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sexta-feira, 14 de abril de 2017
“EXISTEM ANIMAIS NO MUNDO ESPIRITUAL? ”
Há muitas
coisas no Universo que não se explicam, são ainda incompreensíveis para nós,
porém podemos percebê-las.
Acreditando
na reencarnação, que o mundo não se acaba nesta vida, acredito da mesma forma
que os animais também partem daqui para o mundo espiritual, para seu progresso.
Posso não
entender os mecanismos, mas sei que alguns animais reencarnam imediatamente,
voltando ou não para a proximidade daqueles a quem amou. Partem em novas
jornadas na Terra, por vezes convivendo com pessoas evoluídas, às vezes tendo
de sofrer e ensinar lições de resignação e tolerância. Ainda há aqueles que são
menos evoluídos e demonstram alguma distonia quanto ao comportamento e
desequilíbrio suas relações.
Frequentemente,
videntes conseguem visualizar próximo ao médium os mais diversos animais, como
cães, gatos, acompanhando seus trabalhos. E nos terreiros de Umbanda, são
percebidos junto aos caboclos águias, lobos, tigres e panteras, trabalhando na
proteção e no patrulhamento.
Não se trata
de licantropia (espíritos humanos que retrocedem e adquirem forma animal), são
realmente espíritos de animais que de alguma maneira evoluíram e compreendem
sua tarefa de lutar contra as trevas, penetrando os portais de regiões
lúgubres, localizando junto aos espíritos guardiões aqueles que precisam ser
resgatados.
Estão junto
aos tarefeiros nos seus trabalhos, no seu dia a dia, sempre avançando na
frente, sempre protegendo a retaguarda, dando a visão ampliada quando é um
espírito de águia por exemplo, sempre emprestando a força e agilidade quando é
um tigre ou uma pantera, a coragem e a perspicácia quando é um lobo. Acredite
quem quiser, mas em contato com alguns médiuns, tenho certeza que estes relatos
são reais, trabalhando com caboclos daqui, caboclos do hemisfério norte,
espíritos do Oriente.
Comprovações
através da literatura espírita:
L. dos
Espíritos – Pergunta 600 – “A alma do animal depois da morte é classificado
pelos espíritos a quem incumbe essa tarefa e é utilizado quase imediatamente.”
L. dos
Médiuns – Pergunta 283 – “Depois da morte do animal o principio inteligente que
nele havia se acha em estado latente e é logo utilizado, por Espíritos
incumbidos disso, para animar novos seres, em os quais continua a obra de sua
elaboração, assim , no mundo dos espíritos não há errantes Espíritos de
animais, porem unicamente Espíritos humanos.”
Nosso Lar –
André Luiz – ”Aves de plumagens policromas cruzavam os ares e de quando em
quando pousavam agrupadas nas torres muitas alvas…”
“Os cães são
auxiliares preciosos nas regiões escuras do Umbral”
“Animais que
mesmo de longe pareciam iguais aos muares terrestres”
L. dos
Espíritos – Pergunta 602 – “Os animais progridem como o homem, por ato da
própria vontade, ou pela força das coisas? – Pela força das coisas, razão por
que não estão sujeitos à expiação.”
Revista
Espírita março de 1864 – “Há uma lei geral que rege os seres da criação,
animados ou inanimados; é a lei do progresso. Os espíritos estão submetidos a
ela pela força das coisas.”
Marcel
Benedeti – “Os animais principalmente os domésticos, aprendem conosco, que
somos, além de irmãos, seus professores. Durante o tempo em que permanecem
conosco, passam por várias experiências, como encarnados, e quando já for o
suficiente, provavelmente ele reencarnará em outra família e em outra
localidade onde aprenderá coisas que não podemos oferecer. Mas em geral
retornam varias vezes ao mesmo lar.”
Emanuel –
Chico Xavier – “Chico, pare e preste atenção neste cãozinho. É o Dom Pedrito
que está voltando para você!”
A Questão
Espiritual dos animais – Irvênia Prada – “A reencarnação pode favorecer o
reencontro afetivo entre animais e homens para continuarem juntos o aprendizado
de amor
Revista
Espírita – Março de 1860 – “Pode (um animal) aperfeiçoar-se a ponto de se
tornar um Espírito Humano? – Ele pode, mas depois de passar por muitas
existências animais, seja no nosso planeta terrestre, seja em outros.”
“Nossos
benfeitores espirituais nos esclarecem que é preciso que todos consideremos que
os animais diversos, a nós rodearem a existência de seres humanos em evolução
no planeta Terra, são nossos irmãos menores, desenvolvendo em si mesmo o
próprio princípio inteligente.(…) Eles, os animais aspiram ser, num futuro
distante, homens e mulheres inteligentes e livres. Assim sendo, nós podemos nos
considerar como irmãos mais velhos e o mais experimentado dos animais. (…) Tudo
isso se resume em graves responsabilidades para os seres humanos; a angústia, o
medo e o ódio que provocamos nos animais lhe altera o equilíbrio natural de
seus princípios espirituais, determinando ajustamentos em posteriores
existências (…) A responsabilidade maior recairá sempre nos desvios de nós
mesmos, que não soubemos guiar os animais no caminho do Amor e do Progresso,
seguindo a Verdade de Deus” – Chico Xavier – Mandato de Amor.
Na verdade,
tanto estudamos os seres vivos, sabemos de micromoléculas, sabemos de
ultraestruturas, mas não sabemos da essência dos seres vivos, dos animais, de
nós mesmos. E desta maneira, isto leva ao desrespeito à vida, e é necessário se
refletir sobre isto. Que temos de reservar um tempo em nossas atribuladas
agendas para refletir sobre o que somos, o que são estes animais que nos
cercam, que nos alimentam, nos confortam, nos fazem companhia, nos protegem, às
vezes, nos amedrontam, pois não os conhecemos. Entender seu valor, o porque
estão aqui, assim como nós mesmos, entendermos porque aqui estamos e o que
fazemos . Isto dará um sentido maior no relacionamento com o que está ao nosso
redor.
Temos de ter
uma atitude de reverência com o que nos cerca, toda a Natureza, mesmo o que
parece inanimado, está vibrando, a água que corre, as estrelas que brilham, as
flores que abrem, a chuva que cai, os animais que se manifestam cada um com seu
jeito de ser, os seres humanos tão diversos entre si, todos e tudo vibrando ao
nosso redor. Merece nossa atenção, nosso respeito, nosso cuidado, na mesma
medida que queremos isso para nós. E assim teremos sempre um sentido, uma razão
de Ser, uma direção, e uma justificativa para aqui estarmos, e entenderemos
melhor a presença dos animais da Espiritualidade, a missão dos espíritos, e
muito mais coisas que se encontram além do véu das infinitas dimensões
paralelas.
Não vemos as
ondas eletromagnéticas, mas sabemos que ali estão; não vemos o Rx, nem a
energia atômica, mas podem estar presentes. Então por quê teimamos em achar que
só o que percebemos com nossos limitados sentidos são as coisas reais? Vamos
seguir com serenidade, em equilíbrio, sem entrar em fanatismos ou acrobacias
mentais, mas vamos refletir, deixar fluir nossa intuição, o que nos sopram
nossos guias, vamos aumentar nosso padrão de consciência, nossa percepção,
abrindo as portas para a compreensão, que nos trará mais Harmonia e Luz.
(Estudo
Espírita-Cristão Amigos de Chico Xavier)
“PODEMOS EVITAR A MORTE DE ALGUÉM? ”
É comum as
pessoas me procurarem perguntando sobre a morte de entes queridos. Uma das
perguntas mais comuns é se elas poderiam ter feito algo para evitar a morte das
pessoas que amam, pois sentem muito sua falta.
A resposta a
essa pergunta é simples… não. Elas não poderiam evitar, em hipótese alguma. Mas
por que não seria possível evitar a morte de uma pessoa? A morte não pode ser
evitada porque ela já está determinada desde quando a pessoa nasceu. Tão logo o
espírito encarnado cumpra determinadas tarefas e viva certas experiências na
matéria, sua existência material passa a se tornar desnecessária e o espírito
deve ir embora.
O ser humano
prefere acreditar que tem poder para intervir em tudo. Ele quer acreditar que é
poderoso e que suas ações podem mudar as coisas do mundo. Ele quer acreditar
que é o senhor do seu destino e, e não apenas isso, mas também que é o senhor
do destino de outras pessoas. Sem a ideia do poder, o ser humano sentir-se-ia
enfraquecido e perdido. No entanto, é preciso compreender que o poder que temos
não é o poder material; não é o poder da carne; não é o poder para interferir
nos acontecimentos do mundo. O único poder que temos é sobre nós mesmos.
Não adianta
tentar mudar algo externamente; não adianta buscar evitar ou provocar certas
circunstâncias; não é possível acreditar que temos o poder de salvar ou deixar
uma pessoa morrer. Quando uma pessoa desencarna, a hora dela chegou e nada pode
ser feito para evitar isso. Não importa o quanto você seja forte; não importa o
quanto você seja sábio; não importa as influências políticas que você tem; não
importa quantos médicos você conhece e tampouco quanto dinheiro você tem.
Quando conseguimos “salvar” a vida de alguém, por exemplo, de um afogamento, só
fomos bem sucedidos no resgate porque ainda não era a hora do seu desencarne.
Caso fosse o momento dela ir embora, nenhum poder humano seria capaz de
salva-la.
Pelo
contrário. Supondo que uma pessoa precisasse morrer e nos fosse dado o poder de
intervir e mante-la na matéria por mais tempo, isso a prejudicaria imensamente.
Vamos imaginar que uma pessoa está indo embora de um país para trabalhar em
outro país. Ela precisa daquele emprego, pois vai incrementar seu currículo,
ela terá um experiência inédita e muito preciosa para sua carreira, além de
ganhar mais e assim poder comprar sua casa própria. Agora imagine que existe
uma pessoa apegada a ela e que não deseja essa distância. O que aconteceria se
essa pessoa queimasse as passagens e a impedisse de ir? Ela estaria destruindo
uma oportunidade valiosa de crescimento profissional de alguém que ama.
O mesmo
ocorre com aqueles que tentam impedir a morte de alguém cuja estadia na matéria
já se findou. Ela estaria prejudicando agudamente aquele espírito de seguir sua
jornada evolutiva, ir a outras regiões cósmicas mais sutis para trabalhar,
aprender, se desenvolver, ter novas experiências, etc. Portanto, nosso egoísmo
em desejar prender alguém que precisa ir pode atrapalhar consideravelmente a
evolução do seu espírito, da mesma forma que os pais podem atravancar o
desenvolvimento do filho quando obstam sua saída de casa para morar sozinho. O
ser humano muitas vezes se comporta como uma criança mimada, que bate o pé e
grita quando suas vontades não são atendidas. Os mestres sempre ensinaram que
devemos seguir a vontade de Deus, como fez Jesus quando disse: “Pai, que seja
feita a Sua vontade e não a minha”.
Muitas
pessoas se culpam por não terem evitado a morte de um parente. Elas acreditam
que, se tivessem levado a pessoa antes a um hospital; se tivessem socorrido
mais rápido; se tivessem prestado mais atenção; se tivessem certos
conhecimentos de primeiros socorros; se não tivessem sido negligentes com a
pessoa; se fossem mais espertas, mais inteligentes, mais dinâmicas em algum
momento, teriam sido capazes de salvar a pessoa. A grande verdade, que poucos
desejam aceitar, é que ninguém salva ninguém; cada pessoa se salva por si só. É
imenso o número de pessoas que perdem suas vidas tentando salvar outras pessoas
e acabam esquecendo de si mesmas. Passam suas vidas tentando resgatar o outro
do abismo em que ele se encontra, e acabam caindo nesse mesmo abismo, não
salvando o outro e ainda perdendo a si mesmas por puro apego.
É preciso
deixar o outro viver a sua vida da forma como ele deseja viver, de acordo com
suas escolhas e seus objetivos. Mesmo que o outro aparentemente fique mal,
perca tudo, fique doente, se destrua… se isso ocorreu, é porque precisava
ocorrer. A autodestruição era necessária para seu avanço espiritual, com base
em suas escolhas. Vamos entender de uma vez por todas que não é algo ruim as
pessoas sofrerem as consequências de suas escolhas. Ao contrário, é algo
extremamente positivo, pois quem padece no futuro de acordo com o que escolheu
no passado vai aprender e se purificar. Seria o mesmo que queimar uma plantação
de jiló que nosso filho semeou alegando que o jiló não lhe trará renda. Se ele
escolheu plantar o jiló, é necessário permitir que ele colha o jiló. Se ele não
colher, não enfrentará as consequências de seus próprias atos e não aprenderá
certas lições. Isso não é algo a se evitar, até porque não pode ser evitado. É
algo que deve ser aceito como parte da nossa evolução.
Portanto,
não se culpe por não ter conseguido salvar alguém de sua morte ou mesmo salvar
alguém em vida. O momento da morte não vem por acaso. Era para ocorrer
exatamente daquela forma. Aquele acidente que a pessoa sofreu e que a levou,
precisava acontecer; aquela doença que ceifou sua vida, precisava vir e
purifica-la; aquele caminhão que a atropelou precisava atropela-la para ela se
libertar; aquela queda que o levou a morte era necessária a sua elevação; se
não fosse necessária, acredite, não teria ocorrido, pois nada, absolutamente
nada em todo o cosmos ocorre por acaso. O acaso é mera ilusão de nossa mente
que ainda não compreende a vida.
O acaso não
existe em todo o universo; se algo ocorreu, é porque precisava ocorrer. Ninguém
deve se culpar por não ter conseguido evitar algo. A culpa é o efeito de um
delírio de grandeza e poder. Acreditamos que somos poderosos suficientes para
decidir sobre a vida e a morte de alguém; acreditamos que sabemos melhor do que
Deus quando alguém deve morrer ou quando alguém deve continuar na matéria. Nada
além de uma fantasia humana de onipotência; a mesma fantasia que fez o ser
humano cair na matéria e que o mantém até hoje sofrendo.
(Hugo Lapa)
quinta-feira, 13 de abril de 2017
“VISÃO ESPÍRITA DA PÁSCOA”
Eis-nos, uma
vez mais, às vésperas de mais uma Páscoa. Nosso pensamento e nossa emoção,
ambos cristãos, manifestam nossa sensibilidade psíquica. Deixando de lado o
apelo comercial da data, e o caráter de festividade familiar, a exemplo do
Natal, nossa atenção e consciência espíritas requerem uma explicação plausível
do significado da data e de sua representação perante o contexto
filosófico-científico-moral da Doutrina Espírita.
Deve-se
comemorar a Páscoa? Que tipo de celebração, evento ou homenagem é permitida nas
instituições espíritas? Como o Espiritismo visualiza o acontecimento da paixão,
crucificação, morte e ressurreição de Jesus?
Em linhas
gerais, as instituições espíritas não celebram a Páscoa, nem programam
situações específicas para “marcar” a data, como fazem as demais religiões ou
filosofias “cristãs”. Todavia, o sentimento de religiosidade que é particular
de cada ser-Espírito, é, pela Doutrina Espírita, respeitado, de modo que
qualquer manifestação pessoal ou, mesmo, coletiva, acerca da Páscoa não é
proibida, nem desaconselhada.
O certo é
que a figura de Jesus assume posição privilegiada no contexto espírita,
dizendo-se, inclusive, que a moral de Jesus serve de base para a moral do
Espiritismo. Assim, como as pessoas, via de regra, são lembradas, em nossa
cultura, pelo que fizeram e reverenciadas nas datas principais de sua
existência corpórea (nascimento e morte), é absolutamente comum e verdadeiro
lembrarmo-nos das pessoas que nos são caras ou importantes nestas datas. Não
há, francamente, nenhum mal nisso.
Mas, como o
Espiritismo não tem dogmas, sacramentos, rituais ou liturgias, a forma de
encarar a Páscoa (ou a Natividade) de Jesus, assume uma conotação bastante
peculiar. Antes de mencionarmos a significação espírita da Páscoa, faz-se
necessário buscar, no tempo, na História da Humanidade, as referências ao
acontecimento.
A Páscoa,
primeiramente, não é, de maneira inicial, relacionada ao martírio e sacrifício
de Jesus. Veja-se, por exemplo, no Evangelho de Lucas (cap. 22, versículos 15 e
16), a menção, do próprio Cristo, ao evento: “Tenho desejado ansiosamente comer
convosco esta Páscoa, antes da minha paixão. Porque vos declaro que não
tornarei a comer, até que ela se cumpra no Reino de Deus.” Evidente, aí, a
referência de que a Páscoa já era uma “comemoração”, na época de Jesus, uma
festa cultural e, portanto, o que fez a Igreja foi “aproveitar-se” do sentido
da festa, para adaptá-la, dando-lhe um novo significado, associando-o à
“imolação” de Jesus, no pós-julgamento, na execução da sentença de Pilatos.
Historicamente,
a Páscoa é a junção de duas festividades muito antigas, comuns entre os povos
primitivos, e alimentada pelos judeus, à época de Jesus. Fala-se do “pesah”,
uma dança cultural, representando a vida dos povos nômades, numa fase em que a
vinculação à terra (com a noção de propriedade) ainda não era flagrante. Também
estava associada à “festa dos ázimos”, uma homenagem que os agricultores
sedentários faziam às divindades, em razão do início da época da colheita do
trigo, agradecendo aos Céus, pela fartura da produção agrícola, da qual
saciavam a fome de suas famílias, e propiciavam as trocas nos mercados da
época. Ambas eram comemoradas no mês de abril (nisan) e, a partir do evento
bíblico denominado “êxodo” (fuga do povo hebreu do Egito), em torno de 1441
a.C., passaram a ser reverenciadas juntas. É esta a Páscoa que o Cristo desejou
comemorar junto dos seus mais caros, por ocasião da última ceia.
Logo após a
celebração, foram todos para o Getsêmani, onde os discípulos invigilantes
adormeceram, tendo sido o palco do beijo da traição e da prisão do Nazareno.
Mas há
outros elementos “evangélicos” que marcam a Páscoa. Isto porque as vinculações
religiosas apontam para a quinta e a sexta-feira santas, o sábado de aleluia e
o domingo de páscoa. Os primeiros relacionam-se ao “martírio”, ao sofrimento de
Jesus – tão bem retratado neste último filme hollyodiano (A Paixão de Cristo,
segundo Mel Gibson) –, e os últimos, à ressurreição e a ascensão de Jesus.
No que
concerne à ressurreição, podemos dizer que a interpretação tradicional aponta
para a possibilidade da mantença da estrutura corporal do Cristo, no
post-mortem, situação totalmente rechaçada pela ciência, em virtude do
apodrecimento e deterioração do envoltório físico. As Igrejas cristãs insistem
na hipótese do Cristo ter “subido aos Céus” em corpo e alma, e fará o mesmo em
relação a todos os “eleitos” no chamado “juízo final”. Isto é, pessoas que
morreram, pelos séculos afora, cujos corpos já foram decompostos e reaproveitados
pela terra, ressurgirão, perfeitos, reconstituindo as estruturas orgânicas, do
dia do julgamento, onde o Cristo, separará justos e ímpios.
A lógica e o
bom-senso espíritas abominam tal teoria, pela impossibilidade física e pela
injustiça moral. Afinal, com a lei dos renascimentos, estabelece-se um critério
mais justo para aferir a “competência” ou a “qualificação” de todos os
Espíritos. Com “tantas oportunidades quanto sejam necessárias”, no “nascer de
novo”, é possível a todos progredirem.
Mas, como
explicar, então as “aparições” de Jesus, nos quarenta dias póstumos,
mencionadas pelos religiosos na alusão à Páscoa?
A
fenomenologia espírita (mediúnica) aponta para as manifestações psíquicas
descritas como mediunidades. Em algumas ocasiões, como a conversa com Maria de
Magdala, que havia ido até o sepulcro para depositar algumas flores e orar,
perguntando a Jesus – como se fosse o jardineiro – após ver a lápide removida,
“para onde levaram o corpo do Raboni”, podemos estar diante da “materialização”,
isto é, a utilização de fluido ectoplásmico – de seres encarnados – para
possibilitar que o Espírito seja visto (por todos). Igual circunstância se dá,
também, no colóquio de Tomé com os demais discípulos, que já haviam “visto”
Jesus, de que ele só acreditaria, se “colocasse as mãos nas chagas do Cristo”.
E isto, em verdade, pelos relatos bíblicos, acontece. Noutras situações,
estamos diante de uma outra manifestação psíquica conhecida, a mediunidade de
vidência, quando, pelo uso de faculdades mediúnicas, alguém pode ver os
Espíritos.
A Páscoa, em
verdade, pela interpretação das religiões e seitas tradicionais, acha-se
envolta num preocupante e negativo contexto de culpa. Afinal, acredita-se que
Jesus teria padecido em razão dos “nossos” pecados, numa alusão descabida de
que todo o sofrimento de Jesus teria sido realizado para “nos salvar”, dos
nossos próprios erros, ou dos erros cometidos por nossos ancestrais, em
especial, os “bíblicos” Adão e Eva, no Paraíso. A presença do “cordeiro
imolado”, que cumpre as profecias do Antigo Testamento, quanto à perseguição e
violência contra o “filho de Deus”, está flagrantemente aposta em todas as
igrejas, nos crucifixos e nos quadros que relatam – em cores vivas – as fases
da via sacra.
Esta
tradição judaico-cristã da “culpa” é a grande diferença entre a Páscoa
tradicional e a Páscoa espírita, se é que esta última existe. Em verdade, nós
espíritas devemos reconhecer a data da Páscoa como a grande – e última lição –
de Jesus, que vence as iniquidades, que retorna triunfante, que prossegue sua
cátedra pedagógica, para asseverar que “permaneceria eternamente conosco”, na
direção bussolar de nossos passos, doravante.
Nestes dias
de festas materiais e/ou lembranças do sofrimento do Rabi, possamos nós encarar
a Páscoa como o momento de transformação, a vera evocação de liberdade, pois,
uma vez despojado do envoltório corporal, pôde Jesus retornar ao Plano
Espiritual para, de lá, continuar “coordenando” o processo depurativo de nosso
orbe. Longe da remissão da celebração de uma festa pastoral ou agrícola, ou da
libertação de um povo oprimido, ou da ressurreição de Jesus, possa ela ser
encarada por nós, espíritas, como a vitória real da vida sobre a morte, pela
certeza da imortalidade e da reencarnação, porque a vida, em essência, só pode
ser conceituada como o amor, calcado nos grandes exemplos da própria existência
de Jesus, de amor ao próximo e de valorização da própria vida.
Nesta
Páscoa, assim, quando estiveres junto aos teus mais caros, lembra-te de
reverenciar os belos exemplos de Jesus, que o imortalizam e que nos guiam para,
um dia, também estarmos na condição experimentada por ele, qual seja a de
“sermos deuses”, “fazendo brilhar a nossa luz”.
Comemore,
então, meu amigo, uma “outra” Páscoa. A sua Páscoa, a da sua transformação,
rumo a uma vida plena.
Fonte> A
Era do Espírito- Marcelo
Henrique Pereira (*)
(*) Marcelo
Henrique, Doutorando em Direito e Assessor Administrativo
da
Associação Brasileira de Divulgadores do Espiritismo - ABRADE.
quarta-feira, 12 de abril de 2017
“ENJOOS E DESEJOS NA VISÃO ESPÍRITA”
Com o
desenvolvimento da gravidez, à medida que o embrião vai se estruturando,
conforme o molde energético dado pelas matrizes perispirituais da entidade
reencarnante, vão se intensificando as trocas fluídicas ou energéticas, entre o
perispírito da mãe e o espírito reencarnante.
Já se
observa, a certa altura, uma intensa sintonia vibratória com grande intercâmbio
de campos energéticos. Sucede que estas vibrações permutadas podem ser doentes
(espiritualmente falando ) ou sadias. As vivências das encarnações anteriores,
indelevelmente registradas nos arquivos energéticos do espírito, são núcleos de
emanação de ondas que exercem influência sobre a gestante. As experiências de
sofrimentos ainda não resolvidas psicologicamente, os ressentimentos mantidos,
são concentrações de força a irradiar sobre a estrutura psicofísica materna. As
experiências comuns entre mãe e filho, vividas em estâncias pretéritas, se
reencontram agora com anestesia apenas parcial.
Não resta
dúvida, que é a grande oportunidade da reaproximação e solução dos débitos
passados. Também é importante se reafirme, toda a assistência espiritual
presente no transcurso da gravidez, amparando a dupla.
As trocas
fluídico-energéticas entre ambos, frequentemente produzem enjôos à mãe. A
intensidade destes enjôos muitas vezes está relacionada (também) a diferenças
de nível evolutivo entre o espírito reencarnante e a gestante. Em determinadas
situações no entanto, não se trata de diferença de nível espiritual, pois
normalmente aos espíritos superiores não é difícil superar e compreender as
limitações dos menos evoluídos.
Frequentemente,
são os reconhecimentos inconscientes das experiências comuns vividas. São as
sensações decorrentes do espelhar mútuo , da situação espiritual vivenciada no
passado e ainda não resolvida. Cuidemos , no entanto, para não cometer
injustiça ou erros de julgamento.Os enjôos tem também causas meramente
orgânicas ligadas a fatoresanatômicos e fisiológicos do processo gestacional.
Atribuir aos enjôos apenas significado de ordem espiritual, seria empobrecer a
ciência espírita e comprometer sua imagem perante as pessoas de bom senso.
OS ESTRANHOS
DESEJOS DA GESTANTE: As aparentes extravagâncias da mulher grávida podem
ter,também, causas ligadas às influências do espírito reencarnante. Não estamos
aqui, portanto, excluindo de maneira alguma o componente fisiológico. As
profundas alterações hormonais sob o comando da hipófise são sem dúvida
co-fatores que interferem no psiquismo da gestante determinando tendências na
esfera alimentar. Tendo sido feita esta ressalva , cumpre-nos estudar a outra
face da moeda.
Estando a
estrutura do corpo espiritual da entidade reencarnante unida ao chakra genésico
materno, passa a sofrer a influência de fortes correntes eletromagnéticas que
lhe impõem a redução volumétrica necessária. O corpo astral (perispírito ) que
possuía digamos 175cm deverá se adaptar a um organismo fetal bem menor. Ocorre
então a redução dos espaços intermoleculares da matéria perispiritual. Tal fato
ocorre pela diminuição da vibração das moléculas do corpo espiritual. A energia
cinética se reduz, as moléculas se aproximam reduzindo os espaços
intermoleculares.
Além desta
redução, toda molécula excedente, que não serve ao trabalho fundamental de
refundição da forma é devolvida ao plano "espiritual " e reintegrada
ao fluido cósmico universal.No organismo materno, mais especificamente no
chakra genésico, há uma função que lembra o trabalho de um exaustor de cozinha.
Neste aparelho doméstico se processa a absorção da gordura excedente,
eliminando-a do ambiente.
Conforme
encontramos no livro" Entre a Terra e o Céu ", cap. XXX, André Luiz
que se expressa da seguinte forma." O organismo materno materno, absorvendo
as emanações da entidade reencarnante, funciona como um exaustor de fluidos em
desintegração, fluidos estes que nem sempre são aprazíveis ou suportáveis pela
sensibilidade feminina".Há espíritos que por se acharem zoantropizados ou
licantropizados (isto é, tão deformados que se parecem com animais,lobos etc )
, portanto com morfologia tão alterada e acrescida de fluidos prejudiciais que
sofrerão intenso processo de reabsorção fluídica por parte do chakra genésico
materno.
O fato
citado gera intensas e frequentes sensações psíquicas na gestante. Estas
sensações não tem tradução lógica em valores conhecidos aos sentidos físicos.
Como são sensações , o cérebro decodifica em algo material e expressa como:
Desejo de comer, cheirar ou fazer alguma coisa diferente. Portanto, embora seja
inverdade que desejos insatisfeitos possam determinar defeitos físicos no bebê,
mera crendice, os desejos existem e quando não são tão absurdos como comer
sabonete com cebola, não custa nada(às vezes) satisfazer a pobre da gestante....
Mas não exageremos.... –
Fonte:
Medicina e Espiritualidade.
Dr. Ricardo
Di Bernardi- Médico, escritor e conferencista .
Presidente
do Instituto de Cultura Espírita de Florianópolis - Médico Homeopata
“O MISTÉRIO DO 3º OLHO NA VISÃO ESPÍRITA”
Ela fica bem
no centro do cérebro e não é um olho, mas uma glândula, chamada de pineal.
Segundo cientistas, é um potente centro receptor de informações, relacionado a
intuição, espiritualidade e percepção de acontecimentos sutis. Conheça esse
radar que funciona dentro de você. O terceiro olho, como um radar, capta
informações que dependem de outras regiões cerebrais para serem compreendidas.
Essa área, segundo os cientistas, está associada à intuição, à clarividência e
à mediunidade.
Tão pequena
quanto uma ervilha e na forma de pinha – daí o seu nome –, a glândula pineal é
considerada como um terceiro olho, pois tem a mesma estrutura básica de nossos
órgãos visuais. Acreditava-se, até há pouco tempo, que era um órgão atrofiado,
um olho não desenvolvido, de funções indefinidas. Mesmo assim, despertou o
interesse dos cientistas, que descobriram funções relacionadas à física e aos
fenômenos paranormais.
Antena
Parabólica.
Constataram
que, como uma antena, a pineal, também chamada de epífise, é capaz de captar radiações
eletromagnéticas da lua – que regula ciclos menstruais, por exemplo –, as
radiações eletromagnéticas vindas do sol e ainda despertar a produção de certas
substâncias neurotransmissoras, que estimulam a atividade física e mental.
Também é a glândula pineal que ativa a produção de hormônios sexuais no início
da puberdade, iniciando-se assim o ciclo da reprodução humana. Nos animais
(sim, ela também está presente neles), capta os campos eletromagnéticos da
Terra, orientando as migrações das andorinhas ou das tartarugas, por exemplo. E
há ainda funções muito intrigantes relacionadas a esse ponto no centro do
cérebro. “A pineal é capaz de captar campos eletromagnéticos não apenas desta
dimensão, onde vivemos, que é a terceira, mas também de outras dimensões do
Universo, acessando campos espirituais e sutis”, conta Sérgio Felipe de
Oliveira, psiquiatra, mestre em ciências pela Universidade de São Paulo e
diretor-clínico do Instituto Pineal-Mind, de São Paulo. Segundo a Teoria das
Supercordas, da física quântica, existem ao menos 11 dimensões diferentes no
Universo e é possível a comunicação entre elas. Em outras palavras: a pineal é
capaz de detectar dimensões invisíveis aos olhos comuns, e esse pequeno radar
está relacionado a fenômenos como clarividência (vidência de acontecimentos
ainda não ocorridos), telepatia (comunicação por meio do pensamento) e
capacidade de entrar em contato com outras dimensões (mediunidade).
Feito de
cristal.
Após
analisar a composição da glândula pineal, o cientista Sérgio Felipe de Oliveira
detectou na sua estrutura cristais de apatita, mineral também encontrado na
natureza sob a forma de pedras laminadas. Segundo suas pesquisas, esse cristal
capta campos eletromagnéticos. “E o plano espiritual age por meio desses
campos. A interferência divina sempre acontece obedecendo as leis da própria
natureza”, esclarece Sérgio Felipe, que é diretor-presidente da Associação
Médico-Espírita de São Paulo (Amesp). “Os médiuns, pessoas capazes de entrar em
contato com outras dimensões espirituais, apresentam maior quantidade de
cristais de apatita na pineal. Os iogues e místicos, que experimentam estados
de meditação e êxtase profundos, têm menor quantidade”, atesta Sérgio Felipe. E
ninguém pode aumentar ou diminuir essa concentração de cristais, garante o
psiquiatra – ela é uma característica biológica, assim como a cor dos olhos e
cabelos. Sérgio explica que a glândula é um receptor poderoso, mas quem
decodifica as informações recebidas são outras áreas do cérebro, como o córtex
frontal cerebral. “Sem essa interação, as informações recebidas não são
compreendidas. É por isso que os animais não podem decodificá-las: as outras
partes do cérebro deles não têm esse atributo”, conclui.
Onde mora a
alma.
No Ocidente,
a importante função dessa glândula foi descrita no livro A Terceira Visão (ed.
Nova Era), escrito por um inglês que adotou o pseudônimo de Lobsang Rampa. O
filósofo e matemático francês René Descartes (1596-1650) também se curvou ao
fascínio da pineal. Na sua famosa Carte a Mersenne, escrita em 1640, ele
afirmava que existe no cérebro uma glândula que é o local onde a alma se fixa
mais intensamente. As religiões também consideram o terceiro olho como um
centro de percepção espiritual.
Para os
espíritas – A doutora Marlene Nobre, médica e diretora do jornal Folha
Espírita, conta que as funções espirituais e psíquico-espirituais da pequena
glândula eram consideradas pelo fundador do espiritismo, Allan Kardec
(1804-1869), no século 19, e foram descritas no livro Missionários da Luz (ed.
FEB), psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier (1910-2002) e publicado
pela primeira vez em 1958. “Segundo o livro, a melatonina, o hormônio segregado
pela pineal, gera os impulsos para as experiências que promovem seu
desenvolvimento espiritual”, finaliza a médica.
Para os
hindus – Na antiga tradição da Índia, dois chacras, ou centros de energia, são
responsáveis pelo desenvolvimento da espiritualidade: o chacra do terceiro
olho, que fica na testa, um pouco acima da linha das sobrancelhas, e o chacra
coronário, no topo da cabeça. Esses dois centros, que captam e transmitem
energia vital, dizem os indianos, revelam informações espirituais que influem
em nossas ações e escolhas. “O chacra do terceiro olho é responsável pela
clarividência e pela criatividade. O centro coronário nos reabastece de energia
cósmica e nos dá força espiritual”, explica a professora de ioga Alda Biggi, do
Centro Vishnu de Hatha Yoga, em São Paulo. As cores relacionadas ao chacra que
fica no alto da cabeça são o branco, o violeta e o dourado. “Está ligado ao
canal central de energia que passa pela coluna vertebral”, diz a professora.
Ele rege a glândula pineal, que, para os hindus, é o principal órgão do corpo.
“É a representação do céu dentro do homem e está associada às qualidades mais
puras e elevadas que temos dentro de nós”, conta Alda. Já o chacra do terceiro
olho está ligado à tonalidade azul-índigo e à glândula pituitária, que também
fica no cérebro. “Ele influencia todas as formas de expressão,
capacidade
artística e intelectual”, complementa.
Para os
cristãos – “Ela representa o Filho de Deus em nós, nossa consciência espiritual
e amorosa, alimentada pela vontade divina que nos chega dos céus e o amor que
vem do nosso coração”, diz Amarilis de Oliveira, doutora em psicologia e
diretora do Instituto Cisne de Pesquisas, em São Paulo, dedicado a estudos na
área da inteligência espiritual. “Ela é a única glândula do corpo diretamente
ligada à Consciência Superior”, conclui.
Fonte:
Revista Bons Fluidos-Texto: Liane Camargo de Almeida Alves
terça-feira, 11 de abril de 2017
“CASAMENTOS PROVACIONAIS”

O planeta que habitamos é definido ou
classificado pelos espíritos superiores como um mundo de provas e expiações. O
percentual maior de seres humanos que aqui na Terra renascem, estão sob o
regime de testes para verificação de aprendizado, isto é, provas. Muitos outros
ainda renascem para reequilíbrio de desarmonias em sua estrutura psíquica,
necessitando eliminá-las ou expiá-las, são as reencarnações expiatórias.
Importante lembrar que nossas vidas apresentam
mais de um conteúdo com relação à programação reencarnatória. Todos nós nos deparamos
com aspectos provacionais, expiatórios e, porque não, até missionários com
relação à família e ao trabalho. Da
mesma forma, os casamentos também apresentam diversos conteúdos, porém de forma
didática os classificaremos conforme a característica mais significativa do
programa reencarnatório.
Seguindo a concepção clássica, sobejamente
conhecida dos estudiosos da vida espiritual, as uniões estáveis ou casamentos
podem ser classificados em: provacionais, sacrificiais, acidentais, afins e
transcendentais.
Os Casamentos provacionais ainda constituem a
maioria dos reencontros programados para os que renascem em nosso planeta. São
duas criaturas que trazem em seu inconsciente um registro comum ou histórico de
vivências anteriores.
A questão do amor sexual já esteve presente
entre ambos. Como somos, todos nós, seres em aprendizado na escola da vida, já
erramos muito e fizemos sofrer aos
companheiros de jornada, gerando em nós mesmos núcleos energéticos em desarmonia
e esses se registraram em nosso “computador de dados” chamado de perispírito, psicossoma ou corpo astral.
Os dados computados e registrados em nosso
corpo astral ocasionam um campo de energia que terá uma luminosidade
específica, brilho, frequência de onda, coloração e outras peculiaridades que
determinam uma irradiação peculiar e toda nossa. O antigo parceiro, com quem convivemos uma ou
mais vidas, traz em sua estrutura íntima os mesmos registros, alusivos a vida
pretérita em comum conosco.
Uma questão, frequentemente mencionada em seminários
que efetuamos sobre Amor Sexo e Vidas Passadas: Como é possível que duas
pessoas se sintam atraídas profundamente a ponto de se unirem de forma estável,
já que não seriam almas afins, qual a “química” que os atraiu? Já que se
trataria de um casamento provacional?
Trata-se da autoprogramação inconsciente que
nossas estruturas extrafísicas determinaram. Quando aqueles que conviveram de
forma tumultuada no passado se reencontram, se veem, na vida atual,
estabelece-se um fluxo de energia entre ambos, motivado pela similaridade de
seus registros energéticos. Uma sintonia automática ocorre, motivando um
envolvimento ou encantamento no qual ambos imaginam estar diante do Ser mais
especial que poderiam encontrar.
De fato é o
Ser que precisam reencontrar e, o automatismo perfeito das leis da
natureza assim o programou.
Sem dúvida que a espiritualidade superior
acompanha cada caso, no entanto é importante que saibamos ser a “Natureza” o
livro divino onde Deus escreve a história de sua sabedoria...
Qual seria a finalidade de um casamento
provacional? Sofrer? Estariam ambos destinados a um convívio desagradável? O
“pagamento“ das dívidas de um ou de ambos dar-se-ia pelo sofrimento?
Não, de forma alguma. A ideia de que sofrer
“paga” dívidas é resquício da idade medieval e dos conceitos de penitência. As
provas sejam em casamentos ou não, existem para serem vencidas, superadas
abrindo-se caminhos para horizontes de felicidade.
Casamentos provacionais com o esforço dos
parceiros poderão se tornar casamentos afins, se não nesta vida em uma próxima
encarnação se o convívio atual criar estímulos novos e produtivos. Não se reencarna com finalidade de sofrer,
mas para crescer, mudar, evoluir e amar. Por outro lado, não se está fazendo
apologia da aceitação de convívios agressivos ou francamente nocivos e
improdutivos nos quais a separação seria o caminho inexorável.
Temos notícia que, em determinados casos, a
superação dos problemas determinará no final da vida presente um convívio
fraterno e respeitoso. A superação das dificuldades mútuas ocasionará a
liberação de ambos que, ao se sentirem livres na espiritualidade, poderão
renascer em outro contexto, isto é, junto de suas almas afins.
Fonte;
Medicina e Espiritualidade
Dr. Ricardo
Di Bernardi- Médico, escritor e conferencista
.
Presidente
do Instituto de Cultura Espírita de Florianópolis - Médico Homeopatas
segunda-feira, 10 de abril de 2017
“TRATAMENTO ESPIRITUAL DAS DOENÇAS FÍSICAS. ”
A história
nos narra que a crença na capacidade do homem em interagir no processo de saúde
e doença vem de longe. Os magos da Caldéia e os brâmanes da Índia buscavam
curar pela aplicação do olhar, estimulando o sono e a letargia. No templo da
deusa Isis, às margens do Nilo, a imposição das mãos era usada pelos sacerdotes
iniciados, para tentar aliviar o sofrimento de milhares de pessoas. Os gregos,
que incluíram no seu modo de vida muita coisa do Egito, usavam a fricção das
mãos no tratamento dos doentes. O Pai da medicina moderna, Hipócrates também
cita a imposição das mãos.
Quando
observamos a tradição judaico-cristã, é interessante notar o contraste. No novo
testamento algo em torno de 30 referências à curas feitas por Jesus, seja
impondo as mãos, seja soprando, usando barro, deixando sair energia (virtude),
etc, mas no antigo testamento, estranhamento somente uma referência de cura por
imposição das mãos feita por Naamã, que nem judeu era, conforme nos narra o
excelente Pastor Caio Fábio.
Claro está
que Kardec, o grande codificador do espiritismo, não inventou nada ao falar de
mediunidade, de cura, de energia, de influência espiritual, mas somente
organizou, catalogou, usou a razão e extirpou as idiossincrasias existentes nas
crenças superficiais. Mas o que é mais importante, a cura pela transferência de
energia entre pessoas sempre existiu no mundo.
A questão
não é mais acreditar. Esse tempo já passou! A questão é como utilizar esse
conhecimento na nossa própria saúde e no auxílio ao próximo. Manter a descrença
nesses fatos é uma escolha dolorosa, que limita a forma como buscamos o
equilíbrio energético e espiritual.
Estudamos
nesse artigo o tratamento espiritual das doenças físicas, mas não restringimos
o tratamento ao processo de envolvimento energético comumente feito por médiuns
no centro espírita, aqui nos referimos ao conceito amplo, onde qualquer atitude
positiva, volitiva de doação de energia positiva, com ou sem a interferência de
trabalhadores espirituais ocorra.
É possível
curar o corpo físico atuando energeticamente?
Os inúmeros
exemplos de todas as crenças religiosas, seja no passado ou atualmente, nos
mostram que é possível.
Sobre isso,
Kardec discorre com clareza no capítulo XIV da gênese:
“18. - O
pensamento do encarnado atua sobre os fluidos espirituais, como o dos
desencarnados, e se transmite de Espírito a Espírito pelas mesmas vias e,
conforme seja bom ou mau, saneia ou vicia os fluidos ambientes.
19. Sendo o
perispírito dos encarnados de natureza idêntica à dos fluidos espirituais, ele
os assimila com facilidade, como uma esponja se embebe de um líquido. Esses
fluidos exercem sobre o perispírito uma ação tanto mais direta, quanto, por sua
expansão e sua irradiação, o perispírito com eles se confunde.”
Com estudo,
disciplina e perseverança, é possível treinar nossa capacidade de irradiar
energia em prol do outro, momentaneamente mais necessitado.
É
aconselhável curar o corpo físico atuando energeticamente?
Em O Livro
dos Médiuns, os espíritos esclarecem a Kardec que eles se ocupam de boa vontade
com a saúde daqueles que lhe interessam. Ou seja, sempre que houver
merecimento, positividade, e um propósito bom na cura, ela ocorrerá.
Chico
Xavier, no livro Plantão de Respostas, que descreve as respostas dada pelo
excelente médium às perguntas ao vivo, feitas no programa pinga-fogo, nos fala
que:
“...muitas
vezes uma doença física, ou determinada provação em nossa vida doméstica, nos
poupa de acidentes afetivos ou acidentes materiais, ou de fenômenos
extremamente desagradáveis em nossa vida...”
O resultado
dessa equação só não é mais positiva porque insistimos na cura automática, sem
rever valores, conceitos e principalmente atitudes, e exigimos a cura rápida
para que voltemos a cometer as mesmas atrocidades de antes.
A origem
espiritual das doenças.
De forma
geral, podemos dizer que o padrão da nossa energia espiritual determina
tendências para saúde ou doença, numa tentativa contínua do espírito verter
para a carne as anomalias energéticas que se traduzem em doenças físicas, numa
forma direta e rápida de harmonizar aquilo que estragamos em outras vidas. As
exceções dizem respeito às doenças que procuramos nessa vida, por exemplo,
câncer após anos de cigarro, infarto após crise de estresse, diabetes
relacionada ao excesso de peso e hábitos de vida inconsequentes.
A forma como
essa energia adulterada do corpo espiritual atinge nosso corpo físico, obedece
à hierarquia espiritual que se inicia no espírito, caminha pelo corpo mental,
atua no perispírito, influenciando o duplo etérico e o corpo físico.
Entre todos
esses corpos, o ponto de ligação se faz por centros de forças eletromagnéticas,
também chamados de chacras, que no corpo físico se ligam, cada chacra principal
a uma glândula endócrina e ao cérebro, alterando assim a homeostase corpórea.
O papel do
terapeuta
Entender a
nossa pequenez nesse processo de cura aonde ainda não compreendemos nada, e
somos somente agentes da misericórdia divina atuando através do amor que cura.
Não julgar
nunca. Lembrar que somos contra atitudes negativas e equivocadas, mas nunca
contra as pessoas que as praticam.
Assumir o
conceito espírita de saúde-doença, deixando de lado os atavismos que nos fazem
enxergar um Deus sádico que brinca com as pessoas e passando a entender que
tudo está certo, na hora certa e passamos por aquilo que melhor nos convém
frente a imensidão de coisas que ainda precisamos melhorar.
Treinar-nos
na capacidade de identificar padrões de comportamento que levam a doenças
físicas e espirituais. Somente mudando a essência, a raiz do problema é que
conseguiremos nos transformar.
Referências
01 – Pastor
Caio Fábio - A imposição de mãos: uma rápida história e reflexão.
02 – Allan
Kardec – A gênese.
03 – Allan
Kardec – O livro dos médiuns.
04 –
Francisco Xavier – Plantão de respostas. Pinga-fogo II.
05 – Allan
Kardec – O livro dos espíritos.
06 – André
Luiz (Chico Xavier) – Evolução em dois mundos.
07 – Ernesto
Bozzano – Pensamento e vontade.
08 –
Emmanuel (Chico Xavier) – Roteiro.
09 – Marlene
Nobre – A alma da matéria.
10 - André
Luiz (Chico Xavier) – Nos domínios da mediunidade.
11 - André
Luiz (Chico Xavier) – Missionários da luz.
11 - André
Luiz (Chico Xavier) – Entre o céu e a terra.
Por.: Dr.
Sérgio Vencio
Fonte.:
REVISTA CRISTÃ DE ESPIRITISMO
“SONHOS PREMONITÓRIOS SEGUNDO O ESPIRITISMO”
Existem
importantes observações na literatura espírita sobre os sonhos premonitórios. É
fundamental conhecê-las para que se possa construir uma base sólida e clara
sobre o assunto. Tanto nas obras da codificação como em outras complementares,
ressalta-se o discernimento que devemos ter em suas diferentes manifestações.
Vejamos algumas dessas citações com o objetivo de compreender melhor os seus
significados, sem nos prender em más interpretações.
Codificação
espírita
A pergunta
404 de O Livro dos Espíritos diz: “Que se deve pensar das significações
atribuídas aos sonhos? Os sonhos não são verdadeiros como o entendem os ledores
de buena-dicha, pois fora absurdo crer-se que sonhar com tal coisa anuncia tal
outra. São verdadeiros no sentido de que apresentam imagens que para o Espírito
têm realidade, porém que, frequentemente, nenhuma relação guardam com o que se
passa na vida corporal. São também, como atrás dissemos, um pressentimento do
futuro, permitido por Deus, ou a visão do que no momento ocorre em outro lugar
a que a alma se transporta”.
Prossegue
ainda na pergunta 405: “Acontece com frequência verem-se em sonho coisas que
parecem pressentimento, que, afinal, não se confirma. A que se deve atribuir isto?
Pode suceder que tais pressentimentos venham a confirmar-se apenas para o
Espírito. Quer dizer que este viu aquilo que desejava, foi ao seu encontro. É
preciso não esquecer que, durante o sono, a alma está mais ou menos sob
influência da matéria e que, por conseguinte, nunca se liberta completamente de
suas ideias terrenas, donde resulta que as preocupações do estado de vigília
podem dar ao que se vê a aparência do que se deseja, ou do que se teme. A isto
é que, em verdade, cabe chamar-se efeito da imaginação. Sempre que uma ideia
nos preocupa fortemente, tudo o que vemos se nos mostra ligado a essa ideia”.
A Gênese,
também se refere ao tema. Relata que José, pai de Jesus, foi advertido por um
anjo em sonhos para que fugisse para o Egito com o menino. O capítulo XV da
obra faz uma reflexão sobre as advertências que podem ser feitas por intermédio
dos sonhos e que fazem parte dos livros sagrados de todas as religiões.
Salienta ainda que o fenômeno nada tem de anormal, já que durante o sono o
espírito se desliga dos laços da matéria para entrar momentaneamente na vida
espiritual, porém adverte que nem sempre se pode deduzir que os sonhos são
avisos ou tenham significado específico.
Além das
obras de Allan Kardec, há citações sobre o tema em outros livros de cunho
espírita. O livro Recordações da Mediunidade – da médium Yvonne A. Pereira,
orientado pelo espírito de Bezerra de Menezes, diz: “Existem vários processos
pelos quais o homem poderá ser informado de um ou outro acontecimento futuro
importante da sua vida. Comumente, se ele fez jus a essa advertência, ou
lembrete, pois isso implica certo mérito, ou ainda certo desenvolvimento
psíquico, de quem o recebe, é um amigo do Além, um parente, o seu espírito
familiar ou o próprio guardião maior que lhe comunicam o fato a realizar-se,
preparando-o para o evento, que geralmente é grave, doloroso, fazendo-se sempre
em linguagem encenada, ou figurada, como de uso no Invisível, e daí o que
chamais “avisos pelo sonho”, ou seja, sonhos premonitórios...
O estudo da
lei de causa e efeito é matemática, infalível, concreta, para a observação das
entidades espirituais de ordem elevada, e, assim sendo, ele se comunicará com o
seu pupilo terreno através da intuição, do pressentimento, da premonição, do
sonho etc. O estudo da matemática de causa e efeito é mesmo indispensável, como
que obrigatório, às entidades prepostas à carreira transcendente de guardiães,
ou guias espirituais. Estudo profundo, científico, que se ampliará até prever o
futuro remoto da própria Humanidade e dos acontecimentos a se realizarem no
globo terráqueo, como hecatombes físicas ou morais, guerras, fatos célebres
etc., daí então advindo a possibilidade das profecias quando o sensitivo,
altamente dotado de poderes supranormais, comportar o peso da transmissão fiel
aos seus contemporâneos.”.
Devemos
encarar com naturalidade
O livro
Conduta Espírita, ditado por André Luiz ressalta algumas observações a respeito
da postura que se deve assumir diante dos sonhos e suas revelações: “Encarar
com naturalidade os sonhos que possam surgir durante o descanso físico, sem
preocupar-se aflitivamente com quaisquer fatos ou ideias que se reportem a
eles. Há mais sonhos na vigília que no sono natural.
Extrair
sempre os objetivos edificantes desse ou daquele painel entrevisto em sonho. Em
tudo há sempre uma lição. Repudiar as interpretações supersticiosas que
pretendam correlacionar os sonhos com jogos de azar e acontecimentos mundanos,
gastando preciosos recursos e oportunidades da existência em preocupação
viciosa e fútil. Objetivos elevados, tempo aproveitado. Acautelar-se quanto às
comunicações intre vivos, no sonho vulgar, pois, conquanto o fenômeno seja
real, a sua autenticidade é bastante rara. O espírito encarnado é tanto mais
livre no corpo denso, quanto mais escravo se mostre aos deveres que a vida lhe
preceitua.
Não se
prender demasiadamente aos sonhos de que recorde ou às narrativas oníricas de
que se faça ouvinte, para não descer ao terreno baldio da extravagância. A
lógica e o bom senso devem presidir a todo raciocínio.
Preparar um
sono tranquilo pela consciência pacificada nas boas obras, acendendo a luz da
oração, antes de entregar-se ao repouso normal. A inércia do corpo não é calma
para o Espírito aprisionado à tensão. Admitir os diversos tipos de sonhos,
sabendo, porém, que a grande maioria deles se originam de reflexos psicológicos
ou de transformações relativas ao próprio campo orgânico. O Espírito encarnado
e o corpo que o serve respiram em regime de reciprocidade no reino das
vibrações”.
O importante
colaborador da doutrina espírita, Léon Denis, na obra No Invisível, faz
relevantes comentários sobre os sonhos premonitórios no capítulo XIII que
reproduzimos alguns trechos para melhor entendimento: “Os sonhos em suas
variadas formas, têm uma causa única: a emancipação da alma. Esta se desprende
do corpo carnal durante o sono e se transporta a um plano mais ou menos elevado
do Universo, onde percebe, com o auxílio de seus sentidos próprios, os seres e
as coisas desse plano.
Algumas
vezes, quando suficientemente purificada, a alma, conduzida por espíritos
angélicos, chega em seus transportes alcançar as esferas divinas, o mundo em
que se geram as causas. Aí paira, sobranceira ao tempo, e vê desdobrarem-se o
passado e o futuro. Se acaso comunica ao invólucro humano um reflexo das
sensações colhidas, poderão estas
constituir o que se denomina sonhos proféticos.
Nos casos
importantes, quando o cérebro vibra com demasiada lentidão para que possa
registrar as impressões intensas ou sutis percebidas pelo Espírito, e este quer
conservar, ao despertar, a lembrança das instruções que recebeu, cria então,
pela ação da vontade, quadros, cenas figurativas das imagens fluídicas,
adaptadas à capacidade vibratória do cérebro material, sobre o qual, por um
efeito sugestivo, as projeta energicamente. E, conforme a necessidade, se é
inábil para isso, recorrerá ao auxílio dos Espíritos mais adiantados, e assim
revestirá o sonho uma forma alegórica”.
Artigo
publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição especial 08.
“OS MUNDOS INTERMEDIÁRIOS OU TRANSITÓRIOS. ”
Viu-se, por
uma das respostas narradas no artigo precedente, que haveria, ao que parece,
mundos destinados aos Espíritos errantes. A ideia desses mundos não estava no
pensamento de nenhum dos assistentes, e ninguém não a imaginara sem a revelação
espontânea de Mozart, nova prova de que as comunicações espíritas podem ser
independentes de toda opinião preconcebida. Com o objetivo de aprofundar essa
questão, submetemo-la a um outro Espírito, fora da Sociedade e por intermédio
de um outro médium, que disso não tinha nenhum conhecimento.
1. (A Santo
Agostinho.) Existem, como nos foi dito, mundos que servem aos Espíritos
errantes de estação e de ponto de repouso? - R. Há-os, mas não graduados; quer
dizer que ocupam posições intermediárias entre os outros mundos, segundo a
natureza dos Espíritos que podem aí chegar, e que neles gozam de um bem-estar
maior ou menor.
2. Os
Espíritos que habitam esses mundos podem deixá-los à vontade? - R. Sim; os
Espíritos que se acham nesses mundos podem se desligar deles para irem onde
devem ir. Figurai-vos aves de arribação abatendo-se sobre uma ilha à espera de
recuperar forças para alcançar o seu destino.
3. Os
Espíritos progridem durante suas estações nos mundos intermediários? - R.
Certamente; aqueles que assim se reúnem, fazem-no com o objetivo de se
instruírem e de poderem, mais facilmente, obter a permissão de alcançarem
lugares melhores, e atingir a posição que os eleitos obtêm.
4. Esses
mundos são perpetuamente, e por sua natureza especial, destinados aos Espíritos
errantes? - R. Não; sua posição não é senão transitória.
5. São eles,
ao mesmo tempo, habitados por seres corpóreos? - R. Não.
6. Têm uma
constituição análoga à dos outros planetas? - R. Sim, mas a superfície é
estéril.
7. Por que
essa esterilidade? - R. Aqueles que os habitam de nada necessitam.
8. Essa
esterilidade é permanente e prende-se à sua natureza especial? - R. Não, eles
são estéreis por transição.
9. Esses
mundos devem, então, estar desprovidos de belezas naturais? - R. A Natureza se
traduz pelas belezas da imensidão que não são menos admiráveis daquilo que
chamais as belezas naturais.
10. Há
desses mundos no nosso sistema planetário? - R. Não.
11. Uma vez
que seu estado é transitório, nossa Terra será um dia desse número? - R. Ela o
foi.
12. Em qual
época? - R. Durante a sua formação.
Nota. - Essa
comunicação confirma, uma vez mais, essa grande verdade que nada é inútil na
Natureza; cada coisa tem seu objetivo, sua destinação; nada está no vazio, tudo
está habitado, a vida está por toda parte. Assim, durante a longa série de
séculos que escoaram antes da aparição do homem na Terra, durante esses lentos
períodos de transição atestados pelas camadas geológicas, antes mesmo da
formação dos primeiros seres orgânicos; sobre essa massa informe, nesse árido
caos onde os elementos estavam confundidos, não havia ausência de vida; seres
que não tinham nem nossas necessidades, nem nossas sensações físicas aí
encontravam refúgio. Deus quis que, mesmo nesse estado imperfeito, ela servisse
para alguma coisa. Quem, pois, ousaria dizer que entre esses milhares de mundos
que circulam na imensidão, um só, um dos menores, perdido na multidão, tivesse
o privilégio exclusivo de ser povoado. Qual seria, pois, a utilidade dos
outros? Deus não os teria feito senão para recrear nossos olhos? Suposição
absurda, incompatível com a sabedoria que brilha em todas as suas obras.
Ninguém contestará que há, nessa idéia de mundos ainda impróprios para a vida
material, e todavia povoados por seres vivos apropriados a esse meio, alguma
coisa de grande e sublime onde se encontra, talvez, a solução de mais de um
problema.
Revista
Espírita, maio de 1859
domingo, 9 de abril de 2017
"COMO DEVEMOS NOS COMPORTAR EM UM VELÓRIO"
Como se
trata de um evento muito delicado para o desencarnante, gostaríamos de
relacionar alguns comportamentos para todos aqueles que se dirigirem a um
velório:
- Orar com
sinceridade em favor do desencarnante e de sua família, compreendendo que mais
cedo ou mais tarde chegará a nossa hora e que, então, constataremos o
gigantesco valor da prece a nós dirigida em situações como a desencarnação;
-
Esforçar-se para não lembrar episódios infelizes envolvendo o desencarnante,
compreendendo que todo pensamento tem elevada repercussão espiritual;
- Estar
sempre disponível para o chamado “atendimento fraterno” com os irmãos
presentes, mas não esquecer que o velório não é uma situação adequada a debates
de natureza filosófico-religiosa;
- Respeitar
a religião de todos os presentes e os cultos correspondentes a essas crenças,
buscando contribuir efetivamente para a psicosfera de solidariedade do ambiente
mesmo que em silêncio;
- Não perder
o foco do objetivo maior da presença no velório, que é o auxílio espiritual ao
desencarnante e aos familiares, assim como aos Espíritos desencarnados que
estejam no local necessitando de auxílio através da oração para contribuir no
desligamento do desencarnante;
- Se
convidado a enunciar prece ou algumas palavras de homenagem ao desencarnante,
tomar o cuidado de manter sempre a brevidade, a objetividade e o otimismo,
evitando quaisquer imagens negativas que possam ser sugeridas por nossas
palavras em relação aos irmãos presentes, sejam eles encarnados ou
desencarnados;
- Aproveitar
a ocasião para refletir sobre a impermanência de todas as situações materiais
da vida física, fortalecendo o nosso desejo de amar e servir durante o tempo
que ainda nos resta no corpo físico.
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desconhecido
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