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segunda-feira, 11 de setembro de 2017
domingo, 10 de setembro de 2017
“8 PRINCÍPIOS BÁSICOS A VIDA “- Quando você estiver atravessando um profundo sofrimento procure lembrar destes princípios...
1 – Não há
mal que dure para sempre. Qualquer dor, ou sofrimento que você esteja passando
é necessariamente passageiro. Por mais que demore e por mais que o sofrimento
pareça eterno, um dia ele sempre terá um fim.
2 – Você não
é a única pessoa a sofrer no mundo. Nosso sofrimento sempre parece maior, pois
estamos sentindo-o diretamente, em nós mesmos. Mas basta olhar para o lado e
ver o quanto cada pessoa no mundo sofre de igual forma, ou até mais gravemente
que nós.
3 – Pense
que, se o sofrimento fosse menor, ele poderia não ser suficiente para provocar
um movimento em você e te tirar do conformismo. No momento em que o sofrimento
se torna insuportável, esse limite nos força a tomar uma atitude e a buscar um
desenvolvimento. Se alguma parte do seu organismo não começasse a doer
fortemente, você não saberia que ele precisa de cuidados, e não buscaria a
cura. Da mesma forma, quando há uma enfermidade da alma precisando de
purificação interior, é necessário que a dor nos tire da inação e nos mostre o
caminho. Logo, não reclame da dor, tome-a como a base de sua transformação e do
seu desapego das coisas fúteis e efêmeras.
4 – Tal como
uma criança grita e se debate quando toma uma vacina, nós também reclamamos e
esperneamos quando Deus nos coloca diante das vacinas doloridas da vida. Da
mesma forma que a vacina irá imunizar a criança e evitar doenças futuras, assim
também o sofrimento advindo das adversidades da vida tem o poder de imunizar
nosso espírito e nos libertar das futuras doenças da alma.
5 – Uma
grande lição do sofrimento é que só aprendemos uma coisa quando a realizamos e
sentimos. É como o aluno de natação e seu professor. Por mais que o professor
explique a teoria da natação, num dado momento o aluno precisará mergulhar na
água e se virar sozinho para conseguir nadar. É certo que, em algum momento o
professor precisa jogar a pessoa na água, e deixa-la sozinha, para que ela
aprenda a nadar pelos seus próprios meios e recursos, sem depender mais de
ninguém. Em essência, Deus faz isso para que cada pessoa cresça por si mesma e
se torne independente, pois é assim que evoluímos espiritualmente. Por esse
motivo, Deus nos coloca num mundo de sofrimento para que, sem nenhuma ajuda nos
momentos difíceis, possamos aprender as sagradas lições da vida.
6 – Saiba
que, se os sofrimentos da vida fossem simples de serem vencidos, o mérito
espiritual seria igualmente simples, e pouco traria de benefícios espirituais
para nosso espírito. Quanto maior o sofrimento, maior o mérito em supera-lo, e
consequentemente, maior a conquista espiritual. Portanto, não reclame do
sofrimento, agradeça a Deus a oportunidade de atravessar uma provação.
7 – Os
sofrimentos da vida mundana podem ser comparados aos sofrimentos que passamos
na infância. Quando somos crianças, as pequenas tribulações de briguinhas com
colegas, lutas por brinquedos, ciúmes dos irmãos, gozações dos meninos, tudo
isso parece terrível. Naquela fase esses probleminhas parecem imensos, mas após
nosso crescimento e amadurecimento volvemos o olhar novamente à infância e nos
damos conta do quão irrisórios e insignificantes eram esses problemas. Os
adultos podem até deixar de lado pequenas rixas infantis por descobrirem o seu
caráter banal. O que acontece na infância com a visão da fase adulta, é
semelhante ao que ocorre na visão do espírito no plano espiritual em relação
aos sofrimentos do mundo. Percebemos a sua natureza transitória e sua total
irrelevância diante da eternidade da vida espiritual.
8 – E por
fim, não se esqueça: Deus nos dá a cruz do sofrimento na medida em que podemos
carrega-la. Se Deus desse uma cruz mais pesada do que alguém poderia
conduzi-la, ele seria um Deus injusto. Como Deus é a inteligência perfeita e
infinita, Ele te conhece muito melhor do que ti mesmo, e sabe que você é capaz
de carregar uma pesada cruz. Logo, não reclame da injustiça do sofrimento, tome
para si a sua cruz, pois ela foi esculpida pelo carpinteiro cósmico, que
conhece tuas forças e sabe que você é capaz de passar pelos labirintos tortuosos
da vida e conseguir a sagrada purificação interior.
(Hugo Lapa)
“BALA PERDIDA NA VISÃO ESPÍRITA”
A "bala
perdida" está atormentando a vida do carioca, sem que haja, das
autoridades competentes, iniciativas eficazes, saneadoras ou preventivas, a
esse ato de violência em nossa cidade. As próprias religiões tradicionais
também não vêm a público trazer uma palavra de alento, muito menos de
esclarecimento do porquê da "bala perdida". Restringem-se a medidas
paliativas, ou seja, aquelas atuantes nos eleitos, não nas causas.
Malgrado
toda cultura acumulada, o homem, apesar de já ter enfrentado tantos desafios -
ir à Lua, daqui a pouco vai a Marte, além de outros feitos notáveis nos vários
setores da vida -, não consegue explicação para porfia bem menor, ocorrências
comezinhas, se encaradas dentro de um entendimento espírita.
A dor e o
sofrimento das pessoas envolvidas em tais eventos são mais do que respeitáveis,
são importantes para nós, tocam-nos profundamente a sensibilidade, porque a dor
do próximo já não é só dele, é do espírita também. Dói muito vermos pessoas,
irmãs queridas em humanidade, sofrerem tanto por ignorância espiritual. Resulta
daí sabermos, pelo fato de buscarmos a verdade, que todo desespero é resultado
da falta de conhecimento, da ausência de uma estruturação religiosa capacitada
a trazer conforto, consolação e resignação nessas horas, principalmente. Esses
assuntos, como suas explicações lógicas, acham-se na Doutrina Espírita, só
nela, e são oferecidas aos seus profitentes. Quanto a serem compreendidas e
praticadas, é outra coisa.
Para o homem
sem melhor conhecimento espiritual, a "bala perdida" decorre da
atuação de forças cegas como o acaso, o azar, a má sorte ou então "coisas
da fatalidade". Falta a essas pessoas uma concepção firme e racional de
suas próprias condições de vida, apesar de alimentarem, muitas vezes, convicções
espiritualistas e crença na imortalidade.
Elas não
sabem por que vivem, qual o objetivo, o sentido da vida, como se deve viver,
que tipo de fé alimentar em Deus, e o que Dele aguardar.
Fosse a vida
uma só, entre o berço e o túmulo, e sendo a Justiça Divina perfeita e
iniludível, a "bala perdida" ficaria incompreendida, seria ilógica,
porque existe um vazio muito grande em se desejando conciliar "uma só
existência" e a "Justiça de Deus" lacuna perfeitamente
preenchida pelo Espiritismo e a reencarnação, esta, base fundamental de suas
estruturas postulares.
Explicações
para fatos como "bala perdida", sem respaldo na Justiça Divina, é
cair naquilo que disse Jesus: "...cego guiando cego, ambos cairão no
fosso". Não há como desvincular a Justiça Divina de todos os acontecimentos
aqui na Terra, como em toda a vida universal. Deus não desconhece o que se
passou, passa-se e passará com suas criaturas no transcurso de suas
existências, aqui ou lá. Assim sendo, o infrator da Lei de Amor experienciará
sempre o resultado de suas ações, hoje ou amanhã, nesta vida ou noutra, pelos
canais reencarnatórios.
O que para
os olhos e juízo do homem da Terra são terríveis coincidências, ainda mais
quando o fato o atinge dolorosamente, na realidade vemos aí a dinâmica da
Justiça Divina, cobrando o que se lhe é devido. Sem essa compreensão os
atributos de Deus seriam um engodo... e não são.
Colocasse o
homem as vistas na vida espiritual, soubesse racionalmente da sua condição de
espírito. imortal em processo de aperfeiçoamento moral, e cuja meta finalista é
a perfeição, fatos como os da "bala perdida" não causariam tantos
males nas pessoas envolvidas com ela, não provocariam tantas emoções em tantas
pessoas.
Perguntado
aos espíritos superiores sobre a síndrome da bala perdida obtivemos a seguinte
resposta:
P- E no caso
das armas disparadas a esmo, cujo projétil acaba acertando alguém?
R- Essa
energia que nos envolve é a expansão do nosso perispírito que, além de formar
um campo protetor natural, amplia a sensibilidade do espírito encarnado, o que
lhe permite, através do sensório, detectar o perigo com antecedência. No caso
em questão, o subconsciente informado do perigo iminente automaticamente leva o
encarnado a se mover naquele instante, evitando ser atingido. Caso a morte
nessas condições se constitua em necessidade expiatória, e é chegada a hora de
cumpri-la, acontece o oposto: mesmo se estiver fora de alcance do perigo, ao
mover-se, é mortalmente atingido.
Não
olvidemos onde se encontra o verdadeiro mal. Para a maioria absoluta, no fato
em si, quando na verdade se encontra nas consequências. Se estas forem boas, o
fato, apesar de toda aparência má, será bom. O inverso também é verdadeiro. O
fato bom oferece, muitas vezes, consequências dolorosas, trágicas. Toda a
aparência boa dele era enganosa. Quem não conhece casamentos suntuosos, por
exemplo, com toda aparência de felicidade, que acabaram em tragédias
lamentáveis? Jesus precisa ser muito estudado em suas anunciações. Duas delas,
que se encaixam perfeitamente no evento "bala-perdida", são as
seguintes: "Há necessidade do escândalo, mas ai do homem por quem o
escândalo venha". (Mateus 5:29/ 30) e "Quem tem ouvidos para ouvir,
ouça" (Mateus 11:15). Quem compreende tais citações, correlacioná-las,
compreenderá esta síndrome do carioca.
Se Deus, que
é todo previdência, providência e presciência além de todo poderoso em graus
infinitos. permite que tais acontecimentos prevaleçam, é porque eles são
necessários, visam o nosso progresso, o ajuste do faltoso com a Lei, e,
consequentemente, a nossa felicidade, afirma-nos a lógica.
André Luiz,
no livro "O Espírito da Verdade", edição FEB, diz-nos que,
"Antes de sermos bons ou maus para com os outros, somos bons ou maus para
nós mesmos"; os Espíritos Nobres nos asseveram que. "colheremos de
conformidade com o nosso plantio"; a voz popular fala na "lei do
retorno" e também "aqui se faz aqui se paga"; Jesus assinalou,
em Mateus 16:27 "(...) dará a cada um segundo as suas obras".
Raciocinemos; não deterão essas afirmações uma verdade?
Resumindo: a
dor que fizemos, deliberadamente, o outro sofrer, é a dor que vamos suportar,
na mesma intensidade, sem necessariamente ser dentro das mesmas circunstâncias.
Nesta reencarnação ou noutra, não há como fugir, esquivar-se deste mecanismo da
Lei de Ação e Reação, sempre acionada por Deus, e só Ele.
Ter fé,
acreditar, efetivamente, é uma carência nossa, entretanto, mais imprescindível
é Saber. Nesses acontecimentos, pois, de "bala perdida", de perdidas
elas não têm nada. Vão ao endereço certo, "nunca batem na porta errada".
Se isto acontecesse, ter-se-ia a negação dos atributos divinos, Deus não seria
o que é, "Inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas Quando o
homem aprender essas verdades, será feliz, porque deixar-se-á conduzir pela Lei
de Amor e Perdão vivenciada por Jesus.
Revista
Espírita Allan Kardec, nº 39.
Fonte:
Portal do Espírito, por Adésio Alves Machado
“O MARAVILHOSO RESGATE REALIZADO PELAS UNIDADES SOCORRISTAS DA ESPIRITUALIDADE”!
Equipes
espirituais de socorro têm sempre o seu dirigente, um Espírito mais evoluído,
portador de grandes conhecimentos, com grande elevação moral, que orienta os
trabalhos e deles participa ativamente. Todos os demais componentes das equipes
têm, também, as suas funções, havendo aqueles que participam dos trabalhos até
mais no sentido do próprio aprendizado. Os trabalhos de socorro, em algumas
oportunidades, não prescindem da colaboração dos Espíritos encarnados que, na
qualidade de médiuns, doam seus fluidos para as tarefas em que estes são
necessários.
Também a
prece é valioso instrumento de colaboração magnética nas ações curativas
praticadas pelas equipes espirituais. Além disso, o necessitado de socorro é
chamado a colaborar, espiritualmente, em favor de si mesmo, colocando-se em
posição favorável para receber o auxílio.
Há
inumeráveis turmas de socorro que colaboram nos círculos da crosta, voltadas
para as necessidades e para o grau evolutivo de cada Espírito encarnado ou
grupo. Essas turmas são dedicadas à caridade evangélica.
Aliás,
"todas as escolas religiosas dispõem de grandes valores na vida
espiritual", como nos informa André Luiz", para atender os Espíritos
que desencarnam nos mais variados degraus evolutivos e nas mais diversas
condições de crença.
Os milhares
de servidores espirituais que participam desses grupos socorristas estão
ligados a diversas regiões espirituais mais elevadas, onde há Espíritos
benfeitores que velam pelos trabalhadores e inspirando-os em suas tarefas de
amparo fraternal. O auxílio é desinteressado, e os trabalhos são os mais
eficientes e dignos.
São
conhecidos os diferentes grupos de trabalho das Fraternidades do mundo
extrafísico. Na esfera de ação da Federação Espírita do Estado de São Paulo,
por exemplo, há a Fraternidade dirigida pelo Espírito Dr. Bezerra de Menezes,
com atividades médicas e investigações científicas para curas físicas; a
Fraternidade dos Cruzados, dirigida por Ismael, para proteção da Federação e
dos lares dos trabalhadores no campo mediúnico.
Admite-se a
existência de tantas Fraternidades do mundo espiritual quantas são as
diferentes atividades, incluindo vigilância, assistência, pesquisas,
socorristas, estudos etc.
André Luiz e
outros amigos espirituais têm trazido aos homens informações preciosas das
atividades dos trabalhadores do Bem na erraticidade. Os Espíritos do Bem
compreendendo melhor que os homens o ensinamento de Jesus "que ninguém se
eleva senão através do amor ao próximo", suas atividades socorristas em
busca do aprendizado são certamente mais intensas que as dos homens, porquanto
sabem mais que eles que a vida continua, donde sentir a necessidade de refazer
o caminho percorrido, reequilibrando almas, restabelecendo direitos, ou
reajustando as próprias responsabilidades.
O socorro
espiritual é um labor constante para os Espíritos mais esclarecidos, mais do
que os homens possam imaginar, seja em favor de Espíritos desencarnados, ainda
envolvidos em fluidos espessos, sofrendo a atração da matéria e sob a
influência de apetites grosseiros, seja em favor daqueles que se estão
desencarnando e necessitam de socorro imediato para a própria libertação
perispiritual do invólucro físico, ou, ainda, no socorro dos próprios
encarnados em suas fainas, sempre pedintes da misericórdia divina, que conforta
os tristes, acalma os desesperados, socorre os ignorantes e abençoa os
infelizes.
Dia virá em
que a Medicina Espírita, que "é um processo em desenvolvimento", como
fala J. Herculano Pires (Mediunidade, cap. 12), terá a participação mais direta
e objetiva dos Espíritos nos tratamentos das doenças dos homens.
O
Espiritismo contribui com a mediunidade, e a Medicina, com o saber e a
experiência dos médicos, de tal modo que "os médiuns representam os
médicos espirituais que, através deles, dão a contribuição das observações do
outro lado da vida. Os médicos representam a Medicina da atualidade e procuram
estabelecer as ligações necessárias para um esforço comum em benefício da
Humanidade".
"Pedi e
dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á", disse Jesus Mt
7: 7 a 9), e sua promessa se cumpre através da ação dos Espíritos cooperadores
com a obra do Bem, em atenção ao mérito de cada um e segundo a Vontade do
Senhor.
Não há
aquisição sem trabalho, ou mérito sem esforço próprio, na senda de cada alma
encarnada ou desencarnada.
A imagem
pode conter: 1 pessoa, atividades ao ar livre
Fonte:
Espiriti book por: Antonio Carlos Piesigilli
sábado, 9 de setembro de 2017
“CRISE POLITICA. CORRUPÇÃO E ESPIRITISMO”
O objetivo
central da política é a obtenção do bem comum. O bem comum é “um conjunto de
condições concretas que permite a todos os membros de uma comunidade atingir um
nível de vida à altura da dignidade humana”. Esta dignidade refere-se tanto às
coisas materiais quanto às espirituais. Depreende-se que todo o cidadão deve
ter liberdade de exercer uma profissão e aderir a qualquer culto religioso.
Diz-se, também, que almejar o bem comum é proporcionar a felicidade natural a
todos os habitantes de uma comunidade.
A corrupção,
ou seja, o pagamento de propina para obter vantagens, quer sejam de ordem
financeira ou tráfico de influência, deteriora a obtenção do bem comum, pois
algumas pessoas estão sendo lesadas para que outras obtenham vantagens.
Lembremo-nos de que “todo poder corrompe e todo poder absoluto corrompe
absolutamente”. Significa dizer que sempre teremos que conviver com algum tipo
de corrupção. Eticamente falando, o problema maior está no grau, no tamanho da
corrupção e não a corrupção em si mesma.
No Brasil,
estamos assistindo a uma enxurrada de denúncias, que vão desde o chamado caixa
2 de campanha política, até a compra de votos para aprovar projetos importantes
na área governamental. O vídeo que mostra um funcionário dos Correios recebendo
propina foi o estopim da crise. De lá para cá as denúncias não param. O
deputado Roberto Jefferson, um dos acusados de comandar a propina nos Correios,
saiu distribuindo acusações para todos os lados, no sentido de se defender do
ocorrido.
Diante deste
fato, pergunta-se: que tipo de subsídio o Espiritismo nos fornece para a
compreensão dessa situação? Em O Evangelho Segundo o Espiritismo há alusão aos
escândalos. Primeiramente, Jesus nos fala dos escândalos e que estes deverão
vir, mas “Ai do mundo por causa dos escândalos; pois é necessário que venham
escândalos; mas, ai do homem por quem o escândalo venha”.O escândalo significa
mau exemplo, princípios falsos e abuso do poder. Ele deve ser sempre
considerado do lado positivo, ou seja, como um estímulo para que o ser humano
combata em si mesmo o orgulho, o egoísmo e a vaidade.
Lembremo-nos
também da frase: “Ninguém há que, depois de ter acendido uma candeia, a cubra
com um vaso, ou a ponha debaixo da cama; põe-na sobre o candeeiro, a fim de que
os que entrem vejam a luz; - pois nada há secreto que não haja de ser
descoberto, nem nada oculto que não haja de ser conhecido e de aparecer
publicamente”. (S. LUCAS, cap. VIII, vv. 16 e 17.). A verdade, assim, não pode
ficar oculta para sempre. Deduz-se que aquele que não soube fazer esforços para
se pautar corretamente no bem, sofrerá as consequências de suas ações.
O
Espiritismo auxiliará eficazmente as resoluções de ordem política, porque
propõe substituirmos os impulsos antigos do egoísmo pelos da fraternidade
universal. Allan Kardec propõe, em Obras Póstumas, o regime político que deverá
vigorar no futuro, ou seja, a aristocracia intelecto-moral. Aristocracia - do grego
aristos (melhor) e cracia (poder) significa poder dos melhores. Poder dos
melhores pressupõe que os governantes tenham dado uma direção moral às suas
inteligências.
Somente
quando o poder da inteligência for banhado pelo poder moral e ético é que conseguiremos
atingir um mundo mais justo e mais de acordo com o bem comum, pois os que
governam propiciarão sob todos os meios possíveis a felicidade da maioria.
Fonte: Espirit Book por :Sérgio Biagi Gregório
OS ESPÍRITOS NÃO TRANSAM, NÃO COMEM E NÃO DORMEM!
Embora essa
afirmação vá contra os ventos do movimento espírita atual, é importante
observarmos o que Allan Kardec ensina, em O Livro dos Espíritos, cap. 6,
perguntas 237 em diante:
SEXO:
necessita de órgãos genitais. O Espírito não tem … vai penetrar o que e onde?
(aliás não tem nem sexo, ou seja é assexuado).
SONO:
necessidade de repouso físico: o Espírito não tem mais um corpo e seu descanso
é exclusivamente moral e intelectual.
FOME:
necessidade de reposição química para o organismo, a fim de restabelecer
energias necessárias ao seu funcionamento: o Espírito não tem um corpo físico e
com isso, não tem necessidade de repor energias assim como nós
Os Espíritos
conservam os traços da vida física, mas não suas necessidades. Podem ainda, por
um tempo maior ou menor, experimentar necessidades que possuíam em vida, mas
não são mais as necessidades REAIS, e sim uma impressão em maior ou menor
intensidade, de acordo com sua maior ou menor evolução.
Com isso,
podem supor ainda necessitar de alimentação, sexo, ou sono, mas isso não chega
a ocorrer, tornando-se para uns uma provação. Suas necessidades tornam-se, na
vida espírita, diferentes das nossas, pois, desprovidos de um envoltório
físico, deixam de sofrer as angústias deste, embora algumas vezes sofram outras
ainda maiores, mas ainda assim, tais sofrimentos são exclusivamente morais ou
intelectuais, e não físicos.
Uma pessoa
que tem um dos membros amputados ainda sente o membro durante algum tempo. Não
é o períspirito, como afirmam alguns; o cérebro conservou a impressão, eis
tudo.
Algo
semelhante ocorre com os Espíritos que deixam a vida física. O impacto da vida
ainda repercute sobre eles, durante um tempo, mas pouco a pouco eles recobram a
consciência e a lucidez de Espírito e as antigas necessidades desaparecem,
dando lugar a outras.
Sugiro a
quem interessou o assunto, o estudo de O Livro dos Espíritos, cap. 6 –
PERCEPÇÕES, SENSAÇÕES E SOFRIMENTOS DOS ESPÍRITOS – perguntas 237 em diante.
Sem dúvidas
não possuímos inteligência que nos permita compreender a profundidade da
essência espiritual ou do corpo perispiritual, no entanto possuímos uma base e
não devemos reinventar a roda.
Embora
Kardec não fale abertamente sobre muitos assuntos atuais, não é por isso que
deixou de fornecer elementos que, se bem compreendidos, nos ajudam a
entendê-los. É o que ocorre em relação à questão da alimentação e outras ações
que dizem respeito exclusivamente à natureza animal (corpo físico).
Quando
estamos encarnados, além de termos de suprir nossas necessidades morais e
intelectuais, somos obrigados a suprir também as necessidades físicas. Quando
deixamos a vida física, seja pelo sono, seja pela morte, tais necessidades não
nos acompanham, pois pertencem única e exclusivamente ao corpo.
A confusão
que se faz é que mesmo fora do corpo, conservamos a impressão deste que de
certa forma repercute sobre nós e nos dá a sensação de que ainda necessitamos
de coisas que fazem parte da vida material. No entanto, ter esta sensação não
implica em necessidades reais e o Espírito pode então criar uma ilusão, mas
isso somente para Espíritos que realmente dão maior importância para as
questões materiais que às espirituais.
Principalmente
após a separação da vida física, pela morte, o Espírito, pouco a pouco, recobra
sua lucidez e a impressão do corpo físico desaparece. No caso de Espíritos mais
ligados às questões materiais, essa impressão pode persistir por um tempo maior
ou menor, de acordo com seu grau de evolução e é isso o que estudamos por
“Perturbação Espírita” que, segundo os Espíritos, pode variar de alguns minutos
a alguns milhares de séculos.
Mas o fato
de se estar perturbado não equivale dizer que não há noção do seu estado.
Perturbação Espírita significa adaptação na vida espírita. Companheiros
costumam confundir perturbação espírita com ignorância da morte, ou seja,
atribuem esse princípio a Espíritos que dizem não saber que morreram. Realmente
existem Espíritos nestas condições, mas por quanto tempo? Allan Kardec, em O
Livro dos Médiuns, cita que “é raro um Espírito que em torno de 8 a 10 dias
mais ou menos não tenha noção do seu estado como Espírito”, ou seja, não saiba
que morreu. É raro, e não corriqueiro como o querem alguns espíritas pelo
movimento afora.
Quando o
Espírito está livre da vida física, entrevê sua existência com outros olhos, ou
seja, com outra percepção, independente do seu grau evolutivo. Naturalmente que
se for um Espírito de maior evolução, tal percepção será ampliada na mesma
proporção, mas independente de ser mais ou menos elevado, a visão que possui
sobre as coisas, sob todos os aspectos, é muito diferente daquela que ele
possuía quando em vida física, pois nesta, sua percepção se retinha no
imediato, e na espiritualidade, abrange o infinito. Assim, é muito comum que
deixemos de dar valor às coisas que julgamos mais importantes enquanto
encarnados, assim como uma criança que briga por seu brinquedo e quando se
torna adulto, vê a infantilidade das discussões criadas em torno de um simples objeto.
Se nos
víssemos fora do corpo, possivelmente não nos reconheceríamos, pois quando no
corpo, somos incitados a viver um personagem que desaparece quando estamos
libertos, porque o personagem é imposição atribuída pelos laços físicos. Em
Espírito, não possuímos mais personalidade, mas individualidade; deixamos de
ser fulano ou ciclano, e voltamos a viver, não mais esse personagem, mas um
Espírito individual e imortal, sem nome, sem raça, sem sexo.
Pode me
perguntar: “Mas e quando vemos, lemos, ouvimos sobre Espíritos que se
apresentam com as características da última existência? E esses Espíritos que
se apresentam contando detalhes de sua vida, falando como pais, filhos, mães ou
irmãos? Não apresentam aí uma personalidade?” Sim. Apresentam a personalidade
com a qual foram solicitados. Mas se o chamássemos pelo personagem que ele foi
a três encarnações passadas, ele tomaria então aquela forma e trejeitos, e nos
atenderia de acordo com o personagem ao qual foi solicitado comparecer. O
Espírito não possui identidade, mas pode assumir uma ou outra para melhor se
identificar e geralmente conserva, após a morte, a aparência que teve na última
existência. Mas ainda uma vez: essa aparência não é uma necessidade real,
somente uma opção.
Voltemos às
necessidades físicas.
Os espíritos
não têm mais um corpo físico. Sem o corpo físico, estão livres das necessidades
que este possuía: fome, sede, sono, sexo etc. Isso tudo fazia parte do corpo.
Ocorre que
alguns Espíritos conservam estas necessidades, mas não podemos confundi-las com
as necessidades reais, pois se fossem reais, seriam para todos e não estariam
vinculadas ao grau evolutivo. Se a alimentação fosse uma necessidade do
Espírito, teria que ser para todos e não somente para alguns, assim como aqui
na Terra, bons e maus, justos e injustos, tem que comer. O mesmo para todas as
outras necessidades. Alguns Espíritos, por sua condição moral e intelectual,
podem conservar com maior intensidade os traços da vida física e criar A ILUSÃO
de que ainda precisam se alimentar, mantendo a sensação da fome, mas ainda
assim, não equivale dizer que se alimentarão. “Poxa vida… parece que aprendemos
tudo ao contrário”, você pode me dizer. Não que seja ao contrário, mas que toda
essa teoria é a apresentada por Allan Kardec que deve ser sempre nosso porto
seguro. Foi ele, juntamente com os mais sérios Espíritos, que trouxeram toda
essa teoria. “Mas então deixam que os Espíritos passem fome? Não dão o que
comer a eles? Não é isso uma tremenda falta de caridade?” Bem, se realmente
tais perguntas fizeram parte da sua mente, talvez você ainda não tenha
compreendido a fundo a questão.
Os Espíritos
não tem fome. É apenas uma sensação que passa e quanto mais demora a passar,
maior é a prova desse Espírito. É o mesmo que pensar que os Espíritos faltam
com a caridade por não acenderem a luz para aqueles que se veem na escuridão. A
escuridão é um estado particular de cada um, uma provação dada a alguns
Espíritos; mas a escuridão em si, tal como a vemos na Terra, não existe para o
Espírito. Aqui temos o claro e o escuro, porque nossos olhos precisam da luz
para poder enxergar. Na falta dela, não vemos nada.
O Espírito
não possui olhos, assim como nós, pois os olhos são órgãos materiais. Conserva
a forma, mas forma não equivale a dizer órgãos. Desse modo, o Espírito vê, não
mais por órgãos localizados, mas em todo o seu ser. Não precisa mais da luz
para ver e é por isso que pode ver até mesmo sobre corpos opacos. Se ele pensa
estar na escuridão, essa é uma provação que lhe foi imposta e que deve cessar
assim que cessar a causa que cria em seu ser tal ilusão, ou seja, é um estado
particular.
O mesmo
ocorre com a fome ou com outras necessidades. Não são as necessidades que ele
possuía quando no corpo, mas a sensação destas necessidades. Essa sensação deverá
desaparecer assim que o Espírito se libertar da impressão causada pelo corpo, o
que dura um tempo maior ou menor de acordo com sua evolução e com o apego que
este possuía em relação à vida material. Algo semelhante ocorre com pessoas que
amputam um membro e que durante um tempo ainda sentem a presença do mesmo. O
cérebro conservou a impressão.
O Espírito
não possui cérebro, nem órgãos, mas um corpo perispiritual que lhe transmite
sensações. Após deixar o corpo, assim como a pessoa com o membro amputado,
conserva a impressão do corpo, mas é somente uma impressão e independente se
possui fome, sede, frio, desejos sexuais, como não tem mais um corpo, não há o
que saciar, pois estas sensações são físicas e não do Espírito. Assim como a
pessoa com o membro amputado, que embora sinta coceira no membro que não existe
mais, NÃO O PODERÁ COÇAR, o Espírito, embora sinta a resistência de algumas
necessidades, não poderá supri-las, porque lhe falta o objeto principal, que é
o corpo. Daí surgem para alguns tristes provações.
O que vemos
no movimento espírita atual é uma inversão de valores. Querem que o Espírito
seja lúcido no corpo e tolo como Espírito, quando o que ocorre é o oposto.
Quando estamos encerrados na vida física, grande parte de nossas percepções são
bloqueadas (ver questão 22ª de O Livro dos Espíritos) e somos incitados a viver
o aqui e o agora. Como Espíritos, as coisas se passam de forma muito diferente.
Daí a
importância de Allan Kardec em nossas vidas.
Muitos se
dizem espíritas, mas não sabe sequer qual é a pergunta número 1 de O Livro dos
Espíritos.
Deus abençoe
os nossos passos.
Espírito
Verdade
Fonte:
Espirit Book. Por : Nilza Garcia
sexta-feira, 8 de setembro de 2017
“PODEM A BENÇÃO OU A MALDIÇÃO ATRAIR O BEM OU O MAL SOBRE AQUELES QUE SÃO LANÇADAS?
R: Deus não
escuta a maldição injusta e culpado perante Ele se torna o que o profere. Como
temos os dois gênios opostos, o bem e o mal, pode a maldição exercer
momentaneamente influência, mesmo sobre a matéria. Tal influência, porém, só se
verifica por vontade de Deus como aumento da prova para aquele que é dela
objeto. Demais, o que é comum é serem amaldiçoados os maus e abençoados os
bons. Jamais a benção e a maldição podem desviar da
senda
da justiça a
Providência, que nunca fere o maldito, senão quando mau, e cuja proteção não
acoberta senão aquele que a merece. (questão 557)
O ato de
abençoar implica em desejar o bem de alguém. Assim como a oração, o alcance da
benção depende de nosso envolvimento com ela, dos sentimentos que mobilizamos.
O pai que, displicentemente, abençoa o filho, sem desviar a atenção do programa
de televisão, não vai além das palavras. Já a mãe, que leva a criança ao leito,
conversa com ela, conta-se uma história e a beija carinhosamente, põe a própria
alma ao abençoá-la, envolvendo-a em poderosas vibrações de amor, com salutar
repercussão em seu psiquismo.
Ao contrário
da benção, amaldiçoar é desejar o mal de alguém. O fato de desejarmos que uma
pessoa seja atropelada, não implicará, evidentemente, nesse funesto
acontecimento. Não possuímos poderes para tanto, nem Deus o permitiria. Mas
podemos perturbar nosso desafeto. À semelhança da benção, a maldição é um
pensamento contundente, revestido de carga magnética deletéria, passível de
provocar-lhe reações adversas, como nervosismo, tensão, irritabilidade,
mal-estar. Se, porém, o amaldiçoado é uma pessoa bem ajustada, moral ilibada,
idéias positivas, sentimentos nobres, nada lhe acontecerá. Simplesmente não
haverá receptividade para nossa vibração maldosa. O "olho gordo", o
"mal olhado", o "mal fluido", ou como queiramos chamar, é
repelido ou aceito dependendo de nós. Nós somos o nosso próprio amuleto.
Bênçãos e maldições são como bumerangues, que retornam às nossas mãos quando os
atiramos. Se amaldiçoamos alguém, odientos, o mal que lhe desejamos volta
invariavelmente para nós, precipitando-nos em perturbações e desequilíbrios.
Somos vitimados por nosso próprio veneno. Em contrapartida, aquele que abençoa
alimenta-se de bênçãos, neutralizando até mesmo vibrações negativas de
eventuais desafetos da Terra ou do além. Certamente, em inúmeras
circunstâncias, inspiramos antipatia em pessoas que cruzam nosso caminho.
Impossível agradar a todos. Tudo que podemos desejar é que isso jamais ocorra
em função de uma omissão ou iniciativa infeliz de nossa parte.
Fonte: GRUPO DE ESTUDO ALLAN KARDEC
Por Richard Simonetti
“SÃO AS VÍTIMAS DA INQUISIÇÃO, HOJE REENCARNADAS AS RESPONSÁVEIS PELOS CONFLITOS ATUAIS NO MUNDO? ”
Vem da Idade
Média o ódio de povos de várias nacionalidades, seitas e crenças religiosas
contra os cristãos. E quem são os responsáveis por tudo isso? De acordo com
Manoel Philomeno de Miranda, no livro “Transição Planetária”, somos nós mesmos,
quando, no passado, nos autoproclamando “cristãos”, seguidores da Doutrina de
Jesus, cometemos inumeráveis atrocidades contra o próximo, sob a acusação de
hereges.
Vejamos
alguns trechos do Capítulo 17 do livro citado:
“Em nome de
Jesus, vinculamo-nos ao poder imperial, deixamos de ser perseguidos para nos
tornarmos perseguidores, abandonamos a humildade, sob os mantos do orgulho e da
soberba… Encontramos meios de afastar os inimigos aos quais deveríamos amar, os
antipatizantes que pensávamos conquistar, os equivocados que nos cabia
esclarecer, e demos início às aventuras da loucura, criando as Cruzadas, os
Tribunais do Santo Ofício, as perseguições inclementes aos mouros e judeus, a
todos aqueles que não compartilhavam das nossas ideias, afundando-nos no abismo
das aberrações mais desastrosas. “
“E
martirizamos milhares de trabalhadores de Jesus nos mais diversos setores do
pensamento e dos ideais, somente porque não se submetiam ao talante das nossas
equivocadas determinações.”
“Na
península ibérica, por exemplo, seguindo os exemplos terríveis de outros
países, em nome da hegemonia católica e da fidelidade ao papa, utilizamo-nos de
recursos ignóbeis para permanecermos em domínio político, religioso e cultural
da sociedade, expulsando das formosas terras aqueles que chamávamos de hereges,
somente porque não aceitavam o nosso Jesus. Naturalmente não O aceitavam em
razão dos nossos exemplos de anticristianismo, de perversidade e de presunção
com que nos vestimos para representá-lo, quando Ele se deixou dominar pelo
amor, pela compaixão, pela misericórdia, pelo perdão…”
“E
atualmente, o que ocorre? Não nos fazem recordar os comportamentos cavilosos a
que nos entregamos no passado? É compreensível, portanto, que sejamos alvos que
desejam atingir, em razão do mal que lhes fizemos, quando tivemos ensejo de
ajudá-los a sair das deploráveis situações em que se demoravam. Os seus
sentimentos inamistosos defluem dos ressentimentos que mantêm desde aqueles já
recuados tempos, embora ainda vivos nas carnes das suas almas, que anelam por
desforço e paz, que não têm ideia sequer, pensando que ela virá após atenderem
a sede de vingança a que se entregam.”
“Lares e
vidas foram destroçados, santuários de fé e educandários religiosos foram
praticamente destruídos e a fúria da malta ensandecida, após incendiar as
cidades e perseguir os sobreviventes, hasteou a bandeira da vitória onde antes
tremulava a muçulmana…”
“Expulsos
também os judeus, as suas sinagogas, seus lares foram destruídos, suas vidas
tornadas banais e vendidas a peso de ouro, a fim de poderem permanecer depois
da apostasia das doutrinas a que se vinculavam anteriormente, mudando os
antigos nomes para aqueles que seriam denominados como cristãos. “
A fim de
arrancar-se a confissão do infiel, eram usados todos os meios bárbaros
concebíveis, incluindo-se o empalamento, a roda, a tortura da polé, e tudo
quanto de hediondo a mente humana pode conceber quando enlouquecida. As
mulheres eram violadas, as crianças assassinadas ou vendidas como escravas,
separadas para sempre dos seus pais, os homens válidos eram igualmente
vendidos, os idosos e doentes vilmente mortos após suplícios extenuantes… E
dizíamos que assim nos comportávamos em nome de Jesus e de Sua doutrina…”
Fernando
Rossit- Kardec Rio Preto
“BRUNA ANDRESSA”- UM SUICÍDIO “AO VIVO”, A AGONIA DE SEUS PAIS."
A jovem
Bruna Andressa Borges, de 19 anos, se suicidou e transmitiu ao vivo o ato na
tarde do dia 26 de julho de 2017 na casa de seus pais, na Vila Militar do
bairro Bosque, em Rio Branco, Acre. O vídeo foi transmitido através do
Instagram para 286 seguidores. Bruna era estudante de Ciências Sociais na
Universidade Federal do Acre (Ufac). Antes de se enforcar também publicou
mensagens no Facebook. “Já fui abandonada e julgada pela pessoa que achei que
seria minha melhor amiga, a pessoa que amei me humilhou e riu da minha cara, me
chamou de ridícula. Talvez eu seja, mas não pretendo continuar perguntando para
saber”, escreveu.
Os pais de
Bruna foram encontrados mortos dois dias depois em casa. Os corpos do
subtenente Márcio Augusto de Brito Borges, de 45 anos, e da esposa, a
ex-sargento Claudineia da Silva Borges, 39, estavam na casa onde moravam, na
Vila Militar. As informações da perícia dão conta de que o casal foi encontrado
no mesmo local em que sua filha Bruna cometera suicídio dois dias antes.
Há 7 anos
uma jovem de 15 anos suicidou-se com um tiro de revolver, dentro de uma escola,
em Curitiba. Não houve grito nem pedido de socorro. Em silêncio, ela entrou no
banheiro e se trancou em uma das cinco cabines. Sentada sobre o vaso sanitário,
disparou contra a boca. Três meses antes da tragédia, a jovem procurou os pais
e pediu para que eles a levassem a um psicólogo. Dizia sentir-se triste e
desmotivada. O pai passou a pegá-la na aula de pintura e levá-la, semanalmente,
a um psiquiatra. No inquérito policial sobre o suicídio, apurou-se que ela
tomava benzodiazepínicos (soníferos) para dormir, e outros medicamentos para
controlar a ansiedade que sentia.
Diante dos
dilemas acima indagamos: Como os pais podem proteger os filhos dos
desequilíbrios emocionais que assolam a juventude de hoje? Obviamente, precisam
estar atentos. Interpretar qualquer tentativa ou prenúncio de potencial
suicídio como sinal de alerta. O ideal é procurar ajuda especializada de um
psicólogo e, para os pais espíritas, os recursos terapêuticos dos centros
espíritas. Aproximar-se com mais afinco do filho que apresenta sinais fortes de
introspecção ou depressão. O isolamento e o desamparo podem terminar com aguda
depressão e ódio da vida.
É evidente
que sugerir serem os pais os únicos responsáveis pelo autocídio de um filho é
algo muito delicado e preocupante, pois trata-se um ato pessoal de extremo
desequilíbrio da personalidade, gerado por circunstâncias atuais ou por
reminiscências de existências passadas. Se há culpa dos pais, atribui-se à
negligência, à desatenção, a não perceber as mudanças no comportamento do filho
e a tudo que acontece à sua volta. Sobre isso, estamos convictos de que a
sociedade como um todo é igualmente culpada. Antes de colocar o fardo da culpa
nos pais em primeiro lugar, reflitamos: quem pode controlar a pressão
psicológica que uma montanha de apelos vazios faz na cabeça dos jovens diariamente?
O suicídio é
um ato exclusivamente humano e está presente em todas as culturas. Suas
matrizes causais são numerosas e complexas. Os determinantes do suicídio
patológico estão nas perturbações mentais, depressões graves, melancolias,
desequilíbrios emocionais, delírios crônicos etc. Algumas pessoas nascem com
certas desordens psíquicas, tal como a esquizofrenia e o alcoolismo, o que
aumenta o risco de suicídio. Há os processos depressivos, em que existem perdas
de energia vital no organismo, desvitalizando-o, e, consequentemente,
interferindo em todo o mecanismo imunológico da pessoa.
A religião,
a moral e todas as filosofias condenam o suicídio como contrário às leis da
Natureza. Todas asseveram que ninguém tem o direito de abreviar, voluntariamente,
a vida. Entretanto, por que não se tem esse direito? Por que não é livre o
homem de por termo aos seus sofrimentos? Ao Espiritismo estava reservado
demonstrar, pelo exemplo dos que sucumbiram, que o suicídio não é uma falta
somente por constituir infração de uma lei moral - consideração esta de pouco
peso para certos indivíduos –, mas também um ato estúpido, pois que nada ganha
quem o pratica. Antes, o contrário, é o que se dá com eles na existência
espiritual após esse ato tão insano.
A rigor, não
existe pessoa "fraca", a ponto de não suportar um problema, por
julgá-lo superior às suas forças. O que de fato ocorre é que essa criatura não
sabe como mobilizar a sua vontade própria e enfrentar os desafios. Na Terra, é
preciso ter tranquilidade para viver, até porque não há tormentos e problemas
que durem uma eternidade. Recordemos que Jesus nos assegurou que "O Pai
não dá fardos mais pesados que nossos ombros" e "aquele que
perseverar até o fim, será salvo". [1]
Fonte:
Gazeta Espírita. Por: Jorge Hessen
Referência
bibliográfica:
(1) Mt. 24,1
quinta-feira, 7 de setembro de 2017
“O DESTINO ESPIRITUAL DO BRASIL”
Jesus,
utilizando-se de uma parábola, como sempre fazia para nos ensinar em sua
incomparável pedagogia, disse à multidão, emocionada com suas palavras:
— “Portanto
vos digo que o reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que lhe
produza os respectivos frutos” (1).
O
evangelista Mateus informa, nessa “parábola dos trabalhadores maus”, que “os
principais sacerdotes e os fariseus, ouvindo isso, entenderam que era a
respeito deles que Jesus falava, e, conquanto buscassem prendê-lo, temeram as
multidões, porque estas o consideravam como profeta” (2).
O Espírito
Humberto de Campos, em 1938, escreveu, por intermédio da psicografia sublimada
de Chico Xavier, o livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho,
mostrando a missão da nossa pátria e informando que o reino de Deus foi
retirado daquele povo e entregue ao povo brasileiro. Esse o destino espiritual
do Brasil. Diz ele: “Jesus transplantou da Palestina para a região do Cruzeiro
a árvore magnânima do seu Evangelho” (3).
Dos livros
de Humberto de Campos, Espírito, Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho,
é o único que possui prefácio do amoroso e sábio Emmanuel; os demais, ele mesmo
os prefaciou.
Emmanuel,
nesse prefácio, esclarece: “Este trabalho se destina a explicar a missão da
terra brasileira no mundo moderno. Humboldt, visitando o vale extenso do
Amazonas, exclamou, extasiado, que ali se encontrava o celeiro do mundo. O
grande cientista asseverou uma grande verdade: precisamos, porém, desdobrá-la,
estendendo-a do seu sentido econômico a sua significação espiritual. O Brasil
não está somente destinado a suprir as necessidades materiais dos povos mais
pobres do planeta, mas, também, a facultar ao mundo inteiro uma expressão
consoladora de crença e de fé raciocinada e a ser o maior celeiro de claridades
espirituais do orbe inteiro”.
Ismael é o
guia espiritual do Brasil e encarregado por Jesus de instituir em nossa pátria
a obra do Evangelho. Ismael foi filho de Abraão com Agar, sua serva (4).
Espírito missionário do orbe da Capela, que renunciou às alegrias de suas
conquistas reencarnando na Terra para ajudar os exilados de seu planeta, em
suas trajetórias de sofrimento (5). Certa vez, indagaram a Chico Xavier: “Como
se processam os encontros, nas esferas resplandecentes da Espiritualidade, de
Emmanuel com Ismael? Qual a postura do admirável Espírito do ex-senador romano,
diante da também luminosa entidade a quem confiou Jesus os destinos do
Brasil?”. Ao que o médium respondeu, de forma curta, serena e firme: — “De
joelhos!”.
Emmanuel,
“Espírito santificado”, assim denominado nesse livro por Humberto de Campos
(6). Integrante da equipe de colaboradores devotados a Ismael, como padre jesuíta,
Manuel da Nóbrega veio para o Brasil, em 1543, com Tomé de Souza, o primeiro
governador-geral da colônia. Foi nomeado por D. João III, rei de Portugal, como
o primeiro secretário de Educação, com a incumbência de formar um sistema de
ensino público e gratuito, como também de catequizar os brasileiros (7).
Escreveu o primeiro livro que tivemos em nossas terras: Cartas do Brasil (8).
Continua
Emmanuel falando sobre o livro: “Nossa tarefa visa a esclarecer o ambiente
geral do País, argamassando as suas tradições de fraternidade com o cimento das
verdades puras, porque se a Grécia e a Roma da antiguidade tiveram a sua hora,
como elementos primordiais das origens de toda a civilização do Ocidente; se o
império português e o espanhol se alastraram quase por todo o planeta; se a
França, se a Inglaterra têm tido a sua hora preeminente nos tempos que
assinalam as etapas evolutivas do mundo, o Brasil terá também o seu grande
momento, no relógio que marca os dias da evolução da humanidade”.
Esse livro
foi escrito em 1938. O cenário do Brasil e do mundo eram os piores possíveis.
Naquele ano, haveria eleição no Brasil para a presidência da república, como
ocorre agora, em 2014; entretanto, houve um golpe de Estado, instituindo-se o
“Estado Novo”, com a continuidade do governo de Getúlio Vargas, que já ocupava
o cargo há oito anos. O mundo estava coberto por uma nuvem pestilenta,
prenunciando uma nova guerra mundial, o que se deu um ano depois, em 1939.
Daquele
tempo para os dias de hoje, quanto progresso houve em nosso país e em todo o
mundo. Nós sabemos que ainda existem muitos problemas para resolver, porém,
eles são necessários ao nosso aprendizado. A vida é uma escola e, assim como na
escola, temos que passar por provas. Se não suportamos os atritos como poderemos
nos tornar polidos? Sem ser polidos, como poderemos brilhar? A cana só libera o
açúcar quando passa na moenda.
Confiemos em
Deus, neste momento de transição em que o Brasil passa por nova escolha de
direção governamental. Estejamos irmanados numa doce aliança de fraternidade e
paz indestrutíveis, com a certeza de que “todas as realizações são feitas com a
luminosa sanção de Jesus, antes de se fixarem nos bastidores do poder
transitório e precário dos homens!”.
Muita paz!
Fonte: Correio Espírita. Por: Itair Ferreira
Notas
bibliográficas
A Bíblia
Sagrada – Tradução de João Ferreira de Almeida – Mateus, 21: 43.
A Bíblia
Sagrada – Tradução de João Ferreira de Almeida – Mateus, 21:45 e 46.
Brasil,
Coração do Mundo, Pátria do Evangelho – Humberto de Campos – Francisco Cândido
Xavier – Esclarecendo – FEB – 31ª edição.
Crônicas de
Além Túmulo – Humberto de Campos – Francisco Cândido Xavier – FEB – 9ª edição –
página 123.
Universo e
Vida – FEB – Universo e Vida – Pelo Espírito Áureo – Hernani T. Santana.
Brasil,
Coração do Mundo, Pátria do Evangelho – Humberto de Campos – Francisco Cândido
Xavier – Esclarecendo – FEB – 31ª edição – página 45.
História da
Educação – Thomas Ransom Giles – página 285.
Amor e
Sabedoria de Emmanuel – Clóvis Tavares – IDE – 6ª edição – suíte fotográfico.
“EXPLICAÇÃO ESPIRITUAL PARA AS DOENÇAS CONGÊNITAS E PARA O NASCIMENTO DE SERES COM DEFORMIDADES FÍSICAS. ”
As religiões
dogmáticas pregam aos seus profitentes o chamado “pecado original”, o qual é
apontado como sendo originado pelo erro primário de desobediência de um
antepassado remoto chamado Adão.
Com todo o
respeito e apreço que tenhamos pelos que acreditam nesse vetusto e ultrapassado
preceito, consideramos que não se pode justificar o porquê espiritual do
nascimento de seres monstruosos, alguns vindo até a lume desprovidos de alguns
órgãos, inclusive do cérebro, caso específico dos anencéfalos, colocando-se a
específica culpa ou origem espiritual em seus respectivos ancestrais.
A Bíblia, ao
contrário, ressalta, com muita propriedade, que a responsabilidade é pessoal,
revelando que cada ser passa por aquilo que é merecedor, não podendo ser
acometido de dolorosas mazelas em decorrência de equívocos cometidos por seus
ascendentes, assim como se encontra no Livro do profeta Ezequiel 18:1- 4): “Os
pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram? Vivo eu, diz o
Senhor Jeová, que nunca mais direis este provérbio em Israel. Eis que todas as
almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma
que pecar, essa morrerá”. O mesmo sensitivo do Antigo Testamento, agora no versículo
20, explica que “... o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai, a
iniquidade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a perversidade do
perverso cairá sobre este”.
Davi, no
Salmo 28, corrobora esse ensinamento bíblico, dizendo: “Paga-lhes segundo as
suas obras, segundo a malícia dos seus atos; dá-lhes conforme a obra de suas
mãos, retribuí-lhes o que merecem”. Finalmente, em “O Novo Testamento”, há a
demonstração desse ensino lógico e racional, por parte do Amado Jesus,
corroborando que cada um será julgado segundo suas obras (Apocalipse 22:12) e
que “se alguém leva para cativeiro, para cativeiro vai” (Apocalipse 13-10).
A Doutrina
Espírita enfatiza que o Espírito é o artífice, o único responsável por sua
caminhada evolutiva, trazendo consigo o prêmio ou o castigo de seus atos,
sabendo-se que o cumprimento da Lei Divina importa em benefício, a transgressão
em pena, sob o juízo exercido por sua própria consciência. A condenação é
transitória, em consonância com o ensinamento crístico: "Em verdade te
digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último
ceitil" (Mateus 5:25-26).
A prisão,
portanto, não é definitiva e, devido à bendita e excelsa reencarnação, existem
meios de serem pagas as dívidas contraídas, através de novas oportunidades de
refazimento, de reparação, visando a reconciliação necessária. O Cristo pôs por terra mais um conceito
dogmático, o do considerado “sofrimento eterno”, em completa discordância com o
Mestre, ensinando que a misericórdia divina é incomensurável e até mesmo chegou
a nos exortar na prática da indulgência com os nossos semelhantes, solicitando
que perdoássemos “setenta vezes sete”, isto é, infinitamente (Mateus 18:
21-22).
BOX 1- A Promessa e o Cumprimento da Vinda do
Consolador
O excelso
Jesus, durante sua gloriosa passagem na Terra, disse que ainda tinha muitas
coisas para dizer, mas a Humanidade não seria capaz de as suportar, exatamente
pelo baixo grau evolutivo moral e intelectual em que ela se situava (João
16:12). Porém, deixou uma esperança, dizendo que não a deixaria órfã
(João14:18), porquanto “o Consolador, que o Pai vai enviar em meu nome,
ensinará todas as coisas e fará lembrar tudo o que vos tenho dito” (João14:26).
Em 1857, na
França, o Consolador Prometido, a Doutrina Espírita, surge, sob a direção do
próprio Jesus (“Espírito da Verdade”) que prometeu retornar ao convívio humano
e assim o fez, continuando na instrução da Humanidade, trazendo novas lições,
principalmente ampliando o conhecimento do chamado corpo espiritual, já
iniciado na Antiguidade e referendado por Paulo de Tarso, na Primeira Epístola
aos Coríntios (15: 44). A Doutrina Espírita também o denomina de períspirito,
sendo o laço de união entre o Espírito e o corpo, responsável pela organização
da forma física.
Pelo mau
proceder em vivências transatas, desejoso de se libertar do tribunal de sua
própria consciência, ansiando se livrar do desajuste em que se situa, o
Espírito sai da prisão, vestindo a roupa de carne e esquecendo-se
transitoriamente do que fez. Contudo, seu corpo espiritual está vincado,
registrando as consequências morais dos desequilíbrios impetrados pelo mau uso
do livre-arbítrio. Então, no momento da formação de sua indumentária física,
estando o molde lesado, a montagem é realizada com defeito.
Daí a
explicação doutrinária para a causa espiritual das doenças, principalmente as
hereditárias, cujo entendimento transcendental se torna impossível pelas
religiões dogmáticas, acreditando infantilmente que o Espírito é criado junto
com o corpo. Em verdade, o Espírito imortal, vivenciando em diversas
experiências os mais variados biótipos psicológicos, se manifesta na matéria
finita e limitada, a qual lhe servirá de campo obrigatório e indispensável de
crescimento e aprendizado, conforme esclarecem as questões 22-a, 25, 107, 113,
132 e 133, entre outras, da obra magnânima básica espiritista, “O Livro dos
Espíritos”.
É digno de consideração que a proposição
da preexistência do Ser Extra físico já tinha sido abordada e confirmada, no
Antigo Testamento, pelo profeta Jeremias (1:4-5), afirmando: “Assim veio a mim
a palavra do Senhor, dizendo: Antes que te formasse no ventre te conheci”. Se
já tinha sido visto ou encontrado antes da sua gênese física, concluímos que o
Espírito estava reencarnando — “importa-vos nascer de novo” (João 3:7), como
ensinou profundamente o Cristo ao erudito Nicodemos, conceituado fariseu do
famoso Sinédrio (Conselho Supremo dos Judeus).
Igualmente,
o fato dos filhos gêmeos de Rebeca serem inimigos já no ventre materno (Gênesis
25:22) ressalta, utilizando o critério da razão e da lógica, que os Espíritos
não foram criados naquele momento e muito menos já constituídos adversários no
cadinho materno. Assim acreditando, estão os escravos do dogma duvidando da
perfeição divina e caracterizando o Criador como sádico ou incompetente
arquiteto das almas.
BOX 2- O Porquê das Doenças Congênitas
Quando a
Genética ensina que as doenças hereditárias são causadas por um gene distônico
ou por cromossomas alterados, em verdade, sob a ótica da realidade invisível às
lentes humanas, está se referindo a uma consequência, desde que a atração do
espermatozoide ou do óvulo comprometido é realizada pelo Espírito com sua
vestimenta astral maculada, vibrando desarmonicamente.
A própria
mutação na sequência de DNA de um determinado gene ou a ação deletéria sobre o
cromossoma, alterando o seu número ou acarretando erro de sua posição ou de sua
localização na célula reprodutora, pode ser originada pela presença prévia da
entidade reencarnante agindo prejudicialmente sobre a sua futura mãe, atuando
no determinado ovócito
A ciência
denomina de Doenças Monogênicas ou Mendelianas, em torno de seis mil, às que
têm como causa a alteração gênica, sendo mais comuns, a Hemofilia, a Anemia
Falciforme, a Fibrose Cística e a Fenilcetonúria, com prevalência de um caso
para cerca de 200 nascimentos. As afecções cromossômicas mais comuns são a
Síndrome de Down, Síndrome de Patau e a Síndrome de Turner.
Pode,
também, o Espírito, em vias de reencarnar-se, agir intensamente no ovo ou
zigoto, causando, de acordo com a densidade das suas lesões perispiríticas, uma
organogênese imperfeita, com defeitos verificáveis em qualquer etapa da
morfogênese, gerando malformações. Essa ação desarmônica explica o grande
número de afecções congênitas de causas físicas complexas e obscuras,
apresentando-se na maioria das vezes como casos isolados, sem a observância das
mesmas nos familiares.
BOX 3- Os Gêmeos Comprometidos e sua Explicação
Espiritual
Importante
ressaltar a abordagem dos gêmeos univitelinos ou monozigóticos, os quais
resultam da fecundação de somente um óvulo, contendo a mesma herança. Embora
geneticamente iguais, um deles pode nascer com doença congênita, desde que a
origem do fato se dá pela presença de espíritos distintos, agindo sobre um
único óvulo, e um deles refletir a imperfeição.
A ciência,
ainda míope para a visualização da paisagem extrafísica, não sabendo da
verdadeira razão do processo, impotente, não sabe explicar devidamente o
assunto, considerando apenas o efeito, dizendo simplesmente que ocorre apenas
um defeito no mecanismo da divisão celular de um dos gêmeos, como se o acaso
pudesse ser responsabilizado por algum acontecimento biológico.
Quando o
processo gemelar se apresenta com deformações de vulto, ostentando os seres
acolados, denominados vulgarmente como xifópagos, a Doutrina Espírita surge,
mais uma vez, com explicações plausíveis para o fenômeno, em detrimento da
ciência que se vê confusa, diante de tantas deformidades.
Há casos em
que um dos conceptos não apresenta formação da cabeça, da cintura escapular e
dos membros superiores. São os chamados gêmeos acárdicos. Alguns nascem com
cabeça; contudo, a massa encefálica está reduzida ou ausente (gêmeos
anencéfalos). Outros vêm ao mundo apenas ostentando seus membros inferiores
malformados, o restante do corpo encontrando-se dentro de outro concepto
gemelar. Em outro caso, um gêmeo natimorto apresentava horrenda malformação,
porquanto se encontrava ligado a um outro ser, sem corpo, contendo apenas mãos
em garra devidamente presas em seu pescoço.
Na
literatura médica, são descritos casos raríssimos de natimortos, contendo, em
seus cérebros, massas de aspecto tumoral, onde são encontrados em torno de 5 a
8 embriões anômalos, todos incompletos. Interessados no tema, consultamos a
Espiritualidade e recebemos a seguinte explicação:
“O Espírito
ao ser conduzido à reencarnação carreia consigo, imantadas vibratoriamente em
seu períspirito, entidades obsessoras que estão ligadas ao Espírito
reencarnante por laços profundos de ódio. O fato de reencarnarem junto ao
possível cérebro é justificado, já que pelo pensamento estão todos ligados”. Em
outra fonte mediúnica, foi confirmada a interpretação espiritual recebida e,
ainda mais, nos foi ministrada a informação dos fatos envolverem criminosos de
guerra e suas indignadas vítimas.
É necessário
patentear que Deus é Amor; portanto, sair do presídio moral ou inferno do
remorso, onde se encontra a consciência do Espírito devedor, relaciona-se a
entrar em contato, na matéria, com o antagonista, inimigo de vivências
pretéritas, procurando exaustivamente uma “reconciliação depressa, enquanto
está no caminho com ele” (Mateus 5:25). Portanto, a gemelaridade imperfeita é
consequência de persistente adversidade. Agora, o resgate apresenta-se
drástico, fazendo com que os algozes do passado nasçam de novo, unificados na
matéria (gêmeos acolados), jungidos, amalgamados por intenso ódio.
BOX 4 - Conhecendo a Verdade que Liberta
Livrar-se
das algemas da culpa e do remorso, através do amor, seria o caminho mais curto
e feliz na busca da sua libertação interior; infelizmente, o homem ainda não
aprendeu as lições sábias do Cristo e permanece criando o mal, nele se
alimentando, deixando-o disseminar dentro de si. Porém, a Misericórdia Divina,
alicerçada em Seu Amor Absoluto, permite a oportunidade da reparação, através
da bendita reencarnação, possibilitando “ceifar a corrupção semeada na carne”
(Gálatas 6:8).
Depois de
milênios de obscurantismo, vivemos o grande momento em que o Consolador vem
esclarecer as dúvidas e as questões ainda enigmáticas ligadas à Medicina. Disse
Jesus que, conhecendo a verdade, receberíamos a capacidade de nos libertar
(João 8:32). Felizmente, com o advento da Doutrina Espírita, os mistérios do
reino dos céus já nos são dados a conhecer (Mateus 13:11).
Fonte:
Correio Espirita- por Américo Domingos Nunes Filho
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𝗖𝗢𝗠𝗢 𝗢𝗦 𝗥𝗘𝗟𝗔𝗖𝗜𝗢𝗡𝗔𝗠𝗘𝗡𝗧𝗢𝗦 𝗙𝗜𝗖𝗔𝗠 𝗔𝗧𝗥𝗘𝗟𝗔𝗗𝗢𝗦 𝗡𝗔𝗦 𝗥𝗘𝗘𝗡𝗖𝗔𝗥𝗡𝗔𝗖̧𝗢̃𝗘𝗦.
Os ajustes dos relacionamentos problemáticos de outras existências. Pelas reencarnações os espíritos têm a oportunidade de reestabelecer os ...
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Os Evangelhos estão repletos de alusões a anjos. A Bíblia inteira fala neles. Todas as religiões, de diferentes maneiras, se referem a e...