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quarta-feira, 14 de março de 2018
“ESTAMOS PREPARADOS PARA DESENCARNAR? ”
Quando vamos viajar nos preparamos,
separamos as roupas, as passagens e até mesmo o psicológico para o que está por
vir. Mas e quando chegar a nossa hora de voltar à pátria espiritual, estaremos
prontos?
A nossa sensação de incompleto e de
ter esquecido algo ou de arrependimento, infelizmente irá existir. Por sermos
espíritos em evolução constante, nunca vamos estar satisfeitos com o nosso grau
de evolução. Logo, iremos sentir falta de algo sempre, como por exemplo, um
desafio que não cumprimos, uma magoa que não foi curada, um perdão que não foi
dito, entre diversas outras falhas.
O que temos que fazer para que a
carga na consciência seja um pouco mais leve é irmos realizando aos poucos um
dos ensinamentos do Cristo: Amar ao próximo como a ti mesmo.
O mundo em que vivemos é uma breve
passagem na nossa vida, esse não é o nosso verdadeiro lar e essa encarnação não
é a nossa vida inteira, apenas uma fase na evolução espiritual.
As pessoas que estão ao nosso redor
não irá estar conosco a eternidade inteira, então curta os momentos com elas,
ame, aprenda, perdoe e dê o seu melhor ao próximo sempre. Sabemos que a
despedida não é fácil, mas é uma realidade que não dá para fugir, então
desapegue.
Aos poucos você irá tento consciência
das coisas e vivendo a vida com mais amor, por que somente desse jeito você
chegará ao plano espiritual com a consciência em paz de que fez tudo o que
tinha que ser feito.
TV MUNDO MAIOR | Haila Vicente
Trabalhar e estudar não é tudo...
Muitos de nossos companheiros ao desencarnarem
têm decepções de não serem recebidos na espiritualidade como vencedores, mas
como espíritos ainda com muito a aprender e principalmente a melhorar.
No Livro Atitude de Amor (Ermance
Dufaux), vemos essa preocupação de líderes espíritas na entrevista com
Eurípedes Barsanulfo. O Espírito mostra aos interessados e preocupados
companheiros que o problema está na melhora íntima. Muitos reencarnam com um defeito
e desencarnam novamente com ele. Não mudaram intimamente.
No livro Mereça ser Feliz (Ermance
Dufaux), Eurípedes nos alerta de que Trabalhar e Estudar não é tudo. Eles são
caminhos de descoberta e fortalecimento, todavia, diz, se o tarefeiro não se aplica
ao serviço essencial da transformação de si próprio, buscando o
autoconhecimento com pleno domínio do mundo interior, deixará de semear, no seu
terreno pessoal, as sementes que vão conferir no futuro sua verdadeira
liberdade.
E é isso que fez com que sentissem
falta de melhora ao voltarem para o mundo espiritual. Trabalharam, estudaram
muito, mas a melhora íntima ainda ficou a desejar. Isto nos faz lembrar um
engenheiro no leito de morte que confidenciou a um amigo: - construí muito, mas
esqueci de construir a minha vida. Veja-se aqui a vida íntima. A melhor forma
de saber se estamos cumprindo esse dever de nos melhoramos é sempre nos
avaliando.
E o modo de nos capacitarmos para
isso é o estudo. O Espírito Verdade ao preparar a Codificação da Doutrina
Espírita com Kardec deixou como base dois importantes ensinamentos: -
Espíritas, Amai-vos e Espíritas, Instrui-vos.
O ensinamento da necessidade da
melhora íntima já vem dos tempos mais remotos. E na época de Jesus temos dois
grandes exemplos de transformações, o de Madalena e o de Paulo de Tarso. Kardec
trata da melhora íntima na pergunta 919 do Livro dos Espíritos que deve ser
lida muitas vezes por todos nós, até compreendermos o seu verdadeiro
significado e o praticarmos. Cada um de nós tem responsabilidades a cumprir.
Classificamos estas responsabilidades de dois tipos, a responsabilidade pessoal
e a responsabilidade coletiva. A pessoal é a nossa melhora íntima, como
espíritos imortais, para podermos prosseguir na evolução. A responsabilidade
coletiva é a de que cada filho tem sua tarefa na obra do Pai. Jesus diz que o
nosso maior testemunho diante de Deus, são as nossas obras.
Então, estudar, trabalhar, mas
melhorar sempre. Este é o caminho. E como diz Eurípedes Barsanulfo, a receita
de Jesus para isso, é o amor incondicional.
Toda a orientação de Eurípedes
Barnanulfo, cujo resumo está no livro Atitude de Amor, foi trabalhada na frase
de João, Cap. 3:30, - mostra-nos bem o sentir e o proceder de verdadeiros
Cristãos:” – É NECESSÁRIO QUE EU DIMINUA, PARA QUE O CRISTO CRESÇA.”
União Espírita de Piracicaba
terça-feira, 13 de março de 2018
“QUANDO AS ALMAS VIBRAM NA MESMA SINTONIA ELAS SE ATRAEM E SE RECONHECEM”
Os encontros mais importantes, já
foram combinados pelas almas antes mesmo que os corpos se vejam... (Paulo
Coelho)
Dizem que vivemos várias vidas… Se
formos analisar a vida do espírito, podemos dizer que vivemos uma só, ora em um
corpo físico e ora fora dele, na construção do Eu que se modifica e engrandece
nas várias existências, em diversos corpos e diversas “personalidades”, embora
essas nunca percam sua essência.
Uma vez conquistado ou aprendido um
atributo do espírito, como a paciência, resiliência, capacidade de perdoar,
etc., esses não se perdem. Carregamos sempre conosco esses bens espirituais,
nossos verdadeiros tesouros.
Não somos os mesmos de outras
existências físicas, assim como não somos os mesmos de 10 anos, 5 anos, 1 ano,
1 mês atrás. Pois estamos em constante mudança, crescimento e renovação íntima.
Mas os laços que criamos com aqueles que nos relacionamos não desatam, apenas
se esticam ou se afrouxam. E sendo a vida contínua, as histórias provavelmente
não terminam com a morte do corpo físico, e sim quando atingido seu objetivo.
E se formos considerar uma vida sendo
uma história construída com pessoas específicas, podemos considerar que em uma
existência física vivemos várias vidas, pois vivemos várias histórias com
pessoas distintas.
Hoje em dia tudo virou “carma”, seja
bom ou ruim. No caso do ruim sentimos, por exemplo, aquela impressão do “meu
santo não bate com o dele”, e enquanto não nos acertarmos com o outro podemos
sim viver a mesma história com a mesma pessoa por várias existências físicas.
(Pode ser então que eu tenha que suportar o mesmo marido ou mulher por várias
outras vidas além dessa?)
Temos que ter em mente que não
estamos aqui para suportarmos uns aos outros, e sim para aprendermos a amar.
Enquanto estivermos suportando ficamos presos, quando aprendemos a amar, nos
libertamos.
Com relação ao carma bom, é aquela
sensação boa de reencontro, simpatia, alegria. O que faz com que queiramos nos
relacionar com uns ao invés de outros. Sendo a história do espírito uma escrita
constante, ela não cessa com as mudanças físicas, e sim retoma do ponto
anterior, após uma pequena ou longa pausa.
Daí vem o especial, a saudade sem
razão, as fortes emoções, etc. Pois quando as almas vibram na mesma sintonia
elas se atraem e se reconhecem, independente dos corpos que habitam.
Autor desconhecido
“O QUE DEVEMOS ENTENDER POR POBRES DE ESPÍRITOS? ”
Bem-aventurados os
pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus.
– A incredulidade se diverte com esta máxima:
Bem-aventurados os pobres de espírito, como com muitas outras coisas que não
compreende. Por pobres de espírito, entretanto, Jesus não entende os tolos, mas
os humildes, e diz que o Reino dos Céus é destes e não dos orgulhosos. Os
homens cultos e inteligentes, segundo o mundo, fazem geralmente tão elevada
opinião de si mesmos e de sua própria superioridade, que consideram as coisas
divinas como indignas de sua atenção. Preocupados somente com eles mesmos, não
podem elevar o pensamento a Deus.
Ao dizer que o Reino
dos Céus é para os simples. Jesus ensina que ninguém será nele admitido sem a
simplicidade de coração e a humildade de espírito; que o ignorante que possui
essas qualidades será preferido ao sábio que acreditar mais em si mesmo do que
em Deus.
Mais vale, portanto,
para a felicidade do homem ser pobre de espírito, no sentido mundano, e rico de
qualidades morais.
“A expressão "
pobres de espírito", interpretadas ainda, por muitos, como sendo pessoas
sem inteligência, dentro do contexto das leis divinas, ensinadas e vivenciadas
por Jesus, só podem significar os humildes, os que não buscam demonstrar o que
sabem, não procuram exaltar-se ou exibir o que sabe, considerando,
sinceramente, que muito têm ainda que aprender. " É por isso que a
humildade se tornou cartão de ingresso no Reino dos Céus." A humildade é,
talvez, a virtude da qual menos se fala. Penso que tal acontece por ser ela a
mais difícil de ser desenvolvida em um mundo, cuja humanidade, ainda se prende
muito aos valores e prazeres materiais, onde a competição aguerrida, a luta
pelo sucesso, pelo poder, pelo dinheiro, são ações estimuladas e aplaudidas.
" Os homens cultos e inteligentes, segundo o mundo, fazem, geralmente, tão
elevada opinião de si mesmos e de sua superioridade, que consideram as coisas
divinas, como indignas de sua atenção. Preocupados somente com eles mesmos, não
podem elevar o pensamento a Deus." Na Terra, o orgulho continua sendo
muito estimulado, até mesmo por aqueles que aceitam a existência de Deus, mas
negam a Sua ação providencial sobre todas as coisas, considerando-se capazes de
tudo resolver, com sua inteligência: ' Deus lá e nós aqui. Ele cuida dos planos
espirituais e nós do plano material', sem se aperceber que lá como cá, vivem os
filhos de Deus, subordinados às leis morais ou espirituais, que comandam a
vida, onde ela for exercida. Afirma Kardec que eles negam o mundo invisível e
um poder extra-humano, não porque não podem entendê-lo, "...mas porque o
seu orgulho se revolta à ideia de alguma coisa a que não possam sobrepor-se, e
que os faria descer do seu pedestal." Assim consideram, os orgulhosos,
" pobres de espírito" os que acreditam em coisas além das percebidas
pelos sentidos humanos, os ignorantes, supersticiosos ou, no mínimo, ingênuos.
Daí a necessidade das dores, dos sofrimentos, das desilusões, dos fracassos,
para fazer o homem erguer os olhos para o Mais Alto, reconhecer que existem
outros valores, outros prazeres, para o equilíbrio e a felicidade dos homens na
Terra. E que esses outros valores e prazeres devem ser buscados e desenvolvidos
dentro de cada um, porque o homem, sendo um Espírito encarnado, imortal, foi
criado por Deus, perfectível, para desenvolver todo o seu potencial, dentro das
leis naturais ou divinas, onde não cabe o orgulho. Ninguém consegue penetrar no
Reino dos Céus, sem que tenha desenvolvido as qualificações necessárias dentro
de si, qualificações essas que o levam à humildade, condição básica para o
verdadeiro amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
Comenta também Kardec, que sendo Deus a justiça perfeita, não pode oferecer o
reino dos Céus, aos que ainda se envolvem no orgulho, desprezando suas leis,
porque esse reino de paz e felicidade só pode ser apreciado por aqueles que têm
em si próprio, "a simplicidade de coração e a humildade de espírito".
Jesus sempre colocou a humildade entre as virtudes que aproximam o homem de
Deus e o orgulho entre os vícios que o afastam dele, porque " a humildade
é uma atitude de submissão a Deus, enquanto o orgulho é a revolta contra
Ele."
Fonte: Grupo Socorrista
Obreiros do Senhor Jerônimo Mendonça Ribeiro
sexta-feira, 9 de março de 2018
“O CANSAÇO POR MOTIVOS ESPIRITUAIS. ”
O dia nem bem despertou e você já
sente cansaço o corpo todo a reclamar das canseiras que deverão chegar.
Sente que as forças físicas devem
entrar em pane a qualquer momento.
Você se ergue da cama e anda
arrastando os pés, como se o corpo pesasse uma tonelada.
As horas de sono parecem que não lhe
bastam.
Você está sentindo um estranho
cansaço emocional?
É o engarrafamento, o acidente, as
buzinas, a chuva forte que dificulta a visão.
Finalmente você chega ao local de
trabalho e começa a lamentar-se.
Hoje o chefe parece estar mais
irritado do que de costume.
Outros silenciam, pensando no tempo
que você está jogando fora, reclamando, sem tomar nenhuma providência.
Pode ser que alguns se afastem para
não mais ouvir você, porque toda vez que você reclama se torna excessivo,
aborrecido, cansativo.
Se for demasiado o cansaço, talvez
você esteja doente e precise de atendimento profissional.
Trabalhe e ore, buscando apoio e
refazimento nas fontes espirituais.
Procure Jesus na intimidade de seu
coração e entregue a Ele o seu cansaço e o seu descanso.
Ilumine os campos da alma com
atividades que o enriqueçam espiritualmente, que o alegrem
verdadeiramente.
Para o seu lazer escolha o que o
possa refazer para não ter Cansaço
Enquanto o corpo se recupera dos
efeitos da atividade do dia, o espírito também se reabastece no mundo
espiritual.
Com ela, sintonizamos com as mentes
superiores com as quais, logo mais, quando dormirmos, poderemos nos encontrar
para os diálogos que alimentam a alma e fortificam a disposição para as
lutas.
Antes de mais nada é indispensável
verificar como estão as condições do nosso corpo: saúde, alimentação,
quantidade de água ingerida, excesso de trabalho, condições da dormida,
principalmente a quantidade de sono por noite etc…
A oração é um ato de alguns minutos
Então é importante que façamos uma autoanálise
e identifiquemos SE e quais os aspectos de nossa personalidade podem estar nos
aproximando destas zonas inferiores e que urgentemente modifiquemos os nossos
comportamentos e pensamentos de modo a sintonizarmos com vibrações mais
altas.
Outro aspecto – o do trabalho
espiritual – pode ocorrer quando em desdobramento pelo sono somos chamados a
realizar atividades no plano espiritual, tais como socorro aos sofredores,
atividades de pesquisa, orientações e amparo, recepção de desencarnados,
doações de fluidos, etc…
Normalmente em tais atividades não
somos prejudicados fisicamente, pois na quase totalidade dos casos em que
participamos estamos sendo amparados e auxiliados pela espiritualidade maior,
por isso mesmo ao término do serviço nos encontramos revigorados e não
cansados…
Reza-se antes de dormir, mas é
importante termos a exata dimensão do valor da prece – ela é o instrumento que
utilizamos para entrar em contato com o mais alto, e por isso mesmo o melhor
canal para recebermos boas energias – quando sincera e verdadeira.
Fonte: Chico de Minas Xavier
“NINGUÉM PASSA POR ALGO SEM MERECER. ”
QUE VIDA ETERNA É ESSA, SE SÓ
EXPLICAM, MUITO MAL, DO BERÇO AO TÚMULO? Para quem está “Bonito” no pedaço, boa
casa, boa comida, boa roupa, carro do ano, filhos nas melhores escolas, bem
empregados, boa conta bancária, falar que não existe “Reencarnação” é uma
maravilha! Mas como explicar para os que estão “Desempregados”, passando fome,
desesperados, em um leito de dor como doente terminal, portadores de
deficiência física ou mental, que não existe nada para traz e nada para frente,
ou seja, apenas esta única passagem pelo corpo físico!
Mesmo que não acreditem nas “Vidas
Sucessivas”, uma hora, Eles param e pensam: “Se existe apenas uma única “Vida”,
se todos somos filhos de Deus, com os mesmos Direitos e Deveres, porquê justo
Eu, estar passando por tanto Sofrimento e tanta Dor?”
A “Lei de Deus” é de “Extremo Amor”,
mas também de “Extrema Justiça”, sempre dá: “A cada um, segundo suas próprias
Obras”, que é o mesmo que: “A cada um, segundo seu próprio “MERECIMENTO”, ou
seja, ninguém passa por algo, sem “MERECER”, tanto do lado Ruim, como pelo Bom!
“Tudo que plantardes, também
ceifarás”, já dizia nosso querido Irmão Paulo de Tarso, o Apóstolo dos Gentios,
o Maior de todos, explicando que o que não colhemos em uma Encarnação,
colheremos em outras!
A Lei é clara: “Dura Lex, Sed Lex”, a
“Lei é dura, mas é a Lei” na linguagem dos homens, imagine na de Deus! Se aqui
no Mundo Físico, por mais horrendo que sejam os crimes, nunca ficamos presos na
pena máxima de 30 anos, sempre temos uma nova oportunidade, que dirá na “Lei de
Deus”, que é só “Amor”, mas também extrema Justiça, sempre está do nosso lado,
esperando nossa reabilitação espiritual, pois é nosso “Pai de Misericórdia”!
Se tiramos a Vida de um Irmão, não
adianta ficar pedindo “Perdão”, a única forma de ser “Perdoado”, é devolver-lhe
a “Vida”, ou restabelecer-se perante a “Lei Eterna”, pedindo uma nova
Encarnação, para Ele e para nós, como Pai e Filho!
Antes disso, ainda no Plano
Espiritual, fazemos o nosso próprio “Julgamento”, em vez de usar nosso braço
para “Socorrer”, tiramos a “Vida” de um Filho de Deus, um Irmão, não merecemos
ter mais o braço, assim “Reencarnamos” sem esse membro!
Se é “Vida Eterna”, como realmente é,
continuamos a ser o “Assassino” na pele de Pai e nosso Irmão, continua a ser a
“Vítima” na pele de Filho e sem o braço, teremos que recoloca-lo na mesma
posição de quando fez a “Passagem”!
Esse é o verdadeiro significado de
“VIDA ETERNA”, ou seja, sempre teremos que reparar o que fizermos de errado!
Antonio Carlos Piesigilli.
Fonte: Grupo Socorrista Obreiros do
Senhor Jerônimo Mendonça Ribeiro
“CONVERSA DE DOIS ESPÍRITOS AMIGOS, NO PLANO ESPIRITUAL, RECLAMANDO QUE FORAM RICOS E VÃO REENCARNAR POBRES. ”
“OBSESSÃO PACÍFICA”, CONVERSA DE DOIS
ESPÍRITOS AMIGOS, NO PLANO ESPIRITUAL, RECLAMANDO QUE FORAM RICOS E VÃO
REENCARNAR POBRES.
Quando reencontrei o meu amigo
Custódio Saquarema na Vida Espiritual, depois da efusão afetiva de companheiros
separados desde muito, a conversa se dirigiu naturalmente para comentários em
torno da nova situação. Sabia Custódio pertencente a família Espírita e,
decerto, nessa condição, teria ele retirado e o máximo de vantagens da
existência que vinha de largar. Pensando nisso, arrisquei uma pergunta, na
expectativa de sabê-lo com excelente bagagem para o ingresso em estâncias
superiores.
Saquarema, contudo, sorriu, de modo
vago, e informou com a fina autocrítica que eu lhe conhecia no mundo:
- Ora, meu caro, você não avalia o
que seja uma obsessão disfarçada, sem qualquer mostra exterior. A Terra me
devolveu para cá, na velha base do “ganhou mas não leva”. Ajuntei muita
consideração e muito dinheiro; no entanto, retorno muito mais pobre do que
quando parti, no rumo da Reencarnação...
Percebendo que não me disponha a
interrompê-lo, continuou:
- Você não ignora que renasci num lar
espírita, mas, como sucede à maioria dos reencarnados, trazia comigo, jungidos
ao meu clima psíquico, alguns sócios de vícios e extravagâncias do passado,
que, sem o veículo de carne, se valiam de mim para se vincularem às sensações
do plano terrestre, qual se eu fora uma vaca, habilitada a cooperar na
alimentação e condução de pequena família...
Creia que, de minha parte, havia
retomado a charrua física, levando excelente programa de trabalho que, se
atendido, me asseguraria precioso avanço para as vanguardas da luz. Entretanto,
meus vampirizadores, ardilosos e inteligentes, agiam à socapa, sem que eu, nem
de leve, lhes pressentisse a influência... E sabe como?- ?...
- Através de simples considerações
íntimas – prosseguiu Saquarema, desapontado. – Tão logo me vi saído da adolescência,
com boa dose de raciocínios lógicos na cabeça, os instrutores amigos me
exortaram, por meus pais, a cultivar o reino do espírito, referindo-se a
estudo, abnegação, aprimoramento, mas, dentro de mim, as vozes de meus
acompanhantes surgiam da mente, como fios d’água fluindo de minadouro,
propiciando-me da falsa ideia de que eu falava comigo mesmo; “Coisas da alma,
Custódio? Nada disso.
A sua hora é de juventude, alegria,
Sol... Deixe a filosofia para depois...” Decorrido algum tempo, bacharelei-me.
As advertências do lar se fizeram
mais altas, conclamando-me ao dever; entretanto, os meus seguidores, até então
invisíveis para mim, revidavam também com a zombaria inarticulada: “Agora? Não
é ocasião oportuna. De que maneira harmonizar a carreira iniciante com assuntos
de religião? Custódio, Custódio!... Observe o critério das maiorias, não se
faça de louco!...”
Casei-me e, logo após, os chamados à
espiritualização recrudesceram, em torno de mim. Meus solertes exploradores,
porém, comentaram, vivazes: “Não ceda. Custódio! E as responsabilidades de
família? É preciso trabalhar, ganhar dinheiro, obter posição, zelar por mulher
e filhos...”
A morte subtraiu-me os pais e eu,
advogado e financista, já na idade madura, ainda ouvia os Bons Espíritos, por
intermédio de companheiros dedicados, requisitando-me à elevação moral pela
execução dos compromissos assumidos; todavia, na casa interna se empoleiravam
os argumentos de meus obsessores inflexíveis: “Custódio, você tem mais que
fazeres... vida social... Você não está preparado para seara de fé...”
Em seguida, meu amigo, chegaram a
velhice e a doença, essas duas enfermeiras da alma, que vivem de mãos dadas na
Terra.
Passei a sofrer e desencantar-me.
Alguns raros visitantes de minha senectude, transmitindo-me os derradeiros
convites da Espiritualidade Maior, insistiam comigo, esperando que eu me
consagrasse às coisas sagradas da alma; no entanto, dessa vez, os gritos de
meus antigos vampirizadores se altearam, mais irônicos, assoprando-me sarcasmo,
qual se fora eu mesmo a ridicularizar-me: “Você, velho Custódio?! Que vai fazer
você com Espiritismo? É tarde demais... Profissão de fé, mensagens de outro
mundo...
Que se dirá de você, meu velho? Seus
melhores amigos falarão em loucura, senilidade... Não tenha dúvida... Seus
próprios filhos interditarão você, como sendo um doente mental, inapto à
regência de qualquer interesse econômico...
Você não está mais no tempo disso...”
Saquarema endereçou-me significativo
olhar e rematou:
- Os meus perseguidores não me
seviciaram o corpo, nem me conturbaram a mente.
Acalentaram apenas o meu comodismo e,
com isso, me impediram qualquer passo renovador. Volto da Terra, meu caro,
imitando o lavrador endividado e de mãos vazias que regressa de um campo
fértil, onde poderia ter amealhado inimagináveis tesouros...
Sei que você ainda escreve para os
homens, nossos irmãos. Conte-lhes minha pobre experiência, refira-se, junto
deles, à obsessão pacífica, perigosa, mascarada... Diga-lhes alguma coisa
acerca do valor do tempo, da grandeza potencial de qualquer tempo na romagem
humana!...
Abracei Saquarema, de esperança
voltada para tempos novos, prometendo atender-lhe a solicitação. E aqui lhe
transcrevo o ensinamento pessoal, que poderá servir a muita gente, embora
guarde a certeza de que, se eu andasse agora reencarnado na Terra e recebesse
de alguém semelhante lição, talvez estivesse muito pouco inclinado a
aproveitá-la.
Livro “Contos e Apólogos” – Irmão X
(Espírito Humberto de Campos).
Fonte: Grupo Socorrista Obreiros do
Senhor Jerônimo Mendonça Ribeiro
“DOENÇAS E AS EMOÇÕES”
As nossas emoções alteram-se em
função de fatores diversos como pensamentos, recordações, acontecimentos,
doenças.
A personalidade e a aprendizagem têm
também um papel importante. Enfim, é da natureza das emoções organizarem-se,
desorganizarem-se e reorganizarem-se dentro de um amplo espaço de manobra, de
intensidade e de duração.
Só é doença ou reflexo de algum
problema sério quando as nossas emoções (ou a falta delas) são com frequência
excessivas e desajustadas das situações, provocam perda de qualidade de vida ou
interferem nos nossos relacionamentos de maneira negativa.
Recomendamos as técnicas
ho'oponopono, reflexologia, cromoterapia, fitoterapia, reike, uso dos cristais,
geoterapia, crioterapia,as chamas, a limpeza de 21 dias de São Miguel Arcanjo,
orações dentre outras que serão fornecidas ao longo do tempo nesta comunidade.
Joanna de Angelis - ”Livro
Autodescobrimento”
“Determinadas emoções fortes - medo,
cólera, agressividade, ciúme - provocam uma alta descarga de adrenalina na
corrente sanguínea, graças às glândulas suprarrenais. Por sua vez, essa ação
emocional reagindo no físico, nele produz aumento da taxa de açúcar, mais forte
contração muscular, face à volumosa irrigação do sangue e sua capacidade de
coagulação mais rápida.
A repetição do fenômeno provoca
várias doenças como a diabetes, a artrite, a hipertensão, etc., assim, cada
enfermidade física traz um componente psíquico, emocional ou espiritual
correspondente. Em razão da desarmonia entre o Espírito e a matéria, a mente e
o perispírito, a emoção (os sentimentos) e o corpo, desajustam-se os núcleos de
energia, facultando os processos orgânicos degenerativos provocados por vírus e
bactérias, que neles se instalam”.
EDUCAR AS EMOÇÕES.
A emoção é fundamental na memória e
no aprendizado. É através, primeiramente da emoção que o nosso cérebro dá
sentido ao que percebemos. O nosso sistema sensorial capta os estímulos do
meio, externos ou internos ao nosso corpo, a emoção provocada por estes
estímulos é que vai definir se estas informações vão para o campo do raciocínio
lógico ou se disparamos sistemas de defesa primários.
A informação que não é vivenciada é
apenas dados, a experiência que sempre está aliada à emoção é o verdadeiro
conhecimento.
Podemos falar, falar e falar; mas sem
a vivência da situação pouco o cérebro humano absorve, os conceitos que ficam
para sempre em nossas vidas, são aqueles passados através da nossa emoção.
Esses sim tem um valor às nossas vidas, que são capazes de adaptar ou mudar
comportamentos.
Aprender sobre o mundo que nos cerca,
como as coisas funcionam, qual a lógica, as regras, é sem dúvida importante.
MAS, conhecer o universo que há dentro de nós, entender as nossas próprias
emoções, aprender a equilibrá-las, é sem dúvida a maior lição que temos que
aprender na vida.
Nem todas as emoções são prazerosas,
mas todas as emoções são válidas e devem ser vividas e aprendidas.
Equilibrá-las é a chave para uma vida com qualidade, evitá-las nos levará ao
caos, cedo ou tarde.
CAUSA EMOCIONAL DAS DOENÇAS
Por trás de uma doença ou acidente
sempre existe um pensamento ou crença negativa.
Todos nós criamos uma realidade em
nosso mundo mental, que se materializa em nosso corpo ou realidade concreta.
Se você acha que a causa de seus
problemas está na crise econômica, na frente fria, no trânsito, na violência,
no chefe, no marido ou na esposa…
Saiba que você pode estar enganado.
A principal causa dos nossos maiores
problemas e infortúnios estão dentro de nós mesmos: nos nossos pensamentos e
crenças.
Essa é a opinião de Louise Hay, que é
uma das maiores pensadoras americanas da Nova Era e autora do livro "VOCÊ
PODE CURAR SUA VIDA" .
Só no Brasil esse livro vendeu mais
de um milhão de exemplares e ajudou a modificar a consciência de muita gente.
Pessoas que, conduzidas por padrões
mentais negativos, deixaram-se levar pelas doenças e sentimentos nocivos.
Criamos as doenças em nossa cabeça e
o corpo funciona apenas como um reflexo dos pensamentos, crenças e sentimentos,
ou seja, por trás de uma doença existe sempre uma crença incorreta:
"NÃO SOU BOM O BASTANTE",
"NÃO VOU CONSEGUIR",
"SOU CULPADO E PORTANTO NÃO
MEREÇO SER FELIZ",
"NADA PRÁ MIM DÁ CERTO",
"TODOS ME PERSEGUEM" e por aí vai, a lista é interminável.
Se você não acredita na teoria de
Louise Hay, saiba que ela se curou de um câncer fazendo afirmações positivas,
tratamentos alternativos e mudando sua forma de encarar a vida.
Mas isso não dispensa de forma
nenhuma o tratamento médico convencional.
O ideal seria escolher um médico de
sua confiança e, paralelamente ao tratamento, fazer uma análise profunda da
forma como você vê e se comporta diante da vida.
Ao resgatar sua autoestima e adotar
pensamentos positivos e otimistas, você estará criando condições para que seu
organismo reaja de forma mais rápida e favorável ao tratamento.
Além de ajudar na recuperação mais
rápida, você estará prevenindo o aparecimento de doenças futuras e construindo
uma vida mais alegre e próspera.
Fonte: ESPIRIT BOOK
“VIDA NOTURNA NA VISÃO ESPÍRITA: BALADAS...FESTAS RAVES...BAILE FUNK etc”
1 -Sou vidrado em espetáculos
noturnos “da pesada” — penumbra nevoenta, luzes faiscantes, som “manero”, turma
animada… Um êxtase!
É compreensível. Há quem goste de
banho de lama, férias no Polo Norte, tanajura frita. Há até Espíritos que
apreciam morar no Umbral! Gosto não se discute.
2 -Umbral?
Vejo que você não leu a obra de André
Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, onde descreve uma região densa e
escura que circunda a Terra, habitada por Espíritos em desajuste, ainda presos
aos interesses da Terra. Seria o purgatório da Igreja Católica. Para nós,
espíritas, o Umbral.
3 – E o que tem isso a ver com minha
curtição?
É que essas casas noturnas parecem
sucursais do Umbral. Ambiente sombrio, inconsequência, gente avoada e até
drogada…
4 – Espíritos também?
Aos montes, perturbados e perturbadores
gravitando em torno dos encarnados.
5 – Qual o problema se estamos todos
numa boa?
Muitos pacientes no manicômio também
se sentem assim. Criminosos, assaltantes, estelionatários, adúlteros, estão
todos “numa boa”. Só que essa “boa” de hoje será a “péssima” de amanhã, em
lamentável envolvimento com o desajuste.
6 – Que mal pode haver num lugar onde
a gente vai curtir um som, em ambiente de descontração e alegria, num agito
muito feliz?
Começa pelo som, tão ensurdecedor que
fatalmente músicos e frequentadores habituais terão problemas auditivos. Depois
o envolvimento com o álcool, as drogas, que correm soltos, o sexo promíscuo e
mais a sintonia com Espíritos umbralinos. Resultado a médio e longo prazo:
perturbação, enfermidade, obsessão, infelicidade. Decididamente, não é uma boa.
7 -Nada disso me afeta. Sinto-me
muito bem.
Problemas dessa natureza não surgem
da noite para o dia. Há um efeito cumulativo, como um copo d’água que só
transborda quando cheio.
8 -Há no Espiritismo alguma proibição
a respeito?
O apóstolo Paulo dizia “Todas as
coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas me convêm”. É exatamente esse o
ponto de vista doutrinário. Faça o que deseja, mas considere que nem sempre o
objeto de seus desejos é algo conveniente. Cuidado com o Umbral!
Nota do próprio autor – Nós temos
duas maneiras para evitar o que é inconveniente:
1º – Colhendo as consequências de
nossas iniciativas.
2º – Recebendo informações a
respeito. O Espiritismo nos oferece essa segunda alternativa. A opção é nossa.
Aprendemos pelo saber ou pelo sofrer.
Richard Simonetti- Fonte- ESPIRIT
BOOK
“INIMIGOS DO PASSADO REENCARNADOS DENTRO DA NOSSA PRÓPRIA CASA OU NA NOSSA FAMÍLIA. ”
Como a Doutrina Espírita explica a
existência de desafetos dentro da própria família? Quase todas as famílias têm
seus casos de desentendimento entre alguns dos seus membros, muitas vezes verdadeira
aversão sem nenhuma explicação na existência presente. Por que certos desafetos
reencarnam como nossos familiares? Mesmo se o perdão for obtido em uma das
partes eles continuarão reencarnando próximos um ao outro em outras vidas?
É bom nós sabermos – e quem fez essa
pergunta já sabe disso – que é comum que antigos desafetos reencarnem próximos
um do outro, principalmente no meio familiar. Numa mesma família geralmente há
o encontro de antigos desafetos. Por quê?
Imagine que você se mude para o outro
lado do mundo, que você nunca mais tenha contato com ninguém do Brasil, com
ninguém que você conheceu aqui. Daqui a uns 40 anos, quando eventualmente você
se lembrar de alguém que você conheceu aqui, de quem você vai se lembrar?
Você vai lembrar das pessoas que você
ama e das pessoas que você odeia. Talvez você não ame ninguém, ou você não
odeie ninguém. Mas você certamente formou vínculos de afeto e de desafeto.
Muitas pessoas que nós conhecemos nessa existência não irão representar grande
coisa para nós no futuro. São coadjuvantes em nossa vida. Mas há os
protagonistas em nossa vida, que são aquelas pessoas por quem nós nutrimos
sentimentos de amor e ódio.
São com essas pessoas que nós temos
vínculos. É a elas que nós estamos ligados. É importante considerarmos que se
nós sentimos ódio de alguém é porque muito provavelmente antes de
experimentarmos esse sentimento de ódio nós sentimos por esse alguém algo muito
próximo muito semelhante ao amor.
Ninguém sente ódio de alguém se nunca
gostou desse alguém antes. As relações de ódio quase sempre surgem a partir da
traição, do engano, da inveja, da disputa desenfreada – mas antes de se
manifestar a traição, o engano, a inveja, a disputa desenfreada, havia amor –
não o amor verdadeiro porque nós ainda não sabemos amar de verdade, mas algo
muito próximo ao amor.
Se uma pessoa que eu não conheço, ou
um conhecido qualquer – se essa pessoa me trai, é claro que eu não vou gostar,
mas também não vou morrer de ódio dessa pessoa.
Mas se alguém que eu amo – um irmão,
um filho, o cônjuge – se um deles me trair, o amor que eu sinto poderia se
transformar em ódio: eu tenho um vínculo muito forte com essa pessoa e esse
vínculo permanece – ele apenas deixa de ser positivo e se torna negativo.
Os nossos grandes desafetos, então,
são espíritos com quem nós já convivemos no passado, em outras existências, e
são espíritos de quem nós já gostamos, fomos grandes amigos, talvez sócios, ou
irmãos, ou amantes – já tivemos laços de amor no passado.
Os espíritos se atraem por afinidade.
A reencarnação acontece normalmente por afinidade. É um equívoco supor que
todos nós passamos por um planejamento antes de reencarnar. Isso é correto se
considerarmos que a Lei de Deus (o grande conjunto de Leis que nos regem) seja
um planejamento – ou que comportem um planejamento. Mas não há planejamento
individual para cada espírito que reencarna.
Nós nos aproximamos, então, por
afinidade. Nós temos vínculos aqui, temos laços de afeto e desafeto com algumas
pessoas, nós mantemos esses laços depois de desencarnados, e esses laços
permanecem ainda quando reencarnamos. São esses vínculos que nos unem, que
aproximam as pessoas em pequenos e grandes grupos.
– Qual é a razão, na Lei de Deus,
para que os desafetos se encontrem? Não seria melhor se nós nunca mais
encontrássemos os nossos desafetos?
Não. Se nós não os encontrássemos
novamente, nós não curaríamos as feridas produzidas por esses laços de ódio. O
ódio é uma doença do espírito. Enquanto nós sentimos ódio, enquanto nós
tivermos ódio dentro de nós, mesmo que bem controlado, mesmo que nós nem
percebamos que sentimos ódio – nós não nos curamos. E a única maneira de curar
essa doença chamada ódio – ódio e seus derivados: mágoa, rancor, ressentimento
– o meio de nós curarmos essa doença é nos rearmonizando com nós mesmos e com
os nossos desafetos.
Em relação ao perdão: eu posso
perdoar, posso me elevar espiritualmente e superar esses laços negativos.
Perdoar é desligar-se, deixar para trás. Perdoar alguém de quem eu tive ódio é
romper com esses laços de ódio, eu já não estou ligado a essa pessoa por laços
de ódio.
Poderíamos pensar, então, que basta
perdoar para nos vermos livres dos nossos desafetos.
É mais ou menos. Quando eu perdoo eu
me livro da doença, eu estou curado do ódio. Mas a Lei é perfeita. A Lei de
Deus é perfeita. Nada escapa da Lei. Temos que considerar que nós contribuímos
para a formação desses laços de ódio, nós contribuímos para que essa desarmonia
acontecesse. Se examinarmos as nossas existências anteriores veremos que nós
não somos vítimas. Podemos ter sido vítimas numa determinada existência, mas
fomos algozes em outra existência anterior – às vezes espíritos se perseguem
durante milênios, alternando as posições de perseguido e perseguidor. Isso só
termina com o perdão e a rearmonização.
Referindo-se a esses laços de
desafeto, a essas relações de ódio, Jesus nos ensinou no sermão da montanha:
“Concilia-te depressa com o teu
adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o
adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem
na prisão. Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás dali, enquanto não
pagares o último centavo.” Mateus 5:25-26
Temos que pagar até o último centavo.
O que isso quer dizer?
Quer dizer que nós não nos elevaremos
de verdade enquanto estivermos em débito com as Leis divinas.
Jesus disse para entrarmos em acordo
com o nosso adversário, para nos conciliarmos, ou nos reconciliarmos com o
nosso adversário – o adversário é esse desafeto que reencarnou como nosso
familiar. Temos a oportunidade de nos reconciliarmos agora. Isso não quer dizer
que temos que morrer de amores por esse familiar nosso. Se nós construímos
grandes diferenças um com o outro, a ponto de mal nos suportarmos, dificilmente
vamos amar esse desafeto, nesta reencarnação, como nós amamos outras pessoas.
Mas é preciso começar a rearmonização. É preciso tolerar; compreender; ajudar,
se for o caso; e querer o bem para essa pessoa, orar por essa pessoa – isso é o
mínimo que podemos fazer.
O perdão liberta, é verdade. Mas não
nos isenta de trabalharmos pela rearmonização, de trabalharmos pela harmonia do
universo.
A Lei de Deus é pura harmonia. Deus é
amor, é alegria, é prazer – para vivermos o reino de Deus, que é o nosso
próximo estágio evolutivo, temos que estar em plena harmonia com as Leis de
Deus.
Grupo Socorrista Obreiros do Senhor
Jeronimo Mendonça
Fonte: ESPIRIT BOOK
“QUE SIGNIFICA SONHAR COM UM PARENTE FALECIDO? ”
Os sonhos muitas vezes são lembranças
das atividades da alma quando esta se desprende do corpo durante o sono. Sonhar
com pessoas falecidas pode sinalizar um encontro espiritual de ambos.
Nesse caso, é importante prestar
atenção em como a alma se apresenta. Se a alma aparece triste, com semblante
fechado, com raiva, ou com outras características hostis ou negativas, isso
pode significar que ela não realizou de forma favorável a transição, ainda tem
apegos materiais e pode estar encarcerada a esses sentimentos grosseiros.
Ao contrário, se a alma se apresenta
bem, feliz, pacífica, com boas vibrações, sorridente, envolvida em luz ou
vestida com uma roupagem branca, esse pode ser um retrato do seu estado
espiritual e de sua capacidade de libertação do plano terreno. Quanto maior for
a nossa libertação da matéria e das pessoas melhor estaremos no plano
espiritual.
O contrário também é verdadeiro:
quanto mais presos e apegados estivermos a coisas, nomes, formas e pessoas,
mais difícil e sofrida será nossa passagem. É como um viajante que gostou muito
de uma cidade e não deseja mais sair de lá…
Quanto maior for seu apego a esse
local, mais sofrida será sua partida e mais dolorosa a sua estadia longe. Por
isso, pessoas muito ligadas ao mundo tendem a ser infelizes no plano espiritual
e podem permanecer em zonas inferiores.
Há pessoas que ficam desejando sonhar
toda noite com seus entes queridos já desencarnados. Devemos advertir que isso
não é algo que ninguém deva almejar. Sonhar sempre com um desencarnado pode ser
um sinal de que esse espírito está preso à Terra e ligado a nós, talvez como um
obsessor espiritual.
É muito comum sonharmos uma ou duas
vezes com pessoas que passaram recentemente pela transição. Isso é natural e
aceitável, pois muitos espíritos desejam despedir-se das pessoas que amam e
usam a via dos sonhos para esse encontro. Uma última visita em sonho ocorre com
várias pessoas e é algo normal, humano e saudável. Muitas vezes o encarnado não
tem consciência de que se encontrou com o desencarnado.
No entanto, sonhar repetidas vezes
com nossos entes queridos é um indicativo claro de apego dos dois lados, e pode
assinalar um processo obsessivo já estabelecido. Os sonhos não devem ser
utilizados como forma de alimentar nossos apegos aos entes queridos falecidos.
(Hugo Lapa) Fonte: ESPIRIT BOOK
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