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quarta-feira, 19 de outubro de 2016
“EXCURSÃO DE DIVALDO FRANCO ÀS REGIÕES DE SOFRIMENTO NO PLANO ESPIRITUAL.
Deus me deu
trono para fazer a caridade…”
Divaldo,
certa feita, viu-se ao lado de Auta de Souza, que o convidava para uma excursão
promovida pela antiga rainha de Portugal, D. Isabel, conhecida pela sua bondade
e abnegada prática da caridade.
Oportuno
recordar que o rei, D. Diniz, não gostava das incursões da rainha, levando pão
e moedas para as populações necessitadas. Certa vez foi espreitá-la para
surpreendê-la em desobediência… Viu quando ela se dirigia à dispensa do palácio
e enchia o avental de alimentos. Ele se postou então à sua espera.
“- Onde vai
Senhora? O que leva aí em seu avental? – interpelou o rei quando D. Isabel saía
apressadamente.”
“- São
flores, Senhor meu! ”
“- Quero
vê-las! Flores em Janeiro?”
Quando D.
Isabel de Aragão, mãe do futuro rei de Portugal, D. Afonso, espanhola de
nascimento e portuguesa pelo coração, a rainha das rosas, também chamada de
Rainha Santa, mostrou o avental, caíram, num fenômeno maravilhoso de efeitos
físicos, rosas de diferentes cores… Consta que o rei nunca mais tentou impedir
a rainha de praticar a caridade.
Auta de
Souza avisa a Divaldo que pisasse nas pegadas da rainha durante a excursão. Eis
que chegaram a uma região em que se ouviam gritos de desespero. A caravana vai
passando e Divaldo, amparado por Auta de Souza, vê que equipes socorristas,
atendendo a ordens de D. Isabel, recolhem muitos dos que clamavam por socorro.
Eram os que se mostravam verdadeiramente arrependidos.
Recorda
Divaldo, entre outros detalhes da excursão, ter visto também que D. Isabel
lançava na direção dos aflitos uma rosa, da qual saíam, então, flocos de luz
que pareciam aliviar a angústia daqueles sofredores. Era quando os padioleiros,
sob as ordens diretas de D. Isabel, acorriam para recolherem os mais
arrependidos.
“-
Recordei-me até das descrições de Dante Alighieri sobre o Inferno”, diz
Divaldo. Tocado pelas cenas, indaga de Auta de Souza para onde iam aqueles
Espíritos recolhidos nas padiolas.
“- Muitos
são atendidos nos agrupamentos espíritas existentes na Terra, para que depois
possam ser levados a estâncias outras na Espiritualidade. ”
“- E quando
não havia ainda agrupamentos espíritas, antes do advento do Espiritismo?”
” – Os
médiuns eram levados, com a aquiescência deles, e com a permissão de Jesus, às
zonas intermediárias, onde colaboravam no socorro dos sofredores. Não te
esqueças, Divaldo, de que somos, todos nós, amparados pela Misericórdia do Pai
Celestial. ”
E Divaldo
concluiu dizendo que ficou, depois, e durante muito tempo, e ainda hoje,
meditando na responsabilidade dos médiuns, na necessidade do estudo permanente,
na dedicação devotada às tarefas; meditando também que devemos orar, sobretudo
antes do sono reparador, para que enquanto o corpo repousa, todos possamos
trabalhar na seara de Jesus.
Fonte:
Blog do
Bruno Tavares. POR ANA MARIA SPRANGER
terça-feira, 18 de outubro de 2016
“REENCARNAÇÃO: PROVA DA JUSTIÇA DE DEUS. ”
O ser humano
tem a curiosidade como uma de suas características básicas. Através dela é que
se faz o progresso, já que o interesse pelo desconhecido leva o homem a
pesquisar.
Dentro dessa
linha de raciocínio, vários são os porquês que ainda nos incomodam no
dia-a-dia, principalmente os relativos à vida. Muitos dos que creem em Deus não
conseguem entender o motivo de tantas desarmonias na sociedade. Por que haveria
pessoas que sofrem, que parecem ser perseguidas pelo azar, enquanto para outras
a vida se mostra mais fácil? Por que existem crianças que nascem doentes,
enquanto outras vêm ao mundo sadias? Por que muitas vezes o indivíduo
mal-intencionado tem mais oportunidades na vida do que aquele que parece ser
honesto?
Algumas
respostas surgem aqui e acolá: "Tudo é obra do destino de cada um";
"Saúde e doença são explicadas pela genética"; "É a vontade de
Deus, por isso fulano sofre". São opiniões válidas, porém, para aquele que
crê na justiça e bondade de Deus, elas são incompletas.
Se
acreditarmos na existência de um Deus, justo e superior a tudo e a todos, temos
que entender porque acontecem essas diferenças, sem que Ele esteja cometendo
injustiças. Somente afirmar que Deus é Pai e sabe o que faz, não satisfaz o
raciocínio do século XX. Deus não cria mistérios para seus filhos. Pelo
contrário, deu a eles a inteligência para discernir o certo do errado, tirando
as próprias conclusões.
Se
acreditarmos no "destino", este não poderia ser obra do acaso. Alguém
estaria pré-estabelecendo a vida. Fazendo uns bons e outros maus, Deus estaria
sendo autoritário, coisa inconcebível ao Criador do Universo.
Quanto ao
fator genético, sabemos cientificamente que ele influi na organização funcional
e anatômica do homem. Mas, não deixa de ser uma Lei da Natureza e, como tal,
também criada por Deus. O homem não cria nada. Só descobre as maravilhas do
mundo que o cerca.
Analisando
essas colocações, concluímos que Deus está por detrás de tudo o que acontece na
vida. Ele rege a atuação da justiça através de uma Lei superior, chamada Lei de
Causa e Efeito ou Ação e Reação. Ela é colocada em prática através das
reencarnações. Na visão espírita, a reencarnação é a oportunidade que Deus
concede aos seus filhos para que possam reparar seus erros, próprios da
imperfeição humana. Há religiões sérias que acreditam que depois da morte a
pessoa boa irá para o Céu, e a má para o Inferno, sofrendo penas ou gozos
eternos. Há outras, também respeitáveis, que creem que após a morte, a alma
permanecerá no túmulo, esperando o chamado Juízo Final, quando então será
julgada pelos bons ou maus atos praticados.
Mas, num
mundo como a Terra, onde o bem e o mal se confundem, devido à miserabilidade
cultural, como afirmar que uma pessoa é totalmente má? Ou então, quem de nós
ousaria, defronte ao espelho, dizer: não tenho pecados, nunca os cometi? Jesus
Cristo, nos Evangelhos, questionou-nos sobre isso na passagem da mulher
adúltera; e, segundo a história, ninguém teve a coragem de se dizer sem erros.
Portanto, é impossível que com uma média de 70 anos de vida, consigamos atingir
um estado tal de nos dizermos dignos do Céu.
Com relação
aos condenados ao Inferno, façamos uma comparação: se você é pai e seu filho
cometer um erro, você lhe chamará a atenção. Se ele persistir no erro, poderá
puni-lo. Não com o intuito de que ele sofra por sofrer, mas para que, através
da punição, aprenda o modo correto de viver. Como pai, você nunca o condenaria
para sempre, por ele ter cometido uma falha própria de sua inexperiência. Por
que, então, Deus daria só uma chance de iluminação aos seus filhos?
Lembremos
Jesus: Se vós, pois, sendo maus, sabei dar boas coisas aos vossos filhos,
quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhes pedirem?
(Mateus cap.7: vers.11).
Através da
reencarnação o Espírito vive muitas vidas, passando por provas e pagamentos de
erros cometidos no passado. Na Sua justiça, Deus não nos condena a sofrermos
eternamente por causa dos erros. Dá-nos a oportunidade de repará-los por nós
mesmos. Assim, entenderemos, com conhecimento de causa, que a prática do bem
nos traz felicidade; enquanto a do mal, com certeza nos levará, cedo ou tarde,
ao sofrimento. Deus nos dá a liberdade de agir como quisermos.
O destino
estará sendo traçado por tudo o que se fizer. Viveremos bem ou mal, sadios ou
doentes, felizes ou tristes, de acordo com nossas atitudes. A plantação é
livre; porém, a colheita obrigatória. Tudo em perfeita harmonia com a Justiça
Divina.
Por que não
nos lembramos de outras vidas? Dizem os Espíritos que a lembrança do passado,
durante nossa existência atual, poderia exaltar nosso orgulho, trazer-nos
humilhações ou mesmo cercear nossas atitudes. Deus apenas nos dá ligeiras
recordações das vidas anteriores, como: inclinações para tal atividade, gostos
apropriados, aptidões inatas e mesmo alguns lampejos de memória do pretérito.
Às vezes, ao encontrarmos alguém pela primeira vez, temos a impressão de
conhecê-lo há muito tempo, gerando uma simpatia ou antipatia instantânea.
A Doutrina
Espírita afirma que o Espírito nunca regride moral e intelectualmente. Ou
estaciona ou evolui. Portanto, basta vermos nossas atitudes atuais para termos ideia
do que fomos e tomarmos consciência do que precisamos ser. Ao desencarnarmos (a
morte do corpo material) e chegarmos no mundo espiritual - chamado por Jesus de
verdadeira vida -, nosso Espírito irá rever algumas de suas vidas passadas e
compreenderá o porquê das dificuldades da última existência. Absorverá toda a
experiência para chegar ao progresso almejado. Reencarnação, portanto, é
sinônimo de justiça e bondade de Deus.
Façamos
nossa parte, procurando sermos melhores hoje do que fomos no dia de ontem. Com
certeza, a vida nos sorrirá com mais frequência, abrindo-nos novos horizontes,
sem as dores e frustrações atuais.
Carlos
Alexandre Fett
Publicado no
Jornal Entenda a Vida, edição 1
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
“CIRURGIAS PLÁSTICA NA VISÃO ESPÍRITA. ”
Chico
Xavier, em afirmações expressas no programa Pinga-Fogo da TV Tupi, nos anos 70, dizia que a cirurgia
plástica para regenerar os tecidos, orientada pelos médicos, é para quem a faz
um meio de estímulo psicológico para que a interiorização da felicidade mesmo
que relativa diminua a laceração da tristeza. Reavivando dessa forma a
atividade mais equilibrada e para que se possa enfrentar os desafios do
quotidiano e permita que se veja com mais interesse as vidas daqueles que delas
necessitam.
Se a
providência Divina nos concedeu a plástica, através do progresso das ciências,
naturalmente é para que venhamos valorizar cada vez o corpo físico por meio do
qual viajamos aqui na Terra.
As Pessoas
questionam-se sobre a correção de problemas estéticos, através de cirurgia
plástica, devido a temer os resgates reencarnatórios.
Tal qual nós
podemos pelo amor atenuar as nossas fragilidades ou seja as provações, entendo
que as plásticas para correção ,não sendo excessivas da futilidade de procura
de beleza exterior, e sem desmando de respeito pelo corpo , não são cometimento
de atrocidade, mas apenas a forma a permitir a Ciência que com a autorização de
Deus projetou essa ou aquela correção.
Chico nos
diz o seguinte, quando questionado por um médico;
“Nós
pensamos, com os amigos que se comunicam conosco, que nem toda provação deve
perdurar durante a existência inteira. Chega o momento em que essa provação
pode ser extinta e renovada para o bem, reformada para a felicidade da
criatura. A cirurgia plástica regeneradora é uma ciência que vem em benefício
de nós outros, porque muitos de nós precisamos do rosto mais ou menos bem
composto, das pernas fortes, ou mesmo de outros sinais morfológicos do corpo
corretos para cumprir bem a tarefa. Eu conheço uma amiga que é manequim e ganha
a vida para sustentar o marido que está num sanatório. Por que razão impedir
que ela faça a cirurgia plástica nos seios, quando estes estão defeituosos?”
No entanto
não podemos confundir melhoria da expressão física por qualquer desvio que
necessita de correção com excessos, porque cada caso é um caso, neste que vimos
atrás, é diferente daqueles que se procuram para aclimatar a beleza exterior, a
exemplo a colocação de prótese de silicone dos seios, destituindo a realidade
do corpo , para alimentar uma beleza que pode até ficar bem cara pela
destituição da sua originalidade corporal. A cirurgia não deve ser feita para
nos tornarmos objeto, mas para retificação de problemas que não tenham outra
solução senão a cirurgia estética
No entanto
os desvios da razão , são pertencentes ao livre-arbítrio de cada pessoa. E
muitas das vezes se busca esta solução para apagar as sombras da alma, e isso é
apenas de credito de quem assim segue esse caminho exagerando na sua
transformação corporal.
As cirurgias
para âmbito corretivo são perfeitamente aceitáveis. As cirurgias que visam
corrigir distúrbios funcionais são indispensáveis. Um cuidado está no que se
refere somente à estética, a perigosidade está no excesso. Uma cirurgia com
atitude exclusivamente para exteriorização da vaidade é perigosa. Já uma
cirurgia que vai reabilitar a autoestima é benéfica. Quem vai fazer uma mudança
visual, por mero processo estético deve contemporizar bem se isso é
prioritário!
Se seu bom
senso detido de sentimentos nobres e no uso de seu livre-arbítrio entendeu, a
importância da tomada da decisão de o fazer depende sempre do que está por
detrás do pensamento de cada individualidade e de sua escolha, a nós cabe
apenas alertar para os excessos.
O corpo foi
doado para que dele demos boa conta, ou seja zelemos por ele de forma digna e
de respeita pela doação que nos foi dada. Portanto o Espiritismo não recrimina
a cirurgia plástica , nos expoentes do que aqui expressamos, dentro dos valores
do bom senso e da razão.
Victor
Manuel Pereira de Passos
“CIRURGIAS PLÁSTICA NA VISÃO ESPÍRITA. ”
Chico
Xavier, em afirmações expressas no programa Pinga-Fogo da TV Tupi, que podem
ver aqui na seção ( vídeos importantes) nos anos 70, dizia que a cirurgia
plástica para regenerar os tecidos, orientada pelos médicos, é para quem a faz
um meio de estímulo psicológico para que a interiorização da felicidade mesmo
que relativa diminua a laceração da tristeza. Reavivando dessa forma a
atividade mais equilibrada e para que se possa enfrentar os desafios do
quotidiano e permita que se veja com mais interesse as vidas daqueles que delas
necessitam.
Se a
providência Divina nos concedeu a plástica, através do progresso das ciências,
naturalmente é para que venhamos valorizar cada vez o corpo físico por meio do
qual viajamos aqui na Terra.
As Pessoas
questionam-se sobre a correção de problemas estéticos, através de cirurgia
plástica, devido a temer os resgates reencarnatórios.
Tal qual nós
podemos pelo amor atenuar as nossas fragilidades ou seja as provações, entendo
que as plásticas para correção ,não sendo excessivas da futilidade de procura
de beleza exterior, e sem desmando de respeito pelo corpo , não são cometimento
de atrocidade, mas apenas a forma a permitir a Ciência que com a autorização de
Deus projetou essa ou aquela correção.
Chico nos
diz o seguinte, quando questionado por um médico;
“Nós
pensamos, com os amigos que se comunicam conosco, que nem toda provação deve
perdurar durante a existência inteira. Chega o momento em que essa provação
pode ser extinta e renovada para o bem, reformada para a felicidade da
criatura. A cirurgia plástica regeneradora é uma ciência que vem em benefício
de nós outros, porque muitos de nós precisamos do rosto mais ou menos bem
composto, das pernas fortes, ou mesmo de outros sinais morfológicos do corpo
corretos para cumprir bem a tarefa. Eu conheço uma amiga que é manequim e ganha
a vida para sustentar o marido que está num sanatório. Por que razão impedir
que ela faça a cirurgia plástica nos seios, quando estes estão defeituosos?”
No entanto
não podemos confundir melhoria da expressão física por qualquer desvio que
necessita de correção com excessos, porque cada caso é um caso, neste que vimos
atrás, é diferente daqueles que se procuram para aclimatar a beleza exterior, a
exemplo a colocação de prótese de silicone dos seios, destituindo a realidade
do corpo , para alimentar uma beleza que pode até ficar bem cara pela
destituição da sua originalidade corporal. A cirurgia não deve ser feita para
nos tornarmos objeto, mas para retificação de problemas que não tenham outra
solução senão a cirurgia estética
No entanto
os desvios da razão , são pertencentes ao livre-arbítrio de cada pessoa. E
muitas das vezes se busca esta solução para apagar as sombras da alma, e isso é
apenas de credito de quem assim segue esse caminho exagerando na sua
transformação corporal.
As cirurgias
para âmbito corretivo são perfeitamente aceitáveis. As cirurgias que visam
corrigir distúrbios funcionais são indispensáveis. Um cuidado está no que se
refere somente à estética, a perigosidade está no excesso. Uma cirurgia com
atitude exclusivamente para exteriorização da vaidade é perigosa. Já uma
cirurgia que vai reabilitar a autoestima é benéfica. Quem vai fazer uma mudança
visual, por mero processo estético deve contemporizar bem se isso é
prioritário!
Se seu bom
senso detido de sentimentos nobres e no uso de seu livre-arbítrio entendeu, a
importância da tomada da decisão de o fazer depende sempre do que está por
detrás do pensamento de cada individualidade e de sua escolha, a nós cabe
apenas alertar para os excessos.
O corpo foi
doado para que dele demos boa conta, ou seja zelemos por ele de forma digna e
de respeita pela doação que nos foi dada. Portanto o Espiritismo não recrimina
a cirurgia plástica , nos expoentes do que aqui expressamos, dentro dos valores
do bom senso e da razão.
Victor
Manuel Pereira de Passos
domingo, 16 de outubro de 2016
“INFLUÊNCIA DOS ESPÍRITOS EM NOSSOS PENSAMENTOS E ATOS, E NOS ACONTECIMENTOS DA VIDA. ”
"Influem
os Espíritos em nossos pensamentos e nossos atos?
R- Muito
mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos
dirigem."
A resposta
dada pelos Espíritos não nos deve causar estranheza, pois, se analisarmos o
assunto fazendo uma comparação com o que sucede em nossas relações sociais,
chegaremos à conclusão de que vivemos em permanente sintonia com as pessoas que
nos rodeiam, familiares ou não, das quais recebemos influenciação por meio das ideias
que exteriorizam e dos exemplos que nos dão, do mesmo modo que as influenciamos
com as nossas ideias e com a nossa conduta.
O mesmo
ocorre, naturalmente, com os habitantes do mundo espiritual, pois são eles os
seres humanos desencarnados que, pelo simples fato de terem deixado o invólucro
carnal, não mudaram as características de sua personalidade ou a sua maneira de
pensar.
Assim, somos
alvo não só da atenção dos Benfeitores e Amigos Espirituais - incluindo entre
eles os parentes e amigos desta e de outras reencarnações, os quais, vencendo o
túmulo desejam prosseguir auxiliando-nos - como também daqueles outros a quem
prejudicamos com atos de maior ou menor gravidade, nesta ou em anteriores
existências, e que nos procuram para cobrar a dívida que com eles contraímos.
Portanto, a
resposta dos Espíritos a Kardec nos dá uma noção exata do intercâmbio existente
entre os Espíritos desencarnados e encarnados, intercâmbio esse real e
constante.
O
Espiritismo torna compreensível o processo pelo qual se dá a influência dos
Espíritos no mundo corporal. Essa influência tem origem na possibilidade de
transmissão de pensamento. Para que entendamos como o pensamento se transmite,
é preciso imaginar todos os seres encarnados e desencarnados mergulhados no
fluido universal que ocupa todo o espaço, tal qual nos achamos envolvidos pela
atmosfera aqui na Terra. Esse fluido recebe um impulso da nossa vontade e ele é
o veículo do pensamento, como o ar é o veículo do som, com uma diferença: as
vibrações do ar são limitadas, ao passo que as do fluido universal se estendem
ao infinito. Portanto, quando o pensamento é dirigido a um ser qualquer na
Terra ou no espaço, de encarnado para desencarnado ou de desencarnado para
encarnado, uma corrente de fluidos se estabelece entre um e outro, transmitindo
o pensamento entre eles como o ar transmite o som.
Ensina ainda
a Doutrina Espírita que por meio do perispírito é que os Espíritos atuam sobre
a matéria inerte. Sua natureza etérea não é que a isso obstaria, pois se sabe
que os mais poderosos motores se nos deparam nos fluidos mais rarefeitos e nos
mais imponderáveis. Não há, pois, motivo de espanto quando, com essa alavanca,
os Espíritos produzem certos efeitos físicos.
Atuando
sobre a matéria, podem os Espíritos manifestar-se de muitas maneiras
diferentes: por efeitos físicos, quais os ruídos e a movimentação de objetos;
pela transmissão do pensamento, pela visão, pela audição, pela palavra, pelo
tato, pela escrita, pelo desenho, pela música, etc. Numa palavra, por todos os
meios que sirvam a pô-los em comunicação com os homens.
Deflui
desses ensinamentos que os Espíritos exercem influência nos acontecimentos da
vida, por meio da transmissão de pensamento e por sua ação direta no mundo
material, tudo, no entanto, dentro das leis da Natureza.
Se a
influência dos Espíritos em nossos pensamentos é de tal intensidade que,
ordinariamente, são eles que nos dirigem, é preciso saber identificar a
natureza dessa influência, a fim de que não atendamos aos alvitres dos
Espíritos imperfeitos.
"Como
distinguirmos se um pensamento sugerido procede de um bom Espírito ou de um
Espírito Mau?
R- Estudai o
caso. Os bons Espíritos só para o bem aconselham. Compete-vos discernir."
(O Livro dos
Espíritos - Questão 464)
Os Espíritos
imperfeitos são instrumentos que servem para pôr à prova a fé e a constância
dos homens na prática do bem. Vós, como Espíritos, deveis progredir na ciência
do infinito, e por isso passais pelas provas do mal para atingir o bem. Nossa
missão é vos colocar no bom caminho e, quando as más influências agem sobre
vós, é que as atraístes pelo desejo do mal, porque os Espíritos inferiores vêm
vos auxiliar no mal, quando tendes a vontade de praticá-lo; eles não podem vos
ajudar no mal senão quando quereis o mal. Se sois inclinados ao homicídio, pois
bem! Tereis uma multidão de Espíritos que alimentarão esse pensamento em vós.
Mas tereis também outros Espíritos que se empenharão para vos influenciar ao
bem, o que faz restabelecer o equilíbrio e vos deixa o comando dos vossos atos.
É assim que
Deus deixa à nossa consciência a escolha do caminho que devemos seguir e a
liberdade de ceder a uma ou outra das influências contrárias que se exercem
sobre nós.
Assim,
compete exclusivamente a nós neutralizar
a influência dos Espíritos Imperfeitos. Os Espíritos Superiores são bastante
claros ao nos indicarem o maio para isso: Fazendo o bem e colocando toda a
confiança em Deus, repelis a influência dos Espíritos inferiores e anulais o
domínio que querem ter sobre vós. Evitai escutar as sugestões dos Espíritos que
vos inspiram maus pensamentos, sopram a discórdia e excitam todas as más
paixões. Desconfiai, especialmente, daqueles que exaltam o vosso orgulho,
porque vos conquistam pela fraqueza. Eis por que Jesus nos ensinou a dizer na
oração dominical: “Senhor, não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do
mal!"
O
Espiritismo trouxe ensinamentos preciosos sobre a importância da nossa atitude
mental no sentido do bem, para que não nos desviemos do caminho que nos compete
seguir rumo à perfeição, que é a nossa meta. Desse modo, é preciso aprender a
disciplinar os nossos pensamentos, a fim de atrairmos os bons Espíritos que nos
auxiliarão a percorrer esse caminho, tornando-os menos árido, e pleno de
realizações Espirituais.
Allan
Kardec- O LIVRO DOS ESPÍRITOS.
sábado, 15 de outubro de 2016
“OS VÍCIOS À LUZ DA DOUTRINA ESPIRITA”
Os vícios
são, sem dúvida alguma, a maior chaga moral da humanidade, nos tempos atuais.
Segundo o neurocientista Stefen Clein, em seu
livro A Fórmula da Felicidade, quando enveredamos na obtenção dos prazeres
grosseiros, a área cerebral estimulada é exatamente a mesma, com larga produção
de serotonina e dopamina, que nos dão uma sensação transitória de prazer.
A má notícia é que, imediatamente após, os
hormônios contrarreguladores são liberados, dando-nos uma sensação de mal-estar
e indisposição.
Quando
ingerimos bebidas alcoólicas, buscamos a sexolatria sem afetividade, comemos
doces exageradamente ou nos drogamos, estamos, portanto, estimulando a mesma
área do sistema límbico, numa busca desenfreada por serotonina em nosso
organismo.
O problema é que, após a bebida, vem a
ressaca; após os lautos banquetes, a indigestão e a sonolência; após o sexo sem
amor, a melancolia e o desinteresse. No longo prazo, destruímos prematuramente
o nosso templo físico, pois, como diz Paulo de Tarso, “o salário do pecado
(vício) é a morte” (Romanos 6:23).
Esta é a
diferença básica entre os prazeres materiais e espirituais: os primeiros são
transitórios e imediatamente sucedidos pela dor, levando-nos lentamente à
desencarnação prematura; os segundos, embora mais sutis, têm maior durabilidade
e nenhuma dor, pois tudo o que se refere ao espírito se eterniza e vivifica por
si, pela vinculação intrínseca à Fonte de Tudo.
Esses
prazeres espirituais a que me refiro são o bem que fazemos aos outros e a nós
mesmos, através da caridade, da oração e da meditação.
Quando
fazemos, por exemplo, uma campanha do quilo ou visitamos um hospital ou abrigo
de idosos, sentimos uma agradável sensação que, muitas vezes, persiste a semana
inteira.
Uma forma
simples, portanto, de vencermos as tendências inferiores é substituirmos os
prazeres materiais pelos espirituais. Substituirmos os pensamentos negativos
por positivos. Na pergunta 917 de O Livro dos Espíritos, Fénelon nos orienta
que a predominância da vida moral sobre a vida material é um poderoso
instrumento para enfraquecermos o nosso egoísmo, causa de todos os vícios (p.
913).Ocuparmos o nosso tempo com leituras edificantes, palestras esclarecedoras
e tarefas evangélicas é instrumento valioso para bem empregarmos a nossa libido
e direcionarmos nossos pensamentos, preenchendo com sabedoria os horários
vagos.
No primeiro
mandamento “Ama a Deus sobre todas as coisas”, Jesus nos orienta, com exatidão,
sobre como nos libertarmos da escravidão material. Como tudo, no universo, está
impregnado da Divina Presença, segundo nos esclarece o mestre de Lyon no
capítulo II da gênese kardequiana (a Providência Divina) ao nos apegarmos a
algo material, estamos substituindo o Todo pela parte e isso nos causa dor e
dependência. Quando direcionamos nossas mentes para a Fonte, fazemos o processo
contrário e, portanto, plenificamos o nosso vazio psicológico pela consciência
de plenitude, a solidão pelo Amor Maior, a parte pelo todo, o sofrimento pela
felicidade da percepção do contato íntimo com o Cristo, numa forma de prazer
infinitamente maior e mais duradoura.
“Amar a Deus
sobre todas as coisas” significa, portanto, substituirmos prazeres menores,
materiais, grosseiros e efêmeros por um prazer incomensuravelmente maior, mais
suave e eterno. Quando seguimos o primeiro mandamento, portanto, colocamos o
que é espiritual acima do material e isso nos põe em contato com a nossa
verdadeira essência, nos reposicionando nos trilhos da nossa missão na Terra e
nos felicitando com a paz espiritual dos justos.
Vale
salientar que existe um forte sinergismo entre o “Amar a Deus”, “Amar ao
próximo” e “Amar a si”, pois esses mandamentos áureos se retroalimentam:
1. Não
poderemos amar ao nosso próximo, sem amarmos a nós mesmos, se estamos nos
desvalorizando e autodestruindo fisicamente através dos vícios.
2. Amar a
Deus é amar a si da melhor forma possível, pois percebemos que o nosso Si não é
o corpo físico, mas o espírito imortal que, por sua vez, já está mergulhado na
Consciência Maior que o eterniza e ilumina.
3. Amar a
Deus é amar a si, porque a qualidade de nossa vida melhora infinitamente quando
submetemos a nossa pequena vontade pessoal à Vontade maior. Quando nos
libertamos dos vícios, encontramos o Cristo que habita nossos corações e nos
permitimos ouvir sua voz, que nos guia invariavelmente à felicidade própria e a
das pessoas que amamos.
4. Quando
nos autodestruímos estamos desrespeitando o amor ao próximo, porque
prejudicamos justamente as pessoas que mais amamos. Nossa esposa, filhos, pais
e amigos são os mais afetados, se os trocarmos pela viciação, que antecipará a
nossa morte física. Essa é outra forma extremamente eficaz de evitarmos o
primeiro gole, a primeira mordida compulsiva ou uma relação extraconjugal:
colocarmos na tela mental a figura da nossa esposa e filhos e perceber o quanto
lhe causaremos dor com nossa atitude!
O maior dos
vícios, segundo a pergunta 913 de O Livro dos Espíritos, é o egoísmo e a maior
virtude é o desinteresse pessoal (pergunta 893).
Portanto, a
chave da felicidade e da liberdade é submetermos nossa pequena vontade à
Vontade Maior, que, num nível mais profundo, também é a nossa e, entrando em
contato com o amor que emana dos nossos corações, exteriorizar o Cristo, o
Sublime Amor, que nos vivifica e que teve sua maior expressão no meigo rabi da
Galiléia.
O amor,
portanto, substituirá todas as nossas necessidades, enchendo de alegria todos
os instantes da nossa vida, conduzindo-nos rumo ao futuro radiante que a todos
nos aguarda.
Fernando
Antônio Neves
sexta-feira, 14 de outubro de 2016
“ANIMAIS: NOSSOS AMIGOS E IRMÃOS”
A nós, seres
humanos, Deus outorgou a proteção e a condução de nossos irmãos mais novos, os
animais! (Chico Xavier)"
"Algumas
pessoas se ressentem do convívio humano e só não se fecham por
completo
porque o contato constante com animais, sejam eles cães, gatos, pássaros, não
permite que o amor e a ternura se desvaneçam totalmente.
O escritor e
editor britânico Joe Randolf Ackerley, morto em 1967, não era o que se pode
chamar de amante dos animais. Seu comportamento chegou a ser considerado
excêntrico.
Na
maturidade, adotou uma pastora alsaciana de nome Queenie. Ela se transformou em
sua grande companheira, a amiga ideal e o melhor relacionamento de sua vida,
segundo o próprio escritor. Por causa dela, ele mudou.
Sua produção
literária teve uma melhora significativa. Nos quinze anos em que conviveu com
Queenie, produziu seus melhores livros.
Em Minha
cadela Tulipa, um romance cheio de ternura, ele narra a amizade e o amor
verdadeiro que compartilhou com sua leal companheira. O livro foi transformado
em uma animação, que recebeu vários prêmios.
Na primeira
metade do século XX, na cidade de Shibuya, o professor Hidesabaro Ueno adotou
um cão da raça Akita e o chamou de Hachiko.
Diariamente,
o cão acompanhava o dono até a estação de trem e ali aguardava que ele
retornasse de Tóquio, onde lecionava.
Essa foi a
rotina dos dois por mais de um ano, até que Ueno teve um acidente vascular
cerebral e morreu.
Durante dez
anos, o cão ficou aguardando seu amado dono, na estação, para surpresa e
comoção de todos, que passaram a alimentá-lo.
Essa
história de amor e lealdade, concluída com a morte do fiel animal, foi
divulgada por todo o Japão. Tornou-se matéria de jornal, documentário, livro e
inspirou o filme Sempre a seu lado.
Diariamente,
cães e gatos anônimos alegram o nosso dia a dia, dão carinho e amor
incondicionais aos que lhes somos donos, ajudam a reduzir nossa ansiedade,
estresse, confortam nos momentos de tristeza.
Animais
ensinam a amar e a perdoar.
Eles
existem, não para servir aos seres humanos como escravos, mas para lembrar-nos
de que todos somos criaturas de Deus.
Somos
responsáveis por sua manutenção, pelos cuidados de que carecem.
Infelizmente,
muitos não estamos atentos a esse papel no mundo. Maltratamos, abandonamos, agredimos,
exploramos, torturamos e até os matamos, de forma cruel.
Em
contrapartida, inúmeros voluntários resgatam animais em situação de risco,
doentes, feridos. Cuidam para que se recuperem e se reintegrem ao mundo, às
vezes, com o sacrifício do próprio repouso e alimento.
São almas
abnegadas que, inspiradas pelo sublime defensor da natureza, Francisco de
Assis, entenderam que, no Universo, tudo está interligado. E que os animais são
nossos irmãos menores.
O nobre
Franciscano dizia que todas as coisas da criação são filhos do Pai e irmãos do
homem. Deus deseja que ajudemos aos animais. Toda criatura tem o mesmo direito
de ser protegida.
Que possamos
nos lembrar de que, como irmãos mais velhos, na escalada evolutiva da Terra,
temos a responsabilidade dos cuidados necessários aos animais."
Redação do
Momento Espírita.
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
“COMO AS DORES DOS QUE FICARAM AFETAM OS ESPÍRITOS”?
Como ficamos
quando os nossos entes amados se vão e como os afetamos mesmo que
indiretamente?
A primeira
parte da pergunta é muito fácil de ser respondida: nós ficamos muito tristes.
Isso é um fato. Muitos são os sintomas que podem ser vivenciados profundamente
por cada um de nós: a saudade bate, arrependimentos se fazem presentes, a culpa
por atitudes impensadas martela o nosso coração...
Na maioria
das vezes, sentimos um vazio em nossas vidas que, a cada dia, nos faz lembrar
que alguém deixou de estar conosco. Então, nós sofremos: sofremos pouco,
sofremos muito, sofremos bastante... depende de cada um de nós.
Pensamos o
quanto fomos vitimados por aquela situação dolorida que nos arrancou de nosso
meio a presença de alguém que nos era muito querido, quase essencial.
Mas, em
nosso egocentrismo pensamos que somente nós sentimos saudade. Esquecemos que
não existe morte e que, do outro lado da vida, aqueles que são alvo de nossa
saudade também a sentem e com intensidade.
Esquecemos
que, se eles estão vivos, também estarão sentindo a mesma ausência, a mesma
saudade, a mesma dor por terem tido a necessidade de se ausentar de uma vida
que, em muitos casos, nem queriam perder.
O
interessante, todavia, é que as nossas emoções não se fixam somente em nós,
estejamos nós no plano material ou espiritual. O amor nos liga ao ser amado
aonde quer que ele se encontre.
Vamos
pensar: se estamos o tempo todo em constante ligação energética com quem
amamos, imaginem se estivermos (desencarnados) fixados em alguém (encarnado)
que está portando sentimento de tristeza, de saudade, de arrependimento e de
culpa que foram construídos pela nossa ausência (no desencarne)? Imaginem que
pudéssemos sentir tudo isso com muita intensidade! Se não é fácil lidar somente
com as nossas dores, imagine nos depararmos com a dor que “provocamos” em
alguém que amamos. Pois é o que acontece! Quando estamos no plano extrafísico,
as emanações energéticas exacerbadas de nossos entes encarnados chegam a nós
com intensidade e são quase audíveis.
Por isso, se
amamos a quem se foi, temos que tomar cuidado com os sentimentos que
alimentamos. Porque sentir é uma coisa, alimentar esse sentimento é outro bem
diferente.
Para todo
espírito que desencarna e que se encontra em um equilíbrio razoável (segundo a
sua própria evolução), existe uma proteção natural que o isolará dos
sentimentos normais de saudade dos entes que ficaram, dando-lhe a oportunidade
de uma adaptação à sua nova etapa de vida.
O problema é
quando não acontece assim. O espírito pode chegar portando algum nível de
desequilíbrio que somado ao fato dos seus entes amados estarem sofrendo
devastadoramente, fazem com que ele não consiga lidar bem com o seu retorno às
esferas espirituais.
Ele pode
sentir que precisa ajudar aos seus e, por uma escolha muito equivocada, desejar
estar com eles nas esferas carnais. Imediatamente, ele se desloca para junto
dos seus amados, fazendo com que todos entrem num processo prejudicial de
influenciação.
Se não ficou
claro, eu explico: todo espírito é livre para fazer o que quiser e, no plano
espiritual, estará onde ele mais se identifica. Se ele deseja estar com os seus
entes queridos, ele poderá se deslocar para junto deles. Mas, o problema é que
ele não sabe o que fazer, porque ainda não se adaptou ao plano etéreo.
Então, em
decorrência de uma postura de sofrimento exagerada adotada pelos próprios entes
encarnados, inicia-se um processo obsessivo destes junto ao desencarnado,
escravizando-o e alimentando uma ligação dolorosa de sofrimento mútuo.
Vê-se,
portanto, que esse processo de influenciação pode partir dos encarnados. E isso
em razão da ignorância daqueles que amam, mas que não conseguem amar
livremente. Não conseguem libertar o alvo de seu amor, por acreditar que eles
(encarnados) somente serão felizes ao lado daquele que se foi. Não conseguem
entender que amar é libertar, é aceitar os desígnios de Deus, quando chega o
momento em que os seres que se amam precisam se distanciar por algum tempo. Não
acreditam que a ponte de amor que os une é forte para jamais se romper.
Por isso, precisamos ficar atentos aos nossos
sentimentos desequilibrantes, seja para dar alento ao coração daquele amado que
se distanciou, seja para que possamos aprender o melhor desse momento doloroso
e trazermos paz ao nosso próprio coração.
Por incrível
que pareça, a saudade é um sentimento importante em todos os seres, mas que
quando em exagero, nos traz sofrimentos incalculáveis.
Se não
sentíssemos saudade, não daríamos a devida importância àquela pessoa em nossa
vida. Mas, para o nosso próprio bem, cabe a nós compreendermos que essa saudade
deve caber em nosso coração. Se for maior do que ele, nos sufocará, bem como
sufocará o ente amado que a sentirá com todas as dores construídas por nós e que
a ela (saudade) forem somadas.
Portanto,
acreditemos que somos capazes de viver a vida com a lembrança saudosa dos
nossos entes queridos. Assim, estaremos construindo um futuro de felicidade
para nós e para eles, dando-nos a condição de quando chegar a nossa vez de
viajar para o outro lado, estejamos aptos para sermos recebidos com louvor por
estes seres tão amados.
- Adriana
Machado
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