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quinta-feira, 17 de novembro de 2016
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
“A VIDA NO MUNDO ESPIRITUAL. ” COMO É A ALIMENTAÇÃO DOS DESENCARNADOS. ”?
Como é a
alimentação das pessoas desencarnadas (ou seja, que habitam a dimensão
vibratória conhecida como “mundo espiritual”)? E qual o sistema fisiológico do
nosso corpo espiritual (veículo físico utilizado na outra dimensão)?*
André Luiz
explica a forma de alimentação dos desencarnados e a suas consequências
fisiológicas no livro “Evolução em Dois Mundos”, p. 211/212, 25ª edição):
“Abandonado
o envoltório físico na desencarnação, se o psicossoma está profundamente
arraigado às sensações terrestres, sobrevém ao Espírito a necessidade
inquietante de prosseguir atrelado ao mundo biológico que lhe é familiar, e,
quando não a supera ao preço do próprio esforço, no autor reajustamento, provoca
os fenômenos da simbiose psíquica, que o levam a conviver, temporariamente, no
halo vital daqueles encarnados com os quais se afine, quando não promove a
obsessão espetacular.
Na maioria
das vezes, os desencarnados em crise dessa ordem são conduzidos pelos agentes
da Bondade Divina aos centros de reeducação do plano espiritual, onde encontram
alimentação semelhante à da terra, porém fluídica, recebendo-a em porções
adequadas até que se adaptem aos sistemas de sustentação da esfera superior, em
cujos círculos a tomada de substância é tanto menor e tanto mais leve quanto
maior se evidencie o enobrecimento da alma, porquanto, pela difusão cutânea, o
corpo espiritual, através de sua extrema porosidade, nutre-se de produtos
sutilizados ou sínteses quimio-eletromagnéticas, hauridas no reservatório da
Natureza e no intercâmbio de raios vitalizantes e reconstituintes do amor com
que os seres se sustentam entre si.
Essa
alimentação psíquica, por intermédio das projeções magnéticas trocadas entre
aqueles que se amam, é muito mais importante que o nutricionista do mundo possa
imaginar, de vez que, por ela, se origina a ideal euforia orgânica e mental da
personalidade. Daí porque toda criatura tem necessidade de amar e receber amor
para que se lhe mantenha o equilíbrio geral.
De qualquer
modo, porém, o corpo espiritual com alguma provisão de substância específica ou
simplesmente sem ela, quando já consiga valer-se apenas da difusão cutânea para
refazer seus potenciais energéticos, conta com os processos da assimilação e da
desassimilação dos recursos que lhe são peculiares, não prescindindo do
trabalho de exsudação dos resíduos, pela epiderme ou pelos emunctórios normais,
compreendendo-se, no entanto, que pela harmonia de nível, nas operações
nutritivas, e pela essencialização dos elementos absorvidos, não existem para o
veículo psicossomático determinados excessos e inconveniências dos sólidos e
líquidos da excreta comum”.
Dessa
explicação de André Luiz, podemos concluir alguns pontos a respeito da
alimentação daqueles que habitam a dimensão vibratória “Mundo Espiritual”:
I – Conforme
a mente esteja viciada na alimentação grosseira desta dimensão (a nossa), ao
desencarnar, naturalmente a pessoa possuirá a necessidade de uma alimentação
parecida. Nesse caso, se a pessoa não foi beneficiada com uma desencarnação
assistida, ficará, em regra, próximo aos seus afins encarnados, absorvendo as
vibrações emanadas da alimentação deles, até que um dia receba alguma espécie
de socorro espiritual, do contrário passará anos e poderá até desenvolver
quadro de obsessão.
Porém, se a
desencarnação foi assistida por amigos espirituais (e isso ocorre quando há
méritos, méritos adquiridos na prática do bem/caridade), a pessoa será levada a
um Hospital (ou instituto similar) na outra dimensão, onde receberá ajuda
necessária. Caso, a pessoa ainda esteja “viciada” na alimentação grosseira, ela
receberá preparados que imitam a sensação da alimentação terrena.
No livro
“Senhores da Escuridão”, de Robson Pinheiro, espírito Ângelo Inácio, há a explicação
de que há preparados que imitam até mesmo o sabor da carne animal.
Porém, esta
alimentação mais pesada vibracionalmente somente ocorre nas faixas vibratórias
mais densas do “Mundo Espiritual”. Ou seja, para ascender para faixas
vibratórias mais sutis, torna-se necessário depurar também a alimentação.
II – Há
locais apropriados para ajudar na adaptação alimentar, auxiliando na transição
da alimentação mais grosseira para a mais sutil.
III – Todo
pensamento emite vibrações e estas vibrações também são formas de alimentação.
Disso resulta que nosso corpo espiritual absorve as vibrações afins, fato que
ocorre inclusive quando estamos encarnados repercutindo nos corpo físico .
IV – Da
mesma forma que aqui, lá também há a necessidade de expelir os excessos de
alimentos não absorvidos pelo corpo espiritual (veículo físico da dimensão
vibratória “mundo espiritual”).
Ocorre que,
quanto mais sutil for a alimentação, mais sutil e diferente será a forma de
expelir esses excesso (dispensando, conforme o nível atingido, os procedimentos
adotados por nós). O que, via contrária, leva-nos ao fato de que aqueles
desencarnados que se alimentam das comidas densas (preparados que imitam a
alimentação dos encarnados), possuirão as necessidades fisiológicas iguais às
nossas, os encarnados.
Autor: Breno
Costa
terça-feira, 15 de novembro de 2016
“MATERIALIZAÇÃO DE ESPÍRITOS”
Fenômeno
mediúnico de efeitos físicos:
As ações
desenvolvidas pelos efeitos dessa mediunidade afetam o ambiente material e, por
isso, são denominados de efeitos físicos. Os fenômenos de efeitos físicos
resultam da ação dos espíritos sobre os fluidos até chegar a produzir
resultados perceptíveis no mundo material. Os efeitos dessa mediunidade são
percebidos por qualquer pessoa que os possa presenciar.
O efeito
físico é o resultado da combinação dos fluidos do espírito, do o ectoplasma do
médium e os fluidos do ambiente. Com esses três elementos o espírito gera o
fenômeno, o anima e controla pelo pensamento.
Fluidos:
André Luiz,
no livro Domínios da Mediunidade, afirma que o fluido é um material leve e
plástico, necessário para a materialização. Podemos dividi-lo em três elementos
essenciais: fluidos A, representando as forças superiores e sutis da esfera
espiritual (são, geralmente, os mais puros); fluidos B, nascidos da atuação dos
companheiros encarnados e, muito notadamente, do médium; e fluidos C,
constituindo energias tomadas à Natureza terrestre (são os mais dóceis).
Os Espíritos
agem sobre os fluidos, intencionalmente ou não, conforme o esclarecimento e a
evolução.
As formações
fluídicas são geradas pelo pensamento e dependem da capacidade de cada um ter
mais ou menos potencialidade de criar formas através da manipulação de fluidos.
Podem
aglomerar, dirigir, modificar e até combinar entre si para obter resultados ou
conferir-lhes propriedades.
É assim que,
no campo espiritual, as “coisas” são plasmadas (formadas).
Materialização
(ou Ectoplasmia):
Fenômeno
pelo qual os espíritos constroem algo material (objeto ou corpo) a partir da
manipulação do ectoplasma, em combinação com os fluidos do ambiente e do
espírito.
Para que o
fenômeno de materialização de espíritos aconteça, é necessário a presença do
médium de efeitos físicos e a presença de um componente especial denominado de
ectoplasma.
Chama-se de
médium de efeito físico aquele que tem a faculdade que permite ceder ectoplasma
em quantidade suficiente para possibilitar aos espíritos o seu uso em
combinação com outros fluidos (os do espírito e do ambiente), visando produzir
ações e resultados sobre o mundo material.
O Ectoplasma:
O ectoplasma
é uma substância que se acredita que seja força nervosa e tem propriedades de
interagir com o mundo físico. É um elemento amorfo, mas de grande potência e
vitalidade, servindo de alavanca para interagir os planos físicos e espiritual.
Infinitamente plástico, dá forma parcial ou total às entidades que se fazem
visíveis.
É uma
substância delicadíssima, que se situa entre o perispírito e o corpo físico,
assim como um produto de emanações da alma pelo filtro do corpo, e é recurso
peculiar não somente ao homem, mas a todas as formas da Natureza.
Pode ser
usado pelo ser humano para liberá-lo, produzindo vários fenômenos. É de difícil
manipulação, exige treinamento e técnicas para que os espíritos possam se
utilizar desse fluido.
O médium em
transe fornece o ectoplasma necessário para o fenômeno. O ectoplasma flui para
fora do corpo do médium pelos orifícios naturais do organismo humano. Os
espíritos combinam este ectoplasma com os fluidos retirados do ambiente
(plantas, animais etc) e moldam as formas e os corpos desejados.
No processo
de materialização, o corpo físico do médium, prostrado, sob o domínio dos
técnicos do plano espiritual, expele o ectoplasma, qual pasta flexível, à maneira
de uma geléia viscosa e semiliquida, através de todos os poros e, com mais
abundância, pelos orifícios naturais - particularmente da boca, das narinas e
dos ouvidos - com elevada percentagem a exteriorizar-se igualmente do tórax e
das extremidades dos dedos.
Durante o
fenômeno o médium apresenta sensível perda de peso (matéria) e sensações de
frio. É desgastante e requer muito cuidado para que a experiência não afete a
saúde do médium. Deve ser realizado em um ambiente escuro (a luz afeta o
ectoplasma) e tranquilo, e não deve-se tocar no médium durante o transe.
Ao final da
manifestação o corpo ou objeto materializado se dissolve e os seus elementos
retornam aos corpos de origem.
Fonte:
Espiritas na Net.
Sugestão de
livros que tratam sobre ectoplasma e materialização:
Análise das
Coisas - Paul Gibier
A alma é
Imortal- Gabriel Delane
Mediunidade
- J. Herculano Pires
Libertação -
André Luiz / Chico Xavier
Pensamento e
Vontade - Ernesto Bozzano
Parapsicologia
Hoje e Amanhã - J. Herculano Pires
Curso
Dinâmico de Espiritismo - J. Herculano Pires
Domínios da
Mediunidade - André Luiz / Chico Xavier
Evolução em
Dois Mundos - André Luiz / Chico Xavier
Espirito,
Perispírito e Alma - Hernani Guimarães Andrade
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
“ANTES DE REENCARNAR ESCOLHEMOS AS PROVAS QUE VAMOS PASSAR NO MUNDO FÍSICO? ”
No estado
errante, antes de nova existência corpórea, o Espírito tem consciência e
previsão do que lhe vai acontecer durante a vida?
— Ele mesmo
escolhe o gênero de provas que deseja sofrer; nisto consiste o seu
livre-arbítrio.
Não é Deus quem lhe impõe as tribulações
da vida, como castigo?
— Nada
acontece sem a permissão de Deus, porque foi ele quem estabeleceu todas as leis
que regem, o Universo. Perguntareis agora por que ele fez tal lei em vez de tal
outra! Dando ao Espírito a liberdade de escolha, deixa-lhe toda a
responsabilidade dos seus atos e das suas consequências; nada lhe estorva o
futuro; o caminho do bem está à sua frente, como o do mal. Mas se sucumbir,
ainda lhe resta uma consolação, a de que nem tudo se acabou para ele, pois
Deus, na sua bondade, permite-lhe recomeçar o que foi malfeito. É necessário
distinguir o que é obra da vontade de Deus e o que é da vontade do homem. Se um
perigo vos ameaça, não fostes vós que o criastes, mas Deus; tivestes, porém, a
vontade de vos expordes a ele, porque o considerastes um meio de adiantamento;
e Deus o permitiu.
Se o Espírito escolhe o gênero de provas
que deve sofrer, todas as tribulações da vida foram previstas e escolhidas por
nós?
— Todas,
não, pois não se pode dizer que escolhestes e previstes tudo o que vos acontece
no mundo, até as menores coisas. Escolhestes o gênero de provas; os detalhes
são consequências da posição escolhida, e frequentemente de vossas próprias
ações. Se o Espírito quis nascer entre malfeitores, por exemplo, já sabia a que
deslizes se expunha, mas não conhecia cada um dos atos que praticaria; esses
atos são produtos de sua vontade ou do seu livre-arbítrio. O Espírito sabe que,
escolhendo esse caminho, terá de passar por esse gênero de lutas; e sabe de que
natureza são as vicissitudes que irá encontrar; mas não sabe quais os
acontecimentos que o aguardam. Os detalhes nascem das circunstâncias e da força
das coisas. Só os grandes acontecimentos, aqueles que influem no destino, estão
previstos. Se tomas um caminho cheio de desvios, sabes que deves ter muitas
precauções, porque corres o perigo de cair, mas não sabes quando cairás, e pode
ser que nem caias, se fores bastante prudente. Se, ao passar pela rua, uma
telha te cair na cabeça, não penses que estava escrito, como vulgarmente se
diz.
Como o Espírito pode querer nascer entre
gente de má vida?
— E
necessário ser enviado ao meio em que possa sofrera prova pedida. Pois bem, o
semelhante atrai o semelhante, e para lutar contra o instinto do bandido é
preciso que ele se encontre entre gente dessa espécie.
Se não houvesse gente de má vida na Terra,
o Espírito não poderia encontrar nela o meio necessário a certas provas?
— E
deveríamos lamentar isso ? É o que acontece nos mundos superiores, onde o mal
não tem acesso. É por isso que neles só existem bons Espíritos. Fazei que o
mesmo aconteça, bem logo, em vossa Terra.
O Espírito, nas provas que deve sofrer
para chegar à perfeição, terá de experimentar todos os gêneros de tentações?
Deverá passar por todas as circunstâncias que possam provocar-lhe o orgulho, o
ciúme, a avareza, a sensualidade etc.?
— Certamente
não, pois sabeis que há os que tomam desde o princípio um caminho que os afasta
de muitas provas. Mas aquele que se deixa levar pelo mau caminho, corre todos
os perigos do mesmo. Um Espírito pode pedir a riqueza e esta lhe será dada;
então, segundo o seu caráter, poderá tornar-se avarento ou pródigo, egoísta ou
generoso, ou ainda entregar-se a todos os prazeres da sensualidade. Mas isso
não quer dizer que ele devia passar forçosamente por todas essas tendências.
Como pode o Espírito que, em sua origem, é
simples, ignorante e sem experiência escolher uma existência com conhecimento
de causa e ser responsável pela sua escolha?
— Deus supre
a sua inexperiência, travando-lhe o caminho que deve seguir, como fazes com uma
criança desde o berço. Mas deixa-lhe pouco a pouco a liberdade de escolher, à
medida que o seu livre-arbítrio se desenvolve. E então que ele muitas vezes se
extravia, tomando o mau caminho, por não ouvir os conselhos dos bons Espíritos.
É a isso que podemos chamar a queda do homem.
Quando o
Espírito goza do seu livre-arbítrio, a escolha da existência corpórea depende sempre
exclusivamente da sua vontade ou essa existência pode lhe ser imposta pela
vontade de Deus, como expiação?
– Deus sabe
esperar: não precipita a expiação. Entretanto, pode impor certa existência a um
Espírito, quando este, por sua inferioridade ou má vontade, não está apto a
compreender o que lhe seria mais proveitoso, e quando vê que essa existência
pode servir para a sua purificação, o seu adiantamento, e ao mesmo tempo
servir-lhe de expiação.
O Espírito faz a escolha imediatamente
após a morte?
– Não, pois
muitos creem na eternidade das penas e, como já vos foi dito, isso é um
castigo.
O que
orienta o Espírito na escolha das provas?
– Ele
escolhe as que podem servir de expiação, segundo a natureza de suas faltas, e
fazê-lo adiantar mais rapidamente. Uns podem impor-se uma vida de misérias e
provações para tentar suportá-la com coragem outros querem experimentar as
tentações da fortuna e do poder, bem mais perigosas pelo abuso e o mau emprego
que se lhes pode dar e pelas más paixões que desenvolvem; outros, enfim, querem
ser provados nas lutas que terão de sustentar no contato com o vício.
Se alguns dos Espíritos escolhem o contato
com o vício como prova, há os que o escolhem por simpatia e pelo desejo de
viver num meio adequado aos seus gostos, ou para poderem entregar-se livremente
às suas inclinações materiais?
— Há, por
certo, mas só entre aqueles cujo senso moral é ainda pouco desenvolvido; a
prova decorre disso, e eles a sofrem por tempo mais longo Cedo ou tarde,
compreenderão que a satisfação das paixões brutais tem para eles consequências
deploráveis, que terão de sofrer durante um tempo que lhes parecerá eterno.
Deus poderá deixá-los nesse estado até que eles tenham compreendido suas
faltas, pedindo por si mesmos o meio de resgatá-las em provas proveitosas.
Não parece natural que os Espíritos
escolham as provas menos penosas?
– Para vós,
sim; para o Espírito, não. Quando ele está liberto da matéria, cessa a ilusão,
e a sua maneira de pensar é diferente
O homem, submetido na Terra à influência
das ideias carnais, só vê nas suas provas o lado penoso. É por isso que lhe
parece natural escolher as que, do seu ponto de vista, podem subsistir com os
prazeres materiais. Mas na vida espiritual ele compara os prazeres fugitivos e
grosseiros com a felicidade inalterável que entrevê, e então, que lhe importam
alguns sofrimentos passageiros? O Espírito pode escolher a prova mais rude, e
em consequência a existência mais penosa, com a esperança de chegar mais
depressa a um estado melhor, como o doente escolhe muitas vezes o remédio mais
desagradável, para se curar mais rapidamente. Aquele que deseja ligar o seu
nome à descoberta de um país desconhecido, não escolhe um caminho coberto de
flores, pois sabe os perigos que corre, mas sabe também a glória que o espera,
se for feliz.
A doutrina da liberdade de escolha das
nossas existências e das provas que devemos sofrer deixa de parecer
extraordinária, quando se considera que os Espíritos, libertos da matéria,
apreciam as coisas de maneira diferente da nossa. Eles anteveem o fim, e esse
fim lhes parece muito mais importante que os prazeres fugidios do mundo. Depois
de cada existência, veem o progresso que fizeram e compreendem quanto ainda
lhes falta em pureza, para o atingirem. Eis porque se submetem voluntariamente
a todas as vicissitudes da vida corpórea, pedindo eles mesmos aquelas que podem
fazê-los chegar mais depressa. Não há, pois, motivo para nos admirarmos de que
o Espírito não dê preferência à existência mais suave. No seu estado de
imperfeição, ele não pode desfrutar a vida sem amarguras, que apenas entrevê. E
é para atingi-la que procura melhorar-se.
Não vemos diariamente exemplos de coisas
parecidas? O homem que trabalha uma parte de sua vida, sem tréguas nem
descanso, a fim de ajuntar o necessário para o seu bem-estar. não desempenha
uma tarefa que se impôs, com vistas a um futuro melhor? O militar que se
oferece para uma missão perigosa, o viajante que não enfrenta menores perigos,
no interesse da Ciência ou de sua própria fortuna, não se submetem a provas
voluntárias, que devem proporcionar-lhes honra e proveito, se as vencerem? A
que o homem não se submete e não se expõe, pelo seu interesse ou pela sua
glória? Todos os concursos não são provas voluntárias para melhorar na carreira
escolhida? Não se chega a nenhuma posição social de elevada importância, nas
ciências, nas artes, na indústria, sem passar pela série de posições
inferiores, que são outras tantas provas.
A vida humana é, assim, o decalque da vida
espiritual. Nela encontramos, em menor escala, todas as peripécias daquela. Se
na vida terrena escolhemos muitas vezes as provas mais difíceis, com vistas a
um fim mais elevado, por que o Espírito, que vê mais longe, e para quem a vida
do corpo é apenas um incidente fugaz, não escolherá uma existência penosa e
laboriosa, se ela o deve conduzir a uma felicidade eterna? Aqueles que dizem
que, se pudessem escolher a sua existência, teriam pedido a de príncipes ou
milionários, são como os míopes que não veem o que tocam, ou como as crianças
gulosas, que respondem, quando perguntamos que profissão preferem: pasteleiros
ou confeiteiros.
Da mesma maneira, o viajante, no fundo de
um vale nevoento, não vê a extensão nem os pontos extremos da sua rota; mas,
chegando ao cume da montanha, seu olhar abrange o caminho percorrido e o que
falta percorrer, vê o final de sua viagem, os obstáculos que ainda tem de
vencer, e pode então escolher com mais segurança os meios de o atingir. O
Espírito encarnado é como o viajante no fundo do vale; desembaraçado dos liames
terrestres, é como o que atingiu o cume. Para o viajante, o fim é o repouso
após a fadiga; para o Espírito, é a felicidade suprema, após as tribulações e
as provas.
Todos os Espíritos dizem que, no estado
errante, buscam, estudam, observam, para fazerem suas escolhas. Não temos um
exemplo disso na vida corpórea? Não buscamos muitas vezes, através dos anos, a
carreira que livremente acabamos por escolher, porque a achamos a mais
apropriada aos nossos objetivos? Se fracassamos numa, procuramos outra. Cada
carreira que abraçamos é uma fase, um período da vida. Não empregamos cada dia
em escolher o que faremos no outro? Ora, o que são as diferentes existências
corpóreas para o Espírito, senão fases, períodos, dias da sua vida espírita
que. como sabemos, é a vida normal, não sendo a vida corpórea mais do que
transitória, passageira?
O Espírito poderia fazer a sua escolha
durante a vida corporal?
— Seu desejo
pode ter influência. Isso depende da intenção. Mas, no estado de Espírito,
frequentemente vê as coisas de maneira diferente. É o Espírito quem faz a
escolha. Mas, ainda assim, ele pode fazê-la nesta vida material, porque o
Espírito tem sempre os momentos em que se liberta da matéria.
Muitas
pessoas desejam grandezas e riquezas, mas não o será, por certo, como expiação
nem como prova?
— Sem
duvida; a matéria deseja essa grandeza, para gozá-la, e o Espírito a deseja,
para conhecer-lhe as vicissitudes.
Até que
chegue ao estado de perfeita pureza, o Espírito tem de passar constantemente
por provas?
— Sim, mas
elas não são como as entendeis. Chamais provas às tribulações materiais; ora, o
Espírito, chegando a um certo grau, mesmo sem ser perfeito, não tem mais nada a
sofrer. Mas tem sempre deveres que o ajudam a se aperfeiçoar, e que não são
penosas para ele, a não ser os de ajudar os outros a se aperfeiçoarem.
O Espírito
pode enganar-se, quanto à eficácia da prova que escolher?
— Pode
escolher uma que esteja acima de suas forças, e então sucumbe. Pode também
escolher uma que não lhe dê proveito algum, como um gênero de vida ocioso e
inútil. Mas, nesse caso, voltando ao mundo dos Espíritos, percebe que nada
ganhou, e pede para recuperar o tempo perdido.
Ao que se
devem as vocações de certas pessoas e sua vontade de seguir uma carreira em vez
de outra?
– Parece-me
que podeis responder por vós mesmos a esta questão. Não é a consequência de
tudo o que dissemos sobre a escolha das provas sobre o progresso realizado numa
existência anterior?
Quando o
Espírito estuda, na erraticidade, as diversas condições em que poderá progredir,
como julga poder fazê-lo, se nascer entre canibais?
— Não são os
Espíritos já adiantados que nascem entre os canibais, mas os Espíritos da mesma
natureza dos canibais, ou que lhes são inferiores.
Sabemos que os nossos antropófagos não
estão no último grau da escala, e que há mundos onde o embrutecimento e a
ferocidade ultrapassam tudo o que existe na Terra. Esses Espíritos são,
portanto, ainda inferiores aos mais inferiores do nosso mundo, e vir para o
meio dos nossos selvagens é para eles um progresso, como seria um progresso
para os nossos antropófagos exercer entre nós uma profissão que não os
obrigasse a derramar sangue. Se eles não visam a mais alto, é porque a sua
inferioridade moral não lhes permite compreender um progresso mais completo. O
Espírito não pode avançar senão gradualmente; não pode transpor de um salto a
distância que separa a barbárie da civilização. E está nisso uma necessidade da
reencarnação. que se mostra verdadeiramente de acordo com a justiça de Deus. De
outra maneira, em que se transformariam esses milhões de seres que morrem
diariamente no último estado de degradação, se não tivessem meios de se elevar?
Por que Deus os teria deserdado dos favores concedidos aos demais?
Os Espíritos
procedentes de um mundo inferior à Terra, ou de um povo muito atrasado, como os
canibais, poderiam nascer entre os povos civilizados?
— Sim, há os
que se extraviam ao quererem subir muito alto, mas ficam deslocados entre vós,
porque têm hábitos e instintos que se chocam com os vossos.
Esses seres
nos dão o triste espetáculo da ferocidade em meio da civilização. Retornando
para o meio dos canibais, isso não será um retrocesso, pois não farão mais do
que retomar o seu lugar e talvez ainda com proveito.
Um homem
pertencente a uma raça civilizada poderia, por expiação, reencarnar-se num raça
selvagem?
— Sim, mas
isso depende do gênero da expiação. Um senhor que tenha sido duro para os seus
escravos poderá tornar-se escravo e sofrer os maus tratos que infligiu a
outrem. Aquele que mandou numa época, pode, em outra existência, obedecer aos
que se curvaram ante a sua vontade. É uma expiação, se ele abusou do poder, e
Deus pode determiná-la. Um bom Espírito pode, para os fazer avançar, escolher
uma vida de influência entre esses povos. Então se trata de uma missão.
FONTE: O
livro dos Espíritos. Allan Kardec
domingo, 13 de novembro de 2016
“OS EFEITOS DA NECRÓPSIA (AUTÓPSIA) NOS ESPÍRITOS”
O Mentor permaneceu na Enfermaria, pelo
período em que tinha curso a necropsia para a identificação da causa mortis e
outros comportamentos legais. Observamos que os Espíritos, mesmos distanciados
dos corpos que se faziam examinados, retratavam as ocorrências que os afetavam,
provocando sensações cruciantes. O motorista, por ser incurso em maior
responsabilidade, manteve-se em sono agitado por todo o tempo. Devido às fortes
vinculações com a matéria, experimentava as dores que lhe advinham da autópsia
de que o corpo era objeto. Embora contido por enfermeiros diligentes sofreu
cortes e serração, profundos golpes nos tecidos e costuras…
‘Recordemos
que se encontrava sob amparo, não ficando, todavia, isento à responsabilidade
pelos erros que a juventude extravagante lhe facultara.
‘Em
autópsia, muitos Espíritos que se deixaram dominar pelos apetites grosseiros e
se ficam apenas no corpo, quando não fazem jus a assistência especializada,
enlouquecem de dor, demorando-se sob os efeitos lentos do processo a que foram
submetidos os seus despojos.
‘Desse modo,
cada um dos jovens, apesar de todos haverem desencarnado juntos, no mesmo
momento, experimentava sensações de acordo com os títulos que conduziam, de
beneficência e amor, de extravagância e truculência.
‘Correspondendo
à hora do reconhecimento e translado dos corpos pelos familiares para as
providências da inumação cadavérica, acompanhamos o despertar de quase todos,
sob os duros apelos dos pais e irmãos, partindo, semi-hebetados, para os
atender…
‘As nossas providências de socorro não geram
clima de privilégio, nem protecionismo injustificável. Cada um respira a
psicosfera que gera no campo mental. Todos somos as aspirações que cultivamos,
os labores que produzimos.
A cruz,
porém, é intransferível, de cada qual. Podemos ajudar a diminuir-lhe o peso,
não a transferi-la de ombros.
‘A agitação
era geral. Podíamos observar que rápidas flechadas de forte teor vibratório os
alcançavam, fazendo-os estremecer, estorcegar.
‘O motorista
subitamente apresentou uma facies de loucura, ergue-se, trêmulo, respondendo
algo com palavras desconexas e como que envolto pelo fio de densa energia que o
alcançava, pareceu sugado, desaparecendo…
‘- Foi
atender – elucidou Dr. Bezerra – aos que o chamam sob chuvas de blasfêmias e
acusações impróprias.
‘A família
soube, pela Polícia, que ele havia ingerido alta dose de drogas, o que parecia
responder pelo acidente, provocando, a informação, mágoa e revolta nos pais.
‘Em
continuação, mais dois se evadiram do local de amparo obedecendo ao impositivo
evangélico: “Onde estiver o tesouro, aí estará o coração”.
‘Fábio e outro
amigo, porque não se encontrassem muito comprometidos com os vícios e viessem
de uma estrutura familiar mais digna, foram poupados à presença do cadáver e às
cenas fortes que se desenrolaram antes e durante a inumação dos corpos.
‘Não se
furtariam, é certo, ao mecanismo de recuperação, apesar da ajuda da antiga
mãezinha, que o reembalava nos braços, na condição de avó.
‘Desperta-se,
cada dia, com os recursos morais com que se repousa, à noite.
‘Além do
corpo, cada Espírito acorda conforme o amanhecer que preparou para si mesmo.
Fonte:
Missionários da Luz. André Luiz-Chico Xavier.
sábado, 12 de novembro de 2016
"ISTO É LINDO!!! "LEIA... E TENTE NÃO CHORAR"
Ela deu um
pulo assim que viu o cirurgião a sair da sala de operações.
Perguntou:
-Como é que
está o meu filho? Ele vai ficar bom?
- Quando é
que eu posso vê-lo?'
O cirurgião
respondeu:
- Tenho
pena. Fizemos tudo mas o seu filho não resistiu.
Sally
perguntou:
- Porque
razão é que as crianças pequenas tem câncer? Será que Deus não se preocupa?
- Aonde
estavas Tu, Deus, quando o meu filho necessitava?...'
O cirurgião
perguntou:
-Quer algum
tempo com o seu filho? Uma das enfermeiras irá trazê-lo dentro de alguns
minutos e depois será transportado para a Universidade.
Sally pediu
à enfermeira para ficar com ela enquanto se despedia do seu filho. Passou os
dedos pelo cabelo ruivo do seu filho.
- Quer um
cachinho dele?' Perguntou a enfermeira.
Sally abanou
a cabeça afirmativamente.
A enfermeira
cortou o cabelo e colocou-o num saco de plástico, entregando-o a Sally.
- Foi ideia
do Jimmy doar o seu corpo à Universidade porque assim talvez pudesse ajudar
outra pessoa, disse Sally. No início eu disse que não, mas o Jimmy respondeu:
- Mãe, eu
não vou necessitar do meu corpo depois de morrer. Talvez possa ajudar outro
menino a ficar mais um dia com a sua mãe.
Ela
continuou:
- O meu
Jimmy tinha um coração de ouro. Estava sempre a pensar nos outros. Sempre
disposto a ajudar, se pudesse.
Depois de aí
ter passado a maior parte dos últimos seis meses, Sally saiu do "Hospital
Children's Mercy" pela última vez.
Colocou o
saco com as coisas do seu filho no banco do carro ao lado dela.
A viagem
para casa foi muito difícil.
Foi ainda
mais difícil entrar na casa vazia.
Levou o saco
com as coisas do Jimmy, incluindo o cabelo, para o quarto do seu filho.
Começou a
colocar os carros e as outras coisas no quarto exatamente nos locais onde ele
sempre os teve.
Deitou-se na
cama dele, agarrou a almofada e chorou até que adormeceu.
Era quase
meia-noite quando acordou e ao lado dela estava uma carta.
A carta
dizia:
-Querida
Mãe,
Sei que vais
ter muitas saudades minhas; mas não penses que me vou esquecer de ti, ou que
vou deixar de te amar só porque não estou por perto para dizer: “AMO-TE".
Eu vou
sempre amar-te cada vez mais, Mãe, por cada dia que passe.
Um dia vamos
estar juntos de novo. Mas até chegar esse dia, se quiseres adotar um menino
para não ficares tão sozinha, por mim está bem.
Ele pode
ficar com o meu quarto e as minhas coisas para brincar. Mas se preferires uma
menina, ela talvez não vá gostar das mesmas coisas que nós, rapazes, gostamos.
Vais ter que
comprar bonecas e outras coisas que as meninas gostam, tu sabes.
Não fiques
triste a pensar em mim. Este lugar é mesmo fantástico!
Os avós
vieram me receber assim que eu cheguei para me mostrar tudo, mas vai demorar
muito tempo para eu poder ver tudo.
Os Anjos são
mesmo lindos! Adoro vê-los a voar!
E sabes uma
coisa?...
O Jesus não
parece nada como se vê nas fotos, embora quando o vi o tenha conhecido logo.
Ele levou-me
a visitar Deus!
E sabes uma
coisa?...
Sentei-me no
colo d'Ele e falei com Ele, como se eu fosse uma pessoa importante. Foi quando
lhe disse que queria escrever-te esta carta, para te dizer adeus e tudo mais.
Mas eu já
sabia que não era permitido.
Mas sabes
uma coisa Mãe?...
Deus
entregou-me papel e a sua caneta pessoal para eu poder escrever-te esta carta.
Acho que
Gabriel é o anjo que te vai entregar a carta.
Deus disse
para eu responder a uma das perguntas que tu Lhe fizeste,
"Aonde
estava Ele quando eu mais precisava?"...
Deus disse
que estava no mesmo sítio, tal e qual, quando o filho dele,
Jesus, foi
crucificado. Ele estava presente, tal e qual como está com todos os filhos
dele.
Mãe, só tu é
que consegues ver o que eu escrevi, mais ninguém.
As outras
pessoas veem este papel em branco.
É mesmo maravilhoso
não é!?...
Eu tenho que
dar a caneta de volta a Deus para ele poder continuar a escrever no seu Livro
da Vida.
Esta noite
vou jantar na mesma mesa com Jesus.
Tenho a
certeza que a comida vai ser boa.
Estava quase
a esquecer-me: já não tenho dores, o câncer já se foi embora.
Ainda bem,
porque já não podia mais e Deus também não podia ver-me assim.
Foi quando
ele enviou o Anjo da Misericórdia para me vir buscar.
O anjo disse
que eu era uma encomenda especial! O que dizes a isto?...
Assinado com
Amor de Deus, Jesus e de Mim.
Autor
desconhecido.
sexta-feira, 11 de novembro de 2016
“EXISTE GRAVIDEZ SEM FETO? VISÃO ESPIRITA: ”
Diversas
publicações psicografadas, através de médiuns sérios, nos esclarecem que
algumas das gravidezes que terminam em aborto são utilizadas como um dos meios
terapêuticos do qual a espiritualidade se utiliza para recuperação de espíritos
com risco de ovoidização, ou ainda, para a recuperação daqueles portadores de
deformidades severas do perispírito.
O trânsito
pela matéria, ainda que fugaz, permite a reestruturação do corpo espiritual. Os
mecanismos de miniaturização e amnésia envolvidos no processo permitem o
reequilíbrio de espíritos em sofrimento, principalmente naqueles vítimas de
dores de tamanha intensidade que são tomados por estados de desagregação mental
severa com grande risco de implosão do corpo espiritual.
Tal
morbidade espiritual é também chamada de segunda morte, ou ovoidização. É
descrita tanto por André Luiz no Livro Evolução em Dois Mundos, quanto por
Adamastor no excelente livro, Ícaro Redimido, psicografado pelo médium mineiro
Gilson Freire.
Se uma
experiência aparentemente traumática e frustrante, como o abortamento
espontâneo, pode ser utilizada para benefício dos sofredores, por que
permitiria Deus, que esse aspecto fosse desprezado, enquanto inúmeros espíritos
necessitam da abençoada terapia do choque físico?
Sabemos que
ocorrem 90 milhões de nascimentos por ano no mundo e 60 milhões de abortamentos
entre os espontâneos e os provocados. A energia mobilizada nesses processos
dolorosos é imensa e tem utilidade não só para os envolvidos fisicamente no
processo, mas também, para os que precisam recuperar anatomia do seu
perispírito.
Nestes
casos, mesmo havendo a influencia do campo morfogenético do espírito
reencarnante, a formação do corpo físico fica prejudicada pelo grau de
deformidade que esse principio estruturador apresenta.
Gravidezes
nestas circunstâncias geram embriões e fetos com deformidades que são
incompatíveis com a vida física, muitas vezes mesmo que a carga genética seja
absolutamente normal. Por isso temos cerca de 10 a 20 por cento de abortamentos
em gravidezes clinicamente detectadas.
Do ponto de
vista médico existirão diversas explicações para o desenvolvimento inadequado
do concepto e sua posterior eliminação. Doenças genéticas, teratogenicidade
induzida por fatores ambientais, tais como infecções e medicamentos, alterações
imunológicas, distúrbios do metabolismo enzimático e proteico.....
Tais
explicações são absolutamente verdadeiras do ponto de vista material, mas a
causa dos abortamentos espontâneos vai além da questão física. O espírito, que
deveria presidir a formação de um novo corpo físico, traz em sua complexidade
morfológica as deformidades que se transmitirão por ressonância mórfica ao seu
duplo físico.
Em algumas
entidades tal é a deformidade que apresentam que não são capazes de induzir a
matéria a mais do que uma proliferação desordenada e agressiva de tecido
sincicial como observamos nos casos de mola hidatiforme.
Os espíritos
parasitas que se habituaram por séculos a extrair energias vitais de seus
parceiros obsedados, os quais cumpriam sua penosa caminhada terrena, não mais
do que essa capacidade podem oferecer aos tecidos cuja neoformação induziram.
Uma vez
tratada a doença e eliminadas as células agressivas do organismo materno, a
fonte de exploração seca. E, então, o parasita é forçado a obter energias da
sua própria economia fisiológica.
Neste
momento crucial ele é capaz de vislumbrar flashes de consciência, que se
reforçados pela energia amorosa da família que sofreu a perda com resignação e
esperança, servirão de combustível para o seu desabrochar definitivo como
espírito consciente, o que já foi antes de afundar no charco de seu desespero.
Portanto,
apesar de ser possível em situações excepcionais, a existência de gestações sem
que haja espíritos a elas destinados, essa situação é raríssima. Rara, pois que
a espiritualidade superior é extremamente organizada e procura não perder
nenhuma oportunidade de realizar o bem.
E ainda,
quando isso excepcionalmente acontece, tenhamos a certeza que não se formará um
sistema orgânico perfeito e funcional, pois tal não é possível sem a influência
de um espírito com sua estrutura fisiológica minimamente adequada.
Serão no
máximo as gravidezes anembrionadas e mais freqüentemente os microabortos, que
ocorrem de forma até imperceptível ao diagnóstico clínico.
Sabemos que
cerca de 70 % dos ovos são perdidos sem que cheguem a gerar gravidez
clinicamente detectável. Isto sim, ocorre por não haver espírito determinado
para encarnação naquela oportunidade.
Hoje,
podemos esclarecer melhor, o que foi genericamente abordado no Livro dos
Espíritos. Naquela época sequer se conheciam as diversas possibilidades em
termos de causas orgânicas de abortamento e teratogênese. Daí por que houve uma
resposta essencialmente genérica. Agora, entretanto, já temos condições de nos
depararmos com verdades mais profundas.
Entre os
natimortos alguns haverá que não tenham sido destinados à encarnação de
Espírito?
“Alguns há,
efetivamente, a cujos corpos nenhum espírito esteve destinado.
Nada tinha
que se efetuar para eles.
Tais
crianças então só vem por seus pais.”
A utilidade
desse conhecimento se faz pelo objetivo primordial de valorização da vida, quer
ela progrida, ou não, além das barreiras do ventre materno. Qualquer que seja a
duração de uma gravidez, ela deve ser vivida com amor.
Os pais devem
saber que o amor que transferem ao espírito que foi espontaneamente abortado,
ao portador de deformidade física incompatível com a vida, ao deficiente, é o
medicamento abençoado que os curarão da morbidez que longamente carregam, em
função de seus próprios delitos, mas que por caridade Divina tem essa
oportunidade impar de tratamento reestruturador.
Se o amor e
a aceitação impregnam as entranhas maternas que acolhem o doente frágil em
internação de caráter intensivo, emergencial e, na maioria das vezes, compulsória,
o resultado só pode ser o milagre da recuperação plena da anatomia espiritual.
Repercussões
ainda mais significativas ocorrem como resultados dessas experiências
marcantes. Em um futuro breve a família que sofreu com a perda inesperada, pode
ser presenteada com uma linda criança, para que cresça sob sua guarda. Criança
esta agradecida e doutrinada para o bem, já que aprendeu pelo exemplo e pelo
sentimento.
A redoma de
amor que se formou durante a gravidez frustrada permanece incubando o ex-sofredor
e protegendo-o em sua nova fase. É um reservatório energético que o conduz
firmemente através das desventuras que terá que atravessar, ainda no mundo
espiritual, para ser digno de uma outra oportunidade reencarnatória, agora
passível de êxito do ponto de vista de realizações cristãs.
Ele, após
essa sublime transfusão energética recuperadora do seu corpo espiritual
debilitado, passa a captar as instruções superiores e consegue, finalmente,
fortalecer-se no caminho do bem. Bem que o conquistou nesse breve período de
terapia intensiva que é denominada pelos servidores imateriais do Cristo como
choque físico de amor.
Dra Giselle
Fachetti
Fonte:
Medicina e Espiritualidade
quinta-feira, 10 de novembro de 2016
O QUE É A MEDIUNIDADE INFANTIL?
Segundo a
doutrina espírita, todo ser humano tem a capacidade de se comunicar com os
mortos do mundo espiritual. Não é um dom sobrenatural - é uma habilidade
física, ligada à glândula pineal, no centro do cérebro, que capta o sinal do
"além" como se fosse uma onda magnética e o converte em percepções. O
que difere em cada um é a sensibilidade para interpretar essas percepções.
Alguns entendem como pressentimento, um medo repentino ou uma intuição
inexplicável. Uma pessoa só é considerada médium quando manifesta esse fenômeno
de forma ostensiva, ou seja, quando as comunicações podem ser percebidas de
forma clara. Ela pode sentir, ver, ouvir, falar ou ainda psicografar textos
ditados pelos espíritos. Não há idade determinada para o início das ocorrências
e elas podem rolar mesmo se a pessoa não acreditar na interação com os mortos.
Lá no
começo.
A crença na
comunicação com espíritos existiu em quase todas as civilizações. Xamãs
invocavam curandeiros, profetas recebiam mensagens divinas e pitonisas viam o
futuro. Mas o fenômeno só foi estudado com mais rigor científico após o
professor francês Allan Kardec (1804-1869) codificar a doutrina espírita e
conceitos como imortalidade da alma e evolução por meio de várias reencarnações
Entre dois
mundos.
Ainda
segundo a doutrina, o processo reencarnatório só se encerra por volta dos 7
anos. Até lá, a criança está ligada tanto ao mundo espiritual quanto ao físico.
Por isso, é na infância que mais ocorrem casos de comunicação desse tipo. Isso
não significa que ela seja médium - o título só será confirmado no restante da
vida, se ela demonstrar essa capacidade de modo ostensivo
As primeiras
interações...
As
ocorrências tendem a intensificar-se logo que a criança aprende a falar. Visões
e audições são as manifestações mais comuns e podem ocorrer juntas. Na maioria
das vezes, o pequeno não tem medo algum e não entende por que seus pais também
não conseguem ver a presença que ele percebe. Ele não compreende o conceito de
morte e por isso encara a "companhia" com naturalidade
Fantasma
camarada.
Na infância,
as interações tendem a ser positivas. É comum, por exemplo, bebês rirem
sozinhos, olhando para o "nada". Em muitos casos, podem estar vendo
amigos de vidas passadas ou espíritos protetores. Também são recorrentes as
visitas de parentes falecidos ou de amiguinhos espirituais que assumem uma
fisionomia mais infantil
Recordações
inexplicáveis.
Em alguns
casos, o contato pode revelar lembranças pregressas: a criança reconhece gente
da encarnação anterior e até renega a atual família. Para Léon Denis, filósofo
francês e seguidor da doutrina espírita, a mediunidade também pode estar por
trás de prodígios precoces: casos de genialidade podem ser manifestados, mesmo
de forma inconsciente, pelo estímulo de espíritos
De tremer a
espinha.
"Assombrações"
(em especial, aquelas chamadas de "obsessões" pela doutrina) são mais
raras nessa fase da vida. Na maioria das vezes, são espíritos sofredores que
habitam o mesmo local que a criança. Mesmo que não desejem causar mal, podem
provocar medo. Há também os que querem assustá-la para punir alguém da família
por alguma dívida passada
Pais e a
mediunidade infantil.
MEDIUNIDADE...
OU IMAGINAÇÃO?
Como
identificar se um "amiguinho invisível" pode ser mesmo um contato espiritual
De olho nos
pequenos.
Segundo
estatísticas, três em cada dez crianças apresentam "amigos
invisíveis" - algo encarado com naturalidade pela psicologia. Então, como
diferi-los de um evento mediúnico? Para a vice-presidente da Federação Espírita
Brasileira, Marta Antunes, não há uma receita exata: o fundamental é que os
pais observem o comportamento dos filhos e conheçam bem sua personalidade e
hábitos
Tudo bem.
Segundo a
autora espírita e especialista em terapia comunitária Walkiria Kaminski, as crianças
que se comunicam com espíritos costumam ser saudáveis, sem sinais de apatia ou
depressão. Interessam-se por brinquedos ou jogos tanto quanto as outras. Elas
encaram as visões com naturalidade, sem espanto - e ficam até intrigadas com o
fato de os pais não serem capazes de vê-las
Tudo mal.
E se as
visões forem sinal de uma doença psiquiátrica? Pode acontecer, mas é raro:
esquizofrenia só acomete uma em cada 10 mil crianças. E traz indícios mais
fáceis de detectar, como desejo por isolamento, depressão, mudanças repentinas
de humor... Além disso, as "vozes" ouvidas costumam ser ameaçadoras e
o pequenino tem dificuldade de relatar o fenômeno para os adultos
Clube dos
solitários.
A imaginação
é uma característica comum nessa fase e pode servir como suporte a quem tem
pouco ou nenhum contato com amiguinhos da sua idade. A construção fantasiosa
também pode rolar quando os filhos não recebem a devida atenção dos pais e
passam a maior parte do tempo sozinhos. Assim, as companhias de mentirinha
servem para evitar a solidão
MANUAL PARA
PAIS PREOCUPADOS.
A principal
dica é abordar o fenômeno com tranquilidade - ele passa com o tempo.
1. Para a
educadora espírita Martha Guimarães, os pais devem encarar os relatos com
naturalidade. Se eles entram na "brincadeira", a criança fica à
vontade para dar mais dados sobre o "amigo invisível": nome,
aparência, idade... Em alguns casos, ela pode até identificar nos álbuns da
família a imagem do espírito como sendo a de um parente já falecido.
2. Evite
incutir medo. Ele tem péssimas consequências. Aludir a figuras como
"monstros" ou "bicho-papão" pode deixar o(a) garoto(a) com
pavor de ficar sozinho(a) ou no escuro. Também se deve evitar dizer que
"isso é coisa do capeta" ou que as vozes são "do demônio".
Além de apavorar a criança, ela poderá achar que está sendo possuída.
3. É
importante achar um equilíbrio. Se os adultos acusarem a criança de mentir, ela
pode começar um processo de negação da mediunidade e acreditar que é louca. Por
outro lado, eles também não devem incentivar demais a habilidade, para que ela
não perca interesse pelo mundo físico ou se sinta forçada a forjar relatos de
contatos só para agradá-los.
4. Para quem
estiver aberto à ideia, uma sugestão é buscar apoio num centro espírita. A
maioria desenvolve trabalhos voltados às crianças que explicam, em linguagem
apropriada, a definição de conceitos como mediunidade e vida após a morte. Além
disso, a aplicação de passes e orações já é o suficiente para diminuir a
frequência do fenômeno.
5. Outra
opção é recorrer a um terapeuta profissional. A psicologia nega a existência da
mediunidade, mas considera a criação de amigos imaginários natural e positiva.
A criança tende a abandonar esse recurso de socialização quando envelhece -
geralmente, na mesma época em que a doutrina espírita acredita que o processo
reencarnatório se conclui, aos 7 anos.
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