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quarta-feira, 21 de março de 2018
“A MORTE É APENAS UMA ILUSÃO”
Um renomado Cientista, MD, teórico e
autor de um livro de sucesso, faz uma revelação fantástica: ''A morte é apenas
uma ilusão: nós continuamos a viver em um universo paralelo''.
O autor dessas revelações é Robert
Lanza, cientista que ficou famoso por suas pesquisas com células-tronco e
clonagem de seres vivos, em especial como meio de preservação em favor de
espécies ameaçadas de extinção.
O médico afirma que, como a própria
vida e a nossa consciência são as chaves para entender a verdadeira natureza do
Universo, há muitas razões pelas quais não vamos morrer.
Para ele, a morte não é o fim, como
muitos de nós pensamos. Acreditamos que vamos morrer, porque é o que nos foi
ensinado, mas, segundo ele, continuaremos a viver em um universo paralelo.
Todas essas descobertas se encontram
em um livro chamado Biocentrismo e, nele, o autor afirma que ”a vida e, mais
ainda, a consciência – que se expressa por meio da vida –tem a primazia
evolutiva e, com esta, estimula o desenvolvimento das manifestações físicas do
Universo.
William Crookes físico e químico
descobridor do elemento químico Tálio e da matéria radiante, fez pesquisas
pioneiras sobre o assunto. Assim como as médiuns na Inglaterra vitoriana e que
abriram caminho à Society for Psychical Resarch, fundada em 1882, o pesquisador
deixou muitos legados. No ano de 1870, Crookes decidiu que a ciência tinha a
obrigação de estudar os fenômenos associados com o espiritualismo e assim o fez
até sua morte.
Que bom que Doutrina Espírita e ciência
se completam. Para nós espíritas, a morte significa a libertação da alma, que,
após cumprir compromissos assumidos na espiritualidade, volta para casa.
Aprendemos através da palavra educativa do mundo espiritual, que quando nosso
corpo físico que nos foi emprestado pela misericórdia Divina não oferece mais
condições de evoluir e de adquirir nenhum aprendizado que venha a contribuir
para o nosso crescimento espiritual e moral, precisamos retornar à nossa
verdadeira vida, a fim de continuarmos a nossa educação e nos prepararmos para
uma nova etapa, a ser vivenciada através de uma nova encarnação.
Segundo nos ensinam os espíritos, são
as nossas ações aqui na terra que norteiam a nossa estada no plano espiritual e
se essa estada se torna sofrida, trata-se de um sofrimento moral. É a alma que
sofre, não o corpo, pois este transforma em matéria morta, entra em processo de
decomposição e volta à terra, de onde surgiu, a fim de contribuir com o
equilíbrio de toda uma existência.
Situação bem diversa acontece com o
espírito que durante uma vida enveredou por caminhos serenos, que viveu com
amplitude, mas sem ambições exageradas; que praticou a caridade, que cumpriu os
seus deveres familiares, profissionais e sociais, que procurou desenvolver
virtudes, combatendo imperfeições, através da “reforma íntima”.
Em nossa vida não existem “acasos!
Nos ensinam os espíritos que tudo acontece através da Lei de Ação e reação; é a
Lei circular, como diria o Mestre Léon Denis em seus escritos. Não existem
injustiças, nem injustiçados. Não existem situações favoráveis ou
desfavoráveis. Tudo se move e se completa a fim de permitir a todos nós
realizar o melhor, até chegar o momento de voltar para casa.
Eu não estou longe, apenas estou do
outro lado do caminho, afirmou Santo Agostinho.
Para nós espíritas, a morte não
existe e amigos e afeiçoados nos esperam no “mundo dos espíritos” para nos
abraçar ou encorajar em uma nova etapa.
Jovem, façamos o bem, vivenciemos o
bem enquanto o nosso espírito se prepara para a verdadeira vida, em um universo
paralelo de novas descobertas!
Fátima Moura-
Fonte: CORREIO ESPÍRITA
terça-feira, 20 de março de 2018
“POR QUE DEUS NOS AFASTA DAS PESSOAS QUE AMAMOS? ”
Essa é uma dúvida muito comum. Quase
todas as pessoas que acreditam em Deus podem se perguntar: Mas por que Deus,
que é soberanamente justo, bom e misericordioso, nos coloca diante da prova do
afastamento das pessoas que amamos, principalmente com a morte?
Algumas pessoas podem responder que
Deus não nos afasta de ninguém, mas sim as circunstâncias da vida ou o livre
arbítrio humano é que criam essas situações. Quem duvida que Deus seja o autor
desse afastamento, pode se reportar ao texto “Deus e Perfeição”, no blog de
Hugo Lapa, onde essa ideia é explicada em detalhes.
Mas então qual seria o propósito
desse afastamento? Alguns dirão que Deus nos afasta do outro para que possamos
começar a valorizar mais a outra pessoa. Essa valorização ocorre de fato, pois
o ser humano sempre dá mais valor aquilo que perde ou aquilo que não pode ter.
Mas esse ainda não é o propósito maior do afastamento. Outros dirão que o
propósito é nossa evolução e aprendizado. Sim, isso está correto, mas não
explica as nuances do tema, pois todas as provas da vida humana tem como
finalidade última o progresso incessante do nosso espírito. Assim, pode-se
perguntar: evolução visando o que? Quando um espírito evolui, ela passa de um
estado inferior a um estado superior. Qual seria, nesse caso, o estado ou o
propósito mais elevado criado pelo afastamento daqueles que amamos?
Para responder essa pergunta, vamos
analisar quais são os dois maiores mandamentos de Deus segundo Jesus.
Encontramos essa resposta no Evangelho de Marcos, capítulo 12:
Aproximou-se dele um dos escribas que
os tinha ouvido disputar, e sabendo que lhes tinha respondido bem,
perguntou-lhe: Qual é o primeiro de todos os mandamentos?
E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de
todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor.
Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de
todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de
todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento.
E o segundo, semelhante a este, é:
Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que
estes. (Marcos 12:28-31)
Jesus deixa claro que o maior
mandamento da lei é “Amar a Deus sobre todas as coisas” e o segundo mandamento
é: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Esse é, segundo Jesus, o maior
mandamento e também, obviamente, o objetivo máximo do ser humano na Terra, ou
da alma encarnada neste mundo. Observe que Jesus não disse: “Ama tua mãe”; “Ama
teu pai”; “Ama teu filho”; “Ama teu irmão de sangue”; “Ama este ou aquele”.
Não, Jesus não faz referência a isso. Jesus apenas diz para amarmos a Deus
acima de tudo e amarmos o nosso próximo como amamos a nós mesmos.
Em outra passagem, quando alguém
avisou a Jesus que sua mãe e seus irmãos estavam o esperando do lado de fora,
ele disse: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?” Jesus olhou a sua volta e
disse: “Eis aqui minha mãe e meus irmãos. Porquanto, qualquer que fizer a
vontade de Deus, esse é meu irmão, e minha irmã, e minha mãe” (Marcos 3:34,35).
Nessa passagem Jesus deixa clara uma nova ideia de fraternidade. Jesus
compreendia sua verdadeira família não como aquela constituída pelos laços
consanguíneos, mas sim como uma irmandade universal, que todos poderiam fazer
parte, e que o sentido dessa família maior seria a realização da vontade
divina. Assim, Jesus expande nosso conceito de família para além dos laços
biológicos e afetivos. Jesus não disse para amarmos uma ou outra pessoa. Ele
deixou claro que devemos amar a todas as pessoas, de forma plena e
incondicional. Isso está muito claro nos ensinamentos cristãos, assim como na
doutrina de outras religiões. A fraternidade entre os seres não deve se
limitar, não deve ser circunscrita; ser enquadrada apenas em nossos afetos
biológicos ou nos relacionamentos amorosos. A família autêntica, verdadeira, natural
e real deve abranger a todos; deve ser universal, romper fronteiras e englobar
todos os seres viventes.
Dessa forma, qual o sentido do
afastamento das pessoas que nos são caras? Como já dissemos em outra ocasião, o
significado é simples: Deus nos afasta daqueles que amamos para que possamos
amar todas as pessoas. Deus não quer que amemos apenas uma pessoa, duas
pessoas, três pessoas, dez pessoas. Ele quer que amemos todas as pessoas, todos
os seres humanos, e que sejamos uma grande irmandade, uma fraternidade
universal e espiritual, que não conhece barreiras, nem condições, nem qualquer
tipo de restrição, forma ou requisito. O ser humano quase sempre ama de forma
egoísta, limitada, cheio de posse e com várias condicionalidades. Eu amo ele,
mas não amo você. Eu amo minha mãe, mas não amo a mãe dele. Eu quero que meu
filho seja doutor, o filho do outro pode ser lixeiro que não tem importância.
Eu amo meu namorado e o protejo antes do namorado da outra.
Esse típico comportamento humano não
é aceitável nos planos mais elevados do espírito. Para a alma, não há pais,
filhos, irmãos, marido, esposa etc. Há apenas almas que foram criadas por Deus
e que perseguem juntas o mesmo desígnio: o progresso espiritual e sua
aproximação com Deus. Todos devem amar a todos, respeitar uns aos outros, um
proteger a todos e todos protegerem um. As pessoas precisam compreender uma
coisa muito importante: o amor limitado sempre nos conduzirá ao sofrimento,
posto que, se eu amo uma pessoa e a perco, eu sofro. No entanto, se eu amar
todas as pessoas, ou todos os seres da criação, como eu poderia perder algo?
Quem ama apenas um, dois ou três, sofre… pois há sempre a possibilidade da
perda, a saudade, a decepção, a traição, o ciúme etc. Mas quem ama o todo, não
pode jamais sofrer, pois quem pode perder o todo, o cosmos, ou a fraternidade
universal dos seres? Quando amamos a todos, não há perda… mas quando nosso amor
é egoísta e abrange apenas um ou outro, sempre… sempre haverá sofrimento, seja
pela distância, seja pela morte, seja pela traição, seja pela decepção, ou por
qualquer outro motivo.
Dessa forma, para Deus não faz
sentido eu amar um e não
amar o outro; não faz sentido
proteger um e não proteger o outro; não faz sentido eu desejar o bem de um e
estar indiferente ao bem do outro; não faz sentido eu tentar soerguer um e
passar direto diante do outro que está quedado no chão. Vamos lembrar que Deus
não conhece limites, fronteiras, condições, categorias, esferas, classes,
posições etc. É certo que o plano divino não conhece limites, pois tudo no
cosmos é infinito e eterno. Da mesma forma, o amor divino tampouco contém
qualquer tipo de controle, redução, ressalva, condição etc. O amor de Deus
abrange a todos, sem exceção. E para que possamos nos aproximar do amor divino,
é preciso que nosso amor seja cada vez mais universal, impessoal, incondicional
e ilimitado. Todos devem trabalhar pelo bem de todos… mas o ser humano ocupa-se
apenas com o bem dos que lhe são caros, daqueles que ele tem algum afeto.
Jamais haverá evolução enquanto uma pessoa cuidar apenas de quem gosta e deixar
de lado todas as outras pessoas. O amor não conhece limites… o amor é
universal, caso contrário, é apenas egoísmo, apego ou limites passionais e
emocionais que continuarão mantendo o espírito preso e infeliz na noite sombria
do sofrimento.
(Hugo Lapa)
Fonte: Portal do Espritualismo
segunda-feira, 19 de março de 2018
“AS DIFICULDADES DE UM MORTO QUE NÃO SE PREPAROU”

Quando encarnado, acreditava que a
morte era uma mera libertação do espírito e que seguiria para as esferas de
julgamento de onde voltaria a reencarnar, caso não se transferisse aos Mundos
Felizes. Mas, conforme seu depoimento, o que aconteceu após a sua desencarnação
não foi bem assim.
Deixou-nos um alerta. “Não se
acreditem quitados com a Lei, atendendo pequeninos deveres de solidariedade
humana.”
Irmão Andrade, seu guia espiritual,
ajudou na sua desencarnação. Ele sentiu dois corações batendo. A visão
alterava-se. Sentia-se dentro de um nevoeiro enquanto recebia passes.
Sua consciência examinava acertos e
desacertos da vida, buscando justificativas para atenuar as faltas cometidas.
De repente, viu-se à frente de tudo
que idealizou e realizou na vida. As ideias mais insignificantes e os mínimos
atos desfilavam em uma velocidade vertiginosa.
Tentou orar, mas não teve coordenação
mental. Chorou quando viu o vulto da filha Marta aconselhando-o a descansar.
PRECISARIA DE MAIS TEMPO PARA O
DESLIGAMENTO TOTAL
Durante o transe, amparado por sua
filha Marta, tentou falar e se mexer, mas os músculos não obedeceram. Viu-se em
duplicata, com fio prateado ligando-o ao corpo físico. Precisaria de mais tempo
para o desligamento total.
Foi levado para perto do mar para
renovar as forças. As dores desapareceram. Descansou. Teve a sensação de haver
rejuvenescido e notou que estava com trajes impróprios, na ilusão de encontrar
alguém encarnado.
Na volta para casa, vestiu um terno
cinza.
No velório, projeções mentais dos
presentes provocam-lhe mal-estar e angústia.
Os comentários divergentes a seu
respeito provocaram-lhe perturbações passageiras. Continuava ligado ao corpo.
Bezerra de Menezes esclareceu que não
é possível libertar os encarnados rapidamente, depende da vida mental e dos
ideais ligados à vida terrestre.
Jacob melhorou e se aproximou de
amigos encarnados, mas não do corpo, conforme orientação recebida. Percebeu
entidades menos simpáticas e foi impedido de responder.
Decepcionou-se com comentários de
amigos encarnados sobre as despesas do enterro. Não conseguiu suportar estes
dardos mentais.
ENTERROS MUITO CONCORRIDOS
Viu círculos de luz num dos carros, e
percebeu orações a seu favor, e alegrou-se.
Assistiu de longe, pois Bezerra
informou que enterros muito concorridos impõem grande perturbações à alma.
Finalmente liberto do corpo, Jacob
visitou seu lar e seu núcleo de trabalho. Abraçou amigos e seguiu em direção à
praia para se reunir com outros espíritos recém-desencarnados. Durante o
trajeto, ficou preocupado por não lembrar de vidas passadas e por não saber
onde iria morar. Sua filha garantiu que tudo seria solucionado pouco a pouco.
OS ESPÍRITOS NÃO FICAM NAS SEPULTURAS
Como se sabe, a visita às sepulturas
apenas expressa que lembramos do amado ausente. Mas não é o lugar, objetos,
flores e velas que realmente importam. O que importa é a intenção, a lembrança
sincera, o amor e a oração. Túmulos suntuosos não importam e não fazem
diferença para quem parte.
Podemos orar pelos espíritos de onde
estivermos. O lugar não importa, desde que a prece seja sincera.
Quando oramos, a força do pensamento
emite um fio luminoso impulsionado pelo sentimento de amor, indo ao encontro do
espírito para o qual rogamos as bênçãos de Deus.
Porém, o que importa é orarmos com
sinceridade em benefício deles; afinal, se os nossos parentes e amigos já são
felizes, as nossas preces aumentarão ainda mais essa felicidade. Por sua vez,
caso estejam sofrendo, como os espíritos dos suicidas, as nossas orações têm o
poder de aliviar os seus grandes sofrimentos.
FALAR COM OS DESENCARNADOS PELA
ORAÇÃO
Quando sentimos saudade dos parentes
ou dos amigos que estão vivendo muito distantes de nós, simplesmente
telefonamos para eles, matando a saudade.
Assim acontece, também, quando
sentimos falta dos entes queridos que partiram para o mundo espiritual, e
falamos com eles através da oração.
Pelo “celular” do nosso pensamento,
podemos ligar para eles de qualquer lugar onde estejamos.
FRED FIGNER – IRMÃO JACOB DO LIVRO
VOLTEI – PSICOGRAFADO POR CHICO XAVIER
Fernando Rossit –Kardec Rio Preto
FONTE:
http://www.correioespirita.org.br/
domingo, 18 de março de 2018
“EXSTEM CASAMENTO OCASIONAL? POR ACASO? OU O CASAMENTO É PLANEJADO ANTES DO NASCIMENTO, PELA ESPIRITUALIDADE? ”
A família é uma organização prevista
por Deus para bem dar continuidade à espécie, proporcionando ainda uma
estrutura capaz de promover a evolução de seus integrantes. Em pequenas
unidades familiares, os componentes do grupo têm oportunidade de fortalecer e
construir cada vez mais suas virtudes, bem como avançar na área da
inteligência.
Sendo esta uma importantíssima
representação da Lei Divina, esperar-se-ia haver famílias organizadas ao acaso,
nos tempos modernos?
Nos primórdios de nossa evolução,
encarnados na Terra, quando ainda não possuíamos em princípio nenhum vínculo,
seja com quem fosse, pois estávamos iniciando o nosso longo processo de
crescimento moral e intelectual, as famílias, ou melhor, os grupamentos, pois
nos organizávamos em bandos, foram estruturados sem significativos critérios,
em razão de todos estarem no início de suas jornadas.
À medida que aconteceram as primeiras
interações entre nós, Espíritos, também se iniciaram os primeiros vínculos
emocionais ou sentimentais, ainda bem rudimentares, porém começou a se criar
gradativamente um ambiente onde os Espíritos começaram a preferir certos
Espíritos, passando também, por outro lado, a não desejar conviver com outros
Espíritos. Tudo indica que assim deve ter ocorrido.
A Humanidade, avançando cada vez
mais, deixou de se agrupar em grandes comunidades e dividiu-se em pequenas
famílias, proporcionando um estreitamento dos laços afetivos entre alguns e
recrudescimento de animosidades entre outros. Estes primeiros laços
sentimentais podem existir até hoje, porquanto foram fortalecidos e
multiplicados ao integrarmos diversas famílias, visto que não tínhamos
determinantes preferências e ainda nem se justificavam ajustes por parte dos
Espíritos mais evoluídos na organização destas unidades familiares.
Partindo do conhecimento de outra Lei
de Deus, de que o acaso não existe, ou seja, tudo obedece a uma ordem maior em
função das inúmeras leis e princípios a nos reger, todos criados por Deus,
conceito totalmente diferente do tudo está escrito, como entender uma família,
o elemento fundamental de promoção da evolução da espécie humana, constituída
de integrantes reunidos ao acaso ou acidentalmente?
Veja-se algumas citações de Allan
Kardec, sobre o acaso:
Que se deve pensar da opinião dos que
atribuem a formação primária a uma combinação fortuita da matéria, ou, por
outra, ao acaso?
“Outro absurdo! Que homem de
bom-senso pode considerar o acaso um ser inteligente? E, demais, que é o acaso?
Nada.”(1) (Grifo nosso.)
Se o acaso não é nada, como pode ser
o responsável pela união de Espíritos em uma particular família? Avalie-se esta
outra questão, em O que é o Espiritismo:
Se as almas são independentes umas
das outras, donde vem o amor dos pais pelos filhos e o destes por aqueles?
Os Espíritos se ligam pela simpatia,
e o nascimento em tal ou tal família não é um efeito do acaso, mas depende
muitas vezes da escolha feita pelo Espírito, que vem juntar-se àqueles a quem
amou no Mundo Espiritual ou em suas precedentes existências. […] (2) (Grifo
nosso.)
Nesta questão de O que é o
Espiritismo, temos a afirmação de que acertos na erraticidade explicam grande
parte das uniões, pois sabemos que tanto quanto os filhos, muitos pais também
se escolhem frequentemente antes de voltarem. Mas isto não é tudo, ainda temos
outras informações:
Os encontros, que costumam dar-se, de
algumas pessoas e que comumente se atribuem ao acaso, não serão efeito de uma
certa relação de simpatia?
“Entre os seres pensantes há ligação
que ainda não conheceis. O magnetismo é o piloto desta ciência, que mais tarde
compreendereis melhor.”(3) (Grifo nosso)
Esta pergunta fornece a chave para a
compreensão da questão: o magnetismo, anteriormente chamado de simpatia. É esta
ainda uma ciência que dá suporte à afirmação de não haver casamento acidental,
ou seja, todas as uniões obedecem a uma lei que nos aproxima sem que sequer o
saibamos.
Entretanto, há mais subsídios:
Exercem os Espíritos alguma
influência nos acontecimentos da vida?
“Certamente, pois que vos
aconselham.”
a) — Exercem essa influência por
outra forma que não apenas pelos pensamentos que sugerem, isto é, têm ação
direta sobre o cumprimento das coisas?
“Sim, mas nunca atuam fora das leis
da Natureza.” (4)
Comentário de Allan Kardec à pergunta
acima: Imaginamos erradamente que aos Espíritos só caiba manifestar sua ação
por fenômenos extraordinários. […] Assim é que, provocando, por exemplo, o
encontro de duas pessoas, que suporão encontrar-se por acaso; inspirando a
alguém a ideia de passar por determinado lugar; chamando-lhe a atenção para
certo ponto, se disso resulta o que tenham em vista, eles obram de tal maneira
que o homem, crente de que obedece a um impulso próprio, conserva sempre o seu
livre-arbítrio.(5) (Grifo nosso)
Esta nota do mestre lionês, reforça
ainda mais a tese, pois os Espíritos podem promover encontros, e assim o fazem,
visando o bem dos envolvidos, quando estamos encarnados, sem nosso
conhecimento, sem que sequer saibamos.
Um pouco mais à frente, agora na
Revista Espírita, O Codificador ratifica o seu comentário:
“Os Espíritos encarnados agem por si
mesmos, conforme sejam bons ou maus. Podem agir também sob o estímulo de
Espíritos desencarnados, de que se fazem instrumento para o bem ou para o mal,
ou para a realização de certos fatos. […] Dessa forma, encontramos alguém que
nos leva a fazer ou deixar de fazer alguma coisa; pensamos que é o acaso que
no-lo envia, quando, na maioria das vezes são os Espíritos que nos impelem uns
para os outros, porque esse encontro deve conduzir a um resultado determinado.”
(6) (Grifo nosso.)
É preciso entender que se houvesse
acaso, Deus não teria controle sobre a sua própria criação, bem como sobre suas
criaturas, entendimento inadmissível, considerando os atributos da onisciência
e onipotência caracterizando a Divindade. Além disso, nossa responsabilidade
pela evolução da família, de que fazemos parte, seria questionável.
Sendo assim, não imaginemos estarmos
casados formalmente ou em regime de parceria, ao acaso, e que, por conta deste
alegado “acidente de percurso”, podemos quebrar a união por motivos banais,
frívolos e injustos. Longe de entender ser o casamento indissolúvel, pois o
conceito de indissolubilidade do casamento é uma lei humana muito contrária à
Lei da Natureza, a união, nada obstante, de modo algum aconteceu por acaso.
Autor: Rogério Miguez- Fonte: Agenda
Espirita
1 - Os Espíritos que reencarnam
planejam seu casamento na Terra?
Sim, quando esclarecidos e
conscientes de suas necessidades, o que não ocorre com multidões que retornam à
carne atendendo ao automatismo reencarnatório.
2 - Não há da parte dos mentores
espirituais o cuidado de planejar algo a respeito?
Há sempre um acompanhamento e um
empenho de orientação, mas é preciso considerar que planejamento implica em
consciência de responsabilidade, que não é o forte dos Espíritos imaturos que
habitam nosso planeta de expiação e provas.
3 - Podemos dizer que os casamentos
que dão certo são aqueles que foram planejados?
Estes têm melhores chances, mas
também podem fracassar. Nossa visão na Espiritualidade é bem mais objetiva.
Identificamos com clareza nossas necessidades e o que nos cumpre fazer. Na
Terra é frequente prevalecerem nossas paixões, pondo a perder, não raro, planos
cuidadosamente elaborados.
4 - Quando o casamento não dá certo,
ainda que planejado, é lícito partir para nova experiência afetiva?
O livre-arbítrio outorga-nos a
possibilidade de recompor nossa vida nos domínios da afetividade e os próprios
mentores espirituais podem nos auxiliar nesse mister. Tudo o que desejam é que
tenhamos aprendido algumas lições e não incorramos nos mesmos enganos que
determinaram o fracasso anterior.
5 - Como fica nosso compromisso com o
cônjuge do qual nos separamos?
Normalmente o casamento objetivo
harmonização de Espíritos que se reúnem no lar, consolidando laços de
afetividade ou desfazendo nós de animosidade. Se isso não ocorre, fatalmente
nos reencontraremos para novas experiências em comum.
6 - Voltaremos à condição de
cônjuges?
A misericórdia divina poderá facultar
uma mudança de posições nesse relacionamento, ligando-nos por laços de consanguinidade
— pai e filha, mãe e filho ou como irmãos — que exercem poderosa influência
nessa harmonização.
7 - Há registro de pessoas que
colecionam casamentos, em uniões efêmeras. Ao desencarnar, com quem ficarão?
Com a solidão, em estágios
depuradores nas regiões umbralinas. Ali terão a oportunidade de refletir sobre
tendências inferiores não combatidas que inviabilizaram uma convivência estável
e proveitosa.
8 - Como ser feliz no casamento?
Sendo feliz antes dele. A felicidade
é uma realização pessoal que pede esforço por entender os objetivos da existência
humana e empenho por cumprir os desígnios divinos. Pessoas felizes, que cumprem
a vontade de Deus, fazem casamentos felizes.
RICHARD SIMONETTI- Fonte: Espiritbook
sábado, 17 de março de 2018
“O ARREPENDIMENTO SE DÁ EM VIDA OU DEPOIS DA MORTE? ”
O arrependimento se dá no estado
corporal ou no estado espiritual?
Vejamos a Questão 990 de O Livro dos
Espíritos:
-“No estado espiritual; mas, também
pode ocorrer no estado corporal quando bem compreendeis a diferença entre o bem
e o mal”.
Definição: Podemos definir o
arrependimento como a consciência de que fizemos algo errado, de que
prejudicamos alguém ou a nós mesmos. É admitir, aceitar que errou.
Consequência (dor moral): culpa,
angústia, depressão, tristeza, remorso, ansiedade indefinível e até desespero.
Implica em dor moral, quer dizer,
quem se arrepende passa a sofrer.
A dor é tanto maior quanto:
a) a gravidade de nossas faltas
(diferença entre ser mal educado no trânsito e tirar a vida do nosso
semelhante);
b) grau de maturidade do espírito.
Quanto mais evoluído o espírito, mais
ele sofre:
1- porque tem condições de avaliar a
extensão dos prejuízos que causou a si mesmo e ao seu semelhante;
2- e mais: tem consciência de que
poderia evitar. Então, maior a responsabilidade, maior a dor moral do
arrependimento.
Consequência do arrependimento no
estado espiritual:
É desejar o arrependido uma nova
reencarnação para se purificar. O espírito compreende as imperfeições que o
privam de ser feliz e por isso aspira a uma nova existência que possa expiar
suas faltas.
“Muito antes da encarnação, o
espírito faz uma análise de suas possibilidades, estuda o caminho que melhor
lhe garante o progresso, e de acordo com suas aptidões e segundo o grau de
evolução já alcançado, escolhe, em plena posse de sua consciência, a estrada
repleta de dores, mas fecunda de progressos espirituais.
Qual a visão espírita da ansiedade?
Reconhece o espírito, na posse de
suas faculdades integrais, que somente a luta lhe oferece inúmeras
possibilidades de evolução. Daí a preferência pelos ambientes de dor e
privação, abençoados corretivos que Deus lhe oferece para a reparação do
passado e desenvolvimento do seu espírito”. (Emmanuel – no livro Emmanuel).
Consequência do arrependimento no
estado corporal é fazer que, já na vida atual, o espírito progrida, se tiver
tempo de reparar suas faltas (OLE).
O arrependimento pode acontecer na
Terra pelo exercício da razão.
Exemplo típico: o indivíduo que parte
para a violência em razão de alguma contrariedade sofrida:
O marido traído, que mata a esposa;
A mãe que fere, machuca a criança ao
castigá-la.
Depois o lamento, o arrependimento:
-Ah! Meu Deus! Por que eu fiz isso,
por que não me controlei?
NÃO BASTA O ARREPENDIMENTO:
O arrependimento não redime, não
corrige o que fizemos de errado, é apenas um primeiro passo na árdua jornada da
reabilitação. É fundamental que o mal seja reparado.
Quando o arrependimento é sincero, a
vida pode ser marcada por profundas transformações, a caminho de grandiosas
realizações.
Como nos libertamos das expectativas?
Nesse caso a dor moral é grande e a
reabilitação é o único caminho a seguir NA BUSCA DO ALÍVIO.
Casos de não arrependimento (pessoas
que não aceitam, que não admitem o erro)
Na maioria das vezes, seres comuns
que somos, fugimos de nossas responsabilidades, pois estamos sempre prontos a
justificar nossos erros com intermináveis desculpas.
Por exemplo:
1-roubei, sim, e até matei, porque
tinha fome – alega o criminoso, esquecido que poderia trabalhar para conseguir
sobreviver;
2-enriqueci, sim, mas com meu
esforço, com o trabalho digno, sem prejudicar ninguém – afirma o industrial que
explorou seus empregados e sonegou impostos;
3-bebo sim, mas para enfrentar os
problemas da vida – explica o alcoólatra, sem atinar para o fato que se
transformou, ele mesmo, num grande problema;
Por que o arrependimento se dá, as
mais das vezes, no estado espiritual:
Principalmente por causa do orgulho:
não queremos admitir que fracassamos, que fomos incapazes de fazer alguma coisa
conforme recomendam a ética e a moral, que não conseguimos ficar calmos no
momento da ação, que reagimos com infantilidade, que fomos imprudentes,
impacientes, levianos, desonestos, egoístas….
Como os Mentores Espirituais podem ajudar
na Reforma Íntima?
Via de regra, transitamos pela vida
de consciência anestesiada, adormecida pela indiferença em relação aos valores
morais, para somente despertarmos no Plano Espiritual, quando nos habilitamos a
longas e penosas jornadas de reabilitação.
Mostrando-nos por antecipação as
realidades espirituais, a Doutrina Espírita representa o mais vigoroso apelo da
espiritualidade em favor da criatura humana.
Qual o caminho a seguir? Nos
arrependermos e seguir em frente, sem desculpas, assumindo os erros e nos
esforçando para não cair mais. Para isso, precisamos voltar nossa atenção para
nós mesmos, corrigindo-nos, melhorando-nos.
20 dicas de Chico Xavier para a sua
reforma íntima
O espírita não é necessariamente um
ser virtuoso, mas simplesmente alguém que tem o compromisso com a virtude.
Alguém que mantém sempre acesa a chama de querer melhorar-se sempre.
Chico de minas Xavier- Fonte: ESPIRIT
BOOK
sexta-feira, 16 de março de 2018
“EVOLUIR ESPIRITUALMENTE NÃO É FÁCIL. SÃO MUITOS OS DESAFIOS PARA QUEM QUER EVOLUIR. ”
A decisão de mudar é sua. Nem sempre
as pessoas à sua volta irão te acompanhar ou entender sua evolução.
Infelizmente, quem muda muitas vezes amarga alguns momentos de solidão. Os
outros ficam presos nos mesmos padrões que você abandonou. Você melhorou,
amadureceu, cresceu; os outros continuaram com os mesmos erros. Nesta hora é
importante aceitar que cada um tem seu tempo e que o espaço à sua volta será
preenchido por quem te acompanhar na evolução. Paciência!
Um dos maiores desafios de quem
realmente caminha na evolução espiritual é que este caminho é individual. As
transformações são profundas e muitas vezes as pessoas em volta não entendem.
Um sujeito fazia parte de um grupo muito preconceituoso. Graças à evolução
espiritual, mudou seus pensamentos e sentimentos com relação às pessoas mais
simples. Seus amigos passaram a criticá-lo. Ele percebeu que já não se harmonizava
com as vibrações negativas do grupo. Se distanciou dos mais radicais e manteve
contato com outros. Alguns destes outros foram transformados pelo seu bom
exemplo. Outros se foram; por isto, não conseguiram boicotar a transformação e
a evolução.
Os desafios de quem evolui são
vários, e nem sempre são fáceis.
Reflexão inspirada nos ensinamentos
do livro Nascer Várias Vezes
Allan Kardec: o homem que pratica o bem deve,
pois, preparar-se para se ferir na ingratidão
A grande vantagem de se abrir para a
espiritualidade é ter uma vida muito melhor e com mais sabedoria. Dicas para se
aproximar de Deus.
O sofrimento não é o caminho mais eficiente para a transformação humana
Oito dicas para você vencer na vida praticando a paz e a justiça no
coração
"Cada um acerta onde evoluiu e
erra onde falta aprendizado.
Esta regra vale para todos encarnados
no planeta Terra.
Quando as qualidades forem se
multiplicando, os defeitos diminuirão.
Neste momento haverá mais amor, mais
eficiência e mais sabedoria."
Sua evolução te ajudará a acertar mais do que
errará.
Todavia, haverão ainda situações nos
quais estará despreparado para enfrentar com sabedoria.
Estas situações aparecerão, com
certeza. Os desafios continuam, sempre.
Humildade para aprender e continuar
sempre ganhando sabedorias.
Sabedorias tornam mais fácil
enfrentar os desafios.
Pessoas evoluídas, estão bem
preparadas para evitar, contornar e superar problemas.
Eles virão e criarão a seguinte
situação: ou aprende ou sofrerá mais.
Quando você for sábio, superar
problemas, seguir seu caminho, muitos não tolerarão estar ao seu lado. Porque
nem sempre quem a gente gosta está disposta a seguir o bom exemplo.
Tenha paz, paciência e serenidade.
Somente quem se interessar pela "luz" ficará satisfeito ao seu lado
quando você evoluir bastante.
O prêmio pela evolução.
Engana-se quem pensa que o prêmio por
haver evoluído muito espiritualmente será a ausência de desafios, dissabores ou
problemas.
Na vida encarnada sempre haverão os
desafios, dissabores e problemas.
O que muda é a maior capacidade de
resolver estes problemas e a capacidade de enfrentá-los sofrendo menos ou não
sofrendo.
O prêmio é a sabedoria que diminui o
sofrimento que os problemas causam e a capacidade de evitar muitos dissabores.
Autor: Regis Mesquita
https://twitter.com/saberespirita
“MINHA MULHER ENGRAVIDOU DE UM ESTUPRADOR- EU ACOLHI O BEBÊ NASCIDO DESSA VIOLÊNCIA.”
Em 2014, Jennifer Christie publicou
um testemunho dilacerante: estuprada durante uma viagem a trabalho, ela
engravidou do estuprador, viveu uma tormenta emocional brutal e, em todos os
momentos, contou com um apoio decidido e magnânimo: o do marido, Jeff, que a
incentivou a dar à luz o bebê inocente que aquele ato de violência tinha
gerado.
O arrepiante testemunho de Jennifer
deixa uma mensagem de esperança e coragem para as mulheres que passaram pela
tragédia do estupro e que, em decorrência dele, sofrem a dramática tentação do
aborto. Jennifer e tantas outras vítimas que sobreviveram a essa violência
terrível são um depoimento vivo de que o trauma do estupro não precisa ser
ampliado pelo trauma do aborto. Ao contrário: a chegada de um bebê inocente
pode ser o caminho da cura e a virada de página para uma vida nova da mente, da
alma e também do corpo.
Mas Jennifer não é a única a dar um
testemunho arrepiante (não deixe de ler o relato dela aqui).
O marido dela, Jeff Christie, também
fez questão de dar um depoimento extraordinário – e de grande importância
diante da espúria campanha ideológica focada em negar aos homens o direito de
opinarem e participarem da solução desses quadros, falsamente rotulados pelo ativismo
abortista como “assunto exclusivo da mulher”.
Este é o depoimento de Jeff:
Eu não fiquei grávido por estupro.
Mas a minha esposa sim. E eu tenho a minha opinião sobre isso.
Entendo perfeitamente as mulheres
quando elas dizem que os homens não têm que dizer nada nos casos de gravidez
por estupro. Existe, às vezes, um pouco de verdade nesta afirmação. Mas quando
isso aconteceu com a minha esposa, a mulher com quem estou casado há 22 anos,
quando ela foi brutalmente violentada e agredida, eu entendo que aquilo afetou
profundamente e de maneira muito íntima também a mim.
O nosso precioso filho de 3 anos foi
concebido naquele horrível ato de maldade. E ele foi um presente felicíssimo
para nós dois, que nos ajudou a superar aquela violência dia após dia.
Eu já li muitos comentários e já ouvi
várias opiniões. Concordo que não podemos pensar nem sentir o que aconteceu
numa situação dessas sem tê-la sofrido na própria carne. É uma realidade
terrível e cruel com a qual eu vivo. Sou consciente de que não posso eliminar o
trauma que a minha esposa sofreu, apesar do tanto que eu tento. Reconheço que
não posso nem nunca vou ser capaz de entender a profundidade do sofrimento
dela.
E ela também não vai compreender o
meu. Considera-se que eu sou o protetor dela. Eu sou o homem que, diante das
nossas famílias e dos nossos amigos, declarei: “Prometo, na alegria e na
tristeza…”. Eu prometi, no meu coração, proteger a segurança do seu corpo e do
seu coração. E onde é que eu estava na hora em que ela mais precisou de mim? Eu
vivo com esse peso constante e não cesso de me perguntar: “O que é que teria
acontecido se…?”… “Por que eu não…?”… Esses pensamentos me acompanham sempre.
Antes que qualquer outra pessoa
notasse, eu sabia que aquela mulher que eu conhecia desde os 14 anos e que era
uma moça jovial, extrovertida, com aquelas tiradas que faziam todo mundo rir,
nunca mais ia ser a mesma pessoa. Eu também compreendi que aquele pequeno, o
nosso filho, não tinha tido culpa nenhuma do horror que a mãe dele tinha
passado.
Eu sabia que a minha esposa nunca
mais iria esquecer a atrocidade que padeceu, tivesse ou não tivesse nascido
aquele bebê inocente. É de uma ignorância arrogante defender comentários do
tipo “Se tiver o filho, a vítima do estupro vai ter que viver a vida inteira
com a lembrança do monstro que fez aquilo”. Ela não precisa de nenhum lembrete.
O estupro vai ficar impresso para sempre na memória dela, com ou sem o bebê.
E o que são essas crianças concebidas
numa violação terrível se não “lembretes”? Eu posso responder pela minha
experiência própria.
Esses bebês são chances de redenção.
São o caminho da cura e uma resposta ao pesadelo da crueldade e do sem-sentido.
Isaías 61,3 diz que Ele confortará os que lamentam e lhes concederá “uma coroa
em vez de cinzas, azeite de alegria em vez de luto, traje de festa em vez de
espírito desalentado”.
A minha esposa adora dizer que o
nosso filho lhe deu esperança, lhe deu um propósito na vida. Essa chama de amor
brilhava no coração dela. Eu sabia que, sem aquele menino, nascido com
violência, sem aquela alma pura a quem proteger e alimentar, ela ia se sentir
sempre sozinha no seu vitimismo. Durante a vida inteira ela se perguntaria por
que teve que acontecer aquilo com ela, uma criatura amada por Deus. Aquele
estuprador perverso não deixou só uma, e sim duas vítimas do seu crime: a
mulher ultrajada e a vida concebida naquela ação hedionda.
Eu tenho que fazer uma confissão
definitiva: eu também comecei a me curar com a notícia da concepção do nosso
filho. E digo “nosso filho” porque a minha querida esposa e eu somos uma só
alma. Se ela está grávida, então NÓS estamos esperando um bebê.
Passei as primeiras semanas depois do
estupro sendo o arrimo e a fortaleza que a minha esposa precisava, machucando
as minhas mãos quando esmurrava com raiva as paredes do lavabo. Em duas décadas
de matrimônio eu nunca tinha questionado o meu papel de esposo protetor. Mas,
naquele momento, eu me senti angustiado; não podia suportar a ideia de me ver
responsável pelo acontecido, de não ter podido protegê-la justo naquela hora.
É claro que eu nem tento comparar a
minha experiência com o tormento dela. Mas considero meu dever falar em nome
dos homens que, de algum modo, se viram atingidos pelo ataque sexual sofrido
pela mulher a quem eles amam. Nós também estamos feridos. O dano colateral é
imenso.
Mas o bebê…
Ele cura, ele ensina e ele nos dá
coragem. Ele nos força a olhar para além de nós mesmos. É uma oportunidade
impressionante que ele dá para nós, os pais, de trazer outra alma cheia de amor
e de compaixão a este mundo. Não é o nosso único filho: é o caçula de cinco.
Assim como os outros, ele chegou à nossa vida pela vontade de Deus, que nos
confiou o seu cuidado.
Assim como foi com os outros filhos,
o nosso amor por ele começou desde o momento em que soubemos da sua existência.
Nós o recebemos no nosso lar com a mesma devoção e reverência com que recebemos
os irmãos e a irmã dele. Todos o amam e o sentem como irmão, sem considerá-lo
diferente. Eles sabem como ele foi concebido, mas nunca levam isso em conta
quando olham para ele ou brincam com ele. Essa aceptação incondicional do
irmãozinho nos fortalece, a mim e à minha esposa, em nosso trabalho de pais.
Agora me dirijo às mulheres que
abortaram depois de um estupro e lhes digo que não pretendemos julgá-las. Nós
entendemos, mais que ninguém, que a decisão que uma mulher enfrenta nos
primeiros meses depois do trauma de um estupro, quando ainda se tenta achar
sentido no que aconteceu, é esmagadora. Perceber que você sente animosidade
pela criança que foi gerada naquela violência é terrível.
Nós também vivemos isso. Nós sabemos
que o futuro pode parecer tão escuro que só se quer reduzir a pressão do jeito
que for. No nosso caso, realmente não houve decisão. Sem discussão, nós
sabíamos que honraríamos a Deus e as nossas convicções e protegeríamos essa
pequena alma do dano do aborto. É possível que outras mulheres não tenham
contado com esse apoio. O que nós podemos garantir a elas é que Deus perdoa e
nos permite aprender de todos os nossos erros.
Parte da grandeza da vida humana é
que nós sempre temos a possibilidade de mudar o rumo, retificando as coisas ao
longo da nossa vida. Deus pode nos mudar. Só temos que deixar. E querer de
verdade.
A todas as mulheres que foram
ultrajadas e que carregam uma vida no ventre, nós oferecemos ajuda e
compreensão. Amor e oração. Peçam a nossa ajuda. Nós sabemos que vocês não vão
esquecer aquele dia, mas, com o tempo, sabemos que podem se sentir sanadas,
curadas.
A minha esposa gosta de lembrar que
“não existe volta atrás, mas sempre existe um caminho para frente”. Existe a
possibilidade de aceitar essa nova realidade e aprender a vivê-la dia a dia. Eu
reforço que a pessoa que cresce dentro de vocês é única, irrepetível. Vocês não
estão sozinhas. Sim, a vida de vocês mudou drasticamente, mas essa anormalidade
foi culpa do malfeitor que violentou vocês, não da criança que cresce no seu
ventre. Ela também é vítima.
Nestes quatro anos, o corpo da minha
esposa não ficou totalmente sanado daquele ataque brutal. Vocês também podem
ficar com sequelas emocionais e físicas duradouras. O corpo de uma mulher nunca
deveria sofrer ultraje algum, mas, quando vocês pensarem com calma, vão ver,
também, que esse corpo foi milagrosamente desenhado para proteger e fazer
crescer a vida.
O que acontece depois do nascimento
depende de vocês. Sempre há opções. Sempre há pessoas dispostas a ajudar.
Termino com um tributo à minha
formidável esposa e às mulheres incríveis que ela foi encontrando desde o
momento em que compartilhou esse episódio da nossa vida. Verdadeiras heroínas.
Ler as histórias delas, cheias de inspiração, de determinação e de coragem, me
deixa sempre sem palavras.
Eu tenho que mexer a cabeça toda vez que
vejo alguém afirmar que nem todas as mulheres são fortes o suficiente para
manter a gravidez em circunstâncias dessas ou depois de um trauma desses. Não
estou de acordo. Eu vi a minha mulher dar à luz cinco vezes. Eu vi a minha
mulher se manter serena e firme em situações que fariam tremer muitos homens de
aço. A fortaleza de uma mulher não deveria nunca ser subestimada.
Eu sei que eu não fiquei grávido
depois do estupro, mas a minha mulher sim. A minha vida também mudou naquele
dia para sempre. Não me digam que a minha opinião não conta. Não me digam que
eu não posso ter voz na defesa da vida no ventre materno. E, por favor, não me
digam que eu não tenho a menor ideia do que uma mulher tem que enfrentar numa
situação terrível como esta.
Eu tenho. E eu sei o que se sente.
ALETEIA
Fonte: Chico de Minas Xavier
quinta-feira, 15 de março de 2018
“É POSSÍVEL NEUTRALIZAR A AÇÃO DOS ESPÍRITOS OBSESSORES? ”
Importante que todos nós,
independente da corrente filosófico-religiosa que professamos, possamos
conhecer melhor o panorama terrestre em seu aspecto espiritual cujo nível
evolutivo ainda se encontra classificado como “Mundo de Provas e Expiações”.
Antes disto, éramos um planeta primitivo e estamos ainda nos primeiros degraus
do processo evolutivo, onde gradativamente vamos nos aprimorando moral e
intelectualmente através das reencarnações. Basta observar as informações
prestadas pela mídia em geral, para verificarmos que ainda existe a
predominância do mal sobre o bem em nossa sociedade. Embora nosso planeta tenha
entrado em uma fase de “transição planetária” prestes a ser promovido a “Mundo
de Regeneração”, com predominância do bem sobre o mal, este processo deverá
levar ainda várias décadas até ser concluído.
Como existe a predominância da
maldade, isto significa que a maioria das almas que desencarnam e retornam ao
mundo espiritual (erraticidade) vibram nas faixas morais inferiores, presos aos
vícios e a violência. Estes espíritos permanecem um tempo mais ou menos longo,
conforme o caso, em regiões próximas a Terra, conhecidas como Umbral.
Eventualmente são resgatados e transportados para as cidades organizadas na
erraticidade, onde após a recuperação e adaptação necessária, se preparam para
novas reencarnações. A questão é que estes espíritos desencarnados, quando
ainda se encontram em condições perturbadoras, entram em sintonia com a
população encarnada, aumentando ainda mais a desarmonia social. Podem ser
classificados de uma forma geral em dois grandes grupos: aqueles que
fracassaram devido aos desvios morais (álcool, drogas, sexo desregrado, etc.)
ou quando estavam envolvidos na criminalidade (quadrilhas organizadas tanto de
criminosos comuns, como políticos e até religiosos que traíram os compromissos
assumidos).
Ficamos então aqui reencarnados na
crosta planetária, em permanente contato com estes grupos, cuja sintonia vai
ser estabelecida conforme o nosso padrão moral. Em nossos relacionamentos sociais
ou familiares, nós decidimos quem convidar, ficando em nossa presença apenas
aqueles que nos interessam. Entretanto, com relação aos espíritos, a
aproximação deles se faz por intermédio de nossos pensamentos e de nossas
ações. É uma questão de sintonia, passando a ser a afinidade moral que define a
natureza do espírito a ficar em nossa presença. Indivíduos que já despertaram
para a necessidade de realizarem uma transformação moral, procurando pautar as
atividades da rotina diária dentro dos preceitos cristãos, com certeza estarão
sintonizados com as esferas espirituais mais elevadas, trazendo para junto de
si entidades nobres que irão ajudar na medida do permitido. Por outro lado,
pessoas que se deixam levar pelos vícios, ou mesmo a atividades condenáveis,
“convidam” mentalmente para estarem ao seu lado, espíritos moralmente enfermos
e viciados. Estes, gradativamente estabelecem as “pontes” de contato,
realizando uma verdadeira “vampirização”, sugando as energias do encarnado que
os convidou pelos pensamentos indevidos. Além de serem verdadeiros “parasitas”
das nossas energias, estes obsessores além de nos influenciarem a tomar
decisões equivocadas, podem também transmitir as enfermidades de que são
portadores (bacilos espirituais), causando sérios danos a todos aqueles que
voluntariamente se tornaram as suas vítimas.
Existem situações diferentes, onde
indivíduos que mesmo tendo uma vida digna e responsável, se tornam vítimas de
espíritos vingativos e cruéis. No caso então a explicação transcende a presente
reencarnação. Geralmente são vítimas agora, mas estão resgatando os equívocos
de ações equivocadas perpetradas em outras existências. Nem todos aqueles que
se sentem prejudicados pelas nossas decisões, conseguem nos perdoar. Assim, ao
regressar à erraticidade, buscam desforra pelos supostos ultrajes de que se
dizem vítimas. Ao nos encontrarem, mesmo agora em roupagem carnal diferente,
procuram nos prejudicar de todas as formas possíveis.
Para neutralizar estas influências
perniciosas, as casas espíritas orientam que para revertermos esta situação
isto vai depender fundamentalmente do esforço pessoal daquele que sofre o
processo obsessivo. Os nossos obsessores não podem ser confinados em uma
prisão, pois é da lei de Deus que devemos colher o que plantamos. A única forma
de atenuar as influências negativas destas entidades enfermas sobre nós, é
melhorando o nosso padrão moral, de forma à não sintonizarmos na mesma faixa
mental em que eles se encontram. Para isto, a frequência à um centro espírita é
fundamental, com atendimento nos trabalhos de desobsessão, associado a
fluidoterapia e principalmente a presença constante nas palestras e cursos
oferecidos nestas casas. Com estes tratamentos e recebendo as informações
fundamentais sobre o Espiritismo, passaremos a entender melhor o mecanismo de
interação entre o mundo material e o mundo espiritual, despertando em um
interesse maior na transformação moral que irá atenuar os efeitos obsessivos.
Longe de reclamar dos espíritos
obsessores, devemos sempre recordar que eles foram convidados por nós pela
nossa ação mental ou são antigas vítimas de vidas pregressas em busca da
reparação. O mais importante é que se resultado deste processo obsessivo, nós
nos transformarmos moralmente, nos tornando pessoas de bem, a experiência
embora dolorosa terá sido positiva. Estes espíritos enfermos, que antes se
aproximavam com objetivo de nos prejudicar, ao notarem a nossa disposição para
a uma vida cristã, também serão tocados pelas energias renovadoras, modificando
as próprias disposições mentais doentias. Muitos inclusive passam a ser nossos
colaboradores, se tornando elementos úteis diante das novas possibilidades de
trabalhado para ambos, algoz e vítima. Embora qualquer mudança de paradigma
seja difícil, estimulamos a todos a redobrarem os esforços necessários para
este comedimento, pois é a alternativa mais viável no caminho da paz e da
felicidade tão necessárias para todos nós.
Álvaro Augusto Vargas
Fonte: União Espírita de Piracicaba
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