentando na seqüência todo um universo de informações que
foram magnificamente codificadas por Allan Kardec. (V. O Livro dos Espíritos)
Convém observar também que as verdades que o Mestre ensinou
não eram de molde a libertar alguém. Uns dirão que elas libertam do pecado, mas
o mundo cristão continua tão “pecador” como sempre. Portanto, se alguém
analisar estas questões em profundidade e sem as amarras do condicionamento
psicológico a que nos referimos anteriormente, acaba ficando maravilhado com
tamanha lógica e tal demonstração da sabedoria e de amor do nosso Criador, ao
criar a lei que determina a evolução dos seres através das vidas sucessivas.
Essa sim é uma verdade realmente libertadora. Quem acredita
na reencarnação e na lei de causa e efeito sente-se realmente livre, dono de si
mesmo e único responsável pelos próprios passos, sabendo, no entanto, que tudo
que semear, terá de colher.
Jesus nunca disse que alguém vai para o inferno porque
acredita nisso ou naquilo, mas sempre ensinou a vivência dos valores da alma.
À ideia da reencarnação, é também encontrada em quase todos
os sistemas religiosos do mundo, mesmo entre as tribos selvagens mais afastadas
umas das outras; em todos os continentes da Terra e desde os povos mais
antigos. Isto mostra que essa ideia não foi inventada. É como se ela tivesse
surgido junto com o ser humano, um conhecimento do próprio espírito.
Grandes pensadores como Pitágoras, Sócrates e Platão,
tinham-na como fundamento filosófico.
Mas as idéias da reencarnação e da lei de causa e efeito
(carma) também estão expressas em vários momentos na própria Bíblia.
No episódio da transfiguração, depois que Jesus conversou
com Moisés e Elias na presença de Pedro, Tiago e João, estes lhe perguntaram:
“Por que dizem os escribas ser necessário que Elias venha primeiro? Ao que o
Mestre respondeu dizendo: Elias certamente a de vir e restabelecerá todas as
coisas: digo-vos, porém, que Elias já
veio, mas eles não o conheceram. Antes fizeram dele quanto quiseram. Então os
discípulos entenderam que Ele falava de João Batista” (Mateus 17:12 e 13).
Ora, se Elias foi também João Batista, isto só pode ter se
dado mediante a reencarnação, porque diante de Jesus no momento da
transfiguração ele apresentou-se em sua antiga forma, quando fora profeta do
Velho Testamento.
Em Mat. 16:13 e 14 se diz: “E Jesus perguntou aos seus
discípulos: Quem dizem os homens que eu sou? E responderam: uns, João Batista;
outros, Elias; outros, Jeremias ou algum dos profetas”.
Ora, como poderia ser Jesus algum desses profetas do Antigo Testamento,
a não ser pela reencarnação?
O pensamento de que João Batista era Elias reencarnado e que
os Profetas podiam reviver na terra, encontra-se em muitas passagens dos
Evangelhos. Se essa crença fosse um
erro, Jesus não teria deixado de combatê-la , como combateu tantas outras.
Longe disso, Jesus a confirmou com toda a sua autoridade e colocou-a como
ensinamento e como uma condição necessária quando disse: Ninguém pode ver o
reino de Deus se não nascer de novo . E insistiu. Não vos espantei se vos digo
que é preciso que nasçais de novo.
Já com Nicodemus, que era doutor da lei ,um intelectual
da época o Mestre foi mais explícito,
mais claro:
Nicodemos perguntou
a Jesus: Como pode renascer um homem que
já está velho? Pode ele entrar no ventre de sua mãe para nascer uma segunda
vez??
Jesus respondeu : Em verdade, em verdade vos digo: Se um
homem não renascer da água e do espírito, não pode entrar no reino de Deus. O
que nasceu da carne é carne. O que nasceu do espírito é espírito não te
admires de eu dizer: “Necessário vos é nascer de novo” (João 3:6).
Estas palavras: “Se um homem não renascer da água e do
espírito”, foram interpretadas pelas religiões no sentido da regeneração pela água do batismo. Porém os textos primitivos traziam
simplesmente: “Não renascer da água e do
espírito“, enquanto em algumas
traduções, a expressão do espírito foi substituída por do espírito
santo, o que não corresponde mais ao mesmo pensamento.
A mesma interpretação; aliás, é confirmada por Jesus quando
disse: O que nasceu da carne é carne e o que nasceu do espírito é espírito, as
quais dão a exata diferença entre o espírito e o corpo. Indica claramente que
só o corpo procede do corpo e que o espírito é
independente dele.
Portanto, o conhecimento da reencarnação é a verdade que
liberta.
Fonte: “O Evangelho
Segundo o Espiritismo” O Livro dos Espíritos”.
Allan Kardec
segunda-feira, 28 de março de 2016
"AS APARIÇÕES DE JESUS APÓS A MORTE"
Em várias oportunidades Jesus disse aos seus discípulos que após sua morte ressuscitaria. Preocupa-nos a compreensão correta do que, em seu conceito, era a ressurreição. Vejamos a seguinte passagem:
em espírito. Foi o que aconteceu com ele. Depois de sua morte esteve ainda na terra em seu corpo espiritual, conforme se encontra em Atos: “Após sua paixão,ele lhes mostrou, com muitas provas, que estava vivo, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando-lhes do Reino de Deus”. (1,3).
Sabemos, por informação dos próprios espíritos, que eles se manifestam em seu corpo espiritual, denominado perispírito. Nele é evidenciada toda a evolução moral do espírito, assim quanto mais luminoso maior evolução e, via de conseqüência, quanto menos luz produzir mais inferior é o espírito. Deve ser pelo motivo de sua luminosidade que, em algumas situações, Jesus não foi reconhecido pelos seus discípulos, como observamos em Mc 16,12: “Depois disto, ele apareceu sob outra forma, a dois deles que estavam a caminho do campo”. Também ao aparecer a Saulo, na estrada de Damasco (At 9, 3-9), veio em sua plenitude espiritual, fato que impossibilitou aos que presenciavam o fenômeno de vê-lo, só ouviram sua voz. Ao narrar esse acontecimento, Paulo diz (At 22,6-9): “... aí pelo meio-dia, de repente uma grande luz que vinha do céu brilhou ao redor de mim”, o que confirma o que estamos dizendo sobre o perispírito refletir a evolução moral.
Bíblia Sagrada, São Paulo, Edições Paulinas, 1980.Bíblia Sagrada, São Paulo, Paulus, 1990.
“E que os mortos ressuscitem, é Moisés quem dá a conhecer através do episódio da Sarça Ardente, quando chama ao Senhor: o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó. Ora, Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos; para ele, então, todos são vivos”. (Lc 20,37-38).
Vejam bem, se Jesus, em se referindo a pessoas que haviam morrido, diz que para Deus todos “são vivos” é porque nossa individualidade sobrevive após a morte, em outras palavras, poderia estar dizendo da nossa condição de espíritos eternos. Ao que chamamos de morte é apenas o processo, ao qual nosso espírito, em seu regresso ao plano espiritual de onde veio, devolve à natureza os elementos constitutivos do corpo físico, cuja finalidade era viabilizar o seu desenvolvimento moral e intelectual. Em vista disso, é que devemos entender que a ressurreição de que Jesus falava não era no corpo físico, e sim o ressurgir Sabemos, por informação dos próprios espíritos, que eles se manifestam em seu corpo espiritual, denominado perispírito. Nele é evidenciada toda a evolução moral do espírito, assim quanto mais luminoso maior evolução e, via de conseqüência, quanto menos luz produzir mais inferior é o espírito. Deve ser pelo motivo de sua luminosidade que, em algumas situações, Jesus não foi reconhecido pelos seus discípulos, como observamos em Mc 16,12: “Depois disto, ele apareceu sob outra forma, a dois deles que estavam a caminho do campo”. Também ao aparecer a Saulo, na estrada de Damasco (At 9, 3-9), veio em sua plenitude espiritual, fato que impossibilitou aos que presenciavam o fenômeno de vê-lo, só ouviram sua voz. Ao narrar esse acontecimento, Paulo diz (At 22,6-9): “... aí pelo meio-dia, de repente uma grande luz que vinha do céu brilhou ao redor de mim”, o que confirma o que estamos dizendo sobre o perispírito refletir a evolução moral.
A matéria, igualmente, não oferece nenhuma resistência a esse corpo perispiritual. Vejamos a prova disso, pelo fato de Jesus ter entrado em ambiente fechado:“Oito dias depois, os discípulos se achavam de novo na casa, e Tomé com eles. Jesus entrou, estando as portas fechadas, pôs-se no meio deles e os cumprimentou: A paz esteja convosco!”. (Jo 20,26).
Podemos aceitar também que, em algumas circunstâncias, Jesus se materializou diante dos discípulos, nesse caso tornou-se tangível, o que podemos verificar quando diz: “Olhai para minhas mãos e pés: sou eu mesmo! Apalpai-me e vede: um fantasma não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho! Dizendo isto, mostrou-lhes mãos e pés. Mas como hesitavam em acreditar, por causa da muita alegria, e continuavam espantados, Jesus lhes disse: ‘Tendes aqui alguma coisa para comer?’ Deram-lhe um pedaço de peixe grelhado. Ele o tomou e comeu na presença deles”. (Lc 24, 39-43). É bem provável que Jesus, ao se materializar, teve que se comportar como se fosse realmente de carne e osso, tendo em vista que nem os discípulos nem os de sua época tinham conhecimento dos mecanismos das manifestações espirituais para entender o que estava acontecendo.
Temos que convir que, em certos relatos do Evangelho, existem alguns exageros. Assim, determinados acontecimentos foram colocados buscando valorizar os fatos ou a pessoa quem os produziu. Vejamos, como exemplo, o que consta em Jo 21,25: “Há, porém, muitas outras coisas que Jesus fez. Se todas elas fossem escritas uma por uma, creio que nem o mundo inteiro poderia conter os livros que seriam escritos”.
Dito isso, vamos à 1ª carta aos Coríntios 15, 3-6: “Eu vos transmiti principalmente o que eu mesmo recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado, e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras; que apareceu a Cefas, depois aos doze. Em seguida apareceu, de uma só vez, a mais de quinhentos irmãos, dos quais a maior parte vive ainda hoje, embora alguns tenham morrido”. Nenhum dos quatro evangelistas fala que Jesus teria aparecido a quinhentas pessoas, assim podemos supor que pode ser apenas um exagero de Paulo.
Por outro lado, até mesmo a questão de Jesus ter ficado quarenta dias no meio dos discípulos poderíamos entender de outra forma, pois o número 40 possuía, para eles, um significado importante, observem:
· O povo hebreu permaneceu 40 anos no deserto;
· No dilúvio choveu 40 dias e 40 noites;
· Jacó ao morrer ficou 40 dias embalsamado;
· Moisés ficou no Sinai 40 dias e 40 noites, quando recebe os Dez Mandamentos;
· Deus, por castigo, entrega os israelitas aos filisteus por 40 anos (Jz 13,1);
· Em desafio um filisteu se apresenta ao exército hebreu por 40 dias (1Sm 17,16);
· Davi reinou por 40 anos (2Sm 5,4);
· O templo tinha 40 côvados.(1Rs 6,17);
· O reinado de Salomão durou 40 anos (1Rs 11,42);
· Elias, após comer o que um anjo lhe dá, caminha 40 dias e 40 noites (1Rs 19,8);
· Jesus jejuou 40 dias e 40 noites.
Carlos Torres Pastorino no Livro A Sabedoria do Evangelho, quando fala sobre como devemos fazer a interpretação da Bíblia, coloca:
Os números possuem sentido muito simbólico, assim:
10 – diversos
40 – muitos
07 – grande número
70 – todos, sempre.
Então, conclui: não devem ser tomados à risca.
Dessas aparições de Jesus podemos realçar duas coisas. A primeira, é que há vida após a morte, caso contrário, ninguém poderia aparecer depois de morto. A segunda, é que os mortos se comunicam com os vivos, por mais que alguns ainda venham a dizer que isso não pode ocorrer, a nós não resta dúvida alguma quanto a isso. Alguns querem sustentar que Jesus tenha se manifestado com o corpo físico, entretanto isso não condiz com o que podemos tirar dos acontecimentos.
Então Jesus não ressuscitou no corpo físico? Reafirmamos: Não, apesar de que isso possa lhe causar um certo choque, mas analisemos.
Quando se apresenta a Maria de Madalena, diz “não me toques, porque ainda não subi para meu Pai” (Jo 20,17), entretanto, a Tomé Ele disse: “Põe aqui o teu dedo, vê as minhas mãos, aproxima também a tua mão, põe-na no meu lado” (Jo 20,27), nos parecendo contraditório. Fica ainda mais difícil de compreender, quando colocam Jesus dizendo “porque um espírito não tem carne, nem ossos, como vós vedes que eu tenho” (Lc 24,39), e, na seqüência (v.43), ele está comendo peixe com favo de mel. Tudo isso nos parece ter sido um ajuste para sustentar a idéia de que a alma não sobrevive sem o corpo físico.
No livro de Tobias, encontramos um anjo fazendo coisas comuns ao seres humanos, inclusive comendo, mas ao final ele declara: “Eu sou Rafael, um dos sete anjos... Vocês pensavam que eu comia, mas era só aparência... E o anjo desapareceu...”. (Tb 12, 15-22). No caso de Jesus não poderia ter sido uma situação semelhante ou mesmo completamente materializado, conforme já o dissemos? Esta hipótese justificaria a questão de que poderia ser tocado, pois estaria tangível.
Mas considerando que, em várias oportunidades, se manifesta e ninguém o reconhece, somente acontecendo após algum gesto dele. Isso não ocorreria se ele tivesse mesmo ressuscitado no corpo físico. Se fosse em espírito poderia muito bem, por sua evolução espiritual, transparecer com tanta luz que não conseguiram de imediato identificá-lo. Teria Ele, quando vivo, dito algo que viesse a negar depois de morto, já que acreditamos que o que pregou foi realmente a ressurreição do Espírito?
Os evangelistas são unânimes em dizer que o corpo de Jesus foi colocado num túmulo novo. As narrativas de Mateus (27.59-60) e Marcos (15,46) dizem que o túmulo era de José de Arimatéia, enquanto a de Lucas (23,52) não dá a entender isso e João (19,41-42) diz que o túmulo estava localizado no jardim perto do lugar onde Jesus fora crucificado e o colocaram lá apenas porque estava perto, faltam dados para concluir que seria de José de Arimatéia. Prestem a atenção à narrativa, pois foi dito “colocaram” em vez de enterraram, com isso não estaria mesmo para ser um lugar provisório?
Em Atos (5,6.10), quando se narra a morte de Ananias, e, logo após, a de Safira, sua mulher, a expressão usada foi: “levaram para enterrar”, ou seja, em definitivo. Assim , por falta de maiores comprovações, podemos concluir que o lugar onde colocaram o corpo de Jesus não era o seu túmulo definitivo, o que, provavelmente, foi feito depois, daí a razão do desaparecimento de seu corpo, hipótese mais provável tomando-se como base as narrativas.
Por outro lado, no domingo de manhã, dois dias depois da morte de Jesus, algumas mulheres compraram perfumes e foram ao sepulcro para embalsamar o corpo (Mc 16,1; Lc 24,1), reforçando a idéia de que estava ali provisoriamente. João (20,1-2) relata que somente Maria Madalena foi ao sepulcro, sem dizer o motivo, que ao encontrá-lo vazio, diz: “levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde o puseram”, ou seja, falou exatamente o que seria de se esperar para uma situação provisória.
Quem vai nos tirar desse impasse? Em Atos (16,7) Paulo e Timóteo tentam entrar na Bitínia, aí diz o texto: “mas o Espírito de Jesus os impediu”. Em 2Cor 3,17, Paulo afirma: “O Senhor é Espírito”. Pedro já nos diz que Jesus: “...sofreu a morte em seu corpo, mas recebeu vida pelo Espírito” (1Pe 3,18) e mais adiante nos dá outra informação dizendo que Jesus foi pregar o Evangelho aos mortos (1Pe 4,4-6), o que Jesus só poderia ter feito em Espírito. Assim , tudo se converge para a idéia de que Jesus, após sua morte, ressuscitou em Espírito.
A conclusão final, portanto, fica-nos que a ressurreição contida na Bíblia é a do Espírito e não do corpo. E sendo a do Espírito teremos também que, forçosamente, admitir a comunicação dos “mortos” com os vivos, conforme o acontecido com o próprio Jesus após sua morte.
Fica aí ainda evidenciada a necessidade de uma exegese mais realista dos fatos acontecidos, já que o que os teólogos nos colocaram não condiz com a realidade.
Paulo da Silva Neto Sobrinho
Bibliografia:
Bibliografia:
Bíblia Sagrada, São Paulo, Edições Paulinas, 1980.Bíblia Sagrada, São Paulo, Paulus, 1990.
"LIÇÕES DO SOFRIMENTO"
Quando você estiver atravessando um profundo sofrimento,
procure lembrar de oito princípios básicos da vida:
1 – Não há mal que dure para sempre. Qualquer dor, ou
sofrimento que você esteja passando é necessariamente passageiro. Por mais que
demore e por mais que o sofrimento pareça eterno, um dia ele sempre terá um
fim.
2 – Você não é a única pessoa a sofrer no mundo. Nosso
sofrimento sempre parece maior, pois estamos sentindo-o diretamente, em nós
mesmos. Mas basta olhar para o lado e ver o quanto cada pessoa no mundo sofre
de igual forma, ou até mais gravemente que nós.
3 – Pense que, se o sofrimento fosse menor, ele poderia não
ser suficiente para provocar um movimento em você e te tirar do conformismo. No
momento em que o sofrimento se torna insuportável, esse limite nos força a
tomar uma atitude e a buscar um desenvolvimento. Se alguma parte do seu
organismo não começasse a doer fortemente, você não saberia que ele precisa de
cuidados, e não buscaria a cura. Da mesma forma, quando há uma enfermidade da
alma precisando de purificação interior, é necessário que a dor nos tire da
inação e nos mostre o caminho. Logo, não reclame da dor, tome-a como a base de
sua transformação e do seu desapego das coisas fúteis e efêmeras.
4 – Tal como uma criança grita e se debate quando toma uma
vacina, nós também reclamamos e esperneamos quando Deus nos coloca diante das
vacinas doloridas da vida. Da mesma forma que a vacina irá imunizar a criança e
evitar doenças futuras, assim também o sofrimento advindo das adversidades da
vida tem o poder de imunizar nosso espírito e nos libertar das futuras doenças
da alma.
5 – Uma grande lição do sofrimento é que só aprendemos uma
coisa quando a realizamos e sentimos. É como o aluno de natação e seu
professor. Por mais que o professor explique a teoria da natação, num dado
momento o aluno precisará mergulhar na água e se virar sozinho para conseguir
nadar. É certo que, em algum momento o professor precisa jogar a pessoa na
água, e deixa-la sozinha, para que ela aprenda a nadar pelos seus próprios
meios e recursos, sem depender mais de ninguém. Em essência, Deus faz isso para
que cada pessoa cresça por si mesma e se torne independente, pois é assim que
evoluímos espiritualmente. Por esse motivo, Deus nos coloca num mundo de
sofrimento para que, sem nenhuma ajuda nos momentos difíceis, possamos aprender
as sagradas lições da vida.
6 – Saiba que, se os sofrimentos da vida fossem simples de
serem vencidos, o mérito espiritual seria igualmente simples, e pouco traria de
benefícios espirituais para nosso espírito. Quanto maior o sofrimento, maior o
mérito em supera-lo, e consequentemente, maior a conquista espiritual.
Portanto, não reclame do sofrimento, agradeça a Deus a oportunidade de
atravessar uma provação.
7 – Os sofrimentos da vida mundana podem ser comparados aos
sofrimentos que passamos na infância. Quando somos crianças, as pequenas
tribulações de briguinhas com colegas, lutas por brinquedos, ciúmes dos irmãos,
gozações dos meninos, tudo isso parece terrível. Naquela fase esses
probleminhas parecem imensos, mas após nosso crescimento e amadurecimento
volvemos o olhar novamente à infância e nos damos conta do quão irrisórios e
insignificantes eram esses problemas. Os adultos podem até deixar de lado
pequenas rixas infantis por descobrirem o seu caráter banal. O que acontece na
infância com a visão da fase adulta, é semelhante ao que ocorre na visão do
espírito no plano espiritual em relação aos sofrimentos do mundo. Percebemos a
sua natureza transitória e sua total irrelevância diante da eternidade da vida
espiritual.
8 – E por fim, não se esqueça: Deus nos dá a cruz do
sofrimento na medida em que podemos carrega-la. Se Deus desse uma cruz mais
pesada do que alguém poderia conduzi-la, ele seria um Deus injusto. Como Deus é
a inteligência perfeita e infinita, Ele te conhece muito melhor do que ti
mesmo, e sabe que você é capaz de carregar uma pesada cruz. Logo, não reclame
da injustiça do sofrimento, tome para si a sua cruz, pois ela foi esculpida
pelo carpinteiro cósmico, que conhece tuas forças e sabe que você é capaz de
passar pelos labirintos tortuosos da vida e conseguir a sagrada purificação
interior.
Autor: Hugo Lapa
domingo, 27 de março de 2016
“PESSOAS MALIGNAS QUANDO MORREM SÃO SOCORRIDAS ESPIRITUALMENTE OU ABANDONADAS A PRÓPRIA SORTE?”
Os postos de socorro se encontram espalhados pelas regiões
sombrias do Umbral. Este local de ajuda, semelhante a um complexo hospitalar,
normalmente é vinculado a uma colônia de nível superior. Nele encontramos
espíritos missionários vindos de regiões mais elevadas que trabalham na ajuda
aos espíritos que vivem nas cidades e regiões do Umbral e que estão à procura
de tratamento ou orientação.
Quando o espírito ajudado desperta para a necessidade de
melhorar, crescer e evoluir é levado para uma colônia onde será tratado e
passará seu tempo estudando e realizando tarefas úteis para seu próximo. Quando
se sentem incomodados e mergulhados em sentimentos como o ódio, vingança,
revolta acabam retornando espontaneamente para os lugares de onde saíram.
Continuamos sempre com nosso livre arbítrio.
Os postos de socorro não são cidades, mas alguns deles
possuem grande dimensão, se assemelhando a uma pequena cidade no meio do
Umbral. Muitos ficam nas regiões periféricas do Umbral. Alguns se encontram
dentro das cidades do Umbral. Vistos à distância são pontos de luz e de beleza
no meio da paisagem triste, escura, fria, nebulosa que compõe as paisagens
naturais do Umbral. Os postos de socorro são locais bonitos, iluminados, com
grandes jardins, em meio a um cenário desolador e triste. Os postos de socorro
são constantemente procurados por pessoas desesperadas e perdidas no Umbral
querendo abrigo e ajuda.
Também é um local alvo de espíritos maldosos que desejam
continuar mantendo o controle e o poder sobre as pessoas que moram nas regiões
do Umbral. Com isto realizam constantes ataques às instalações dos postos.
Todos os postos possuem sofisticados sistemas de segurança que monitoram as
regiões ao redor do posto. Sensores detectam a presença de vibrações a um raio
de 3 km do posto. Sistemas de defesa que emitem descargas elétricas são
utilizados para afastar os atacantes. Os choques gerados pela força os fazem
recuar, já que lhe fazem sentir dores insuportáveis.
Os espíritos que vivem no Umbral ainda estão ligados ao
mundo material.
Muitos sequer compreendem que estão mortos e isto lhes gera
grande agonia e sofrimento. Por acreditarem estar vivos continuam sentindo seus
corpos e suas necessidades físicas. Sentem dor, sentem fome, sentem sede, sono
etc. Muitos sofrem de doenças, ferimentos, mutilações ocorridas na morte ou em
situações sinistras vividas no Umbral. A visão interna de um posto de socorro
lembra um grande hospital. Os espíritos atendidos lembram monstros de um filme
de terror. Se parecem realmente com mortos-vivos.
Sofrem movidos pelos sentimentos humanos que ainda cultivam:
O ódio, a vingança, egoísmo e outros sentimentos negativos.
Vinculados à matéria, ainda sofrem como se possuíssem um corpo. E isto acaba se
refletindo em sua aparência monstruosa, que só pode ser modificada a partir da
sua conscientização sobre sua realidade. As enfermarias dos postos estão sempre
repletos de espíritos necessitados de orientação, alimento, limpeza e cuidados.
É como ver mortos-vivos agonizando por ajuda em seus leitos.
Equipes chamadas de Samaritanos realizam incursões no Umbral
em busca de espíritos que procuram ajuda. Ao retornarem com dezenas de
espíritos que mais parecem farrapos humanos são recebidos pelas equipes de
socorro que iniciam o trabalho de acolhimento, alimentação, limpeza e
orientação destes espíritos. Ao serem internados podem se recuperar para serem
enviados para colônias no plano mais elevado, fora do Umbral. Também é comum
que espíritos cheguem às muralhas dos postos à procura de ajuda e ali são
socorridos.
Também existem postos de socorro na Terra:
São destinados a socorrer e orientar espíritos
recém-desencarnados. Pessoas que acabam de morrer costumam ficar totalmente
desorientadas. Muitas não sabem que estão mortas. É fácil imaginar o sentimento
horrível e a loucura que uma pessoa nesta situação pode passar. Estes postos
estão localizados no mundo invisível exatamente no mesmo local onde estão
hospitais, cemitérios, sanatórios, presídios, igrejas, centros espíritas etc.
São nestes locais onde se pode encontrar o espírito de pessoas que acabam de
desencarnar ou que estão procurando algum tipo de ajuda.
Fonte: Fórum Espirita.
sábado, 26 de março de 2016
"PROVAS E EXPIAÇÕES"
Por quê sofremos tanto na
TERRA ?
“Meus amigos e irmãos. Viveis num planeta, como acabais de
ouvir de Santo Agostinho, de provas e expiações, onde cada um de nós é chamado
a cumprir as Leis de Deus, para se aperfeiçoar e ser digno de novas
oportunidades de ascensão a mundos mais felizes, onde imperam o Amor e o
respeito pelo outro, louvando em uníssono os desígnios divinos que a tudo
provêm, sem que a cada um não seja dado segundo o que não mereceu.
Neste Mundo onde vos foi dado viver, os corações se
atrofiam, as almas se entristecem e o Homem se perde dentro de si mesmo.
Impera a solidão e o desejo maior do triunfo pessoal: o
sucesso material predominando sobre o triunfo espiritual, entrando o Homem em
decadência e a sociedade turbulenta, em declínio de valores sociais e morais,
os quais a segurariam de novas catástrofes, já tantas vezes experimentadas na
Terra.
A família, como suporte maior, é a primeira a entrar em
falência, libertando-se os instintos que, não sendo contidos e burilados ao
longo da infância e da adolescência, despertam e se desenvolvem nas ruas onde
habitam o crime e a violência que gera mais desafortunados, infelicitando mesmo
aqueles que se lhe dedicam.
Somos todos viajantes de outras eras, responsáveis por nós
mesmos, pela condução de nossos destinos e por aqueles que nos rodeiam.
Sejamos solidários e, em vez de ambicionarmos a felicidade,
que ainda se encontra alheia neste planeta de provas e expiações, ergamos
nossos desejos, levantemos nosso olhar e alarguemos nossa visão, ambicionando,
antes, a felicidade alheia, a conquista do nosso semelhante e o seu
soerguimento moral, no cumprimento das Leis de Deus.
Se nos esquecermos de nossas "infelicidades", se
não desejarmos tanto a nossa própria satisfação e pensarmos na crise social em
que vivemos e na infortúnio maior daqueles que nos rodeiam, meditando no que
podemos fazer para os ajudar, conquistaremos a felicidade almejada, no bem
alheio. Cada alegria experimentada por nossos irmãos, será a nossa alegria,
cada sucesso de nossos irmãos será o nosso próprio sucesso, pois nós
contribuímos um pouco para que os seus valores se alterassem, em consonância com
os desígnios divinos.
Vivendo em prol dos que nos rodeiam, sonhando e lutando por
causas nobres, conquistaremos a paz no coração e, simultaneamente, o direito a
um lugar noutro Planeta mais feliz e consentâneo com a nossa nova
personalidade, em equilíbrio intelectual e moral.
PSICOGRAFIA DE JOANA D’ANGELIS.
sexta-feira, 25 de março de 2016
“A PÁSCOA NA VISÃO ESPÍRITA”
A visão
espírita sobre a Páscoa, a Quaresma e sobre a ressurreição de Jesus Cristo
difere da visão as igrejas cristãs. A palavra “páscoa” significa “passagem”
(vem do hebraico: “pessach”) e é o dia
em que se comemora a libertação do povo hebreu do cativeiro, libertado da
escravidão por Moisés por volta de 1.441 A.C. Essa comemoração já era tradição
quando o Nazareno ainda era menino, portanto, a Páscoa já era uma data
comemorativa e comercial antes da morte do cristo. Desta forma, a Páscoa não
surgiu para comemorar o seu fulgurante retorno do mundo dos mortos.
Baseados em
uma fé raciocinada acreditamos que a espiritualidade superior, que rege os
destinos da humanidade, se valeu dessa data para chamar a atenção do homem para
a grande transformação que se avizinhava. E que permitiu que desde aquela
Páscoa o mundo registrasse os grandes fatos históricos Antes de Cristo e Depois
de Cristo (a.C. e d.C.). Foi para que ficasse gravada nos “corações e mentes”
da humanidade a grandiosa lição do Mestre Divino: O perdão das ofensas.
Mestre sem
precedente Jesus ensinou através do próprio exemplo como o seu povo deveria
comemorar a verdadeira páscoa, numa alusão a todo seu evangelho de amor e de
justiça.
Nascido
judeu, Jesus viveu como judeu, falou aos judeus e foi morto pelos judeus
durante a maior festa judaica e da forma mais dolorosa possível: a
crucificação. Fato que desnuda a “justiça” primitiva da época. E, da mesma
maneira, quando Ele transforma em ensinamento aquele ato de covardia quanto ao
apedrejamento de Maria Madalena em praça pública. Jesus, secretamente,
denunciou a cada alma presente seus graves débitos perante a Lei Divina,
ficando, desta forma, eternizado como sendo o maior exemplo de modelo e guia
para a humanidade.
Através da
mediunidade e benevolência de Chico Xavier e do espírito de Emanuel, seu grande
amigo e benfeitor, Chico nos revela que Jesus Cristo é a nossa páscoa, pois nos
ensina que Ele não morreu para nos salvar; Mas sim, que Jesus viveu para nos
mostrar o caminho da salvação.
E segundo as
palavras do benfeitor: ¨Salvação é reparação, restauração, refazimento e
regularização de débitos¨.
Desta forma,
a Páscoa, na visão espírita, é a grande e última lição de Jesus encarnado no
plano físico, como vitória da vida sobre a morte e na certeza da imortalidade
da alma e da reencarnação como explicação para todas as dores e para a almejada felicidade humana.
Já os
quarenta dias de jejum e preparação para a Páscoa são estendidos pelos
espíritas a todos os dias de nossa vida, após o encontro com o cristo redivivo
e que exige uma postura renovada. Se
jejuar é necessário, então que
jejuemos não só de carne, drogadição e excessos sexuais. Jejuemos também
da maledicência e atos egoístas, preparando-nos para “comer com o cristo a sua
páscoa¨…Lucas (cap.22 versículos 15 e 16) “…Tenho desejado ardentemente comer
convosco esta páscoa…”
Já no que
concerne á ressurreição podemos afirmar que a interpretação tradicional aponta
para a possibilidade da manutenção da estrutura corporal do Cristo no post
mortem. Hipótese totalmente rechaçada pela ciência, em virtude da decomposição
do corpo físico.
Enquanto as
igrejas cristãs persistirem na crença de que Jesus subiu aos céus em “corpo e
alma” e que o mesmo acontecerá a bilhões de corpos já decompostos que se
eleitos ressurgirão no chamado juízo final, ocasião em o próprio Cristo
separará os justos dos ímpios; Nós espíritas, alertamos para o bom senso, ou
seja, compreendemos a impossibilidade física desses fatos.
E quando
tentamos entender pela perspectiva espírita as aparições de Jesus após a sua
morte física, na citada “Transfiguração de Cristo”, consideramos a utilização
de fluídos mais densos por Ele utilizado (fluídos esses que são abundantes na
natureza, tal a dos seres encarnados) que possibilitou ao Espírito Divino
manifestar-se aos olhos de Maria Madalena e posteriormente aos Apóstolos e,
desta forma, imortalizar sua última profecia nos Evangelhos de João e Matheus.
É chegado o
momento em que ao celebrarmos a nossa páscoa nós desejamos fraternalmente todo
o bem e que consigamos nos perdoar uns aos outros e a agir como se Jesus
“permanecesse eternamente conosco¨, como de fato Ele o está. E, finalmente, da
cruz façamos a ponte entre nós e quem necessita de Jesus em sua vida e das
lições do Mestre à construção de um mundo melhor.
Fraternidade Luz e Fé.
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