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sexta-feira, 12 de maio de 2017
quinta-feira, 11 de maio de 2017
“A REENCARNAÇÃO E O CONCILIO DE CONSTANTINOPLA EM 553 D.C”
Até agora,
quase todos os historiadores da igreja romana acreditam que a Doutrina da
Reencarnação foi declarada herética durante o segundo Concílio de
Constantinopla em 553 D.C, atual Istambul, na Turquia. No entanto, a condenação
da Doutrina se deve a uma ferrenha oposição pessoal do finado imperador
Justiniano, que nunca esteve ligado aos protocolos do Concílio. Segundo
Procópio, uma mulher de nome Teodora, filha de um guardador de ursos do anfiteatro
de Bizâncio, era a ambiciosa esposa de Justiniano, e na realidade, era quem
manejava o poder. Ela, como cortesã, iniciou sua rápida ascensão ao Império.
Para se libertar de um passado que a envergonhava, ordenou, mais tarde, a morte
de quinhentas antigas "colegas" e, para não sofrer as consequências
dessa ordem cruel em uma outra vida como preconiza a lei do Carma, empenhou-se
em suprimir toda a magnífica Doutrina da Reencarnação. Estava confiante no
sucesso dessa anulação, decretada por Justiniano " em nome de DEUS "
!
Em 543 D.C,
o déspota imperador Justiniano, sem levar em conta o ponto de vista clerical,
declarou guerra frontal aos ensinamentos de Orígenes - exegeta e teólogo (185 -
235 D.C.), condenando tais ensinamentos através de um sínodo especial. Em suas
obras: De Principiis e Contra Celsum, Orígenes tinha reconhecido, abertamente,
a existência da alma antes do nascimento e sua dependência de ações passadas.
Ele pensava que certas passagens do Novo Testamento poderiam ser explicadas
somente à luz da Reencarnação.
Do Concílio
convocado por Justiniano só participaram bispos do oriente (ortodoxos). Nenhum
de Roma. E o próprio "Papa", que estava em Constantinopla nesta
ocasião, deixou isso bem claro.
O Concílio
de Constantinopla, o quinto dos Concílios, não passou de um encontro, mais ou
menos em caráter privado, organizado por Justiniano, que, mancomunado com
alguns vassalos, excomungou e maldisse a doutrina da preexistência da alma, com
protestos do Papa Virgílio, e a publicação de seus anátemas. Embora estivesse
em Roma naquela época, o Papa Virgílio sequestrado e mantido prisioneiro de
Justiniano por oito anos, recusou-se a participar deste Concilio, quando
Justiniano não assegurou o mesmo quórum de bispos representantes do leste e do
oeste.
Uma vez
convocado, o Concilio só incluiu 165 bispos da Cristandade em sua reunião
final, dos quais 159 eram da Igreja oriental. Tal fato garantiu a Justiniano
todos os votos de que precisava.
A conclusão
oficial a que o Concílio chegou após uma discussão de quatro semanas teve que
ser submetida ao "Papa" para ratificação. Na verdade, os documentos
que lhe foram apresentados (os assim chamados "Três Capítulos")
versavam apenas sobre a disputa a respeito de três eruditos que Justiniano, há
quatro anos, havia por um edito (decreto) declarado heréticos. Nada continham
sobre Orígenes. Os "papas" seguintes, Pelagio I (556 - 561 D.C.),
Pelagio II (579 - 590 D.C.) e Gregório (590 - 604 D.C.), quando se referiram ao
quinto Concílio, nunca tocaram no nome de Orígenes.
E a Igreja
aceitou o edito de Justiniano - "Todo aquele que ensinar esta fantástica
preexistência da alma e sua monstruosa renovação, será condenado" - como
parte das conclusões do Concílio. Esta atitude da Igreja levou a reações tais
como a do Cardeal Nicolau de Cusa que sustentou, em pleno Vaticano, a
pluralidade das vidas e dos mundos habitados, com a concordância do Papa
Eugênio IV (1431 -1447), embora isso provocasse descontentamento de influentes
clérigos da Cúria Romana. Porém, havia e houve sempre o interesse em sepultar
esse conhecimento. Então, ao invés de uma aceitação simples e clara da
Reencarnação, a Igreja passou a rejeitá-la, justificando tal atitude com a
criação de Dogmas que lançam obscuridade sobre os problemas da vida, revoltam a
razão e impõem dominação, ignorância, apatia e graves entraves à autonomia da
razão humana e ao desenvolvimento espiritual da humanidade.
FRATERLUZ-Fraternidade
Espírita Luz do Cristianismo
"A DOR PARTILHADA"
Dois homens,
ambos gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de hospital. Um deles podia
sentar-se na sua cama durante uma hora todas as tardes para conseguir drenar o
líquido de seus pulmões.
Sua cama
estava junto da única janela do quarto. O outro homem tinha de ficar sempre
deitado de costas para a janela. Os homens conversavam horas a fio.
Falavam das
suas mulheres e famílias, das suas casas, seus empregos, seu envolvimento no
serviço militar, locais onde eles passava as férias.
Todas as
tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava, ele passava o tempo
descrevendo ao seu companheiro todas as coisas que ele podia ver do lado de
fora da janela. O homem da cama do lado começou a viver para aqueles períodos
de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a atividade e
cor do mundo do lado de fora. A janela dava para um parque com um lindo lago de
patos e cisnes brincavam na água enquanto crianças com os seus barquinhos.
Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as
cores e uma bela vista da silhueta da cidade podia ser visto na distância.
Quando o homem perto da janela descrevia isto tudo com detalhes requintados , o
homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava esta cena
pitoresca . Uma tarde quente, o homem perto da janela descreveu um desfile que
passava. Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda - ele podia vê-lo
no olho da sua mente como o senhor a retratava através de palavras descritivas
. Dias , semanas e meses se passaram. Uma manhã , a enfermeira chegou ao quarto
trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida do homem perto
da janela , que tinha morrido tranquilamente em seu sono . Ela ficou muito
triste e chamou o atendentes para que levassem o corpo . Logo que lhe pareceu
apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da
janela. A enfermeira ficou feliz em fazer a troca , e depois de ter certeza que
ele estava confortável , ela deixou ele sozinho. Vagarosamente, pacientemente ,
ele se apoiou em um cotovelo para tomar o seu primeiro olhar para o mundo real.
Fez um grande esforço e lentamente a olhar para fora da janela além da cama .
Ele enfrentou uma parede em branco . O homem perguntou à enfermeira o que
poderia ter levado seu companheiro falecido, que tinha descrito coisas tão
maravilhosas fora dessa janela. A enfermeira respondeu que o homem era cego e
nem sequer conseguia ver a parede. Ela disse: Talvez ele só queria encorajar
você.
Há uma
felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos próprios
problemas . A dor partilhada é metade da tristeza, mas a felicidade quando
partilhada, é dobrada.
Se você quer
se sentir rico, conta todas as coisas você tem que o dinheiro não pode comprar.
"Hoje é
uma dádiva, é por isso que é chamado de O PRESENTE".
Autor
desconhecido
“A ALMA APÓS A MORTE”
Que sucede à
ama após a morte?
Volta a ser
Espírito, isto é, volve ao mundo dos Espíritos, donde se apartara
momentaneamente." (Questão 149, de “ O Livro dos Espíritos” – Allan
Kardec)
Quando nos
debruçamos sobre as obras básicas, entendemos a real dimensão do ser humano.
Dentre os mistérios da humanidade, sem dúvida o destino de cada um após o que
se convencionou chamar de Morte, é o que mais nos intriga.
O Pentateuco
nos ensina que a alma, depois da morte, volta ao plano espiritual de onde veio.
A doutrina, didaticamente, coloca a nossa existência corpórea como se
estivéssemos em uma universidade, em contínuo aprendizado e, que ao terminar o
curso, voltaremos ao campo de trabalho maior, a fim de praticar toda a teoria e
os ensinamentos recebidos. Ao contrário das definições que colocam a vida na
Terra como castigo ou tormentos, a nossa passagem pela vida terrestre é uma
benção de Deus, que nos compete aproveitar como sendo das experiências a mais
valiosa.
Os livros,
principalmente os ditados por André Luiz, são pródigos em relatos daqueles que
desprezaram essa oportunidade no mundo e praticaram toda sorte de equívocos. Os
depoimentos apontam para espíritos amargurados, tomados de um arrependimento
constrangedor e que imploram pelo retorno à vida na esfera carnal, reconhecendo
aqui como uma grande oficina de ajuste moral.
Ao
estudarmos a Reencarnação, deparamo-nos com algumas constatações. A primeira,
que é sumamente impossível atingir-se um grau de perfeição em apenas uma única
existência e, a segunda, em se comparando com a eternidade da alma, que o corpo
humano é uma prisão, uma espécie de reformatório, no qual nossas faculdades
estão temporariamente oprimidas. Vai depender do nosso esforço, de nossa
perseverança no bem, iniciarmos o processo da libertação, na luz do tempo e com
as bênçãos de Deus.
Se o
Evangelho de Jesus é um código que favorece a iluminação dos nossos
sentimentos, a luz não pode atingir quem não se decidir em buscar sua melhoria.
Ninguém poderá fazer a nossa parte, e, tal qual Jesus na subida do Gólgota,
precisamos superar as barreiras, vencer todos os obstáculos e vivenciar a
mensagem que o Mestre nos deixou.
Mesmo que
isso leve um bom número de reencarnações. Olhemos ao nosso redor, existem muito
mais oportunidades para se fazer o bem do que o mal. Deus, o Pai Maior, criou
tudo o que existe para o nosso bem, esperando como retribuição nosso desejo
renovado de buscar conhecimentos no avanço em prol da nossa libertação.
Entretanto, são tantas as tentações da porta larga que, muitas vezes, nos
perdemos no caminho e nos distanciamos do objetivo.
Confúcio
disse “aprenda viver e saberás morrer bem”. Uma sábia verdade, pois estudamos
que, no instante da morte a alma volta a ser Espírito, retornando ao estado
espiritual, seu lugar de origem, conservando a sua individualidade e seu
perispírito, e guardando este o aspecto que tinha na sua última encarnação, já
que assim se mentaliza. Na chamada “morte”, o encarnado leva consigo deste
mundo apenas as lembranças doces ou amargas, conforme a maneira como se
conduziu. Além disso, a sua bagagem é constituída pelos valores morais que
conquistou. Ao expor essa verdade de maneira tão clara, a Doutrina Espírita
transforma completamente a perspectiva do futuro.
A vida
futura deixa de ser uma hipótese para ser realidade. O estado das almas depois
da morte não é mais um sistema, porém o resultado da observação. Os oradores
espíritas gostam de referir-se a este tema dizendo que “ergueu-se o véu”. É a
realidade. Ao entendermos a pluralidade das existências; o mundo espiritual
aparece-nos na plenitude de uma realidade prática. E isso, não foi Kardec quem
descobriu; numa concepção engenhosa, foram os próprios Espíritos que vieram
descrever a sua situação. Contaram-nos dos vários graus da escala espiritual,
todas as fases da felicidade e da desgraça, que eles mesmos assistiram, em suas
epopeias de além-túmulo.
Ao aprender
o real sentido da resposta à pergunta 149, os espíritas passam a encarar a
morte calmamente, pois que não alimentam mais somente a esperança, mas
experimentam uma certeza reconfortante: a vida futura é a continuação da vida
terrena em melhores condições. Assim, não enxergam a morte como o fim de tudo,
mas comparam-na ao nascer do Sol depois de uma noite de tempestade.
O próprio
conceito de família muda, pois passamos a compreender que eles não são almas
penadas que nada falam ao pensamento, e sim, seres que existem sob uma forma
concreta. O Espiritismo apresenta-se como o Consolador Prometido, quando
sinaliza claramente que já não é a esperança que nos guia, mas a certeza. Ele
nos faz saber que, apesar de nossos erros e acertos, temos a convicção que
estamos no caminho e que não haverá uma condenação eterna e nem a separação dos
entes queridos.
Orlando
Ribeiro
FRATERLUZ-Fraternidade
Espírita Luz do Cristianismo
"...E CONHECEREIS A VERDADE E ELA VOS LIBERTARÁ"
A ideia da
reencarnação tem encontrado enorme resistência entre os cristãos de todo o
mundo, apesar da sua profunda lógica e justiça. Muitas pessoas acreditam em
vida após a morte mas não acreditam na Reencarnação.
Sabe-se que
nos primórdios do cristianismo a ideia da reencarnação, era aceita, e chegou a
ser ensinada por alguns “pais da Igreja
como Orígenes, Plotino e Clemente de Alexandria. Até mesmo Santo
Agostinho, em (Confissões, I, cap. VI), escreveu: “Não teria eu vivido em outro
corpo, ou em outra parte qualquer, antes de entrar para o ventre de minha mãe?”
Mas quando o
cristianismo instituiu-se, assumindo o formato da Igreja Católica,
acomodando-se ao paganismo de Roma, adotando e adaptando algumas das suas práticas,
tais como os rituais, a hierarquia, as imagens, etc., afastando-se do modelo
ensinado por Jesus que era o da simplicidade, da pobreza e do amor acima de
tudo, precisou eliminar aquela ideia. Se não o fizesse, acabaria
desestruturando seu edifício e perdendo o bastão do próprio poder, porque a
reencarnação é um conhecimento que liberta. Já não seria a Igreja a detentora
das chaves do Céu. Seu poder se esvairia como fumaça se os fiéis não mais
pudessem ser atemorizados com as ameaças das chamas do inferno, ou atraídos
pelas glórias e delícias do Céu.
Então, todos
os cristão, sob pena de serem tachados de hereges, foram forçados a acreditar
no dogma que afirma ser o espírito criado na concepção.
Quem não
acreditasse, quem discordasse da Igreja era passado a fio de espada ou jogado
nas fogueiras da inquisição.
Tal crença,
incutida no psiquismo dos fiéis ao longo dos séculos (sempre acompanhada do
medo de pecar e sofrer por isso terríveis castigos e conseqüências) criou
poderosas algemas do pensamento, que foram se cristalizando mais e mais a cada
nova encarnação ocorrida num meio cristão. Tanto que, hoje, o simples fato de
tentar questionar algum dogma da Igreja católica ou das evangélicas deixa o
fiel apavorado, pelo medo de estar cometendo terrível pecado e ter de pagar por
ele. Pois colocaram na mente das pessoas que todos os dogmas da Igreja foram
criados sob orientação de Deus.
Mas Jesus
disse: “Conhecereis a verdade e ela vos libertará.”
A qual
verdade estaria o Mestre se referindo? Certamente a nada que Ele ensinara,
porque disse “conhecereis”, ou seja, no futuro. E nem Ele, nem seus seguidores
apresentaram algum novo conhecimento que poderia representar tal verdade.
Isto está
cristalinamente claro.
Quando disse
“A verdade vos libertará”, deixou claro que seus seguidores se encontravam e
continuariam se encontrando prisioneiros de algum engano, até que o
conhecimento da verdade, no futuro, viesse libertá-los. Isto, porque, seus
seguidores não estavam preparados para conhecer toda a verdade.
Em Mat.11:14,
essa assertiva é confirmada por Jesus, quando, referindo-se a João Batista,
diz: “Se puderdes compreender, ele mesmo é Elias que devia vir”. Observe-se que
o Mestre tinha dúvidas sobre a capacidade de entendimento dos discípulos,
porque disse: “Se puderdes compreender...”
Não há
qualquer arranjo teológico que possa mostrar outra verdade libertadora que veio
depois de Jesus, a não ser o conhecimento da reencarnação e da lei de causa e
efeito, trazida pelo espírito que se assinou como A Verdade, apresentando na
seqüência todo um universo de informações que foram magnificamente codificadas
por Allan Kardec. (V. O Livro dos Espíritos)
Convém
observar também que as verdades que o Mestre ensinou não eram de molde a
libertar alguém. Uns dirão que elas libertam do pecado, mas o mundo cristão
continua tão “pecador” como sempre. Portanto, se alguém analisar estas questões
em profundidade e sem as amarras do condicionamento psicológico a que nos
referimos anteriormente, acaba ficando maravilhado com tamanha lógica e tal
demonstração da sabedoria e de amor do nosso Criador, ao criar a lei que
determina a evolução dos seres através das vidas sucessivas.
Essa sim é
uma verdade realmente libertadora. Quem acredita na reencarnação e na lei de
causa e efeito sente-se realmente livre, dono de si mesmo e único responsável
pelos próprios passos, sabendo, no entanto, que tudo que semear, terá de
colher.
Jesus nunca
disse que alguém vai para o inferno porque acredita nisso ou naquilo, mas
sempre ensinou a vivência dos valores da alma.
À ideia da
reencarnação, é também encontrada em quase todos os sistemas religiosos do
mundo, mesmo entre as tribos selvagens mais afastadas umas das outras; em todos
os continentes da Terra e desde os povos mais antigos. Isto mostra que essa
ideia não foi inventada. É como se ela tivesse surgido junto com o ser humano,
um conhecimento do próprio espírito.
Grandes
pensadores como Pitágoras, Sócrates e Platão, tinham-na como fundamento
filosófico.
Mas as
idéias da reencarnação e da lei de causa e efeito (carma) também estão
expressas em vários momentos na própria Bíblia.
No episódio
da transfiguração, depois que Jesus conversou com Moisés e Elias na presença de
Pedro, Tiago e João, estes lhe perguntaram: “Por que dizem os escribas ser
necessário que Elias venha primeiro? Ao que o Mestre respondeu dizendo: Elias
certamente a de vir e restabelecerá todas as coisas: digo-vos, porém, que Elias já veio, mas eles não o conheceram.
Antes fizeram dele quanto quiseram. Então os discípulos entenderam que Ele falava
de João Batista” (Mateus 17:12 e 13).
Ora, se
Elias foi também João Batista, isto só pode ter se dado mediante a
reencarnação, porque diante de Jesus no momento da transfiguração ele
apresentou-se em sua antiga forma, quando fora profeta do Velho Testamento.
Em Mat.
16:13 e 14 se diz: “E Jesus perguntou aos seus discípulos: Quem dizem os homens
que eu sou? E responderam: uns, João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias
ou algum dos profetas”.
Ora, como
poderia ser Jesus algum desses profetas do Antigo Testamento, a não ser pela
reencarnação?
O pensamento
de que João Batista era Elias reencarnado e que os Profetas podiam reviver na
terra, encontra-se em muitas passagens dos Evangelhos. Se essa crença fosse um erro, Jesus não teria
deixado de combatê-la , como combateu tantas outras. Longe disso, Jesus a
confirmou com toda a sua autoridade e colocou-a como ensinamento e como uma
condição necessária quando disse: Ninguém pode ver o reino de Deus se não
nascer de novo . E insistiu. Não vos espantei se vos digo que é preciso
que nasçais de novo.
Já com
Nicodemus, que era doutor da lei ,um intelectual da época o Mestre foi mais explícito, mais
claro:
Nicodemos perguntou a
Jesus: Como pode renascer um homem que já está velho? Pode ele entrar no
ventre de sua mãe para nascer uma segunda vez??
Jesus
respondeu : Em verdade, em verdade vos digo: Se um homem não renascer da água e
do espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que nasceu da carne é
carne. O
que nasceu do espírito é espírito não te admires de eu dizer:
“Necessário vos é nascer de novo” (João 3:6).
Estas
palavras: “Se um homem não renascer da água e do espírito”, foram interpretadas
pelas religiões no sentido da
regeneração pela água do batismo. Porém
os textos primitivos traziam simplesmente: “Não renascer da água e do espírito“, enquanto em
algumas traduções, a expressão do
espírito foi substituída por do espírito santo, o que não corresponde mais ao
mesmo pensamento.
A mesma
interpretação; aliás, é confirmada por Jesus quando disse: O que nasceu da
carne é carne e o que nasceu do espírito é espírito, as quais dão a exata
diferença entre o espírito e o corpo. Indica claramente que só o corpo procede
do corpo e que o espírito é independente
dele.
Portanto, o
conhecimento da reencarnação é a verdade que liberta.
Fonte: “O Evangelho Segundo o Espiritismo” O
Livro dos Espíritos”.
Allan Kardec
quarta-feira, 10 de maio de 2017
“TRATAMENTO ESPIRITUAL DO CÂNCER”
A
problemática do câncer:
A cada
minuto 30 pessoas recebem o diagnóstico de câncer ao redor do mundo. Isso
representa mais de 15 milhões de casos novos da doença por ano. O peso que a
palavra câncer carrega ainda é enorme, provavelmente porque antigamente
equivalia a uma sentença de morte. Mas muita coisa mudou. A ciência traz
resultados maravilhosos nos tratamentos atuais.
Ouvir de um
profissional: - você tem câncer! - gera um turbilhão de emoções. Desespero,
dor, sofrimento, tristeza, são alguns dos sentimentos que permeiam esse
momento. A depender da personalidade do médico, mais fechado ou falante, mais
compassivo ou seco, o impacto da noticia é atenuado ou aumentado. Sem exceção a
regra, é um período onde a família interrompe a correria do dia a dia e
obrigatoriamente reavalia a caminhada individual e coletiva.
O câncer é
uma doença que precisa de muito conhecimento para ser tratada, e dessa forma,
uma equipe multiprofissional com especialistas no assunto é a melhor forma de
lidar com a situação. Não é incomum que diante desse diagnóstico, ocorra a
procura por tratamentos complementares. A família se volta para a religião de
base, e abre o coração para outras formas terapêuticas, muitas vezes chamadas
de terapias alternativas, mas que na verdade não constituem de forma alguma uma
alternativa para o tratamento médico e sim um complemento com efeitos
variáveis, ou seja, funciona pra uns e não pra outros, exatamente como o
protocolo médico.
Essa procura
por caminhos mais leves não é infundada. Uma pesquisa (metanálise) publicada na
prestigiosa revista americana Cancer, mostrou que quanto maior a
religiosidade/espiritualidade do paciente, maior a associação com o bem estar
físico durante o tratamento. O artigo ressalta também que uma abordagem
religiosa/espiritual precisa fazer parte de um programa de cuidado holístico no
paciente com câncer.
A visão
espiritualista:
Na nossa
prática mediúnica na Comunidade Espírita Ramatís, temos tentado estudar o
efeito do câncer nos corpos espirituais e as formas de atenuar o sofrimento
causado no doente e na família. Durante os mais de 25 anos em que atendemos
esses pacientes já observamos respostas quase miraculosas e da mesma forma,
desencarnes lamentáveis, de portadores do câncer que acabam se tornando amigos
queridos.
A doutrina
espírita nos fala que o câncer tem raízes profundas no nosso psiquismo, nas
nossas atitudes pretéritas, e que a sua ocorrência poderia nos auxiliar a curar
nossa alma, através de um processo que Ramatís chama de "verter para a
carne", ou seja, a drenagem de uma energia espiritual adoecida para o
corpo físico.
Obviamente
que do ponto de vista médico, observamos a hereditariedade, a genética, as
substâncias cancerígenas, os disruptores endócrinos, e tudo isso é muito
importante, mas nossa abordagem hoje, diz respeito somente ao aspecto
energético-espiritual da doença.
Um dado
importante que nos foi passado pela espiritualidade maior e pela observação
sistemática nos trabalhos mediúnicos é que o processo de drenagem dessa energia
espiritual do períspirito para o corpo físico só acontece se o Duplo Etérico
estiver lesado.
Definição de
Duplo etérico:
O nobre Dr.
José Lacerda ensina que o Duplo representa a vitalidade, a energia construtora
que coordena as moléculas físicas e as reúne no organismo físico.
Ressaltamos
que uma das características principais do câncer é justamente o crescimento
desordenado, e isso ocorre porque o controle da forma física exercido pelo
Duplo (comandado pelo corpo astral) está danificado.
A designação
de "duplo etérico" exprime a natureza e a constituição da parte mais
sutil do nosso corpo físico; esta designação é, pois, significativa e fácil de
reter. Este elemento, o "duplo etérico", é formado por éteres
variados, e duplo porque constitui uma duplicata no nosso corpo físico, sua
sombra por assim dizer. Ele é formado na gestação e quando do desencarne, o
Duplo, assim como o corpo físico se desintegra.
André Luiz,
através da mediunidade de Chico Xavier nos mostra que o Duplo é constituído de
eflúvios vitais que asseguram o equilíbrio entre a alma e o corpo de carne.
Essas emanações neuropsíquicas revestem o perispírito.
No livro
Mãos de luz, Bárbara Brennan revela a existência de um corpo ou campo de
energia vital (Duplo etérico), que forma a matriz, a qual penetra o denso corpo
físico como teia reluzente de raios de luz. Essa matriz energética é o modelo
básico sobre o qual se afeiçoa e firma a matéria física dos tecidos, que só
existem como tais por força do campo vital que os sustenta.
Funções do
Duplo Etérico:
Ramatís nos
explica que o corpo etéreo ou duplo etérico liga-se ao físico e ao perispírito
(corpo astral), intermediando e transmitindo ao cérebro físico as manifestações
vibratórias e impulsos do espírito e também de outros espíritos desencarnados.
No livro
"elucidações do além", Ramatís esclarece que o Duplo absorve o Prana
ou a vitalidade do mundo oculto, emanada do Sol, conjugando-a com as forças
exaladas no meio físico; e em seguida as distribui pelo sistema nervoso e por
todas as partes do organismo físico do homem.
Não é um
veículo consciente, pois é incapaz de atuar por si ou de modo inteligente,
mesmo quando desligado do homem. Embora realize certos ajustes e tome
providências defensivas, isto sucede pelo automatismo instintivo e biológico do
próprio organismo carnal, pois este, quando se move independentemente do
comando direto do espírito imortal, revela um sentido fisiológico inteligente e
disciplinado, nutrindo e reparando as células gastas ou enfermas,
substituindo-as por outras, sadias, de modo a recuperar-se de todas as perdas
materiais.
Em resumo, o
Duplo tem a função de nutrir e reparar as células físicas. Ele faz a
comunicação entre o perispírito e o sistema nervoso do corpo físico. Exerce as
suas funções de forma automática.
Tratamento
do câncer através do Duplo Etérico:
Dentro da
filosofia espírita aprendemos que nossas atitudes pretéritas equivocadas
plasmaram energias desarmonizadas no nosso perispírito. A harmonização desse
importante corpo sutil é uma das prioridades no nosso processo de evolução.
Isso poderia e preferencialmente deveria acontecer de forma leve através da
nossa mudança íntima.
Porém, a
maioria de nós prefere o caminho mais doloroso, repetindo padrões de
comportamentos equivocados e sofrendo as consequências danosas da nossa
teimosia.
Fosse outra
a nossa atitude e a misericórdia divina encontraria formas positivas de agir em
nosso coração. Mas mesmo que o diagnóstico tenha sido firmado e você ou algum
familiar esteja nesse momento passando por essa dificuldade, temos observado
nos trabalhos mediúnicos que os espíritos superiores estão sempre presentes na
assistência, e coisas maravilhosas acontecem nas vidas das pessoas.
Uma das
formas que o espírito imortal encontra para se livrar dessas energias adoecidas
é drenando para o corpo físico. Entretanto, o Duplo tem justamente a função de
proteger essa comunicação bilateral, físico-astral. Chega um momento onde a
persistência dessa doença energética se mostra intolerável para o espírito, e
essa energia lesa o Duplo e atinge o corpo físico, causando a doença.
Esse é
exatamente o retrato que vemos nos pacientes que atendemos em nossa casa
espírita na assistência mediúnica. Em 100% dos portadores de câncer o Duplo
está completamente lesado. A tela etérica, espécie de pele (na falta de
terminologia mais adequada) que reveste o Duplo perdeu completamente a
integridade e os chacras estão deformados e muito comprometidos.
A lesão na
tela etérica faz com que o paciente perca muita energia vital. Os estudiosos do
magnetismo relatam há muito tempo que os portadores de câncer são sugadores de
energia. Com o Duplo lesado, não existe possibilidade de reter a energia vital
curativa. É como querer reter o calor deixando a tampa da panela aberta.
Reconstruir
o duplo etérico é uma parte importante no tratamento complementar do câncer.
Isso pode ser feito pela acupuntura, pela homeopatia, Reiki e outras terapias,
mas uma das formas mais eficazes é através da doação consciente de ectoplasma.
O excelente
André Luiz esclarece que o ectoplasma é o fluido animalizado produzido no duplo
etérico e decorrente do metabolismo biológico do equipo físico. Em médiuns
treinados, o ectoplasma abundante exalado pelo duplo etérico durante o
desdobramento consciente contribui para a revitalização e o retorno à forma
original do perispírito e do duplo do atendido (portador de câncer).
Na nossa
Comunidade Espírita, ao atender um assistido portador de câncer, o primeiro
tratamento realizado é no Duplo. Com os médiuns em desdobramento consciente,
intencionamos a exsudação do ectoplasma com a finalidade de reconstruir o Duplo
etérico do assistido, realinhando e harmonizando os chacras, refazendo a tela
etérica e implantando um molde energético que ficará no Duplo do assistido
durante uma semana.
É importante
esclarecer que esse é somente um dos aspectos do tratamento espiritual. Quando
comparamos com o tratamento médico, é como pensar na cirurgia, na quimioterapia
e na radioterapia. Um complementa o outro e todos são importantes a depender da
indicação.
Dentro da
abordagem espiritual temos vários fatores que precisam ser tratados, e que
detalharemos posteriormente em outros artigos, mas a título de informação, é
fundamental a terapia psicológica para aceitação e entendimento tanto do
paciente como da família. Da mesma forma, devemos observar o tratamento espiritual
do perispírito, o modelo organizador biológico e do corpo mental, que envolve
as memorias negativas que originaram o processo em primeira instância.
Se ficarmos
somente no Duplo, não atingiremos a causa-raiz do problema. Mas qualquer outro
tratamento sem a reconstituição do Duplo não surtirá o mesmo efeito. Visão
holística acolhedora. Esse é o caminho.
Paz e luz!
Sérgio
Vencio- Medicina e Espiritualidade
“CARMA, DESTINO E LIVRE-ARBÍTRIO NA VISÃO ESPÍRITA. ”
As palavras
“carma”, “destino”, “livre-arbítrio”, sempre provocam no ser humano, em geral,
algumas dúvidas, questionamentos de natureza existencial, porque ainda que não
tenhamos qualquer crença religiosa, mesmo sendo o mais “convicto” materialista,
nossas dores morais e físicas, nossa felicidade e desditas, os acidentes de
percurso da vida, despertam-nos para as realidades da alma humana.
- Ah, esse é
meu destino, meu carma ! – Muitas e muitas vezes temos ouvido afirmativas como
essa, de pessoas de diferentes classes sociais, cultura, profissão, religião,
orientação sexual, e outros indicadores, conferindo às palavras carma e destino
o mesmo significado: errado!
CONCEITOS DE
CARMA, DESTINO E LIVRE-ARBÍTRIO
Segundo o
“Novo Minidicionário Escolar – Língua Portuguesa” de Dormival Ribeiro Rios as
palavras carma, destino e livre-arbítrio, possuem a seguinte definição:
Carma - as
primeiras noções da lei de causa e efeito, segundo a qual a cada ação corresponderá,
no plano moral ou físico, uma reação, revelando as causas do destino do destino
do homem. Peso do destino que uma pessoa carrega (grifo nosso).
Destino -
encadeamento de fatos determinados por leis necessárias ou fatais. Fatalidade.
Fado. Sorte(grifo nosso).
Livre-arbítrio
– opção que o homem tem para decidir e escolher o que lhe convém (grifo nosso).
Primeiramente,
na definição da palavra “carma” existe explícito, segundo observamos em nosso
grifo, a ideia de carma=peso do destino a ser carregado por uma pessoa, ou
seja, todo carma é um peso.
Quanto ao
“destino”, a noção clara de que os acontecimentos em nossas vidas estão
predeterminados, e de que ficamos ao “sabor da sorte”, é cristalina como água
pura.
Diante de
conceitos tão fechados, rígidos, como pode valer em nossas vidas de espíritos
imortais, ainda que atualmente encarnados, o tão almejado e necessário
livre-arbítrio? Afinal, podemos ou não, decidir e escolher o que nos convém?
Nossa
reflexão é no sentido de harmonizarmos os conceitos de carma, destino e
livre-arbítrio, retirando-lhes os conteúdos deterministas, para uma visão ampla
e transcendente, mais adequada com os aspectos educacionais e retificadores da
reencarnação. A doutrina codificada por Alan Kardec trouxe uma compreensão profunda
sobre a alma humana, abrindo horizontes ao homem, ao considera-lo um ser em
franca evolução.
Na pergunta
nº 132 do Livro dos Espíritos, Kardec questiona sobre qual seria o objetivo da
encarnação? A resposta cristalina é : “- A lei de Deus lhes impõe a encarnação
com o objetivo de faze-los chegar à perfeição ...”. Em nenhum momento aparece a
palavra sofrimento, fado, dor, ou qualquer outro termo, que signifique
“FATALIDADE”.
A palavra
“carma” não é mencionada em nenhum momento por Kardec, ou pelos espíritos
comunicantes das obras básicas, entretanto, como sinônimo de ação, a cada nova
existência o homem progredirá inexoravelmente, até atingir a perfeição, como
estipulado no penúltimo parágrafo do RESUMO DOS PRINCIPAIS PONTOS DA DOUTRINA
ESPÍRITA: “Mas também nos ensinam que não há faltas imperdoáveis, que não
possam ser apagadas pela expiação. Pela reencarnação, nas sucessivas
existências, mediante seus esforços e desejos de melhoria no caminho do
progresso, o homem avança sempre e alcança a perfeição, que é a sua destinação
final”.
A expressão
“mediante seus esforços e desejos de melhoria” deixam bem esclarecido, que o
livre-arbítrio do ser humano é a sua grande ferramenta evolutiva, inexistindo
determinismos e fatalidades.
Ainda com
relação ao destino, utilizado como sinônimo de fatalidade, Kardec pergunta aos
espíritos, na questão nº 851 do Livro dos Espíritos:” Haverá fatalidade nos
acontecimentos da vida, conforme o sentido que se dá a essa palavra, ou seja,
todos os acontecimentos são predeterminados? Nesse caso, como fica o
livre-arbítrio? – A fatalidade existe apenas na escolha que o Espírito faz ao
encarnar e suportar esta ou aquela prova. E da escolha resulta uma espécie de
destino, que é a própria consequência da posição que ele próprio escolheu e em que se acha.
Falo das provas de natureza física, porque,
quanto às de natureza moral e às tentações, o Espírito, ao conservar seu
livre-arbítrio quanto ao bem e ao mal, é sempre senhor para ceder ou resistir
...”.
Analisando
superficialmente a resposta, podemos concluir que o espírito humano escolhe o
tipo de vida que irá desfrutar durante sua encarnação – logo, não há destino –
e, que o livre-arbítrio é a grande alavanca da evolução, a todos nós que
estamos encarnados no planeta.
A liberdade
de escolher nosso próprio destino, todos os dias, torna-se o diferencial entre
os gênero humano e os animais inferiores, que ainda, não podem discernir entre
o bem e o mal, o certo e o errado, o moral e o imoral.
Evoluir é o
nosso destino, como evoluir – pelo conhecimento ou através da dor – é sempre
uma questão de ESCOLHA.
Victor
Sergio de Paula FONTE: http://www.recantodasletras.com.br
terça-feira, 9 de maio de 2017
“PORQUE UNS FUMAM E TEM CÂNCER E OUTROS NÃO?”
Muita gente
questiona dados científicos que ressaltam a importância de se manter uma dieta
equilibrada e saudável. Dizem alguns:
- Meu avô,
morreu com 85 anos de idade, forte como um touro, pitando cigarrinho de palha e
comendo carne que era conservada na banha de porco.
Outros usam
exemplos de pessoas que passam a vida inteira fumando ou bebendo e não sofrem
absolutamente nada.
No
consultório médico é comum acompanharmos pacientes com diabetes que se mantém
absolutamente descontrolados e não apresentam complicações, enquanto outros que
fazem exercícios, seguem a orientação nutricional e cuidam bastante do
diabetes, apresentam complicações decorrentes do diabetes. Como explicar essa
aparente discrepância?
Do ponto de
vista estritamente materialista, a resposta seria uma só. Genética! Mas aqui
abordamos o lado espiritual. Então vejamos.
Evidentemente
que o nosso corpo físico obedece ao comando dos nossos DNAs, mas a verdade é
que o corpo espiritual imprime no nosso código genético as nossas necessidades
evolutivas, ou seja, a energia que emana do nosso corpo astral, ou perispírito,
aciona ou inibe determinados genes, de acordo com nossa programação
encarnatória. É por isso que vemos pessoas que carregam genes para determinadas
doenças, nunca manifestarem as mesmas. É também devido a isso que gêmeos
idênticos apresentam tantas diferenças de comportamento, assim como de doenças
desenvolvidas ao longo da caminhada.
Não nos
enganemos, tudo obedece a uma ordem maior, a uma lei de amor que faz com que
cada um colha de acordo com a sua necessidade de evoluir, tendo como base seus
atos pretéritos. Não há castigo, nem privilegiados. Há necessidades.
Então,
porque uns fumam e adoecem e outros não?
1) A lesão
no corpo astral - Se a matriz energética, o modelo que organiza nossa estrutura
física, chamado perispírito já possuir danos relacionados ao vício,
provenientes de vidas passadas, com certeza o ato de se entregar ao vício
novamente nessa encarnação produzirá as lesões muito mais rapidamente. Essas
lesões no corpo astral, provocam em nós as chamadas tendências a determinadas
doenças. De acordo com nossos atos no presente, desencadeamos mecanismos
energéticos de cura, ou de vazão para a doença, pois em muitos casos a
enfermidade é uma drenagem de energia pesada do corpo astral para o físico, o
que Ramatís chama de “verter para a carne.”
2) A
intensidade da exposição – Aliada ao fator citado acima, quanto maior o tempo
de exposição à substância, mais facilmente desenvolverá a doença.
3) A energia
do pensamento – Todo cigarro é nocivo! A pessoa que fuma, mas consegue manter
um bom padrão mental de pensamentos, com orações e principalmente ações de
ajuda ao próximo, consegue de certa forma amenizar esse efeito. Evidentemente
que deixa escapar oportunidade ímpar de melhorar sua energia vital, pois
médiuns videntes observam que a energia do duplo etérico de fumantes possui a
coloração acinzentada e apresenta aspecto viscoso. Agora se a pessoa fuma e
mantém uma casa mental desequilibrada, a sua própria energia contribui para a
aceleração do processo de dano do corpo físico, além de se tornar vítima de
obsessores mais facilmente.
4) A
prevenção – Toda medicina holística deve ser baseada na prevenção. Enquanto
corpos de carne, somos sujeitos a hereditariedade, apesar do controle exercido
pelo perispírito. Dessa forma é sempre bom evitarmos fatores desencadeantes de
doenças comuns na nossa família, como por exemplo ficar obeso e ter hipertensão
e diabetes. Se na minha família há vários casos dessas doenças, como não olhar
pra isso?
Da mesma
forma, a prevenção psíquica, mantendo bons hábitos de vida, com a tentativa
lúcida e serena de se reformar. Com isso alijaremos do nosso perispírito
energias densas acumuladas no decorrer das vivências passadas, evitando adoecer
pela prática do amor, da caridade e pela aquisição de conhecimento.
Antes de
contar vantagem em fumar, ou beber e não ter desenvolvido nenhuma doença, é bom
pensar que essas energias doentes estão sendo armazenadas no seu corpo astral,
comprometendo sua saúde na dimensão verdadeira, real de vida. Pensemos nisso!
Muita paz e
luz a todos!
Postado por
Sérgio Vencio – Blog- Medicina e Espiritualidade
"CUIDANDO DE UM FILHO COM DOENÇA GRAVE."
Em nossos
atendimentos na pediatria do Hospital do Câncer de Goiânia (Hospital Araújo
Jorge) temos acompanhado de perto o sofrimento, muitas vezes, desesperador dos
pais cujos filhos são portadores de doenças graves. Realmente algumas doenças
são de muito difícil aceitação pelos pais. Muitos deles não se importariam em
sofrer várias vezes mais o que os filhos sofrem, mas se fecham de forma
dolorosa para a vida ao observar diariamente o avançar da doença.
É bastante
comum que os pais se percam em indagações do tipo : - O que eu fiz? Será que na
gestação prejudiquei meu filho? Foi algum remédio que tomei? Foi porque no
início nós rejeitamos a gravidez? É algum castigo para nossa família?
O problema
não é somente se perder nesses questionamentos, mas se deixar levar pela
tristeza e pela melancolia, vivendo quase como zumbi, sem conseguir se
emocionar com mais nada. E quando a evolução da doença leva ao desencarne da
criança, uma depressão profunda, longa e de difícil resolução pode acompanhar
os pais, em especial a mãe.
Dentro de
nossa Comunidade espírita, temos a oportunidade de observar diariamente que a
causa para as doenças graves nas crianças tem raízes profundas no psiquismo,
nas vivências passadas que hoje exigem reparação, disciplina, ensinamento e mudança
de vida. O mais interessante é perceber, que quando a espiritualidade permite a
regressão de vivências passadas até o ponto que chamamos de acordo
pré-encarnatório, os pais, sem exceção, se comprometeram a cuidar e enfrentar o
problema, baseados na vontade de acertar e reparar erros pretéritos.
Quando
desencarnamos, perdemos o corpo físico, essa roupagem transitória, e passamos a
habitar na espiritualidade, de acordo com a nossa "densidade"
espiritual. Já dizia o Cristo, há muitas moradas na casa de meu Pai. Durante
nossa estadia na erraticidade, aprendemos também e muito, sobre valorização da
vida, e podemos observar com outra ótica as dificuldades que passamos, e aí,
iniciamos nossa preparação para a volta, para o reencarne. Nesse momento
mentores amorosos reúnem nossa futura família e passam a traçar planos que
poderão nos levar a tão sonhada libertação espiritual.
Nesse
instante, imbuídos da melhor intenção, e vontade verdadeira de modificar nosso
passado através do amor, enxergamos nas dificuldades programadas em nossas
vidas, imensas oportunidades de mostrarmos ao Pai maior, o quanto o amamos e o
quanto já evoluímos. Aceitamos nossos antigos conhecidos como filhos e
prometemos auxiliá-los nessa nova roupagem, prometendo que tudo faremos para
que a fé e o amor nunca lhes falte. Juramos que vamos entender que eles não são
frágeis e inocentes seres desprotegidos, mas espíritos eternos que vem resgatar
pelo amor e pela dor, débitos do passado, porém com a diferença de que nós
estaremos lá, para ajudá-los.
O papel dos
pais nessa situação não é fácil, é lógico! Mas é necessário entender que somos
antes de tudo cuidadores dos filhos. Eles não são nossos, não são nossa
propriedade e não é nossa responsabilidade tudo o que acontece com eles. Eles
tem vida própria e assim devem viver, porém contando sempre com nossa
experiência e amor, que na maioria das vezes é incondicional. É preciso ter a
certeza absoluta e irrestrita que Deus a tudo governa e dirige, pelo amor. Não
há acasos. A doença na maioria das vezes é uma decisão amadurecida e pensada do
lado de lá, antes do reencarne, uma escolha consciente e de mão dupla, que dá
aos pais e aos filhos a oportunidade de libertação dos traumas e vivências
transatas.
Não podemos
mais desperdiçar as oportunidades que a vida nos trás para demonstrar nossa
capacidade de resignação ativa, lutando pela vida, mas tranquilos e com fé. Se
você é pai de uma criança com um problema grave, persista, ame, mas procure
ajuda na sua família, na sua religião, independente de qual ela seja, pois em
todas existem pessoas bem intencionadas e dispostas a te ajudar nesse momento
importante. Se você já vivenciou algum problema dessa monta, ajude quem
necessita e se vê sem saída, fale de suas dores, e dê seu testemunho e exemplo.
Se você tem
um filho saudável, não espere que ele adoeça para expressar a ele o quanto o
ama, e mostrar a Deus a sua gratidão. Faça isso agora mesmo.
Paz e luz!
Postado por
Sérgio Vencio –Blog-Medicina e Espiritualidade
"A DOR DA PERDA DE UM ENTE QUERIDO"
Alguns fatos
importantes :
1 - Vivendo
em um País de maioria cristã acreditamos na continuação da vida após a morte.
2 - Como
pessoas inteligentes e observadoras, sabemos que cada dia que passamos nos
deixa mais próximo do plano espiritual.
3 - Sem
dúvida, caminhamos nesse mundo rumo ao desencarne.
Porém, essa
certeza e todos os conhecimentos já adquiridos pelo homem nem sempre são
suficientes para acalentar o coração frente a dor da perda de um ente querido.
Uma pergunta
óbvia. Porque a morte do corpo físico é vista de forma tão dolorosa pela
maioria das pessoas? A resposta é complexa, mas alguns pontos podem ser
destacados.
Há um
atavismo religioso importante, onde a morte é encarada como perda, como
derrota, como fraqueza e não da forma verdadeira, ou seja, o retorno para a
vida real, da onde saímos antes de reencarnar.
Engraçado
pensar que a cada ciclo de nascimento e morte ocorrem situações diversas nos
dois planos da vida. Senão vejamos: antes de renascer na Terra, vivemos em
espírito no mundo espiritual, fazemos compromissos, planos, cultivamos
amizades, amores, etc... No momento do nosso nascimento sentimos medo,
insegurança, e todos os nossos amigos do plano espiritual se emocionam com a
nossa vinda, antecipando a saudade da separação temporária. Na Terra é o
inverso. Há festa, alegria, regozijo.
Quando
desencarnamos o contrário acontece. Os daqui choram e os de lá celebram.
Muito do
sentimento de dor e perda vem do desconhecimento da vida espiritual. Porém essa
situação poderia ser rapidamente revertida se houvesse interesse real das
pessoas em aprofundar em temas sobre os quais a doutrina espírita vem falando
há décadas. Exemplo maior disso é o livro Nosso Lar, psicografado por Chico
Xavier em 1940 e que agora vai estrear nos cinemas brasileiros com a promessa
de se tornar um blockbuster.
Quando o
desencarne nos afasta temporariamente de alguém querido, somos guiados pela dor
e pelo medo da incerteza e isso nos mostra um futuro sem sentido e obscuro. A grande
verdade porém é que podemos e devemos fazer diferente. Esse caminho porém não
pode e não deve ser trilhado sozinho. É necessário a verdadeira humildade para
encararmos de frente nossa dificuldade e pedir ajuda. Ajuda a Deus, aos amigos,
aos que amamos, expor de forma verdadeira e sincera as nossas angústias e
aceitar ser ajudado.
Na prática
clínica do dia a dia vemos pactos inconscientes de infelicidade entre os que
ficaram e os que foram para o outro plano. É como se dissessem, porque você
"morreu" não posso mais ser feliz. Outro fato digno de nota é que
muitos sofrem calados, achando que os que estão ao seu lado, sofrem mais que
ele e não suportariam mais esse sofrimento. Ledo engano. Nada é mais maldoso do
que julgar as pessoas que estão ao nosso lado como incapazes de suportar
conosco os problemas.
Muitas
pessoas se culpam por enfraquecerem frente a esse tipo de sofrimento, como se
isso fosse coisa de gente sem fé e sem conhecimento religioso. A verdade é que
nessa luta diária pela nossa evolução espiritual, cada um luta com as armas
(qualidades) que tem e manifesta as dificuldades de forma diferente.
"Conhecereis
a verdade e ela vos libertará!" Não tenha medo de enfrentar essa
dificuldade, avance no crescimento espiritual, procure pessoas que possam te
auxiliar, leia sobre o assunto, abra sua mente para um conhecimento que pode
ser libertador. Não faça pactos com a tristeza. Lembre-se que acima de todos
nós, Deus nos governa baseado nas leis do amor. AMOR! Tudo está certo, na hora
certo, do jeito certo. Se ainda não entendemos, isso só nos mostra o quanto
somos ignorantes e pequenos. Mas o amor de Deus continua ao nosso alcance.
Paz e luz!
Postado por
Sérgio Vencio – Blog-Medicina e Espiritualidade
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