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terça-feira, 12 de março de 2013
domingo, 10 de março de 2013
"CASAMENTO E DIVORCIO"
Divórcio, edificação adiada, resto a pagar no balanço do
espírito devedor. Isso geralmente porque um dos cônjuges, sócio na firma do
casamento, veio a esquecer que os direitos na instituição doméstica somam
deveres iguais.
A Doutrina Espírita elucida claramente o problema do lar,
definindo responsabilidades e entremostrando os remanescentes do trabalho a
fazer, segundo os compromissos anteriores em que marido e mulher assinaram
contrato de serviço, antes da reencarnação.
Dois espíritos sob o aguilhão do remorso ou tangidos pelas
exigências da evolução, ambos portando necessidades e débitos, combinam
encontro ou reencontro no matrimônio, convencidos de que união esponsalícia é,
sobretudo, programa de obrigações regenerativas.
Reincorporados, porém, na veste física, se deixam embair
pelas ilusões de antigos preconceitos da convenção social humana ou pelas
hipnoses do desejo e passam ao território da responsabilidade matrimonial,
quais sonâmbulos sorridentes, acreditando em felicidade de fantasia como as
crianças admitem a solidez dos pequeninos castelos de papelão.
Surgem, no entanto, as realidades que sacodem a consciência.
Esposo e esposa reconhecem para logo que não são os donos
exclusivos da empresa. Sogro e sogra, cunhados e tutores consanguíneos são
também sócios comanditários, cobrando os juros do capital afetivo que
emprestaram, e os filhos vão aparecendo na feição de interessados no ajuste,
reclamando cotas de sacrifício.
O tempo que durante o noivado era todo empregado no montante
dos sonhos, passa a ser rigorosamente dividido entre deveres e pagamentos,
previsões e apreensões, lutas e disciplinas e os cônjuges desprevenidos de
conhecimento elevado, começam a experimentar fadiga e desânimo, quanto mais se
lhes torna necessária a confiança recíproca para que o estabelecimento
doméstico produza rendimento de valores substanciais em favor do mundo e da
vida do espírito.
Descobrem, por fim, que amar não é apenas fantasiar, mas
acima de tudo, construir. E construir pede não somente plano e esperança, mas
também suor e por vezes aflição e lágrimas.
Auxiliemos, na Terra, a compreensão do casamento como sendo
um consórcio de realizações e concessões mútuas, cuja falência é preciso
evitar.
Divulguemos o princípio da reencarnação e da
responsabilidade individual para que os lares formados atendam à missão a que
se destinam.
Compreendamos os irmãos que não puderem evitar o divórcio
porquanto ignoramos qual seria a nossa conduta em lugar deles, nos obstáculos e
sofrimentos com que foram defrontados, mas interpretemos o matrimônio por
sociedade venerável de interesses da alma perante Deus.
Waldo Vieira. Da obra: Sol nas Almas.
Ditado pelo Espírito André Luiz.
terça-feira, 5 de março de 2013
"MORTE E REENCARNAÇÃO."
A morte mais não é que uma transformação necessária e uma
renovação, pois nada perece realmente. A morte é só aparente; somente muda a
forma exterior; princípio da vida, a alma fica em sua unidade permanente,
indestrutível. Esta se acha, além do túmulo, na plenitude de suas faculdades,
com todas as aquisições com que se enriqueceu durante as suas existências
terrestres: luzes, aspirações, virtudes e potências. Eis aí os bens
imperecíveis a que se refere o Evangelho, quando diz: “Os vermes e a ferrugem
não os consumirão nem os ladrões os furtarão.” São as únicas riquezas que
poderemos levar conosco e utilizar na vida futura.
A morte e a reencarnação que se lhe segue, em um tempo dado,
são duas condições essenciais do progresso. Rompendo os hábitos acanhados que
havíamos contraído, elas colocam-nos em meios diferentes; obrigam a
adaptarmo-nos às mil faces da ordem social, e universal.
Quando chega o declínio da vida, quando nossa existência,
semelhante à página de um livro, vai voltar-se para dar lugar a uma página
branca e nova, aquele que for sensato consulta o seu passado e revê os seus
atos. Feliz quem nessa hora puder dizer: meus dias foram bem preenchidos! Feliz
aquele que aceitou as suas provas com resignação e suportou-as com coragem!
Esses, macerando a alma, deixaram expelir tudo o que nela havia de amargor e
fel.
Rememorando na consciência as suas tribulações, bendirão os
sofrimentos que suportaram e, com a paz íntima, verão sem receio aproximar-se o
momento da morte.
Digamos adeus às teorias que fazem da morte a porta do nada,
ou o prelúdio de castigos intermináveis. Adeus sombrios fantasmas da Teologia,
dogmas medonhos, sentenças inexoráveis, suplícios infernais! Chegou a vez da
esperança e da vida eterna! Não mais há negrejantes trevas, porém, sim, luz
deslumbrante que surge dos túmulos.
Já vistes a borboleta de asas multicores despir a informe
crisálida, esse invólucro repugnante, no qual, como lagarta, se arrastava pelo
solo? Já a vistes solta, livre, voejar ao calor do Sol, no meio do perfume das
flores? Não há imagem mais fiel para o fenômeno da morte. O homem também está
numa crisálida que a morte decompõe. O corpo humano, vestimenta de carne, volta
ao grande monturo; o nosso despojo miserável entra no laboratório da Natureza;
mas, o Espírito, depois de completar a sua obra, lança-se a uma vida mais
elevada, para essa vida espiritual que sucede à vida corpórea, como o dia
sucede à noite. Assim se distingue cada uma das nossas encarnações.
Firmes nesses princípios, não mais temeremos a morte. Como
os gauleses, ousaremos encará-la sem terror. Não mais haverá motivo para
receio, para lágrimas, cerimônias sinistras e cantos lúgubres. Os nossos
funerais tornar-se-ão uma festa pela qual celebraremos a libertação da alma,
sua volta à verdadeira pátria.
Texto retirado do livro “Depois da Morte” - Léon Denis
domingo, 3 de março de 2013
"ABRIGO ÍNTIMO"
Pedes abrigo no tumulto que habitualmente aparece diante das
grandes renovações. Entretanto, as possibilidades para o
levantamento de semelhante refúgio estão em ti mesmo.
Rememora a proteção sob a qual vieste ao Plano Físico. De
nada dispunhas, além do amor com que te acolheram, no entanto, não te faltou
apoio para o crescimento
nem luz bastante para que se te clareassem os pensamentos.
Relaciona os empréstimos da vida com que ao mundo te
vinculaste:
oportunidades que te honraram;
afetos que te surgiram; meios que obtiveste; lições que te enobreceram.
Soma as bênçãos que te enriquecem e pensa na aplicação
respectiva que se
te pede para a elevação do futuro.
Constrói, por dentro do próprio ser, o abrigo de
entendimento que solicitas
no qual possas desfrutar segurança e irradiá-la de ti.
Agradece a tarefa que a vida te
concedeu.
Trabalha confiando no êxito do bem. Usa os patrimônios da
vida sem
desperdiçá-los. Não retenhas vantagens com evidente prejuízo
dos outros.
Se erraste, corrige-te sem precipitação em desespero. Não
admitas o
fracasso por perda definitiva e sim por ensinamento
necessário ao triunfo.
Aceita os outros como são sem violentar-lhes o modo de ser e
sem permitir
que te destruam as realizações e os ideais. Segue o teu próprio
caminho,
compreendendo e amando sempre.
Assume as responsabilidades com que te deves conduzir, sem
qualquer
intromissão no comportamento alheio. Participa da
existência, ofertando as tuas
atividades ao montante do benefício comum.
Não te retardes em sombras de ressentimento ou irritação,
contra
experiências de que ainda precisas. Segue adiante, pensando
no bem, falando para o
bem, agindo no bem e edificando para o bem, sem perder o
tesouro das horas.
E suceda o que suceder, estarás em segurança, porque assim
reconhecerás
que a segurança inviolável em nós é a presença de Deus.
Emmanuel-Chico Xavier
sexta-feira, 1 de março de 2013
"LIÇÕES DO TEMPO"
Todos nós, na terra, encarnados e desencarnados, com vínculo no Planeta, estamos no educandário da evolução.
De um modo ou de outro, todos somos discípulos na escola do progresso.
Se te vês ao lado de companheiros ,em dificuldades maiores que as tuas, compadece-te deles e auxilia-os nas bases do entendimento e da abnegação. Quase sempre no plano físico, semelhantes amigos se nos caracterizam na imagem de parentes ou companheiros outros , que as ligações do dia-a dia nos colocaram juntos nesta existência. Entretanto, diante da Espiritualidade maior, são colegas de aprendizado, em aulas difíceis nas lições do tempo.
No passado próximo ou remoto, dilapidaram a própria forma, em atos conscientes de auto destruição e renasceram, mostrando no corpo que usufruem as marcas dos gestos lastimáveis, perpetrados por eles contra eles mesmos. Entregaram-se em existências outras, a traumas de ódio e delinqüências , complicando os caminhos dos semelhantes e retornaram ao berço terrestre, assinalados por enfermidades de longo curso, em que lhes sanam, gradativamente, as chagas mentais, adquiridas em processos culposos, nos quais se viram incursos. Em estradas do pretérito abusaram de corações sensíveis , arrastando-os a calamidades passionais e agora, reaparecem no mundo, suportando conflitos psicológicos que exigem muito tempo para a eliminação necessária. Em climas sociais, de muito extintos, cultivaram hábitos perniciosos e ressurgem agora, na arena terrestre, inclinados desde a juventude, para costumes infelizes que os impulsionam a perigos constantes. Renderam-se a tentações, em experiências que já se foram, instalados entre companhias lamentáveis, que os induziram a comprida vivência nas sombras da insanidade e reencarnam agora, seguidos por largos séqüitos de irmãos transviados na perturbação, que se lhe erigem, nas estradas humanas em adversários persistentes.
Se contas com bastante discernimento para ajuizar, quanto a situação dos companheiros em problemas e obstáculos maiores que os teus, nos bancos escolares da vida, compadece-te deles, ofertando-lhes o amparo de que disponhas.
E se trazes ao mundo um fardo de provações tão grande de que não possam com teu apoio, atenuar o rigor do currículo, de provas em que se matricularam, auxilia-os como possas e, longe de reprova-los ante o sofrimento ou a perturbação em que se mergulharam, ora por eles e confia-os a Deus, e tenhas certeza de que Deus, velando por todos nós, saberá como, quando e onde fará por todos eles o mais e o melhor.
CHICO XAVIER. Pelo Espírito: “Emmanuel”
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
" AMAR E SERVIR!"
"Podes criar hoje tuas oportunidades de amanhã. Na Grande Jornada, as causas semeadas cada hora produzem cada qual a sua colheita de efeitos, porque uma justiça inalterável rege o mundo. Com o vasto alcance de ação infalível ela traz aos mortais, vida de alegria ou de angústia, a prole cármica de nossos pensamentos e ações anteriores.
Aceita, pois, tanto quanto o mérito te reserva, ó de coração paciente. Anima-te e contenta-te com a sorte. Tal é o teu carma, o carma dos ciclos dos teus nascimentos, o destino daqueles que, na sua dor e tristeza, nascem a ti ligados, riem e choram de vida a vida, presos as tuas ações anteriores." (A Voz do Silêncio. Versão portuguesa de Fernando Pessoa. 3ª. edição, Civilização Brasileira.)
Disse o Anjo de luz: Querido irmão, amada irmã. A encarnação é dádiva do Criador, teus corpos são como o veleiro que te permite singrar o oceano da vida em busca do teu destino, um porto seguro. Agradeça de joelhos, e não desdenhe a oportunidade de tua redenção.
Silencia por alguns minutos, teus pensamentos ociosos, faça uma pequena pausa no teu precioso tempo sempre desperdiçado, e ouça o que te vou dizer: Pondere e reflita minhas palavras, elas poderão mudar tua vida para melhor e encurtar em séculos tua evolução sempre por tua causa, eivada de dor e desenganos.
Faça da tua alma humana, um santuário, do teu coração um jardim, e do teu mundo interior um altar.
O teu anjo solar buscará na imensidão do infinito, um sol radioso, um astro de esplendor, uma chama sagrada, e colocará dentro do teu coração.
E se tu aceitares o convite do Senhor te apresentará como voluntário servidor.
E do teu santuário interior, um sol radioso, irradiará luz para iluminar as mentes de homens e mulheres do mundo, e tu o deus sol, o anjo solar, levará cura nas asas do amor, para a redenção planetária.
Tudo depende da tua decisão, tudo está em tuas mãos!
E quando, como Sacerdote do Senhor tu for curar a dor do mundo, a primeira cura a ocorrer, será a tua, meu irmão, minha irmã.
Pondere a oportunidade, reflita, e toma a decisão que mudará tua vida para sempre, pois será um benfeitor, um amigo do Cristo, um servidor da Vida, e todo o universo te terá como cúmplice no serviço do AMOR.
(Ismael de Almeida)
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
"IRMÃOS DE SANGUE E IRMÃOS ESPIRITUAIS"
Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os Espíritos. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porquanto o Espírito já existia antes da formação do corpo. Não é o pai quem cria o Espírito de seu filho; ele mais não faz do que lhe fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, no entanto, auxiliar o desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir.
Os que encarnam numa família, sobretudo como parentes
próximos, são na maioria das vezes,
Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma
afeição recíproca na vida terrena. Mas, também pode acontecer sejam
completamente estranhos uns aos outros esses Espíritos, afastados entre si por
antipatias igualmente anteriores, que se traduzem na Terra por um mútuo
antagonismo, que aí lhes serve de provação. Não são os da consanguinidade os
verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de idéias, os
quais prendem os Espíritos antes, durante e depois de suas encarnações.
Segue-se que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo
Espírito, do que se o fossem pelo sangue. Podem então atrair-se, buscar-se,
sentir prazer quando juntos, ao passo que dois irmãos consangüíneos podem
repelir-se, conforme se observa todos os dias: problema moral que só o
Espiritismo podia resolver pela pluralidade das existências .”Livro dos
Espíritos”:(Capitulo IV, no.13).
Há, pois, duas espécies de famílias: as famílias pelos laços
espirituais e as famílias pelos laços corporais. Duráveis, as primeiras se
fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das
várias migrações da alma; as segundas, frágeis como a matéria, se extinguem com
o tempo e muitas vezes se dissolvem moralmente, já na existência atual. Foi o
que Jesus quis tornar compreensível, dizendo de seus discípulos: Aqui estão
minha mãe e meus irmãos, isto é, minha família pelos laços do Espírito, pois
todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus é meu irmão, minha
irmã e minha mãe.
A hostilidade que lhe moviam seus irmãos se acha claramente
expressa em a narração de São Marcos, que diz terem eles o propósito de se
apoderarem do Mestre, sob o pretexto de que este perdera o espírito. Informado
da chegada deles, conhecendo os sentimentos que nutriam a seu respeito, era
natural que Jesus dissesse, referindo-se a seus discípulos, do ponto de vista
espiritual: "Eis aqui meus verdadeiros irmãos." Embora na companhia
daqueles estivesse sua mãe, ele generaliza o ensino que de maneira alguma
implica haja pretendido declarar que sua mãe segundo o corpo nada lhe era como
Espírito, que só indiferença lhe merecia. Provou suficientemente o contrário em
várias outras circunstâncias.
Allan Kardec. Da obra: O Evangelho Segundo o Espiritismo.
domingo, 24 de fevereiro de 2013
"ESMOLA E CARIDADE"

Além dessa caridade, de ordem material, outra existe - a
moral, que não implica o gasto de um centavo sequer e, não obstante, é a mais
difícil de ser praticada.
Exemplos? Eis alguns:
Seríamos caridosos se, fazendo bom uso de nossas forças
mentais, vibrássemos ou orássemos diariamente em favor de quantos saibamos
acharem-se enfermos, tristes ou oprimidos, sem excluir aqueles que porventura
se considerem nossos inimigos.
Seríamos caridosos se, em determinadas situações, nos
fizéssemos intencionalmente cegos para não vermos o sorriso desdenhoso ou o
gesto desprezivo de quem se julgue superior a nós.
Seríamos caridosos se, com sacrifício de nosso valioso
tempo, fôssemos capazes de ouvir, sem enfado, o infeliz que nos deseja confiar
seus problemas íntimos, embora sabendo de antemão nada podermos fazer por ele,
senão dirigir-lhe algumas palavras de carinho e solidariedade.
Seríamos caridosos se, ao revés, soubéssemos fazer-nos momentaneamente
surdos quando alguém, habituado a escarnecer de tudo e de todos, nos atingisse
com expressões irônicas ou zombeteiras.
Seríamos caridosos se, disciplinando nossa língua, só nos
referíssemos ao que existe de bom nos seres e nas coisas, jamais passando
adiante notícias que, mesmo sendo verdadeiras, só sirvam para conspurcar a
honra ou abalar a reputação alheia.
Seríamos caridosos se, embora as circunstâncias a tal nos
induzissem, não suspeitássemos mal de nossos semelhantes, abstendo-nos de
expender qualquer juízo apressado e temerário contra eles, mesmo entre os
familiares.
Seríamos caridosos se, percebendo em nosso irmão um intento
maligno, o aconselhássemos a tempo, mostrando-lhe o erro e despersuadindo o de
o levar a efeito.
Seríamos caridosos se, privando-nos, de vez em quando, do
prazer de um programa radiofônico ou de T.V. de nosso agrado, visitássemos
pessoalmente aqueles que, em leitos hospitalares ou de sua residência, curtem
prolongada doença e anseiam por um pouco de atenção e afeto.
Seríamos caridosos se, embora essa atitude pudesse
prejudicar nosso interesse pessoal, tomássemos, sempre, a defesa do fraco e do
pobre, contra a prepotência do forte e a usura do rico.
Seríamos caridosos se, mantendo permanentemente uma norma de
proceder sereno e otimista, procurássemos criar em torno de nós uma atmosfera
de paz, tranqüilidade e bom humor.
Seríamos caridosos se, vez por outra, endereçássemos uma
palavra de aplauso e de estimulo às boas causas e não procurássemos, ao
contrário, matar a fé e o entusiasmo daqueles que nelas se acham empenhados.
Seríamos caridosos se deixássemos de postular qualquer
benefício ou vantagem, desde que verificássemos haver outros direitos mais
legítimos a serem atendidos em primeiro lugar.
Seríamos caridosos se não desdenhássemos nem evitássemos os
de má vida, se não temêssemos os salpicos de lama que os cobrem e lhes
estendêssemos a nossa mão amiga, ajudando-os a levantar-se e limpar-se.
Seríamos caridosos se, possuindo alguma parcela de poder,
não nos deixássemos tomar pela soberba, tratando, os pequeninos de condição,
sempre com doçura e urbanidade, ou, em situação inversa, soubéssemos tolerar,
sem ódio, as impertinências daqueles que ocupam melhores postos na paisagem
social.
Seríamos caridosos se, por sermos mais inteligentes, não nos
irritássemos com a inépcia daqueles que nos cercam ou nos servem.
Seríamos caridosos se não guardássemos ressentimento
daqueles que nos ofenderam ou prejudicaram, que feriram o nosso orgulho ou
roubaram a nossa felicidade, perdoando-lhes de coração.
Seríamos caridosos se reservássemos nosso rigor apenas para
nós mesmos, sendo pacientes e tolerantes com as fraquezas e imperfeições
daqueles com os quais convivemos, no lar, na oficina de trabalho ou na
sociedade.
E assim, dezenas ou centenas de outras circunstâncias
poderiam ainda ser lembradas, em que, uma amizade sincera, um gesto fraterno ou
uma simples demonstração de simpatia, seriam expressões inequívocas da maior de
todas as virtudes.
Nós, porém, quase não nos apercebemos dessas oportunidades
que se nos apresentam, a todo instante, para fazermos a caridade.
Porquê?
É porque esse tipo de caridade não transpõe as fronteiras de
nosso mundo interior, não transparece, não chama a atenção, nem provoca
glorificações.
Nós traímos, empregamos a violência, tratamos ou outros com
leviandade, desconfiamos, fazemos comentários de má fé, compartilhamos do erro
e da fraude, mostramo-nos intolerantes, alimentamos ódios, praticamos vinganças,
fomentamos intrigas, espalhamos inquietações, desencorajamos iniciativas
nobres, regozijamo-nos com a impostura, prejudicamos interesses alheios,
exploramos os nossos semelhantes, tiranizamos subalternos e familiares,
desperdiçamos fortunas no vício e no luxo, transgredimos, enfim, todos os
preceitos da Caridade, e, quando cedemos algumas migalhas do que nos sobra ou
prestamos algum serviço, raras vezes agimos sob a inspiração do amor ao
próximo, via de regra fazemo-lo por mera ostentação, ou por amor a nós mesmos,
isto é, tendo em mira o recebimento de recompensas celestiais.
Quão longe estamos de possuir a verdadeira caridade!
Somos, ainda, demasiadamente egoístas e miseravelmente
desprovidas de espírito de renúncia para praticá-la.
Mister se faz, porém, que a exercitemos, que aprendamos a
dar ou sacrificar algo de nós mesmos em benefício de nossos semelhantes, porque
"a caridade é o cumprimento da Lei."
Rodolfo Calligaris .
Da obra: As Leis morais.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
"CONSTRUÇÃO DA FELICIDADE"
Não há no mundo quem não deseje uma vida de
felicidades. Sonhamos e desejamos que nossos dias sejam de alegrias intensas e
plenas.
Anelamos que o sorriso nos venha fácil, que os dias nos sejam leves e que seja de venturas o nosso caminhar.
É natural que assim seja. Somos seres fadados à felicidade e esse é o sentimento que encontra na alma os mais profundos significados.
Porém, na ânsia da felicidade, imaginamos que temos que buscá-la em algum ponto, que a encontraremos em algum momento, que a atingiremos em um dia determinado.
Lembramos o soneto do poeta Vicente de Carvalho que afirma que a felicidade é uma árvore de dourados pomos, porém que não a alcançamos, porque sempre está onde a pomos e nunca a pomos onde nós estamos.
Ao imaginar a felicidade como uma meta a alcançar nos esquecemos que, na verdade, a felicidade é caminho a se traçar, é trilha a se percorrer, é história a se construir.
Quando imaginamos que a felicidade chegará um dia, perdemo-nos nos dias e não enxergamos a felicidade que nos chega.
Ou não será felicidade poder deparar-se com um pôr-de-sol tingindo de vermelho um céu que há pouco era de um azul profundo? Há tantos que desejariam ver um pôr-de-sol…
Quanta felicidade pode haver em escutar as primeiras palavras de um filho, uma declaração de amor de quem queremos bem, ou ainda, o assovio do vento chacoalhando suave as folhas da árvore? Há tantos que nada escutam, nem ouvem ou percebem…
Como somos felizes por poder pensar, criar, sonhar e, num piscar de olhos, viajar no mundo e no espaço, conduzidos pela imaginação, guiados pela mente! São tantos que permanecem carcereiros de si mesmos em suas distonias mentais, nos desequilíbrios emocionais…
Preocupamo-nos tanto em buscar a felicidade, que nos esquecemos que já temos motivos de sobra para sermos felizes.
E, efetivamente, não nos damos conta que a felicidade não está em chegar, mas que ela mora no próprio caminhar.
Ser feliz é ter o olhar de gratidão perante a vida, de entendimento do seu propósito, da percepção de que ela se mostra sempre generosa a cada um de nós.
Ser feliz não é negar que na vida também haverá embates, lutas e desafios cotidianos. Afinal, esses são componentes de nosso viver e, naturalmente, podem trazer dificuldades e dissabores.
Porém, ser feliz é também perceber que os embates produzem amadurecimento, que as lutas nos fazem mais fortes e nos oferecem aprendizado.
Assim, de forma alguma vale a pena ficarmos esperando o dia em que nossa felicidade se completará.
Ser feliz é compromisso para hoje, que se inicia pelo olhar para as coisas do mundo, passa pelo coração em forma de reconhecimento pelos presentes que nos chegam, completa-se em gratidão, oferecendo à vida o que ela nos dá em abundância.
Redação do Momento Espírita.
Em 25.11.2011.
Anelamos que o sorriso nos venha fácil, que os dias nos sejam leves e que seja de venturas o nosso caminhar.
É natural que assim seja. Somos seres fadados à felicidade e esse é o sentimento que encontra na alma os mais profundos significados.
Porém, na ânsia da felicidade, imaginamos que temos que buscá-la em algum ponto, que a encontraremos em algum momento, que a atingiremos em um dia determinado.
Lembramos o soneto do poeta Vicente de Carvalho que afirma que a felicidade é uma árvore de dourados pomos, porém que não a alcançamos, porque sempre está onde a pomos e nunca a pomos onde nós estamos.
Ao imaginar a felicidade como uma meta a alcançar nos esquecemos que, na verdade, a felicidade é caminho a se traçar, é trilha a se percorrer, é história a se construir.
Quando imaginamos que a felicidade chegará um dia, perdemo-nos nos dias e não enxergamos a felicidade que nos chega.
Ou não será felicidade poder deparar-se com um pôr-de-sol tingindo de vermelho um céu que há pouco era de um azul profundo? Há tantos que desejariam ver um pôr-de-sol…
Quanta felicidade pode haver em escutar as primeiras palavras de um filho, uma declaração de amor de quem queremos bem, ou ainda, o assovio do vento chacoalhando suave as folhas da árvore? Há tantos que nada escutam, nem ouvem ou percebem…
Como somos felizes por poder pensar, criar, sonhar e, num piscar de olhos, viajar no mundo e no espaço, conduzidos pela imaginação, guiados pela mente! São tantos que permanecem carcereiros de si mesmos em suas distonias mentais, nos desequilíbrios emocionais…
Preocupamo-nos tanto em buscar a felicidade, que nos esquecemos que já temos motivos de sobra para sermos felizes.
E, efetivamente, não nos damos conta que a felicidade não está em chegar, mas que ela mora no próprio caminhar.
Ser feliz é ter o olhar de gratidão perante a vida, de entendimento do seu propósito, da percepção de que ela se mostra sempre generosa a cada um de nós.
Ser feliz não é negar que na vida também haverá embates, lutas e desafios cotidianos. Afinal, esses são componentes de nosso viver e, naturalmente, podem trazer dificuldades e dissabores.
Porém, ser feliz é também perceber que os embates produzem amadurecimento, que as lutas nos fazem mais fortes e nos oferecem aprendizado.
Assim, de forma alguma vale a pena ficarmos esperando o dia em que nossa felicidade se completará.
Ser feliz é compromisso para hoje, que se inicia pelo olhar para as coisas do mundo, passa pelo coração em forma de reconhecimento pelos presentes que nos chegam, completa-se em gratidão, oferecendo à vida o que ela nos dá em abundância.
Redação do Momento Espírita.
Em 25.11.2011.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
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𝗖𝗢𝗠𝗢 𝗢𝗦 𝗥𝗘𝗟𝗔𝗖𝗜𝗢𝗡𝗔𝗠𝗘𝗡𝗧𝗢𝗦 𝗙𝗜𝗖𝗔𝗠 𝗔𝗧𝗥𝗘𝗟𝗔𝗗𝗢𝗦 𝗡𝗔𝗦 𝗥𝗘𝗘𝗡𝗖𝗔𝗥𝗡𝗔𝗖̧𝗢̃𝗘𝗦.
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