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domingo, 3 de junho de 2018
sábado, 2 de junho de 2018
"A CIVILIZAÇÃO EGÍPCIA NA VISÃO ESPÍRITA"
Sobre a
civilização egípcia, insta iniciar o presente artigo com uma
mensagem deixada por Emmanuel: “Dentre os Espíritos degredados na
Terra, os que constituíram a civilização egípcia foram os que
mais se destacavam na prática do bem e no culto da verdade. Aliás,
importa considerar que eram eles os que menos débitos possuíam
perante o tribunal da Justiça Divina. Em razão dos seus elevados
patrimônios morais, guardaram no íntimo uma lembrança mais viva
das experiências de sua pátria distante. Um único desejo os
animava, que era trabalhar devotadamente pata regressar, um dia, aos
seus penates resplandecentes. Uma saudade torturante do céu foi a
base de todas as suas organizações religiosas. Em nenhuma
civilização da Terra o culto da morte foi tão altamente
desenvolvido. Em todos os corações morava a ansiedade de voltar ao
orbe distante, ao qual se sentiam presos pelos mais santos afetos.
Foi por esse motivo que, representando uma das mais belas e
adiantadas civilizações de todos os tempos, as expressões do
antigo Egito desapareceram para sempre do plano tangível do planeta.
Depois de perpetuarem nas pirâmides os seus avançados
conhecimentos, todos os espíritos daquela região africana
regressaram à pátria sideral”.
A
ciência trazida pelos egípcios em nada se comparava a existente
naquela época. Sendo assim, pode-se dizer que o antigo Egito possuía
uma ciência secreta, trabalhada no secreto dos templos com
compromissos sérios por parte de seus iniciados. Esses conhecimentos
eram restritos aos mais graduados sacerdotes. Aquela civilização
sabia que a revelação de grandes verdades espirituais eram
inoportunas para o momento em que viviam naquela fase de progresso da
Terra.
Nesses
círculos restritos, os grandes sacerdotes sabiam da existência de
um Deus único e absoluto, mas também sabiam da importância dos
espíritos prepostos de Jesus. Foi então que deram início ao culto
politeísta, com numerosos deuses, que eram tidos como senhores da
Terra e do céu, do homem e da natureza. Era um politeísmo
simbólico, que se encaixava perfeitamente à evolução da população
do planeta naqueles tempos.
O povo
egípcio tinha uma preocupação enorme com a morte, e viviam a vida
como um mero esforço para bem morrer. Eles tinham consciência do
seu doloroso degredo no planeta Terra, e sentindo-se humilhados,
criaram para si a teoria da metempsicose, hipótese em que
acreditavam que a alma de um homem poderia regressar no corpo de um
ser irracional como uma punição dos deuses.
Os
grandes sacerdotes tinham pleno conhecimento das ciências psíquicas,
do destino e da comunicação dos mortos, bem como da pluralidade de
existências e de mundos. Prova disso é que vários afrescos da
época apresentam o homem acompanhado do seu duplo espiritual. Além
disso, os papiros falam de suas avançadas ciências nesse sentido,
possibilitando que os egiptólogos da atualidade conhecessem que os
iniciados tinha consciência da existência de um corpo espiritual
que precedia o corpo físico.
O
conhecimento egípcio acerca das energias solares e o magnetismo
humano eram maiores do que hoje sabemos, e assim nasceram os
processos de mumificação, que infelizmente tiveram suas técnicas
perdidas no tempo pela indiferença de outros povos. Sendo assim,
entende-se que a desencarnação, para eles, era uma concentração
mágica de vontades, e por isso, eles cercam os túmulos de toda a
veneração e respeito possíveis, e isso não se traduzia apenas na
mumificação. Sabe-se que os túmulos eram santificados por um
estranho magnetismo que ainda nos desafia o entendimento. Nesse
sentido, curioso mencionar que aviadores ingleses já relataram que
aparelhos radiofônicos não funcionam quando os aviões adentram na
atmosfera do vale sagrado.
Cristo
auxiliou esse povo enviando-lhes auxiliares e mensageiros que os
inspiravam para suas realizações, estas que atravessaram os tempos
e provocam, ainda, admiração e respeito. Assim, impulsionados pelas
forças do Alto, sugere-se a construção das grandes pirâmides, que
teriam duas finalidades: representar os mais sagrados templos de
estudo e iniciação e servir como um livro do passado, com as mais
singulares profecias das obscuridades do futuro. As pirâmides causam
admiração da engenharia até hoje, não só pelas toneladas de
pedras e nem pelo esforço para empilha-las, mas também porque elas
revelam extraordinários conhecimentos daqueles espíritos sobre as
verdades da vida. Nas pirâmides, encontram-se roteiros do futuro,
cada medida tem uma simbologia relativa ao sistema cosmogônico do
planeta e sua posição no sistema solar. Nelas encontra-se o
meridiano ideal que através mais continentes e menos oceanos, por
meio do qual se pode calcular a extensão de terras habitáveis pelo
homem, a distancia da Terra até o Sol, a longitude percorrida pelo
globo terrestre sobre a sua órbita em um dia, a precessão dos
equinócios e outras diversas conquistas cientificas que hoje estão
sendo consolidadas pela astronomia.
Após
tais conquistas, os grandes iniciados egípcios retornaram ao plano
espiritual e, com seu regresso ao mundo de Capela, seus conhecimentos
foram desaparecendo. Entretanto, ainda hoje alguns reencarnam na
Terra para o cumprimento de abençoadas missões. Exemplo disso nos
traz o autor Carlos Alberto Brava em sua obra "Chico, Diálogos
e Recordações". Ao longo de quase 50 anos de convívio com o
médium, o autor recebeu várias revelações sobre vidas passadas no
planeta por meio de seu trabalho num grupo de desobsessão que Chico
participava, chamado Grupo Coração Aberto, conforme leremos a
seguir.
Dentre
essas revelações, soube-se que Chico foi Hapshepsut, no Egito,
aproximadamente de 1490 a 1450 a.C., sendo uma farani, feminino de
faraó, que herdou o trono com a morte de seu irmão. Ela suspendeu
os processos bélicos e de expansão territorial do Egito, viveu
quando surgiram as escritas em papiros, sendo muito respeitada e
admirada pelo povo. Era obesa e diabética, desencarnando com
aproximadamente 40 anos, tendo governado o Egito por 22 anos sozinha.
Chico também foi Chams, também no Egito, por volta do ano 800 a.C.,
uma rainha do Egito durante a vigência do império babilônico de
Cemirames. Outros amigos de Chico também viveram naquela época,
como Camilo Chaves, Arnaldo Rocha e Emmanuel, que era sacerdote e
professor de Chams.
Fonte:
Letra Espírita
sexta-feira, 1 de junho de 2018
"MORTE E VIDA ALÉM TUMULO"
Todas
as religiões e todas as filosofias têm tentado explicar a morte;
bem poucas lhe têm conservado o verdadeiro caráter.
O
Cristianismo divinizou-a; seus santos encararam-na nobremente, seus
poetas cantaram-na por uma libertação. Entretanto, os santos do
Catolicismo só viram nela as exonerações da servidão da carne, o
resgate do pecado, e, por isso mesmo, os ritos funerários da
liturgia católica espalham uma espécie de terror sobre essa
peroração, aliás, tão natural, da existência terrestre.
A
morte é simplesmente um segundo nascimento; deixamos o mundo pela
mesma razão por que nele entramos, segundo a ordem da mesma lei.
Algum
tempo antes da morte, um trabalho silencioso se executa. A
desmaterialização já está começada. Poderiam verificá-la por
certos sinais, quantos rodeiam o moribundo, se não estivessem
distraídos pelos fatos externos. A moléstia goza aqui de papel
considerável. Ela acaba em alguns meses, em algumas semanas, em
alguns dias, apenas, o que o lento trabalho da idade havia preparado:
é a obra de “dissolução” de que fala o Apóstolo Paulo. Essa
palavra dissolução é muito significativa: indica nitidamente que o
organismo se desagrega e que o perispírito se “desliga” do resto
da carne em que estava envolvido.
Ninguém
morre só, pela mesma forma que ninguém nasce só. Os invisíveis
que o conheceram, que o amaram, que o assistiram aqui, em nosso orbe,
vêm ajudar o moribundo a desembaraçar-se das últimas cadeias
do cativeiro terrestre.
A
desmaterialização está completa; o perispírito se desprende do
invólucro carnal, que vive ainda algumas horas, talvez, de uma vida
puramente vegetativa. Assim, os estados sucessivos da
personalidade humana desenrolam-se em ordem inversa àquela que
preside ao nascimento.
As
Almas, por instinto infalível, vão para a esfera proporcionada a
seu grau de evolução, à sua faculdade de iluminação, à sua
aptidão atual de perfectibilidade.
As
afinidades fluídicas conduzem-na, qual doce mas imperiosa brisa que
impele um batel, para outras Almas similares, com as quais vai
unir-se em uma espécie de amizade, de parentesco magnético; e
assim, a vida, uma vida verdadeiramente social, mas de grau
superior, reconstitui-se, tal qual outrora na Terra, porque a
Alma humana não poderia renunciar à sua natureza. A estrutura
íntima, sua faculdade de irradiação, lhe impõe a sociedade que
merece.
As
altas missões da Alma jamais cessam. Os Espíritos sublimes, que têm
instituído e melhorado seus semelhantes na Terra, continuam em mundo
superior, em quadro mais vasto, seu apostolado de luz e sua redenção
de amor.
Conforme
dissemos no início destas páginas, é assim que a História
eternamente recomeça e se torna cada vez mais universal. A lei
circulatória que preside ao eterno progresso dos Estados e dos
mundos desenrola-se sem cessar em esferas e mundos cada vez mais
engrandecidos; tudo recomeça no Alto, em virtude da mesma lei que
faz tudo evolver no plano inferior. Todo o segredo do Universo aí
está.
Autor:
Léon Denis
Livro:
O Grande Enigma
quinta-feira, 31 de maio de 2018
“O SIGNIFICADO DO CORPUS CHRISTI PARA O ESPIRITISMO” DIVALDO FRANCO EXPLICA"
Para
o espiritismo que não crê na ressurreição, mas sim na
reencarnação em um novo corpo para um novo aprendizado do espírito,
a representação desta data, pode ser associada além de seu sentido
apenas religioso.De
acordo com os princípios da Doutrina Espírita como pode ser
interpretada a aparição de Jesus em após sua morte? Este fenômeno
representa a confirmação da sobrevivência além da matéria,
transcendendo as barreiras físicas.Este
episódio marcante, da materialização de Jesus aos discípulos
revela ainda a possibilidade de comunicação entre encarnados e
desencarnados, que segundo os ensinamentos da Doutrina Espírita é
perfeitamente possível, uma prova de que a vida continua além do
túmulo.Além
da crença na verdadeira realidade da vida, que é a espiritual,
podemos ressaltar nesta data a importância da mensagem de Jesus, que
com seus exemplos de amor deixou ensinamentos eternos, capazes de
transformar moralmente o ser humano. Portanto essa pode ser uma
excelente ocasião para deixarmos renascer dentro de nós a paz do
Cristo!
BLOG
MUNDO MAIOR Fonte: Chico de
Minas Xaxier
quarta-feira, 30 de maio de 2018
“QUAIS OS SINTOMAS DA MEDIUNIDADE?”
A
mediunidade é faculdade inerente a todos os seres humanos, que um
dia se apresentará ostensiva mais do que ocorre no presente momento
histórico.
À medida que se aprimoram os sentidos sensoriais,
favorecendo com mais amplo cabedal de apreensão do mundo objetivo,
amplia-se a embrionária percepção extrafísica, ensejando o
surgimento natural da mediunidade.
Não poucas vezes, é detectada por características especiais que podem ser confundidas com síndromes de algumas psicopatologias que, no passado, eram utilizadas para combater a sua existência.
Não obstante, graças aos notáveis esforços e estudos de Allan Kardec, bem como de uma plêiade de investigadores dos fenômenos paranormais, a mediunidade vem podendo ser observada e perfeitamente aceita com respeito, face aos abençoados contributos que faculta ao pensamento e ao comportamento moral, social e espiritual das criaturas.
Sutis ou vigorosos, alguns desses sintomas permanecem em determinadas ocasiões gerando mal-estar e dissabor, inquietação e transtorno depressivo, enquanto que, em outros momentos, surgem em forma de exaltação da personalidade, sensações desagradáveis no organismo, ou antipatias injustificáveis, animosidades mal disfarçadas, decorrência da assistência espiritual de que se é objeto.
Muitas enfermidades de diagnose difícil, pela variedade da sintomatologia, têm suas raízes em distúrbios da mediunidade de prova, isto é, aquela que se manifesta com a finalidade de convidar o Espírito a resgates aflitivos de comportamentos perversos ou doentios mantidos em existências passadas.
Por exemplo, na área física: dores no corpo, sem causa orgânica; cefalalgia periódica, sem razão biológica; problemas do sono - insônia, pesadelos, pavores noturnos com sudorese -; taquicardias, sem motivo justo; colapso periférico sem nenhuma disfunção circulatória, constituindo todos eles ou apenas alguns, perturbações defluentes de mediunidade em surgimento e com sintonia desequilibrada.
No comportamento psicológico, ainda apresentam-se: ansiedade, fobias variadas, perturbações emocionais, inquietação íntima, pessimismo, desconfianças generalizadas, sensações de presenças imateriais - sombras e vultos, vozes e toques - que surgem inesperadamente, tanto quanto desaparecem sem qualquer medicação, representando distúrbios mediúnicos inconscientes, que decorrem da captação de ondas mentais e vibrações que sincronizam com o perispírito do enfermo, procedentes de Entidades sofredoras ou vingadoras, atraídas pela necessidade de refazimento dos conflitos em que ambos - encarnado e desencarnado - se viram envolvidos.
Esses sintomas, geralmente pertencentes ao capítulo das obsessões simples, revelam presença de faculdade mediúnica em desdobramento, requerendo os cuidados pertinentes à sua educação e prática.
Nem todos os indivíduos, no entanto, que se apresentam com sintomas de tal porte, necessitam de exercer a faculdade de que são portadores. Após a conveniente terapia que é ensejada pelo estudo do Espiritismo e pela transformação moral do paciente, que se fazem indispensáveis ao equilíbrio pessoal, recuperam a harmonia física, emocional e psíquica, prosseguindo, no entanto, com outra visão da vida e diferente comportamento, para que não lhe aconteça nada pior, conforme elucidava Jesus após o atendimento e a recuperação daqueles que O buscavam e tinham o quadro de sofrimentos revertido.
Grande número, porém, de portadores de mediunidade, tem compromisso com a tarefa específica, que lhe exige conhecimento, exercício, abnegação, sentimento de amor e caridade, a fim de atrair os Espíritos Nobres, que se encarregarão de auxiliar a cada um na desincumbência do mister iluminativo.
Trabalhadores da última hora, novos profetas, transformando-se nos modernos obreiros do Senhor, estão comprometidos com o programa espiritual da modificação pessoal, assim como da sociedade, com vistas à Era do Espírito imortal que já se encontra com os seus alicerces fincados na consciência terrestre.
Quando, porém, os distúrbios permanecerem durante o tratamento espiritual, convém que seja levada em conta a psicoterapia consciente, através de especialistas próprios, com o fim de auxiliar o paciente-médium a realizar o autodescobrimento, liberando-se de conflitos e complexos perturbadores, que são decorrentes das experiências infelizes de ontem como de hoje.
O esforço pelo aprimoramento interior aliado à prática do bem, abre os espaços mentais à renovação psíquica, que se enriquece de valores otimistas e positivos que se encontram no bojo do Espiritismo, favorecendo a criatura humana com alegria de viver e de servir, ao tempo que a mesma adquire segurança pessoal e confiança irrestrita em Deus, avançando sem qualquer impedimento no rumo da própria harmonia.
Naturalmente, enquanto se está encarnado, o processo de crescimento espiritual ocorre por meio dos fatores que constituem a argamassa celular, sempre passível de enfermidades, de desconsertos, de problemas que fazem parte da psicosfera terrestre, face à condição evolutiva de cada qual.
A mediunidade, porém, exercida nobremente se torna uma bandeira cristã e humanitária, conduzindo mentes e corações ao porto de segurança e de paz.
A mediunidade, portanto, não é um transtorno do organismo. O seu desconhecimento, a falta de atendimento aos seus impositivos, geram distúrbios que podem ser evitados ou, quando se apresentam, receberem a conveniente orientação para que sejam corrigidos.
Tratando-se de uma faculdade que permite o intercâmbio entre os dois mundos - o físico e o ritual'>espiritual - proporciona a captação de energias cujo teor vibratório corresponde à qualidade moral daqueles que as emitem, assim como daqueloutros que as captam e as transformam em mensagens significativas.
Nesse capítulo, não poucas enfermidades se originam desse intercâmbio, quando procedem as vibrações de Entidades doentias ou perversas, que perturbam o sistema nervoso dos médiuns incipientes, produzindo distúrbios no sistema glandular e até mesmo afetando o imunológico, facultando campo para a instalação de bactérias e vírus destrutivos.
A correta educação das forças mediúnicas proporciona equilíbrio emocional e fisiológico, ensejando saúde integral ao seu portador.
É óbvio que não impedirá a manifestação dos fenômenos decorrentes da Lei de Causa e Efeito, de que necessita o Espírito no seu processo evolutivo, mas facultará a tranqüila condução dos mesmos sem danos para a existência, que prosseguirá em clima de harmonia e saudável, embora os acontecimentos impostos pela necessidade da evolução pessoal.
Cuidadosamente atendida, a mediunidade proporciona bem-estar físico e emocional, contribuindo para maior captação de energias revigorantes, que alçam a mente a regiões felizes e nobres, de onde se podem haurir conhecimentos e sentimentos inabituais, que aformoseiam o Espírito e o enriquecem de beleza e de paz.
Superados, portanto, os sintomas de apresentação da mediunidade, surgem as responsabilidades diante dos novos deveres que irão constituir o clima psíquico ditoso do indivíduo que, compreendendo a magnitude da ocorrência, crescerá interiormente no rumo do Bem e de Deus.
(Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, no dia 10 de julho de 2000, em Paramirim, Bahia).
(Jornal Mundo Espírita de Março de 2001)
Não poucas vezes, é detectada por características especiais que podem ser confundidas com síndromes de algumas psicopatologias que, no passado, eram utilizadas para combater a sua existência.
Não obstante, graças aos notáveis esforços e estudos de Allan Kardec, bem como de uma plêiade de investigadores dos fenômenos paranormais, a mediunidade vem podendo ser observada e perfeitamente aceita com respeito, face aos abençoados contributos que faculta ao pensamento e ao comportamento moral, social e espiritual das criaturas.
Sutis ou vigorosos, alguns desses sintomas permanecem em determinadas ocasiões gerando mal-estar e dissabor, inquietação e transtorno depressivo, enquanto que, em outros momentos, surgem em forma de exaltação da personalidade, sensações desagradáveis no organismo, ou antipatias injustificáveis, animosidades mal disfarçadas, decorrência da assistência espiritual de que se é objeto.
Muitas enfermidades de diagnose difícil, pela variedade da sintomatologia, têm suas raízes em distúrbios da mediunidade de prova, isto é, aquela que se manifesta com a finalidade de convidar o Espírito a resgates aflitivos de comportamentos perversos ou doentios mantidos em existências passadas.
Por exemplo, na área física: dores no corpo, sem causa orgânica; cefalalgia periódica, sem razão biológica; problemas do sono - insônia, pesadelos, pavores noturnos com sudorese -; taquicardias, sem motivo justo; colapso periférico sem nenhuma disfunção circulatória, constituindo todos eles ou apenas alguns, perturbações defluentes de mediunidade em surgimento e com sintonia desequilibrada.
No comportamento psicológico, ainda apresentam-se: ansiedade, fobias variadas, perturbações emocionais, inquietação íntima, pessimismo, desconfianças generalizadas, sensações de presenças imateriais - sombras e vultos, vozes e toques - que surgem inesperadamente, tanto quanto desaparecem sem qualquer medicação, representando distúrbios mediúnicos inconscientes, que decorrem da captação de ondas mentais e vibrações que sincronizam com o perispírito do enfermo, procedentes de Entidades sofredoras ou vingadoras, atraídas pela necessidade de refazimento dos conflitos em que ambos - encarnado e desencarnado - se viram envolvidos.
Esses sintomas, geralmente pertencentes ao capítulo das obsessões simples, revelam presença de faculdade mediúnica em desdobramento, requerendo os cuidados pertinentes à sua educação e prática.
Nem todos os indivíduos, no entanto, que se apresentam com sintomas de tal porte, necessitam de exercer a faculdade de que são portadores. Após a conveniente terapia que é ensejada pelo estudo do Espiritismo e pela transformação moral do paciente, que se fazem indispensáveis ao equilíbrio pessoal, recuperam a harmonia física, emocional e psíquica, prosseguindo, no entanto, com outra visão da vida e diferente comportamento, para que não lhe aconteça nada pior, conforme elucidava Jesus após o atendimento e a recuperação daqueles que O buscavam e tinham o quadro de sofrimentos revertido.
Grande número, porém, de portadores de mediunidade, tem compromisso com a tarefa específica, que lhe exige conhecimento, exercício, abnegação, sentimento de amor e caridade, a fim de atrair os Espíritos Nobres, que se encarregarão de auxiliar a cada um na desincumbência do mister iluminativo.
Trabalhadores da última hora, novos profetas, transformando-se nos modernos obreiros do Senhor, estão comprometidos com o programa espiritual da modificação pessoal, assim como da sociedade, com vistas à Era do Espírito imortal que já se encontra com os seus alicerces fincados na consciência terrestre.
Quando, porém, os distúrbios permanecerem durante o tratamento espiritual, convém que seja levada em conta a psicoterapia consciente, através de especialistas próprios, com o fim de auxiliar o paciente-médium a realizar o autodescobrimento, liberando-se de conflitos e complexos perturbadores, que são decorrentes das experiências infelizes de ontem como de hoje.
O esforço pelo aprimoramento interior aliado à prática do bem, abre os espaços mentais à renovação psíquica, que se enriquece de valores otimistas e positivos que se encontram no bojo do Espiritismo, favorecendo a criatura humana com alegria de viver e de servir, ao tempo que a mesma adquire segurança pessoal e confiança irrestrita em Deus, avançando sem qualquer impedimento no rumo da própria harmonia.
Naturalmente, enquanto se está encarnado, o processo de crescimento espiritual ocorre por meio dos fatores que constituem a argamassa celular, sempre passível de enfermidades, de desconsertos, de problemas que fazem parte da psicosfera terrestre, face à condição evolutiva de cada qual.
A mediunidade, porém, exercida nobremente se torna uma bandeira cristã e humanitária, conduzindo mentes e corações ao porto de segurança e de paz.
A mediunidade, portanto, não é um transtorno do organismo. O seu desconhecimento, a falta de atendimento aos seus impositivos, geram distúrbios que podem ser evitados ou, quando se apresentam, receberem a conveniente orientação para que sejam corrigidos.
Tratando-se de uma faculdade que permite o intercâmbio entre os dois mundos - o físico e o ritual'>espiritual - proporciona a captação de energias cujo teor vibratório corresponde à qualidade moral daqueles que as emitem, assim como daqueloutros que as captam e as transformam em mensagens significativas.
Nesse capítulo, não poucas enfermidades se originam desse intercâmbio, quando procedem as vibrações de Entidades doentias ou perversas, que perturbam o sistema nervoso dos médiuns incipientes, produzindo distúrbios no sistema glandular e até mesmo afetando o imunológico, facultando campo para a instalação de bactérias e vírus destrutivos.
A correta educação das forças mediúnicas proporciona equilíbrio emocional e fisiológico, ensejando saúde integral ao seu portador.
É óbvio que não impedirá a manifestação dos fenômenos decorrentes da Lei de Causa e Efeito, de que necessita o Espírito no seu processo evolutivo, mas facultará a tranqüila condução dos mesmos sem danos para a existência, que prosseguirá em clima de harmonia e saudável, embora os acontecimentos impostos pela necessidade da evolução pessoal.
Cuidadosamente atendida, a mediunidade proporciona bem-estar físico e emocional, contribuindo para maior captação de energias revigorantes, que alçam a mente a regiões felizes e nobres, de onde se podem haurir conhecimentos e sentimentos inabituais, que aformoseiam o Espírito e o enriquecem de beleza e de paz.
Superados, portanto, os sintomas de apresentação da mediunidade, surgem as responsabilidades diante dos novos deveres que irão constituir o clima psíquico ditoso do indivíduo que, compreendendo a magnitude da ocorrência, crescerá interiormente no rumo do Bem e de Deus.
(Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, no dia 10 de julho de 2000, em Paramirim, Bahia).
(Jornal Mundo Espírita de Março de 2001)
"OS MECANISMOS DA CURA ESPIRITUAL ! ENTENDA COMO FUNCIONA..."
A
mediunidade de cura oferece ao médium a possibilidade de curar um
ser doente, buscando fluidos em fontes energéticas da natureza. Mas
será que doenças cármicas também podem ser curadas
espiritualmente? A mediunidade de cura é a capacidade possuída por
certos médiuns de curarem moléstias por si mesmos, provocando
reações reparadoras de tecidos e órgãos do corpohumano,
inclusive as oriundas de influenciação espiritual. Assim como
existem médiuns que emitem fluidos próprios para a produção de
efeitos físicos concretos (ectoplasmia), temos igualmente os médiuns
que emitem fluidos que operam todas as reparações acima
referidas.
Na essência, o fluido é sempre o mesmo, uma substância cósmica fundamental. Mas suas propriedades e efeitos variam imensamente, conforme a natureza da fonte geradora imediata, da vibração específica e, em muitos casos (como este de cura, por exemplo), do sentimento que precedeu o ato da emissão.
A diferença entre os dois fenômenos é que no primeiro caso (ectoplasmia), o fluido é pesado, denso, próprio para elaboração de formas ou produção de efeitos objetivos por condensação, ao passo q~e no segundo (curas), ele é sutilizado, radiante, próprio para alterar condições vibratórias já existentes.
MÉDIUM CURADOR
Além do magnetismo próprio, o médium curador goza da aptidão de captar esses fluidos leves e benignos nas fontes energéticas da natureza, irradiando-os em seguida sobre o doente, revigorando órgãos, normalizando funções, destruindo placas e quistos fluídicos produzidos tanto por auto-obsessão como por influenciação direta.
O médium se coloca em contato com essas fontes ao orar é Se concentrar, animado pelo desejo de fazer uma caridade evangélica. Como a lei do amor é a que preside todos os atos da vida espiritual superior, ele se coloca em condições de vibrar em consonância com todas as atividades universais da criação, encadeando forças de alto poder construtivo que vertem sobre ele e se transferem a.o doente. Por sua vez, este se colocou na mesma sintonia vibratória por meio da fé ou da esperança.
Os fluidos radiantes interpenetram o corpo físico, atingem o campo da vida celular, bombardeiam os átomos, elevam-lhes a vibração íntima e injetam nas células uma vitalidade mais intensa. Em conseqüência, acelera as trocas (assimilação, eliminação), resultando em uma alteração benéfica que repara lesões ou equilibra funções no corpo físico.
Nas operações cirúrgicas feitas diretamente no corpo físico, os espíritos operadores incorporam no próprio médium que dispõe desta faculdade. Este, como autômato, opera o paciente com os mesmos instrumentos da cirurgia terrena, porém sem anestesia e dispensando qualquer precaução de assepsia. Em certos casos, embora raros, o espírito incorporado logra o mesmo resultado cirúrgico utilizando objetos de uso doméstico (facas, tesouras, garfos ou estiletes comuns) como instrumentos operatórios, igualmente sem quaisquer cuidados anti-sépticos.
O cirurgião invisível incorporado no médium corta as carnes do paciente, extirpa excrescências mórbidas, drena tumores, desata atrofias, desimpede a circulação obstruída, reduz estenoses ou elimina órgãos irrecuperáveis. Semelhantes intervenções, além de seu absoluto êxito, são realizadas em um espaço de tempo exíguo, muito acima da capacidade do mais abalizado cirurgião do mundo físico. Em tais casos, os médicos desencarnados fazem seus diagnósticos rapidamente, com absoluta exatidão e sem necessidade de chapas radiográficas, eletrocardiogramas, hemogramas, encefalogramas ou quaisquer outras pesquisas de laboratório.
Nessas operações mediúnicas processadas diretamente na carne, os pacientes operados tanto podem apresentar cicatrizes ou estigmas operatórios como ficarem livres de instrumentos da cirurgia terrena. Normalmente são espíritos experimentados, que ajudam no diagnóstico e na intervenção cirúrgica quaisquer sinais cirúrgicos. Em seguida à operação, eles se erguem lépidos e sem qualquer embaraço ou dor, manifestando-se surpreendidos por seu alívio inesperado e a eliminação súbita de seus males.
Quando opera incorporado no médium, o espírito sempre é auxiliado por companheiros experimentados na mesma tarefa, que cooperam e ajudam no controle da intervenção cirúrgica, no diagnóstico seguro e rápido e no exame antecipado das anomalias dos enfermos a serem operados. Entidades experimentadas na ciência química transcendental preparam os fluidos anestesiantes e cicatrizantes, transferindo-os depois do mundo oculto para o cenário físico através da materialização na forma líquida ou gasosa, conforme seja necessário.
CIRURGIAS À DISTÂNCIA
Embora o êxito das operações mediúnicas dependa especialmente do ectoplasma a ser fornecido por um médium de efeitos físicos e controlado pelos espíritos de médicos desencarnados, há circunstâncias em que, devido ao teor sadio dos próprios fluidos do enfermo, as operações produzem resultados miraculosos no corpo físico, apesar de processadas somente no perispírito.
O processo de "refluidificação", com o aproveitamento dos fluidos do próprio doente, lembra algo do recurso de cura adotado na hemoterapia praticada pela medicina terrena, na qual o médico incentiva o energismo da pessoa debilitada extraindo-lhe algum sangue e, em seguida, injetando-o novamente nela, em um processo que acelera a dinâmica do sistema circulatório.
No entanto, mesmo que se tratem de operações mediúnicas feitas diretamente na carne do paciente ou mediante fluidos irradiados à distância pelas pessoas de magnetismo terapêutica, o sucesso operatório exige sempre a interferência de espíritos desencarnados, técnicos e operadores, que submetem os fluidos irradiados pelos "vivos" a um avançado processo de química transcendental nos laboratórios do lado espiritual.
E quais são as diferenças entre as cirurgias realizadas com a presença do paciente e as realizadas à distância? No primeiro caso, os técnicos desencarnados utilizam o ectoplasma do médium de efeitos físicos e também os fluidos nervosos emitidos pelas pessoas presentes. Esta aglutinação polarizada sobre o enfermo presente possibilita resultados mais eficientes e imediatos. No segundo caso, os espíritos operadores procuram reunir e projetar sobre o doente os fluidos magnéticos obtidos pelas pessoas que se encontram reunidas à distância, no centro espírita.
Porém como se tratam de fluidos bem mais fracos do que os fornecidos pelo médium de fenômenos físicos, eles são submetidos a um tratamento químico especial pelos operadores invisíveis, a fim de se obterem resultados positivos. Mesmo assim, os fluidos transmitidos à distância servem apenas para as intervenções de pouco vulto, pois, sendo fluidos heterogêneos, exigem a "purificação" à qual nos referimos.
Existem alguns fatores que impedem as cirurgias à distância de serem tão eficazes e seguras como as intervenções diretas. Para muitos desses voluntários doadores de fluidos, faltam a vontade disciplinada e a vibração emotiva fervorosa, que potencializam as energias espirituais. Além disso, alguns deles não gozam de boa saúde, fumam em demasia, ingerem bebidas alcoólicas em excesso ou abusam de alimentação carnívora. Aliás, nos dias destinados a esses trabalhos espirituais, os médiuns deveriam se submeter a uma alimentação sóbria, já que, depois de uma refeição por vezes indigesta, o indivíduo não tem disposição para tomar parte em uma tarefa que exige concentração mental segura.
DIFICULDADES PARA OS ESPÍRITOS CURADORES
Durante o tratamento fluídico operado à distância, a cura depende muito das condições psíquicas em que os doentes forem encontrados durante a recepção dos fluidos. Os espíritos terapeutas enfrentam sérias dificuldades no serviço de socorro aos pacientes cujos nomes estão inscritos nas listas dos centros espíritas, pois além das dificuldades técnicas resultantes de certo desequilíbrio mental do ambiente onde eles atuam/ outros empecilhos os aguardam, em virtude do estado psíquico dos próprios doentes.
Às vezes, o enfermo tem a mente saturada de fluidos sombrios, em face de conversas maledicentes, intrigas, calúnias e fofocas. Em outros casos, lá está ele em excitação nervosa por causa de alguma violenta discussão política ou desportiva, bem como é encontrado envolto na fumarada intoxicante do cigarro ou na bebericagem de um alcoólatra. Outras vezes, os fluidos irradiados das sessões espíritas penetram nos lares enfermos, mas encontram o ambiente carregado de fluidos agressivos, provenientes de discussões ocorridas entre seus familiares. É evidente que os desencarnados têm pouco êxito em sua tarefa abnegada de socorrerem os enfermos quando estes vibram recalques de ódio, vingança, luxúria, cobiça ou quaisquer outros sentimentos negativos.
CIRURGIAS DURANTE O SONO
As operações cirúrgicas realizadas no perispírito durante o sono só atingem a causa mórbida no tecido etérico deste, porém, depois de algum tempo, começam a desaparecer seus efeitos mórbidos na carne, pelo mesmo fenômeno de repercussão vibratória. Neste caso, como os enfermos operados ignoram o que lhes aconteceu durante o sono ou mesmo em momento de vigília e repouso, opõem dúvidas quanto a essa possibilidade.
Uma vez que esses doentes, tendo sido operados no perispírito, não comprovam de imediato qualquer alteração benéfica em seu corpo físico, geralmente supõem terem sido vítimas de uma fraude ou um completo fracasso quanto à intervenção feita. Acontece que a transferência reflexa das reações produzidas por essas operações se processa muito lentamente, levando semanas ou até meses para manifestarem seus efeitos benéficos no organismo. Além disso, há casos em que o enfermo recebe assistência de seus guias espirituais devido à circunstância de emergência, que não altera o determinismo de seu resgate cármico.
Toda cura se dá pela ação fluídica, já que o espírito age através dos fluidos. Tanto o perispírito como o corpo físico são de natureza fluídica, embora em diferentes estados, havendo relação entre eles. O agente da cura pode ser encarnado ou desencarnado e nela podem ser utilizados ou não processos como passes, água fluidificada e outros, além da intervenção no perispírito ou no corpo. Na cura por efeitos físicos, a alteração orgânica no corpo físico é imediatamente visível ou passível de constatação pelos sentidos ou aparelhamentos materiais.
Na ação fluídica sobre o perispírito, a cura será avaliada depois, pelos efeitos posteriores no corpo físico. Agindo através dos centros anímicos, órgãos de ligação com o perispírito, atinge-se este, que também se beneficia ao se purificar pela aceleração vibratória, tornando-se, assim, incompatível com as de mais baixo padrão.
É desta forma que se operam as curas de perturbações espirituais, na parte que se refere ao perturbado propriamente dito. Sabemos que a maior parte das moléstias de fundo grave e permanente não podem ser curadas porque representam resgates cármicos em desenvolvimento, salvo quando há permissão do Alto para curá-las. Entretanto, há benefícios para o doente em todos os casos, porque se conseguirá, no mínimo, uma atenuação do sofrimento.
A CURA NA MÃO DE TODOS
A faculdade de curar pela influência fluídica é muito comum e pode se desenvolver por exercício. Todos nós, estando saudáveis e equilibrados, podemos beneficiar os doentes com passes, irradiações, água fluidificada etc. Aprendendo e exercitando, desenvolvemos nosso potencial de ação sobre os fluídos.
O poder curativo está na razão direta da pureza dos fluidos produzidos, como qualidades morais ou pureza de intenções, da energia da vontade, quando o desejo ardente de ajudar provoca maior força de penetração, e da ação do pensamento, dirigindo os fluidos em sua aplicação.
A mediunidade de cura, porém, é bem mais rara, espontânea e se caracteriza pela energia e instantaneidade da ação. O médium de cura age pelo simples contato, pela imposição das mãos, pelo olhar, por um gesto, mesmo sem o uso de qualquer medicamento. No evangelho, existem numerosos relatos onde Jesus ou seus seguidores curam por ação fluídica, alguns deles examinados por Allan Kardec no livro A Gênese, capítulo XV.
CONDIÇÕES FUNDAMENTAIS PARA A CURA
É lícito buscar a cura, mas não se pode exigi-Ia, pois ela dependerá da atração e fixação dos fluidos curadores por parte daqueles que devem recebê-los. A cura se processa conforme nossa fé, merecimento ou necessidade. Quando uma pessoa tem merecimento, sua existência precisa continuar ou as tarefas a seu cargo exigem boa saúde, a cura poderá ocorrer em qualquer tempo e lugar, até mesmo sem intermediários (aparentemente, porque ajuda espiritual sempre haverá). No entanto, às vezes, o bem do doente está em continuar sofrendo aquela dor ou limitação, que o reajusta e equilibra espiritualmente, o que nos faz pensar que nossa prece não foi ouvida.
Para tanto, vejamos o que diz Emmanuel no livro Seara dos Médiuns, no capítulo "Oração e Cura": "Lembremo-nos de que lesões e chagas, frustrações e defeitos em nossa forma externa são remédios da alma que nós mesmos pedimos à farmácia de Deus. A cura só se dará em caráter duradouro se corrigirmos nossas atuais condições materiais e espirituais. A verdadeira saúde e equilíbrio vêm da paz que em espírito soubermos manter onde, quando, como e com quem estivermos. Empenhemo-nos em curar males físicos, se possível, mas lembremos que o Espiritismo cura sobretudo as moléstias morais".
De uma maneira primorosa, Allan Kardec nos situa sobre o assunto: "A cura se opera mediante a substituição de uma molécula malsã por uma molécula sã. O poder curativo está, pois, na razão direta da pureza da substância inoculada, mas depende também da energia da vontade, que, quanto maior for, mais abundante emissão fluídica provocará e tanto maior força de penetração dará ao fluido. Depende ainda das intenções daquele que deseje realizar a cura, seja homem ou espírito".
Daí então se depreende que são quatro as condições fundamentais das quais depende o êxito da cura: o poder curativo do fluido magnético animalizado do próprio médium, a vontade do médium na doação de sua força, a influenciação dos espíritos para dirigir e aumentar a força do homem e as intenções, méritos e fé daquele que deseja se curar.
Na essência, o fluido é sempre o mesmo, uma substância cósmica fundamental. Mas suas propriedades e efeitos variam imensamente, conforme a natureza da fonte geradora imediata, da vibração específica e, em muitos casos (como este de cura, por exemplo), do sentimento que precedeu o ato da emissão.
A diferença entre os dois fenômenos é que no primeiro caso (ectoplasmia), o fluido é pesado, denso, próprio para elaboração de formas ou produção de efeitos objetivos por condensação, ao passo q~e no segundo (curas), ele é sutilizado, radiante, próprio para alterar condições vibratórias já existentes.
MÉDIUM CURADOR
Além do magnetismo próprio, o médium curador goza da aptidão de captar esses fluidos leves e benignos nas fontes energéticas da natureza, irradiando-os em seguida sobre o doente, revigorando órgãos, normalizando funções, destruindo placas e quistos fluídicos produzidos tanto por auto-obsessão como por influenciação direta.
O médium se coloca em contato com essas fontes ao orar é Se concentrar, animado pelo desejo de fazer uma caridade evangélica. Como a lei do amor é a que preside todos os atos da vida espiritual superior, ele se coloca em condições de vibrar em consonância com todas as atividades universais da criação, encadeando forças de alto poder construtivo que vertem sobre ele e se transferem a.o doente. Por sua vez, este se colocou na mesma sintonia vibratória por meio da fé ou da esperança.
Os fluidos radiantes interpenetram o corpo físico, atingem o campo da vida celular, bombardeiam os átomos, elevam-lhes a vibração íntima e injetam nas células uma vitalidade mais intensa. Em conseqüência, acelera as trocas (assimilação, eliminação), resultando em uma alteração benéfica que repara lesões ou equilibra funções no corpo físico.
Nas operações cirúrgicas feitas diretamente no corpo físico, os espíritos operadores incorporam no próprio médium que dispõe desta faculdade. Este, como autômato, opera o paciente com os mesmos instrumentos da cirurgia terrena, porém sem anestesia e dispensando qualquer precaução de assepsia. Em certos casos, embora raros, o espírito incorporado logra o mesmo resultado cirúrgico utilizando objetos de uso doméstico (facas, tesouras, garfos ou estiletes comuns) como instrumentos operatórios, igualmente sem quaisquer cuidados anti-sépticos.
O cirurgião invisível incorporado no médium corta as carnes do paciente, extirpa excrescências mórbidas, drena tumores, desata atrofias, desimpede a circulação obstruída, reduz estenoses ou elimina órgãos irrecuperáveis. Semelhantes intervenções, além de seu absoluto êxito, são realizadas em um espaço de tempo exíguo, muito acima da capacidade do mais abalizado cirurgião do mundo físico. Em tais casos, os médicos desencarnados fazem seus diagnósticos rapidamente, com absoluta exatidão e sem necessidade de chapas radiográficas, eletrocardiogramas, hemogramas, encefalogramas ou quaisquer outras pesquisas de laboratório.
Nessas operações mediúnicas processadas diretamente na carne, os pacientes operados tanto podem apresentar cicatrizes ou estigmas operatórios como ficarem livres de instrumentos da cirurgia terrena. Normalmente são espíritos experimentados, que ajudam no diagnóstico e na intervenção cirúrgica quaisquer sinais cirúrgicos. Em seguida à operação, eles se erguem lépidos e sem qualquer embaraço ou dor, manifestando-se surpreendidos por seu alívio inesperado e a eliminação súbita de seus males.
Quando opera incorporado no médium, o espírito sempre é auxiliado por companheiros experimentados na mesma tarefa, que cooperam e ajudam no controle da intervenção cirúrgica, no diagnóstico seguro e rápido e no exame antecipado das anomalias dos enfermos a serem operados. Entidades experimentadas na ciência química transcendental preparam os fluidos anestesiantes e cicatrizantes, transferindo-os depois do mundo oculto para o cenário físico através da materialização na forma líquida ou gasosa, conforme seja necessário.
CIRURGIAS À DISTÂNCIA
Embora o êxito das operações mediúnicas dependa especialmente do ectoplasma a ser fornecido por um médium de efeitos físicos e controlado pelos espíritos de médicos desencarnados, há circunstâncias em que, devido ao teor sadio dos próprios fluidos do enfermo, as operações produzem resultados miraculosos no corpo físico, apesar de processadas somente no perispírito.
O processo de "refluidificação", com o aproveitamento dos fluidos do próprio doente, lembra algo do recurso de cura adotado na hemoterapia praticada pela medicina terrena, na qual o médico incentiva o energismo da pessoa debilitada extraindo-lhe algum sangue e, em seguida, injetando-o novamente nela, em um processo que acelera a dinâmica do sistema circulatório.
No entanto, mesmo que se tratem de operações mediúnicas feitas diretamente na carne do paciente ou mediante fluidos irradiados à distância pelas pessoas de magnetismo terapêutica, o sucesso operatório exige sempre a interferência de espíritos desencarnados, técnicos e operadores, que submetem os fluidos irradiados pelos "vivos" a um avançado processo de química transcendental nos laboratórios do lado espiritual.
E quais são as diferenças entre as cirurgias realizadas com a presença do paciente e as realizadas à distância? No primeiro caso, os técnicos desencarnados utilizam o ectoplasma do médium de efeitos físicos e também os fluidos nervosos emitidos pelas pessoas presentes. Esta aglutinação polarizada sobre o enfermo presente possibilita resultados mais eficientes e imediatos. No segundo caso, os espíritos operadores procuram reunir e projetar sobre o doente os fluidos magnéticos obtidos pelas pessoas que se encontram reunidas à distância, no centro espírita.
Porém como se tratam de fluidos bem mais fracos do que os fornecidos pelo médium de fenômenos físicos, eles são submetidos a um tratamento químico especial pelos operadores invisíveis, a fim de se obterem resultados positivos. Mesmo assim, os fluidos transmitidos à distância servem apenas para as intervenções de pouco vulto, pois, sendo fluidos heterogêneos, exigem a "purificação" à qual nos referimos.
Existem alguns fatores que impedem as cirurgias à distância de serem tão eficazes e seguras como as intervenções diretas. Para muitos desses voluntários doadores de fluidos, faltam a vontade disciplinada e a vibração emotiva fervorosa, que potencializam as energias espirituais. Além disso, alguns deles não gozam de boa saúde, fumam em demasia, ingerem bebidas alcoólicas em excesso ou abusam de alimentação carnívora. Aliás, nos dias destinados a esses trabalhos espirituais, os médiuns deveriam se submeter a uma alimentação sóbria, já que, depois de uma refeição por vezes indigesta, o indivíduo não tem disposição para tomar parte em uma tarefa que exige concentração mental segura.
DIFICULDADES PARA OS ESPÍRITOS CURADORES
Durante o tratamento fluídico operado à distância, a cura depende muito das condições psíquicas em que os doentes forem encontrados durante a recepção dos fluidos. Os espíritos terapeutas enfrentam sérias dificuldades no serviço de socorro aos pacientes cujos nomes estão inscritos nas listas dos centros espíritas, pois além das dificuldades técnicas resultantes de certo desequilíbrio mental do ambiente onde eles atuam/ outros empecilhos os aguardam, em virtude do estado psíquico dos próprios doentes.
Às vezes, o enfermo tem a mente saturada de fluidos sombrios, em face de conversas maledicentes, intrigas, calúnias e fofocas. Em outros casos, lá está ele em excitação nervosa por causa de alguma violenta discussão política ou desportiva, bem como é encontrado envolto na fumarada intoxicante do cigarro ou na bebericagem de um alcoólatra. Outras vezes, os fluidos irradiados das sessões espíritas penetram nos lares enfermos, mas encontram o ambiente carregado de fluidos agressivos, provenientes de discussões ocorridas entre seus familiares. É evidente que os desencarnados têm pouco êxito em sua tarefa abnegada de socorrerem os enfermos quando estes vibram recalques de ódio, vingança, luxúria, cobiça ou quaisquer outros sentimentos negativos.
CIRURGIAS DURANTE O SONO
As operações cirúrgicas realizadas no perispírito durante o sono só atingem a causa mórbida no tecido etérico deste, porém, depois de algum tempo, começam a desaparecer seus efeitos mórbidos na carne, pelo mesmo fenômeno de repercussão vibratória. Neste caso, como os enfermos operados ignoram o que lhes aconteceu durante o sono ou mesmo em momento de vigília e repouso, opõem dúvidas quanto a essa possibilidade.
Uma vez que esses doentes, tendo sido operados no perispírito, não comprovam de imediato qualquer alteração benéfica em seu corpo físico, geralmente supõem terem sido vítimas de uma fraude ou um completo fracasso quanto à intervenção feita. Acontece que a transferência reflexa das reações produzidas por essas operações se processa muito lentamente, levando semanas ou até meses para manifestarem seus efeitos benéficos no organismo. Além disso, há casos em que o enfermo recebe assistência de seus guias espirituais devido à circunstância de emergência, que não altera o determinismo de seu resgate cármico.
Toda cura se dá pela ação fluídica, já que o espírito age através dos fluidos. Tanto o perispírito como o corpo físico são de natureza fluídica, embora em diferentes estados, havendo relação entre eles. O agente da cura pode ser encarnado ou desencarnado e nela podem ser utilizados ou não processos como passes, água fluidificada e outros, além da intervenção no perispírito ou no corpo. Na cura por efeitos físicos, a alteração orgânica no corpo físico é imediatamente visível ou passível de constatação pelos sentidos ou aparelhamentos materiais.
Na ação fluídica sobre o perispírito, a cura será avaliada depois, pelos efeitos posteriores no corpo físico. Agindo através dos centros anímicos, órgãos de ligação com o perispírito, atinge-se este, que também se beneficia ao se purificar pela aceleração vibratória, tornando-se, assim, incompatível com as de mais baixo padrão.
É desta forma que se operam as curas de perturbações espirituais, na parte que se refere ao perturbado propriamente dito. Sabemos que a maior parte das moléstias de fundo grave e permanente não podem ser curadas porque representam resgates cármicos em desenvolvimento, salvo quando há permissão do Alto para curá-las. Entretanto, há benefícios para o doente em todos os casos, porque se conseguirá, no mínimo, uma atenuação do sofrimento.
A CURA NA MÃO DE TODOS
A faculdade de curar pela influência fluídica é muito comum e pode se desenvolver por exercício. Todos nós, estando saudáveis e equilibrados, podemos beneficiar os doentes com passes, irradiações, água fluidificada etc. Aprendendo e exercitando, desenvolvemos nosso potencial de ação sobre os fluídos.
O poder curativo está na razão direta da pureza dos fluidos produzidos, como qualidades morais ou pureza de intenções, da energia da vontade, quando o desejo ardente de ajudar provoca maior força de penetração, e da ação do pensamento, dirigindo os fluidos em sua aplicação.
A mediunidade de cura, porém, é bem mais rara, espontânea e se caracteriza pela energia e instantaneidade da ação. O médium de cura age pelo simples contato, pela imposição das mãos, pelo olhar, por um gesto, mesmo sem o uso de qualquer medicamento. No evangelho, existem numerosos relatos onde Jesus ou seus seguidores curam por ação fluídica, alguns deles examinados por Allan Kardec no livro A Gênese, capítulo XV.
CONDIÇÕES FUNDAMENTAIS PARA A CURA
É lícito buscar a cura, mas não se pode exigi-Ia, pois ela dependerá da atração e fixação dos fluidos curadores por parte daqueles que devem recebê-los. A cura se processa conforme nossa fé, merecimento ou necessidade. Quando uma pessoa tem merecimento, sua existência precisa continuar ou as tarefas a seu cargo exigem boa saúde, a cura poderá ocorrer em qualquer tempo e lugar, até mesmo sem intermediários (aparentemente, porque ajuda espiritual sempre haverá). No entanto, às vezes, o bem do doente está em continuar sofrendo aquela dor ou limitação, que o reajusta e equilibra espiritualmente, o que nos faz pensar que nossa prece não foi ouvida.
Para tanto, vejamos o que diz Emmanuel no livro Seara dos Médiuns, no capítulo "Oração e Cura": "Lembremo-nos de que lesões e chagas, frustrações e defeitos em nossa forma externa são remédios da alma que nós mesmos pedimos à farmácia de Deus. A cura só se dará em caráter duradouro se corrigirmos nossas atuais condições materiais e espirituais. A verdadeira saúde e equilíbrio vêm da paz que em espírito soubermos manter onde, quando, como e com quem estivermos. Empenhemo-nos em curar males físicos, se possível, mas lembremos que o Espiritismo cura sobretudo as moléstias morais".
De uma maneira primorosa, Allan Kardec nos situa sobre o assunto: "A cura se opera mediante a substituição de uma molécula malsã por uma molécula sã. O poder curativo está, pois, na razão direta da pureza da substância inoculada, mas depende também da energia da vontade, que, quanto maior for, mais abundante emissão fluídica provocará e tanto maior força de penetração dará ao fluido. Depende ainda das intenções daquele que deseje realizar a cura, seja homem ou espírito".
Daí então se depreende que são quatro as condições fundamentais das quais depende o êxito da cura: o poder curativo do fluido magnético animalizado do próprio médium, a vontade do médium na doação de sua força, a influenciação dos espíritos para dirigir e aumentar a força do homem e as intenções, méritos e fé daquele que deseja se curar.
terça-feira, 29 de maio de 2018
“O BRASIL ESTÁ ENTRANDO NUMA ERA DE ESPERANÇA”
Nestes
inquietantes tempos de desonra moral desabando sobre o povo
brasileiro, em que políticos geram supostas manobras sorrateiras,
dispondo rebaixar as atuais estruturas investigativas no âmbito
policial e judicial, é urgente permanecermos em estado de vigília e
oração ininterrupta em favor da paz social no Brasil.
Mas
a despeito do preocupante cenário social, político e econômico,
enxergamos um horizonte promissor de uma nova geração que vem
surgindo em nosso país composta de executivos, professores, médicos,
advogados, engenheiros, historiadores, delegados, procuradores e
juízes, todos trabalhando com entusiasmo e intrepidez pela
consagração da ética em nosso país. Isto nos pacifica sob a
expectativa decisiva de transformação dos valores morais que tem
manchado esta nação dilacerada pela corrupção destruidora.
Tal
conjuntura nos envia ao último capítulo do livro A Gênese de Allan
Kardec. Aí arranjamos algumas adequações para fins de comparação
com a realidade supra descrita. Vislumbramos uma nova geração de
brasileiros, desenfaixados dos detritos do velho sistema corrupto.
Observamos pessoas mais moralizadas e possuídas de ideias e de
sentimentos muito diferentes da velha geração que está sendo
deportada para mundos afins. [1]
As
sociedades se modificam, como já se transformaram noutras épocas, e
cada transformação se distingue por uma crise moral. Contudo,
nessas ebulições sociais, a fraternidade deve ser a pedra angular
da nova ordem social; mas, inexiste fraternidade real, sem o avanço
moral. Somente o progresso moral pode fazer que entre nós reinem a
honestidade, a concórdia, a paz e a fraternidade.
A
velha geração (daqueles atolados nas arapucas da corrupção) que
está se despedindo (da Terra) levará consigo seus erros e estragos
sociais; a geração que surge, imprimirá à sociedade o progresso
moral que assinalará a nova fase da evolução geral no Brasil e no
mundo.
Essa
fase já se revela, atualmente, no Brasil, em razão do conjunto de
práticas revolucionárias no combate à improbidade, à imoralidade
e à falcatrua através de efetivas e duras punições. Nesse
contexto, nós espíritas estamos sendo convocados para irradiarmos
compreensão, amor e paz em favor dos cidadãos de bem, a fim de
facilitar o movimento de regeneração em nosso país.
Grande,
é ainda o número dos ímprobos; que nada poderão contra a ética
da nova geração que surge. Os desonestos irão desaparecer aos
poucos, mas ainda defenderão palmo a palmo os seus obscuros
interesses de poder e tramoias.
Não
nos enganemos, haverá, um embate moral inevitável, desigual da
geração degradada e já envelhecida, a cair em frangalhos, contra o
futuro da nova geração de seres audazes e incorruptíveis. Hoje no
Brasil vemos com clareza quem é quem nesse cenário.
Para
que haja paz em nosso país, preciso é que somente a povoem
espíritos bons, encarnados e desencarnados. É chegado o tempo das
grandes debandadas dos que praticam o mal pelo mal. Serão excluídos,
para não ocasionarem perturbação e obstáculo ao progresso.
Após
a desencarnação, muitos irão expiar em mundos inferiores, outros
em raças terrestres ainda atrasadas. A época atual é, sem dúvida,
de transição; confundem-se os personagens das duas gerações.
Assistimos à partida de uma e à chegada da outra. Têm ideias e
pontos de vista opostos as duas gerações que se sucedem. Pela
natureza das disposições morais, porém sobretudo das disposições
intuitivas e inatas, cabendo-lhe (nova geração) fundar a era do
progresso moral.
A
nova geração se distingue por coragem, inteligência e talentos
precoces, tem sentimento inato da honestidade. Já os corrompidos
ainda trazem a maldade, a malícia, a mentira. Em face disso, têm de
ser expurgados porque são incompatíveis com o império da honradez,
da fraternidade e porque o contato com eles (os corruptos e
corruptores) constituirá sempre um sofrimento para os bons.
Quando
o Brasil se achar livre dos desmoralizados, os homens de bem
caminharão sem óbices para o futuro melhor. Opera-se,
presentemente, um desses movimentos gerais dos tempos que chegaram,
destinados a realizar uma higienização e remodelação moral da
sociedade brasileira.
Jorge
Hessen- Fonte: Agenda Espírita
Referências
Bibliográficas:
[1]
Kardec, Allan. A Gênese, cap. 18, RJ: Ed. FEB, 1977.
segunda-feira, 28 de maio de 2018
"COMO GANHAR A SIMPATIA DOS BENFEITORES ESPIRITUAIS"
Quem vive unica e exclusivamente para si, não conquista simpatia dos benfeitores espirituais, mas quando você sai de si mesmo e vai de encontro ao semelhante, o que acontece?
- Você sai de casa, chega a um hospital, tem um doente... você aplica um passe nele, fala uma palavra de reconforto para ele... o que você não sabe é que ao lado daquela criatura que está doente, tem uma, dois, três, várias entidades, vários amigos espirituais daquela criatura, que se sensibilizam com a sua bondade e que fazem uma anotação de gratidão no coração"....
HAROLDO DUTRA DIAS
domingo, 27 de maio de 2018
"A REALEZA É SUPERIOR ESPIRITUALMENTE ? VEJA A COMUNICAÇÃO DE UMA UMA RAINHA DESENCARNADA !
Entrevista com uma RAINHA após o desencarne !
P. Quais as vossas sensações ao deixardes o mundo terrestre?
Instruções do guia do médium
S. Luís — Deixai-a, a pobre perturbada. Tende compaixão da sua cegueira e oxalá vos sirva de exemplo. Não sabeis quanto padece o seu orgulho.
[Evocando esta grandeza decaída ao túmulo, não esperávamos respostas de grande alcance, dado o gênero da educação feminina nesse país; julgávamos, porém, encontrar nesse Espírito, não diremos filosofia, mas pelo menos uma noção mais aproximada da realidade, e idéias mais sensatas relativamente a vaidades e grandezas terrenas. Longe disso, vimos que o Espírito conservava todos os preconceitos terrestres na plenitude da sua força; que o orgulho nada perdeu das suas ilusões; que lutava contra a própria fraqueza e, finalmente, que muito devia sofrer pela sua impotência.]
A RAINHA DE OUDE
(Falecida em França, em 1858)
(Falecida em França, em 1858)
P. Quais as vossas sensações ao deixardes o mundo terrestre?
R.
Ainda perturbada, torna-se-me impossível explicá-las.
P. Sois feliz?
R. Tenho saudades da vida... não sei... experimento acerba dor da qual a vida me libertaria... quisera que o corpo se levantasse do túmulo...
P. Lamentais o ter sido sepultada entre cristãos, que não no vosso país?
R. Sim, a terra indiana menos me pesaria sobre o corpo.
P. Que pensais das honras fúnebres tributadas aos vossos despojos?
R. Não foram grande coisa, pois eu era rainha e nem todos se curvaram diante de mim... Deixai-me... forçam-me a falar, quando não quero que saibais o que ora sou... Asseguro-vos, eu era rainha...
P. Respeitamos a vossa hierarquia e só insistimos para que nos respondais no propósito de nos instruirmos. Acreditais que vosso filho recupere de futuro os Estados de seu pai?
R. Meu sangue reinará, por certo, visto como é digno disso.
P. Ligais a essa reintegração de vosso filho a mesma importância que lhe dáveis quando encarnada?
R. Meu sangue não pode misturar-se com o do povo.
P. Não se pôde fazer constar na respectiva certidão de óbito o lugar do vosso nascimento; podereis no-lo dizer, agora?
R. Sou oriunda do mais nobre dos sangues da Índia. Penso que nasci em Delhi.
P. Vós, que vivestes nos esplendores do luxo, cercada de honras, que pensais hoje de tudo isso?
R. Que tenho direito.
P. A vossa hierarquia terrestre concorreu para que tivésseis outra mais elevada nesse mundo em que ora
estais?
R. Continuo a ser rainha... que se enviem escravas para me servirem!... Mas... não sei... parece-me que
pouco se preocupam com a minha pessoa aqui... e contudo eu... sou sempre a mesma.
P. Professáveis a religião muçulmana ou a hindu?
R. Muçulmana; eu, porém, era bastante poderosa para que me ocupasse de Deus.
P. No ponto de vista da felicidade humana, quais as diferenças que assinalais entre a vossa religião e o Cristianismo?
R. A religião cristã é absurda; diz que todos são irmãos.
P. Qual a vossa opinião a respeito de Maomé?
R. Não era filho de rei.
P. Acreditais que ele houvesse tido uma missão divina?
R. Isso que me importa?!
P. Qual a vossa opinião quanto ao Cristo?
R. O filho do carpinteiro não é digno de preocupar meus pensamentos.
P. Que pensais desse uso pelo qual as mulheres muçulmanas se furtam aos olhos masculinos?
R. Penso que as mulheres nasceram para dominar: — eu era mulher.
P. Tendes inveja da liberdade de que gozam as européias?
R. Que poderia importar-me tal liberdade? Servem-nas, acaso, ajoelhados?
P. Tendes reminiscências de encarnações anteriores a esta que vindes de deixar?
R. Deveria ter sido sempre rainha.
P. Por que acudistes tão prontamente ao nosso apelo?
R. Não queria fazê-lo, mas forçaram-me. Acaso julgarás que eu me dignaria responder-te? Que és tu a meu lado?
P. E quem vos forçou a vir?
R. Eu mesma não sei... posto que não deva existir ninguém mais poderoso do que eu.
P. Sob que forma vos apresentais aqui?
R. Sempre rainha... e pensas que eu tenha deixado de o ser? És pouco respeitoso... fica sabendo que não é desse modo que se fala a rainhas.
P. Se nos fosse dado enxergar-vos, ver-vos-íamos com os vossos ornatos e pedrarias?
R. Certamente...
P. E como se explica o fato de, despojado de tudo isso, conservar o vosso Espírito tais aparatos, sobretudo os ornamentos?
R. É que eles me não deixaram. Sou tão bela quanto era, e não compreendo o juízo que de mim fazeis! É verdade que nunca me vistes.
P. Qual a impressão que vos causa em vos achardes entre nós?
R. Se eu pudesse evitá-la... Tratam-me com tão pouca cortesia...
P. Sois feliz?
R. Tenho saudades da vida... não sei... experimento acerba dor da qual a vida me libertaria... quisera que o corpo se levantasse do túmulo...
P. Lamentais o ter sido sepultada entre cristãos, que não no vosso país?
R. Sim, a terra indiana menos me pesaria sobre o corpo.
P. Que pensais das honras fúnebres tributadas aos vossos despojos?
R. Não foram grande coisa, pois eu era rainha e nem todos se curvaram diante de mim... Deixai-me... forçam-me a falar, quando não quero que saibais o que ora sou... Asseguro-vos, eu era rainha...
P. Respeitamos a vossa hierarquia e só insistimos para que nos respondais no propósito de nos instruirmos. Acreditais que vosso filho recupere de futuro os Estados de seu pai?
R. Meu sangue reinará, por certo, visto como é digno disso.
P. Ligais a essa reintegração de vosso filho a mesma importância que lhe dáveis quando encarnada?
R. Meu sangue não pode misturar-se com o do povo.
P. Não se pôde fazer constar na respectiva certidão de óbito o lugar do vosso nascimento; podereis no-lo dizer, agora?
R. Sou oriunda do mais nobre dos sangues da Índia. Penso que nasci em Delhi.
P. Vós, que vivestes nos esplendores do luxo, cercada de honras, que pensais hoje de tudo isso?
R. Que tenho direito.
P. A vossa hierarquia terrestre concorreu para que tivésseis outra mais elevada nesse mundo em que ora
estais?
R. Continuo a ser rainha... que se enviem escravas para me servirem!... Mas... não sei... parece-me que
pouco se preocupam com a minha pessoa aqui... e contudo eu... sou sempre a mesma.
P. Professáveis a religião muçulmana ou a hindu?
R. Muçulmana; eu, porém, era bastante poderosa para que me ocupasse de Deus.
P. No ponto de vista da felicidade humana, quais as diferenças que assinalais entre a vossa religião e o Cristianismo?
R. A religião cristã é absurda; diz que todos são irmãos.
P. Qual a vossa opinião a respeito de Maomé?
R. Não era filho de rei.
P. Acreditais que ele houvesse tido uma missão divina?
R. Isso que me importa?!
P. Qual a vossa opinião quanto ao Cristo?
R. O filho do carpinteiro não é digno de preocupar meus pensamentos.
P. Que pensais desse uso pelo qual as mulheres muçulmanas se furtam aos olhos masculinos?
R. Penso que as mulheres nasceram para dominar: — eu era mulher.
P. Tendes inveja da liberdade de que gozam as européias?
R. Que poderia importar-me tal liberdade? Servem-nas, acaso, ajoelhados?
P. Tendes reminiscências de encarnações anteriores a esta que vindes de deixar?
R. Deveria ter sido sempre rainha.
P. Por que acudistes tão prontamente ao nosso apelo?
R. Não queria fazê-lo, mas forçaram-me. Acaso julgarás que eu me dignaria responder-te? Que és tu a meu lado?
P. E quem vos forçou a vir?
R. Eu mesma não sei... posto que não deva existir ninguém mais poderoso do que eu.
P. Sob que forma vos apresentais aqui?
R. Sempre rainha... e pensas que eu tenha deixado de o ser? És pouco respeitoso... fica sabendo que não é desse modo que se fala a rainhas.
P. Se nos fosse dado enxergar-vos, ver-vos-íamos com os vossos ornatos e pedrarias?
R. Certamente...
P. E como se explica o fato de, despojado de tudo isso, conservar o vosso Espírito tais aparatos, sobretudo os ornamentos?
R. É que eles me não deixaram. Sou tão bela quanto era, e não compreendo o juízo que de mim fazeis! É verdade que nunca me vistes.
P. Qual a impressão que vos causa em vos achardes entre nós?
R. Se eu pudesse evitá-la... Tratam-me com tão pouca cortesia...
Instruções do guia do médium
S. Luís — Deixai-a, a pobre perturbada. Tende compaixão da sua cegueira e oxalá vos sirva de exemplo. Não sabeis quanto padece o seu orgulho.
[Evocando esta grandeza decaída ao túmulo, não esperávamos respostas de grande alcance, dado o gênero da educação feminina nesse país; julgávamos, porém, encontrar nesse Espírito, não diremos filosofia, mas pelo menos uma noção mais aproximada da realidade, e idéias mais sensatas relativamente a vaidades e grandezas terrenas. Longe disso, vimos que o Espírito conservava todos os preconceitos terrestres na plenitude da sua força; que o orgulho nada perdeu das suas ilusões; que lutava contra a própria fraqueza e, finalmente, que muito devia sofrer pela sua impotência.]
[Comentário
do blogueiro: Infelizmente
o Orgulho e a Vaidade são os dois sentimentos que ainda norteiam
grande parte da humanidade, trazendo grande ilusão e sofrimento para
aqueles que aportam do outro lado da vida, sem qualquer preparo de
ordem espiritual. Assim, devemos combater de todas as formas estes
sentimentos negativos, enquanto encarnados, para não sermos
surpreendidos após o desenlace carnal.]
Fonte: Espírit Book
"COMO EXPLICAR TANTA DIFERENÇA, SE SOMOS TODOS FILHOS DE DEUS, COM OS MESMOS DIREITOS E DEVERES?"
Só
a maravilhosa Lei da Reencarnação pode explicar, que o Espírito é
Eterno e que todos já vivemos muitas Vidas, que nesta, estamos
apenas Colhendo tudo que Plantamos. Ninguém passa por algo sem
Merecer, como diz Jesus: “A cada um, segundo suas próprias Obras”,
ou seja, “A cada um, segundo seu próprio Merecimento”. O
Apóstolo Paulo também confirmou às Palavras de Jesus, dizendo:
“Tudo que plantardes, também ceifarás”, ou seja "Colherás".
O
Objetivo da Reencarnação do Espírito é o seu despertamento. Tudo
que sai das mãos de Deus conduz latentes valores imortais. O tempo
encarregar-se-á de formar meios e angariar métodos de acordar as
almas para que elas sintam suas necessidades de progredir e de amar.

Deus
nos impôs a Reencarnação para nos mostrar o que temos de fazer
para nós mesmos.
Aquilo
que devemos fazer, não podemos passar para outro; cabe-nos enfrentar
os nossos deveres com a disposição que a fé nos faculta.
O
nosso Pai Celestial nunca se esqueceu da Sua paternidade, desde os
primeiros momentos da criação, até aos Espíritos puros que o
cercam dispostos a fazer a Sua vontade.
Os
Espíritos se originam do mesmo princípio único, tocados com o
mesmo amor pela Divindade.
A
Justiça de Deus é perfeita em todos os rumos da Sua sabedoria, e
neste entendimento é que os seres criados passam pelos mesmos
processos de despertamento espiritual, mas, com reações diversas.
O
ponto de saída e chegada é o mesmo para todos os Seus filhos.
As diferenças que encontramos de alma para alma, de homem para homem, já deves ter deduzido, é a idade de cada ser, na pauta das suas existências.
Quanto,
ao que muitos escritores espiritualistas dizem, que uns sofrem e
outros não, na ascensão que deviam conquistar, é opinião falsa,
por não encontrar ressonância na justiça do Todo-Poderoso.
Se
nasceram todos simples e ignorantes todos foram às escolas, onde os
ensinamentos são os mesmos e idênticas às necessidades.
Mesmo
que as modalidades de aprendizagem sejam diversas, no fim, a soma de
trabalhos, dores e sacrifícios, de esforços individuais para
aquisição dos poderes, é a mesma, em busca das trilhas de
libertação dos seus valores morais e espirituais.
No
princípio recebemos de mãos generosas o apoio correspondente às
nossas necessidades que, quando adultos passamos a doar aos que se
encontram na nossa retaguarda, como compensação pelo que recebemos.
Essa é uma lei: nada fica sem resposta na vida.
Tudo
que existe, toma forma, perde a forma e torna a tomar corpo. E a alma
não pode fugir dessa lei universal, porque a Reencarnação nos
favorece o crescimento espiritual mais rápido.
Somos,
por assim dizer, agredidos pela matéria, e dessa agressão acordamos
cada vez mais para o Amor, especulando em todos os sentidos para
aquisição da sabedoria. Bendita seja a Reencarnação, que nos
aprimora e que nos eleva, dando-nos a entender que não existe a
morte.
Fonte: ESPIRIT BOOK
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𝗖𝗢𝗠𝗢 𝗢𝗦 𝗥𝗘𝗟𝗔𝗖𝗜𝗢𝗡𝗔𝗠𝗘𝗡𝗧𝗢𝗦 𝗙𝗜𝗖𝗔𝗠 𝗔𝗧𝗥𝗘𝗟𝗔𝗗𝗢𝗦 𝗡𝗔𝗦 𝗥𝗘𝗘𝗡𝗖𝗔𝗥𝗡𝗔𝗖̧𝗢̃𝗘𝗦.
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