Chegado ao termo que a Providência marcou para a sua vida errante,( Espiritual) o Espírito escolhe por ele mesmo as provas às quais deseja submeter-se, para apressar o seu adiantamento, ou seja, o gênero de existência que acredita mais apropriado a lhe fornecer os meios, e essas provas estão sempre em relação com as faltas que deve expiar. Se nelas triunfa, ele se eleva; se sucumbe, tem de recomeçar.
O Espírito goza sempre do seu livre-arbítrio. É em virtude dessa liberdade que, no estado Espiritual, escolhe as provas da vida corpórea e, no estado de encarnado, delibera o que fará ou não fará, escolhendo entre o bem e o mal. Negar ao homem o livre-arbítrio seria reduzi-lo à condição de máquina.
Integrado na vida corpórea, (ENCARNADO) o Espírito perde momentaneamente a lembrança de suas existências anteriores, como se um véu as ocultasse. Não obstante, tem.,às vezes, uma vaga consciência, e elas podem mesmo lhe ser reveladas em certas circunstâncias. Mas isto não acontece senão pela vontade dos Espíritos superiores, que o fazem espontaneamente, com um fim útil e jamais para satisfazer uma curiosidade vã.
As existências futuras não podem ser reveladas em caso algum, por dependerem da maneira por que se cumpre a existência presente e da escolha ulterior do Espírito.
O esquecimento das faltas cometidas não é obstáculo à melhoria do Espírito porque, se ele não tem uma lembrança precisa, o conhecimento que delas teve no estado errante e o desejo que concebeu de as reparar guiam-no pela intuição e lhe dão o pensamento de resistir ao mal. Este pensamento é a voz da consciência, secundada pelos Espíritos que o assistem, se ele atende às boas inspirações que estes lhe sugerem.
Se o homem não conhece os próprios atos que cometeu em suas existências anteriores, pode sempre saber qual o gênero de faltas de que se tornou culpado e qual era o seu caráter dominante. Basta que se estude a si mesmo e poderá julgar o que foi, não pelo que é. mas pelas suas tendências.
A lembrança de nossas individualidades anteriores teria gravíssimos inconvenientes. Poderia em certos casos, humilhar-nos extraordinariamente; em outros, exaltar o nosso orgulho e por isso mesmo entravar o nosso livre-arbítrio Deus, nos deu para nos melhorarmos, justamente o que nos é necessário e suficiente; a voz da consciência e nossas tendências instintivas, tirando-nos aquilo que poderia prejudicar-nos. Acrescentemos ainda que, se tivéssemos a lembrança de nossos atos pessoais anteriores, teríamos a dos atos alheios, e esse conhecimento poderia ter os mais desagradáveis efeitos sobre as relações sociais. Não havendo sempre motivo para nos orgulharmos do nosso passado, é quase sempre uma felicidade que um véu seja lançado sobre ele.
As vicissitudes da vida corpórea são, ao mesmo tempo, uma expiação das faltas passadas e provas para o futuro. Elas nos depuram e nos elevam, se as sofremos com resignação e sem reclamações.
A natureza das vicissitudes e das provas que sofremos pode também esclarecer-nos sobre o que fomos e o que fizemos. Assim, seremos punidos em nosso orgulho pela humilhação de uma existência subalterna; o mau rico e avarento, pela miséria; aquele que foi duro para os outros, pelos tratamentos duros que sofrerá; o tirano, pela escravidão; o mau filho, pela ingratidão dos seus filhos; o preguiçoso, por um trabalho forçado etc.
Assim, como vemos, os nossos sofrimentos nesta existência é o resultado do que fomos em existência anteriores.
Fonte: "O Livro dos Espiritos" ALLAN KARDEC
Seguidores
domingo, 20 de março de 2016
sábado, 19 de março de 2016
“AS PENAS FUTURAS”
Antes da reencarnação, no balanço das responsabilidades que
lhe competem, a mente, acordada perante a Lei, não se vê apenas defrontada
pelos resultados das próprias culpas. Reconhece, também, o imperativo de
libertar-se dos compromissos assumidos com os sindicatos das trevas.
Para isso partilha estudos e planos referentes à estrutura
do novo corpo físico que lhe servirá por degrau decisivo no reajuste, e
coopera, quanto possível, para que seja ele talhado à feição de câmara
corretiva, na qual se regenere e, ao mesmo tempo, se isole das sugestões
infelizes, capazes de lhe arruinarem os bons propósitos.
Patronos da guerra e da desordem, que esbulhavam a confiança
do povo, escolhem o próprio encarceramento da idiotia, em que se façam
despercebidos pelos antigos comparsas das orgias de sangue e loucura, por eles
mesmos transformados em lobos inteligentes.
Tribunos ardilosos da opressão e caluniadores empeçonhados
pela malícia pedem o martírio silencioso dos surdos-mudos, em que se desliguem,
pouco a pouco, dos especuladores do crime, a cujo magnetismo degradante se
rendiam, inconscientes.
Cantores e bailarinos de prol, imanizados a organizações
corrompidas, suplicam empeço na garganta ou pernas cambaias, a fim de não mais
caírem sob o fascínio dos empreiteiros da delinquência.
Espiões que teceram intrigas de morte e artistas que
envileceram as energias do amor, imploram olhos cegos e estreiteza de
raciocínio, receosos de voltar ao convívio dos malfeitores que um dia elegeram
por associados e irmãos de luta mais íntima.
Criaturas insensatas, que não vacilavam em fazer a
infelicidade dos outros, solicitam nervos paralíticos ou troncos mutilados, que
os afastem dos quadrilheiros da sombra, com os quais cultivavam rebeldia e
ingratidão.
Homens e mulheres, que se brutalizaram no vício, rogam a
frustração genésica e, ainda, o suplício da epiderme deformada ou purulenta,
que provoquem repugnância e consequente desinteresse dos vampiros, em cujos
fluidos aviltados e vômitos repelentes se compraziam nos prazeres inferiores.
Se alguma enfermidade irreversível te assinala a veste
física, não percas a paciência e aguarda o futuro. E se trazes alguém contigo,
portando essa ou aquela inibição, ajuda esse alguém a aceitar semelhante
dificuldade, como sendo a luz de uma bênção.
Para todos nós, que temos errado infinitamente, no caminho
longo dos séculos, chega sempre um minuto em que suspiramos, ansiosos, pela
mudança de vida, fatigados de nossas próprias obsessões.
Justiça Divina
Emmanuel/Francisco Cândido Xavier
sexta-feira, 18 de março de 2016
"ANDRÉ LUIZ E A GLÂNDULA PINEAL." ANTECIPAÇÃO DE INFORMAÇÕES CIENTIFICAS.
Numerosas crenças e culturas descrevem a importância da
glândula pineal e seu papel como mediadora da consciência. Místicos, filósofos,
pensadores, figuras religiosas, tanto do Oriente quanto do Ocidente, associaram
a pineal à capacidade de transcendência. Descartes considerou-a a porta da alma
(SMITH, 1998), outros enxergaram a pineal como o local onde se escondia a
“pedra da loucura” (CARDINALI, 2014).
O Espiritismo abordou o papel da glândula pineal através de
livros escritos por Francisco Cândido Xavier, notadamente Missionários da luz,
publicado em 1945 (XAVIER, 2015).
Tratando da glândula pineal, também chamada epífise, André
Luiz antecipou-se a algumas descobertas científicas, em período que variou de
poucos anos a algumas décadas.
Assim, o objetivo deste texto é relatar as informações de
André Luiz, as quais podemos certamente considerar como antecipações de achados
científicos. O autor espiritual utilizou em seus relatos linguagem coloquial,
sem qualquer pretensão dos recursos da linguagem científica, todavia, fez
descrições sobre a pineal com a segurança de quem tem pleno conhecimento e não
como quem faz especulações. Em apenas dois capítulos trouxe volume
impressionante de informações sobre a pineal e seu hormônio, em número superior
ao escrito pela ciência da época
(www.pubmed.org,2015).
Descrição do hormônio da pineal
De acordo com André Luiz, a pineal “segrega hormônios
psiquícos”. Esse conhecimento, em 1945, era uma especulação científica. A
melatonina, hor mônio da pineal, somente foi isolada em 1958, por Lerner e
colaboradores. (LERNER et al., 1958.)
Saúde mental
André Luiz trata a pineal como a glândula da vida mental.
Citado por André Luiz, Alexandre descreve a atividade e função da pineal sobre
a vida mental com as seguintes palavras:
– Não se trata de órgão morto, segundo velhas suposições –
prosseguiu ele. – É a glândula da vida mental. (XAVIER, 2015.)
Os conhecimentos científicos atuais relacionam atividade da
pineal com estados de humor e a utilização da melatonina como tratamento da
depressão, bem como a prevenção do mal de Alzheimer tem sido objeto de
pesquisas ((KALMAN e KALMAN, 2009; QUERA SALVA et al., 2011; QUERA SALVA e
HARTLEY, 2012; COMAI e GOBBI, 2013; DE BERARDIS et al., 2013; WU et al., 2013).
Pineal e função endócrina
Relata André Luiz, ainda em Missionários da luz (ibid.) que
“a glândula pineal conserva ascendência em todo o sistema endócrino”.
As evidências científicas sugerem que a glândula pineal
exerce papel de integradora do sistema neuroendócrino (hormônios e
neuropeptídeos que atuam no cérebro) (CARDINALI et al., 1979).
Pineal e consciência
André Luiz descreve a consciência do ser encarnado como a
manifestação resultante da interação entre Espírito e cérebro, mediada pelo
perispírito, ou corpo espiritual, conforme compreendemos com a leitura do livro
No mundo maior, publicado em 1948 (XAVIER, 2013).
Nesta obra, o cérebro é descrito como a interação de três
compartimentos distintos, representados pelo cérebro inicial, cérebro motor e
lobos frontais. A consciência e o fluxo da consciência se manifestam utilizando
os recursos cerebrais das três áreas.
Uma interface entre a mente e o cérebro aparece como
proposta sustentada por Eccles (1995) que considera o cérebro estrutura capaz
de fazer a ligação entre a consciência (chamada pelo autor de mente
autoconsciente) e a realidade exterior, ou mundo físico.
Em Evolução em dois mundos, publicado em 1958, a relação
entre pineal e consciência é descrita pelo autor com função de […] tradução e
seleção dos estados mentais diversos, nos mecanismos da reflexão e do
pensamento, da meditação e do discernimento […]. (XAVIER, 2014.)
Estudos sobre meditação, que utilizaram a técnica de
Ressonância Magnética Funcional (fRMI) para pesquisar possível papel da
glândula pineal, evidenciaram atividade glandular durante a meditação (LIOU et
al., 2005, 2006, 2007, 2010), confirmando uma das funções antecipadas por André
Luiz em Evolução em dois mundos.
As outras funções relacionando pineal e consciência parecem
encontrar ressonância no conhecimento do papel da ordenação temporal sobre a
memória, que é uma das atribuições importantes da consciência. Armazenamos as
recordações de forma ordenada temporalmente e a região cerebral conhecida como
hipocampo, que envolve diversas estruturas interligadas, é ativada toda vez que
fazemos evocação da memória. A pineal, através de seu hormônio melatonina, tem
papel fundamental na ordenação temporal dos fatos e ocorre ativação da glândula
toda vez em que há evocação de memória (GORFINE e ZISAPEL, 2007).
Conclusão
André Luiz antecipou-se à Ciência trazendo informações sobre
a glândula pineal. Não temos elementos para considerá-lo um “revelador” da
Ciência, entretanto, as informações trazidas pelo Espírito, através de Chico
Xavier, somente puderam ser avaliadas (e confirmadas) mais de quatro décadas
após a publicação de Missionários da luz.
Jorge Cecílio Daher Júnior
Revista Reformador
quinta-feira, 17 de março de 2016
"RELAÇÃO CAUSA E EFEITO"
Nas ocorrências da vida, nos afazeres da nossa existência,
não raro nos imaginamos surpreendidos pelo acaso, por fatos aleatórios à nossa
vontade ou ação.
Analisando superficialmente os cometimentos da vida, sempre
julgamos que aquilo que nos ocorre foi fortuito ou apenas fruto do azar ou,
algumas vezes, da sorte.
Imaginamos dessa forma que o desenrolar de nossa vida seja
aleatório e imprevisível, sem relação com nossas ações.
Se um fumante de longos anos desenvolve um enfisema pulmonar,
jamais diremos que ele teve azar na vida. Foi apenas consequência do vício a
lhe destruir lentamente o aparelho respiratório.
Se um glutão desenvolve problemas no aparelho digestivo, ou
ainda, se é acometido por problemas de colesterol ou pressão alta, logo veremos
que é resultado dos seus maus hábitos alimentares.
Se essas são relações de causa e efeito, fáceis de se
perceber, há outras, que nascem da mesma matriz, porém, que nos convidam a mais
detidas reflexões.
Nos dias em que vivemos, a própria medicina já correlaciona
hábitos emocionais com doenças que desenvolvemos.
Cada vez mais frequentemente, médicos e pesquisadores
correlacionam o câncer, as disfunções psíquicas e outros males, com nossa
postura emocional.
Outros estudiosos do comportamento humano apresentam claras
relações entre nossa personalidade ou os valores que elegemos com os males que
nos afligem, entendendo que as dificuldades do corpo são apenas o reflexo das
doenças da alma.
Podemos perceber ainda, extrapolando o campo das ciências
médicas, que outros males que nos acometem também são fruto de como nos
comportamos.
Se o egoísmo é nossa pauta de conduta, não raro a solidão
será nossa única companhia. Afinal, todo aquele que esquece do seu próximo,
acaba não sendo lembrado por ninguém.
Se a inveja é a lente pela qual enxergamos as conquistas dos
outros, o fracasso será o nosso destino. Afinal, quem perde tempo em olhar o
terreno alheio, esquece de semear na própria gleba.
Se a mentira e a falsidade são valores que nos conduzem, a
perturbação e o desequilíbrio serão companheiros inevitáveis a se instalarem em
nossa casa mental. Isso porque aquele que envereda nos labirintos do engano,
perde-se inevitavelmente a si mesmo.
Dessa forma, para que a saúde e a plenitude da vida se
instalem em nós, analisemos mais detidamente por quais valores, emoções e
comportamento estamos conduzindo nossa existência.
Ninguém na vida poderá se queixar de ser vítima de outrem, a
não ser de si mesmo. Ainda que não nos apercebamos das armadilhas em que porventura
caiamos, todas foram, direta ou indiretamente, armadas por nós mesmos.
Todo e qualquer tipo de sofrimento sempre constitui
informação da vida a respeito de algo, no indivíduo, que está necessitando de
revisão, de análise, de correção.
Vige, no Universo, a ordem, que se deriva de Deus, e toda
vez que há uma agressão ao seu equilíbrio, aquela que a desencadeia sofre-lhe o
inevitável efeito, que impõe reparação.
Quando nos disponhamos à renovação, alterando nossa conduta
emocional, muitos sofrimentos podem ser amainados ou afastados.
Pensemos nisso.
Redação do Momento Espírita, com pensamentos do cap. 18, do
livro
Iluminação Interior, pelo Espírito Joanna de Ângelis,
psicografia de Divaldo
Pereira Franco, ed. Leal.
Em 10.8.2012.
domingo, 13 de março de 2016
"OS TEMPOS SÃO CHEGADOS."
A Humanidade
realizou, até este dia incontestáveis progressos; os homens, por sua
inteligência, chegaram a resultados que jamais tinham atingido com relação às
ciências, às artes e ao bem-estar material; resta-lhes, ainda, um imenso
progresso a realizar: é o de fazer reinar entre eles a caridade, a fraternidade
e a solidariedade, para assegurar o seu bem-estar moral.
Não o podiam
nem com suas crenças, nem com suas instituições antiquadas, restos de uma outra
época, boas em uma certa
Época,
suficientes para um estado transitório, mas que, tendo dado o que elas comportam seriam um atraso hoje.
Tal uma
criança é estimulada por móveis, impotentes quando vem a idade madura.
Não é mais
somente o desenvolvimento da inteligência que é necessário aos homens, é a
elevação do sentimento, e para isto é preciso
destruir
tudo o que poderia superexcitar neles o egoísmo e o orgulho. Tal é o período
onde vão entrar doravante, e que marcará as fases principais da Humanidade.
Esta fase que se elabora neste momento, é o
complemento necessário do estado precedente, como a idade viril é o complemento
da juventude; ela podia, pois, ser prevista e predita antecipadamente, e é por
isto que se diz que os tempos marcados
por Deus são chegados.
Neste tempo,
não se trata de uma mudança parcial, de uma renovação limitada a uma região, a
um povo, a uma raça; é um movimento universal que se opera no sentido do
progresso moral. Uma nova ordem de coisas tende a se estabelecer, e os homens
que lhe são os mais opostos nela trabalham com o seu desconhecimento; a geração
futura, desembaraçada das escórias do velho mundo e formada de elementos mais
depurados, achar-se-á animada de ideias e de sentimentos diferentes da geração
presente que se vai a passos de gigante. O velho mundo estará morto, e viverá
na história, como hoje os tempos da Idade Média, com seus costumes bárbaros e
suas crenças supersticiosas.
De resto,
cada um sabe que a ordem das coisas atuais deixa a desejar; depois de ver, de
alguma sorte, esgotar o bem-estar material, que é o produto da inteligência, chega-se
a compreender que o complemento desse bem-estar não pode estar senão no
desenvolvimento moral. Quanto mais se avança, mais se sente o que falta, sem,
no entanto, poder ainda defini-lo claramente: é o efeito do trabalho intimo que
se opera para a regeneração; têm-se desejos, aspirações que são como o pressentimento
de um estado melhor.
Mas uma
mudança tão radical, quanto a que se elabora, não pode se realizar sem comoção;
a luta inevitável entre as ideias, e quem diz luta, diz alternativa de sucesso
e de revés; no entanto, como as ideias novas são as do progresso, e que o
progresso está nas leis da Natureza, elas não podem deixar de se impor sobre as
ideias retrógradas. Forçosamente, desse conflito, surgirão as perturbações
temporárias, até que o terreno seja desobstruído dos obstáculos que se opõem ao
estabelecimento de um novo edifício social. Da luta das ideias é que surgirão
os graves acontecimentos anunciados, e não cataclismos, ou catástrofes
puramente materiais.
Os
cataclismos gerais eram a consequência do estado de formação da Terra; hoje,
não são mais as entranhas do globo que se agitam, são as da Humanidade.
A Humanidade
é um ser coletivo em que se operam as mesmas revoluções morais que em cada ser
individual, com esta diferença de que umas se cumprem de ano em ano, e as
outras de século em século. Que sejam acompanhadas, em suas evoluções através
do tempo, e ver-se-á a vida das diversas raças marcadas por períodos que dão a
cada época uma fisionomia particular.
Ao lado dos
movimentos parciais, há um movimento geral que dá o impulso à Humanidade
inteira; mas o progresso de cada parte do conjunto é relativo ao seu grau de
adiantamento.
Tal será uma
família composta de vários filhos dos quais o mais jovem está no berço e o
primogênito com a idade de dez anos, por exemplo.
Em dez anos,
o primogênito terá vinte anos e será um homem; o mais jovem terá dez anos e,
embora mais avançado, será ainda uma
criança;
mas, a seu turno, tornar-se-á um homem. Assim é com as diferentes frações da
Humanidade; os mais atrasados avançam, mas não saberão, de um pulo, alcançar o
nível dos mais avançados.
A
Humanidade, tornada adulta, tem novas necessidades, aspirações mais largas,
mais elevadas; compreende o vazio das ideias das quais foi embalada, a
insuficiência de suas instituições para a sua felicidade; ela não encontra
mais, no estado das coisas, as satisfações legitimas para as quais se sente
chamada; por isso ela sacode coeiros, e se lança impelida por uma força
irresistível, para as margens desconhecidas, para descoberta de novos
horizontes menos limitados. E é no momento em que ela se encontra muito
pobremente em sua esfera material, onde a vida intelectual transborda, onde o sentimento
da espiritualidade desabrocha, quantos homens, pretensos filósofos, esperam
encher o vazio por doutrinas do niilismo e do materialismo! Estranha aberração!
Esses mesmos
homens que pretendem impeli-la para a frente, se esforçam por circunscrevê-la
no circulo estreito da matéria; de onde ela aspira sair; e lhe fecham o aspecto
da vida infinita, e lhe dizem, em lhe mostrando o túmulo: Nec plus ultra!
A
fraternidade deve ser a pedra angular da nova ordem social; mas não há
fraternidade real, sólida e efetiva se não estiver apoiada sobre uma base inabalável;
essa base é a fé; não a fé de tais ou tais dogmas particulares que mudam com o
tempo e os povos e se lançam pedras, porque, anatematizando-se, entretêm o
antagonismo; mas a fé nos princípios fundamentais que todo o mundo pode aceitar
Deus, a a/ma, o futuro, O PROGRESSO INDIVIDUAL, INDEFINIDO, A PERPETUIDADE DAS
RELAÇÕES ENTRE OS SERES.
Quando todos
os homens estiverem convencidos de que Deus é o mesmo para todos, que esse
Deus, soberanamente justo e bom, nada pode querer de injusto, que o mal vem dos
homens e não dele, se olharão como filhos de um mesmo pai e se estenderão a
mão. É esta fé que o Espiritismo dá, e que será doravante o pivô sobre o qual
se moverá o gênero humano, quaisquer que sejam suas maneiras de adorá-lo e suas
crenças particulares, que o Espiritismo respeita, mas da qual não tem que se
ocupar.
Só dessa fé
pode sair o verdadeiro progresso moral, porque só ela dá uma sanção lógica aos
direitos legítimos e aos deveres; sem ela, o direito é aquele que dá a força; o
dever, um código humano imposto pelo constrangimento.
Sem ela, o
que é o homem? um pouco de matéria que se desfaz, um ser efêmero que não faz
senso passar; o próprio gênio o uma centelha que brilha um instante para se
apagar para sempre; certamente, não há ali de que se isentar muito aos seus
próprios olhos.
Com um tal
pensamento, onde estão realmente os direitos e os deveres? qual é o objetivo do
progresso?
Sozinha,
esta fé faz sentir ao homem sua dignidade pela perpetuidade e o progresso do
seu ser. Não num futuro mesquinho e circunscrito à personalidade, mas grandioso
e esplêndido; seu pensamento se eleva acima da Terra; sente-se crescer pensando
que tem seu papel no Universo e que esse Universo é seu domínio que poderá um
dia percorrer, e que a morte dele não fará uma nulidade, ou um ser inútil a si mesmo
e aos outros.
O progresso
intelectual realizado até este dia. nas mas vastas proporções, é um grande
passo, e marca a primeira fase da Humanidade, mas sozinho é impotente para
regenerá-la; enquanto o homem for dominado pelo orgulho e pelo egoísmo, utilizará
sua inteligência e seus conhecimentos em proveito de suas paixões e de seus
interesses pessoais;
é por isso
que os aplica ao aperfeiçoamento dos meios de prejudicar aos outros e de se
entre destruírem. Só o progresso moral
pode
assegurar a felicidade dos homens sobre a Terra, colocando um freio às más
paixões; só ele pode fazer reinar entre eles a concórdia, a paz, a fraternidade.
Será ele que
abaixará as barreiras dos povos, que fará tombar os preconceitos de casta, e
calar os antagonismos de seitas, ensinando aos homens a se olharem como irmãos,
chamados para se entre ajudarem e não viverem às expensas uns dos outros.
Será ainda o
progresso moral, secundado aqui pelo progresso da inteligência, que confundirá
os homens numa mesma crença, estabelecida sobre as verdades eternas, não
sujeitas à discussão e, por isto mesmo, aceitas por todos. A unidade de crença
será o laço mais poderoso, o mais sólido fundamento da fraternidade universal,
quebrado em todos os tempos pelos antagonismos religiosos que dividem os povos
e as famílias, que fazem ver no próximo inimigos que é preciso fugir, combater,
exterminar, em lugar de irmãos que é preciso amar.
Um sinal não
menos característico do período em que entramos, é a reação evidente que se
opera no sentido das ideias espiritualistas, uma repulsa instintiva se
manifesta contra as ideias materialistas, cujos representantes se tornam menos
numerosos ou menos absolutos.
O espirito
de incredulidade que tinha se apoderado das massas, ignorantes ou esclarecidas,
e lhe tinha feito rejeitar, com a forma, o próprio fundo de toda crença, parece
Ter tido um sono ao sair do qual experimenta a necessidade de respirar um ar
mais vivificante. Involuntariamente, onde o vazio se fez, procura-se alguma
coisa, um ponto de apoio, uma esperança.
Neste grande
movimento regenerador, o Espiritismo tem um papel considerável, não o
Espiritismo ridículo inventado
por uma
critica zombeteira, mas o Espiritismo filosófico, tal como o compreende quem se
dá ao trabalho de procurar a amêndoa sob a casca.
Já dissemos
em outro lugar: "Quanto mais uma ideia é grande, mais encontra ela
adversários, e pode se medir sua importância pela violência dos ataques dos
quais é objeto."
O número dos
retardatários é ainda grande, sem dúvida, mas o que podem contra a onda que
cresce, senão nela lançar algumas pedras? Esta onda é a regeneração que se
ergue, ao passo que eles desaparecem com a geração que se vai cada dia a
grandes passos.
Até lá
defenderão o terreno palmo a palmo; há, pois, uma luta inevitável, mas uma luta
desigual, porque é a do passado decrépito que cai em farrapos, contra o futuro
juvenil; da estagnação contra o progresso; da criatura contra a vontade de
Deus, porque os tempos marcados para ele estão chegados.
Autor: Allan
Kardec. Revista Espírita, outubro de 1866
sábado, 12 de março de 2016
“AS OITO CHAVES DA PAZ.”
A paz é a mais elevada das virtudes. É o anseio secreto de
todos os seres. Ela é uma profunda aceitação daquilo que é. É não se opor a
nada ou ninguém. A paz brota da entrega: você entrega todos os seus problemas à
Deus e deixa que o fluxo da vida a leve. Entregar significa não pensar mais a
respeito. Você relaxa e sente autoconfiança. Para isso, é preciso abrir mão do
controle. A paz, portanto, nasce de um profundo confiar.
Olhando para trás, revendo a minha história pessoal, vejo
que a minha busca pela paz começou quando ainda era muito jovem. Antes mesmo da
adolescência, entrei numa escola de conhecimentos espirituais. Certa vez, um
professor disse: “As pessoas se autodenominam humanas, mas na verdade, são
humanóides – criaturas com cérebro grande e duas pernas que se passam por seres
humanos. Na condição atual as pessoas são incapazes de perceber o que realmente
precisam. Acreditam que serão felizes se obtiverem este ou aquele objeto ou
título, mas toda essa ganância somente mostra que são ainda muito imaturos para
entenderem que a verdadeira felicidade somente nasce da paz no coração e na
mente.” Quando eu ouvi isso, pensei: “Será que ele está se referindo a mim?”
Até aquele ponto, tudo indicava que a paz poderia ser
atingida somente através do domínio sobre a matéria. E, de repente, ouvir essa
devastadora crítica sobre a humanidade, e perceber nas profundezas do meu
coração que isso era verdade, foi como um nocaute. Mas, esse ensinamento abriu
as portas da verdade para mim.
Eu pude perceber que a vida frequentemente se resumia em uma
eterna tentativa de forçar o outro a nos amar, e que podemos desperdiçar uma
vida inteira nessa busca inútil. Uma vez que, no mais profundo, você sabe que
amor forçado não é amor, facilmente você encontra razões para lamentar que não
é amado. Com isso, você se distrai e se desvia ainda mais do objetivo de
atingir a paz interior.
Eu compreendi que a paz duradoura somente pode ser alcançada
quando você se liberta da necessidade de receber amor exclusivo, pois esta é a
fonte de todo o sofrimento. Eu diria que essa é a principal doença da
humanidade. Daí nasce o pensar compulsivo e todos os outros desdobramentos. O
sofrimento é o principal enigma da humanidade. Este é o principal desafio: como
superar o sofrimento? Como superar a dor em todas as suas manifestações? Em
outras palavras, como alcançar a paz?
Através da minha experiência, no trilhar do Caminho do
Coração, eu descobri algumas chaves que abrem as portas para o despertar da paz
interior, as quais eu compartilho com você agora:
Primeira chave: Silêncio.
O silêncio é uma forma de bater na porta do salão da
verdade. Ele é a base que te prepara para qualquer prática; é o alicerce do
edifício da consciência. Tudo que é belo e verdadeiro nasce do silêncio.
Um instante de silêncio é suficiente para exorcizar todos os
demônios, porque os demônios são os pensamentos. Se existe um pensamento
compulsivo constantemente assombrando a sua mente, é porque você deu muita
atenção a ele, ou seja, você o alimentou acreditando nele. Mas, ao aquietar a
mente, todos os fantasmas desaparecem. Não importa quão antiga seja a
escuridão, uma pequena fresta de luz dissipa toda escuridão porque ela é
somente a ausência de luz. O silêncio invoca a luz. Quando a mente se acalma,
tudo se acalma.
O preço para a realização espiritual é a solidão. Em algum
momento você vai ter que encarar a si próprio. Por isso é fundamental aprender
a ficar sozinho e em silêncio. Você também pode chamar esta prática de
meditação. Mas, eu não quero que você se perca no labirinto das idéias e
conceitos, na ginástica do intelecto. Permita-se apenas ficar retirado e em
silêncio, observando a grama crescer. Abandone toda a pressa e todo o desejo de
chegar a algum lugar. Feche os olhos e focalize no ponto entre as sobrancelhas.
Brinque de cultivar o silêncio.
Segunda chave: Verdade.
Falar a verdade não quer dizer que você vai sair por aí
dizendo aos outros tudo o que pensa ser verdade, desconsiderando o fato do
outro não estar pronto para ouvi-la, o que pode gerar mais conflito, mais
guerra. Seguir a verdade significa ouvir o chamado do seu coração.
Se ainda há desconforto e sofrimento na sua vida, significa
que ainda há uma camada de mentira te envolvendo. Seja corajoso para encarar
suas mentiras. Sem coragem você não será capaz de encarar a verdade. Procure
identificar quando você ainda não pode ser honesto com você mesmo e com a vida;
quando você tem que usar uma máscara e não pode ser autêntico e espontâneo;
quando você tem que fingir que é diferente do que é. Dê uma olhada nas diversas
áreas da sua vida. Você terá algum trabalho, mas é um bom trabalho. Lembre-se
que “a verdade vos libertará”.
Terceira chave: Ação Correta.
Isso não tem nada a ver com moralismo. A ação correta, ou
ação consciente, não se baseia no que está fora, ou seja, não depende da
aprovação do mundo externo. Não é seguir um manual com regras sobre o que está
certo ou errado. É uma ação determinada pela intuição, que é a voz do silêncio.
É ter coragem de ser você mesmo, autêntico e espontâneo. Agir conscientemente
significa colocar o amor em movimento, ou seja, trilhar o Caminho do Coração.
Quarta chave: Não Violência.
A não violência é a ação sem ego. É a atitude não
contaminada pela vingança e pelo ódio. É não dar passagem para a maldade que
provoca sofrimento no outro, não importa em qual nível.
A não violência ou ahimsa, como é conhecida na tradição do
hinduísmo, não é cruzar os braços e ficar esperando que as coisas aconteçam.
Ela, muitas vezes, envolve ação, atitude. Mas, é uma ação que nasce do coração
– é espontânea e sempre vem com sabedoria e compaixão. Não é o ódio ou o medo
se manifestando.
Eu mesmo já questionei o poder de ahimsa. Parece que só deu
certo com Gandhi, na Índia. Mas, não é verdade. Ahimsa é o remédio que esse
planeta precisa. A compaixão é o remédio e ahimsa é compaixão.
Quinta chave: Amor Consciente
Eu uso esta palavra ‘consciente’, porque a palavra amor foi
degenerada. Nós demos a ela tantos outros significados que não têm nada a ver
com a sua essência. Para o senso comum, o amor está ligado ao egoísmo, a uma
satisfação pessoal. Ele é confundido com a paixão, com o sexo e até mesmo com o
ódio. Isso acontece de uma forma inconsciente: a entidade acredita estar amando
porque não tem consciência do que é amor.
Não é possível definir o amor com palavras, mas eu posso
dizer que amar inclui um desejo sincero de que o outro seja feliz. Inclui ver o
potencial adormecido no outro e dar força para ele acordar. É querer ver o
outro feliz sem querer absolutamente nada em troca. Em última instância, amar
conscientemente significa amar desinteressadamente.
Mas, para que possa utilizar essa chave se faz necessário
que você reconheça o seu desamor. Procure identificar em quais situações e com
quem você ainda não pode ser amoroso. Aonde e com quem o seu amor não flui
livremente? Em que situações o seu coração se fecha? Aí há uma pista para você.
Vá atrás dessa pista e você descobrirá muito sobre si mesmo. Essa é uma forma
de trazer paz para esse mundo: aprendendo a ser amigo do seu irmão; amigo do
seu vizinho. Aprender a não julgar os erros do outro. Antes de levantar o seu
dedo para acusar o outro, olhe para si mesmo, e pergunte: “Será que eu não
tenho um defeito igual, ou outros até piores?” “Será que o meu vizinho não tem nada
de bom para eu focar a minha atenção?” Comece a focar no bom que o outro tem.
Essa é sua grande missão.
Sexta chave: Presença.
Estar presente significa estar total na ação. É lembrar-se
de si mesmo a cada instante. Quando você pode experienciar a presença, a sua
energia cresce e você percebe o amor passando por você. Se puder sustentar esse
estado de alerta, você terá a percepção de que tudo é sagrado, e a partir dessa
percepção, poderá expandir sua energia conscientemente na direção do outro.
Eu sugiro uma prática bem simples para o seu dia a dia.
Habitue-se a perguntar: Onde estou? O que estou fazendo? Permita-se parar,
apenas por alguns segundos, absolutamente tudo o que você está fazendo. No meio
da ação, pare e pergunte-se: Quem está fazendo? Assim você interrompe a
imaginação e volta para o seu corpo, para a presença, para a totalidade na
ação. Esse é o caminho.
A presença é a chave mestra. Mas, porque não vamos
diretamente para ela? Porque nem todos estão prontos para usufruir dela. Poucos
estão maduros para abandonar o pensar compulsivo, já que isso lhes dá um senso
de identidade. Então, em muitos casos, é necessário um trabalho de purificação,
que é este trabalho de transformação do “eu inferior”, para que você esteja
pronto para ancorar a presença. Para isso, o corpo é o portal. Sinta-se
ocupando o corpo. Sinta seu campo de energia e mova-se a partir dessa
percepção.
Sétima chave: Serviço Desinteressado.
Servir desinteressadamente significa colocar seus dons e
talentos a serviço do amor. É quando você pode se doar verdadeiramente ao
outro, sem máscaras, sem necessidade de agradar ou fazer o que é certo com a
intenção de ser recompensado. O único objetivo é ver o outro bilhar. Você se
torna o amor que se move em direção à construção.
Acordar pela manhã, consciente de que está acordando para
servir, ilumina a alegria de viver. Naturalmente, a consciência do serviço
aumenta a conexão com o divino, porque, por mais que cada um tenha seus
talentos e dons individuais, ou seja, uma forma particular na qual o amor se
expressa através de você – é o próprio amor que está se expressando. No
serviço, você se torna um canal do amor. Por isso, eu digo que o serviço é uma
forma de manter a chama da conexão acesa. O amor e a felicidade passam por você
para chegar ao outro, não importa o que você esteja fazendo, se está cuidando
do jardim, construindo uma casa, cozinhando, cuidando de uma empresa ou de uma
pessoa.
Oitava chave: Lembrança Constante de Deus.
Lembre-se de que Deus está em tudo: dentro, acima, abaixo,
dos lados – em todos os lugares. Ele é a vida única que age em todos os corpos
e é o seu Eu Real. Essa percepção de que tudo é Um e de que a energia
espiritual se manifesta em todas as formas de vida, promove um profundo
contentamento. Não há palavras para descrever essa experiência, ela só pode ser
vivida. A sua vida se transforma numa prece, numa oferenda a Deus. Pode passar
um tsunami, mas você não se esquece de Deus. Pouco a pouco, a sua fé se torna
constante e inabalável, até que possa sustentar a eterna conexão com Deus.
A partir dessa conexão, você olha para o outro e enxerga
além das aparências, porque você vê somente Deus e assim pode reverenciá-lo.
Este é um sincero namastê: a divindade que está em mim saúda a divindade que
está em ti.
Se verdadeiramente utilizar essas oito chaves na sua vida,
inevitavelmente você irá experienciar a paz. Essa é a minha experiência.
Durante a fase do desenvolvimento da consciência que eu
chamo de “ABC da Espiritualidade” ou purificação do “eu inferior”, muitas vezes,
descobrimos verdades pouco agradáveis sobre nós mesmos. Durante esse processo,
enfrentamos obstáculos que precisam ser removidos. Aos poucos, nós aprendemos a
identificá-los e removê-los e, ao removermos aquilo que não nos serve mais,
podemos nos tornar canais do amor divino, para que ele flua livremente através
de nós.
Nilza Garcia
(Trecho extraído do livro “Transitando do Sofrimento para a
Alegria” de Sri Prem Baba)
sexta-feira, 11 de março de 2016
“A MORTE NÃO EXISTE”
A morte é uma simples mudança de estado, a destruição de uma
forma frágil que já não proporciona à vida as condições necessárias ao seu
funcionamento e à sua evolução. Para além da campa, abre-se uma nova fase de
existência. O Espírito, debaixo da sua forma fluídica, imponderável, prepara-se
para novas reencarnações; acha no seu estado mental os frutos da existência que
findou.
Por toda parte se encontra a vida. A Natureza inteira
mostra-nos, no seu maravilhoso panorama, a renovação perpétua de todas as
coisas. Em parte alguma há a morte, como, em geral, é considerada entre nós; em
parte alguma há o aniquilamento; nenhum ente pode perecer no seu princípio de
vida, na sua unidade consciente. O Universo transborda de vida física e psíquica.
Por toda parte o imenso formigar dos seres, a elaboração de almas que, quando
escapam às demoradas e obscuras preparações da matéria, é para prosseguirem,
nas etapas da luz, a sua ascensão magnífica.
A vida do homem é como o Sol das regiões polares durante o
estio. Desce devagar, baixa, vai enfraquecendo, parece desaparecer um instante
por baixo do horizonte. É o fim, na aparência; mas, logo depois, torna a
elevar-se, para novamente descrever a sua órbita imensa no céu.
A morte é apenas um eclipse momentâneo na grande revolução
das nossas existências; mas, basta esse instante para revelar-nos o sentido
grave e profundo da vida. A própria morte pode ter também a sua nobreza, a sua
grandeza. Não devemos temê-la, mas, antes, nos esforçar por embelezá-la,
preparando-se cada um constantemente para ela, pela pesquisa e conquista da
beleza moral, a beleza do Espírito que molda o corpo e o orna com um reflexo
augusto na hora das separações supremas. A maneira por que cada qual sabe
morrer é já, por si mesma, uma indicação do que para cada um de nós será a vida
do Espaço.
Há como uma luz fria e pura em redor da almofada de certos
leitos de morte. Rostos, até aí insignificantes, parecem aureolados por
claridades do Além. Um silêncio imponente faz-se em volta daqueles que deixaram
a Terra. Os vivos, testemunhas da morte, sentem grandes e austeros pensamentos
desprenderem-se do fundo banal das suas impressões habituais, dando alguma
beleza à sua vida interior. O ódio e as más paixões não resistem a esse espetáculo.
Ante o corpo de um inimigo, abranda toda a animosidade, esvai-se todo o desejo
de vingança. Junto de um esquife, o perdão parece mais fácil, mais imperioso o
dever.
Toda morte é um parto, um renascimento; é a manifestação de
uma vida até aí latente em nós, vida invisível da Terra, que vai reunir-se à
vida invisível do Espaço. Depois de certo tempo de perturbação, tornamos a
encontrar-nos, além do túmulo, na plenitude das nossas faculdades e da nossa
consciência, junto dos seres amados que compartilharam as horas tristes ou
alegres da nossa existência terrestre. A tumba apenas encerra pó. Elevemos mais
alto os nossos pensamentos e as nossas recordações, se quisermos achar de novo
o rastro das almas que nos foram caras.
Não peçais às pedras do sepulcro o segredo da vida. Os ossos
e as cinzas que lá jazem nada são, ficai sabendo. As almas que os animaram
deixaram esses lugares, revivem em formas mais sutis, mais apuradas. Do seio do
invisível, onde lhes chegam as vossas orações e as comovem, elas vos seguem com
a vista, vos respondem e vos sorriem. A Revelação Espírita ensinar-vos-á a
comunicar com elas, a unir os vossos sentimentos num mesmo amor, numa esperança
inefável.
Muitas vezes, os seres que chorais e que ides procurar no
cemitério estão ao vosso lado. Vêm velar por vós aqueles que foram o amparo da
vossa juventude, que vos embalaram nos braços, os amigos, companheiros das
vossas alegrias e das vossas dores, bem como todas as formas, todos os meigos
fantasmas dos seres que encontrastes no vosso caminho, os quais participaram da
vossa existência e levaram consigo alguma coisa de vós mesmos, da vossa alma e
do vosso coração. Ao redor de vós flutua a multidão dos homens que se sumiram
na morte, multidão confusa, que revive, vos chama e mostra o caminho que tendes
de percorrer.
Ó morte, ó serena majestade! Tu, de quem fazem um
espantalho, és para o pensador simplesmente um momento de descanso, a transição
entre dois atos do destino, dos quais um acaba e o outro se prepara. Quando a
minha pobre alma, errante há tantos séculos através dos mundos, depois de
muitas lutas, vicissitudes e decepções, depois de muitas ilusões desfeitas e
esperanças adiadas, for repousar de novo no teu seio, será com alegria que
saudará a aurora da vida fluídica; será com ebriedade que se elevará do pó
terrestre, através dos espaços insondáveis, em direção àqueles a quem
estremeceu neste mundo e que a esperam.
Para a maior parte dos homens, a morte continua a ser o
grande mistério, o sombrio problema que ninguém ousa olhar de frente. Para nós,
ela é a hora bendita em que o corpo cansado volve à grande Natureza para deixar
à Psique, sua prisioneira, livre passagem para a Pátria Eterna.
Essa pátria é a Imensidade radiosa, cheia de sóis e de
esferas. Junto deles, como há de parecer raquítica a nossa pobre Terra” O
Infinito envolve-a por todos os lados. O infinito na extensão e o infinito na
duração, eis o que se nos depara, quer se trate da alma, quer se trate do
Universo.
Assim como cada uma das nossas existências tem o seu termo e
há de desaparecer, para dar lugar a outra vida, assim também cada um dos mundos
semeados no Espaço tem de morrer, para dar lugar a outros mundos mais
perfeitos.
Dia virá em que a vida humana se extinguirá no Globo
esfriado. A Terra, vasta necrópole, rolará, soturna, na amplidão silenciosa.
Hão de elevar-se ruínas imponentes nos lugares onde
existiram Roma, Paris, Constantinopla, cadáveres de capitais, últimos vestígios
das raças extintas, livros gigantescos de pedra que nenhum olhar carnal voltará
a ler. Mas, a Humanidade terá desaparecido da Terra somente para prosseguir, em
esferas mais bem dotadas, a carreira de sua ascensão. A vaga do progresso terá
impelido todas as almas terrestres para planetas mais bem preparados para a
vida. É provável que civilizações prodigiosas floresçam a esse tempo em Saturno
e Júpiter; ali se hão de expandir humanidades renascidas numa glória
incomparável. Lá é o lugar futuro dos seres humanos, o seu novo campo de ação,
os sítios abençoados onde lhes será dado continuarem a amar e trabalhar para o
seu aperfeiçoamento.
No meio dos seus trabalhos, a triste lembrança da Terra virá
talvez perseguir ainda esses Espíritos; mas, das alturas atingidas, a memória
das dores sofridas, das provas suportadas, será apenas um estimulante para se
elevarem a maiores alturas.
Em vão a evocação do passado, lhes fará surgir à vista os
espectros de carne, os tristes despojos que jazem nas sepulturas terrestres. A
voz da sabedoria dir-lhes-á: “Que importa as sombras que se foram! Nada perece.
Todo ser se transforma e se esclarece sobre os degraus que
conduzem de esfera em esfera, de sol em sol, até Deus”. Espírito imorredouro,
lembra-te disto: “A morte não existe”.
(Léon Denis - O Problema do Ser, do Destino e da Dor).
quinta-feira, 10 de março de 2016
"REFLEXÕES SOBRE A CALÚNIA."
Ninguém passa pela jornada terrestre sem experimentar o
cerco da ignorância e da imperfeição humana.
Considerado como planeta-escola, o mundo físico é abençoado
reduto de aprendizagem, no qual são exercitados os valores que dignificam, em
detrimento das heranças ancestrais que assinalam o passado de todas as
criaturas, no seu penoso processo de aquisição da consciência.
Herdando as experiências passadas nos seus conteúdos bons e
maus, por um largo período predominam aqueles de natureza primitiva, por
estarem mais fixados nos painéis dos hábitos morais, mantendo os instintos
agressivos, defensivos que se vão transformando em emoções, prioritamente egoísticas, em contínuos conflitos com o si
mesmo e com todos aqueles que fazem parte do grupo social onde se movimentam.
Inevitavelmente, as imposições inferiores são muito mais fortes do que aquelas
que proporcionam a ascensão espiritual, liberando o orgulho, a inveja, o
ressentimento, a agressividade, o despotismo, a perseguição, a mentira, a
calúnia e outros perversos comportamentos que defluem do ego atormentado.
Toda vez, quando o indivíduo se sente ameaçado na sua
fortaleza de egotismo pelos valores dignificantes do próximo, é dominado pela
inveja e investe furibundo, atacando aquele que supõe seu adversário.
Porque ainda se compraz na situação deplorável em que se
estorcega, não deseja permitir que outros rompam as barreiras que imobilizam as
emoções dignas e os esforços de desenvolvimento espiritual, assacando calúnias
contra o inimigo, gerando dificuldades ao seu trabalho, criando
desentendimentos em sua volta,
produzindo campanhas difamatórias, em mecanismos de preservação da própria
inferioridade.
Recusando-se, consciente ou inconscientemente, a crescer e
igualar-se àqueles que estão conquistando os tesouros do discernimento, da
verdade, do bem, transforma-se, na ociosidade mental e moral em que permanece,
em seu cruel perseguidor, não lhe dando trégua e retroalimentando-se com a
própria insânia.
Torna-se revel e não aceita esclarecimento, não admitindo
que outrem se encontre em melhor situação emocional do que ele, que se
auto-valoriza e se auto-promove, comprazendo-se em persegui-lo e em malsiná-lo.
Ninguém consegue realizar algo de enobrecido e dignificante
na Terra sem sofrer-lhe a sanha, liberando a inveja e o ciúme que experimenta
quando confrontado com as pessoas ricas de amor e de bondade, de conhecimentos
e de realizações edificantes.
A calúnia é a arma poderosa de que se utilizam esses
enfermos da alma, que a esgrimem de maneira covarde para tisnar a reputação do
seu próximo, a quem não conseguem equiparar-se, optando pelo seu rebaixamento,
quando seria muito mais fácil a própria ascensão no rumo da felicidade.
A calúnia, desse modo, é instrumento perverso que a crueldade
dissemina com um sorriso e certo ar de vitória, valendo-se das imperfeições de
outros compares que a ampliam, sombreando a estrada dos conquistadores do
futuro.
Nada obstante, a calúnia é também uma névoa que o sol da
verdade dilui, não conseguindo ir além da sombra que dificulta a marcha e das
acusações aleivosas que afligem a quem lhe ofereça consideração e perca tempo
em contestá-la.
Nunca te permitas afligir, quando tomes conhecimento das
acusações mentirosas que se divulgam a teu respeito, assim como de tudo quanto
fazes.
Evita envenenar-te com os seus conteúdos doentios, não
reservando espaço mental ou emocional para que se te fixem, levando-te a
reflexões e análises que atormentam pela sua injustiça e maldade.
Se alguém tem algo contra ti, que se te acerque e exponha,
caso seja honesto.
Se cometeste algum erro ou equívoco que te coloque em
situação penosa e outrem o percebe, sendo uma pessoa digna, que se dirija
diretamente a ti, solicitando esclarecimentos ou oferecendo ajuda, a fim de que
demonstre a lisura do seu comportamento.
Se ages de maneira incorreta em relação a outrem e esse
experimenta mal-estar e desagrado, tratando-se de alguém responsável, que te
procure e mantenha um diálogo esclarecedor.
Quando, porém, surgem na imprensa ou nas correspondências,
nas comunicações verbais ou nos veículos da mídia, acusações graves contra
ti,sem que antes haja havido a possibilidade de um esclarecimento de tua parte,
permanece tranquilo, porque esse adversário não deseja informações cabíveis,
mas mantém o interesse subalterno de projetar a própria imagem, utilizando-se
de ti...
Quando consultado pelos iracundos donos da verdade e
policiais da conduta alheia com a arrogância com que se comportam, exigindo-te
defesas e testemunhos, não lhes dês importância, porque o valor que se
atribuem, somente eles mesmos se permitem...
Não vives a soldo de ninguém e o teu é o trabalho de
iluminação de consciências, de desenvolvimento intelecto-moral, de fraternidade
e de amor em nome de Jesus, não te encontrando sob o comando de quem quer que
seja. Em razão disso, faculta-te a liberdade de agir e de pensar conforme te
aprouver, sem solicitar licença ou permissão de outrem.
Desde que o teu labor não agride a sociedade, não fere a
ninguém, antes, pelo contrário, é de socorro a todos quantos padecem carência,
continua sem temor nem sofrimento na realização daquilo que consideras
importante para a tua existência.
Desmente a calúnia mediante os atos de bondade e de
perseverança no ideal superior do Bem.
Somente acreditam em maledicências, aqueles que se alimentam
da fantasia e da mentira.
Alegra-te, de certo modo, porque te encontras sob a alça de
mira dos contumazes inimigos do progresso.
Todos aqueles que edificaram a sociedade sob qualquer ângulo
examinado, padeceram a crueza desses Espíritos infelizes, invejosos e
insensatos.
Criando leis absurdas para aplicarem-nas contra os outros,
estabelecendo dogmas e sistemas de dominação, programando condutas arbitrárias
e organizando tribunais perversos, esses instrumentos do mal, tele-mentalizados
pelas forças tiranizantes da erraticidade
inferior, tornaram-se em todas as épocas inimigos do progresso, da
fraternidade que odeiam, do amor contra o qual vivem armados...
Apieda-te, portanto, de todo aquele que se transforme em teu
algoz, que te crie embaraços às realizações edificantes com Jesus, que gere
ciúmes e cizânia em referência às tuas atividades, orando por eles e
envolvendo-te na lã do Cordeiro de Deus, sedo compassivo e misericordioso,
nunca revidando-lhes mal por mal, nem acusação por acusação...
A força do ideal que abraças, dar-te-á coragem e valor para
o prosseguimento do serviço a que te dedicas, e quanto mais ferido, mais
caluniado, certamente mais convicto da excelência dos teus propósitos, da tua
vinculação com o Sumo Bem.
Como puderam, aqueles que conviveram com Jesus, recusar-Lhe
o apoio, a misericórdia, a orientação?
Após receberem ajuda para as mazelas que os martirizavam,
como é possível compreender que, dentre dez leprosos, somente um voltou para
agradecer-Lhe?
Como foi possível a Pedro, que era Seu amigo, que O recebia
no seu lar, que convivia em intimidade com Ele, negá-lO, não uma vez, mas três
vezes sucessivas?!
...E Judas, que O amava, vendê-lO e beijá-lO a fim de que
fosse identificado pelos Seus inimigos naquela noite de horror?!
Sucede que o véu da carne obnubila o discernimento mesmo em
alguns Espíritos nobres, e as injunções sociais, culturais, emocionais, neles
produzem atitudes desconcertantes, em antagonismos terríveis às convicções
mantidas na mente e no coração.
Todos os seres humanos são frágeis e podem tornar-se vítimas
de situações penosas.
Assim, não julgues a ninguém, entregando-te em totalidade
Àquele que nunca Se enganou, jamais tergiversou, e deu-Se em absoluta renúncia
do ego, para demonstrar que é o Caminho da Verdade e da Vida.
Considerado como planeta-escola, o mundo físico é abençoado
reduto de aprendizagem, no qual são exercitados os valores que dignificam, em
detrimento das heranças ancestrais que assinalam o passado de todas as criaturas,
no seu penoso processo de aquisição .
Joanna de Ângelis- Divaldo Pereira Franco
quarta-feira, 9 de março de 2016
"QUAL ADOECE PRIMEIRO O CORPO OU A ALMA?"
Entrevista com o Dr. Jorge Carvajal, médico cirurgião da
Universidade de Andaluzia, Espanha, pioneiro da Medicina Bioenergética.
Qual adoece primeiro: o corpo ou a alma?
A alma não pode adoecer, porque é o que há de perfeito em
ti, a alma evolui, aprende.
Na realidade, boa parte das enfermidades são exatamente o
contrário:
são a resistência do corpo emocional e mental à alma. Quando
nossa personalidade resiste aos desígnios da alma, adoecemos.
A Saúde e as Emoções.
Há emoções prejudiciais à saúde?
Quais são as que mais nos prejudicam?
70 por cento das enfermidades do ser humano vêm do campo da
consciência emocional.
As doenças muitas vezes procedem de emoções não processadas,
não expressadas, reprimidas.
O medo, que é a ausência de amor, é a grande enfermidade, o
denominador comum de boa parte das enfermidades que temos hoje.
Quando o temor se congela, afeta os rins, as glândulas
suprarrenais, os ossos, a energia vital, e pode converter-se em pânico.
Então nos fazemos de fortes e descuidamos de nossa saúde?
De heróis os cemitérios estão cheios. Tens que cuidar de ti.
Tens teus limites, não vás além.
Tens que reconhecer quais são os teus limites e superá-los,
pois, se não os reconheceres, vais destruir teu corpo.
Como é que a raiva nos afeta?
A raiva é santa, é sagrada, é uma emoção positiva, porque te
leva à autoafirmação, à busca do teu território, a defender o que é teu, o que
é justo.
Porém, quando a raiva se torna irritabilidade,
agressividade, ressentimento, ódio, ela se volta contra ti e afeta o fígado, a
digestão, o sistema imunológico.
Então a alegria, ao contrário, nos ajuda a permanecer
saudáveis?
A alegria é a mais bela das emoções, porque é a emoção da
inocência, do coração e é a mais curativa de todas, porque não é contrária a
nenhuma outra.
Um pouquinho de tristeza com alegria escreve poemas.
A alegria com medo leva-nos a contextualizar o medo e a não
lhe darmos tanta importância.
A alegria acalma os ânimos?
Sim, a alegria suaviza todas as outras emoções, porque nos
permite processá-las a partir da inocência.
A alegria põe as outras emoções em contato com o coração e
dá-lhes um sentido ascendente. Canaliza-as para que cheguem ao mundo da mente.
E a tristeza?
A tristeza é um sentimento que pode te levar à depressão
quando te deixas envolver por ela e não a expressas, porém ela também pode te
ajudar.
A tristeza te leva a contatares contigo mesmo e a
restaurares o controle interno.
Todas as emoções negativas têm seu próprio aspecto positivo.
Tornamo-las negativas quando as reprimimos.
Convém aceitarmos essas emoções que consideramos negativas
como parte de nós mesmos?
Como parte para transformá-las, ou seja, quando se aceitam,
fluem, e já não se estancam e podem se transmutar.
Temos de as canalizar para que cheguem à cabeça a partir do
coração.
Que difícil!
Sim, é muito difícil.
Realmente as emoções básica são o amor e o medo (que é
ausência de amor), de modo que tudo que existe é amor, por excesso ou
deficiência.
Construtivo ou destrutivo.
Porque também existe o amor que se aferra, o amor que superprotege,
o amor tóxico, destrutivo.
Como prevenir a enfermidade?
Somos criadores, portanto creio que a melhor forma é
criarmos saúde.
E, se criarmos saúde, não teremos que prevenir nem combater
a enfermidade, porque seremos saúde.
E se aparecer a doença?
Teremos, pois, de aceitá-la, porque somos humanos.
Krishnamurti também adoeceu de um câncer de pâncreas e ele
não era alguém que levasse uma vida desregrada.
Muita gente espiritualmente muito valiosa já adoeceu.
Devemos explicar isso para aqueles que creem que adoecer é
fracassar.
O fracasso e o êxito são dois mestres e nada mais.
E, quando tu és o aprendiz, tens que aceitar e incorporar a
lição da enfermidade em tua vida..
Cada vez mais as pessoas sofrem de ansiedade.
A ansiedade é um sentimento de vazio, que às vezes se torna
um oco no estômago, uma sensação de falta de ar.
É um vazio existencial que surge quando buscamos fora em vez
de buscarmos dentro.
Surge quando buscamos nos acontecimentos externos, quando buscamos
muleta, apoios externos, quando não temos a solidez da busca interior.
Se não aceitarmos a solidão e não nos tornarmos nossa
própria companhia, sentiremos esse vazio e tentaremos preenchê-lo com coisas e
posses.
Porém, como não pode ser preenchido de coisas, cada vez mais
o vazio aumenta.
Então, o que podemos fazer para nos libertarmos dessa
angústia?
Não podemos fazer passar a angústia comendo chocolate ou com
mais calorias, ou buscando um príncipe fora.
Só passa a angústia quando entras em teu interior, te
aceitas como és e te reconcilias contigo mesmo.
A angústia vem de que não somos o que queremos ser, muito
menos o que somos, de modo que ficamos no "deveria ser", e não somos
nem uma coisa nem outra.
O stress é outro dos males de nossa época.
O stress vem da competitividade, de que quero ser perfeito,
quero ser melhor, quero ter uma aparência que não é minha, quero imitar.
E realmente só podes competir quando decides ser um
competidor de ti mesmo, ou seja, quando queres ser único, original, autêntico e
não uma fotocópia de ninguém.
O stress destrutivo prejudica o sistema imunológico.
Porém, um bom stress é uma maravilha, porque te permite
estar alerta e desperto nas crises e poder aproveitá-las como oportunidades
para emergir a um novo nível de consciência.
O que nos recomendaria para nos sentirmos melhor com nós
mesmos?
A solidão.
Estar consigo mesmo todos os dias é maravilhoso.
Passar 20 minutos consigo mesmo é o começo da meditação, é
estender uma ponte para a verdadeira saúde, é acender o altar interior, o ser
interior.
Minha recomendação é que a gente ponha o relógio para
despertar 20 minutos antes, para não tomar o tempo de nossas ocupações.
Se dedicares, não o tempo que te sobra, mas esses primeiros
minutos da manhã, quando estás rejuvenescido e descansado, para meditar, essa
pausa vai te recarregar, porque na pausa habita o potencial da alma.
O que é para você a felicidade?
É a essência da vida.
É o próprio sentido da vida.
Estamos aqui para sermos felizes, não para outra coisa.
Porém, felicidade não é prazer, é integridade.
Quando todos os sentidos se consagram ao ser, podemos ser
felizes.
Somos felizes quando cremos em nós mesmos, quando confiamos
em nós, quando nos empenhamos transpessoalmente a um nível que transcende o
pequeno eu ou o pequeno ego.
Somos felizes quando temos um sentido que vai mais além da
vida cotidiana, quando não adiamos a vida, quando não nos alienamos de nós
mesmos, quando estamos em paz e a salvo com a vida e com nossa consciência.
Viver o Presente.
É importante viver no presente?
Como conseguir?
Deixamos ir-se o passado e não hipotecamos a vida às
expectativas do futuro quando nos ancoramos no ser e não no ter, ou a algo ou
alguém fora.
Eu digo que a felicidade tem a ver com a realização, e esta
com a capacidade de habitarmos a realidade.
E viver em realidade é sairmos do mundo da confusão.
Na sua opinião, estamos tão confusos assim?
Temos três ilusões enormes que nos confundem:
Primeiro:
cremos que somos um corpo e não uma alma, quando o corpo é o
instrumento da vida e se acaba com a morte.
Segundo:
cremos que o sentido da vida é o prazer, porém com mais
prazer não há mais felicidade, senão mais dependência..
Prazer e felicidade não são o mesmo.
Há que se consagrar o prazer à vida e não a vida ao prazer.
Terceiro:
ilusão é o poder;
desejamos o poder infinito de viver no mundo.
E do que realmente necessitamos para viver?
Será de amor, por acaso?
O amor, tão trazido e tão levado, e tão caluniado, é uma
força renovadora.
O amor é magnífico porque cria coesão.
No amor tudo está vivo, como um rio que se renova a si
mesmo.
No amor a gente sempre pode renovar-se, porque ordena tudo.
No amor não há usurpação, não há transferência, não há medo,
não há ressentimento, porque quando tu te ordenas, porque vives o amor, cada
coisa ocupa o seu lugar, e então se restaura a harmonia.
Agora, pela perspectiva humana, nós o assimilamos com a
fraqueza, porém o amor não é fraco.
Enfraquece-nos quando entendemos que alguém a quem amamos
não nos ama.
Há uma grande confusão na nossa cultura.
Cremos que sofremos por amor, porém não é por amor, é por
paixão, que é uma variação do apego.
O que habitualmente chamamos de amor é uma droga.
Tal qual se depende da cocaína, da maconha ou da morfina,
também se depende da paixão.
É uma muleta para apoiar-se, em vez de levar alguém no meu
coração para libertá-lo e libertar-me.
O verdadeiro amor tem uma essência fundamental que é a
liberdade, e sempre conduz à liberdade.
Mas às vezes nos sentimos atados a um amor.
Se o amor conduz à dependência é Eros.
Eros é um fósforo, e quando o acendes ele se consome
rapidamente em dois minutos e já te queima o dedo.
Há amores que são assim, pura chispa.
Embora essa chispa possa servir para acender a lenha do
verdadeiro amor.
Quando a lenha está acesa, produz fogo.
Esse é o amor impessoal, que produz luz e calor.
Pode nos dar algum conselho para alcançarmos o amor
verdadeiro?
Somente a verdade.
Confia na verdade; não tens que ser como a princesa dos
sonhos do outro, não tens que ser nem mais nem menos do que és.
Tens um direito sagrado, que é o direito de errar;
tens outro, que é o direito de perdoar, porque o erro é teu
mestre.
Ama-te, sê sincero contigo mesmo e leva-te em consideração.
Se tu não te queres, não vais encontrar ninguém que possa te
querer.
Amor produz amor. Se te amas, vais encontrar amor.
Se não, vazio.
Porém nunca busques migalhas, isso é indigno de ti.
A chave então é amar-se a si mesmo.
E ao próximo como a ti mesmo.
Se não te amas a ti, não amas a Deus, nem a teu filho,
porque estás apenas te apegando, estás condicionando o outro.
Aceita-te como és;
não podemos transformar o que não aceitamos, e a vida é uma
corrente permanente de transformações.
Dr. Jorge Carvajal, médico cirurgião da Universidade de
Andaluzia, Espanha
terça-feira, 8 de março de 2016
" A GRANDE TRANSIÇÃO"
Opera-se, na Terra, neste largo período, a grande transição
anunciada pelas Escrituras e confirmada pelo Espiritismo. O planeta sofrido
experimenta convulsões especiais, tanto na sua estrutura física e atmosférica,
ajustando as suas diversas camadas tectônicas, quanto na sua constituição moral.
Isto porque, os espíritos que o habitam, ainda caminhando em faixas de
inferioridade, estão sendo substituídos por outros mais elevados que o
impulsionarão pelas trilhas do progresso moral, dando lugar a uma era nova de
paz e de felicidade.
Os espíritos renitentes na perversidade, nos desmandos, na
sensualidade e vileza, estão sendo recambiados lentamente para mundos
inferiores onde enfrentarão as consequências dos seus atos ignóbeis, assim
renovando-se e predispondo-se ao retorno planetário, quando recuperados e
decididos ao cumprimento das leis de amor.
Por outro lado, aqueles que permaneceram nas regiões
inferiores estão sendo trazidos à reencarnação, de modo a desfrutarem da
oportunidade de trabalho e de aprendizado, modificando os hábitos infelizes a
que se têm submetido, podendo avançar sob a governança de Deus.
Caso se oponham às exigências da evolução, também sofrerão
um tipo de expurgo temporário para regiões primárias entre as raças atrasadas,
tendo o ensejo de serem úteis e de sofrer os efeitos danosos da sua rebeldia.
Concomitantemente, espíritos nobres que conseguiram superar
os impedimentos que os retinham na retaguarda, estarão chegando, a fim de
promoverem o bem e alargarem os horizontes da felicidade humana, trabalhando
infatigavelmente na reconstrução da sociedade, então fiel aos desígnios
divinos.
Da mesma forma, missionários do amor e da caridade,
procedentes de outras Esferas estarão revestindo-se da indumentária carnal para
tornar essa fase de luta iluminativa mais amena, proporcionando condições
dignificantes que estimulem ao avanço e à felicidade. Não serão apenas os
cataclismos físicos que sacudirão o planeta, como resultado da lei de
destruição, geradora desses fenômenos, como ocorre com o outono que derruba a
folhagem das árvores, a fim de que possam enfrentar a invernia rigorosa,
renascendo exuberantes com a chegada da primavera, mas também os de natureza
moral, social e humana que assinalarão os dias tormentosos, que já se vivem.
Os combates apresentam-se individuais e coletivos, ameaçando
de destruição a vida com hecatombes inimagináveis.
A loucura, decorrente do materialismo dos indivíduos,
atira-os no abismos da violência e da sensatez, ampliando o campo do desespero
que se alarga em todas as direções.
Esfacelam-se os lares, desorganizam-se os relacionamentos
afetivos, desestruturam-se as instituições, as oficinas de trabalho
convertem-se em áreas de competição desleal, as ruas do mundo transformam-se em
campos de lutas perversas, levando de roldão os sentimentos de solidariedade e
de respeito, de amor e de caridade...
A turbulência vence a paz, o conflito domina o amor, a luta
desigual substitui a fraternidade.
... Mas essas ocorrências são apenas o começo da grande
transição.
A fatalidade da existência humana é a conquista do amor que
proporciona plenitude. Há, em toda a parte, uma destinação inevitável, que expressa
a ordem universal e a presença de uma Consciência Cósmica atuante.
A rebeldia que predomina no comportamento humano elegeu a
violência como instrumento para conseguir o prazer que lhe não chega de maneira
espontânea, gerando lamentáveis consequências, que se avolumam em desaires contínuos.
É inevitável a colheita da sementeira por aqueles que a fez,
tornando-se rico de grãos abençoados ou de espiculo venenosos.
Como as leis da vida não podem ser derrogadas, toda objeção
que lhes faz converte-se em aflição, impedindo a conquista do bem-estar.
Da mesma forma, como o progresso é inevitável, o que não
seja conquistado através do dever, selo-a pelos impositivos estruturais de que
o mesmo se constitui.
A melhor maneira, portanto, de compartilhar conscientemente
da grande transição é através da consciência de responsabilidade pessoal,
realizando as mudanças íntimas que se tornem próprias para a harmonia do
conjunto.
Nenhuma conquista exterior será lograda se não proceder das
paisagens íntimas, nas quais estão instalados os hábitos. Esses, de natureza
perniciosa, devem ser substituídos por aqueles que são saudáveis, portanto,
propiciatórios de bem-estar e de harmonia emocional.
Na mente está a chave para que seja operada a grande
mudança. Quando se tem domínio sobre ela, os pensamentos podem ser canalizados
em sentido edificante, dando lugar a palavras corretas e a atos dignos.
O indivíduo, que se renova moralmente, contribui de forma
segura para as alterações que se vêm operando no planeta.
Não é necessário que o turbilhão dos sofrimentos gerais o
sensibilize, a fim de que possa contribuir eficazmente com os espíritos que
operam em favor da grande transição.
Dispondo das ferramentas morais do enobrecimento, torna-se
cooperador eficiente, em razão de trabalhar junto ao seu próximo pela mudança
de convicção em torno dos objetivos existenciais, ao tempo em que se transforma
num exemplo de alegria e de felicidade para todos.
O bem fascina todos aqueles que o observam e atrai quantos
se encontram distantes da sua ação, o mesmo ocorrendo com a alegria e a saúde.
São eles que proporcionam o maior contágio de que se tem
notícia e não as manifestações aberrantes e afligentes que parecem arrastar as
multidões. Como escasseiam os exemplos de júbilo, multiplicam-se os de desespero,
logo ultrapassados pelos programas de sensibilização emocional para a
plenitude.
A grande transição prossegue, e porque se faz necessária, a
única alternativa é examinar lhe a maneira de como se apresenta e cooperar para
que as sombras que se adensam no mundo sejam diminuídas pelo Sol da
imortalidade.
Nenhum receio deve ser cultivado, porque, mesmo que ocorra a
morte, esse fenômeno natural é veículo da vida que se manifestará em outra
dimensão.
A vida sempre responde conforme as indagações morais que lhe
são dirigidas.
As aguardadas mudanças que se vêm operando trazem uma ainda
não valorizada contribuição, que é a erradicação do sofrimento das paisagens
espirituais da Terra.
Enquanto viceje o mal, no mundo, o ser humano tornas-lhe
vítima preferida, em face do egoísmo em que se estorcega, apenas por eleição
espiritual.
A dor momentânea que o fere, convida-o por outro lado, à
observância das necessidades de seguir a correnteza do amor no rumo do oceano
da paz.
Logo passado o período de aflição, chegará o da harmonia.
Até lá, que todos os investimentos sejam de bondade e de
ternura, de abnegação e de irrestrita confiança em Deus.
Joanna de Ângelis
(Mensagem psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco,
no dia 30 de Julho de 2006, no Rio de Janeiro, RJ. Publicada na revista
‘Presença Espírita’, Setembro/Outubro 2006, Nº 256, páginas 28 e 29)
segunda-feira, 7 de março de 2016
“PORQUE ALGUNS ESPÍRITOS FICAM VAGANDO EM ESTADO DE PERTURBAÇÃO?”
Um espírito não esclarecido, chega do outro lado
praticamente sem consciência do que está acontecendo, não acredita já estar
morto, continua a agir como se ainda estivesse vivo, assiste todo o funeral e
acha que está sonhando, fica ao redor do caixão com seu corpo ou entre os
familiares. Depois do enterro, volta para casa e tenta se comunicar, como
ninguém responde às suas perguntas fica desorientado, não aceita auxílio de
outros espíritos que vieram para ajudar; como sempre lhe disseram que “os
bons”, vão direto para o céu, e como uma pessoa nunca se julga má, ele fica
esperando que os anjos venham buscá-lo. Como os anjos não aparecem, alguns
ficam anos ou séculos na sua casa, no local da morte ou junto com os seus bens,
tesouros ou pertences.
Presos a Matéria
Pessoas que viveram aqui só voltados aos prazeres materiais,
sem se preocupar com o seu futuro espiritual, geralmente demoram-se na crosta
terrestre, buscando ainda os mesmos tipos de prazer que costumavam cultivar
quando encarnados, acomodam-se junto aos encarnados que apreciam os mesmos
vícios, induzindo as pessoas a prática, para usufruir dos fluídos. Ex: bebidas,
cigarros, etc.
Aprendem a se alimentar da energia dos vivos, se “encosta”
como dizem, numa pessoa que lhe ofereça condições, e muitas vezes, mesmo sem
saber que está prejudicando, suga a sua energia. Deixando-a, cada dia mais
debilitada, começam a surgir às doenças.
Região de Sombra e Dor
Quando o espírito comete delitos graves aqui na Terra
(assassinatos, crimes) ele é atraído para regiões de sombra e dor, o chamado
umbral, onde pelo sofrimento chegará um dia ao arrependimento e o desejo de
reparar o mal praticado, e então será socorrido por espíritos bons que irão
retirá-lo de lá e serão conduzidos a postos de atendimento espiritual conhecido
como colônias.
Falta de preparo para morte
Tudo isso acontece porque as religiões não preparam as
pessoas para essa passagem. Somente ensinam que o pecador, batizado, convertido
ou morrendo sob confissão, extrema unção, encomendação do corpo ou tendo um
funeral com os rituais religiosos, vai direto para o céu.
As pessoas nasceram e são livres para fazerem o que quiserem
inclusive o mal, aí entram as religiões cuja missão é conduzir o homem à
prática do bem e da justiça e consequentemente prepará-lo para voltar melhor do
que quando veio.
Por não admitir o renascimento a maioria das igrejas não tem
outra saída, a não ser ensinar que o morto deve aguardar de braços cruzados
dentro do caixão até o momento em que as trombetas vão soar e todos
ressuscitarão, para o julgamento coletivo do juízo final.
Como nada prende um espírito, ele sai por aí para fazer o
que quiser. Esse é o motivo que incontáveis irmãos se encontram nessa situação
há muito tempo. É obrigação dos vivos auxiliarem com suas orações e atos
aqueles que já se foram principalmente convencê-los do arrependimento.
Daí a necessidade de se doutrinar e evangelizar esses
espíritos para que no menor tempo possível lhes seja dado conhecer a Verdade
que os libertará das falsas doutrinas e das falsas promessas.
Ana Maria Teodoro Massuci.
bibliografia: Textos de Jhon, Livro Céu e Inferno
Assinar:
Postagens (Atom)
𝗖𝗢𝗠𝗢 𝗢𝗦 𝗥𝗘𝗟𝗔𝗖𝗜𝗢𝗡𝗔𝗠𝗘𝗡𝗧𝗢𝗦 𝗙𝗜𝗖𝗔𝗠 𝗔𝗧𝗥𝗘𝗟𝗔𝗗𝗢𝗦 𝗡𝗔𝗦 𝗥𝗘𝗘𝗡𝗖𝗔𝗥𝗡𝗔𝗖̧𝗢̃𝗘𝗦.
Os ajustes dos relacionamentos problemáticos de outras existências. Pelas reencarnações os espíritos têm a oportunidade de reestabelecer os ...
-
Os ajustes dos relacionamentos problemáticos de outras existências. Pelas reencarnações os espíritos têm a oportunidade de reestabelecer os ...
-
Os Evangelhos estão repletos de alusões a anjos. A Bíblia inteira fala neles. Todas as religiões, de diferentes maneiras, se referem a e...