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quinta-feira, 20 de julho de 2017
quarta-feira, 19 de julho de 2017
“O BEM E O MAL. PORQUE TODOS NÓS FAZEMOS MAIS O MAL DO QUE O BEM? ”
Esta
sentença de Sócrates, mais tarde ratificada pelo apóstolo Paulo em carta
dirigida aos romanos (Rm., 7:19) ao afirmar: Porque não faço o bem que quero,
mas o mal que não quero, esse faço, fere a grave questão da predominância
(ainda) do mal em nosso Orbe.
Em absoluta sintonia com esses dois Espíritos iluminados,
está outra criatura, também de escol, Joanna de Ângelis, ao enunciar em
palestra de Divaldo Pereira Franco: Enquanto o bem e a virtude andam na
semiobscuridade com sandálias de veludo, o mal e o vício ganham título de
cidadania nas praças públicas sob os “spotlights” da promoção.
Afirma Allan Kardec, na Introdução do livro O Evangelho
segundo o Espiritismo, que a predominância do mal na Terra seria uma questão
insolúvel sem o conhecimento da pluralidade dos mundos habitados e da
destinação do planeta terreno, que comporta apenas uma fração mínima da
Humanidade.
Somente o Espiritismo tem condição de lançar luzes nos
panoramas descortinados por tal assunto, conforme comprovamos nas explanações
contidas no livro citado, capítulos III a V. Ali passamos a compreender porque
os meios de comunicação enfatizam tão prodigamente os escândalos, os crimes,
toda sorte de coisas más, tristes e quejandos: é porque esse tipo de abordagem
torna-se repasto de ampla ressonância nos Espíritos vinculados ao planeta,
elevando o nível do ibope que as emissoras perseguem.
A Humanidade encarnada e desencarnada da Terra ainda se
compraz no mal. É o estágio evolutivo atual, que leva os Espíritos do Senhor à
seguinte assertiva: Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos.
Quando estes o quiserem, preponderarão.[1]
Quando o homem moral substituir o homem carnal, a vida na
Terra alcançará patamares morais elevadíssimos nunca dantes logrados. A
preponderância até hoje do homem-matéria é que tem ensejado o advento de dores
acerbas e lastimáveis desastres de ordem moral e material no mundo.
Explica ainda o mestre lionês[2]: O homem carnal, mais preso
à vida corpórea do que à vida espiritual, tem, na Terra, penas e gozos
materiais. Sua felicidade consiste na satisfação fugaz de todos os seus
desejos. Sua alma, constantemente preocupada e angustiada pelas vicissitudes da
vida, se conserva numa ansiedade e numa tortura perpétuas. (…)
O homem moral, que se colocou acima das necessidades
factícias criadas pelas paixões, já neste mundo experimenta gozos que o homem
material desconhece. A moderação de seus desejos lhe dá ao Espírito calma e
serenidade. Ditoso pelo bem que faz, não há para ele decepções e as
contrariedades lhe deslizam por sobre a alma, sem nenhuma impressão dolorosa
deixarem.
Quando abandonar os padrões grosseiros da matéria, o homem
experimentará, então, a felicidade reservada aos bons Espíritos, isto é,
aqueles que conhecem todas as coisas e não sentem mais nem (…) ódio nem ciúme,
nem inveja, nem ambição, nem qualquer das paixões que ocasionam a desgraça dos
homens. O amor que os une lhes é fonte de suprema felicidade. Não experimentam
as necessidades, nem os sofrimentos, nem as angústias da vida material. São
felizes pelo bem que fazem.
Contudo, a felicidade dos Espíritos é proporcional à elevação
de cada um. Somente os puros Espíritos gozam, é exato, da felicidade suprema,
mas nem todos os outros são infelizes. Entre os maus e os perfeitos há uma
infinidade de graus em que os gozos são relativos ao estado moral. Os que já
estão bastante adiantados compreendem a ventura dos que os precederam e aspiram
a alcançá-la. Mas, esta aspiração lhes constitui uma causa de emulação, não de
ciúme. Sabem que deles depende consegui-la e para a conseguirem, trabalham,
porém, com a calma da consciência tranquila e ditosos se consideram por não
terem de sofrer o que sofrem os maus. [3]
Quando pensamos nas modificações que ainda precisam ser
operadas para que a frase de Sócrates em epígrafe perca o seu conteúdo e
sentido, nos perguntamos: Quando isso se dará? Quando a Humanidade viverá sob o
pálio dos ensinamentos de Jesus?!
Para que chegue esse tempo de sublimes alvíssaras, é
necessário começar já, hoje, agora, o difícil trabalho de lapidação das arestas
do arraigado orgulho e da ancestral ignorância de tão triste memória, geradora
de descalabros de vária ordem na História da Humanidade.
Os Benfeitores da Terra estão sempre conclamando-nos a
perseverar no Bem, ainda que sob o acicate das mais duras adversidades…
É áspero, estreito e árduo o caminho evolutivo e Jesus
alertou-nos sobre isso quando falou das aflições (Jo. 16:33) a que estaríamos
sujeitos em nosso périplo terrestre. Mas, por outro lado, Ele afirmou que
socorreria as ovelhas em apuros e salvas estariam as que até o fim
perseverassem.
Bibliografia: 1 – KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 88.
ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2006. q. 932.
Por Rogério Coelho
Autor: Rogério Coelho
“A MARCA DA BESTA DO APOCALIPSE É UM CHIP?”
Você
certamente já ouviu falar na marca da Besta do Apocalipse. Milhões de pessoas
acreditam que a marca da Besta é um chip que será instalado compulsoriamente na
mão direita ou na testa de todas as pessoas. Há vídeos que tratam do assunto,
no Youtube, com mais de um milhão de visualizações.
Esse chip
realmente existe. Há projetos, desde a década de 90, de unir todos os
documentos e outras informações relevantes, como o grupo sanguíneo, por
exemplo, num chip subcutâneo. Hoje já existe essa tecnologia e ela já é usada
por pessoas e por animais.
O chip é
instalado em animais, como o gado, para consumo humano, para facilitar o
rastreamento do animal, caso ele se perca, e para reunir informações sobre a
sua origem e os cuidados com a sua criação – o que chamam de controle de
qualidade.
Nos humanos,
além de reunir documentos e outras informações, o chip contém os seus dados
bancários e permite o rastreamento no caso de sequestro. A ideia é que com o
tempo o chip substitua o monte de documentos que nós somos obrigados a fazer:
RG; CPF; carteira de habilitação; certificado de reservista, para os homens;
comprovante de residência; declaração do imposto de renda; e, principalmente,
todos os dados bancários: o chip vai dispensar o uso dos cartões magnéticos.
Você vai ao
mercado e ao passar pelo caixa o valor da sua compra será debitado
automaticamente da usa conta. Isso dispensará completamente o uso do dinheiro
físico. Não existirá mais dinheiro físico, só dinheiro virtual.
Esse
sistema, como toda tecnologia, tem seus prós e contras. Os prós é que a vida se
torna cada vez mais prática. Não precisaremos confeccionar documentos:
receberemos um número ao nascer e esse número irá nos acompanhar durante toda a
existência. Teremos mais segurança, pois a qualquer momento será possível
identificar a nossa localização por satélite. Também será possível descobrir a
localização e grande parte das atividades dos criminosos, facilitando a sua
captura. Isso acabaria com o narcotráfico da maneira como ele funciona hoje,
pois o narcotráfico lida com dinheiro vivo, já que não pode declarar esses
valores. O mesmo aconteceria com o terrorismo.
Mas isso
também oferece alguns pontos desfavoráveis: será possível todos nós sermos cada
vez mais manipulados.
Você recebe
o seu salário. Os organismos de controle, sejam eles governamentais ou
financeiros, vão saber tudo sobre você: quanto você gasta, quando você gasta, o
que você consome, com quem você consome, que lugares você frequenta, quanto
tempo você permanece nesses lugares, enfim, não haverá mais segredos.
Hoje já é
possível saber muito sobre você. O Facebook, por exemplo, mostra, na sua linha
do tempo, as coisas que você mais costuma acessar. No final do Governo Dilma,
por exemplo, só o que aparecia no Facebook eram notícias e comentários a
respeito do Governo, seja contra ou a favor. As pessoas não deixaram de postar
outras coisas. Mas como você deu atenção a isso algumas vezes, foi isso que o
Facebook passou a mostrar para você. O mesmo acontece com as propagandas no
Facebook e no Google. As propagandas que aparecem para você seguem o seu padrão
de procura na internet. Se você pesquisar sobre carros, por exemplo, logo irão
aparecer anúncios de carros nos sites que você abrir.
– Mas o que
a Besta do Apocalipse tem a ver com isso?
Para milhões
de pessoas, o chip é a marca da Besta mencionada no livro do Apocalipse, que é
o último livro da Bíblia.
Mas as
pessoas que acreditam que a marca da Besta é o chip estão se baseando nessa
passagem do Apocalipse:
“A todos, os
pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que
lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que
ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta
ou o número do seu nome.” Apocalipse 13:16-17
Num primeiro
momento, lendo apenas essa passagem do Apocalipse, podemos ter a impressão de
que realmente o chip tem todas as características da marca da Besta: Quando o
chip for implantado (se realmente ele for implantado como uma coisa
generalizada) ninguém poderá fazer qualquer transação comercial sem ter o chip.
Ou seja, ninguém poderá comprar ou vender se não tiver o chip – quem não tiver
o chip estará excluído da sociedade formal, pois não poderá ter emprego nem
comprar nem vender nada – não poderá fazer nada que envolva dinheiro: a solução
seria voltar ao escambo, o antigo sistema de trocas de produtos.
Mas vamos
analisar melhor essa passagem do Apocalipse para ver se realmente essa teoria
de que o chip é a marca da Besta tem fundamento ou não.
Em
Apocalipse 7:1-3 nós encontramos o seguinte:
“Depois
disto, vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra, conservando seguros os
quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre
o mar, nem sobre árvore alguma.
Vi outro
anjo que subia do nascente do sol, tendo o selo do Deus vivo, e clamou em
grande voz aos quatro anjos, aqueles aos quais fora dado fazer dano à terra e
ao mar, dizendo: Não danifiqueis nem a terra, nem o mar, nem as árvores, até
selarmos na fronte os servos do nosso Deus.”
Nós
encontramos nesta passagem duas vezes a palavra “selo”: o selo do Deus vivo e
depois “até selarmos na fronte os servos do nosso Deus”.
Nós sabemos
que todo o Novo Testamento foi escrito originalmente em grego. “Selo” é a
tradução da palavra grega sphragis (σφραγίς), que se refere exatamente a um
selo, um anel de sinete, a impressão de um selo. Antigamente a assinatura era
executada por meio de um selo – uma espécie de pequeno carimbo, às vezes usado
como um anel, que era impresso em argila ou cera quente para registrar a sua
marca.
No capítulo
13, em que fala sobre a marca da besta, a palavra “marca” é a tradução da
palavra grega xaragma (χάραγμα). Embora sejam palavras diferentes, o sentido
das duas palavras, no texto, é exatamente o mesmo: xaragma quer dizer gravura,
selo, sinal, uma marca de identificação.
Isso era
comum no tempo em que o Apocalipse foi escrito. E a Bíblia fala, aqui mesmo, no
Apocalipse, do selo de Deus, ou seja, da marca de Deus.
Para nós não
ficarmos só no Apocalipse, nós vemos que na carta de Paulo aos Efésios, também
é mencionado o selo de Deus:
“(…) em quem
também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa
salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da
promessa.” Efésios 1:13
Aqui na
carta aos Efésios o selo de Deus é o Espírito Santo – o selo ou a marca de Deus
é uma coisa absolutamente espiritual, não tem nada de material.
Mas a Bíblia
está cheia de referências a marcas. Preste atenção nessa passagem de Ezequiel:
“(…) e lhe
disse: Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca com um sinal
a testa dos homens que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que
se cometem no meio dela.
Aos outros
disse, ouvindo eu: Passai pela cidade após ele; e, sem que os vossos olhos
poupem e sem que vos compadeçais, matai; matai a velhos, a moços e a virgens, a
crianças e a mulheres, até exterminá-los; mas a todo homem que tiver o sinal
não vos chegueis; começai pelo meu santuário.” Ezequiel 9:4-6
Veja a
imagem de Deus que se tinha no Antigo Testamento – por isso que a Bíblia não
pode ser levada ao pé da letra. Aqui nós vemos Deus mandando matar todo mundo,
até as crianças. E ainda diz: – Não vos compadeçais! – era para matar sem pena!
Só não seria morto, aqui, quem tivesse a marca na testa (ou na “fronte”).
Essas marcas
eram comuns na Antiguidade. Os soldados eram marcados, os escravos eram
marcados e muitos seguidores de religiões pagãs eram marcados. Hoje nós
marcamos o gado e os cavalos como um sinal de propriedade.
Em 3
Macabeus, um livro considerado apócrifo pelos católicos e protestantes, mas
aceito pela Igreja Ortodoxa, nós vemos que os judeus foram perseguidos pelo rei
egípcio Ptolomeu IV. Os judeus que se submetiam ao cadastramento imposto pelo
rei eram marcados com o desenho de uma folha de trevo. Esse desenho
identificava esses judeus como submissos ao deus Dionísio (3 Macabeus 2:29).
No tempo de
Moisés, quando foi estabelecida a lei mosaica (que era tida como Lei de Deus),
Deus ordena ao povo israelita:
“Ponde,
pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma, e atai-as por
sinal na vossa mão, para que estejam por frontais entre os vossos olhos.”
Deuteronômio 11:18
Na mão e
entre os olhos, ou seja, na fronte. A ideia era que os israelitas tivessem a
Lei de Deus sempre em suas mentes e em suas ações. Esse é o sentido.
A marca na
mão e na fronte, então, não é nenhuma novidade do Apocalipse. Essas marcas
fazem parte do contexto bíblico. O autor do Apocalipse está justamente se
utilizando desse contexto para falar do que ele chama de “Besta”.
Mas a
passagem do Apocalipse que fala da marca da Besta diz que quem não tiver a
marca não poderá comprar ou vender.
No capítulo
9 do Evangelho de João, quando Jesus curou o cego de nascença, é dito que os
fariseus expulsariam da sinagoga qualquer um que confessasse que Jesus era o
Cristo, ou seja, o messias esperado pelos judeus. A expulsão da sinagoga era
uma coisa muito temida pelos judeus.
– Por que a
expulsão da sinagoga era tão temida?
Porque,
entre outras coisas, quem fosse expulso da sinagoga era excluído da sociedade,
e não podia comprar ou vender nada. Isso era comum no tempo em que o Apocalipse
foi escrito. O autor do Apocalipse não está fazendo previsões com quase dois
milênios de antecedência. Não! Ele está se utilizando de usos e costumes comuns
na sua época.
O Apocalipse
não é um livro profético. A linguagem obscura do Apocalipse se presta a
incontáveis interpretações diferentes. Algumas totalmente absurdas, outras,
como a passagem que fala da marca da Besta, podem levar ao engano as pessoas
que não são dadas ao estudo.
Mesmo
sabendo disso, algumas pessoas podem se questionar a respeito do chip que será
implantado nas pessoas. Não sabemos se será implantado em todo mundo.
Possivelmente, sim.
Não podemos
negar que é um avanço tecnológico que vem facilitar a vida. Não podemos negar,
também, que seremos cada vez mais controlados pelos detentores do capital
internacional.
A
tecnologia, na verdade, vem imitando a capacidade mental do ser humano – ou
melhor, a mente humana está se manifestando através da tecnologia. Nas
profundezas da nossa mente não há segredos para nós. No plano astral (que ainda
é muito distante do plano mental), espíritos mentalmente desenvolvidos podem
ler pensamentos e tomar conhecimento de fatos à distância. São capacidades que
todos nós temos, mas que não conseguimos desenvolver plenamente por causa da
densidade do plano material em que vivemos.
A tecnologia
vem implantando, aos poucos, inovações que são características comuns a todos
nós.
Particularmente,
acredito que o implante do chip será uma realidade em breve. Vai começar por
pessoas consideradas importantes, e aos poucos algumas classes irão adotar essa
tecnologia. Com o tempo, se essa prática se generalizar, haverá o surgimento de
pequenas comunidades alternativas que viverão fora do sistema.
Isso não é
profecia – É para onde os fatos apontam nesse momento – evidentemente, na minha
visão.
Morel Felipe
Wilkon
terça-feira, 18 de julho de 2017
"CARTAS PSICOGRAFADAS CONFORTAM MÃE QUE PERDEU O FILHO EM ACIDENTE DA TAM EM 2007"
Elisabete
perdeu o filho Vinícius no acidente da TAM. Ele era piloto da companhia, mas
morreu a bordo como passageiro do voo 3054
Em um ano,
além da tragédia da TAM, que lhe tirou o filho mais velho, Elisabete também
perdeu a mãe. "A vida não nos diz assim: 'Tá, agora chega, parou de
sofrer'. Não é apertar um botão. Seis meses depois que meu filho partiu, a
minha mãe partiu. Eu era necessariamente obrigada a conseguir lidar com aquilo
que estava dentro de mim, que eram muitas perdas. Foi muito, muito
difícil",
desabafa.
A
psicoterapeuta parou de trabalhar, entrou em depressão e passou meses à base de
antidepressivos. "O dia do acidente foi horrível, horrível. Quando eu
cheguei do consultório em casa, larguei a bolsa no sofá e vi o rabo do avião na
televisão. Naquela hora eu levei uma paulada na cabeça", recorda.
"Eu
fiquei sentada num sofá por quase cinco anos".
Hoje
Vinícius teria 34 anos de idade. E já teria realizado sonhos, como o de ser
piloto, e isso conforta um pouco a mãe. "Ele nunca foi de brincar com
carrinho, o brinquedo dele sempre foi avião", frisa.
O
espiritismo, segundo ela, também ajudou a cicatrizar a ferida.
A doutrina a
fez compreender um pouco melhor a perda.
"Eu
sempre fui espírita. Meu filho foi criado na religião espírita, os dois. Isso
me ajudou, sim. Mas eu briguei com Deus. Eu culpei ele. Por que ele tinha que
levar o meu filho? Por que ele foi tão egoísta assim? Mas depois eu percebi que
a egoísta era eu, que queria que o
Vinícius
ficasse aqui", explica.
Através de
cartas psicografadas, Elisabete diz ter tido notícias do filho. Ela as recebeu
de 2007 a 2015. Ela afirma que as mensagens a fortaleceram para seguir adiante.
"Eu
busquei ouvir muito o Vinícius. Eu tenho mais de 300 cartas psicografadas dele
aqui. Ao longo desses anos todos, ele foi me mandando mensagens e eu fui
guardando. E isso me confortou", afirma.
Carta:
"Queridos
Elisabete e Carlos, podemos viver muitas e muitas vidas numa só, fazendo com
que cada dia seja um recomeço, talvez agindo assim os humanos fossem mais
felizes, se cada dia que começasse disséssemos: Minha vida esta começando agora
e vai terminar no final do dia, viver-se-ia uma vida por vez e seria
intensamente, mas não, quando estamos no corpo físico nos preocupamos com o
amanhã, o maldito amanhã, e depois da amanhã, e na semana que vem, e no mês que
vem, e o próximo ano, nosso pai criador, faz com que o sol nasça todos os dias
e todos os dias se ponha, para que possamos viver todos os dias da eternidade,
mas um dia por vez, somos eternos? Ah somos eternos, então não morremos e vamos
viver sempre, mas quando perdemos o corpo, saímos fora do alcance dos sentidos
do corpo, só do corpo, nosso sentimentos continuam, nossas relações continuam,
nosso relacionamento continua, tudo continua, tudo como era antes, menos nossas
percepções corporais, mas todas as percepções sentimentais e espirituais...
então porque não voltou antes, principalmente os de menos idade? Eu respondo...
E para os que ficam descubram a resposta dessa pergunta, não só descobrirem com
a razão mas com o coração, nesta busca irão desvendar os mistérios da
eternidade, nada é para sempre, muito menos a separação, inclusive neste caso,
no nosso caso, não há separação, mãe um grande beijo, Carlos, um grande abraço
bem apertado.
Vinícios
“OBSESSORES- UMA BATALHA ENTRE A LUZ E AS TREVAS. ”
Existe uma
intensa atividade permeando o universo físico e o espiritual. Forças e energias
espirituais influenciam a vida dos encarnados, muitas vezes de forma negativa,
provocando comportamentos e atitudes negativas, criando uma atmosfera densa de
ódio e desespero. Esses espíritos ligados aos vivos e distantes da grande Luz
Divina, vivem só para isso. Estamos falando dos obsessores.
Obsessão:
substantivo feminino. 1 – Diacronismo: antigo. 2 – Suposta apresentação
repetida do demônio ao espírito. 3 – Apego exagerado a um sentimento ou a uma ideia
desarrazoada. 4 – Ação de molestar com pedidos insistentes; impertinência,
perseguição, vexação.
Se
pudéssemos enxergar o mundo espiritual como vemos o universo físico,
perceberíamos um grande número de espíritos passando por nós a todo instante:
em nossas casas, no trabalho e nas mais diversas atividades, tanto interagindo como atuando junto ao mundo
dos encarnados.
Na Terra,
existe um sem-número de forças espirituais, e nem todas com “boas intenções”.
Na verdade – segundo a literatura espírita obtida até os dias atuais por meio
de psicografias, mensagens e contatos mediúnicos – o plano de evolução
espiritual em que se encontra nosso planeta o leva a ser um local de expiação,
no qual se concentra um grande número de espíritos vibrando nas baixas
frequências.
Esses
espíritos vivem imersos em correntes energéticas e emocionais de ódio, raiva,
egoísmo, amor não-correspondido, entre outras emoções, e estão de tal forma
presos ao plano físico que muitos acreditam ainda estar em seus corpos carnais.
Assim, vivem próximos das pessoas com as quais um dia conviveram, afastando-se dos planos espirituais mais
elevados e atrasando sua reencarnação.
Entre esses
espíritos, ainda existem aqueles que têm a consciência de que estão mortos e
que não habitam mais um corpo físico; mas como ainda estão presos às vibrações
mais baixas do mundo espiritual, realizam ações que visam prejudicar os vivos e
atrapalhar ao máximo a vida e a evolução espiritual de suas vítimas encarnadas.
Esses espíritos são os que chamamos de obsessores.
A Obsessão
Nasce
Eles nascem
de diversas formas. Sua sensibilidade à Luz Divina foi embrutecida pelo tempo e
por sua natureza moral. Eles ficam estagnados num círculo vicioso e numa
obstinação tão intensa que não é raro se esquecerem quando e por que tudo começou.
Na maioria
das vezes, estão tão cansados e vivem há tanto tempo nessa condição que não
sabem mais como caminhar em direção ao esclarecimento e à Luz de Deus,
necessitando assim de toda ajuda que lhes possa ser fornecida.
É fácil para
nós imaginarmos o surgimento de tais obsessões pelo caminho do ódio. Afinal,
sabemos do que os homens são capazes quando tomados pela raiva descontrolada;
mas também surgem obsessões, até mais graves, em virtude do amor. O amor gera
correntes que, unidas a outros sentimentos (egoísmo, apego, carência afetiva
intensa, falta de autoestima), podem produzir obsessões.
A revolta, a
dor, a raiva, podem mudar a energia do amor; basta que exista um grande apego
alimentado por um forte egoísmo, gerado num coração que viva uma grande
carência, e teremos um espírito que sentirá uma grande dificuldade de se
separar dos entes queridos.
Como o amor
e o ódio estão separados por uma barreira quase imperceptível, em algumas
oportunidades, imaginamos que um espírito está com ódio, quando, na verdade,
ele pode estar escondendo a dor de um amor não correspondido; ou até mesmo pode
ser uma entidade que ainda quer manter o apego que tinha em vida, agindo de
forma a manter a outra pessoa presa ao círculo de sentimentos que demonstrava
quando o espírito estava encarnado.
De todas as
formas de obsessão, a gerada pelo amor é a pior de todas, pois aquele que ama
sequer pode imaginar ou aceitar que, na verdade, está atrapalhando seus entes
queridos. Ele acredita estar ajudando-os, supondo que não poderiam viver sem
sua presença e auxílio.
A relação
entre o obsessor e suas vítimas é variada e segue por caminhos tortuosos, mas
que inevitavelmente levam à degradação física e moral do obsedado, o que, por
fim, pode levar à “vitória” do espírito obsessor. Entre as formas conhecidas de
obsessão, vamos a seguir analisar as maneiras de ataque.
O Ataque das
Trevas
Partindo do
que observamos até o momento, percebemos que as obsessões são as ações que
influenciam os vivos, estimulando reações e semeando a discórdia e o ódio,
nascido da força exercida pelos espíritos inferiores. Eles influenciam
maleficamente, como os demônios das histórias bíblicas, e assim como ocorre
nessas histórias, as formas do obsessor atuar também são sutis e intangíveis, e
só após muito tempo é que se tornam evidentes. Mas podemos dividi-las da
seguinte forma:
Obsessão
Simples
O espírito
obsesso por meio da sua vontade, motivado pelos mais diversos sentimentos,
exerce uma persistência férrea, tenaz, influenciando em todas as áreas da vida
de sua vítima, provocando a ira de pessoas próximas, atrapalhando seus
relacionamentos, atuando por meio de sugestões de pensamento que vão contra a
forma habitual da vítima agir.
Na maior
parte das vezes, com o auxílio da autoanálise e do bom-senso, a vítima afasta
esses pensamentos “ruins” e retoma o controle da sua vida. E quando esse tipo
de ataque é detectado, cabe ao obsedado confiar no caminho espiritual e fazer
sua vida um exemplo de luz e de dedicação pessoal, pois dessa forma afasta a
chance de novos ataques. Procurando praticar o bem, ele estará pautando sua
vida de acordo com os ditames dos grandes mestres e livrando-se da ação do
obsessor.
Fascinação
Esse tipo de
obsessão é das mais difíceis de quebrar, isso porque a vítima não acredita que
está sob efeito de qualquer força negativa. Na verdade, algumas vezes, ela
julga que é a única que não está obsedada, enquanto todos à sua volta estariam.
Nesse caso,
o espírito obsessor vai se inserindo discretamente e ganhando espaço na vida do
obsedado; como uma planta daninha, vai se enraizando, plantando desconfianças e
medos, manias e desejos, até o ponto em que se instala definitivamente. A
pessoa estará de tal forma envolvida que quase se forma uma simbiose psíquica
que, caso se concretize, tornará ainda mais complexa a situação.
Nesse caso,
o bom senso e a autocrítica se esvaem e a pessoa precisa de uma intensa ajuda
espiritual, do mais alto nível, para superar o assédio dessa força maligna. Às
vezes, a obsessão leva a delírios nos quais o obsedado acredita ser uma pessoa
com uma “missão divina”, e pode até perder a razão, tornando-se um
esquizofrênico, afastando-se do convívio social e, com o tempo, precisando de
ajuda psiquiátrica.
Subjugação
É uma forma
de obsessão na qual a vítima encarnada está sob domínio completo de uma força
desencarnada. Quando esse tipo de obsessão ocorre, vemos a pessoa apática como
se estivesse sonâmbula, tendo vontades que estão em desacordo com sua
personalidade, e até afastando pessoas próximas que a critiquem ou que
questionem suas “novas” atitudes.
O espírito
obsessor não toma o lugar do espírito encarnado no corpo do obsedado. O que
ocorre é uma supressão da vontade da vítima, por meio da supremacia da vontade
do obsessor. Embora seja facilmente detectável, a sua cura exige uma mudança
vibracional no obsedado, o que envolve uma grande disciplina moral e a
aproximação aos ensinamentos e dogmas da Doutrina Espírita, de forma que leve o
espírito obsessor a compreender sua falta e buscar o caminho da Luz Divina.
Auto
Obsessão
Mas ainda
existem aqueles que, mesmo desencarnados, estão obsedados; e o pior, por eles
mesmos. Tais espíritos acreditam serem pessoas sem valor e não se perdoam pelos
“erros” que acreditam terem cometido em vida.
Eles acham
que jamais poderão receber a Luz Divina e reingressar na via reencarnatória,
pois estão presos a uma neurose espiritual tão intensa que os cega a tudo à sua
volta. Em grande parte das vezes, infligem a si mesmos os mais diversos
castigos e, mesmo quando recebem a ajuda de outros espíritos e das almas
iluminadas, eles argumentam que seus crimes são imperdoáveis e anseiam por
“castigos” que possam “purificá-los”. Vivem acreditando que são indignos de
qualquer perdão.
Mas a Luz
Cura
Não existe
como tratar a obsessão sem o apoio e o interesse de todas as pessoas envolvidas
no caso. É necessário o envolvimento espiritual e pessoal para que tanto o
obsessor quanto o obsedado se vejam livres das amarras que os prendem, de forma
a alcançarem a luz e a liberdade.
Como a
obsessão é um processo com profundas raízes espirituais, é preciso tomar
cuidado e não agir solitariamente para debelar o problema. É sempre necessária
a presença de um grupo considerável de médiuns, e o tratamento deve ser feito
de preferência em um centro espírita ou outro local especializado nas práticas
de curas espirituais.
A reunião
para tratar tais casos tem características específicas, pois todos os esforços
devem ser coordenados e deve-se agir com um grande senso de solidariedade e
compaixão. Antes de começar o trabalho, é necessário definir o foco que será
seguido, e todos deverão exercitar sua força de vontade de forma a que formem
um só feixe de energia e de Luz Divina. O obsedado deverá ser assistido com
práticas espirituais diárias, que sejam instrutivas e que lhe deem um forte
alicerce. Além disso, deverá praticar atos sadios e desenvolver novamente a sua
força de vontade, quebrando as amarras e correntes que foram forjadas no
universo espiritual.
A prece,
mesmo que seja uma oração pessoal e singela, é de grande valor na prática da
cura da obsessão. Ela deve ser acompanhada por meditações e pelo aprofundamento
da vítima nos assuntos espirituais, pois isso lhe dará os recursos necessários
para ir além e renascer para uma vida plena e livre das vontades obsessoras.
Deve ser
dada igualmente uma especial atenção ao ambiente e ao lar do obsedado, o qual
deve ser limpo das manifestações dos espíritos baixos, pois eles se manifestam
com mais facilidade em ambientes sujos, malcuidados e com grande quantidade de
energia negativa estagnada. Para melhorar esses ambientes é preciso livrar-se de plantas velhas e doentes, de coisas
quebradas, e deixar o ar ventilar em todos os cômodos, além de sempre fazer
orações e preces em todos os locais da casa onde se sinta a presença de forças
obsessoras.
A família é
uma grande chave para a cura da obsessão. É ela que torna possível a recuperação
do obsedado, que fortalece a vítima por meio da infinita energia do amor e lhe
dá a chance de recuperar o controle sobre sua vida. Recomenda-se a todos
seguirem a prática espiritual da prece e a leitura de material espiritual
inspirador. Dessa forma, cria-se uma corrente fluídica positiva em torno de
todos, gerando a elevação da frequência vibracional dos espíritos em volta das
pessoas que estão imersas na situação; assim, elas recebem cada vez mais força
e energia desses espíritos iluminados, gerando um círculo virtuoso e próspero
de amor e luz.
O processo
obsessivo possui sempre raízes profundas, e a melhora do estado obsessivo varia
em cada caso. Algumas vezes, não notamos sinais de melhora, pois cremos que
tudo deve ser instantâneo, como se fosse um remédio engolido às pressas para
uma dor de cabeça. Depois, quando se vê que a cura demandará semanas, e não dias,
abandonam-se as práticas e surge a descrença quanto à eficácia da cura,
buscando outros recursos para se ver livre do obsessor. Mas, não raro, tais
caminhos apenas levam a mais dor e problemas.
A
perseverança é a ferramenta principal para a libertação do obsedado, e ela é
necessária para seguir o tratamento e atingir os objetivos e metas da
plenitude, da paz e da liberdade. A Bondade Divina atende a todos mediante o
empenho de cada pessoa, que e ela comunica ao universo, por meio de suas ações
e dedicação, os caminhos e “atalhos” que lhe surgem à frente.
Autor: Alex
Alprim
Fonte:
Apostila de estudos do Centro Espírita Leonardo Oliveira
Divulgado
pelo grupo VidaspassadasBr
https://br.groups.yahoo.com/neo/groups/vidaspassadasbr/inf
segunda-feira, 17 de julho de 2017
“O QUE PODE E O QUE NÃO PODE SER MUDADO EM NOSSO DESTINO? ”
A origem da
fatalidade.
O foco de
nossa consciência é ainda muito limitado.
Não nos
preocupamos em saber quem nós somos e o que fazemos aqui; daí, os horizontes da
vida ainda são muito estreitos para nós.
Isso faz com
que em certas circunstâncias e em certos momentos tenhamos a impressão de que o
destino não pode ser mudado; que estamos condenados pela fatalidade. E estamos
enganados.
É fato que
algumas coisas não podem ser recicladas em determinados momentos, mas apenas em
virtude da nossa falta de vontade e da pobreza de capacidades. Num momento,
fatalidade. No momento seguinte; pode surgir a possibilidade de mudança. No
entanto, a possibilidade de mudar é inútil quando os braços estão cruzados na
inércia; nesse padrão de atitudes concretizamos efeitos de escolhas
inadequadas: sofredores; nós somos eleitores de pessoas; pouco ou nada
capacitadas; a gerir nosso destino, cível, fiscal, amoroso...
A força que
faz com que as coisas do destino aconteçam sob aparente descontrole, é
proporcional ao tempo gasto para produzir aquele fato, à sua repetição; e à
intensidade dos efeitos que nossas decisões provocaram como influência na vida
de outras pessoas ou no meio ambiente.
Para começar
a mudar o que nos desagrada em nossa vida; basta como primeiro passo, saber que
nosso destino foi planejado e decidido por nós mesmos, pelas nossas escolhas e
seus efeitos. E também pelas escolhas que outros fizeram em nosso nome; e que
nós permitimos ou avalizamos nas urnas do além (vai votar em quem?).
Os outros
não podem ser culpados pelas circunstâncias complicadas na atual existência;
pois, as pessoas só interferem na minha vida e no meu destino se dou permissão;
isso é lei.
Fatalidade é
circunstância que não quisemos mudar – na hora e no momento de votar em quem.
Foi uma
escolha que pode servir de aprendizado, consciente ou não; Vale sempre lembrar
que somos pouco conscientes das coisas porque assim o queremos. Não há
desculpas verdadeiras para a fuga ao conhecimento e das notícias que rolam por
aí.
Em tempo:
instrução não é educação para a vida e não é capaz de transformar um mau
destino num bom destino.
Para mudar o
destino é preciso conhecer as leis que regem nossas vidas; e agir de forma
simples e prática para conseguir eficiência.
Como mudar o
destino?
Quando
lançamos de nós um pensamento, uma ideia, seguida ou não de uma atitude
interagimos com tudo o que nos rodeia e com o Universo.
E, se os
resultados não foram dos melhores; o que fazer?
Mais simples
é impossível; basta mudar a polaridade:
Se nós
prejudicamos; basta ajudar.
Quando
ferimos; basta cuidar e auxiliar na cura.
Se nós mentimos;
basta cultivar a verdade.
Quando
odiamos basta amar.
O perdão
natural é um jogo de forças que se somam ou se anulam. Numa linguagem ética
denominamos isso: reparação. Como exemplo: todo ódio que lançamos no túnel do
tempo e que a nós retornará, pode ser anulado com emissões de amor.
Mas, o
perdão não cobra vantagens financeiras, por algo que pensamos ser certo na
ocasião: nada ver com falsários ideológicos que cobram da sociedade problemas
que só lhes fizeram sobressair como heróis que não foram; e que tornam malditos
parasitas seus herdeiros das finanças da poupança do coletivo.
Todo
desequilíbrio nas escolhas e nas atitudes retorna como sofrer. As sensações
geradas são desagradáveis; o que nos leva à vontade de mudar; mas, se o padrão
de atitudes não for corrigido, essas sensações retornam sempre, até que optemos
pela mudança; até na hora de votar e escolher nossos representantes.
Mudamos o
nosso destino com conhecimento, boa vontade, trabalho; e com o concurso do
tempo. EDUCAÇÃO.
Empecilhos a
serem descartados: Pensamento mágico. Crença em sorte, azar, etc.
Justificativas
para não mudar: Perdão Divino paranoico baseado em arrependimento; coisas do
tipo: Desculpa que não faço mais; mas continuo fazendo...
Sistema de
crenças e valores sociais que cobram propinas para o Divino.
Todas as
escolhas devem ser refeitas?
As de
conformidade com a lei, não; pois, se emitimos equilíbrio ou amor no retorno a
sensação de paz, felicidade e alegria não precisam ser reformadas.
O que
estamos esperando?
A ampulheta
do tempo está quase vazia de horas.
Américo
Canhoto
“MORAL E CONHECIMENTO: DUA ASAS QUE NOS LEVAM A PERFEIÇÃO”
São duas as
asas que nos levarão à perfeição
A tese de
que a experiência na carne é indispensável ao progresso das almas, ou
Espíritos, está bem definida em duas conhecidas questões d´O Livro dos
Espíritos.
Na questão
132, tratando do objetivo da encarnação dos Espíritos, os imortais foram
diretos: “Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à
perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa
perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é
que está a expiação. Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em
condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. Para executá-la
é que, em cada mundo, toma o Espírito um instrumento, de harmonia com a matéria
essencial desse mundo, a fim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens
de Deus. É assim que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta.”
Na questão
133, Kardec refere-se aos Espíritos que desde o princípio sempre seguiram o
caminho do bem. Teriam eles também necessidade da encarnação? Eis a resposta,
igualmente direta e objetiva: “Todos são criados simples e ignorantes e se
instruem nas lutas e tribulações da vida corporal. Deus, que é justo, não podia
fazer felizes a uns, sem fadigas e trabalhos, conseguintemente sem mérito.”
Uma questão
que se impõe, em face dos ensinamentos ora transcritos, diz respeito ao modo, à
forma, às condições em que a caminhada para a perfeição se realiza.
Devemos dar
ênfase, nesse processo, somente às questões morais, em detrimento da busca do
conhecimento? E quanto àqueles que buscam o conhecimento, mas negligenciam tudo
o que diz respeito à vida moral?
A resposta a
semelhantes questões vamos encontrar na obra “O Consolador”, que Emmanuel
redigiu em 1940, por intermédio de Chico Xavier. Perguntaram-lhe: “A alma
humana poder-se-á elevar para Deus, tão-somente com o progresso moral, sem os
valores intelectivos?”.
O então
mentor espiritual do saudoso médium respondeu: “O sentimento e a sabedoria são
as duas asas com que a alma se elevará para a perfeição infinita. No círculo
acanhado do orbe terrestre, ambos são classificados como adiantamento moral e
adiantamento intelectual, mas, como estamos examinando os valores propriamente
do mundo, em particular, devemos reconhecer que ambos são imprescindíveis ao
progresso, sendo justo, porém, considerar a superioridade do primeiro sobre o
segundo, porquanto a parte intelectual sem a moral pode oferecer numerosas
perspectivas de queda, na repetição das experiências, enquanto que o avanço
moral jamais será excessivo, representando o núcleo mais importante das
energias evolutivas.” (O Consolador, questão 204.)
Anos depois
- em 1954 - no prefácio que escreveu para o livro “Nos Domínios da
Mediunidade”, de André Luiz, psicografado também por Chico Xavier, Emmanuel
retomou o assunto para lembrar que o túmulo é uma porta à renovação, assim como
o berço é acesso à experiência, e que nosso estágio na Terra é uma viagem com
destino às estações do Progresso Maior. E advertiu: "Sem noção de
responsabilidade, sem devoção à prática do bem, sem amor ao estudo e sem
esforço perseverante em nosso próprio burilamento moral, é impraticável a
peregrinação libertadora para os Cimos da Vida."
Eis
providências que não poderiam faltar nas metas que traçamos relativamente à
nossa própria existência, nem deveriam ser ignoradas por pais e mães com
referência ao processo educacional de seus filhos.
Espiritismo
e Conhecimento.
"REMÉDIOS PARA DORMIR E PARA ANSIEDADE: UM ATALHO PARA O ALÉM? SERÁ QUE VOCÊ PRECISA MESMO DELES?"
O estilo de
vida atual nos levou a detonar com automatismos que levamos milhões de anos
desenvolvendo. As pessoas desaprenderam: dormir, respirar, comer e até evacuar.
Vivemos na Era dos sem tempo. Falta de aviso não foi – exemplo: “Não vos
canseis pelo ouro” disse Jesus.
A sociedade
da atualidade está voltada para os valores exteriores que instigam à competição
a qualquer preço e, a qualquer custo; daí mede-se a criatura pelo que tem e não
pelo que é; em razão do quanto pode e, não do que faz. A desordenada
preocupação em adquirir a qualquer preço equipamentos, veículos e objetos de
propaganda desarticula a nossa intimidade. Elevamos a ansiedade a níveis
extremados apenas para sermos bem vistos e aceitos no meio social; nós nos
angustiamos para vestirmos de acordo com a moda vigente; nós nos inquietamos
para estarmos bem informados sobre temas sem importância. O sistema cria um
conjunto de situações que abalam o equilíbrio emocional levando à perda da
identidade, à desordem psicológica e à confusão de valores.
Não demora e
tudo isso, se reflete no corpo ou conduz a distúrbios de conduta. A tendência é
que esse estilo de vida produza cada vez mais vítimas entre aqueles distraídos
pela conquista de valores transitórios sem a contrapartida da auto - realização
e do aprimoramento pessoal.
Sob esse
tipo de pressão constante é lógico que aumentem as tensões, frustrações,
vícios, ansiedade, fobias que ajudam a reforçar as doenças psíquicas que podem
materializar-se no corpo; uma vez que isso ocorra os problemas orgânicos
desencadeiam novas dificuldades psicológicas, num círculo vicioso.
Quando não
sabemos bem qual é a nossa tarefa de vida, transformamos o cotidiano numa mesmice
diária; quase um inferno.
No mesmo
trabalho repetimos a ação de ontem, com raiva ou desgosto. Fazemos sempre o
mesmo trajeto no retorno ao lar. Buscamos as repetitivas formas de lazer: bar,
bebida, clube, televisão, jornal e, sexo: relações para descarregar as tensões
ou escapadas em motéis, onde insatisfeitos traem seus iguais. Saímos de férias
programadas compradas a prestação, para visitarmos lugares tediosos com pessoas
que nos desagradam. Quando conseguimos chegar à aposentadoria, nos desesperamos
com as doenças e com as limitações naturais da idade. Sem contar que somos
espoliados nos proventos; devido ás crises econômicas geradas por governantes
corruptos ou despreparados. Vitimados, morremos, na maioria das vezes, na
condição de descontentes e insatisfeitos; cujo destino é previsível: um dos
umbrais do mundo espiritual, espoliados, agredidos; até que, por esforço
próprio consigamos lugar numa colônia de regeneração.
Não
contentes com isso: os modernos entretenimentos são baseados em emoções “fortes”
que angustiam como terror, pânico e suspense, que amplificam a ansiedade o que
interfere imediatamente nas secreções glandulares produzindo descargas de
hormônios ligados ao instinto de sobrevivência sem que haja perigo real algum,
o que desequilibra e faz adoecer, e pode levar á morte, aos poucos – até com a
ajuda dos remédios, para que a vida desatinada termine mais cedo.
Inúmeros são
os motivos que levaram a ansiedade a sair do controle. Quando o Mestre nos
receitou viver com simplicidade, parcimônia e sensatez; estava nos alertando
para os perigos da aceleração dos desejos e do egoísmo; da ânsia, ansiedade:
angústia, aflição, grande inquietude, impaciência, sofreguidão, avidez de
consumo, marca registrada da sociedade atual.
Aproveitei a
notícia oferecida no site do Yahoo – para voltar ao assunto: Ansiedade –
Distúrbios do sono.
Medicamentos
para insônia e ansiedade aumentam risco de morte, diz pesquisa
Tomar
remédios para tratar a insônia e a ansiedade aumenta o risco de mortalidade em
36%, de acordo com estudo publicado no Canadian Journal of Psychiatry. Isso
porque, entre outros problemas, as pílulas para dormir e os ansiolíticos afetam
o tempo de reação, atenção e coordenação das pessoas, podendo causar quedas e
outros acidentes.
A pesquisa
foi realizada pela professora Geneviève Belleville, da faculdade de psicologia
da Universidade Laval, no Quebec, Canadá. Ela utilizou informações sobre 14 mil
canadenses, com idades entre 18 e 102 anos, reunidas entre 1994 e 2007 pelo
instituto de estatística nacional.
Durante esse
período, 15,7% das pessoas que alegaram ter tomado ao menos uma vez medicamento
contra a insônia ou a ansiedade no mês anterior à entrevista faleceram. Entre
aqueles que relataram não ter usado esses medicamentos, a taxa de mortalidade
foi menor, de 10,5%.
Após
analisar fatores pessoais que podem interferir no risco de mortalidade - como o
consumo de álcool e tabaco, a prática de atividade física e a presença de
sintomas depressivos entre os participantes - Geneviève concluiu que o consumo
de soníferos e ansiolíticos aumenta o risco de mortalidade em 36%.
Segundo a
pesquisadora, esses medicamentos, além dos problemas já citados, podem gerar um
efeito inibidor sobre o sistema respiratório, o que agravaria problemas de
respiração durante o sono. Ambos também são inibidores do sistema nervoso
central o que pode afetar o julgamento e, como consequência, aumenta o risco de
suicídio.
Resolver o
problema da ansiedade mórbida e da insônia é simples – mas, jamais será
drogando-se.
Quantos
medicamentos o amigo toma ao dia? – O que pode ocorrer da sua interação? –
Quais poderiam ser deixados de lado? – Será que o uso continuado de
medicamentos sem a contrapartida da tentativa de mudanças na forma de viver
será considerado suicídio?
AMÉRICO
CANHOTO-Xepa Côsmica.
domingo, 16 de julho de 2017
“OS TEMPOS SÃO CHEGADOS, QUANDO VIRES “FOMES”, “PESTES”, “TEMPESTADES”, “GUERRAS”, “TERREMOTOS”, NÃO VOS ASSUSTEIS, É O COMEÇO DAS DORES”
"Quem
tem olhos de ver, que veja! "Quem tem ouvidos de ouvir, que ouça"! A
Humanidade realizou, até este dia. Incontestáveis progressos; os homens, por
sua inteligência, chegaram a resultados que jamais tinham atingido com relação
às ciências, às artes e ao bem-estar material; resta-lhes, ainda, um imenso
progresso a realizar: é o de fazer reinar entre eles a caridade, a fraternidade
e a solidariedade, para assegurar o seu bem-estar moral.
Não o podiam
nem com suas crenças, nem com suas instituições antiquadas, restos de uma outra
época, boas em uma certa época, suficientes para um estado transitório, mas
que, tendo dado o que elas comportam, seriam um atraso hoje.
Tal uma
criança é estimulada por móveis, impotentes quando vem a idade madura. Não é
mais somente o desenvolvimento da inteligência que é necessário aos homens, é a
elevação do sentimento, e para isto é preciso destruir tudo o que poderia
superexcitar neles o egoísmo e o orgulho.
Tal é o
período onde vão entrar doravante, e que marcará as fases principais da
Humanidade. Esta fase que se elabora neste momento, é o complemento necessário
do estado precedente, como a idade viril é o complemento da juventude; ela
podia, pois, ser prevista e predita antecipadamente, e é por isto que se diz
que os tempos marcados por Deus são chegados.
Neste tempo,
não se trata de uma mudança parcial, de uma renovação limitada a uma região, a
um povo, a uma raça; é um movimento universal que se opera no sentido do
progresso moral.
Uma nova
ordem de coisas tende a se estabelecer, e os homens que lhe são os mais opostos
nela trabalham com o seu desconhecimento; a geração futura, desembaraçada das
escórias do velho mundo e formada de elementos mais depurados, achar-se-á
animada de ideias e de sentimentos diferentes da geração presente que se vai a
passos de gigante.
O velho
mundo estará morto, e viverá na história, como hoje os tempos da Idade Média,
com seus costumes bárbaros e suas crenças supersticiosas.
De resto,
cada um sabe que a ordem das coisas atuais deixa a desejar; depois de ver, de
alguma sorte, esgotar o bem-estar material, que é o produto da inteligência,
chega-se a compreender que o complemento desse bem-estar não pode estar senão
no desenvolvimento moral.
Quanto mais
se avança, mais se sente o que falta, sem, no entanto, poder ainda defini-lo
claramente: é o efeito do trabalho intimo que se opera para a regeneração;
têm-se desejos, aspirações que são como o pressentimento de um estado melhor.
Mas uma
mudança tão radical, quanto a que se elabora, não pode se realizar sem comoção;
a luta inevitável entre as ideias, e quem diz luta, diz alternativa de sucesso
e de revés; no entanto, como as ideias novas são as do progresso, e que o
progresso está nas leis da Natureza, elas não podem deixar de se impor sobre as
ideias retrógradas.
Forçosamente,
desse conflito, surgirão as perturbações temporárias, até que o terreno seja
desobstruído dos obstáculos que se opõem ao estabelecimento de um novo edifício
social.
Da luta das ideias
é que surgirão os graves acontecimentos anunciados, e não cataclismos, ou
catástrofes puramente materiais. Os cataclismos gerais eram a consequência do
estado de formação da Terra; hoje, não são mais as entranhas do globo que se
agitam, são as da Humanidade.
A Humanidade
é um ser coletivo em que se operam as mesmas revoluções morais que em cada ser
individual, com esta diferença de que umas se cumprem de ano em ano, e as
outras de século em século.
Que sejam
acompanhadas, em suas evoluções através do tempo, e ver-se-á a vida das
diversas raças marcadas por períodos que dão a cada época uma fisionomia
particular.
Ao lado dos
movimentos parciais, há um movimento geral que dá o impulso à Humanidade
inteira; mas o progresso de cada parte do conjunto é relativo ao seu grau de
adiantamento.
Tal será uma
família composta de vários filhos dos quais o mais jovem está no berço e o
primogênito com a idade de dez anos, por exemplo. Em dez anos, o primogênito
terá vinte anos e será um homem; o mais jovem terá dez anos e, embora mais
avançado, será ainda uma criança; mas, a seu turno, tornar-se-á um homem.
Assim é com
as diferentes frações da Humanidade; os mais atrasados avançam, mas não
saberão, de um pulo, alcançar o nível dos mais avançados.
A
Humanidade, tornada adulta, tem novas necessidades, aspirações mais largas,
mais elevadas; compreende o vazio das ideias das quais foi embalada, a
insuficiência de suas instituições para a sua felicidade; ela não encontra
mais, no estado das coisas, as satisfações legitimas para as quais se sente
chamada; por isso ela sacode coeiros, e se lança impelida por uma força
irresistível, para as margens desconhecidas, para descoberta de novos
horizontes menos limitados.
E é no
momento em que ela se encontra muito pobremente em sua esfera material, onde a
vida intelectual transborda, onde o sentimento da espiritualidade desabrocha,
quantos homens, pretensos filósofos, esperam encher o vazio por doutrinas do
niilismo e do materialismo!
Estranha
aberração! Esses mesmos homens que pretendem impeli-la para a frente, se
esforçam por circunscrevê-la no circulo estreito da matéria; de onde ela aspira
sair; e lhe fecham o aspecto da vida infinita, e lhe dizem, em lhe mostrando o
túmulo: Nec plus ultra!
A
fraternidade deve ser a pedra angular da nova ordem social; mas não há
fraternidade real, sólida e efetiva se não estiver apoiada sobre uma base
inabalável; essa base é a fé; não a fé de tais ou tais dogmas particulares que
mudam com o tempo e os povos e se lançam pedras, porque, anatematizando-se,
entretêm o antagonismo; mas a fé nos princípios fundamentais que todo o mundo
pode aceitar Deus, a a/ma, o futuro, O PROGRESSO INDIVIDUAL, INDEFINIDO, A
PERPETUIDADE DAS RELAÇÕES ENTRE OS SERES.
Quando todos
os homens estiverem convencidos de que Deus é o mesmo para todos, que esse
Deus, soberanamente justo e bom, nada pode querer de injusto, que o mal vem dos
homens e não dele, se olharão como filhos de um mesmo pai e se estenderão a
mão.
É esta fé
que o Espiritismo dá, e que será doravante o pivô sobre o qual se moverá o
gênero humano, quaisquer que sejam suas maneiras de adorá-lo e suas crenças
particulares, que o Espiritismo respeita, mas da qual não tem que se ocupar. Só
dessa fé pode sair o verdadeiro progresso moral, porque só ela dá uma sanção
lógica aos direitos legítimos e aos deveres; sem ela, o direito é aquele que dá
a força; o dever, um código humano imposto pelo constrangimento.
Sem ela, o
que é o homem? um pouco de matéria que se desfaz, um ser efêmero que não faz
senso passar; o próprio gênio o uma centelha que brilha um instante para se
apagar para sempre; certamente, não há ali de que se isentar muito aos seus
próprios olhos.
Com um tal
pensamento, onde estão realmente os direitos e os deveres? Qual é o objetivo do
progresso? Sozinha, esta fé faz sentir ao homem sua dignidade pela perpetuidade
e o progresso do seu ser.
Não num
futuro mesquinho e circunscrito à personalidade, mas grandioso e esplêndido;
seu pensamento se eleva acima da Terra; sente-se crescer pensando que tem seu
papel no Universo e que esse Universo é seu domínio que poderá um dia
percorrer, e que a morte dele não fará uma nulidade, ou um ser inútil a si
mesmo e aos outros.
O progresso
intelectual realizado até este dia. nas mas vastas proporções, é um grande
passo, e marca a primeira fase da Humanidade, mas sozinho é impotente para
regenerá-la; enquanto o homem for dominado pelo orgulho e pelo egoísmo,
utilizará sua inteligência e seus conhecimentos em proveito de suas paixões e
de seus interesses pessoais; é por isso que os aplica ao aperfeiçoamento dos
meios de prejudicar aos outros e de se entre destruírem.
Só o
progresso moral pode assegurar a felicidade dos homens sobre a Terra, colocando
um freio às más paixões; só ele pode fazer reinar entre eles a concórdia, a
paz, a fraternidade. Será ele que abaixará as barreiras dos povos, que fará
tombar os preconceitos de casta, e calar os antagonismos de seitas, ensinando
aos homens a se olharem como irmãos, chamados para se entre ajudarem e não
viverem às expensas uns dos outros.
Será ainda o
progresso moral, secundado aqui pelo progresso da
inteligência,
que confundirá os homens numa mesma crença, estabelecida sobre as verdades
eternas, não sujeitas à discussão e, por isto mesmo, aceitas por todos.
A unidade de
crença será o laço mais poderoso, o mais sólido fundamento da fraternidade
universal, quebrado em todos os tempos pelos antagonismos religiosos que
dividem os povos e as famílias, que fazem ver no próximo inimigos que é preciso
fugir, combater, exterminar, em lugar de irmãos que é preciso amar.
Um sinal não
menos característico do período em que entramos, é a reação evidente que se
opera no sentido das ideias espiritualistas, uma repulsa instintiva se
manifesta contra as ideias materialistas, cujos representantes se tornam menos
numerosos ou menos absolutos.
O espirito
de incredulidade que tinha se apoderado das massas, ignorantes ou esclarecidas,
e lhe tinha feito rejeitar, com a forma, o próprio fundo de toda crença, parece
Ter tido um sono ao sair do qual experimenta a necessidade de respirar um ar
mais vivificante.
Involuntariamente,
onde o vazio se fez, procura-se alguma coisa, um ponto de apoio, uma esperança.
Neste grande
movimento regenerador, o Espiritismo tem um papel considerável, não o
Espiritismo ridículo inventado por uma critica zombeteira, mas o Espiritismo
filosófico, tal como o compreende quem se dá ao trabalho de procurar a amêndoa
sob a casca.
Já dissemos
em outro lugar: "Quanto mais uma ideia é grande, mais encontra ela
adversários, e pode se medir sua importância pela violência dos ataques dos
quais é objeto."
O número dos
retardatários é ainda grande, sem dúvida, mas o que podem contra a onda que
cresce, senão nela lançar algumas pedras? Esta onda é a regeneração que se
ergue, ao passo que eles desaparecem com a geração que se vai cada dia a
grandes passos. Até lá defenderão o terreno palmo a palmo; há, pois, uma luta
inevitável, mas uma luta desigual, porque é a do passado decrépito que cai em
farrapos, contra o futuro juvenil; da estagnação contra o progresso; da
criatura contra a vontade de Deus, porque os tempos marcados para ele estão
chegados.
Allan
Kardec. Revista Espírita, outubro de 1866.
“ A VIDA PROSSEGUE: MORRER NÃO É O FIM.”
Quem de nós
já não experimentou a súbita ausência de um ente querido?
Quem de nós
já não sentiu profunda saudade de um afeto que, não estando mais no mundo
corpóreo, deixa uma aparente lacuna em nossa vida?
Mesmo
expressando fé em palavras ou em muitas de nossas atitudes, a tristeza da falta
do contato, da ausência do sorriso, da impossibilidade de um abraço acaba por
nos fazer agir com imensa tristeza diante da morte.
Não é fácil
se despedir de um ente querido, mesmo idoso ou longamente doente, quando já nos
era sabido que a ausência física ocorreria em breve.
Com certeza,
a ausência aparentemente definitiva daquele a quem demos apenas um até logo é
muito mais difícil de entender ou aceitar.
A mãe que
recebe a notícia da morte de um filho que deveria, em algumas horas, estar de
retorno ao lar deverá encontrar forças imensas para ir adiante.
O esposo que
descobre que a amada esposa não chegará daquela viagem, possivelmente tem a
sensação de que o chão lhe treme.
Mas, por que
será que a morte não é por nós vista como um adeus temporário? Por que a
certeza da sobrevivência da alma ou Espírito, tão comum entre diversas
religiões, não nos dá consolo imediato?
Sabemos que
o que chamamos de morte é apenas a morte do corpo físico, pois o Espírito ou
alma é eterno, e esta crença é verdade para grande parte da Humanidade.
Acostumados
a valorizar a vida material acabamos por dar um grande valor à morte física,
nos esquecendo frequentemente de que ela é só do corpo, jamais do Espírito.
Se realmente
temos fé, se realmente nossa crença está alicerçada no coração e na mente, o
consolo virá e será mais facilmente aceito.
Deus, em sua
infinita bondade e justiça, não interromperia a vida física de um jovem sem um
motivo; não afastaria, de modo aparentemente irremediável, um ente da família
sem uma razão.
O que ocorre
é que, vivendo em um corpo físico, nosso Espírito não lembra dos momentos em
que, com alegria e determinação, participou de sua programação de vida,
incluindo o tempo que esta duraria.
Lembramos,
então, da necessidade de uma fé sólida e inabalável, que pode e deve ser
questionada, para que possa ser vivenciada de maneira consciente, mas jamais
esquecida.
Francisco
Cândido Xavier, o grande médium reconhecido e respeitado mundo afora, nos
trouxe, através da sua mediunidade psicográfica, inúmeras notícias do outro
lado, nos dando provas de que a vida prossegue, e que os sentimentos continuam.
Muitas
famílias tiveram a felicidade de saber que seus amores continuavam vivos, em
outro plano, e que o sentimento de amor sobrevivera à separação física.
Não foram
poucas as mensagens pedindo que não houvesse tristeza, pois esta podia ser
sentida por quem morrera e, frequentemente, lhe dificultava o caminhar.
Os
sentimentos, sejam alegres ou tristes, são percebidos por nossos amores em
outro plano e eles sentir-se-ão tristes ou felizes, tal qual nós, deste lado,
sentimos.
A tristeza é
normal no primeiro momento, a saudade perfeitamente aceitável mas, jamais o
desespero, a revolta, a procura infindável de um responsável.
A oração,
instrumento acessível a qualquer pessoa, independentemente de sua crença, é
valioso meio de buscarmos forças e de enviarmos nossos sentimentos de amor a
quem já partiu deste plano físico.
Redação do
Momento Espírita.
sábado, 15 de julho de 2017
“A MORTE INCOMPREENDIDA”
O escritor
inglês Somerset Maugham escrevendo, à oriental, narra uma história muito
peculiar, que tentarei sintetizar.
Vivia numa
casa de campo em Bagdá, um homem rico, possuidor de um hábito especial.
Diariamente, usava uma era perfumada que mandava comprar no mercado. Um servo
jovem era incumbido da tarefa, havendo lhe sucedido um dia, ter um encontro com
a morte, em plena praça. Ante a surpresa de ambos, a mesma introduziu a mão na
capa negra e retirou uma pequena caderneta.
Aproveitando-se
da ocorrência, o moço disparou numa correria à herdade e disse ao amo que a
havia encontrado e tinha certeza que ela viera arrebatar-lhe a vida.
Como existia
uma propalada informação de que a morte, não encontrando a sua vítima,
concedia-lhe mais dez anos de vida, ele solicitava o auxílio do senhor.
Comovido, o
amo ofereceu-lhe o melhor cavalo, a fim de que ele fugisse da cidade para
Samarra.
Ao cair da
tarde daquele mesmo dia, o patrão foi realizar a compra, quando encontrou a
terrível megera. Enfrentou-a e perguntou-lhe por que, pela segunda vez, o
perturbava. Ignorando de que se tratava, a detestável pareceu surpresa e, ao
tomar conhecimento, explicou-lhe que também ela estava assustada, porque tinha,
sim, um encontro com aquele jovem, mas não pela manhã, e sim, à tarde, quando
seguiria a Samarra.
O escritor
reporta-se à inevitabilidade do fenômeno da morte.
Quando se
está preparado, aguardando-a, ela não vem, mas, ao contrário, quando menos se
espera, ei-la presente.
Num lar
ditoso, é capaz de abandonar o idoso enfermo e optar por consumir o jovem ou a
criança sonhadora, deixando sombras e dores indefiníveis.
A morte
orgânica é uma fatalidade imprevisível.
Tudo que
nasce, morre.
Indispensável
que todos pensemos, com certa frequência, na consumpção orgânica através da
morte do corpo e interroguemos o que lhe sucederá.
Filósofos,
poetas, escritores, artistas, sábios de todos os tempos têm-se voltado para o
estudo desse fenômeno, e a maioria concluiu que a vida não se acaba quando o
corpo se extingue.
A
experiência carnal é bênção que permite ao ser humano desdobrar a Presença
Divina que nele reina e alcançar a plenitude através das sucessivas
reencarnações.
Em cada
etapa, o indivíduo escreve o futuro, construindo a alegria de uma existência
saudável ou o sofrimento, com o caráter redentor dos lamentáveis comportamentos
a que se haja entregado no passado.
É
indispensável, pois, que todos pensemos naquilo que acontecerá ao Espírito que
somos, após a libertação carnal.
Sócrates,
quando condenado, no instante da desencarnação asseverou que iria comprovar o
que ensinara, tal a certeza da sobrevivência que o animava a sofismar e
acreditar na Imortalidade.
Divaldo
Pereira Franco- Artigo publicado no
jornal A Tarde, coluna Opinião, em 15.6.2017.
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