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domingo, 30 de abril de 2017

“AFASTE-SE DE PESSOAS QUE LHE FAZEM SENTIR-SE MAL”

De fato estamos cercados de pessoas tóxicas.
Pessoas que são egocêntricas, manipuladoras, interesseiras, arrogantes, rancorosas, amarguradas, mal amadas, invejosas ou fracassadas, que não conseguem ver o sucesso ou a felicidade alheia. Enfim, pessoas sombrias que minam os relacionamentos e amizades com intrigas, críticas excessivas, falta de consideração e respeito pelo outro e abusos verbais ou físicos. Pessoas muito perigosas de se conviver.
Essas pessoas tóxicas acabam, de alguma forma, nos envenenando. Direta ou indiretamente, acabamos agindo por influência delas, seja com atitudes ou omissões. Muitas vezes acabamos agindo por impulso para evitar essas pessoas, ou, na pior das hipóteses, acabamos agindo da mesma forma. São pessoas nocivas, intoxicando nosso comportamento e nos levando a agir e a tomar decisões que, em outras circunstâncias poderiam ser completamente diferentes.
São tóxicas, porque conseguem despertar o que há de pior dentro de nós, não apenas no sentido de maldade ou crueldade, mas no sentido de perdermos a identidade, a autonomia, a energia, a iniciativa e o poder de decisão. Ficamos estagnados, hipnotizados, paralisados. São verdadeiros vampiros, sem Luz própria, que consomem nossa energia vital, que exploram e manipulam pessoas de acordo com os seus interesses e vivem às custas da energia dos outros para se sustentarem.
Tóxicas são aquelas pessoas que sabem tudo a respeito da vida das outras pessoas, mas não conseguem administrar a própria vida. Sabem dar conselhos como ninguém tem um discurso lindíssimo para o mundo lá fora, mas que, na vida pessoal, nos bastidores, na vida íntima, são pessoas frustradas, isoladas, verdadeiras ilhas no meio da sociedade, que não tomam para si os próprios conselhos.
Sabem olhar de fora, apontar defeitos, problemas, erros. Mas não sabem participar, não conseguem enxergar os próprios problemas ou defeitos. Apontam os erros alheios para, de certa forma, esconder os seus próprios. São os “sabe-tudo” e só a sua forma de pensar é que está certa. Não suportam ser contrariados e confrontados. Quando o são, perseguem a pessoa até “livrarem-se” dela ou então se vingam. Seu ego é superlativo para compensar a sua extrema falta de Amor-Próprio. Usam as pessoas conforme seus interesses e, quando estas discordam de suas ideias, são descartadas e eliminadas, sem a menor consideração.
A toxicidade reside exatamente no fato de não nos darmos conta de que estamos sendo manipulados ou influenciados. Ficamos hipnotizados, fascinados, imersos numa imensa ilusão, até o dia em que despertamos e tomamos consciência de que estamos muito mal, morrendo por dentro, e que algo urgente necessita ser feito. Um corte para a nossa libertação, para resgatar a nossa sanidade, saúde, alegria de viver.
Em nossa busca pela felicidade, por tudo aquilo que nos traz bem-estar e alegria, o grande segredo é não se deixar influenciar, se afastar e evitar a convivência com esses tipos. Isso não significa alimentar sentimentos negativos dentro de si com relação a eles, mas de preferência visualizá-los felizes e agradecidos em sua vida, emanando energias e vibrações positivas.
Reflita, você convive intimamente com alguma pessoa tóxica, seja na família, no trabalho, ou nas “amizades”?
Tenha cuidado, afaste-se, fique longe o quanto antes dessas pessoas.
Cuide-se, preserve-se, seja você mesmo, seja pleno e feliz.
E acima de tudo sempre perdoe essas pessoas, muitas vezes, elas não tem consciência de seus próprios malefícios.
Fonte: Universo Natural


“A DOR DA SAUDADE E A CERTEZA DO REENCONTRO: ESPIRITISMO E SAUDADE”

O espiritismo é uma doutrina consoladora, por nos demonstrar a continuidade da vida após a separação terrena. Mas devemos reconhecer que o fato de sabermos que a vida continua não ameniza a saudade, pois é difícil superar o silêncio. Esse silêncio que dói e que não é preenchido por nada. 
Talvez se tivéssemos em mente, se nos lembrássemos com frequência, que todos aqueles que amamos um dia vão partir da matéria, muitos deles antes de nós, talvez então os valorizássemos mais, talvez então notássemos mais as suas virtudes e menos os seus defeitos. 
Mas isso também vale para quem, por algum motivo, esteja afastado dos seus. É claro que então a saudade ainda dói, mas ao mesmo tempo alenta, porque o reencontro não depende de que todas as pessoas estejam novamente no mesmo plano… Sem contar que hoje temos o auxílio inestimável da tecnologia. Não é a mesma coisa? Claro que não, mas pouco tempo atrás não existia, não havia esse consolo. Algum tempo atrás, quem imaginaria ver suas pessoas queridas pelo webcam, estando em praticamente qualquer lugar do mundo? 
Uma coisa a ser evitada nos momentos de saudade é justamente pensar nela. Antes de deprimir-se, é melhor se manter ocupado com coisas úteis. Não há um monte de coisas que deixamos pra fazer quando tivermos tempo? Pois que se aproveite o espaço vazio deixado pela saudade para ocupar-se com essas coisas. 
A palavra saudade só existe na língua portuguesa, e sua etimologia é a mesma da palavra solidão. E são realmente sentimentos que se confundem. Pois a solidão também pode ser aproveitada para coisas que em outras ocasiões e circunstâncias não seriam possíveis.
 É na solidão que entramos em contato com nós mesmos, com nosso universo interior. Na solidão podemos encontrar respostas seguras para as incertezas que alimentamos, e esse contato com nosso íntimo é que nos dá coragem para enfrentar as dificuldades da passagem pela Terra. 
Quando estiver de braços com a saudade, não permita que ela se transforme numa prisão emocional, impedindo que você saiba aproveitar os dias que de repente ficaram mais compridos, impedindo que você domine o seu pensamento, que você domine as lágrimas, que você domine o desânimo que bate à porta ameaçadoramente. 
Não! Todos os períodos da vida são importantes, nenhum se repete, com toda a certeza um dia a oportunidade de aprendizado e vivência desse momento da sua vida lhe será cobrado, e é bom que você tenha aproveitado. Seja útil, seja útil aos outros, aos que ficaram, seja útil a você! 
E quando puder estar novamente ao lado das pessoas que ama, aproveite ao máximo, viva cada detalhe, cada momento; sabe-se lá quando terá outro abraço como esse? É triste? Talvez. Seria pior se não houvesse o reencontro nesta vida; pior ainda se não houvesse amanhã. Mas a vida é um dia depois do outro, cada um deve ser aproveitado ao máximo, com saudade ou sem saudade. Quanta oportunidade um dia nos oferece! Que o vazio da ausência seja preenchido com bons pensamentos e atividades construtivas. 
E que se aproveite essa oportunidade de aprendizado para, no decorrer dessa vida e pela eternidade, darmos o devido valor às coisas simples, que não exigem nada de extravagante para serem feitas, basta a presença daqueles que amamos.


Morel Felipe Wilkon

"MITOS E VERDADES SOBRE REENCARNAÇÃO"

O QUE É A ERRATICIDADE? O QUE SÃO "ESPÍRITOS ERRANTES"?
O Capítulo XXXII do Livro dos Médiuns, Kardec nos traz o Vocabulário Espírita.  Lá, encontramos a definição do termo “Erraticidade”, a saber: "situação dos Espíritos errantes, quer dizer - não encarnados - durante os intervalos de suas existências corporais."
O termo “Espíritos errantes”, portanto,  não tem a ver com “erro”,  e sim com a “condição de estar desencarnado.”
Nas obras de Kardec, encontramos muitas vezes o termo “erraticidade”, que indica “estado dos espíritos durante os intervalos entre as encarnações”. Espíritos “na erraticidade” são espíritos que se encontram “entre uma encarnação e outra”.
Na questão 226 do Livro dos Espíritos, Kardec pergunta: Pode-se dizer que todos os Espíritos não encarnados são errantes?
E a resposta dos Espíritos foi:
"Os que devem reencarnar-se, sim. Mas os Espíritos Puros, que chegaram à perfeição, não são errantes: seu estado é definitivo".
Explicação de Kardec:
"No tocante às suas qualidades íntimas, os Espíritos pertencem a diferentes ordens ou graus, pelos quais passam sucessivamente, à medida que se purificam (ver Escala Espírita, Item 100 do Livro dos Espíritos).
 No tocante ao estado, podem ser:
Encarnados, ou seja, ligados a um corpo material;
Errantes, ou desligados do corpo material e esperando por uma nova encarnação para se melhorarem;
Espíritos Puros ou Perfeitos: os que não tem mais necessidade de encarnação."
Portanto, ao desencarnarmos, nos encontraremos na “erraticidade”. Note-se que “estar na erraticidade” não se refere a um lugar, e sim a uma condição (a de espíritos desencarnados, esperando por nova encarnação).
Encontramos também a definição do termo “Erraticidade” no livro “Instruções Práticas Sobre as Manifestações Espíritas”, de Allan Kardec, publicado em 1858, um ano após a primeira edição de O Livro dos Espíritos. O livro “Introdução ao Espiritismo”, organizado por José Herculano Pires, traz em um só volume, este e outros dois livros pouco conhecidos de Kardec: “O Espiritismo na Sua Mais Simples Expressão” e “O Que É O Espiritismo”.
No livro “Instruções Práticas Sobre as Manifestações Espíritas”, encontramos uma definição mais completa do termo “erraticidade”, a saber:
“Estado dos Espíritos errantes, isto é, não encarnados, durante os intervalos de suas diversas existências corpóreas. A erraticidade não é um sinal absoluto de inferioridade para os Espíritos. Há Espíritos errantes de todas as classes, salvo os da Primeira Ordem, ou  Espíritos Puros, que não tendo mais que reencarnar, não podem ser considerados como errantes. Os Espíritos Errantes são felizes ou infelizes, segundo o grau de sua purificação. É nesse estado que o Espírito, tendo despido o véu material do corpo, reconhece suas existências anteriores e os erros que o afastam da perfeição e da felicidade infinita. É então que ele escolhe novas provas, a fim e avançar mais depressa.”
Ou seja: não existe a ideia de “inatividade” para o espírito. Tampouco a de “contemplação eterna”. O Espírito não morre, e mesmo não estando revestido da veste carnal, ele continua evoluindo no Plano Espiritual, durante o período de erraticidade. É aí que ele retoma a lembrança do passado, analisa seus progressos e fracassos nas encarnações sucessivas, e prepara-se para novas provas, que ele mesmo escolhe, a fim de progredir.
Na erraticidade o Espírito reencontra afetos e desafetos, e os grupos se reúnem e se preparam para novos desafios terrenos. É por isso que se diz que há uma “pré-programação” para o Espírito, que deve sofrer provas ou expiações que ele mesmo escolheu, pois sabe que elas irão lhe trazer o APRENDIZADO NECESSÁRIO para sua evolução espiritual. É o “remédio amargo”, que causa um desconforto passageiro, mas que conduz à cura do Espírito.
PARA ONDE VÃO OS ESPÍRITOS QUE SE ENCONTRAM NA ERRATICIDADE?
No item II do mesmo capítulo do Livro dos Espíritos (Cap. VI – Vida Espírita), Kardec faz a seguinte pergunta:
Questão 234: Existem, como foi dito, mundos que servem de estações ou de lugares de repouso aos Espíritos errantes?
E os Espíritos responderam:
"Sim, há mundos particularmente destinados aos seres errantes, mundos que eles podem habitar temporariamente, espécies de acampamentos, de lugares em que possam repousar de erraticidades muito longas, que são sempre um pouco penosas. São posições intermediárias entre os outros mundos, graduados de acordo com a natureza dos Espíritos que podem atingi-los e que neles gozam de maior ou menor bem estar".
COMO INTERPRETAR ISSO?
Da mesma forma que a Terra é um mundo que abriga Espíritos encarnados, em determinado grau de evolução, há mundos destinados a abrigar Espíritos na erraticidade (ou seja, preparando-se para reencarnar). Também estes mundos têm diferentes níveis de evolução, pois abrigam Espíritos de diferentes graus de adiantamento moral e intelectual. (Ver O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. III, item 19, mensagem de Santo Agostinho: Progressão dos Mundos).
QUANTAS VEZES UM ESPÍRITO REENCARNA NA TERRA? HÁ UM LIMITE?
Não existe um limite; a reencarnação na Terra, ou em outros mundos, está diretamente relacionada com o grau de evolução do Espírito, e não no número de vezes que ele já encarnou.
Todos nós estamos destinados ao progresso, e nossas vidas sucessivas são os meios que Deus nos oferece para vivenciarmos os aprendizados, e assim depurar o Espírito. Há Espíritos que avançam mais rapidamente; há os Espíritos recalcitrantes, empedernidos, obstinados no mal. Esses, progridem com maior lentidão, e precisam passar por mais provas e expiações, do que o Espírito que se dedica à trilha do bem, e ao seu adiantamento moral e intelectual.
O reencarne na Terra também obedece o mesmo princípio, de evolução do Espírito. Aquele que já progrediu, pode passar a um mundo mais evoluído que a Terra; e o Espírito recalcitrante pode ter que reencarnar em um mundo inferior, o que para ele é motivo de sofrimento.
No Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. III, Há Muitas Moradas Na Casa de Meu Pai,  encontramos a seguinte explicação, nos itens 4 e 5:
Diversas Categorias de Mundos Habitados
4 - "...Embora não possamos fazer uma classificação absoluta dos diversos mundos, podemos, pelo menos, considerando o seu estado e o seu destino, com base nos seus aspectos mais destacados, dividi-los assim, de um modo geral:
Mundos Primitivos, onde se verificam as primeiras encarnações da alma humana;
Mundos de Expiação e de Provas, em que o mal predomina;
Mundos Regeneradores, onde as almas que ainda têm o que expiar adquirem novas forças, repousando das fadigas da luta;
Mundos Felizes, onde o bem supera o mal;
Mundos Celestes ou Divinos, morada dos Espíritos purificados, onde o bem reina sem mistura.
 A Terra pertence à categoria dos mundos de expiações e de provas, e é por isso que nela está exposto a tantas misérias".
5 - Os Espíritos encarnados num mundo não estão ligados a ele indefinidamente, e não passam nesse mundo por todas as fases do progresso que devem realizar, para chegar à perfeição. Quando atingem o grau de adiantamento necessário, passam para outro mundo mais adiantado, e assim sucessivamente, até chegarem ao estado de Espíritos puros. Os mundos são as estações em que eles encontram os elementos de progresso proporcionais ao seu adiantamento. É para eles uma recompensa passarem a um mundo de ordem mais elevada, como é um castigo prolongarem sua permanência num mundo infeliz, ou serem relegados a um mundo ainda mais infeliz, por se haverem obstinado no mal.*
QUAL O INTERVALO ENTRE AS ENCARNAÇÕES?
O intervalo entre as reencarnações obedece ao mesmo princípio, de evolução do Espírito. No Livro dos Espíritos, Cap. VI, Vida Espírita, Kardec faz a seguinte pergunta aos espíritos:
Questão 223: A alma se reencarna imediatamente após a separação do corpo?
E a resposta foi:
“Às vezes, imediatamente, mas na maioria das vezes, depois de intervalos mais ou menos longos. Nos mundos superiores a reencarnação é quase sempre imediata.”
E na questão 224, Kardec indaga:
224. O que é a alma, nos intervalos das encarnações?
       "Espírito errante, que aspira a um novo destino e o espera".
224 – a) Qual poderá ser a duração desses intervalos?
"De algumas horas a alguns milhares de séculos. De resto, não existe, propriamente falando, limite extremo determinado para o estado errante, que pode prolongar-se por muito tempo, mas que nunca é perpétuo. O Espírito tem sempre a oportunidade, cedo ou tarde, de recomeçar uma existência que sirva à purificação das anteriores".
224 – b) Essa  duração está subordinada à vontade do Espírito, ou pode lhe ser imposta como expiação?
"É uma conseqüência do livre-arbítrio. Os Espíritos sabem perfeitamente o que fazem, mas para alguns é também uma punição infligida por Deus. Outros pedem o seu prolongamento para prosseguir estudos que não podem ser feitos com proveito a não ser no estado de Espírito".
REFLEXÕES SOBRE AS RESPOSTAS DOS ESPÍRITOS:
1.   Os Espíritos explicaram que, embora às vezes os espíritos reencarnem imediatamente, na maioria das vezes o reencarne se dá depois de intervalos mais ou menos longos.
2.   O intervalo entre uma encarnação e outra é o que chamamos de “erraticidade” (não se refere a um local, mas a uma condição do espírito).
3.   A duração desse intervalo é uma “consequência” do livre-arbítrio – ou seja: se empregamos mal o nosso livre-arbítrio, podemos ter que permanecer um período mais longo na condição de espíritos errantes, como uma pena imposta por Deus.
4.   O intervalo entre as reencarnações pode ser muito longo, mas nunca eterno. Espíritos dominados por sentimentos de revolta, vingança, ódio, cobiça, inveja, ciúme, orgulho, egoísmo, acabam por não aproveitar o tempo na erraticidade para aprender e progredir. Esses sentimentos, aliás, são os que impedem o nosso progresso aqui na Terra, também. É por isso que temos que lutar contra eles, e vencê-los, para que eles não se tornem motivo de nossas quedas, e tragam, como consequência, sofrimento para o Espírito em vida, e além da vida.
5.   Mas Deus não quer que suas criaturas sofram para sempre, e cedo ou tarde, o Espírito acorda para os seus compromissos espirituais, arrepende-se de seus erros, compreende que perdeu muito tempo preso a sentimentos inferiores, e pede uma nova encarnação, para reparar os males que tenha causado, e para passar pelas provas necessárias à sua evolução.
6.   Embora no estado de erraticidade, o Espírito continue progredindo, se assim o quiser, é através das vidas sucessivas que ele vivencia todo o aprendizado adquirido na erraticidade. Portanto, o Espírito precisa reencarnar. Cabe ao próprio espírito, que tem o livre-arbítrio, trabalhar pelo seu progresso, vencendo em si mesmo todos os sentimentos que são motivos de sua queda moral.
7.   A designação do mundo que nos abrigará na erraticidade, e do mundo no qual deveremos reencarnar, está diretamente relacionada com nossa “evolução” moral e espiritual. Da mesma forma, o número de reencarnações e a duração entre as encarnações. Não há espaços delimitados, número programado de encarnações, prazos pré-estabelecidos, duração mínima e máxima na erraticidade. Está tudo diretamente relacionado com o progresso do espírito, com seus esforços e sua predisposição no sentido de evoluir e aprender, e sua dedicação à causa do Bem.
8.   Deus nos concedeu o livre-arbítrio, para que cada Espírito possa decidir os caminhos que irá percorrer, até atingir o estado de Espírito Puro. Em casos extremos, os espíritos recalcitrantes são sujeitos às reencarnações compulsórias, e não podem opinar sobre quando, como e onde irão reencarnar.
9.   Mas, via de regra, nós participamos dessas escolhas, pois durante nossos períodos na erraticidade recobramos a lembrança de nossas existências anteriores, e analisamos onde progredimos e onde ainda precisamos melhorar, e Deus nos concede a oportunidade de reencarnamos no lugar adequado, nas condições ideais, com as pessoas certas, para que possamos passar pelas provas necessárias ao nosso aprendizado e crescimento. Não existe o acaso na casa do Pai. Portanto, nada de queixas...
SOBRE OS MITOS E AS VERDADES
Há teorias que não tem nenhum embasamento em Kardec, que definem a média de tempo entre as encarnações, o número de reencarnações na Terra, e indicam até diferentes Planos, como um "roteiro" para a evolução do Espírito. Quanto desconhecimento de Kardec...
Outro dia, por exemplo, em uma palestra (vejam vocês...) ouvi o palestrante dizer que “a média entre encarnações é de 250 anos”, segundo pesquisas "científicas" de um pesquisador espírita. Teoria totalmente infundada, que muito se distancia de tudo o que Kardec e os Espíritos Superiores nos trouxeram.
Deus nos deu o livre-arbítrio. Deus respeita o nosso livre-arbítrio. Se cada Espírito evolui a seu passo, a seu tempo, como estabelecer prazos? O próprio Livro dos Espíritos diz, claramente, que "esse tempo pode ser de horas, ou séculos". E como estabelecer um número fixo de encarnações para um Espírito? Isso vai contra tudo o que os Espíritos nos ensinaram, através da obra de Kardec.
Não há autor espírita cuja obra não deva passar pelo crivo da razão, e cujas afirmações não devam ser confrontadas com os ensinamentos dos Espíritos, que nos foram dados através das obras de Kardec.
Por isso, é mais sensato para todos aqueles comprometidos com a Verdade e com a causa espírita, sejam eles palestrantes espíritas, médiuns, frequentadores de Casas Espíritas e a todos os que desejam difundir o espiritismo, que façam uma pesquisa EM KARDEC, antes de disseminar informações que mais confundem, do que esclarecem, e que prestam um desserviço à Doutrina Espírita, colocando-a no campo do maravilhoso e do sobrenatural.
Essas teorias fantasiosas iludem, e não aclaram – impressionam, mas em nada contribuem para dissipar o véu da ignorância que é um entrave para o progresso do Espírito.
“Espíritas, amai-vos, eis o primeiro mandamento. Instrui-vos, eis o segundo.”

por Liz Bittar, em 20/08/2013

sábado, 29 de abril de 2017

“VOCÊ PODE SER MÉDIUM E NÃO SAIBA”

Os tipos de mediunidade são diversos e segmentados nas mais complexas categorias, sendo elas descritas em detalhes no Livro dos Médiuns, de Allan Kardec. A característica sensitiva pode ser manifestada de maneira física, intuitiva, visual, auditiva, entre outras, sendo ela dada ao médium de acordo com sinais observados geralmente no período da infância. Veja quais são os principais tipos de mediunidade apresentados em um corpo sensitivo.
1. Efeitos Físicos: são manifestados em médiuns com capacidades de produzir fenômenos materiais, como mover corpos inertes, produzir ruídos ou manifestações ostensivas. Nesta categoria existem os facultativos, os quais têm consciência dos fenômenos que produzem; e os involuntários ou naturais, que são usados pelos espíritos e tornam-se inconscientes de suas faculdades;
2. Sensitivos ou Impressionáveis: esse perfil, com a categoria sugere, é sensível à presença de espíritos no ambiente, geralmente por uma vaga impressão deles. Alguns dos médiuns com tal habilidade são capazes de sentir a individualidade, bem como índoles boas ou más do espírito em questão;
3. Audientes ou Clariaudientes: conhecidos por ouvirem as vozes dos espíritos interessados em estabelecer uma comunicação, os médiuns audientes ou clariaudientes podem seguir, tanto uma voz interna quanto externa, sendo essa clara e distinta, como se escutassem uma pessoa viva;
4. Videntes ou Clarividentes: ao contrário do que muitos imaginam com essa classificação, a vidência nada tem relação com o futuro neste caso, mas sim indivíduos dotados da habilidade de enxergar os espíritos. Estes podem vê-los tanto com os olhos abertos como fechados;
5. Psicofônicos: manifestados pela fala, os espíritos se comunicam diante do acoplamento de seus perispíritos com os perispiritos dos médiuns que possuem tal habilidade;
6. Cura: habilidade ainda bastante discutida – mesmo entre o meio espiritual – os médiuns com capacidade de cura podem faze-la pelo toque, por um gesto ou simples olhar, tudo por meio de magnetismo que sua sensibilidade espiritual emana;
7. Mecânicos: a mediunidade mecânica se manifesta por meio de objetos presentes nas mãos do médium com tal habilidade. Com ele, itens como cestas ou lápis podem ser agitados ou arremessados, dependendo da índole e nível de evolução do espírito em questão. Médiuns como Chico Xavier, com o dom da psicografia também podem ser enquadrados nesta categoria;
8. Intuitivos: também possível de abrigar médiuns psicógrafos como Chico Xavier, os intuitivos agem por meio da transmissão de pensamento entre o espírito desencarnado e o encarnado. Neste caso, o espírito guiará o médium para que este escreva ou exprima suas vontades, servindo como uma máquina, um intermediário entre o espírito e a mensagem que deve ser passada;
9. Inspirados: os inspirados são os tipos de médiuns mais espontâneos e que mais têm a dificuldade em discernir pensamentos próprios de sugestões dadas por espíritos. Neste tipo de mediunidade, os seres desencarnados atuam como anjos da guarda, guardando, guiando, aconselhando e fazendo com que o corpo encarnado sinta sua presença e tenha pressentimentos quando algo está errado.
Outros tipos de mediunidade também já foram descritos e relatados por Allan Kardec e demais seguidores da doutrina; entretanto, são tipos raros com poucas comprovações.

Autor desconhecido

"A DEPRESSÃO PODE TER CAUSA ESPIRITUAL"??

A depressão é uma doença que compromete o organismo como um todo: a capacidade de pensar, executar tarefas, comer e até dormir. Não é apenas um “baixo astral”. A pessoa deprimida não consegue simplesmente reagir e se livrar dos sintomas incapacitantes. A depressão maior envolve muitos sintomas e inibem bastante a capacidade da pessoa, sua ação e seu humor. A depressão menor, chamada de distimia, envolve sintomas crônicos e prolongados. Não são tão incapacitantes como a depressão maior, no entanto, a pessoa com distimia também pode desenvolver uma depressão maior.
O distúrbio bipolar antigamente chamado de doença maníaca depressiva, caracterizada por períodos de depressão e outros de mania.
Em todos esses casos é necessário um tratamento psiquiátrico ou psicoterapia ou ambos. A eficácia dos antidepressivos está assegurada. O efeito dos medicamentos é sentido em três semanas aproximadamente. Depende de cada pessoa.
A depressão também pode ter causas espirituais, isto é, ser um processo obsessivo causado por um espírito inferior. Nesse caso, o espírito obsidia a pessoa e a perturba mentalmente. Sua vibração pesada e inferior afeta a saúde do deprimido como um todo. Os medicamentos não fazem o efeito esperado. É o que chamamos popularmente de encosto.
Nesse caso o doente deve procurar um tratamento espiritual numa casa espírita. No entanto, não deve, em hipótese nenhuma abandonar o tratamento medico ou ambulatorial. Deve aliar o tratamento médico com o espiritual. Obsessões graves podem comprometer muito a saúde física e emocional da pessoa.
Praticamente todas religiões oferecem suporte para tratamento espiritual. Na religião católica, imposição das mãos. Na religião espírita, passes e água fluida. E, se a pessoa for umbandista será encaminhada ao terreiro para descarregar os miasmas dos espíritos inferiores. A mediunidade desequilibrara ou em desenvolvimento pode causar depressão. A mediunidade é um dom de se comunicar com os espíritos inerente a todas as pessoas em maior ou menor grau. No entanto, algumas pessoas manifestam esse dom de forma ostensiva com sintomas diferentes e estranhos. Deve ser encaminhada a uma causa espírita e, através, de palestras educativas, passes, conhecer os mecanismos da mediunidade. É um dom a mais para o ser humano ajudar a si mesmo e aos outros.
Por que esses espíritos encostam no ser humano? Pode ser que este esteja predisposto por conta do estresse, da ansiedade, a falta de fé em si mesmo. A pessoa fica um alvo fácil para esses espíritos negativos. Ou é um resgate de vidas passadas. Aquele espírito encarnado que prejudica o deprimido na vida atual pode ter sido prejudicado por ele na vida passada. Mesmo assim, Deus não quer o mal e nem o sofrimento de ninguém. O que importa é o momento presente. Construa um alicerce emocional e espiritual forte para enfrentar a realidade do dia a dia. O otimismo, o trabalho e a fé podem ser as vacinas que nos imunizam contra-ataques espirituais. Afastar o espírito com preces, tratamentos espirituais de desobsessão ajudam na cura do problema. No entanto, orai e vigiai sempre!As companhias espirituais são atraídas por nossos pensamentos. Cada um tem a companhia espiritual que merece ou que atraiu. Cuide da sua vida espiritual! Cuidar da vida espiritual não é somente ir ao templo, culto ou casa espírita ,mas trabalhar para o auto aprimoramento. Agregar energias positivas através de boas atitudes. Ser uma pessoa grata para com a vida.
Uma frase sábia: “Se quer afastar os maus espíritos atraia os bons!”.
Não tente reagir sozinho e não se preocupe com os pensamentos negativos que são muitos durante o processo depressivo. Fazem parte da doença e com o tratamento espiritual e físico eles tendem a desaparecer.
Solicite a companhia dos familiares e dos amigos. Evite ficar trancado em casa ruminando a doença. Respeite os limites da depressão, mas saiba que a melhora e a cura também dependem muito de você.
Luiz Carlos Barros Costa (Fernandópolis/SP) Rede Amigo Espírita
É  membro da Rede Amigo Espírita, é Delegado Regional de Polícia aposentado, Vice Presidente e Diretor de Doutrina da Associação Espírita “Missionários da Luz", Presidente da Use Intermunicipal Espírita de Fernandópolis - SP, Professor do Curso de Direito na Unicastelo : Universidade Camilo Castelo Branco de Fernandópolis - SP, Divulgador e Expositor da Doutrina Espírita.

e-mail: lubacosta@terra.com.br

" DIVALDO FRANCO FALA SOBRE O JOGO BALEIA AZUL E AS EPIDEMIAS DE SUICÍDIOS."

Com caráter epidêmico, o suicídio alcança índices surpreendentes na estatística dos óbitos terrestres, havendo ultrapassado o número daqueles que desencarnam vitimados pela AIDS.
A ciência, aliada à tecnologia, tem facultado incontáveis benefícios à criatura humana, mas não conseguiu dar-lhe segurança emocional.
Em alguns casos, a comunicação virtual tem estimulado pessoas portadoras de problemas psicológicos e psiquiátricos a fugirem pela porta abissal do autocídio, como se isso solucionasse a dificuldade momentânea que as aturde.
Por outro lado, sites danosos estimulam o terrível comportamento, especialmente entre os jovens ainda imaturos, que não tiveram oportunidade de experienciar a existência. De um lado, as promessas de felicidade, confundidas com os gozos sensoriais, dão à vida um colorido que não existe e propõem usufruir-se do prazer até a exaustão, como se a Terra fosse uma ilha de fantasia. Embalados pelos muito bem feitos estimulantes de fuga da realidade, quando as pessoas dão-se conta da realidade, frustram-se e amarguram-se, permitindo-se a instalação da revolta ou da depressão, tombando no trágico pesar.
Recentemente a Mídia apresentou uma nova técnica de autodestruição, no denominado clube da baleia azul, no qual os candidatos devem expor a vida em esportes radicais ou situações perigosíssimas, a fim de demonstrarem força e valor, culminando no suicídio. Se, por acaso, na experiência tormentosa há um momento de lucidez e o indivíduo resolve parar é ameaçado pela quadrilha de ter a vida exterminada ou algum membro da sua família pagará pela sua desistência.
O uso exagerado de drogas alucinógenas, a liberdade sexual exaustiva e as desarrazoadas buscas do poder transitório conduzem à contínua insatisfação e angústia, sendo fator preponderantes para a covarde conduta.
O suicídio é um filho espúrio do materialismo, por demonstrar que o sentido da vida é o gozo e que, após, tudo retorna ao caos do princípio.
É muito lamentável esse trágico fenômeno humano, tendo-se em vista a grandeza da vida em si mesma, as oportunidades excelentes de desenvolvimento do amor e da criação de um mundo cada vez melhor.
Ao observar-se, porém, a indiferença de muitos pais em relação à prole, a ausência de educação condigna e os exemplos de edificação humana, defronta-se, inevitavelmente, a deplorável situação em que estertora a sociedade.
Todo exemplo deve ser feito para a preservação do significado existencial, trabalhando-se contra a ilusão que domina a sociedade e trabalhando-se pelo fortalecimento dos laços de família, pela solidariedade e pela vivência do amor, que são antídotos eficazes ao cruel inimigo da vida – o suicídio!
Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 20-04-2017.

Médium-Divaldo Franco.  

sexta-feira, 28 de abril de 2017

“QUEM FOI O ESPÍRITO SHEILLA-BIOGRAFIA. ”

Cópia da foto de Sheilla, tirada em reunião de materialização, realizada com o saudoso médium Peixotinho, na cidade de Campos, Rio de Janeiro.
Os traços fisionômicos de Sheilla na fotografia são entusiasticamente confirmados por Dª Maria Augusta de Holanda Fontes, que participou da reunião de materialização realizada com a presença de Peixotinho, em Fortaleza, Ceará, e que chegou a tocar nas tranças de Scheilla.
Scheilla nasceu na Alemanha e desencarnou por ocasião do primeiro bombardeio da RAF em Berlim, na 2 Grande Guerra Mundial, soterrada em pleno desempenho de sua função de enfermeira, em um abrigo de crianças.
Ao se reposicionar no mundo espiritual, optou por atuar no Brasil, onde se encontravam seus afins, inclusive o médium Peixotinho.
"O mundo se encontra cheio de coisas materializadas, em todas as faixas de vida. No entanto, os Espíritos Superiores empenham-se em se materializarem, quando oportuno, para os homens, para que eles vejam e despertem para a fé na vida, que continua sempre, nas variadas dimensões do existir.
"Quantas vezes tivemos a felicidade de pegar nas mãos humanas, fazendo-nos visíveis para os nossos irmãos da Terra, saudando-os com o nosso gesto de alegria, complemento divino do amor".
"Muitos duvidaram da nossa presença, mas muitos ainda conservam na lembrança e no coração a nossa palavra, como serva de Jesus.
Mesmo com nossas deficiências, o nosso ideal era e é de servir, com prazer de ser útil".
IRMÃ SCHEILLA
ENCARNAÇÕES ANTERIORES
Tem-se notícias apenas de duas encarnações de Scheilla: uma na França, no século XVI, e outra na Alemanha.
Na existência francesa, chamou-se Joana Francisca Frémiot, nascida em Dijon a 28/01/1572 e desencarnada em Moulins a 13/12/1641.
Ficou conhecida como Santa Joana de Chantal (canonizada em 1767) ou Baronesa de Chantal. Casara-se, aos 20 anos, com o Barão de Chantal. Tendo muito cedo perdido seu marido, passou a dedicar-se à obras piedosas e orações, juntamente com os deveres de mãe para com seus 4 filhos.
Fundou, em 1604, juntamente com o Bispo de Genebra, S. Francisco de Salles, em Annecy, a congregação da Visitação de Maria, que dirigiu como superiora, em Paris. Em 1619, Santa Joana de Chantal deixou o cargo de superiora da Ordem de Visitação e voltou a Annecy, onde ficava a casa-mãe da Ordem. A 13 de dezembro de 1641 ela veio a falecer.
A outra encarnação conhecida de Scheilla, verificou-se na Alemanha. Com a guerra no continente Europeu, aflições e angústias assolaram a cidade de Berlim, na Alemanha, onde Scheilla atuava como enfermeira. Seu estilo simples, sua meiguice espontânea, muito ajudavam em sua profissão. Bonita, tez clara, cabelo muito louro, que lhe davam um ar de graça muito suave. Seus olhos, azuis-esverdeados, de um brilho intenso, refletiam a grandeza de seu Espírito. Estatura mediana, sempre com seu avental branco, lá estava Scheilla, preocupada em ajudar, indistintamente. Esquecia-se de si mesma, pensava somente na sua responsabilidade. Via primeiro a dor, depois a criatura... Numa tarde de pleno combate, desencarna Scheilla, a jovem enfermeira. Morria no campo de lutas, aos 28 anos de idade.
Muitos anos depois, surgia nas esferas superiores da espiritualidade, com o seu mesmo estilo, aprimorado carinho e dedicação, Scheilla, a Enfermeira do Alto!
TRABALHO ESPIRITUAL NO BRASIL
Tudo indica que Scheilla vinculou-se, algum tempo após a sua desencarnação em terras alemãs, às falanges espirituais que atuam em nome do Cristo, no Brasil.Atualmente nossa querida Mentora trabalha na Espiritualidade, juntamente com Cairbar Schutel, Coordenador Geral da Colônia Espiritual Alvorada Nova. Scheilla desenvolve um trabalho forte e muito amplo, com dedicação ímpar, coordenando quatorze equipes que formam o Conselho da Casa de Repouso, o qual se reúne periodicamente, decidindo às questões pertinentes.
Conta-nos R. A. Ranieri que, numa das primeiras reuniões de materialização, iniciadas em 1948 pelo médium “Peixotinho”, surgiu a figura caridosa de Scheilla. Em Belo Horizonte, marcou-se uma pequena reunião que seria realizada com a finalidade de submeter a tratamento Dona Ló de Barros Soares, esposa de Jair Soares. No silêncio e na escuridão surgiu a figura luminosa de mulher, vestida de tecidos de luz e ostentando duas belas tranças, era Scheilla. Nas mãos trazia um aparelho semelhante a uma pedra verde-claro, ao qual se referiu dizendo tratar-se de um emissor de radioatividade, ainda desconhecido na Terra. Fez aplicações em Dona Ló. Depois de alguns minutos, levantou-se da cadeira e proferiu uma belíssima pregação evangélica com sotaque alemão e voz de mulher.
Em vários grupos espíritas brasileiros, além de sua atuação na assistência à saúde, sempre se caracterizou em trazer às reuniões certos objetos, deixando no recinto o perfume de flores que lhe caracterizam.
Na obra "Chico Xavier - 40 Anos no Mundo da Mediunidade" de Roque Jacintho, encontramos o seguinte depoimento: "Chico aplicava passes. Ao nosso lado, ocorreu um ruído, qual se algum objeto de pequeno porte tivesse sido arremessado, sem muita violência. (-Jô - disse um médium - Scheilla deu-lhe um presente). Logo mais, procuramos ao nosso derredor e vimos um caramujo grande e adoravelmente belo, estriado em deliciosas cores. Apanhamo-lo, incontinenti, e verificamos nele água marítima, salgada e gelada, com restos de uma areia fresca. Scheilla o transportara para nós. Estávamos a centenas de quilômetros de uma nesga de mar, em manhã de sol abrasador que crestava a vegetação e, em nossas mãos, o caramujo que o Espírito nos ofertara, servindo-se da mediunidade de Chico! “Na assistência reduzida, estava presente um cientista suíço, materialista, que ali viera ter por insistência de seus familiares. Scheilla, em sotaque alemão, anunciou: -Para nosso irmão que está ali - indicava o suíço -, vou dar o perfume que a sua mãezinha usava, quando na Terra. Despertou-lhe um soluço comovido, pela lembrança que se lhe aflorou à memória, recordando a figura da mãezinha ausente.”
Tempos depois, um outro raro instante se deu com a presença de Scheilla. "Bissoli, Gonçalves, Isaura, entre outros, compunham a equipe de beneficiados, agrupando-se numa das salas da casa de André, tendo Chico se retirado para o dormitório do casal, onde permaneceria em transe mediúnico. Uma onda de perfume, corporifica-se Scheilla, loira e jovial, falando com seu forte sotaque alemão. Bissoli estabeleceu o diálogo: -Eu me sinto mal - diz Bissoli - Você - informou Scheilla - come muita manteiga Bissoli. Vou tirar uma radiografia de seu estômago. A pedido, nosso companheiro levantou a camisa. O espírito corporificado aproxima-se e entrecorre, num sentido horizontal, os seus dedos semiabertos sobre a região do estômago de nosso amigo. E tal se lhe incrustassem uma tela de vidro no abdômen, podíamos ver as vísceras em funcionamento. - Pronto! - diz Scheilla, apagando o fenômeno. - Agora levarei a radiografia ao Plano Espiritual para que a estudem e lhe deem um remédio.”
Ao término destes singelos apontamentos biográficos, com muito respeito por esse Espírito Missionário, de tanta dedicação e amor em nome de Jesus, só nos resta agradecer a assistência e amor doados por ela.

Francisco Candido Xavier

“ALIMENTAÇÃO DOS ESPÍRITOS “

Há um consenso nas informações dos amigos espirituais no que tange a este assunto. Embora a essência espiritual não tenha forma , pois é o princípio inteligente, os espíritos de mediana evolução ou seja aqueles relacionados ao nosso planeta, possuem um corpo espiritual anatomicamente definido e com fisiologia própria.
Nos "planos " espirituais temos notícia por inúmeros médiuns confiáveis, como Chico Xavier , Divaldo Franco etc, da organização de comunidades sociais que os espíritos constituem , às vezes assemelhadas às terrestres.
Ainda nos atendo ao critério kardecista de valorizarmos um conceito apenas quando houver multiplicidade de fontes sérias, confirmando-o, nos referiremos ao corpo espiritual e sua alimentação.
A energia cósmica que permeia o universo, ("fluido cósmico ") é a matéria prima que sob o comando mental dos espíritos é utilizada para a constituição dos objetos por eles manuseados. Vide em "O livro dos médiuns" capítulo "do Laboratório do Mundo Invisível ".
O corpo dos espíritos , já mencionado até pelo apóstolo Paulo e conhecido nas diferentes religiões ou doutrinas , como perispírito, corpo astral psicossoma e mais de 100 (Cem ) sinônimos, é constituído de um tipo de matéria derivada da energia cósmica universal ("Fluido cósmico universal .
O corpo espiritual apresenta-se moldável conforme as emanações mentais do espírito. Cada espírito apresenta seu perispírito ou corpo espiritual com aspecto correspondente a elevação intelecto-moral. Seu estado psíquico vai determinar a sutilização do seu corpo.
Conforme se tem notícia através de inúmeros autores espirituais, o corpo espiritual apresenta-se estruturado por aparelhos ou sistemas que se constituem de órgãos; estes órgãos são formados por tecidos que, por sua vez, são constituídos por células. Há inclusive patologias celulares tratadas em hospitais da espiritualidade. O chamado mundo espiritual é (no nosso nível ) um mundo material de outra dimensão.
As células do corpo espiritual, em nível mais detalhado ,são formadas por moléculas que se constituem de átomos. Os átomos do perispírito são formados por elementos químicos nossos conhecidos, além de outros desconhecidos do homem encarnado.
Nas obras de Gustave Geley com de Jorge Andréa há referências mais específicas.
Para não alongarmos estas considerações preliminares, diríamos que o corpo dos espíritos é composto de unidades estruturais que apresentam vibração constante. Sabemos pelos mais elementares princípios da física, que todo corpo em movimento (vibração ) no universo gasta energia, logo precisa repô-la o que equivale a se alimentar. As leis a física não são leis humanas mas leis divinas ( ou naturais ) às quais estão sujeitos todos os elementos do cosmo. Há portanto um desgaste energético natural do corpo espiritual pelas suas atividades o que o leva a necessidade de ser alimentado por fontes de energia.
Dependendo do nível evolutivo do espírito, e consequente densidade do perispírito, varia a qualidade do alimento ou energia que o mesmo necessita para manter suas atividades. Espíritos superiores simplesmente absorvem do cosmo os elementos energéticos ("fluídicos ") que necessitam. Ao se colocarem em oração ( no sentido mais profundo ),sintonizam com níveis energéticos ainda mais elevados (frequências mais altas ) haurindo para si o influxo magnético revitalizador, alimentando suas "baterias "espirituais.
Com relação aos espíritos mais relacionados com a nossa realidade, ou seja que ainda apresentam dificuldades em superar as tendências egoísticas, portanto traduzindo na configuração de seu corpo espiritual uma maior densidade, as necessidades são proporcionalmente mais densas.
Em colônias espirituais, os espíritos precisam da ingestão de alimentos energeticamente mais densos, fazendo-o de forma muito semelhante a nós encarnados. Recomendamos a propósito o estudo mais detalhado da obra "Nosso Lar "de André Luiz , que foi precursora de dezenas de outras onde se faz referência a alimentação , até as mais recentes "Violetas na Janela " etc.
As unidades energéticas do espírito, ou núcleos em potenciação, com o passar do tempo vão tendo cada vez maior dificuldade de se recarregar quanto mais primitiva for a evolução da entidade espiritual. ocorre um desgaste progressivo destas unidades energéticas, que passam a vibrar mais lentamente.
À medida que as vibrações se tornam mais lentas pelo desgaste, e há dificuldade de reposição das energias , vai se processando uma neutralização energética com redução progressiva das atividades do espírito. Quando este processo se instala vai determinar um torpor ou sonolência da entidade impelindo-a à reencarnação automática e compulsória.
Dr. Ricardo Di Bernardi ICEF- Instituto de Cultura Espírita de Florianópolis SC
Para saber mais leia :“Reencarnação e Evolução das Espécies” - Dr. Ricardo di Bernardi
"Ressonância Espiritual na Rede Física" - Dr. Jorge Andréa

"Do Inconsciente ao Consciente" - Dr. Gustave Geley

"TRAZER PARA SI OS SINTOMAS DE OUTRA PESSOA - EXPLICAÇÃO ESPIRITUAL"

Esse é um fenômeno não muito frequente, mas que acomete um número considerável de pessoas. Trazer para si os sintomas de outras pessoas é algo que gera muito sofrimento para aqueles que sofrem esse problema. As pessoas costumam fazer o seguinte relato: quando algum parente ou amigo tem, por exemplo, uma dor de cabeça, eu também passo a sentir essa dor de cabeça; quando a pessoa tem dor de barriga, eu começo a ter a mesma dor de barriga; quando tem uma doença, eu passo a apresentar os mesmos sintomas dessa doença, e assim por diante. Esse tipo de fenômeno ocorre com frequência em pessoas muito sensíveis, que sentem mais intensamente a energia de pessoas e lugares, como as chamadas “pessoas esponja”. Céticos podem alegar que esse fenômeno nada mais é do que um processo puramente psicológico, onde a pessoa se impressiona com o sintoma alheio e se sente sugestionada a também apresentar a mesma dor, ou a mesma doença. No entanto, alguns casos que já tive a oportunidade de avaliar me mostram que apenas a sugestão mental não dá conta de explicar todas as variáveis envolvidas. Há casos de pessoas que começar a apresentar uma dor de cabeça, por exemplo, sem saber que a outra pessoa também está com dor na mesma região. Isso demonstra que não se trata de um fenômeno psicológico ou sugestivo, mas de um fenômeno energético, onde a pessoa capta as vibrações de outrem e de alguma forma assimila seus sintomas. É muito comum de ocorrer que a pessoa sugue o sintoma para si mesma enquanto a outra pessoa apresenta uma melhora no mesmo sintoma, ou seja, enquanto uma fica com a dor da cabeça, a outra sente a dor ser amenizada ou mesmo sumir completamente. Isso reforça a tese de que a pessoa trouxe para si, ou sugou as energias que estavam gerando o sintoma no outro. Mas qual seria a causa desse fenômeno? Em primeiro lugar, observamos nesse tipo de pessoa vidas passadas de práticas mágicas ou energéticas muito intensas e muitas vezes utilizadas para prejudicar outros. Isso gera um desequilibro vibratório que passa de uma vida para outra, tornando a pessoa muito vulnerável às energias. Por outro lado, pessoas que extraem sintomas alheios geralmente querem ajudar o outro de todas as formas, querem “salvar” o outro de seus problemas e doenças, como por exemplo, uma mãe que quer preservar o filho de uma situação que poderia prejudica-lo. Esse instinto de “salvador” pode fazer com que a pessoa absorva a energia negativa do outro trazendo junto seus sintomas. A melhor forma de evitar essa extração dos sintomas de outros é justamente trabalhar dentro de si essa ideia de que precisamos ajudar o outro a todo custo, tomando a sua cruz e evitando que ele sofra. Não podemos sofrer no lugar do outro, pois em algum momento a outra pessoa terá que arcar com os efeitos de suas próprias ações que geram o sofrimento e os sintomas que ela experimenta.

  Hugo Lapa    

"NÃO ADIE O SEU ENCONTRO COM A ESPIRITUALIDADE"

Religião as pessoas podem ter ou não. Já a religiosidade é um elemento estruturante da existência. 
Na juventude, o filósofo Mario Sergio Cortella experimentou a vida monástica em um convento da Ordem Carmelitana Descalça. Durante três anos, aprendeu a viver em comunidade, a não ter propriedades, a guardar silêncio. Abandonou a perspectiva de ser monge – mas não a espiritualidade – para seguir a carreira acadêmica. Hoje, com 55 anos, é professor universitário de educação, conferencista em instituições públicas, empresas e ONGs, comentarista em vários órgãos da mídia e autor de 10 livros, que prefere chamar de “provocações filosóficas”. 
Há uma pulsão de vida. 
A todo instante, está colocada também a possibilidade de que a vida cesse. Somos o único animal que sabe que um dia vai morrer. Aquele gato, que dorme ali, vive cada dia como se fosse o único. Nós vivemos cada dia como se fosse o último. Isso significa que você e eu, como humanos, deveríamos ter a tentação de não desperdiçar a vida. Escrevi um livro chamado Qual É a Tua Obra?, que começa com uma frase de Benjamin Disraeli, primeiro-ministro britânico no século 19. Ele disse: “A vida é muito curta para ser pequena”.
 Como não apequenar a vida? 
Dando-lhe sentido. A espiritualidade ou religiosidade é uma das maneiras de fazê-lo. A religiosidade, não necessariamente a religião. Religiosidade que se manifesta como convivência, fraternidade, partilha, agradecimento, homenagem a uma vida que explode de beleza. Isso não significa viver sem dificuldades, problemas, atribulações. Mas, sim, que, apesar disso tudo, vale a pena viver. Meu livro Viver em Paz para Morrer em Paz parte de uma pergunta: “Se você não existisse, que falta faria?” Eu quero fazer falta. Não quero ser esquecido. 
Fale mais da diferença entre religiosidade e religião. 
Religiosidade é uma manifestação da sacralidade da existência, uma vibração da amorosidade da vida. E também o sentimento que temos da nossa conexão com esse mistério, com essa dádiva. Algumas pessoas canalizam a religiosidade para uma forma institucionalizada, com ritos, livros – a isso se chama “religião”. Mas há muita gente com intensa religiosidade que não tem religião. Aliás, em minha trajetória, jamais conheci alguém que não tivesse alguma religiosidade. Digo mais: nunca houve registro na história humana da ausência de religiosidade. Todos os primeiros sinais de humanidade que encontramos estão ligados à religiosidade e à ideia de nossa vinculação com uma obra maior, da qual faríamos parte. 
De onde vem essa ideia? 
Existe uma grande questão que é trabalhada pela ciência, pela arte, pela filosofia e pela religião. A pergunta mais estridente: “Por que as coisas existem? Por que existimos? Qual é o sentido da existência?” Para essa pergunta, há quatro grandes caminhos de reposta: o da ciência, o da arte, o da filosofia e o da religião. De maneira geral, a ciência busca os comos”. A arte, a filosofia e a religião buscam os “porquês”, o sentido. A arte, a filosofia e a religião são uma recusa à ideia de que sejamos apenas o resultado da junção casual de átomos, de que sejamos apenas uma unidade de carbono e de que estejamos aqui só de passagem. Como milhões de pessoas no passado e no presente, acho que seria muito fútil se assim fosse. Eu me recuso a ser apenas algo que passa. Eu desejo que exista entre mim e o resto da vibração da vida uma conexão. Essa conexão é exatamente a construção do sentido: eu existo para fazer a existência vibrar. E ela vibra em mim, no outro, na natureza, na história.
 Existe também a religiosidade que quer beber diretamente na fonte, que busca a relação sem mediações com o divino. 
O divino, o sagrado, pode ganhar muitos nomes. Pode ser Deus no sentido judaico-cristão-islâmico da palavra; pode ser deuses; pode ser uma vibração, uma iluminação. Independentemente de como o denominamos, há algo que reconhecemos como transcendente, que ultrapassa a coisificação do mundo e a materialidade da vida, que faz com que haja importância em tudo o que existe. Desse ponto de vista, não basta que eu me conecte com os outros ou com a natureza. Preciso fazer uma incursão no interior de mim mesmo, em busca da vida que vibra em mim e da fonte dessa vida. É essa fonte que alguns chamam de Deus. A conexão com essa fonte é aquilo que os gregos chamavam de sympatheia, que significa simpatia. Trata-se de buscar uma relação simpática com o divino. 
Como você busca essa relação? 
De várias maneiras. Às vezes, na forma de um agradecimento. Às vezes, na forma de um pedido. Às vezes, por meio de uma oração consagrada pela tradição – porque, como dizia Mircea Eliade, o maior especialista em religião do século 20, “o rito reforça o mito”. Às vezes, recorrendo a um gesto espontâneo. Outro dia, eu estava em uma cidade litorânea, onde iria palestrar. Em frente ao hotel, havia uma praia. Caminhando descalço sobre a areia, às 5 e meia da manhã, sentindo o sol que nascia, me veio um forte sentimento de gratidão e rezei, em silêncio, uma oração, das consagradas. Já ontem, eu estava reunido com a família em volta da mesa. Diante da cena dos meus filhos com as esposas, novamente senti gratidão. Ergui a taça de vinho e brindei em agradecimento por aquele momento. Nem sempre a minha relação é de gratidão. Às vezes, é de apelo. Na crença, verdadeira para mim, de que a fonte de vida pode reforçar a minha capacidade de viver, eu peço. 
Existe, hoje, um maior impulso para a espiritualidade ou trata-se apenas de mais uma onda passageira? 
Guimarães Rosa disse que “o sapo não pula por boniteza, pula por precisão”. De acordo com o headhunter e professor de gestão de pessoas Luiz Carlos Cabrera, a grande virada no mundo empresarial brasileiro ocorreu, de fato, no dia 31 de outubro de 1996 às 8h15, quan  do um avião da TAM, com 96 pessoas a bordo, todos eles executivos, exceto a tripulação, caiu sobre a cidade de São Paulo. Perdi dois amigos de infância nesse acidente. Aquele foi um momento de inflexão no mundo corporativo. Eu compartilho dessa opinião. As pessoas começaram a pensar: eu podia estar naquele voo e o que eu fiz até agora? Toda a ânsia que caracteriza o mundo corporativo, focada no lucro, na competitividade, na carreira, começou a ser relativizada.
 Mas existem também fatores de fundo, que afetam o mundo. 
É claro. Um fator, talvez o principal, foi que o século 20, apostando na ciência e na tecnologia, nos prometeu a felicidade iluminada e ofereceu angústia. Em prol da propriedade, sacrificou-se a vida, a convivência, a consciência. O stress tornou-se generalizado, afetando adultos, jovens e até as crianças. Há uma grande diferença entre cansaço e stress. O cansaço resulta de um trabalho intenso, mas com sentido; o stress, de um trabalho cuja razão não se compreende. O cansaço vai embora com uma noite de sono; o stress fica. 
Há uma forte cultura da pressa e da distração. 
A tecnologia nos proporcionou a velocidade. Mas, em vez de usá-la apenas para fazer as coisas rapidamente, nós passamos a viver apressadamente. Assim como existe uma grande diferença entre cansaço e stress, existe também entre velocidade e pressa. Eu quero velocidade para ser atendido por um médico, mas não quero pressa durante a consulta. Quero velocidade para ser atendido no restaurante, mas não quero comer apressadamente. Quero velocidade para encontrar quem eu amo, mas não quero pressa na convivência. Tempo é uma questão de prioridades. Muita gente argumenta não ter tempo para a espiritualidade, para cuidar do corpo. E segue nesse ritmo apressado até sofrer um infarto. Se não for fatal, o infarto funciona como um sinal de alerta. O dia continua a ter 24 horas, mas quem sobrevive passa a acordar uma hora mais cedo para caminhar e se exercitar. O impulso espiritual também é um sinal de alerta. Não há pressa em segui-lo. Mas cuidado: é muito arriscado adiar indefinidamente para o ano que vem.


Autor: – MARIO SERGIO CORTELLA

quinta-feira, 27 de abril de 2017

DESENCARNE DE ENTES QUERIDOS (mude sua visão sobre a morte)

Quando a morte ceifa nas vossas famílias, arrebatando,
sem restrições, os mais moços antes dos velhos, costumais dizer: Deus não é justo, pois sacrifica um que está forte e tem grande futuro e conserva os que já viveram longos anos cheios de decepções; pois leva os que são úteis e deixa os que para nada mais servem; pois despedaça o coração de uma mãe, privando-a da inocente criatura que era toda a sua alegria.
Humanos, é nesse ponto que precisais elevar-vos acima do terra-a-terra da vida, para compreenderdes que o bem, muitas vezes, está onde julgais ver o mal, a sábia previdência onde pensais divisar a cega fatalidade do destino.
Por que haveis de avaliar a justiça divina pela vossa?
Podeis supor que o Senhor dos mundos se aplique, por mero capricho, a vos infligir penas cruéis? Nada se faz sem um fim inteligente e, seja o que for que aconteça, tudo tem a sua razão de ser. Se perscrutásseis melhor todas as dores que vos advêm, nelas encontraríeis sempre a razão divina, razão regeneradora, e os vossos miseráveis interesses se tornariam de tão secundária consideração, que os atiraríeis para o último plano.
Crede-me, a morte é preferível, numa encarnação de vinte anos, a esses vergonhosos desregramentos que pungem famílias respeitáveis, dilaceram corações de mães e fazem que antes do tempo embranqueçam os cabelos dos pais. Frequentemente, a morte prematura é um grande benefício que Deus concede àquele que se vai e que assim se preserva das misérias da vida, ou das seduções que talvez lhe acarretassem a perda.
Não é vítima da fatalidade aquele que morre na flor dos anos; é que Deus julga não convir que ele permaneça por mais tempo na Terra.
É uma horrenda desgraça, dizeis, ver cortado o fio de uma vida tão prenhe de esperanças! De que esperanças falais? Das da Terra, onde o liberto houvera podido brilhar, abrir caminho e enriquecer?
Sempre essa visão estreita, incapaz de elevar-se acima da matéria. Sabeis qual teria sido a sorte dessa vida, ao vosso parecer tão cheia de esperanças?
Quem vos diz que ela não seria saturada de amarguras?
Desdenhais então das esperanças da vida futura, ao ponto de lhe preferirdes as da vida efêmera que arrastais na Terra? Supondes então que mais vale uma posição elevada  entre os homens, do que entre os Espíritos bem-venturados?
Em vez de vos queixardes, regozijai-vos quando praz a Deus retirar deste vale de misérias um de seus filhos.
Não será egoístico desejardes que ele aí continuasse para sofrer convosco?
Ah! essa dor se concebe naquele que carece de fé e que vê na morte uma separação eterna. Vós, espíritas, porém, sabeis que a alma vive melhor quando desembaraçada do seu invólucro corpóreo.
Mães, sabei que vossos filhos bem-amados estão perto de vós; sim, estão muito perto; seus corpos fluídicos vos envolvem, seus pensamentos vos protegem, a lembrança que deles guardais os transporta de alegria, mas também as vossas dores desarrazoadas os afligem, porque denotam falta de fé e exprimem uma revolta contra a vontade de Deus.
Vós, que compreendeis a vida espiritual, escutai as pulsações do vosso coração a chamar esses entes bem-amados e, se pedirdes a Deus que os abençoe, em vós sentireis fortes consolações, dessas que secam as lágrimas; sentireis aspirações grandiosas que vos mostrarão o porvir que o soberano Senhor prometeu.
– Sanson, ex-membro da Sociedade Espírita de Paris (1863)
-fonte: O Evangelho Segundo o Espíritismo, cap. V
Perda de pessoas amadas. Mortes prematuras —

Irmãos da Nova Era Espírita

𝗖𝗢𝗠𝗢 𝗢𝗦 𝗥𝗘𝗟𝗔𝗖𝗜𝗢𝗡𝗔𝗠𝗘𝗡𝗧𝗢𝗦 𝗙𝗜𝗖𝗔𝗠 𝗔𝗧𝗥𝗘𝗟𝗔𝗗𝗢𝗦 𝗡𝗔𝗦 𝗥𝗘𝗘𝗡𝗖𝗔𝗥𝗡𝗔𝗖̧𝗢̃𝗘𝗦.

Os ajustes dos relacionamentos problemáticos de outras existências. Pelas reencarnações os espíritos têm a oportunidade de reestabelecer os ...