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quinta-feira, 29 de junho de 2017
“QUANDO A MORTE CHEGA E LEVA CONSIGO UM DOS NOSSOS AMORES...”
Quando a
morte chega, com sua face negra e leva consigo um dos nossos amores, o coração
se parte.
É tão grande
a dor que parece que o ar nos falta, que o mundo perdeu para sempre o colorido.
E nada há, ao nosso redor, que nos interesse.
Que importam
nossas posses, compromissos, honrarias? Que importa a festa programada com
tanto zelo e antecedência?
Nosso mais
precioso tesouro foi arrebatado. Não mais ouviremos sua voz, nem a cristalina
cascata do seu riso.
Em vão
nossos braços tentarão abraçar-lhe a silhueta, que se foi para os campos da
Espiritualidade.
No entanto,
a dor que parece destroçar-nos o ser, não nos mata. Prosseguimos vivendo.
A madrugada
rompe as trevas e o sol se apresenta, com seu carro de ouro, cavalgando a
luminosidade extraordinária do dia.
Os pássaros
cantam nas ramadas. O joão-de-barro anda pelo jardim, à cata de alimento e
material para sua casa, no alto da árvore.
O vento
passa sibilante, arrancando as folhas do arvoredo e atapetando o chão com
flores coloridas, colhidas dos galhos generosos.
Tudo
continua. As pessoas vão ao trabalho, enfrentam o trânsito, comparecem aos
bancos escolares, discutem, vivem.
Mas, aquele
pai, de pouco mais de cinquenta anos, desesperou-se quando a filha Anna Laura
morreu em um acidente.
Tudo foi tão
rápido, tão brusco, tão inesperado. Quem, afinal, em sã consciência, cogita,
algum dia, que sua filha poderá lhe ser arrebatada dos braços em um infeliz
acidente?
Contudo, ele
e a esposa optaram por homenagear a filha querida, perpetuando-lhe a memória no
tempo, para si e para muitas outras pessoas.
Tiveram a
ideia e criaram parques para crianças com mobilidade reduzida e/ou alterações
sensoriais e intelectuais.
O processo
de lidar com a perda se tornou menos difícil a partir desse momento.
Se a dor
diminuiu? Sim, diz o pai. A sensação de ajudar ao próximo é de prazer e isso
acaba diminuindo a dor e ajudando na superação do acontecimento, proporcionando
conforto e vontade de viver.
Ele compara
a morte da filha a uma batalha perdida. Mas a vida continua, complementa
Cláudia, a mãe.
Assim, Anna
Laura vive nas homenagens que beneficiam a muitas crianças e seus pais.
Quando
saímos de nós mesmos e nos interessamos pelo próximo, atraímos para nós
atenções espirituais, que nos sustentam ante dores profundas.
O amor de
Deus, que se multiplica no mundo, graças às nossas mãos, nos beneficia, em
primeiro lugar, porque o bem faz bem, primeiramente, a quem o pratica.
Exatamente
como quando, em plena escuridão, se acende um fósforo ou um lampião, somos os
primeiros a recebermos a luz, a nos iluminarmos.
E, para quem
partiu, ter sua lembrança associada a benefícios a terceiros, traz igualmente
recompensa. Toda vez que alguém, agradecido, ergue sua alma em prece, pelo bem
recebido, alcança aquele que indiretamente se tornou o agente disso tudo.
É uma doce
forma de perpetuar a memória de quem se ama.
E, sim, há
muitas formas de se superar a própria dor. Amar o próximo e importar-se com
ele, dedicar-se a quem tem carências de qualquer ordem, é, com certeza, uma das
mais belas formas de superação.
Redação do
Momento Espírita, com base no artigo
Do desafio à
superação, de Willian Bressan,
do Jornal
Gazeta do Povo, de 20.9.2015.
Em 1.2.2016.
“ONDE FICAM AS CRIANÇAS NO MUNDO ESPIRITUAL?”
Como
explicar a situação da criança, cuja vida material se interrompe? E por que
esse fato ocorre? Duas indagações que surgem naturalmente ao nos depararmos com
a morte na infância.
Allan Kardec
[LE-qst 199] registra o pensamento dos Espíritos Superiores:
"A
duração da vida da criança pode ser, para seu Espírito, o complemento de uma
vida interrompida antes do tempo devido, e sua morte é frequentemente uma prova
ou uma expiação para os pais."
Observamos
pelo exposto que a morte prematura está quase sempre vinculada a erro grave de
existência pretérita: almas culpadas que transgrediram a Lei geral que vige os
destinos da criatura e retornam à carne para recomporem a consciência ante o
deslize. São, muitas vezes, ex-suicídas (conscientes ou inconscientes) que
necessitam do contato com os fluidos materializados do planeta, para refazerem
a sutil estrutura eletromagnética de seu corpo espiritual.
Lembram
ainda os Benfeitores que os pais estão igualmente comprometidos com a Lei de
Causa e Efeito e, na maioria das vezes, foram cúmplices ou causadores indiretos
da falta que gerou o sofrimento de hoje.
Emmanuel
[Criança no Além-prefácio] afirma:
"Porque
a desencarnação de crianças, vidas tolidas em flor?
Muitos
problemas observados exclusivamente do lado físico, assemelha-se a enigmas de
solução impraticável; entretanto, examinados do ponto de vista da imortalidade
e do burilamento progressivo da alma, reconhecer-se-á que o Espírito em
evolução pode solicitar conscientemente certas experiências ou ser induzido a
ela em benefício próprio.
Nas
realizações terrestres, é comum a vinculação temporária de alguém a determinado
serviço por tempo previamente considerado.
Há quem
renasça em limitado campo de ação para trabalho uniforme em decênios de
presença pessoal e há quem se transfira dessa ou daquela tarefa para outra, no
curso da existência, dependendo, para isso, de quotas marcadas de tempo.
Encontramos amigos que efetuam longos cursos de formação profissional em
lugares distantes do recanto em que nasceram e outros que se afastam, a prazo
curto, da paisagem que lhes é própria, buscando as especializações de que se
observam necessitados. E depois destes empreendimentos concluídos, através de
viagens que variam de tipo, segundo as escolhas que façam, ei-las de regresso
aos locais de trabalho em cuja estruturação se situam.
Esta é a
imagem a que recorremos para que a desencarnação de crianças seja compreendida,
no plano físico, em termos de imortalidade e reencarnação."
Casos, no
entanto, existem que não estão inseridos no processo de Ação e Reação e
configuram sim, ações meritórias de Espíritos missionários que renascem para
viverem poucos anos em contato com a carne em função de tarefas espirituais. É
o que afirma André Luiz:
"Conhecemos
grandes almas que renasceram na Terra por brevíssimo prazo, simplesmente com o
objetivo de acordar corações queridos para a aquisição de valores morais,
recobrando, logo após o serviço levado a efeito, a expectativa apresentação que
lhes era custumeira."
CRIANÇAS NO
PLANO ESPIRITUAL
Com relação
à posição espiritual dos Espíritos que desencarnam na infância, André Luiz
informa-nos que todos eles são recolhidos em Instituições apropriadas, não se
encontrando Espíritos de crianças nas regiões umbralinas.
Há inúmeras
descrições espirituais de Escolas, parques, colônias e instituições diversas
consagradas ao acolhimento e amparo às crianças que retornam do Planeta através
da desencarnação.
Chico
Xavier, analisando a situação espiritual e o grau de lucidez desses Espíritos
diz:
"Os
benfeitores espirituais habitualmente nos esclarecem que a criança desencarnada
no Mais Além, recobra parcialmente valores da memória, quando na condição de
Espírito, tenha já entesourado alta gama de conhecimentos superiores, com pouco
tempo depois da desencarnação, conseguindo, por isso, formular conceitos e
anotações de acordo com a maturidade intelectual adquirida com laborioso
esforço.
O mesmo não
acontece com o Espírito que ainda não adquiriu patrimônio de experiência mais
dilatados, seja por estar nos primeiros degraus da evolução humana ou por
essência de aplicação pessoal ao estudo e a observação dos acontecimentos.
Para o
Espírito nesse estágio, o desenvolvimento na vida espiritual é semelhante ao
que se verifica no plano físico em que o ser humano é compelido a aprender
vagarosamente as lições da existência e adiantar-se gradativamente, conforme as
exigências do tempo."
André Luiz
[Entre a Terra e o Céu] vai pronunciar-se da mesma forma: "Acreditamos que
o menino desencarnado retomasse, de imediato, a sua personalidade de adulto ...
Em muitas situações, é o que acontece quando o Espírito já alcançou elevado
estágio evolutivo.
Contudo,
para a grande maioria das crianças que desencarnaram, o caminho não é o mesmo.
Almas ainda encarceradas no automatismo inconsciente, acham-se relativamente
longe do autogoverno. Jazem conduzidos pela Natureza, à maneira de criancinhas
no colo materno. É por esse motivo que não podemos prescindir de períodos de recuperação,
para que se afasta do veículo físico, na fase infantil."
Fonte: Fórum
Espirita
quarta-feira, 28 de junho de 2017
“SOBRE O ESPIRITISMO E OS ESPÍRITOS”
O
Espiritismo é, ao mesmo tempo, uma ciência de observação e uma doutrina
filosófica.
Como ciência
prática, consiste nas relações que se podem estabelecer com os Espíritos; como
filosofia, compreende todas as consequências morais decorrentes dessas
relações.
Os Espíritos
não são, como muitas vezes se imagina, seres à parte na criação; são as almas
dos que viveram na Terra ou em outros mundos.
As almas ou
Espíritos são, pois, uma só e mesma coisa; donde se segue que quem quer que
creia na existência da alma, por isso mesmo crê na dos Espíritos.
Negar os
Espíritos seria negar a alma.
Em geral se
faz uma ideia muito falsa do estado dos Espíritos.
Eles não
são, como alguns pensam, seres vagos e indefinidos, nem chamas, nem fantasmas
como nos contos de aparições.
São seres
semelhantes a nós, possuindo um corpo como o nosso, mas fluídico e invisível em
estado normal.
Quando a
alma está unida ao corpo durante a vida, tem um envoltório duplo: um pesado,
grosseiro e destrutível, que é o corpo físico; outro fluídico, leve e
indestrutível, chamado perispírito.
O
perispírito é o laço que une a alma ao corpo; é por seu intermédio que a alma
faz o corpo agir e percebe as sensações que este experimenta.
A união da
alma, do perispírito e do corpo material constitui o homem. A alma e o
perispírito, separados do corpo, constituem o ser chamado Espírito.
A morte é a
destruição do invólucro corporal.
A alma o
abandona como quem deixa uma roupa usada, ou como a borboleta, que deixa a sua crisálida;
mas conserva o seu corpo fluídico, seu perispírito.
O
Espiritismo é muito claro ao revelar aos homens fenômenos naturais aos quais
sempre se submeteu, mas que nunca antes pode analisar e entender.
Essa ciência
de observação faz com que os fatos e verdades apresentados sejam irrefutáveis.
Essa
doutrina filosófica dispõe regras de bem proceder, orientando os seres para uma
conduta rumo à sua própria felicidade.
Regras que têm
por alicerce maior a mensagem cristã, insuperável e inquestionável em todos os
tempos.
Colocando-nos
em contato com o Criador ainda, mostra-se como a religião por excelência, no
mais puro significado deste vocábulo.
O fim essencial
do Espiritismo é tornar melhores os homens.
Nele
encontraremos o que possa concorrer para o seu progresso moral e intelectual.
A crença no
Espiritismo só é proveitosa àquele de quem se pode dizer: Vale mais hoje do que
ontem.
Isso implica
entender que toda doutrina filosófica, toda religião, só fará sentido se
promover o homem, se auxiliá-lo em sua melhoria.
Se servir
apenas de fuga da realidade, de status social, de cabedal intelectual, de nada
servirá.
Estamos
aqui, na Terra, para o aprimoramento íntimo. Para sermos melhores do que já
fomos. Para crescermos um tanto mais no amor.
Redação do
Momento Espírita .
“A MORTE NÃO É O FINAL, EU APENAS PASSEI PARA O OUTRO LADO DA SALA.”
A morte não
é o final.
Eu somente
passei para a sala seguinte. Nada aconteceu. Tudo permanece exatamente como
sempre foi.
Eu sou eu,
você é você, e a antiga vida que vivemos tão maravilhosamente juntos, permanece
intocada, imutável.
O que quer
que tenhamos sido um para o outro, ainda somos.
Chame-me
pelo antigo apelido familiar. Fale de mim da maneira como sempre fez. Não mude
o tom. Não use nenhum ar solene ou de dor.
Ria como
sempre o fizemos juntos. Brinque, sorria, pense em mim, reze por mim.
Deixe que
meu nome seja uma palavra comum em casa, como sempre foi. Faça com que seja
falado sem esforço, sem sombra.
A vida
continua a ter o significado que sempre teve.
Existe uma
continuidade absoluta e inquebrável. A ligação não foi interrompida.
O que é a
morte?
Por que
ficarei fora dos seus pensamentos apenas porque estou fora do alcance da sua
visão?
Eu não estou
longe, apenas estou do outro lado do caminho.
Estou
simplesmente à sua espera, como num intervalo bem próximo, na outra esquina.
Você que aí
ficou, siga em frente. A vida continua bela, como sempre foi.
Tudo está
bem.
A morte é
somente a cessação da vida orgânica. É apenas o fim do corpo físico e de mais
uma etapa da programação Divina.
A essência
humana sobrevive para além da vida física, pois o Espírito não tem fim. Somos
imortais.
A morte vem
apenas nos dizer que chegou o momento da alma retornar à vida plena e
verdadeira.
Mostra-nos
que o Espírito se despediu do corpo que o abrigou durante a jornada terrestre
para se elevar a outras dimensões e continuar sua trajetória evolutiva.
A afeição
real, de alma a alma, é durável, e também sobrevive à destruição do corpo.
Apenas as afeições de natureza carnal se extinguem com a causa que lhes deu
origem.
O amor que
nutrimos uns pelos outros continuará existindo na Espiritualidade.
Ao
desencarnarmos, seremos recebidos do outro lado da vida por aqueles a quem
estamos ligados por laços de afeto e que desencarnaram antes de nós.
Será o
momento de rever seres amados que nos aguardam.
O reencontro
na Espiritualidade ou em vidas futuras, através de uma nova encarnação, haverá
de acontecer.
E todas as
vezes que a saudade daquele que partiu parecer maior do que nossas forças
possam suportar, busquemos o lenitivo da oração.
Nossas
preces alcançam os seres amados onde quer que estejam, levando até eles nossas
melhores vibrações.
E, para que
possamos sentir as vibrações enviadas pelo pensamento dos amores que hoje vivem
em outras dimensões, aquietemos nossas mentes e corações. Com certeza, experimentaremos
algum conforto.
A prece é
mecanismo abençoado que nos aproxima de Deus e dos afetos que estão distantes.
Redação do
Momento Espírita
terça-feira, 27 de junho de 2017
“ALCOOLISMO: OBSESSÃO ESPIRITUAL SOBRE OS ALCOÓLATRAS. UM ENFOQUE ESPIRITUALISTA”
As drogas,
de maneira simplificada, podem ser classificadas em três grandes grupos: drogas
estimulantes, entorpecentes e alucinógenas.
O álcool
acha-se incluído no grupo das drogas entorpecentes. Chamam-se entorpecentes
drogas que retardam ou desaceleram a atividade do sistema nervoso central, são
tranquilizantes, anestésicos ou soníferos.
Embora o
álcool possa, inicialmente, dar uma sensação de bem estar, com o passar do
tempo passa a alterar a química do organismo tornando-se indispensável ao
indivíduo que física e psiquicamente torna-se dependente ou prisioneiro do
álcool. Seu uso constante passa a gerar um estado de desânimo com perda do
interesse pelo trabalho, pelo estudo e pela vida.
Estudos
desenvolvidos pela pediatria demonstram que a principal causa da existência de
jovens alcoolistas é a falta de núcleo familiar organizado e estável.
Muitas vezes
o álcool surge como mecanismo de fuga dos jovens à solidão em que vive desde
criança. A falta de amor em família provoca desajustes que frequentemente
desaguam no alcoolismo. As frequentes separações dos pais, o abandono do lar
por um deles, ou as energias de conflito graves entre os genitores é causa mais
flagrante da busca do álcool pelo jovem.
O
alcoolismo, além de grandes lesões nos órgãos do viciado, determina sérios
problemas aos recém-nascidos quando a gestante é usuária da droga. O álcool
pode causar lesões no feto que se desenvolve no útero materno, podendo chegar a
causar a chamada “Síndrome do Alcoolismo Fetal”, com deficiência mental, atraso
do desenvolvimento, defeitos cardíacos e inclusive microcefalia (cérebro
pequeno).
O dependente
do álcool, além de estar física e mentalmente prejudicado, traz inúmeros
problemas para a sociedade, criando atritos, brigas e frequentemente se
envolvendo com amizades que o levam a ambientes onde o crime espreita.
Sob o ponto
de vista espírita um dos aspectos a ser considerado é a obsessão espiritual
sobre os alcoólatras. O dependente do álcool é, em muitos casos, acompanhado
por dois tipos de obsessores: os ectoparasitas, e os endoparasitas espirituais.
Chamam-se
ectoparasitas aqueles espíritos que costumam frequentar bares ou locais de bebedeira
se alimentando dos vapores etílicos que absorvem para seu corpo espiritual. Os
endoparasitas espirituais são de mais grave conseqüência, pois se ligam ao
corpo espiritual (perispírito) do beberrão, prendendo-se ao chakra esplênico do
mesmo, onde vampirizam o fluido vital (energia vital ).
O alcoolista
crônico costuma ser rodeado de larvas energéticas que se fixam ao seu
perispírito. Fato este descrito por autores espirituais e também observados por
videntes.
Quando o
viciado ingere álcool, há uma expansão de sua consciência e as energias ou
fluidos desequilibrados, que se encontravam retidos, saem para a superfície da
sua aura, atraindo os perseguidores espirituais.
O alcoolismo
é um triste flagelo da humanidade e, como tal, necessita de urgentes providências
por parte de todos nós que estamos livres deste pesadelo.
Trabalhemos
pelo próximo orientando-o. Desenvolvamos a amizade e o amor, que o álcool não
será destruidor da saúde, da paz e da harmonia familiar.
DR. RICARDO
DI BERNARDI
“DOENÇAS CÁRMICAS”
A palavra
carma vem do sânscrito, antigo idioma hindu consagrado aos cultos nos templos
iniciativos, e significa causa e efeito ao mesmo tempo. Expressa a lei segundo
a qual toda causa gera um efeito equivalente em sentido contrário, abrangendo o
próprio destino do homem. Este conceito está de acordo com o que ensina Allan
Kardec no livro O Céu e o Inferno, página 88, item 9: "Toda falta
cometida, todo mal realizado é uma dívida contraída que deverá ser paga; se não
o for em uma existência, sê-lo-á
na seguinte ou seguintes, porque todas as
existências são solidárias entre si. Aquele que se quita numa existência não
terá necessidade de pagar segunda vez".
A mesma
conotação encontra-se no Evangelho, quando afirma: "Em verdade, em verdade
vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado". (Jo 8, 34)
Contrair dívida ou ser servo do pecado significa prender-se a faltas do
passado, manter-se estagnado sem condições de retomar o caminho da evolução
espiritual. Um dos recursos que a Natureza emprega para realizar a libertação
das faltas cometidas de doenças ou outras modalidades de perturbações que podem
ocorrer na mesma existência ou em existência futura.
Desse modo,
se compreende que o carma não tem a finalidade de punir, mas de harmonizar
espiritualmente o ser humano, com a lei da evolução, libertando-o da estagnação
causada pelas faltas cometidas. Todos os pensamentos, emoções, sentimentos e
atos praticados pela pessoa, durante sua existência atual, geram carmas
específicos que se somam ao carma que traz de vidas passadas, e cujos efeitos
expressam o saldo favorável ou desfavorável que incide na vida presente.
Nenhum acaso
rege o destino das pessoas. É a lei do carma que a tudo coordena, ajusta e
realiza, no nível perispiritual, registrando tanto as ações favoráveis como as
desfavoráveis da vida de cada um. Se a dor ou o infortúnio, sem causa aparente,
batem à porta, não são devidos ao castigo de Deus, nem à fatalidade de um
destino cruel. São, na maioria das vezes, o resultado de ações inflexíveis,
segundo as quais a colheita de cada um é obrigatória, em decorrência do que
semeou nesta vida ou em vidas pregressas, visto ter o carma a finalidade de reajustar
as criaturas à harmonia universal.
A Lei do
Carma pode ser entendida como decorrente da Lei de Causa e Efeito, do retorno
ou reciprocidade, segundo a qual toda ação praticada tem o seu retorno
equivalente e em sentido contrário. Esta lei tem sua conotação no Evangelho
quando afirma que "a cada um será dado segundo as suas obras"(Mt, 16,
27; Ap 22,12) Na Natureza, essa lei é clara, e ninguém espera colher milho se
plantou feijão.
Segundo a
Lei do Carma, se a pessoa não tem disciplina mental para controlar os seus atos
e cometer faltas durante sua existência, terá que enfrentar suas consequências
na própria vida ou em vida futura, pois as mesmas se manterão registradas no
perispírito e se manifestarão como problemas de retorno nesta existência, ou como
doenças ou perturbações cármicas em vida futura.
Se a pessoa
cometeu alguma falta em relação ao seu próprio organismo, prejudicando-o de
diferentes maneiras, como ocorre pelo uso de drogas, entregando-se aos vícios,
à concupiscência e aos desregramentos pessoais, ou se prejudicou os seus
semelhantes e, particularmente, os seus familiares, aos quais tem a
responsabilidade de ajudar, ou se lesou, de alguma forma, a Natureza que a
acolhe dadivosamente, deverá receber como retribuição, algumas vezes na própria
vida ou, certamente, na vida futura, o sofrimento que lhe corresponde como
forma de ressarcir a referida falta, à qual está ligada pelos vínculos da Lei
de Causa e Efeito.
1 - Causas
das Doenças Cármicas
As faltas
cometidas no passado, que podem ser responsáveis pelas doenças cármicas, estão
entre os vícios, como os causados pelo cigarro, pelas bebidas alcoólicas, pelas
drogas, e mesmo pelo uso, sem controle, de medicamentos psicotrópicos,
utilizados no tratamento de distúrbios mentais; a agressividade humana, como a
violência, a maldade, o sequestro, o estupro, o roubo, o assalto, o terror, o
homicídio, a exploração dos semelhantes nas suas diferentes modalidades; o
suicídio premeditado, o sacrifício do organismo por privações inúteis e outras
formas de agressão ao próprio corpo; o hábito de se entregar a pensamento
negativos, como os impregnados por emoções de ódio, ciúme, inveja, raiva,
tristeza, calúnia, insatisfação; os desvios da sexualidade e os estados de vida
pautados na ociosidade, no mau emprego de posições de responsabilidades social
ou administrativa, prejudicando os semelhantes e constituindo mau exemplo para
a sociedade.
As faltas
cometidas no passado, responsáveis por sofrimentos que ocorrem na vida atual,
podem ter sido cometidas pela própria pessoa ou pelos seus familiares, visto
existirem laços espirituais muito estreitos entre os mesmos. Esses laços devem
ser mantidos sempre que possível, pela afeição que deve unir as pessoas, visto
ser a família a escola primeira, para a vivência do amor fraterno entre os
seres humanos.
Todas as
pessoas têm vínculos muito profundos com os seus familiares, vínculos que transcendem
a existência atual, de sorte que a dor que as açoita pode decorrer não apenas
de fatores oriundos de si mesmas, também, de seus entes queridos, como lembra a
mensagem sobre o cego de nascença cujo mal poderia ter sido causado por si
mesmo ou pelos seus familiares. (Jo 9, 1-3)
Além dos
vínculos familiares, as pessoas tem relacionamentos coletivos. Elas podem ter
ajudado ou prejudicado outras criaturas, razão pela qual, além do carma
individual, existe o carma familiar e o carma coletivo. O carma coletivo
explica como, na ocorrência de acidentes, catástrofes, muitas pessoas podem
estar envolvidas no mesmo sofrimento, sem ser por acaso. Não é só a má
sementeira que produz maus frutos. Certos comportamentos aparentemente
inofensivos podem ser danosos à própria alma, como o não aproveitamento das
oportunidades que lhe foram proporcionadas durante a existência terrena, geram,
igualmente, má colheita no futuro.
Do mesmo
modo, a inatividade, a inércia, a ociosidade, a preguiça física e mental, são
igualmente nocivas à alma, que não pode manter-se estagnada em face das leis às
quais está vinculada. Toda pessoa em condições de saúde compatíveis com a
realização de alguma modalidade de trabalho, deve esforçar-se para ser útil a
si mesma e ao próximo.
2 -
Manifestações das Doenças Cármicas
Respeitadas
as leis da hereditariedade, o espírito atua no ser humano como modelo
organizador biológico, desde a formação da célula-ovo, transmitindo para o
corpo físico as impressões registradas no perispírito, oriundas das ações
cometidas pela própria alma em vida pregressa. Assim, certas malformações e
males congênitos e a predisposição para um grande número de doenças e
transtornos que ocorrem durante a vida, são causados pela atuação do espírito,
que projeta no organismo, desde o momento de sua formação, o conteúdo do bem ou
do mal que estiver registrado nas malhas do seu perispírito.
As doenças
cármicas podem acometer as pessoas em todas as idades, e seu reconhecimento não
é feito pelos recursos para diagnósticos comumente utilizados na Medicina, os
quais se apresentam repetidamente negativos. A compreensão das mesmas está
relacionada a fatores que têm suas causas em faltas cometidas no passado,
vinculadas à própria alma. Entre as perturbações que se enquadram como doenças
cármicas, podem ser lembradas algumas limitações orgânicas e psíquicas, certas
formas de paralisias, patologias congênitas sem possibilidades de reequilíbrio,
certos casos de esquizofrenia, algumas modalidades de câncer, de doenças
degenerativas, tendência para os vícios, para a agressividade, alguns casos de
acidentes individuais ou coletivos, certas neuroses, síndromes do medo, de
angústias, de ansiedade incontidas, certos tipos de enxaqueca, de insônia, de
depressão, de pânico.
Joanna de
Ângelis, no livro Plenitude, página 33, 6° parágrafo, comentando certas formas
de transtornos psíquicos, oriundos de causas ocorridas no passado, que podem
passar despercebidos aos semelhantes, afirma: "Transitam, ainda, na Terra,
portadores de expiações que não trazem aparência exterior. São os seres que
estertoram em conflitos cruéis, instáveis e insatisfeitos, infelizes e arredios,
carregando dramas íntimos que os estiolam, afligindo-os sem cessar. Podem
apresentar aparência agradável e conquistar simpatia, sem que se liberem dos
estados interiores mortificantes".
É a própria
consciência das criaturas que conhece as causas do seu sofrimento cármico. São
seres que se comportam como almas penadas que sofrem em silêncio, embora haja
outros que se lastimam continuamente, sem encontrar alívio para suas angústias
e padecimentos. Enquadram-se ainda, como manifestações cármicas, entre outras,
certas injúrias, desigualdades sociais e econômicas, as dificuldades para
realizações pessoais nos estudos, nas artes e em alguns empreendimentos da
vida.
Fonte: Dr.
Roberto Brólio- A Casa do Espiritismo
segunda-feira, 26 de junho de 2017
“MINHA RELIGIÃO É O AMOR, MINHA DOUTRINA É ESPÍRITA”
Alguém me perguntou porque sou espirita.
EU SOU ESPÍRITA, PORQUE ESTA RELIGIÃO ME EXPLICOU quem sou,
de onde vim, para onde vou e o que estou fazendo neste Planeta.
ELA ME ENSINOU QUE preciso olhar para dentro de mim, me
compreender para poder compreender o próximo. Pois, se eu tenho meus conflitos,
falhas, erros, dificuldades, defeitos, com certeza, todos que convivem comigo
neste mundo, também tem. Estamos todos na luta, numa guerra interior, brigando
conosco mesmo para corrigir estas falhas.
ENSINOU QUE LIVRE ARBÍTRIO não é propriedade minha, mas de
todos, por isso devo respeitar quando alguém pensa e age diferente de mim. Não
tenho o direito de impor nada a ela. E quando uso mau este livre arbítrio
haverá uma consequência que terei de reparar nesta ou na outra encarnação. O
plantio é livre mas a colheita obrigatória.
Que tenho direitos, mas tenho também OBRIGAÇÕES e que meu
direito acaba quando começa o do próximo.
QUE TODAS AS RELIGIÕES SÃO BOAS e, consequentemente, devo
respeitá-las porque gosto que respeitem a minha.
QUE A SALVAÇÃO NÃO DEPENDE DA RELIGIÃO, mas da prática da
caridade conosco e com o próximo.
QUE O PRÓXIMO é qualquer pessoa que convive conosco neste
Planeta, seja ele de outra religião, de outra raça, heterossexual ou
homossexual, rico ou pobre, branco ou negro, etc., Enfim, devemos ajudar e
conviver bem, respeitando, sem preconceito.
Que CARIDADE não é só a esmola, mas também a tolerância, a paciência,
o abraço amigo, a mensagem consoladora, a visita ao doente, uma prece, etc etc
etc.
QUE SER CRISTÃO vai além de cultos externos, de rótulo
religioso, de declarações de amor vazias sem a prática dos ensinamentos do
Cristo, enfim, que a Fé sem obras é morta.
ENSINOU que O JESUS DO ESPÍRITA não é visto apenas com
interesse de pedir, mas de ensinar e que serve de GUIA e MODELO a ser seguido.
Com esta compreensão de saber que cada um está num grau de
evolução...
Que todos temos um passado reencarnatório.
Que está presente nesta encarnação...
Que estamos resgatando e reparando erros...
Que convivemos na família com afetos e desafetos para
aprendermos a AMAR, para nos reconciliarmos e perdoarmos, ME ALIVIA e DÁ FORÇAS
para seguir em frente buscando ser hoje melhor do que ontem E TENTAR SER AMANHÃ
MELHOR DO QUE FUI HOJE.
Doutrina Espírita.
"O DESCOBRIMENTO DO BRASIL PELA VISÃO ESPÍRITA"
Dia 22 de
abril, lembra a chegada ao Brasil da esquadra de Pedro Álvares Cabral, a mando
da coroa portuguesa.
Quando
avistou Porto Seguro, Cabral não imaginava que estava cravando bandeira para
desbravar o país que seria no futuro o coração do mundo e a pátria do
evangelho.
Pouca gente
sabe a história espiritual desse acontecimento. Apenas os Espíritas conhecem o
livro de Humberto de Campos que afirma que o Brasil nasceu para ter um destino
glorioso dentre as nações do mundo.
Jesus por
volta do ano de 1370 esteve reunido com os dirigentes do planeta para
transplantar a árvore do evangelho que havia sido plantada na Palestina para
outro local do globo.
Isso se dava
porque a Terra Santa havia sido degradada vilmente pelos homens e pelas
guerras, e se fazia necessário mudar a sementeira de luz. A Palestina estava
arrasada e onde antes a terra era resplandecente e verdejante havia apenas
escombros e deserto árido. A ação do homem belicoso havia destruído o local
mais sagrado do mundo, pois nele havia pisado o Espírito mais sublime que a
Terra conhecera.
O Espírito
Hilel reencarna em 04 de março de 1394 na cidade do Porto como o infante Dom
Henrique de Avis, quinto filho do Rei D. João I. Ele renovou as energias
portuguesas no desejo de encontrar novas terras além-mar. Para auxiliar o
trabalho da Escola de Sagres por ele fundada, os mentores espirituais foram
buscar Espíritos de alto conhecimento em navegação, afeitos às lides com o mar.
Os grandes navegadores surgiram de sua escola para desbravar os oceanos e descobrir
as novas terras além do atlântico. Os Fenícios foram os escolhidos a voltar ao
planeta para dar o impulso necessário à navegação. Eram corajosos e destemidos
com o mar desde dez séculos antes de Cristo.
Dom Henrique
desencarna em 13 de novembro de 1460 tendo cumprido uma das missões mais
relevantes para o mundo. Traçados os objetivos, os Espíritos começaram o
trabalho de tornar realidade os sonhos delineados.
Essas
histórias contadas pelos Espíritos nos levam a crer que o mundo tem seus anjos
tutelares e que eles estão constantemente trabalhando para que o planeta
alcance o seu posto maior que é o de servir de casa para os Espíritos subirem
na escala evolutiva.
Se o homem
degrada o planeta, por certo, em contrapartida, a espiritualidade trabalha com os
homens de bem para que a virtude vença as investidas do mal.
Com certeza,
a comunicação feita pelos Espíritos a Allan Kardec de que a Terra se
transformaria em planeta de regeneração, deixando para trás a condição de mundo
de provas e expiação está ocorrendo.
Limpando a
casa dos fluídos deletérios que a empestam, ela será o domicílio limpo e
arejado que os mansos encontrarão para viver em paz no futuro.
Luiz Marini
Observação
de Rudymara: O descobrimento de nosso país foi planejado no mundo espiritual. Mas,
as ações dos homens, após este acontecimento, segue a lei do livre arbítrio.
Muitos erros foram cometidos por vários motivos, por exemplo, pela ganância,
poder, etc. Mas, Deus e Jesus aguardam que possamos "redescobrir"
este grande tesouro onde moramos, para que cuidemos melhor dele.
Grupo de
Estudo Allan kardec
domingo, 25 de junho de 2017
“ENCONTRO COM O SEU MENTOR ESPIRITUAL. O SEU GUIA NO ESPIRITISMO. ”
Sua jornada precisa de um mentor
“O encontro com o Mentor é o estágio da jornada em que o herói recebe os suprimentos, o conhecimento e a confiança indispensáveis para superar o medo e dar início à aventura.” (Christopher Vogler)
Seguir sozinho na vida muitas vezes é triste. Vai contra uma necessidade humana básica: relacionar-se. Você se depara com uma dificuldade e já não sabe mais por onde seguir. As opções estão se esgotando e sua vontade de superar aquela barreira já não são mais o bastante.
O ser humano (e o ser espiritual) precisam de um “empurrãozinho”. Aquela voz que te diz que você é capaz. Aquela pessoa que te mostra o caminho e te incentiva a seguir. Um guia que pega na sua mão e vai com você até a porta de entrada da aventura.
Esse é o seu mentor!
O mentor como inspiração e apoio à Jornada do Espírita
“Os mentores nas histórias agem principalmente na mente do herói, mudando sua consciência ou redirecionando sua vontade.” (Christopher Vogler)
Durante nossa jornada na Doutrina Espírita a presença de um(a) mentor(a) – seja material ou espiritual – é de grande importância para nos guiar pela aventura que é conhecer o Espiritismo.
É a pessoa que tem mais conhecimentos e experiências no assunto e sabe como nos incentivar e inspirar nos momentos mais difíceis. Pode ser a figura de um(a) dirigente do centro que você frequenta, um(a) palestrante que se torna amigo(a) ou aquela senhorinha que é sua vizinha há 25 anos e você nem sabia que era espírita!
Você percebe que trilhando essa nova jornada pode se tornar alguém muito melhor do que era no seu Mundo Comum. Assim cria coragem para dar os próximos passos na sua aventura.
Como encontrar um mentor para sua jornada?
Pode parecer uma missão difícil encontrar alguém para te ajudar. Mas você vai perceber que é muito mais fácil do que imagina! Eu trago aqui 3 dicas para encontrar seu mentor, todas já vivenciadas por mim. Escolha uma ou todas elas e siga seu caminho!
O Centro Espírita está cheio de mentores!: Encontrar alguém que possa te auxiliar dentro do centro espírita que frequenta é a maneira mais comum de ter um mentor.
Essa pessoa pode te oferecer as informações iniciais, te estimular a estudar ou pesquisar mais sobre algum tema. Ela te inspira a seguir seu caminho no Espiritismo com mais tranquilidade.
Os mentores também estão na internet: Com a popularização da internet, é cada vez mais comum assistirmos a vídeos ou lermos um artigo de pessoas que nos orientam. Mesmo que não conheça essa pessoa, as palavras dela podem servir de inspiração e motivação para você.
Mentores online também podem ser aqueles amigos ou familiares distantes. Através de mensagens ou até mesmo uma videoconferência, eles são guias que nos orientam e incentivam a seguir.
Os bons livros podem ser seus mentores: Ao ler o livro Boa Nova, de Chico Xavier pelo espírito Emmanuel, me senti ainda mais motivado a trabalhar pelo Espiritismo. Aquelas histórias serviram de estímulo para que eu aceitasse a responsabilidade de divulgar a Doutrina.
Com certeza você já leu (ou ainda lerá) um livro que te inspirou a agir. Esses livros são verdadeiros mentores em nossa jornada! Associamos as palavras aos nossos desafios. Elas parecem terem sido escritas diretamente para nós. Procure bons livros, de autores que você confia, e busque ali o incentivo inicial para seguir sua jornada com mais tranquilidade e confiança.
Como ser mentor na jornada de um espírita?
Você que é dirigente ou trabalhador de um centro espírita com certeza recebeu, recebe e receberá muitas pessoas nessa situação. Existem ações que podem ser benéficas para que a pessoa se sinta acolhida. Por isso separei 3 maneiras de auxiliar alguém que está iniciando sua jornada no Espiritismo:
Seja um canal aberto: Se você tem conhecimentos espíritas, compartilhá-los é uma ótima maneira de reforçar seu entendimento. E claro, é muito importante saber ouvir. Em geral, as pessoas buscam a Doutrina através da dor. Elas podem ser muito auxiliadas quando paramos para escutá-las. Esteja aberto às dúvidas e anseios que surjam das pessoas que querem entender melhor o Espiritismo.
Divulgar é importante: Trabalhe na divulgação do centro e dos trabalhos realizados. Quando o centro apresenta uma estrutura organizada e seus trabalhos são conhecidos, fica mais fácil enxergar ali uma solução.
Seja claro nas divulgações, colocando todas as informações pertinentes à cada atividade do centro. Tire fotos, faça vídeos e promova-os nas redes sociais.
Sua intenção será sempre positiva e terá como objetivo mostrar para mais pessoas o importante trabalho realizado pela casa espírita. Então divulgue sem medo!
O exemplo fala mais do que palavras: Você e suas atitudes também são uma divulgação do Espiritismo. Quando você age como um bom espírita, as pessoas à sua volta começam a vê-lo como um espelho. “Grande poderes trazem grandes responsabilidades”, já dizia Tio Ben a Peter Parker (Homem-Aranha).
Conhecimento também é poder e sua responsabilidade é a de exemplificar tudo que vem estudando no Espiritismo. Seja o exemplo a ser seguido!
E o mentor espiritual, como fica?
Nem todos temos o privilégio de ter um contato direto com nosso mentor espiritual. Se você, assim como eu, é uma dessas pessoas, nós ainda temos chance! Através do desenvolvimento da mediunidade de intuição, cada vez mais poderemos captar a sintonia e as sugestões dos nossos mentores.
Mas como fazer isso?
Mesmo não vendo ou ouvindo nosso(a) mentor(a), você pode estabelecer um diálogo com ele(a). Direcione o seu pensamento e converse como se ele(a) estivesse ali na sua frente (muitas vezes estará mesmo!).
Para afinar ainda mais a sintonia, pare o que está fazendo agora. Respire profundamente e solte o ar com tranquilidade. Direcione o seu pensamento para dentro de você, esquecendo todo o que estiver no ambiente externo. Perceba que alguns pensamentos podem começar a surgir de forma espontânea, com palavras que não foram concebidas por você.
Pratique, pratique e pratique. Sempre buscando a sintonia com seu mentor e pedindo auxílio para que ele te proteja das influências externas negativas. Tenho certeza de que esse papo espiritual vai ficar cada vez mais interessante!
Depois de encontrar o mentor, é hora da AÇÃO!
Você já recebeu o convite para sair da sua zona de conforto. Recusou o convite, pois não encontrou forças para seguir. Agora teve seu primeiro contato com o mentor. Daqui pra frente a nossa jornada começa verdadeiramente!
Fonte: Portal do Espírito.
“VOCÊ ACREDITA EM REENCARNAÇÃO? ”
Você
acredita em reencarnação? Hoje, um número muito grande de pessoas, independente
da crença religiosa, crê que nascemos muitas vezes.
Acredita que
voltaremos vezes inúmeras a este planeta.
Isso porque
experiências no campo da psicologia, entre outras, têm demonstrado que essa é
uma verdade inconteste.
Alguns
pesquisadores e cientistas igualmente já incorporaram essa verdade, provada por
anos de experimentações, envolvendo, entre elas, a regressão de memória.
De forma
muito estranha, no entanto, não temos nos comportado como quem acredita nessa
verdade.
Vejamos o
exemplo do nosso planeta. Seria óbvio que, se temos a certeza de que
retornaremos a este local, desejássemos que ele nos oferecesse, nesse retorno,
as melhores condições de vida.
Entretanto,
que fazemos? Preocupamo-nos em preservar a mata?
Os exemplos
demonstram que um número expressivo de nós está mais preocupado em ganhar
dinheiro.
Dinheiro
para gastar agora, nesta vida, sem pensar no futuro. Dinheiro para adquirir uma
mansão, um carro, um iate. Dinheiro para viajar pelo mundo e gozar esta vida.
Não estamos
absolutamente pensando que se o desmatamento prosseguir, teremos problemas para
respirar, para a manutenção das chuvas regulares, para a preservação dos
mananciais.
Aliás, as
reservas do precioso líquido, água, não estão a nos merecer maior atenção?
Destruímos
as matas ciliares, em total desleixo pela preservação de rios preciosos. Tudo
porque a lavoura que nos garantirá dinheiro é mais importante do que zelarmos
pela natureza.
Quando muito
bem poderíamos, com um pouco menos de ambição, ter boa colheita e preservar o
meio ambiente.
Um pouco de
investimento, maior cuidado, mais atenção.
E quanto à
camada de ozônio, cujo buraco se amplia a cada ano, que temos feito?
Preocupamo-nos
em não utilizar materiais que a agridam, de forma paulatina?
Ou estamos
mais preocupados em gozar dos bens que a vão destruindo?
Temos zelado
e exigido que as nossas indústrias criem mecanismos não invasivos a esse
precioso espaço que nos preserva a saúde?
Que estamos
construindo para o nosso futuro?
Vivemos
exatamente como quem, de forma egoística, vê somente o hoje.
O importante
é gozar o mais possível. As gerações futuras haverão de dar um jeito para sua
sobrevivência.
Damo-nos
conta de que as gerações do futuro, por essa lei chamada reencarnação, seremos
nós mesmos de retorno?
Que planeta
estamos preparando para nós?
Se somos tão
egoístas a ponto de não pensar em nossas crianças, esses pequenos que nos
merecem todo cuidado, será que pensamos no que estamos deixando para nós
mesmos, no amanhã que virá?
A reflexão
se faz de oportunidade. Não se trata de um mero apelo, ou de digressões
filosóficas, visando convencimento de quem quer que seja.
Trata-se de
uma questão de bom senso e discernimento.
Por isso,
pensemos: onde desejamos ser recebidos, em nosso retorno?
Num planeta
árido, enfermo, com condições insalubres?
Ou num
planeta abençoado pela mata verde, o ar puro, as fontes cristalinas cantando
melodias de vida?
Um planeta
de pedras e montanhas de picos agudos, nus, erguendo-se para o céu?
Ou um local
cheio de flores, pássaros cantantes e animais de espécies variadas, mantendo o
perfeito equilíbrio ecológico?
A decisão
nos pertence. O amanhã depende de nós. A hora de construir e preservar é agora.
O melhor
local: onde nos encontramos, no lar, na escola, no escritório, na rua.
Pensemos
nisso!
Texto da
Equipe de Redação do Momento Espírita.
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