Nos Momentos Graves Use calma. A vida pode ser um bom estado
de luta, mas o estado de guerra nunca será uma vida boa. * Não delibere
apressadamente. As circunstâncias, filhas dos Desígnios Superiores,
modificam-nos a experiência, de minuto a minuto. * Evite lágrimas inoportunas.
O pranto pode complicar os enigmas ao invés de resolvê-los. * Se você errou
desastradamente, não se precipite no desespero. O reerguimento é a melhor
medida para aquele que cai. * Tenha paciência. Se você não chega a dominar-se,
debalde buscará o entendimento de quem não o compreende ainda. * Se a questão é
excessivamente complexa, espere mais um dia ou mais uma semana, a fim de
solucioná-la. O tempo não passa em vão. * A pretexto de defender alguém, não
penetre o círculo barulhento. Há Pessoas que fazem muito ruído por simples
questão de gosto. * Seja comedido nas resoluções e atitudes. Nos instantes
graves, nossa realidade espiritual é mais visível. * Em qualquer apreciação,
alusiva a segundas e terceiras pessoas, tenha cuidado. Em outras ocasiões,
outras pessoas serão chamadas a fim de se referirem a você. * Em hora alguma
proclame seus méritos individuais, porque qualquer qualidade excelente é muito
problemátia no quadro de nossas aquisições. Lembre-se de que a virtude não é
uma voz que fala, e, sim, um poder que irradia. * * * Xavier, Francisco
Cândido. Da obra: Agenda Cristã. Ditado pelo Espírito André Luiz. Edição de
Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.
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segunda-feira, 15 de maio de 2017
"NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO"
A Bondade Infinita de Deus não permitirá que venhamos a cair
sob as tentações, mas, para isso, é necessário que nos esforcemos, colaborando,
de algum modo, com o auxilio incessante de Nosso Pai. Há leis organizadas para
beneficio de todos, mas, se não as respeitarmos, como poderemos contar com a
proteção delas, em nosso favor? Sabemos que o fogo destrói. Por isso mesmo, não
devemos abusar dele. Não podemos rogar o socorro divino para a imprudência que
se repete todos os dias. Se um homem estima a preguiça, não atrairá as bênçãos
que ajudam aos cultivadores do trabalho. Se uma pessoa vive atirando espinhos à
face dos outros, como esperará sorrisos na face alheia? É indiscutível que a
Providência Divina nos ajudará constantemente, livrando-nos do mal; entretanto,
espera encontrar em nós os valores da boa-vontade. Não ignoramos que o Pai
Celestial está sempre conosco, mas, muitas vezes, somos nós que nos afastamos
do Nosso Criador. Para que não venhamos a sucumbir sob os golpes das tentações,
é indispensável saibamos procurar o bem, cultivando-o sem cessar. Não há
colheita sem plantação. Certamente, devemos esperar que Deus nos conceda o
"muito" de seu amor, mas não olvidemos que é preciso dar "alguma
coisa" do nosso esforço. * * * Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Pai
Nosso. Ditado pelo Espírito Meimei. 19a edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.
"VÍCIOS DA ALMA"
Todos os
vícios, sejam eles químicos (alcoólicos, fumo, drogas ilícitas) ou morais (egoísmo,
maledicência, orgulho, preguiça, indiferença etc.),de alguma forma lesam as
estruturas sutis do perispirito que possuem como função, refletir e absorver
emoções e experiências vivenciadas.
Quem se
utiliza de substâncias intoxicantes, chama a presença de vampiros desencarnados e encarnados,que
dividem com o drogadito o prazer funesto
dos entorpecentes que facilitam os desprendimentos da alma, direcionando-a à morte precipitada.
Quem se dá
ao luxo de inconsequências da moral, se vincula por tempo indeterminado, a
espíritos vagabundos sugadores das energias genésicas (sexuais) .
Tais
entidades infelizes, se apoderam da vitalidade e da euforia do hospedeiro,
aprisionando-o a condição de fonte de
sevícias e instrumento de vampirizaçao de outros indolentes que a ele se vinculem,
criando terríveis repercussões futuras, seja na condição de encarnado ou
de desencarnado.
esta rede de
parasitismo e simbiose espiritual, possibilita
certas manifestações metaplásicas (cânceres), desequilíbrios
hormonais (alguns distúrbios da tireoide e das gônadas ) além das distonias mentais ,como as neuroses
compulsivo obsessivas e síndromes de
perseguições indefinidas, que superlotam os consultórios médicos.
O prazer em
si, é respeitável descoberta do gênero humano, contudo, seu desvirtuamento e
escravização, é suicídio iminente.
Espírito
Angélica
médium Luiz Cláudio- Agosto de 2006- Grupo Fraternal
de Espiritismo
"SOMOS O QUE ATRAÍMOS"
“Você nasceu
no lar que precisava nascer, vestiu o corpo físico que merecia, mora onde Deus
melhor te proporcionou, de acordo com teu adiantamento.
Você possui
os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades, nem mais, nem
menos, mas o justo para tuas lutas terrenas.
Seu ambiente
de trabalho é o que você elegeu espontaneamente para sua realização.
Teus
parentes e amigos são as almas que você mesmo atraiu, com tua própria
afinidade, portanto, seu destino está constantemente sob teu controle.
Você
escolhe, recolhe, elege, atrai, busca, expulsa, modifica tudo aquilo que te
rodeia a existência.
Teus
pensamentos e vontades são a chave de teus atos e atitudes. São as fontes de
atração e repulsão na jornada da tua vivência.
Não reclame
nem se faça de vítima. Antes de tudo, analisa e observa, a mudança está em tuas
mãos. Reprograma tua meta, busca o bem e você viverá melhor.
Embora
ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar
agora e fazer um novo fim”.
Chico Xavier
domingo, 14 de maio de 2017
“A INSPIRAÇÃO DA HUMANIDADE. ”
O Universo é
projetado para ser reflexivo. Tudo o que você colocar para fora volta para
você. Isso é chamado de Lei de Ação e Reação, a Lei do Karma, ou é simplesmente
referido pela frase, "O que envia ao redor, volta ao seu redor."
No entanto,
no trabalho espiritual, há uma maneira de aumentar o que chega ao seu redor. O
que se passa pode realmente voltar como mais do que você deu, e isso envolve um
paradoxo.
Em suas
práticas espirituais, você pode gerar um profundo sentimento de paz e
inspiração; o que traz um sentido maravilhoso de elevação espiritual. Por
exemplo, em suas meditações, você pode se inspirar com uma visão de um mundo
futuro cheio de paz e liberdade para todos.
Você pode
ver, em sua mente, um futuro mundo onde todos no planeta estão seguros, e onde
você pode viajar para qualquer lugar do planeta com facilidade. Neste futuro,
você verá que todos estão conscientemente conscientes da conexão do seu coração
com os corações de cada ser humano no planeta. Neste ambiente de apoio, todos
têm plena liberdade para expressar sua criatividade única como sua contribuição
para uma sociedade amorosa.
Ao respirar
profundamente do ar limpo e fresco dessa visão do futuro, você sente sua
conexão com a Mãe Terra e com o Sol que dá vida, que brilha incessantemente em
nosso mundo. Então, você envia o seu Amor e gratidão à Terra e ao Sol, e espera
em antecipação tranquila por aqueles grandes seres conscientes enviar seu Amor
e inspiração para você em troca.
Enquanto
nesse estado de profunda inspiração, ocorre a você que a maioria da humanidade
precisa desesperadamente deste tipo de elevação; que a maioria das almas neste
planeta hoje está morrendo de fome em um deserto auto-criado, espiritual. Isso
leva-o a perceber que você tem a oportunidade de servir a humanidade através de
um ato de auto-sacrifício; através de um ato de desistir do que você tem, a fim
de ajudar os outros que não seriam ajudados de outra forma.
Enquanto
neste estado, o sentido de Amor Incondicional que você tem para a humanidade
praticamente pede que você ajude aqueles que ainda não estão equipados para
fazer isso por si mesmos. Se você agora der esse estado, essa energia, esse
sentimento de inspiração, e o enviar para a consciência de grupo da humanidade,
então você criou um vácuo dentro de si mesmo.
Pela lei da
ação e da reação, esse vácuo deve ser preenchido. No entanto, um ato de auto
sacrifício no serviço aos outros tem um efeito colateral: Ele aumenta a
frequência de sua consciência mais elevada, mais do que era antes. Assim,
quando o vácuo se torna repleto de inspiração e elevação do Universo, ele é
preenchido com uma frequência ainda maior de consciência do que antes.
Por causa
disso, você se tornará mais inspirado e mais elevado do que nunca. Com o ato de
sacrificar o que você tinha, você realmente ganhará mais do que antes. Tal é o
paradoxo do Amor em ação.
É também a
base do antigo caminho do Karma Yoga - o caminho para Deus através da ação e do
serviço.
Ao dar
energia espiritual à humanidade, você pisa um caminho de ação espiritual. Este
caminho poderoso de dar o que você tem, a fim de inspirar os outros, é aquele
que leva você a continuamente mais elevados estados de inspiração ao longo de
seu próprio caminho espiritual.
Faça da sua
vida - e do mundo - um lugar mais pacífico e satisfatório praticando a técnica
do Amor e da Luz.
Owen K
Waters
Website: http://www.lightmagic.us/inspiration/
Traduzido
por Adriano Pereira
blogluzevida@gmail.com
“AS APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA NA VISÃO ESPÍRITA
Você
certamente já ouviu falar nas aparições de Nossa Senhora – ou Maria, a mãe de
Jesus. Aqui vai a minha opinião a respeito do assunto. Assista o vídeo ou, se
preferir, leia o artigo logo abaixo.
Uma das
dificuldades que um espírita tem quando estuda a Bíblia (na verdade o Novo
Testamento) é explicar o que é o espírito santo. Nos meus estudos sobre o
Evangelho de Lucas e o Evangelho de João, no Youtube, eu demonstrei que na
maior parte das vezes a melhor tradução é um espírito santo, e não o espírito
santo. Não vou discutir isso agora.
Nós não
sabemos exatamente qual era a visão que os evangelistas tinham do espírito
santo, o que eles queriam dizer com espírito santo. Muitas vezes parece se
referir a um espírito, como nós entendemos hoje, mas nem sempre.
A verdade é
que eles não tinham o conhecimento que nós temos hoje. Os seus conceitos não
eram bem estabelecidos, não eram bem definidos.
A Igreja
resolveu esse problema inventando a santíssima trindade: pai, filho e espírito
santo.
Mas o que
passa despercebido por quase todo mundo é que até nisso o machismo imperou. O
machismo vigente tanto entre os israelitas no tempo de Jesus quanto entre os
primeiros cristãos – e mantido até hoje – não deixou espaço para a mulher.
Tem o pai,
tem o filho, e tem o espírito santo. Mas cadê a mãe? Não tem mãe na divindade.
A divindade é masculina, a ideia de Deus que nos foi passada é masculina. Até
hoje, quase todos nós, que tivemos uma orientação religiosa tradicional na primeira
infância, inconscientemente formamos uma ideia antropomórfica de Deus,
imaginamos um velho barbudo com cara de brabo.
Os
israelitas viviam um regime patriarcal onde a mulher não tinha vez. Jesus
tentou mudar isso. Jesus tratou a mulher como igual, mas os seus discípulos não
souberam manter isso. Logo depois da morte de Jesus já houve disputa entre os
discípulos homens e Maria Madalena, que era muito próxima de Jesus. A prova de
que Maria Madalena era especial para Jesus é que mesmo nos quatro Evangelhos
aceitos tradicionalmente a primeira pessoa a ver Jesus ressuscitado é Maria
Madalena.
Mas os
homens na época não podiam aceitar isso. O apóstolo Paulo chega a proibir a
mulher de falar na Igreja, porque era uma vergonha uma mulher falar em público
– se ela quisesse perguntar alguma coisa devia ficar quieta na Igreja e esperar
chegar em casa para perguntar para o seu marido.
Mais tarde,
quando a Igreja foi adotada por Roma, muitas antigas religiões pagãs foram
absorvidas pelo Cristianismo. Os povos pagãos foram sendo cristianizados, só
que eles tinham vários deuses e deusas, havia a crença na deusa mãe, na mãe
divina. O jeito de resolver essa questão foi dar um papel de destaque para a
mãe de Jesus.
Então
criaram uma figura feminina próxima de Deus – já que Jesus para eles também é
Deus. Mas nós não vemos esse protagonismo de Maria nos Evangelhos. Dizem que
Maria intercede por nós junto ao seu filho Jesus. Mas não há nada disso no
Evangelho. Maria aparece pouco no Evangelho e não é muito lisonjeada por Jesus.
Nada contra
a devoção a Maria – a figura de Maria se tornou um importante arquétipo, essa
figura resume em si importantes qualidades femininas, maternais. Quando uma
pessoa ora fervorosamente a Maria essa pessoa está sintonizando com essas
qualidades maternais, protetoras, que ela atribui a Maria.
A oração é,
antes de mais nada, uma concentração do pensamento.
Como orar e
ser atendido
Se
concentramos o nosso pensamento em Jesus, nós vamos sintonizar com as forças
que nós atribuímos a Jesus – por que cada um de nós vê Jesus de forma
ligeiramente diferente. Quanto mais alto for o nosso pensamento, quanto mais
elevado, quanto mais grandiosas forem as qualidades que nós atribuímos a um ser
(a Maria, por exemplo) mais nós nos elevamos – e nós colhemos das forças com
que nós sintonizamos.
Existem
muitos casos de aparições de Maria. Em várias partes do mundo. Em várias
épocas. Existem livros e escritos sobre isso, estudos foram feitos sobre isso.
Um dos casos
mais famosos da atualidade, aqui no Brasil, é o do advogado carioca Pedro
Siqueira, uma pessoa que transpira credibilidade. Ele afirma ver e se comunicar
com Maria desde que nasceu. Se analisamos os relatos dele, encontramos todas as
evidências de um fenômeno mediúnico. Particularmente não tenho a menor dúvida
em relação a isso.
É a própria
Maria mãe de Jesus que se comunica com ele? Particularmente, eu tenho convicção
que não.
Por que? Por
que ele não é o único a afirmar que se comunica com Maria. Tem outros no
Brasil, e se pesquisarmos, deve haver centenas de pessoas no mundo, atualmente,
que afirmam a mesma coisa. Maria é um espírito assim como nós, é uma
individualidade. Um espírito não pode se apresentar em mais de um lugar ao
mesmo tempo – e por mais dinâmico que seja um espírito, ele não terá condições de
se apresentar pessoalmente a tantas pessoas pelo mundo todo praticamente a toda
hora – somando todos os relatos, ela apareceria praticamente a toda hora.
Uma coisa
que eu não entendia na adolescência é como uma determinada entidade – se vê
muito isso na Umbanda – como um preto velho que se apresenta como Pai José, por
exemplo, pode se apresentar em vários centros de Umbanda ao mesmo tempo. Eu
pensava que podia ter alguma fraude ali.
Mais tarde
eu fui entender que os pretos velhos – só pra ficarmos nesse exemplo – são
ordens de trabalho. Existem algumas centenas ou milhares de espíritos que
atendem pelo nome de preto velho Pai José. São espíritos humildes, uns bastante
sábios, outros apenas bem intencionados, se esforçando para ajudar – espíritos
que trabalham em nome de uma causa, abnegadamente, anonimamente, não se
apresentam com o nome que usaram em alguma existência física.
Acontece
algo semelhante no caso de Maria. Possivelmente o próprio espírito que foi
Maria comande uma força de trabalho com o objetivo de ajudar os espíritos
encarnados e os desencarnados no seu processo de espiritualização. Mas isso não
quer dizer que seja ela mesma a se comunicar.
Temos que
compreender que as nossas crenças são limitadoras. No próprio meio espírita nós
temos uma série de crenças limitadoras.
E no caso de
quem é católico, que não conhece o Espiritismo, não conhece ou não acredita em
mediunidade – se um espírito se apresenta para ele, ele vai achar ou que está
louco ou que é o demônio. Por que ele não acredita na comunicação com os
espíritos. Quem pode se comunicar são os santos, a virgem Maria e os demônios.
O que eles não percebem é que mesmo isso são fenômenos mediúnicos.
Se um
espírita tem uma tarefa a realizar o seu mentor ou o seu guia se comunica com
ele . No caso de um católico esse espírito vai ter que assumir uma
personalidade conhecida, vai ter que congregar uma ordem de trabalho e se
apresentar, como é o caso que estamos tratando, como a virgem Maria.
É comum
casos de pessoas que têm uma experiência mística, ou uma experiência de
desdobramento, ou quando se aproxima o momento do desencarne, e que dizem ter
visto Jesus ou a virgem Maria. Elas estão vendo um espírito amigo, talvez o
mentor do seu grupo familiar – mas o próprio mentor se apresenta daquela forma
para ser aceito, para tranquilizar a pessoa.
O trabalho é
o mesmo. O trabalho exercido pelos espíritos é o mesmo. Quem faz essas
distinções somos nós, que vivemos muito iludidos neste mundo de aparências e
rótulos.
Morel Felipe
Wilkon
sábado, 13 de maio de 2017
“O PODER DO PENSAMENTO”
A força do
pensamento é de vital importância para o nosso dia-a-dia, pois podemos ser
felizes ou infelizes, alegres ou tristes, vencer obstáculos ou ser derrotados
por eles, obter grandes realizações ou cair em profunda depressão.
Para que
possa ter uma ideia dessa energia emanada pelo pensamento, iremos descrever um
texto de Allan Kardec, em A Gênese:.
"Há
mais: criando imagens fluídicas, o pensamento se reflete no envoltório
perispirítico, como num espelho; toma nele corpo e aí de certo modo se
fotografa. Tenha um homem, por exemplo, a idéia de matar a outro: embora o
corpo material se lhe conserve impassível, seu corpo fluídico é posto em ação
pelo pensamento e reproduz todos os matizes deste último; executa fluidicamente
o gesto, o ato que intentou praticar. O pensamento cria a imagem da vítima e a
cena inteira é pintada, como num quadro, tal qual se lhe desenrola no espírito.
Desse modo é que os mais secretos movimentos da alma repercutem no envoltório
fluídico; que uma alma pode ler noutra alma como num livro e ver o que não é
perceptível aos olhos do corpo. Contudo, vendo a intenção, pode ela pressentir
a execução do ato que lhe será a consequência, mas não pode determinar o
instante em que o mesmo ato será executado, nem lhe assinalar os pormenores,
nem, ainda, afirmar que ele se dê, porque circunstâncias ulteriores poderão
modificar os planos assentados e mudar as disposições. Ele não pode ver o que
ainda não esteja no pensamento do outro; o que vê é a preocupação habitual do indivíduo,
seus desejos, seus projetos, seus desígnios bons ou maus".
Veja o
quanto é importante o estado de vigília, pois podemos nos enganar uns aos
outros no mundo material, mas não podemos enganar as entidades do mundo
espiritual. A partir do momento que pensamos algo errôneo, criam-se as imagens
fluídicas e, mesmo que não venhamos a praticá-las, fica registrado nossos mais
íntimos sentimentos e segredos.
O que
pensamos durante o dia será fruto de nossos atos durante o momento do sono.
Assim, ao mentalizarmos coisas boas, ouvirmos boa música, termos conversas
sadias, astral positivo, iremos durante o sono encontrar com espíritos ou
encarnados que estejam na mesma sintonia. Da mesma forma serão os pensamentos
viciosos, como a maledicência, o ódio, a ira, as injúrias, o negativismo etc.
Além de reverter para si mesmo a energia destes pensamentos, iremos nos
encontrar no momento do sono com outros que estão na mesma frequência.
É através
dos pensamentos que iremos atrair espíritos elevados ou obsessores que venham
agravar a mente de seu emissor. No mundo espiritual existem falanges que
pretendem fazer o mau, muitas vezes, pelo prazer de praticar tal ato. A válvula
de escape que eles precisam são os nossos pensamentos. Joanna de Angelis, em
Dias Gloriosos, psicografado por Divaldo Pereira Franco, descreve que
"muitas vezes enfrentarás campos psíquicos minados por cargas viciadas e
perigosas, imantadas por seres espirituais perversos e doentios que se utilizam
de outras pessoas para te alcançar e prejudicar. Somente poderás conduzir-te
nessas batalhas com os recursos morais que provêm das tuas energias psíquicas.
Como não temem outros recursos, será através das tuas vigorosas emissões
vibratórias que a eles escaparás".
A televisão
e seus programas sensacionalistas são uma fonte inesgotável para o indivíduo se
deixar levar pelas más notícias, criando em sua mente imagens fluídicas que
irão provocar alguns distúrbios, entre eles, doenças. Muitas vezes, após ir ao
médico, fazer alguns exames, não será diagnosticado a raiz do problema. Por
isto, a importância de uma programação sadia, alegre, descontraída.
Conforme
Joanna de Ângelis, "a sementeira do ódio, do ciúme, da inveja, da ira e de
outros anestésicos do espírito, produz vírus e vibriões psíquicos que atacam o
próprio, como o organismo daquele que, desprevenido, inspirou a produção dessas
ondas devastadoras que a mente produz e direciona conforme a sua estrutura
moral. Ao mesmo tempo, ideoplastias sustentadas pelo pensamento fixo em ideias
perturbadoras e agressivas, contribuem para o surgimento de toxinas que invadem
o organismo desarticulando-lhe a estrutura vibratória, enfermando-o, e
trabalhando para matar-lhe as defesas, os fatores imunológicos".
Sintonia
mental:
A inércia é
algo que venha a fortalecer os maus pensamentos. Quando não estamos ativos, sem
uma determinada atividade, a mente cria indagações e pensamentos diversos que
não levará a nada, pelo contrário, conforme a sintonia poderá trazer vários
problemas psíquicos que poderão prejudicar seu emocional, sua vida familiar e
social.
Alguns
estudos revelam que temos em média 50 mil pensamentos por dia. Assim, devemos
utilizar a imaginação criativa a todo instante. O terapeuta transpessoal,
Todashi Kadomoto, em seu livro Ninguém Tropeça em Montanha, comenta sobre uma
pesquisa feita nos Estados Unidos sobre o tema e revela dados importantes: 40%
de nossas preocupações dizem respeito a fatos que jamais acontecerão; 30%
relacionam-se com coisas que já aconteceram; 12% referem-se a questões de
saúde; 10% são sobre assuntos insignificantes; 8% das preocupações têm base
real. São dados realmente impressionantes, afinal constata que dos 50 mil
pensamentos diários, apenas 8% são relevantes, por isto, devemos utilizá-lo
melhor, reeducá-lo, diariamente, para que possamos cada vez mais aproveitá-los
de uma forma útil e prazerosa para nós e todos os que nos cercam.
Grandes
cientistas usaram seus pensamentos em prol da humanidade. Graças à forma de
seus pensamentos chegamos ao progresso atual e para o futuro ainda iremos
progredir muito.
Hoje temos
todo tipo de informação que precisamos, seja pelos livros, internet, televisão,
podemos literalmente conhecer o mundo sem sair do lugar. Usemos essas
informações para um aprendizado e conhecimento que venham a engrandecer nosso
ser. Assim, criamos em nossa volta uma energia coesa com nossos pensamentos e
nossa conduta moral. Estando em estado de vigília constante saberemos destinar
melhor a mente para pensamentos relevantes.
Prece e
caridade:
E não
devemos esquecer que a melhor forma de nos manter em sintonia com a
espiritualidade Maior é através da prece, da reforma íntima, da pratica da
caridade, pois assim, estaremos criando sempre bons pensamentos
Grupo de
Estudos André Luiz.
Este artigo
foi publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição 24
“PODEMOS PLANEJAR A NOSSA PRÓXIMA REENCARNAÇÃO? ”
O
planejamento reencarnatório realiza-se durante o período de intermissão, muito
embora as correções de rumo possam ocorrer após o espírito ter reencarnado. O
planejamento da próxima encarnação, enquanto se está encarnado, propicia a
conclusão ou a interrupção de processos em curso que tenderiam a prejudicar o
espírito. Se, desde agora, ele vê que determinado processo o prejudicará nesta
e, principalmente, na próxima encarnação, retoma o controle da situação,
reprogramando ações para esta e para a outra. Não conseguindo realizar algumas
aspirações nesta, ele as adia para a próxima.
É claro que,
após a morte do corpo, quando estará o espírito liberto de suas contingências,
e tendo uma visão melhor a respeito de sua própria evolução, poderá alterar
tudo que planejou. Começando a planejar desde agora, o espírito se prepara
melhor para uma possível alteração no futuro.
O
planejamento antecipado servirá também como marcador para a próxima encarnação.
O espírito poderá, desde já, determinar-se a realizações benéficas no futuro.
Seu processo de reaprendizagem, comum na infância e adolescência, poderá ser
menor e mais fácil, se, desde já ele se programar a não esquecer ou a relembrar
o que já sabe..
Um
indivíduo, que já passou dos cinquenta anos, tendo uma profissão estável, sem
outros recursos para o sustento de sua família além dos dela provenientes,
sentindo-se inclinado a dedicar-se a outra atividade, que lhe desperte o
interesse, para a qual, porém, não possui a necessária qualificação;
reconhecerá, por isso, que qualquer aventura em mudar de profissão resultará na
falência de recursos para a família, o que poria em risco sua atual encarnação.
Após reflexões, ele deve adiar tal desejo para a próxima encarnação, quando,
numa época mais propícia, atenderá seu anseio. Ou então se esforçará para
capacitar-se de forma mais tranquila em prazo mais dilatado. Caso resolva
adiar, não deverá haver nenhuma frustração para o espírito que,
conscientemente, tomou a decisão.
Não é
incomum encontrar-se pessoas que mudaram suas vidas a partir de decisões
abruptas, cujas consequências puseram, desde já, em risco sua encarnação
futura. Qualquer um de nós tem esse direito, o qual se finda quando atingimos o
do outro, o que nos exige reflexão. É necessário planejar a atual (correção de
rumo) e a próxima encarnação, desde agora. É como fazer uma análise e balanço
da atual encarnação. Para se alcançar tal estágio são necessárias algumas
reflexões básicas. Em primeiro lugar deve-se fazer um retrato de si mesmo
quanto a certos aspectos fundamentais de sua própria vida, nesta encarnação. A começar
pelas qualidades que se tem. Enumere tudo aquilo que você sabe fazer, isto é, o
que tem aptidão. Coloque todas as habilidades que possui.
Verifique as
mínimas coisas que é capaz de realizar. Se você não conseguir enumerar todas ou
acha que está faltando alguma, peça auxílio a alguém que conheça sua
personalidade o suficiente para ajudá-lo nessa tarefa. Depois disso, descreva
sua personalidade. Fale de você. Do que você gosta, de suas emoções, de seus
sentimentos, dos seus conflitos e problemas. Fale das pessoas que têm influência
em sua vida. De seus pensamentos, de suas emoções mais íntimas. Fale de sua
infância, de seus pais, de sua convivência com os outros. Faça um breve relato
de sua vida até hoje. Descreva seus planos para o futuro. Fale do que você não
realizou, mas que ainda pensa em realizar.
O ideal
seria você escrever tudo isso. Não sendo possível, procure alguém em quem você
confie. Diga-lhe seus objetivos e fale tudo o que você quer. Não é tarefa
fácil. Mas é necessário desabafar tais conteúdos conscientes. Preferencialmente
procure alguém que saiba das instâncias sucessivas a que estamos sujeitos.
Fonte: Grupo
de Estudos André Luiz
sexta-feira, 12 de maio de 2017
“A MEDIUNIDADE DOS SANTOS”
O livro
“Mediunidade dos Santos” do espírita Clóvis Tavares é uma joia preciosa de
saber espiritual. Primeiro por que traz uma rica coleção de relatos sobre
fenômenos incomuns, geralmente associados à mediunidade, de indivíduos que
foram canonizados na Igreja e hoje são reconhecidos como santos.
No entanto,
após escrever o livro, Clóvis teve receio das reações conservadoras que esse
livro poderia gerar. Avesso a polêmicas e não desejando criar animosidades com
espíritas e católicos conservadores, Clovis optou em não publicar esta obra.
Mas parece que seu filho, Celso Vicente, não acatou a vontade do pai, que
chegou a cogitar queimar as folhas do livro. Por sorte do público ávido pelo
melhor entendimento e pelo estudo da universalidade do fenômeno mediúnico, o
livro foi mantido e até mesmo publicado pela Editora Prestígio e pela Editora
IDE.
Embora ainda
permaneça desconhecido pela maior parte dos espíritas, a obra contempla uma
ampla gama de casos de santos que apresentavam fenômenos espontâneos de
mediunismo. Chico Xavier se referiu a este livro como “uma obra de unificação,
e não de sectarismo”. Chico foi um dos que fez de tudo para que o livro fosse
publicado e assegurou a família que o livro era “a obra prima do Clóvis”. Ele
escreveu na primeira edição da obra que “O Evangelho é um livro de mediunidade
por excelência”.
No livro
Clóvis cita santos como Santa Teresa D´Ávila, São Pedro de Alcântara, Santa
Brígida (1302-1373), Teresa Neumann (1898-1962), Santa Margarida Maria
Alacoque, Dom Bosco, São Francisco de Assis, Santa Joana D´Arc, Santo Antônio
de Pádua, Vicente de Paulo (1581-1660), etc.
O fato de
estes indivíduos serem ícones da Igreja católica não altera em nada a
fenomenologia que apresentam, apenas se tem uma interpretação diferente de seus
prodígios. Como diz Clóvis Tavares “Nós reconhecemos a existência de Missionários
da Luz em todos os tempos e em todas as agremiações filosóficas ou religiosas
da Terra. Não importa o nome que os designe: benfeitores espirituais, como
comumente os chamamos, Missionários ou Santos, Gurus, Sufis, ou Arhats… Eles se
encarnam em todas as pátrias e desfraldam em todos os ambientes humanos a
bandeira da espiritualidade superior de que são intérpretes e mensageiros.
Naturalmente, condicionam sua linguagem ao seu meio e ao seu tempo, como também
é natural que sejam influenciados humanamente pela sua época e pelo seu
ambiente”.
Os
estudiosos da mediunidade sabem que ela não é um fenômeno restrito de nosso
tempo e cultura. Se assim fosse, ela seria apenas um produto da imaginação
humana que deseja enxergar o sobrenatural, e não estaria fundada na verdade.
Por este motivo, encontramos referências dos fenômenos mediúnicos em
praticamente todas as tradições, culturas, civilizações e tribos arcaicas. Essa
universalidade, quando avaliada de forma desapaixonada e sem ortodoxias,
permite uma apreciação mais clara e pura de como se processam os fenômenos que
o Espiritismo associa a mediunidade. Colher e apurar, com mente aberta, relatos
tradicionais e oficiais da Igreja sobre a mediunidade dos santos é entender com
mais profundidade esse universo gigantesco do potencial transcendente da
consciência humana.
Uma das
referências mais antigas sobre sonhos e visões pode ser encontrada no Velho
Testamento, nos sonhos e visões do profeta Daniel. Vemos escrito que “Quanto a
estes quatro jovens, Deus lhes deu o conhecimento e a inteligência em todas as
letras, e sabedoria; mas a Daniel deu entendimento em toda a visão e sonhos”.
(1:17) e ainda “Então foi revelado o mistério a Daniel numa visão de noite;
então Daniel louvou o Deus do céu. Daniel” (2;19). Daniel apresenta também o
fenômeno da precognição, visão do futuro, quando prevê a queda do império persa
e o destino do povo hebreu. Esta é apenas uma referência de muitas que poderiam
ser citadas do fenômeno da profecia, ou conhecimento do futuro, encontrada na Bíblia.
Este, porém, não é um fenômeno mediúnico, mas algo produzido pela visão
psíquica do próprio indivíduo. Não há aparentemente nenhuma intervenção
espiritual na produção dessa visão. As visões que teve em sonhos, por outro
lado, pode ser anímica (do próprio espírito) ou mediúnica (de um espírito
alheio) dependendo das circunstâncias do sonho.
Hugo Lapa
"O ESPIRITISMO E OS EXTRATERRESTRES"
Apesar de
pouco conhecida, a ligação do espiritismo com a ideia de possíveis seres
extraterrestres é antiga. Allan Kardec, codificador da doutrina, já em 1868 se
referia à existência de vida inteligente em outros mundos. Depois dele, muitos
autores espíritas voltaram a falar do assunto. Mas, curiosamente, nada se fala
a respeito das naves extraplanetárias usadas pelos alienígenas em suas viagens:
os enigmáticos discos voadores.
“Deserto
inimaginável estende-se além das estrelas. Lá, em condições diferentes das do
vosso planeta, novos mundos revelam-se e desdobram-se em formas de vida, que as
vossas concepções não podem imaginar, nem vossos estudos comprovar”.
“Aquele que
vem de vosso sistema depara-se com a ação de outras leis regendo as
manifestações de vida. Os novos caminhos que se apresentam em tão singulares
regiões abrem-nos surpreendentes perspectivas.”
“Se nos
transportarmos além de nossa nebulosa, vemos que nos cercam milhões de sóis e
um número ainda maior de planetas habitados.”
Esses
períodos foram extraídos do capítulo 6 da
A Gênese, obra codificada pelo
francês Allan Kardec, codificador do espiritismo. Estas e outras passagens de
sua obra evidenciam uma aceitação da existência de vários planetas e da possibilidade
de serem habitados. No parágrafo 54 do capítulo A Vida Universal, ele escreve:
“Que as obras de Deus sejam criadas para o pensamento e a inteligência; que os
mundos sejam moradas se seres..., são questões que já não nos causam dúvidas”.
Mas adiante, no parágrafo 56, lemos: “Se os astros que se harmonizam e seus
vastos sistemas são habitados por inteligências, estas não se desconhecem. Pelo
contrário, trazem marcado na fronte o mesmo destino e hão de se encontrar,
temporariamente, segundo suas funções de vida, e isto poderá ocorrer de novo,
segundo suas simpatias mútuas”.
Os espíritas
aceitam a existência de vidas e inteligências extraterrenas. Não creem que os
inúmeros planetas existentes sejam matéria inerte e sem vida. Mas, isso não
significa que pensem ser a vida nestes mundos igual à terrena. Já em 1868 A
Gênese alertava o homem para que não visse, em torno de cada sol, sistemas
planetários iguais ao seu e, também, para o fato de lá não existirem somente
três reinos... “Assim como o rosto de nenhum homem é igual ao de outro”, dizia
Kardec, “da mesma forma são diversas as civilizações espalhadas pelo espaço.
Elas divergem segundo as condições que lhes foram prescritas e de acordo com o
papel que cabe a cada uma no cenário universal”.
Estas
observações, feitas há mais de um século, estão de acordo com L. B. Taylor e
seu livro For All Mankind, no capítulo Interplanetary Ambassadors, onde diz:
"Não existem dois planetas iguais, e há grandes diferenças entre seus
satélites. Cada um está num estágio, tem uma história e terá um futuro
diferente. Considerando como um todo, o sistema solar é comparável a um
laboratório rico em quantidade e variedade de espécies". E o humano é uma
delas!
Ainda em A
Gênese, ao falar dos seres humanos e dos extraterrestres, Kardec diz que no
intervalo de suas existências corporais “os desencarnados formam a população
espiritual da Terra”. Segundo ele, a morte e o nascimento fazem com que as duas
populações – os encarnados (vivos) e os desencarnados (espíritos) – se
completem constantemente. Contudo, quando a Terra ou outro mundo necessitam de
renovação ocorrem épocas de grandes calamidades que provocam imigrações e
emigrações. Ele observa, ainda, que esta troca populacional pode não se
realizar num só planeta – como entre a Terra e o plano espiritual que lhe é
próprio – mas entre este e um outro qualquer.
Os espíritos
falam sobre os extraterrestres
Por várias
vezes, artigos publicados na Revista Espírita descreveram extraterrestres e
falaram sobre seus costumes, moradias, alimentação e meios de transporte e
comunicação. Sobre os seres de Júpiter, por exemplo, podemos ler que “a
conformação física é quase igual á nossa, mas menos densa e com um peso
específico menor”. A densidade de seus corpos é tão pequena que pode ser
comparada aos nossos fluidos imponderáveis, tendo o aspecto vaporoso, imaterial
e luminoso, principalmente nos contornos do rosto e da cabeça. Este brilho
magnético é semelhante àquele que os artistas simbolizaram na auréola dos
santos. Como a matéria desses corpos é mais depurada, com a morte ela se
dissipa sem passar pelo estado de decomposição pútrida. O “homem” de Júpiter é
grande, maior que o terráqueo; seu desenvolvimento é rápido; e sua infância
dura apenas alguns meses.
A duração de
sua vida equivale a cinco de nossos séculos.
Quando à
locomoção, é fácil e obtida pelo esforço de vontade, pois, como a densidade do
corpo jupteriano é pouco maior do que a atmosférica, ele se liberta facilmente
da atração planetária. Enquanto aqui andamos, eles deslizam pela superfície com
a facilidade de um pássaro no ar.
Victorien
Sardou, jovem literato contemporâneo de Allan Kardec, desenhou diversas cenas
jupterianas. Desenhista sem habilidade foi, segundo diz, influenciado por um
habitante de Júpiter que, séculos antes, havia morado na Terra, onde fora
oleiro r chamara-se Bernard Palissy. Através de médium Sardou, Palissy não
apenas fez um grande número de pinturas onde retratava habitações,
personalidades e cenas do dia-a-dia, como menos também falou e explicou que,
desde que um ser possua um corpo físico, por menos que um denso que seja,
necessita não somente de alimentação e vestuário, mas, ainda, de moradia e
organização social.
As
descrições que Palissy fez de Júpiter são curiosas. Disse que a atmosfera desse
planeta é diferente da terrestre. A água do planeta é mais etérea, parece-se
mais ao vapor, e a matéria, como a conhecemos, quase não existe. Algumas
plantas assemelham-se às nossas, e existem flores com uma textura tão delicada
que as torna quase transparentes.
Ao falar
sobre as habitações, Palissy disse que o material com o qual são construídas as
casas do planeta funde-se sob a pressão dos dedos humanos, como se fosse neve,
e que este é um dos materiais mais resistentes do lugar.
As vidraças
são feitas por uma espécie de vidro líquido e colorido que endurece ao tomar
contato com o ar. Palissy disse que “a imobilidade das moradias era um entrave,
e por isso descobriu-se uma maneira de fazê-las leves e transportáveis a
qualquer lugar do planeta".
Segundo ele,
durante certas épocas do ano, o céu fica obscurecido por uma nuvem de “casas”
que vêm do todos os pontos. "É um passar ininterrupto de moradias de
várias formas, cores e tamanhos. Somente quando finda a temperada, o céu fica
livre destes curiosas pássaros.
Os jupiterianos
comunicam-se, normalmente, por telepatia, mas também se utiliza da linguagem
articulada. A Segunda visão (clarividência), têm permanentemente. O estado
rotineiro deles pode ser comparado ao de um “sonâmbulo lúcido”, e é por isso
que podem comunicar-se conosco com uma facilidade maior que habitantes de
mundos mais grossos e materiais".
Quando se
perguntou a Kardec sobre as condições de luz e calor nos mundos extraterrenos,
ele respondeu que a existência nesses lugares deve ser apropriada ao meio em
que se vive. “Que impossibilidade haveria para a eletricidade ser mais
abundante do que na Terra e desempenhar papéis cujos efeitos não compreendemos?
Esses mundos podem conter em si mesmos as fontes de luz e calor de que
necessitam”, disse ele.
Literatura espírita
não menciona naves espaciais
Entretanto,
não foi só Kardec que se manifestou a respeito do tema. Antes dele, Margeret,
uma das irmãs Fox que deram origem ao espiritismo na América, havia mencionado
o assunto. Posteriormente, numerosas mensagens surgiram em diversas partes do
globo. No Brasil, o médium Chico Xavier psicografou mensagens enviadas pelo
espírito do jornalista brasileiro Humberto de Campos e por Maria João de Deus.
Ercílio Maes recebeu, do espírito Ramatis, A Vida no Planeta Marte. Nesta obra,
Ramatis explica que o marciano não apresenta as mesmas características
substanciais do terráqueo, pois, apesar de Ter a mesma forma, vibra num plano
mais energético que material. Seu mundo situa-se num campo vibratório adequado
a seu corpo físico, ou seja, é menos material que o nosso.
José Neufel
diz que, “de acordo com a ciência, planos vibratórios podem sobrepor-se ou
interpenetrar-se. Nosso aparelhamento sensorial é apto à percepção de fenômenos
materiais situados entre as fronteiras do plano vibratório em que vivemos.
Normalmente, não podemos transpô-las e penetrar em outro planos vibratórios e
outros graus energéticos. Logo, o fato de não percebemos certas vibrações não
significa que inexistam, mas apenas que estão aquém ou além dos limites de nosso
mundo sensorial. Se formos a Marte ou a qualquer outro planeta, é provável que
os consideremos inteiramente desértico ou sem vida. Não é impossível, todavia,
que eles existam, num outro plano vibratório, mundos organizados e muito mais
adiantados que o nosso, imperceptíveis aos nossos sentidos”.
Na
literatura espírita, não encontramos qualquer menção às naves espaciais
avistadas por pessoas d todos os lugares do mundo. Chico Xavier, no livro Nosso
Lar, fala do “aerobus” mas, como a obra trata do mundo espiritual do nosso
planeta, não a comentaremos num texto sobre ufologia. Também as vozes
paranormais gravadas em fitas aludem a maios de transporte mas, segundo
pesquisadores, elas não originárias de planos espirituais próximos à Terra, e
por isso também fogem um pouco do tema deste artigo.
Assim,
apesar de aceitar a existência de diversos planetas habitados, o espiritismo
ainda não oferece explicações sobre locomoção dos extraterrestres por meio de
naves espaciais, nem sobre alguns “seqüestros” registrados. As comunicações
existente entre o homem e habitantes de outro planeta podem, segundo o
espiritismo, ser feitas por intermédio de médiuns que recebem mensagens de
espíritos que estão em comunicação com os extraterrestres.
Encerraremos
este artigo citando os dois últimos parágrafo da obra de José Neufel, Buscando
Vida nas Estrelas, onde ele sintetiza, muito bem, o pensamento dos espíritas:
“O homem, na sua extrema vaidade e seu inescondível orgulho, considera-se o rei
da criação, quando, na realidade, é um ser ainda no início da escala evolutiva
universal”.
“É esta
convicção que o espiritismo procura transmitir, bem como o sentimento do que,
ao melhorarmos nosso íntimo retificarmos
nossas falhas e imperfeições, aprimoramos nossos espíritos em múltiplas e sucessivas
existências, subimos na escala evolutiva e conquistamos o direito de viver em
mundos melhores, migrando por planetas, estrelas e galáxias, numa apoteose
gloriosa e sublime da ascensão espiritual.”
Fonte: Por
Elsie Dubugras-Blog Cartas de Ouro
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