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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

"O VOO DA LIBERDADE"


Rasgando as vestes carnais que o prendia ao corpo físico, o Espírito, como um pássaro que foge da gaiola, voa então o voo da liberdade rumo ao infinito.
Porém, como um pássaro, prisioneiro por tanto tempo, tem dificuldade em recomeçar uma nova vida, assim também, os Espírito não preparados, recém libertos das amarras que o prendiam a matéria, demoram em entender e aceitar a sua nova condição.
Perdidos num labirinto de semelhanças entre o mundo físico e o mundo Espiritual, ficam totalmente desorientados.
Pelas ruas das grandes cidades, pelos corredores de hospitais, até mesmo em templos religiosos, Espíritos, confusos, vagueiam à procura de informações, fazendo perguntas sem respostas.
Não creem estarem mortos, e realmente não estão. Pois a morte não existe.
- Se morri, porque tenho o mesmo corpo físico, perguntam?
- Onde está o céu...o inferno de que tanto me falavam?
-Onde está Deus...afinal sempre fui religioso...sempre frequentei a igreja...quantas missas assisti.!
-Se não morri, onde estou? Será um sonho? Um pesadelo? -Se não morri, exijo que meus direitos sejam respeitados, afinal, eu sou uma pessoa importante, tenho bons relacionamentos...
São horas, dias, meses...muitos passam anos neste tormento.
E quando entendem o que aconteceu muitos não aceitam sua nova condição.
-Sou Jovem, tinha uma vida inteira pela frente. Não podia ter acontecido isso comigo.
-E eu! Trabalhei tanto para construir meu patrimônio, agora que poderia colher os frutos do meu trabalho...outros, usufruirão do dinheiro que economizei.
Não entendem que não somos donos de nada. A nossa vida, não nos pertence. Tudo que temos nos foi emprestado e pode ser tirado a qualquer momento. Por isso, temos que fazer bom uso dos bens que nos foi confiado por que um dia teremos que prestar contas a quem confiou em nós.
Disse Jesus: “ Orai e Vigiai porque não sabeis o dia nem a hora”.
Percebemos que nem todos que adentram ao mundo espiritual estão preparados para ganhar a liberdade.
Ninguém muda de caráter, ninguém muda de personalidade após a noite do túmulo.
Se não nos desvencilharmos das amarras do egoísmo, do ódio, da ganância, do orgulho das paixões desenfreadas ainda no corpo físico, dificilmente teremos paz no mundo espiritual.
Só aquele que entendeu o recado do Mestre, que viemos a este mundo para servir e não para sermos servidos. Só aquele que amou a todos sem distinção de raça, cor, religião, situação sócio econômica, que viu em cada irmão que cruzou o seu caminho, a imagem e semelhança do Cristo; este sim, está preparado para o voo da liberdade. Este sim, está preparado para voar ao encontro de Deus.
Sabino Rodrigues

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

"PORQUE NÃO LEMBRAMOS DE VIDAS PASSADAS"?

Não nos lembramos das vidas passadas e nisso está a sabedoria de Deus.
Se lembrássemos do mal que fizemos ou dos sofrimentos que passamos, dos inimigos que nos prejudicaram ou daqueles a quem prejudicamos, não teríamos condições de viver entre eles atualmente.
Pois, muitas vezes, os inimigos do passado hoje são os nossos filhos, nossos irmãos, nossos pais, nossos amigos, que presentemente se encontram junto de nós para a reconciliação. Por isso, existe a reencarnação.
Certamente, hoje estamos corrigindo erros praticados contra alguém, sofrendo as conseqüências de crimes perpretados, ou mesmo sendo amparados, auxiliados por aqueles que, no pretérito, nos prejudicaram. Daí a importância da família, onde se costumam reatar os laços cortados em existências anteriores.
A reencarnação, desta forma, é a oportunidade de reparação, como também, oportunidade de devotarmos nossos esforços pelo bem dos outros, apressando nossa evolução espiritual.
Quando reencarnamos, trazemos um "plano de vida", compromissos assumidos perante a espiritualidade e perante nós mesmos, e que dizem respeito à reparação do mal e à prática de todo o bem possível.
“Se a provação te aflige, Deus te conceda paz. Se o cansaço te pesa, Deus te sustente em paz. Se te falta a esperança, Deus te acrescente a paz. Se alguém te ofende ou fere, Deus te renove em paz. Sobre as trevas da noite, O Céu fulgura em paz. Ama, serve e confia. Deus te mantém em paz.“
Chico Xavier - Emmanuel

"AMOR SEM ILUSÃO."

Conta-se que um jovem caminhava pelas montanhas nevadas da velha Índia, absorvido em profundos questionamentos sobre o amor, sem poder solucionar suas ansiedades.
Percebeu que, pelo mesmo caminho, vinha em sua direção um velho sábio.
E porque não conseguia encontrar uma resposta que lhe aquietasse a alma, resolveu pedir ao sábio que o ajudasse.
Aproximou-se e falou com verdadeiro interesse:
Senhor, desejo encontrar minha amada e construir com ela uma família, com base no verdadeiro amor.
Todavia, sempre que me vem à mente uma jovem bela e graciosa e eu a olho com atenção, em meus pensamentos ela vai se transformando rapidamente.
Seus cabelos tornam-se alvos como a neve, sua pele rósea e firme fica pálida e se enche de profundos vincos.
Seu olhar vivaz perde o brilho e parece perder-se no Infinito. Sua forma física se modifica acentuadamente e eu me apavoro.
Desejo saber, meu sábio, como é que o amor poderá ser eterno, como falam os poetas?
Naquele mesmo instante, aproxima-se de ambos uma jovem envolta em luto, trazendo no rosto expressões de profunda dor.
Dirige-se ao sábio e lhe fala com voz embargada:
Acabo de enterrar o corpo de meu pai, que morreu antes de completar 50 anos.
Sofro, porque nunca poderei ver sua cabeça branca aureolada de conhecimentos, seu rosto marcado pelas rugas da experiência, nem seu olhar amadurecido pelas lições da vida.
Sofro, porque não poderei mais ouvir suas histórias sábias, nem contemplar seu sorriso de ternura.
Não sentirei suas mãos enrugadas tomando as minhas com profundo afeto.
Naquele momento, o sábio dirigiu-se ao jovem e falou com serenidade:
Você percebe agora as nuanças do amor sem ilusões, meu jovem?
 O amor verdadeiro é eterno porque não se apega ao corpo físico, mas se afeiçoa ao ser imortal.
É nesse sentimento sem ilusões nem fantasias que reside o verdadeiro e eterno amor.
A lição do velho sábio é de grande valia para todos nós que buscamos as belezas da forma física, sem observar as grandezas da alma imortal.
O sentimento que valoriza somente as aparências exteriores não é amor, é paixão ilusória.
O amor verdadeiro observa, além da roupagem física que se desgasta e morre, a alma que se aperfeiçoa, para prosseguir vivendo e amando pela Eternidade afora.
As flores, por mais belas que sejam, um dia murcham e morrem.
Mas o seu perfume permanece no ar e no olfato daqueles que o souberam guardar em frascos adequados.
O corpo humano, por mais belo e cheio de vida que seja, um dia envelhece e morre.
Mas as virtudes do Espírito que dele se liberta, continuam vivas nos sentimentos daqueles que as souberam apreciar e preservar, na ânfora do coração.
Pensemos nisso!
Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

"CASAMENTO E DIVÓRCIO"

Divórcio, edificação adiada, resto a pagar no balanço do espírito devedor. Isso geralmente porque um dos cônjuges, sócio na firma do casamento, veio a esquecer que os direitos na instituição doméstica somam deveres iguais. 
A Doutrina Espírita elucida claramente o problema do lar, definindo responsabilidades e entremostrando os remanescentes do trabalho a fazer, segundo os compromissos anteriores em que marido e mulher assinaram contrato de serviço, antes da reencarnação. 
Dois espíritos sob o aguilhão do remorso ou tangidos pelas exigências da evolução, ambos portando necessidades e débitos, combinam encontro ou reencontro no matrimônio, convencidos de que união esponsalícia é, sobretudo, programa de obrigações regenerativas. 
Reincorporados, porém, na veste física, se deixam embair pelas ilusões de antigos preconceitos da convenção social humana ou pelas hipnoses do desejo e passam ao território da responsabilidade matrimonial, quais sonâmbulos sorridentes, acreditando em felicidade de fantasia como as crianças admitem a solidez dos pequeninos castelos de papelão. 
Surgem, no entanto, as realidades que sacodem a consciência. 
Esposo e esposa reconhecem para logo que não são os donos exclusivos da empresa. Sogro e sogra, cunhados e tutores consanguíneos são também sócios comanditários, cobrando os juros do capital afetivo que emprestaram, e os filhos vão aparecendo na feição de interessados no ajuste, reclamando cotas de sacrifício. 
O tempo que durante o noivado era todo empregado no montante dos sonhos, passa a ser rigorosamente dividido entre deveres e pagamentos, previsões e apreensões, lutas e disciplinas e os cônjuges desprevenidos de conhecimento elevado, começam a experimentar fadiga e desânimo, quanto mais se lhes torna necessária a confiança recíproca para que o estabelecimento doméstico produza rendimento de valores substanciais em favor do mundo e da vida do espírito. 
Descobrem, por fim, que amar não é apenas fantasiar, mas acima de tudo, construir. E construir pede não somente plano e esperança, mas também suor e por vezes aflição e lágrimas. 
Auxiliemos, na Terra, a compreensão do casamento como sendo um consórcio de realizações e concessões mútuas, cuja falência é preciso evitar. 
Divulguemos o princípio da reencarnação e da responsabilidade individual para que os lares formados atendam à missão a que se destinam. 
Compreendamos os irmãos que não puderem evitar o divórcio porquanto ignoramos qual seria a nossa conduta em lugar deles, nos obstáculos e sofrimentos com que foram defrontados, mas interpretemos o matrimônio por sociedade venerável de interesses da alma perante Deus.

Waldo Vieira. Da obra: Sol nas Almas.
Ditado pelo Espírito André Luiz.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

"ACEITAÇÃO"

Quando precisamos aceitar uma circunstância que não foi planejada, o primeiro impulso que temos é o de ser resistente à nova situação.
É difícil aceitar as perdas materiais ou afetivas, a dificuldade financeira, a doença, a humilhação, as traições.
A nossa tendência natural é resistir e combater tudo o que nos contraria e que nos gera sofrimento.
Agindo assim, estaremos prolongando a situação. Resistir nos mantém presos ao problema, muitas vezes perpetuando-o e tornando tudo mais complicado e pesado.
Em outras ocasiões, nossa reação é a de negação do problema e, por vezes, nos entregamos a desequilíbrios emocionais como revolta, tristeza, culpa e indignação.
Todas essas reações são destrutivas e desagregadoras.
Quando não aceitamos, nos tornamos amargos e insatisfeitos. Esses padrões mentais e emocionais criam mais dificuldades e nos impedem de enxergar as soluções.
Pode parecer que quando nos resignamos diante de uma situação difícil, estamos desistindo de lutar e sendo fracos.
Mas não. Apenas significa que entendemos que a existência terrestre tem uma finalidade e que a vida é regida pela lei de ação e reação; que a luta deve ser encarada com serenidade e fé.
Na verdade, se tivermos a verdadeira intenção de enfrentar com equilíbrio e sensatez as grandes mudanças que a vida nos apresenta, devemos começar admitindo a nova situação.
A aceitação é um ato de força interior que desconhecemos. Ela vem acompanhada de sabedoria e humildade, e nos impulsiona para a luta.
É detentora de um poder transformador que só quem já experimentou pode avaliar. Existem inúmeras situações na vida que não estão sob o nosso controle. Resta-nos então acatá-las.
É fundamental entender que esse posicionamento não significa desistir, mas sim manter-se lúcido e otimista no momento necessário.No instante em que aceitamos, apaga-se a ilusão de situações que foram criadas por nós mesmos e as soluções surgem naturalmente.
Aceitar é exercitar a fé. É expandir a consciência para encontrar respostas, soluções e alívio. É manter uma atitude saudável diante da vida.
É nos entregarmos confiantes ao que a vida tem a nos oferecer!
Redação do Momento Espírita

domingo, 11 de outubro de 2015

"A LIÇÃO DA BORBOLETA"

Um dia, uma pequena abertura apareceu em um casulo; um homem sentou e observou a borboleta por várias horas, conforme ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco.
Então pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso.
Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais. Então o homem decidiu ajudar a borboleta:
ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo estava murcho e era pequeno e tinha as asas amassadas.
O homem continuou a observar a borboleta porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo que iria se afirmar a tempo.
Nada aconteceu! Na verdade, a borboleta passou o resto da sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar. O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia, era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo com que a natureza fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de modo que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo.
Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossa vida. Se passássemos esta nossa vida sem quaisquer obstáculos, nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido.
Eu quis Força… e recebi Dificuldades para me fazer forte.
Eu quis Sabedoria… e recebi Problemas para resolver.
Eu quis Prosperidade… e recebi Cérebro e Músculos para trabalhar.
Eu quis Coragem… e recebi Perigo para superar.
Eu quis Amor… e recebi pessoas com Problemas para ajudar.
Eu quis Favores… e recebi Oportunidades.
Eu não tive nada do que quis… Mas eu recebi tudo de que precisava.
(Autor Desconhecido)

"CONFIANÇA PLENA"

Em 1989, um violento terremoto quase arrasou a Armênia, matando mais de 30 mil pessoas em menos de 4 minutos.
Em meio à completa devastação e ao caos, um pai deixou sua esposa segura em casa e correu para a escola onde seu filho supostamente deveria estar, só para descobrir que o edifício estava totalmente no chão.
Depois do choque inicial, ele se lembrou da promessa que tinha feito ao filho: Não importa como, quando ou onde, eu sempre estarei com você!
Lágrimas amargas rolaram do seu rosto transtornado.
Olhou para as ruínas onde havia sido a escola, e a situação parecia sem esperanças. Mas, face à promessa que fizera ao filho, recobrou o ânimo e buscou lembrar o caminho que percorria com o garoto.
Lembrou que a sua sala ficava no canto de trás do prédio. Correu para lá e começou a cavar em meio aos cascalhos.
Enquanto cavava, outros parentes desamparados chegaram com os corações em disparada, gritando: Meu filho!, Minha filha!
Outros tentavam retirá-lo de cima dos escombros dizendo: É muito tarde! Eles estão mortos! Vá para casa! Vamos. Encare a realidade! Não há nada que você possa fazer!
Para cada pai ele respondia com uma única frase: Você vai me ajudar agora? E, então, continuava a cavar à procura de seu filho, pedra por pedra.
O chefe dos bombeiros, os policiais, todos tentaram, em vão, afastá-lo de cima das ruínas. Corajosamente ele prosseguiu, sozinho...
Cavou por 8 horas... 12 horas... 24 horas... 36 horas... E então, na trigésima oitava hora, ele puxou um bloco e ouviu a voz de seu filho.
Gritou seu nome e o menino respondeu: Pai? Sou eu, pai!
Eu disse para os outros meninos não se preocuparem, que se você estivesse vivo você me salvaria, e, quando você me salvasse, eles também estariam salvos.
Você prometeu, lembra? Não importa como, quando ou onde, eu sempre estarei com você. Você conseguiu pai!
O pai, emocionado, perguntou como estava a situação lá embaixo, e o filho respondeu que das 33 crianças, 14 conseguiram sobreviver graças a uma espécie de cabana triangular que se formou quando o prédio desabou.
Venha aqui para fora! Disse o pai ao filho querido, estendendo-lhe a mão.
Não, pai! Deixe os outros irem primeiro, porque eu sei que você vem me buscar! Não importa como, quando ou onde, eu sei que você estará sempre comigo!
Os pais modernos, confusos diante de tanta informação a respeito da formação do caráter dos filhos, se esquecem de oferecer o que a criança mais necessita: o amor incondicional.
Temerosos de que seus filhos se tornem medrosos e inseguros, deixam-nos seguir desolados e sós.
Para a criança é de suma importância sentir-se segura e amparada nos momentos difíceis de sua vida.
E esses momentos podem ser um sonho assustador no meio da noite, quando a criança atravessa os longos corredores escuros em busca do amparo dos braços fortes dos pais, que são para eles um refúgio seguro.
Pode ser também o medo do escuro, o medo da água, do elevador, de altura, de insetos, de ficar sozinho, de ser abandonado.
Assim, sejamos para nossos filhos o amparo de que eles necessitam no momento em que necessitem.
Não tenhamos receio de amá-los e fazê-los se sentirem seguros e confiantes, até que superem os medos e possam se tornar pais e mães firmes o bastante para educar seus próprios filhos.
Redação do Momento Espírita

sábado, 10 de outubro de 2015

"LIÇÕES DO TEMPO."

Todos nós, na terra, encarnados e  desencarnados, com vínculo no Planeta, estamos no educandário da evolução.
De um modo ou de outro, todos somos discípulos na escola do progresso.
Se te vês ao lado de companheiros ,em dificuldades maiores que as tuas, compadece-te deles e auxilia-os nas bases do entendimento e da abnegação.  Quase sempre no plano físico, semelhantes amigos se nos caracterizam na imagem de parentes ou companheiros outros , que as ligações do dia-a dia nos colocaram juntos nesta  existência. Entretanto, diante da Espiritualidade maior, são colegas de aprendizado, em aulas difíceis nas lições do tempo.
No passado próximo ou remoto, dilapidaram a própria forma, em atos conscientes de auto destruição e renasceram, mostrando no corpo que usufruem as marcas dos gestos lastimáveis, perpetrados por eles contra eles mesmos. Entregaram-se em existências outras, a traumas de ódio e delinquências , complicando os  caminhos dos semelhantes e retornaram ao berço terrestre, assinalados por enfermidades de longo curso, em que lhes sanam, gradativamente, as chagas mentais, adquiridas em processos  culposos, nos quais se viram incursos. Em estradas do pretérito abusaram de corações sensíveis , arrastando-os a calamidades passionais e agora, reaparecem no mundo, suportando conflitos psicológicos que exigem muito tempo para a eliminação necessária. Em climas sociais, de muito extintos, cultivaram hábitos perniciosos e ressurgem  agora, na arena terrestre, inclinados desde a juventude, para costumes infelizes que os impulsionam a perigos constantes. Renderam-se a tentações, em experiências que já se foram, instalados entre companhias lamentáveis, que os induziram a comprida vivência nas sombras da insanidade e reencarnam agora, seguidos por largos séqüitos de irmãos transviados na perturbação, que se lhe erigem, nas estradas humanas em adversários persistentes.
Se contas com bastante discernimento para ajuizar, quanto a situação dos companheiros em problemas e obstáculos maiores que os teus, nos bancos escolares da vida, compadece-te deles, ofertando-lhes o amparo de que disponhas.
E se trazes ao mundo um fardo  de provações tão grande de que não possam com teu apoio, atenuar o rigor do currículo, de provas em que se matricularam, auxilia-os como possas e, longe de reprova-los ante o sofrimento ou a perturbação em que se mergulharam, ora por eles e confia-os a Deus, e tenhas certeza de que Deus, velando por todos nós, saberá como, quando e onde fará por todos eles o mais e o melhor.
CHICO XAVIER. Pelo Espírito: “Emmanuel”

  

terça-feira, 29 de setembro de 2015

"VOCÊ ESTÁ PRONTO PARA RECOMEÇAR?"


Sempre é tempo de recomeçar. Em qualquer situação podemos abrir novas portas, conhecer novos lugares, novas pessoas, ter outros sonhos.
Renovar o nosso compromisso com a vida e assim, renascer para a vida e alcançar a felicidade.
Não importa quem te feriu, o importante é que você ficou.
Não interessa o que te faltou, tudo pode ser conquistado.
Não se ligue em quem te traiu, você foi fiel.
Não se lamente por quem se foi, cada um tem seu tempo.
Não reclame da dor, ela é a conselheira que nos chama de volta ao caminho.
Não se espante com as pessoas, cada um carrega dentro de si, dores e marcas que alteram o seucomportamento, ora estamos felizes e transbordamos de alegria e paz, ora estamos melancólicos e só queremos ficar sozinhos...
O mundo está cheio de novas oportunidades, basta olhar para a terra depois da chuva. Veja quantas plantinhas estão surgindo, como o verde se espalha mais bonito e forte depois da tempestade.
As portas se abrem para os que não tem medo de enfrentar as adversidades da vida, para os que caíram, mas se levantam com o brilho de vitória nos olhos.
Todo o caminho tem duas mãos, uma que seguimos ainda com passos inseguros, com medo, porque não sabemos ainda o que vamos encontrar lá na frente, na volta, mesmo derrotados, já sabemos o que tem no caminho, e quando um dia, resolvemos enfrentar os nossos medos e fazer essa viagem novamente, somos mais fortes, nossos passos são mais firmes, já sabemos onde e como chegar ao destino, o destino é a vitória, o seu destino é ser feliz, eu creio nisso, e você?
Você está pronto para recomeçar?
O caminho está a tua espera, pé na estrada, coloque um sonho na alma, fé no coração e esperança na mochila, a vida se enche de novidades para os que se aventuram na viagem que conduz a verdadeira liberdade.
Autor desconhecido

" VOCÊ COLHE O QUE PLANTA." UMA LINDA REFLEXÃO DE VIDA."

Certa manhã, uma mulher bem-vestida parou em frente de um homem sem-teto, que olhou para cima lentamente ... e reparou que a mulher parecia acostumada com as coisas boas da vida.
O casaco era novo. Parecia que ela nunca tinha perdido uma refeição em sua vida. Seu primeiro pensamento foi:
"Só quer tirar sarro de mim, como tantos outros fizeram ...., e resmungou:
"Por favor, Deixe-me sozinho!”
Para sua surpresa, a mulher continuou de pé.
Ela estava sorrindo, seus dentes brancos exibidos em linhas deslumbrantes.
"Você está com fome?" , perguntou ela.
"Não Imagina...!, respondeu sarcasticamente.
Agora vá embora."
O sorriso da mulher se tornou ainda mais amplo.
De repente, o homem sentiu uma mão suave debaixo do braço.
"O que está fazendo, senhora?" Perguntou o homem irritado.
" Eu Disse para deixar-me sozinho!"
Neste momento um policial chegou,e perguntou:
"Existe algum problema, senhora?"
"Não tem problema nenhum aqui, Sr. Policial” , a mulher disse...
"Eu só estou tentando ajudá-lo a ficar de pé. Pode me ajudar?”
O policial coçou a cabeça.
"Sim, o velho João é mesmo um estorvo por aqui há anos, o que você quer com ele?" Perguntou o policial...
"Vê o restaurante ali?", disse ela. "Eu vou dar-lhe algo para comer e tirá-lo do frio por um tempo."
"Senhora, está louca? O homem sem-teto resistiu. Eu não quero ir para lá! ”
Então sentiu mãos fortes segurando os braços e levantá-lo.
"Deixe-me ir, eu não fiz nada oficial ..."
"Não vê, que esta é uma boa oportunidade para você" , o oficial sussurrou em seu ouvido.
Finalmente, e com alguma dificuldade, a mulher e o oficial levam João para o restaurante e o sentam em uma mesa num canto afastado.
Era quase duas horas, a maioria das pessoas já tinha almoçado e para jantar o grupo ainda não tinha chegado ....
O gerente do restaurante veio a eles e perguntou.
"O que está acontecendo aqui, oficial? — O que é isso? — Este homem está em apuros"
O oficial respondeu:
"Esta senhora trouxe-o aqui para comer alguma coisa".
"Oh não, aqui no meu restaurante não!"
o gerente respondeu com raiva.
"Ter uma pessoa como essa aqui é ruim para meus negócios!”
O velho João sorriu com os poucos dentes.
"Senhora, eu lhe disse. Agora, você vai me deixar ir embora?. Eu não queria vir aqui desde o início."
A mulher foi até o gerente do restaurante sorriu e falou ...
"O senhor está familiarizado com Harris & Associates?, a empresa que fica a duas ruas daqui?
"Claro que sim" , respondeu o gerente impaciente.
"Eles fazem as suas reuniões semanais aqui e jantam no meu restaurante".
"E você ganha um monte de dinheiro fornecendo alimentos para essas reuniões semanais certo?" Perguntou a Sra...
"Sim, e o que isso importa para você?” — perguntou o gerente impaciente.
“Eu, senhor gerente, sou Penelope Hernandez, Presidente e Proprietária daquela empresa. " — disse ela ainda sorrindo.
"Oh meu Deus, me desculpe Sra.!” — disse o gerente sem graça...
A mulher sorriu de novo...
"Eu pensei que isso poderia fazer a diferença no seu tratamento. Ela disse ao policial, que se esforçou para conter uma risada.
"Gostaria de fazer-nos companhia numa refeição, Sr. policial?"
"Não, obrigado, senhora, obrigado" , respondeu ele. Estou de plantão .
"Então, talvez, aceita uma xícara de café antes de ir?" — disse ela.
"Sim, senhora. Isso seria melhor." — respondeu o policial.
O gerente do restaurante virou nos calcanhares como se recebesse uma ordem.
"Já vou trazer o café para o policial, Senhora"
O policial observou-a de pé. E falou:
"Certamente colocou-o no seu no lugar" , disse ele.
"Essa não foi minha intenção", disse a Sra.
Acredite ou não, eu tenho uma boa razão para tudo isso".
Ela se sentou à mesa em frente ao seu convidado para jantar. Ela olhou para ele ...
"Então João, você se lembra de mim?"
O velho João olhou para no rosto dela, com seus olhos remelentos
"Eu acho que sim - quero dizer, acho que me é familiar."
"Olha João, talvez eu seja um pouco maior, mas olha-me bem," disse a Sra. ..
"Talvez eu esteja mais gordinha agora ... mas quando vc trabalhava aqui, há muitos anos atrás eu vim aqui uma vez, e por esta mesma porta entrei, morrendo de fome e frio."
— Algumas lágrimas caíram lhe por suas lindas bochechas ..
Senhora?" disse o policial, ele não podia acreditar no que estava presenciando, mesmo pensando como uma mulher como a sra. poderia ter passado fome?.
"Eu tinha acabado de me formar na faculdade em minha cidade natal" , disse a mulher. . "e vim para a cidade à procura de um emprego, mas não consegui encontrar nada...” Com a voz quebrantada a mulher continuou: “Quando eu tinha meus últimos centavos e entreguei meu apartamento, andava pelas ruas, sem ter o que comer e onde morar, era janeiro, e estava muito frio e estava quase morrendo de fome, quando vi este lugar e entrei, pensando numa pequena chance para conseguir algo para comer”.
Com lágrimas nos olhos, a mulher continuou falando: O João me recebeu com um grande sorriso.
“Agora eu me lembro" , disse João. "Eu estava atrás do balcão de serviço. Ela se aproximou e perguntou se poderia trabalhar para comer alguma coisa."
"Você me disse que isso era contra a política da empresa. A mulher continuou:
"Então, João, você me fez o maior e mais gostoso sanduíche de rosbife que já vi na vida... deu-me também uma xícara de café, e eu fui para um canto para apreciar a minha refeição. Eu estava com medo que você se metesse em encrencas. Então eu olhei e vi você colocar o valor referente do meu lanche no caixa. Então eu sabia que tudo ficaria bem. "
"E aí você começou seu próprio negócio?" Disse o velho João.
"Sim encontrei um trabalho naquela mesma tarde. Eu trabalhei muito, e eu subi com a ajuda do meu Deus Pai".
Tempos depois, eu comecei meu próprio negócio, e com a ajuda de Deus, ele prosperou .." Ela abriu sua bolsa e tirou um cartão.
"Quando terminar aqui, eu quero que você faça uma visita ao Sr. Martinez. Ele é o diretor de pessoal da minha empresa e vai encontrar algo para você fazer nela. ”
Ela sorriu. "Eu poderia até adiantar-lhe algo, o suficiente para que você possa comprar algumas roupas e arrumar um lugar para viver até se recuperar. Se você precisar de alguma coisa, minha porta estará sempre aberta para você João."
Havia lágrimas nos olhos do idoso. "Como eu posso agradecer-lhe ”, ele perguntou.
"Não me agradeça" ela respondeu. " Agradeça a Deus.."
Fora do restaurante, o policial e a mulher pararam e antes de ir embora ela disse:
"Obrigado por toda sua ajuda!” . "Obrigado eu respondeu o Oficial, que hoje vi um milagre, algo que eu nunca vou esquecer. E .... obrigado pelo café. " .....
Que Deus te abençoe sempre e não se esqueça que quando Deus te leva à beira do precipício, confie N'ele completamente e deixe-se levar.
Apenas uma ou outra coisa vai acontecer, ou Ele segura quando você cair, ou Ele vai te ensinar a voar!
Quando Deus fecha portas, ninguém pode abrí-las e quando Deus abre ninguém mais pode fechar ...
Desconheço o Autor

"A PRIMAVERA"

A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.
Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.
Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.
Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.
Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera
que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.
Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.
Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.
Cecília Meireles

𝗖𝗢𝗠𝗢 𝗢𝗦 𝗥𝗘𝗟𝗔𝗖𝗜𝗢𝗡𝗔𝗠𝗘𝗡𝗧𝗢𝗦 𝗙𝗜𝗖𝗔𝗠 𝗔𝗧𝗥𝗘𝗟𝗔𝗗𝗢𝗦 𝗡𝗔𝗦 𝗥𝗘𝗘𝗡𝗖𝗔𝗥𝗡𝗔𝗖̧𝗢̃𝗘𝗦.

Os ajustes dos relacionamentos problemáticos de outras existências. Pelas reencarnações os espíritos têm a oportunidade de reestabelecer os ...