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domingo, 8 de janeiro de 2017
“SONO E SONHO NA VISÃO ESPÍRITA” CONHEÇA OS TRÊS TIPOS DE SONHOS”
Há 3 tipos
de sonhos: fisiológicos, psicológicos e espirituais.
Psicológico:
é aquele que exprime nossos estados íntimos. Nos velhos tempos, em que não
havia os recursos da informática, eu (Richard Simonetti) passava dias e dias
procurando diferenças nas fichas gráficas de contas correntes, no Banco do
Brasil, onde trabalhava. Á noite, sempre me via, durante o sono, na agência,
repetindo intermináveis verificações. Era a dramatização de meu envolvimento
com aquele problema.
Espiritual:
é a lembrança de uma atividade desenvolvida pelo Espírito no mundo espiritual
durante o sono. Kardec denomina essa situação como “emancipação da alma”.
Como podemos
distinguir o sonho? Os sonhos de caráter fisiológico ou psicológico são
fugidos, mal delineados. Os sonhos espirituais são mais nítidos, mais claros.
Guardamos melhor. E um detalhe: geralmente são coloridos, o que não costuma
ocorrer com as demais formas, que se apresentam em preto e branco.
E os sonhos
repetitivos? Sonhos repetitivos chamam-se “recorrentes”. Geralmente envolvem
uma experiência dramática, em passado próximo, na vida atual ou remoto, em
vidas anteriores. Esses registros, sepultados no inconscientes, podem aflorar
na forma de sonhos, principalmente quando passamos por alguma tensão ou
preocupação exacerbada.
Às vezes, nada
lembramos dessa vivência espiritual, porque, durante ela, o cérebro físico não
foi utilizado e depois, no retorno ao corpo, a matéria deste, pesada e
grosseira, também não permitiu o registro das impressões trazidas pelo
espírito.
Outras vezes
lembramos apenas a impressão do que nosso espírito experimentou à saída ou no
retorno ao corpo. Se essas lembranças se misturarem aos problemas
fisiopsíquicos, tornam-se confusas, incoerentes.
Quando
necessário, os bons espíritos atuam de modo especial sobre nós para que, ao
acordar, lembremos algo de maior importância tratado ao mundo espiritual. Mesmo
que não lembremos tudo perfeitamente, do que nos sugere idéias, ações.
Os espíritos
maus também podem fazer o mesmo se, pelo nosso modo de viver, tivermos
concedido a eles essa ascendência sobre nós.
É no momento
do sono que nosso espírito se desprende do corpo físico, permanecendo ligado
por um cordão fluídico, e assume suas capacidades espirituais.
Como está
descrito no Evangelho Segundo o Espiritismo, "o sono foi dado ao homem
para a reposição das forças orgânicas e morais. Enquanto o corpo recupera as
energias que perdeu pela atividade no dia anterior, o espírito vai se
fortalecer entre outros espíritos".
Por isso a
importância de termos uma conduta moral aplicada, com boas companhias, leituras
e músicas. Nossas companhias do dia serão as da noite, ou seja, o nosso
pensamento vai atrair espíritos encarnados ou desencarnados que tenham a mesma
sintonia que a nossa.
É através
dos sonhos que temos contato com amigos, parentes, instrutores e desafetos.
Dessa forma, precisamos aproveitar o máximo para podermos ser esclarecidos
sobre as dificuldades que estamos passando. É através dessa conversa que
teremos com esses espíritos afins que poderemos, no dia seguinte, estarmos
aptos a tomar decisões mais precisas. Mesmo não lembrando do sonho na maioria
das vezes, através de uma visão, uma frase ou uma conversa, podemos lembrar de
algo que nos foi elucidado durante o sonho e, assim, podermos tomar a decisão
correta.
Existem
sonhos proféticos, em que a pessoa tem visões de acontecimentos futuros? A
experiência diz que sim. A Bíblia é um repositório de fatos dessa natureza.
Destaque especial para os sonhos do faraó, interpretados por José, filho de
Jacó, sobre anos de fartura e escassez que se aproximavam.
Os sonhos do
faraó falavam particularmente em sete vacas gordas e sete vacas magras, algo
nebuloso. É assim mesmo? Sonhos proféticos exprimem, geralmente, intervenção de
mentores espirituais. Eles não falam de forma simbólica, mas a pessoa registra
como simbolismo, em face da dificuldade em fazer a transposição de uma
experiência extracorpórea para o cérebro físico.
Por que isso
acontece? Nosso cérebro tem registro objetivo apenas para experiência que
passam pelos cinco sentidos – tato, paladar, olfato, visão e audição. Essa é
uma das razões pelas quais não lembramos das existências anteriores. Ao
reencarnar, ficamos na dependência de cérebro “zero-quilômetro, sem registros
do pretérito. Algo semelhante ao que ocorre em relação às nossas atividades no
plano espiritual, durante o sono.
É sempre
assim? Há exceções, envolvendo pessoas dotadas de uma mediunidade especial,
chamada onirofania, que permite o registro objetivo das experiências vividas no
mundo espiritual durante as horas de sono. Exemplos típicos são os sonhos de
José, pai de Jesus, que, em inúmeras oportunidades, foi orientado durante o
sono por Gabriel, mentor espiritual de elevada hierarquia que o acompanhava.
Pode não se
cumprir um sonho profético? Sim, mesmo porque, não raro, sonhos premonitórios
apenas exprimem uma fantasia relacionada com nossas preocupações. Um familiar
viaja. Apreensivos, sonhamos com um acidente. A premonição pode apenas exprimir
um aviso da Espiritualidade para que sejamos cuidadosos. É como se nossos
mentores avisassem: “Há problemas na estrada. Seja prudente! Vá com cuidado.”
Há
premonições que não são meros avisos, mas a antecipação de algo que fatalmente
ocorrerá? Sim, envolvendo situações difíceis, doenças, peoblemas e até a morte.
Ex.: O presidente Lincoln sonhou que acordava em plena noite e, dirigindo-se ao
salão principal da Casa Branca, notou que havia um velório. Perguntou a um
soldado, que lhe respondeu que era do presidente, que fora assassinado. Comparecendo
a um teatro, naquele mesmo dia, Lincoln foi morto num atentado.
Há diversos
estudos sobre os sonhos na parapsicologia, tentando desvendar esse enigma que
nos afeta sempre que acordamos na intenção de decifrarmos algo que às vezes é
um sinal, outras não passa de meras imagens sem significado. Antigamente, os
sonhos eram considerados visões proféticas e reveladoras do futuro, onde homens
entravam em contato com deuses e demônios. Muitas vezes, suas interpretações
ligavam-se a superstições, numerologia, crendices, astrologia, entre outros.
Ainda hoje,
pessoas aproveitam da ignorância dos homens sobre o assunto e ganham dinheiro
fácil na interpretação dos sonhos de quem as procura com o intuito de
decifrá-los. Assim, tornam-se vulneráveis nas mãos de gente insensata ou
espíritos zombeteiros, levianos e obsessores.
Portanto,
NÓS ESPÍRITAS NÃO INTERPRETAMOS OU BUSCAMOS A INTERPRETAÇÃO DOS SONHOS. Mas,
respeitamos aqueles que buscam e acreditam.
fonte:
http://grupoallankardec.blogspot.com.br/2010/10/ha-interpretacao-para-os-sonhos.html
“ANDRÉ LUIZ “NOSSO LAR. ”A VIDA É O JOGO ESCURO DAS ILUSÕES”
A vida não cessa. A vida é fonte eterna e a morte é o jogo escuro das
ilusões. Permutar a roupagem física não decide o problema fundamental da
iluminação, como a troca de vestidos nada tem que ver com as soluções profundas
do destino e do ser.
É preciso
muito esforço do homem para ingressar na academia do Evangelho do Cristo,
ingresso que se verifica, quase sempre, de estranha maneira - ele só, na
companhia do Mestre, efetuando o curso difícil, recebendo lições sem cátedras
visíveis e ouvindo vastas dissertações sem palavras articuladas...
Manifestamo-nos,
junto a vós outros, no anonimato que obedece à caridade fraternal. A existência
humana apresenta grande maioria de vasos frágeis, que não podem conter ainda
toda a verdade. Aliás, não nos interessaria, agora, senão a experiência
profunda, com os seus valores coletivos. Não atormentaremos ninguém com a ideia
da eternidade. Que os vasos se fortaleçam, em primeiro lugar. Forneceremos,
somente, algumas ligeiras notícias ao espírito sequioso dos nossos irmãos na
senda de realização espiritual, e que compreendem conosco que "o espírito
sopra onde quer".
NAS ZONAS
INFERIORES - Após o desencarne, André Luiz despertou em paisagem que, quando
não totalmente escura, parecia banhada de luz alvacenta, como que amortalhada
em neblina espessa, que os raios do Sol aquecessem de muito longe. Ele narra:
"Cabelos eriçados, coração aos saltos, medo terrível senhoreando-me, muita
vez gritei como louco, implorei piedade e clamei contra o doloroso desânimo que
me subjugava o espírito... Formas diabólicas, rostos alvares, expressões
animalescas surgiam, de quando em quando, agravando-me o assombro."
André Luiz
conta que, entre angustiosas considerações, em momento algum o problema
religioso surgiu tão profundo aos seus olhos. Os princípios puramente
filosóficos, políticos e científicos figuravam-se extremamente secundários para
a vida humana. Porém, semelhante análise surgia tardiamente. Conhecera as
letras do Velho Testamento e muita vez folheara o Evangelho; entretanto era
forçoso reconhecer que nunca procurara as letras sagradas com a luz do coração.
-
"Suicida! Suicida! Criminoso! Infame!" - gritos assim cercavam-no de
todos os lados. Torturava-o a fome, a sede o escaldava. Comezinhos fenômenos da
experiência material patenteavam-se aos seus olhos. A barba crescera, a roupa
começara a romper-se.
- "Que
buscas, infeliz? Aonde vias, suicida?" Tais objurgatórias, incessantemente
repetidas, perturbavam lhe o coração. Por que a pecha de suicida, se fora
compelido a abandonar a casa, a família e o doce convívio dos seus?
O SOCORRO -
E quando as energias faltaram de todo, quando André se sentiu absolutamente
colado ao lodo da Terra, sem forças para reerguer-se, ele pediu ao Supremo
Autor da Natureza que lhe estendesse mãos paternais. Quanto tempo durou a
rogativa? Quantas horas consagrou à súplica, de mãos postas, imitando a criança
aflita? Estaria então completamente esquecido? Não era, igualmente, filho de
Deus, embora não cogitasse de conhecer-lhe a atividade sublime quando engolfado
nas vaidades da experiência humana? Ah, é preciso haver sofrido muito, para
entender todas as misteriosas belezas da oração; é necessário haver conhecido o
remorso, a humilhação, a extrema desventura, para tomar com eficácia o sublime
elixir de esperança.
Foi nesse
instante que as neblinas espessas se dissiparam e alguém surgiu, emissário dos
Céus. Um velhinho simpáticos sorriu-lhe paternalmente. Com os grandes olhos
lúcidos, falou:
-
"Coragem, meu filho! O Senhor não desampara."
Após ver
André devidamente socorrido por seus dois ajudantes, esclareceu:
-
"Vamos sem demora. Preciso atingir "Nosso Lar" com a presteza
possível."
EM NOSSO LAR
- Frente à grande porta encravada em altos muros, coberto de trepadeiras
floridas e graciosas, Clarêncio se deteve e, tateando um ponto na muralha, fez
abrir-se as portas de "Nosso Lar".
Conta André
Luiz: "Branda claridade inundava ali todas as coisas. Ao longe, gracioso
foco de luz dava a ideia de um pôr do sol em tardes primaveris. À medida que
avançávamos, conseguia identificar preciosas construções, situadas em extensos
jardins."
Conduzido a
confortável aposento de amplas proporções, ricamente mobiliado, esforçou-se por
dirigir a palavra aos dois bondosos enfermeiros:
-
"Amigos, por quem sois, explicai-me em que novo mundo me encontro... De
que estrela me vem, agora, esta luz confortadora e brilhante?"
Um deles
afagou s fronte de André, como se fora conhecido pessoal de longo tempo e
acentuou:
-
"Estamos nas esfera espirituais vizinhas da Terra, e o Sol que nos
ilumina, neste momento, é o mesmo que nos vivifica o corpo físico. Aqui, entretanto,
nossa percepção visual é muito mais rica. A estrela que o Senhor acendeu para
os nossos trabalhos terrestres é mais preciosa é bela que a supomos quando no
círculo carnal. Nosso Sol é a divina matriz da vida, e a claridade que irradia
provém do Autor da Criação."
O MÉDICO
ESPIRITUAL - No dia imediato, após profundo e reparador repouso, André vê
abrir-se a porta do quarto e entrar Clarêncio (o simpático velhinho que o
socorrera), acompanhado por um simpático desconhecido. Sorridente, apresentou o
companheiro: tratava-se de Henrique de Luna, do serviço de Assistência Médica
da colônia espiritual.. Trajado de branco, traços fisonômicos irradiando enorme
simpatia, Henrique auscultou-o demoradamente, sorriu e explicou:
- "É de
lamentar que tenha vindo pelo suicídio."
Singular
assomo de revolta borbulhou no íntimo de André Luiz:
-
"Creio haja engano - asseverou melindrado -, meu regresso do mundo não
teve esta causa. Lutei mais de quarenta dias, na Casa de Saúde, tentando vencer
a morte. Sofri duas operações graves, devido a oclusão intestinal..."
- "Sim,
esclareceu o médico, demonstrando a mesma serenidade superior -, mas a oclusão
radicava-se em causas profundas. Talvez o amigo não tenha ponderado bastante. O
organismo espiritual apresenta em si mesmo a história completa das ações
praticadas no mundo."
Prossegue
André: "Talvez que, visitado por figuras diabólicas a me torturarem, de
tridente nas mãos, encontrasse forças para tornar a derrota menos amarga.
Todavia, a bondade exuberante de Clarêncio, a inflexão de ternura do médico, a
calma fraternal do enfermeiro, penetravam-me fundo o espírito. Não me
dilacerava o desejo de reação; doía-me a vergonha."
LÍSIAS -
"É você o tutelado de Clarêncio?" A pergunta vinha de um jovem de
singular e doce expressão.
"Sou
Lísias, seu irmão. Meu diretor, o assistente Henrique de Luna, designou-me para
servi-lo, enquanto precisar tratamento."
Lisias foi o
prestimoso enfermeiro e amigo de André em seus primeiros tempos de Nosso Lar.
Trecho
retirado do livro Nosso Lar- André Luiz-Chico Xavier.
“HÁ EXISTÊNCIAS LIGHT – DE DESCANSO? ’
Mundo de
provas e expiações?
Quase todo
mundo concorda que a Terra é planeta escola e nós os alunos – e devido á nossa
formação de crenças; ousamos afirmar no altar da sapiência:
Escola, não
colônia de férias!
Estamos aqui
em tarefa e não a passeio, por isso, à medida que galgamos degraus evolutivos:
a dificuldade das situações vividas aumenta.
Mas: não
devemos recear novos conhecimentos e responsabilidades; pois nenhum professor
cobra matéria de quinta série a um aluno de primeira.
Os ditados
populares apurados na peneira do tempo trazem sabedoria, quem não conhece o
ditado: “Deus nunca dá uma cruz que não possamos carregar!”, portanto, à medida
que superamos experiências aguardemos dificuldades crescentes individuais e
coletivas até o momento da formatura; mas dificuldades; que só não superamos se
não quisermos (conceito de pecado).
Aqui na
Terra, progredimos no plano físico na condição de encarnados, e no plano
espiritual como desencarnados, em várias dimensões.
Num paralelo
com a escola, o progresso se faz em muitas etapas; pois o aluno tem o direito
de repetir um ciclo quanta vez deseje; embora carregue as consequências do
atraso como sensação da culpa do dever não cumprido; porém a sua vaga sempre
está garantida nesta escola ou em qualquer outra da rede universal de ensino;
pois a constituição energética garante a eternidade.
O curso é
gratuito, o roteiro é simples e todo material de trabalho é oferecido no dia a
dia. Cada acontecimento é um ensinamento; Exemplo a doença: percebe-se que cada
um tem a sua sob medida; Visto dessa forma não é tão difícil entender a
finalidade de cada uma, sua origem e como conseguir cura.
Vivo pagando
micos no “saber” – eu não admitia (minhas crenças) que fosse possível
existências em 3D de férias, lazer – mas é vero.
Muitas vezes
tivemos existências barra pesada, dificultosas e nos saímos razoavelmente bem –
daí, que a próxima pode ser light, de refazimento – tipo: nascer e viver num
lugar bucólico, natureza extasiante, todos os recursos á mão, só alegria. Até
para programar uma nova da pesada para quitar mais débitos e tentar zerar a
conta negativa da consciência.
Claro que é
preciso separar a existência light daquelas tarefas difíceis e perigosas que
escolhemos; coisas banais como: riqueza, beleza, poder – para quem vive
descuidado em 3D isso parece o prêmio máximo – o sonho de consumo espiritual...
Lá em 4D ou
plano espiritual também há Resorts, hotéis 5 estrelas para curtir existências
bem sucedidas, lucrativas (lucro é Divino – mas lucro é uma coisa onde todo
mundo ganha e ninguém perde).
Se você foi
um espírito de evolução classe média também vai ter suas férias ou tão curtas
que parecem um feriadão: trânsito terrível (fora os caras que estão aprendendo
a volitar e fazem barbeiragens) vai para uma colônia espiritual de férias onde
falta tudo; tem que: cozinhar, limpar e ainda satisfazer um monte de chupins
(familiares ou não) e ninguém te agradece – depois de um tempinho tu sentes uma
vontade danada de voltar para o umbral do trabalho:
REENCARNAR –
rssss.
Postado por
Américo Canhoto
sábado, 7 de janeiro de 2017
“É NECESSÁRIO VIVER O LUTO PARA NÃO VIVER DE LUTO”
Cris estava grávida quando Gui, o pai do seu filho, faleceu. “Com o coração dele que parou de bater, morreu nosso futuro”, conta.
Acordar. Respirar. Pensar. Existir. Não há um verbo que não doa durante o luto. Talvez dormir alivie, que é quando a dor adormece. Momento em que o medo desperta: será preciso enfrentar o dia seguinte.
Perder quem amamos é morrer um pouco, mesmo que o coração insista em bater. O luto nos torna um lugar ruim. Queremos fugir de nós mesmos, emprestar outra vida, perder a memória, trocar de papel. Qualquer coisa que nos tire a dor com a mão, que nos salve do horror de sentir que alguém foi amputado de nós. Não há alívio imediato.
A morte é uma verdade disfarçada de absurdo. Não se arrepende, não volta atrás, é desfecho. O verdadeiro “para sempre”. É telefone que não toca, silêncio que ensurdece, pesadelo que não acaba, falta que jamais deixará de ser.
Enlutar-se é se mudar para uma espécie de cela blindada, da qual saímos somente para intermináveis e dolorosos banhos de sol. Uma solitária para a qual queremos voltar logo – embora triste e sombria, ela ainda é o lugar onde nos sentimos menos desconfortáveis.
Eu me lembro de vagar pela cidade como numa cena sem áudio. Olhava ao redor e me perguntava com que direito as pessoas sorriam, se dentro de mim as luzes estavam apagadas. É assim até que a gente se acostume. A morte se repete muitas vezes. Ao acordar, está lá a morte de novo. A cada lembrança, outra morte. Até que em nós ela morra de fato — e isso demora.
Quando meu filho nasceu foi parecido. Só que era vida. Toda hora a vida de novo. A cada instante olhar e ver: nasceu, é meu filho. Respira, mexe, chora, mama, é vida.
Se nascimento e morte são duas verdades que crescem diante de nós, até que possamos de fato acreditar, calhou que na vida experimentei os dois de forma simultânea. Eu estava grávida quando perdi o pai do meu filho que iria nascer. Foi viuvez, mas também foi aborto: a frase cortada em pleno gerúndio. Com o coração dele que parou de bater, morreu nosso futuro.
O que mais doía no luto era não conseguir que as pessoas sentissem a minha dor. Falei compulsivamente. Escrevi de forma obsessiva. Até que as pessoas também chorassem. E elas choraram – mais as suas dores que as minhas, é verdade, mas isso também é empatia. E quando cada momento latente de falta se transformava em um texto delicado, quando as palavras conseguiam fazer o outro vestir a minha dor, a tristeza virava alegria: que alívio me sentir compreendida. Numa espécie de alquimia incidental, transmutei dor em sorriso.
Veja você como a vida é chegada numa ironia: o luto é praticamente um parto. É preciso reaprender a viver sem a pessoa que se foi, como quem nasce de novo – e quem permanecerá o mesmo? Viver o luto é renascer – e nascer é exercício solitário. É preciso olhar o mundo novamente e re-conhecer-se diante dele.
Mas, como criança que cresce, o luto demanda tempo. Enquanto isso, não sai por aí despertando sorrisos. Num mundo programado para a felicidade, o luto constrange. Abre um hiato de mal estar. A morte é certeza demasiado espinhosa para que se toque nela com naturalidade.
O momento menos solitário talvez seja a primeira semana, o primeiro mês, enquanto duram os rituais de despedida. Passam-se alguns dias e todos retomam suas vidas. Ninguém mais quer falar sobre isso. A não ser o próprio enlutado, que não quer falar de outra coisa. Agora é que a dor vai começar. E parece que não vai parar nunca. Talvez fique para sempre mesmo: a perda vai se alojando no corpo, como uma bala encapsulada, até não incomodar mais. Com paciência, o tempo muda os afetos de lugar. Passa a morar em mim quem se foi.
E então a dor me leva a outros lugares. Abre meus olhos, me ensina a mudar de assunto. E assim, distraidamente, vai me mostrando a vida de novo – agora outra, porque sempre é tempo para mudar.
A perda pede recolhimento como um pós-operatório, ou reincide. A ferida se abre de novo. É preciso respeitar o luto (e entregar-se a ele, sem medo) até que chegue sua hora de ir embora. Cada um descobre sua forma de colocar a dor para trabalhar em outra direção. A falta pode ser, então, bastante reveladora.
Quando pequenos, aprendemos com os livros infantis. Depois de adultos, as pessoas que se vão passam a nos fazer pensar sobre nossas vidas. Lembram-nos a urgência de amar quem está vivo e perto. E ensinam que fazer escolhas não precisa ser tão sofrido, nem carece do peso da certeza de ser para sempre. Nenhum de nós é para sempre.
A vida é curta, sim. Não vem com prazo de validade nem traz garantias. Cada fim de ano é oportunidade única para afetos reunidos – riso e choro, inclusive. Comemore. Mesmo com um lugar vago à mesa, a família está ali. O peru está de dar água na boca. As crianças correm lá fora. O brinde à vida não pode esperar.
Em 2008, a publicitária e escritora Cris Guerra lançou o livro “Para Francisco“, no qual apresenta ao filho o pai que ele não conheceu (Guilherme morreu no final da gravidez de Cris).
FONTE: http://vamosfalarsobreoluto.com.br/2016/12/26/viver-o-luto-para-nao-viver-de-luto/#.WGLx1Zi24Kx.facebook
Autor: Cris Guerra“PODEMOS VISITAR ESPIRITUALMENTE AMIGOS E PARENTES DURANTE O SONO??”
Do princípio
de emancipação da alma durante o sono parece resultar que temos,
simultaneamente, duas existências: a do corpo, que nos dá a vida de relação
exterior, e a da alma, que nos dá a vida de relação oculta. É isso exato? No
estado de emancipação, a vida do corpo cede lugar à da alma, mas não existem,
propriamente falando, duas existências; são antes duas fases da mesma
existência, porque o homem não vive de maneira dupla.
Duas pessoas
que se conhecem podem visitar-se durante o sono?
Sim, e
muitas outras que pensam não se conhecerem se encontram e conversam. Podes ter,
sem que o suspeites, amigos em outro país. O fato de visitardes, durante o
sono, amigo, parentes, conhecidos, pessoas que vos podem ser úteis, é tão
frequente que o realizais quase todas as noites.
Qual pode
ser a utilidade dessas visitas noturnas, se não as recordamos?
Ordinariamente,
ao despertar, resta uma intuição que é quase sempre a origem de certas ideias
que surgem espontaneamente, sem que se possa explicá-las, e não são mais que as
ideias hauridas naqueles colóquios.
0 homem pode
provocar voluntariamente as visitas espíritas? Pode, por exemplo, dizer ao
adormecer: “Esta noite quero encontrar-me em espírito com tal pessoa; falar-lhe
e dizer-lhe tal coisa?”
Eis o que se
passa: o homem dorme, seu Espírito desperta, e o que o homem havia resolvido o
Espírito está, muitas vezes, bem longe de o seguir, porque a vida do homem
interessa pouco ao Espírito, quando ele se liberta da matéria. Isto para os
homens já bastante elevados, pois os outros passam de maneira inteiramente
diversa a sua existência espiritual: entregam-se às paixões ou permanecem em
inatividade. Pode acontecer, portanto, que, segundo o motivo que se propôs, o
Espírito vá visitar as pessoas que deseja: mas o fato de o haver desejado
quando em vigília não é razão para que o faça.
Certo número
de Espíritos encarnados pode então se reunir e formar uma assembleia?
Sem nenhuma
dúvida. Os laços de amizade, antigos ou novos, reúnem assim, frequentemente,
diversos Espíritos que se sentem felizes de se encontrar.
Pela palavra
“antigos” é necessário entender os laços de amizade contraídos em existências
anteriores. Trazemos ao acordar uma intuição das idéias que haurimos nesses
colóquios ocultos, mas ignoramos a fonte.
Uma pessoa
que julgasse morto um de seus amigos, que na realidade não o estivesse, poderia
encontrar-se com ele em espírito e saber, assim, que continuava vivo? Poderia,
nesse caso, ter uma intuição ao acordar?
Como
Espírito pode certamente vê-lo e saber como está. Se não lhe foi imposto como
prova acreditar na morte do amigo, terá um pressentimento de que ele vive, como
poderá ter o de sua morte!
Fonte: Livro
dos Espíritos,
“MEDIUNIDADE GRATUITA”
Os médiuns modernos, — pois os apóstolos também tinham mediunidade, — receberam igualmente de Deus um dom gratuito, que é o de serem intérpretes dos Espíritos, para instruírem os homens, para lhes ensinarem o caminho do bem e levá-los à fé, e não para lhes venderem palavras que não lhes pertencem, pois que não se originam nas suas ideias, nem nas suas pesquisas, nem em qualquer outra espécie de seu trabalho pessoal. Deus deseja que a luz atinja a todos, e não que o mais pobre seja deserdado e possa dizer: Não tenho fé, porque não pude pagar; não tive a consolação de receber o estímulo e o testemunho de afeição daqueles por quem choro, pois sou pobre. Eis porque a mediunidade não é um privilégio, e se encontra por toda parte. Fazê-la pagar, seria portanto desviá-la de sua finalidade providencial.
Qualquer pessoa que conheça as condições em que os bons Espíritos se comunicam, sua repulsa a todas as formas de interesse egoísta, e saiba como pouca coisa basta para afastá-los, jamais poderá admitir que Espíritos Superiores estejam à disposição do primeiro que os convocar a tanto por sessão. O simples bom senso repele semelhante coisa. Não seria ainda uma profanação, evocar por dinheiro os seres que respeitamos ou que nos são caros? Não há dúvida que podemos obter manifestações dessa maneira, mas quem poderia garantir-lhes a sinceridade? Os Espíritos levianos, mentirosos e espertos, e toda a turba de Espíritos inferiores, muito pouco escrupulosos, atendem sempre a esses chamados, e estão prontos a responder ao que lhes perguntarem, sem qualquer preocupação com a verdade. Aquele, pois, que deseja comunicações sérias, deve primeiro procurá-las com seriedade, esclarecendo-se quanto à natureza das ligações do médium com os seres do mundo espiritual. Ora, a primeira condição para se conseguir a boa vontade dos bons Espíritos é a que decorre da humildade, do devotamento e da abnegação: o mais absoluto desinteresse moral e material.
Ao lado da questão moral, apresenta-se uma consideração de ordem positiva, não menos importante, que se refere à própria natureza da faculdade. A mediunidade séria não pode ser e não será jamais uma profissão, não somente porque isso a desacreditaria no plano moral, colocando os médiuns na mesma posição dos ledores da sorte, mas porque existe ainda uma dificuldade material para isso: é que se trata de uma faculdade essencialmente instável, fugida, variável, com a qual ninguém pode contar na certa. Ela seria, portanto, para o seu explorador, um campo inteiramente incerto, que poderia escapar-lhe no momento mais necessário. Bem diversa é uma capacidade adquirida pelo estudo e pelo trabalho, e que, por isso mesmo, torna-se uma verdadeira propriedade, da qual é naturalmente lícito tirar proveito. A mediunidade, porém, não é nem uma arte nem uma habilidade, e por isso não pode ser profissionalizada. Ela só existe graças ao concurso dos Espíritos; se estes faltarem, não há mediunidade, pois embora a aptidão possa subsistir, o exercício se torna impossível. Não há, portanto, um único médium no mundo, que possa garantir a obtenção de um fenômeno espírita em determinado momento. Explorar a mediunidade, como se vê, é querer dispor de uma coisa que realmente não se possui. Afirmar o contrário é enganar os que pagam. Mas há mais, porque não é de si mesmo, que se dispõe, e sim dos Espíritos, das almas dos mortos, cujo concurso é posto à venda. Este pensamento repugna instintivamente. Foi esse tráfico, degenerado em abuso, explorado pelo charlatanismo, pela ignorância, a credulidade e a superstição, que provocou a proibição de Moisés. O Espiritismo moderno, compreendendo o aspecto sério do assunto, lançou o descrédito sobre essa exploração, e elevou a mediunidade à categoria de missão. (Ver Livro dos Médiuns, cap. XXVIII, e Céu e Inferno, cap. XII).
A mediunidade é uma coisa sagrada, que deve ser praticada santamente, religiosamente. E se há uma espécie de mediunidade que requer esta condição de maneira ainda mais absoluta, é a mediunidade curadora. O médico oferece o resultado dos seus estudos, feitos ao peso de sacrifícios geralmente penosos; o magnetizador, o seu próprio fluído, e frequentemente a sua própria saúde: eles podem estipular um preço para isso. O médium curador transmite o fluído salutar dos bons Espíritos, e não tem o direito de vendê-lo. Jesus e os Apóstolos, embora pobres, não cobravam as curas que operavam.
Que aquele, pois, que não tem do que viver, procure outros recursos que não os da mediunidade; e que não lhe consagre, se necessário, senão o tempo de que materialmente possa dispor. Os Espíritos levarão em conta o seu devotamento e os seus sacrifícios, enquanto se afastarão dos que pretendem fazer da mediunidade um meio de subir na vida.
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.
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