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segunda-feira, 1 de maio de 2017

“A FILA PARA REENCARNAR ESTÁ ENORME. VÁRIOS ESPÍRITOS DISPUTAM O MESMO CORPO FÍSICO. ”

Neste período de transição planetária em que vivemos, a fila da reencarnação está enorme. Bilhões de espíritos disputam vaga por um corpo físico…
Algumas seitas sempre falam no fim do mundo, no final dos tempos. O Espiritismo explica que estamos vivendo um período de transição. Deixaremos de ser um mundo de provas e expiações para sermos um mundo de regeneração.
Nunca fui chegado a profecias. Até porque o valor da profecia é relativo, a profecia é uma representação do que será o futuro de acordo com o presente. Se tudo continua ocorrendo como o previsto, a profecia se cumpre. Caso contrário, o cenário muda e o futuro é redesenhado.
A fila pra reencarnar está enorme…
Inúmeras mensagens mediúnicas abordam a questão da transição. E muitas delas afirmam que nossa próxima reencarnação não será tão cedo. Entre 400 e 700 anos. Como eu já disse, não ligo muito para essas previsões, mas isso faz algum sentido.
A fila pra reencarnar está enorme. Bilhões de espíritos esperam pela oportunidade de um corpo físico. A estimativa é de que haja em torno de 30 bilhões de espíritos na Terra, entre encarnados e desencarnados. Há espíritos que não reencarnam há séculos, e precisam apressar-se se quiserem permanecer no planeta. Os que não se adequarem às novas diretrizes serão deportados…
Atualmente a média de filho por casal está em torno de 1,5. Ou seja, de 20 pessoas atualmente encarnadas reencarnarão 15 espíritos. Se você considerar apenas os seus antepassados recentes, até os avós dos seus pais, foram necessárias 14 pessoas para que você nascesse. Os avós paternos e maternos do seu pai e os avós paternos e maternos da sua mãe, mais os pais do seu pai e os pais da sua mãe, mais seu pai e sua mãe. Se os avós de seus pais (os seus bisavós) dependerem de você para nascer, são 8 espíritos disputando uma vaga e meia. Viu como isso vai longe?
A ideia de ficar séculos desencarnado, esperando por uma próxima experiência na matéria tem algo de assustador. Assustador talvez não seja o termo mais apropriado, mas não encontrei outra palavra que definisse o que seja viver tanto tempo longe da materialidade. Isto significa que teremos que nos despojar da influência da matéria densa. Um outro tipo de vida nos espera, com mais responsabilidades, com participação direta sobre os destinos daqueles que nos são caros e que ficaram para trás.
Ao longo de séculos e milênios, vamos formando afeições e vínculos de toda espécie com muitos espíritos. Formamos grandes grupos, sobre os quais exercemos influência e pelos quais somos influenciados. Uns progrediram mais, outros menos, alguns estacionaram há tempo. Não conseguiremos usufruir de uma condição melhor sabendo que seres de quem gostamos estão afastados de nós por tempo indeterminado. Também não deve ser agradável constatar que espíritos com quem não simpatizamos estão numa situação muito difícil graças, em parte, aos erros que cometemos em relação a eles no passado.
Que vamos demorar para reencarnar é praticamente certo. Só não sei se é realmente questão de séculos. Por mais que isso pareça apocalíptico, é hora de abandonarmos questões vãs, mágoas, recalques, ódio, sentimento de vingança, ambição desmedida, desejo exacerbado. Tudo o que nos ligue à animalidade é sempre prejudicial, mas num período como o que vivemos não é só prejudicial, é decisivo.
Não acho que corramos o risco de sermos deportados para um planeta inferior. Não que sejamos bons. Mas é fácil perceber que a maioria está abaixo de nós, intelectual e moralmente. Isso não é pretensão nem falta de modéstia. Se de hoje para amanhã ficassem no mundo apenas uma de cada três pessoas, você acha que ficaria? Eu acho que sim. É só olhar a multidão de CBDs (come, bebe e dorme) que enche o mundo. Não precisa nem citar os malfeitores, os criminosos.
Nosso maior esforço será em relação ao nosso próximo. Todos nós conhecemos pessoas que não são exatamente elevadas, mas pelas quais temos algum sentimento que fará com que nos responsabilizemos por elas.
Não temos mais tempo para brincadeiras. Não podemos mais nos dar ao luxo de nutrir magoazinhas ridículas. Se realmente levarmos alguns séculos para reencarnar novamente, encontraremos este planeta mudado. Serão outros valores, outros padrões de pensamento e comportamento para com o próximo.
Morel Felipe Wilkon





“ESCOLHEMOS NOSSOS FAMILIARES ANTES DE REENCARNAR? ”

'Antes de encarnar, todos nós obrigatoriamente escolhemos nossos pais e irmãos? Ou podemos nascer em uma família com integrantes com os quais nunca convivemos, em vida alguma?'-
A reencarnação é um processo complexo. Suas variáveis decorrem do nível espiritual de cada um, levando em conta as necessidades de aprendizagem não só do espírito que volta, mas também das pessoas com as quais ele irá conviver nesse período. Quando o espírito possui mais conhecimento, pode ajudar a programar sua próxima encarnação – mas sempre com a supervisão dos espíritos superiores.
Algumas vezes, ele pretende desenvolver algum lado seu que esteja dificultando seu progresso. Então, lhe é facultado reencarnar no meio de pessoas comas quais nunca tenha se relacionado antes, a fim de trocar conhecimento. Ao reencarnar, o espírito sabe que esquecerá do passado e sente-se inseguro com isso. Natural que queira ter, como pais, pessoas amigas de outras vidas, figuras nas quais confia. Mas é bom saber que isso só será possível se elas aceitarem a responsabilidade e se essa união favorecer o processo.
Reencarnar com pessoas com as quais o espírito tem afinidade é sempre muito bom, pois permite que, juntos, eles possam apoiar-se mutuamente e progredir. Tal oportunidade não é concedida a espírito que tenha prejudicado pessoas ou criado inimizades em outras vidas. Em casos assim, a reencarnação é compulsória e quase sempre ele terá de conviver na mesma família, exatamente em meio às pessoas com as quais se desentendeu.
É uma chance que a vida oferece para que ele conheça um pouco melhor seus desafetos e modifique sua maneira de se relacionar com eles. Então, os laços de parentesco servem, a princípio, para suavizar o confronto. A mesma oportunidade é dada aos espíritos que, apesar de terem feito muitos inimigos no passado, se arrependem.
Sentem remorso e necessidade de reparar seus erros. Aí, recebem a chance de programar, com o auxílio dos mentores, a reencarnação junto dos seus inimigos. Portanto, há, ainda no astral, um trabalho de aproximação entre eles, feito pelos por espíritos superiores, para que se entendam e concordem em se relacionar de novo na Terra.
Às vezes, leva muito tempo para que eles aceitem e estejam prontos para essa nova encarnação. E, ainda assim, quando tudo está bem entre eles, podem surgir dificuldades práticas na concretização do projeto.
Em certos casos, a rejeição energética da futura mãe é tão grande que acaba se tornando uma gravidez de risco, que não chega a bom termo, sendo necessárias várias tentativas. Nesse caso, atuam também as energias do espírito reencarnante que, embora queira aproximar-se daquelas pessoas, reage instintivamente ao contato energético, que se torna insuportável para ele.
Pode acontecer que as pessoas com as quais o espírito se desentendeu no passado já a tenham perdoado - e aí elas estão livres, podendo seguir adiante sem precisar recebê-lo na família. Numa situação assim, pode reencarnar em meio a desconhecidos que precisem de ajuda. Ao ajudá-las, ele irá se libertar do remorso.
Quando o espírito progride, a noção da própria maldade lhe faz mal. Só poderá seguir adiante se conseguir livrar-se dela. Pois ninguém é vítima. Todos somos responsáveis pelas nossas escolhas. O respeito às leis cósmicas é fundamental para que nosso espírito prossiga na conquista do bem. Agir com inteligência é evitar sofrimento.


Fonte: "Zibia Gasparetto."

domingo, 30 de abril de 2017

“AFASTE-SE DE PESSOAS QUE LHE FAZEM SENTIR-SE MAL”

De fato estamos cercados de pessoas tóxicas.
Pessoas que são egocêntricas, manipuladoras, interesseiras, arrogantes, rancorosas, amarguradas, mal amadas, invejosas ou fracassadas, que não conseguem ver o sucesso ou a felicidade alheia. Enfim, pessoas sombrias que minam os relacionamentos e amizades com intrigas, críticas excessivas, falta de consideração e respeito pelo outro e abusos verbais ou físicos. Pessoas muito perigosas de se conviver.
Essas pessoas tóxicas acabam, de alguma forma, nos envenenando. Direta ou indiretamente, acabamos agindo por influência delas, seja com atitudes ou omissões. Muitas vezes acabamos agindo por impulso para evitar essas pessoas, ou, na pior das hipóteses, acabamos agindo da mesma forma. São pessoas nocivas, intoxicando nosso comportamento e nos levando a agir e a tomar decisões que, em outras circunstâncias poderiam ser completamente diferentes.
São tóxicas, porque conseguem despertar o que há de pior dentro de nós, não apenas no sentido de maldade ou crueldade, mas no sentido de perdermos a identidade, a autonomia, a energia, a iniciativa e o poder de decisão. Ficamos estagnados, hipnotizados, paralisados. São verdadeiros vampiros, sem Luz própria, que consomem nossa energia vital, que exploram e manipulam pessoas de acordo com os seus interesses e vivem às custas da energia dos outros para se sustentarem.
Tóxicas são aquelas pessoas que sabem tudo a respeito da vida das outras pessoas, mas não conseguem administrar a própria vida. Sabem dar conselhos como ninguém tem um discurso lindíssimo para o mundo lá fora, mas que, na vida pessoal, nos bastidores, na vida íntima, são pessoas frustradas, isoladas, verdadeiras ilhas no meio da sociedade, que não tomam para si os próprios conselhos.
Sabem olhar de fora, apontar defeitos, problemas, erros. Mas não sabem participar, não conseguem enxergar os próprios problemas ou defeitos. Apontam os erros alheios para, de certa forma, esconder os seus próprios. São os “sabe-tudo” e só a sua forma de pensar é que está certa. Não suportam ser contrariados e confrontados. Quando o são, perseguem a pessoa até “livrarem-se” dela ou então se vingam. Seu ego é superlativo para compensar a sua extrema falta de Amor-Próprio. Usam as pessoas conforme seus interesses e, quando estas discordam de suas ideias, são descartadas e eliminadas, sem a menor consideração.
A toxicidade reside exatamente no fato de não nos darmos conta de que estamos sendo manipulados ou influenciados. Ficamos hipnotizados, fascinados, imersos numa imensa ilusão, até o dia em que despertamos e tomamos consciência de que estamos muito mal, morrendo por dentro, e que algo urgente necessita ser feito. Um corte para a nossa libertação, para resgatar a nossa sanidade, saúde, alegria de viver.
Em nossa busca pela felicidade, por tudo aquilo que nos traz bem-estar e alegria, o grande segredo é não se deixar influenciar, se afastar e evitar a convivência com esses tipos. Isso não significa alimentar sentimentos negativos dentro de si com relação a eles, mas de preferência visualizá-los felizes e agradecidos em sua vida, emanando energias e vibrações positivas.
Reflita, você convive intimamente com alguma pessoa tóxica, seja na família, no trabalho, ou nas “amizades”?
Tenha cuidado, afaste-se, fique longe o quanto antes dessas pessoas.
Cuide-se, preserve-se, seja você mesmo, seja pleno e feliz.
E acima de tudo sempre perdoe essas pessoas, muitas vezes, elas não tem consciência de seus próprios malefícios.
Fonte: Universo Natural


“A DOR DA SAUDADE E A CERTEZA DO REENCONTRO: ESPIRITISMO E SAUDADE”

O espiritismo é uma doutrina consoladora, por nos demonstrar a continuidade da vida após a separação terrena. Mas devemos reconhecer que o fato de sabermos que a vida continua não ameniza a saudade, pois é difícil superar o silêncio. Esse silêncio que dói e que não é preenchido por nada. 
Talvez se tivéssemos em mente, se nos lembrássemos com frequência, que todos aqueles que amamos um dia vão partir da matéria, muitos deles antes de nós, talvez então os valorizássemos mais, talvez então notássemos mais as suas virtudes e menos os seus defeitos. 
Mas isso também vale para quem, por algum motivo, esteja afastado dos seus. É claro que então a saudade ainda dói, mas ao mesmo tempo alenta, porque o reencontro não depende de que todas as pessoas estejam novamente no mesmo plano… Sem contar que hoje temos o auxílio inestimável da tecnologia. Não é a mesma coisa? Claro que não, mas pouco tempo atrás não existia, não havia esse consolo. Algum tempo atrás, quem imaginaria ver suas pessoas queridas pelo webcam, estando em praticamente qualquer lugar do mundo? 
Uma coisa a ser evitada nos momentos de saudade é justamente pensar nela. Antes de deprimir-se, é melhor se manter ocupado com coisas úteis. Não há um monte de coisas que deixamos pra fazer quando tivermos tempo? Pois que se aproveite o espaço vazio deixado pela saudade para ocupar-se com essas coisas. 
A palavra saudade só existe na língua portuguesa, e sua etimologia é a mesma da palavra solidão. E são realmente sentimentos que se confundem. Pois a solidão também pode ser aproveitada para coisas que em outras ocasiões e circunstâncias não seriam possíveis.
 É na solidão que entramos em contato com nós mesmos, com nosso universo interior. Na solidão podemos encontrar respostas seguras para as incertezas que alimentamos, e esse contato com nosso íntimo é que nos dá coragem para enfrentar as dificuldades da passagem pela Terra. 
Quando estiver de braços com a saudade, não permita que ela se transforme numa prisão emocional, impedindo que você saiba aproveitar os dias que de repente ficaram mais compridos, impedindo que você domine o seu pensamento, que você domine as lágrimas, que você domine o desânimo que bate à porta ameaçadoramente. 
Não! Todos os períodos da vida são importantes, nenhum se repete, com toda a certeza um dia a oportunidade de aprendizado e vivência desse momento da sua vida lhe será cobrado, e é bom que você tenha aproveitado. Seja útil, seja útil aos outros, aos que ficaram, seja útil a você! 
E quando puder estar novamente ao lado das pessoas que ama, aproveite ao máximo, viva cada detalhe, cada momento; sabe-se lá quando terá outro abraço como esse? É triste? Talvez. Seria pior se não houvesse o reencontro nesta vida; pior ainda se não houvesse amanhã. Mas a vida é um dia depois do outro, cada um deve ser aproveitado ao máximo, com saudade ou sem saudade. Quanta oportunidade um dia nos oferece! Que o vazio da ausência seja preenchido com bons pensamentos e atividades construtivas. 
E que se aproveite essa oportunidade de aprendizado para, no decorrer dessa vida e pela eternidade, darmos o devido valor às coisas simples, que não exigem nada de extravagante para serem feitas, basta a presença daqueles que amamos.


Morel Felipe Wilkon

"MITOS E VERDADES SOBRE REENCARNAÇÃO"

O QUE É A ERRATICIDADE? O QUE SÃO "ESPÍRITOS ERRANTES"?
O Capítulo XXXII do Livro dos Médiuns, Kardec nos traz o Vocabulário Espírita.  Lá, encontramos a definição do termo “Erraticidade”, a saber: "situação dos Espíritos errantes, quer dizer - não encarnados - durante os intervalos de suas existências corporais."
O termo “Espíritos errantes”, portanto,  não tem a ver com “erro”,  e sim com a “condição de estar desencarnado.”
Nas obras de Kardec, encontramos muitas vezes o termo “erraticidade”, que indica “estado dos espíritos durante os intervalos entre as encarnações”. Espíritos “na erraticidade” são espíritos que se encontram “entre uma encarnação e outra”.
Na questão 226 do Livro dos Espíritos, Kardec pergunta: Pode-se dizer que todos os Espíritos não encarnados são errantes?
E a resposta dos Espíritos foi:
"Os que devem reencarnar-se, sim. Mas os Espíritos Puros, que chegaram à perfeição, não são errantes: seu estado é definitivo".
Explicação de Kardec:
"No tocante às suas qualidades íntimas, os Espíritos pertencem a diferentes ordens ou graus, pelos quais passam sucessivamente, à medida que se purificam (ver Escala Espírita, Item 100 do Livro dos Espíritos).
 No tocante ao estado, podem ser:
Encarnados, ou seja, ligados a um corpo material;
Errantes, ou desligados do corpo material e esperando por uma nova encarnação para se melhorarem;
Espíritos Puros ou Perfeitos: os que não tem mais necessidade de encarnação."
Portanto, ao desencarnarmos, nos encontraremos na “erraticidade”. Note-se que “estar na erraticidade” não se refere a um lugar, e sim a uma condição (a de espíritos desencarnados, esperando por nova encarnação).
Encontramos também a definição do termo “Erraticidade” no livro “Instruções Práticas Sobre as Manifestações Espíritas”, de Allan Kardec, publicado em 1858, um ano após a primeira edição de O Livro dos Espíritos. O livro “Introdução ao Espiritismo”, organizado por José Herculano Pires, traz em um só volume, este e outros dois livros pouco conhecidos de Kardec: “O Espiritismo na Sua Mais Simples Expressão” e “O Que É O Espiritismo”.
No livro “Instruções Práticas Sobre as Manifestações Espíritas”, encontramos uma definição mais completa do termo “erraticidade”, a saber:
“Estado dos Espíritos errantes, isto é, não encarnados, durante os intervalos de suas diversas existências corpóreas. A erraticidade não é um sinal absoluto de inferioridade para os Espíritos. Há Espíritos errantes de todas as classes, salvo os da Primeira Ordem, ou  Espíritos Puros, que não tendo mais que reencarnar, não podem ser considerados como errantes. Os Espíritos Errantes são felizes ou infelizes, segundo o grau de sua purificação. É nesse estado que o Espírito, tendo despido o véu material do corpo, reconhece suas existências anteriores e os erros que o afastam da perfeição e da felicidade infinita. É então que ele escolhe novas provas, a fim e avançar mais depressa.”
Ou seja: não existe a ideia de “inatividade” para o espírito. Tampouco a de “contemplação eterna”. O Espírito não morre, e mesmo não estando revestido da veste carnal, ele continua evoluindo no Plano Espiritual, durante o período de erraticidade. É aí que ele retoma a lembrança do passado, analisa seus progressos e fracassos nas encarnações sucessivas, e prepara-se para novas provas, que ele mesmo escolhe, a fim de progredir.
Na erraticidade o Espírito reencontra afetos e desafetos, e os grupos se reúnem e se preparam para novos desafios terrenos. É por isso que se diz que há uma “pré-programação” para o Espírito, que deve sofrer provas ou expiações que ele mesmo escolheu, pois sabe que elas irão lhe trazer o APRENDIZADO NECESSÁRIO para sua evolução espiritual. É o “remédio amargo”, que causa um desconforto passageiro, mas que conduz à cura do Espírito.
PARA ONDE VÃO OS ESPÍRITOS QUE SE ENCONTRAM NA ERRATICIDADE?
No item II do mesmo capítulo do Livro dos Espíritos (Cap. VI – Vida Espírita), Kardec faz a seguinte pergunta:
Questão 234: Existem, como foi dito, mundos que servem de estações ou de lugares de repouso aos Espíritos errantes?
E os Espíritos responderam:
"Sim, há mundos particularmente destinados aos seres errantes, mundos que eles podem habitar temporariamente, espécies de acampamentos, de lugares em que possam repousar de erraticidades muito longas, que são sempre um pouco penosas. São posições intermediárias entre os outros mundos, graduados de acordo com a natureza dos Espíritos que podem atingi-los e que neles gozam de maior ou menor bem estar".
COMO INTERPRETAR ISSO?
Da mesma forma que a Terra é um mundo que abriga Espíritos encarnados, em determinado grau de evolução, há mundos destinados a abrigar Espíritos na erraticidade (ou seja, preparando-se para reencarnar). Também estes mundos têm diferentes níveis de evolução, pois abrigam Espíritos de diferentes graus de adiantamento moral e intelectual. (Ver O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. III, item 19, mensagem de Santo Agostinho: Progressão dos Mundos).
QUANTAS VEZES UM ESPÍRITO REENCARNA NA TERRA? HÁ UM LIMITE?
Não existe um limite; a reencarnação na Terra, ou em outros mundos, está diretamente relacionada com o grau de evolução do Espírito, e não no número de vezes que ele já encarnou.
Todos nós estamos destinados ao progresso, e nossas vidas sucessivas são os meios que Deus nos oferece para vivenciarmos os aprendizados, e assim depurar o Espírito. Há Espíritos que avançam mais rapidamente; há os Espíritos recalcitrantes, empedernidos, obstinados no mal. Esses, progridem com maior lentidão, e precisam passar por mais provas e expiações, do que o Espírito que se dedica à trilha do bem, e ao seu adiantamento moral e intelectual.
O reencarne na Terra também obedece o mesmo princípio, de evolução do Espírito. Aquele que já progrediu, pode passar a um mundo mais evoluído que a Terra; e o Espírito recalcitrante pode ter que reencarnar em um mundo inferior, o que para ele é motivo de sofrimento.
No Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. III, Há Muitas Moradas Na Casa de Meu Pai,  encontramos a seguinte explicação, nos itens 4 e 5:
Diversas Categorias de Mundos Habitados
4 - "...Embora não possamos fazer uma classificação absoluta dos diversos mundos, podemos, pelo menos, considerando o seu estado e o seu destino, com base nos seus aspectos mais destacados, dividi-los assim, de um modo geral:
Mundos Primitivos, onde se verificam as primeiras encarnações da alma humana;
Mundos de Expiação e de Provas, em que o mal predomina;
Mundos Regeneradores, onde as almas que ainda têm o que expiar adquirem novas forças, repousando das fadigas da luta;
Mundos Felizes, onde o bem supera o mal;
Mundos Celestes ou Divinos, morada dos Espíritos purificados, onde o bem reina sem mistura.
 A Terra pertence à categoria dos mundos de expiações e de provas, e é por isso que nela está exposto a tantas misérias".
5 - Os Espíritos encarnados num mundo não estão ligados a ele indefinidamente, e não passam nesse mundo por todas as fases do progresso que devem realizar, para chegar à perfeição. Quando atingem o grau de adiantamento necessário, passam para outro mundo mais adiantado, e assim sucessivamente, até chegarem ao estado de Espíritos puros. Os mundos são as estações em que eles encontram os elementos de progresso proporcionais ao seu adiantamento. É para eles uma recompensa passarem a um mundo de ordem mais elevada, como é um castigo prolongarem sua permanência num mundo infeliz, ou serem relegados a um mundo ainda mais infeliz, por se haverem obstinado no mal.*
QUAL O INTERVALO ENTRE AS ENCARNAÇÕES?
O intervalo entre as reencarnações obedece ao mesmo princípio, de evolução do Espírito. No Livro dos Espíritos, Cap. VI, Vida Espírita, Kardec faz a seguinte pergunta aos espíritos:
Questão 223: A alma se reencarna imediatamente após a separação do corpo?
E a resposta foi:
“Às vezes, imediatamente, mas na maioria das vezes, depois de intervalos mais ou menos longos. Nos mundos superiores a reencarnação é quase sempre imediata.”
E na questão 224, Kardec indaga:
224. O que é a alma, nos intervalos das encarnações?
       "Espírito errante, que aspira a um novo destino e o espera".
224 – a) Qual poderá ser a duração desses intervalos?
"De algumas horas a alguns milhares de séculos. De resto, não existe, propriamente falando, limite extremo determinado para o estado errante, que pode prolongar-se por muito tempo, mas que nunca é perpétuo. O Espírito tem sempre a oportunidade, cedo ou tarde, de recomeçar uma existência que sirva à purificação das anteriores".
224 – b) Essa  duração está subordinada à vontade do Espírito, ou pode lhe ser imposta como expiação?
"É uma conseqüência do livre-arbítrio. Os Espíritos sabem perfeitamente o que fazem, mas para alguns é também uma punição infligida por Deus. Outros pedem o seu prolongamento para prosseguir estudos que não podem ser feitos com proveito a não ser no estado de Espírito".
REFLEXÕES SOBRE AS RESPOSTAS DOS ESPÍRITOS:
1.   Os Espíritos explicaram que, embora às vezes os espíritos reencarnem imediatamente, na maioria das vezes o reencarne se dá depois de intervalos mais ou menos longos.
2.   O intervalo entre uma encarnação e outra é o que chamamos de “erraticidade” (não se refere a um local, mas a uma condição do espírito).
3.   A duração desse intervalo é uma “consequência” do livre-arbítrio – ou seja: se empregamos mal o nosso livre-arbítrio, podemos ter que permanecer um período mais longo na condição de espíritos errantes, como uma pena imposta por Deus.
4.   O intervalo entre as reencarnações pode ser muito longo, mas nunca eterno. Espíritos dominados por sentimentos de revolta, vingança, ódio, cobiça, inveja, ciúme, orgulho, egoísmo, acabam por não aproveitar o tempo na erraticidade para aprender e progredir. Esses sentimentos, aliás, são os que impedem o nosso progresso aqui na Terra, também. É por isso que temos que lutar contra eles, e vencê-los, para que eles não se tornem motivo de nossas quedas, e tragam, como consequência, sofrimento para o Espírito em vida, e além da vida.
5.   Mas Deus não quer que suas criaturas sofram para sempre, e cedo ou tarde, o Espírito acorda para os seus compromissos espirituais, arrepende-se de seus erros, compreende que perdeu muito tempo preso a sentimentos inferiores, e pede uma nova encarnação, para reparar os males que tenha causado, e para passar pelas provas necessárias à sua evolução.
6.   Embora no estado de erraticidade, o Espírito continue progredindo, se assim o quiser, é através das vidas sucessivas que ele vivencia todo o aprendizado adquirido na erraticidade. Portanto, o Espírito precisa reencarnar. Cabe ao próprio espírito, que tem o livre-arbítrio, trabalhar pelo seu progresso, vencendo em si mesmo todos os sentimentos que são motivos de sua queda moral.
7.   A designação do mundo que nos abrigará na erraticidade, e do mundo no qual deveremos reencarnar, está diretamente relacionada com nossa “evolução” moral e espiritual. Da mesma forma, o número de reencarnações e a duração entre as encarnações. Não há espaços delimitados, número programado de encarnações, prazos pré-estabelecidos, duração mínima e máxima na erraticidade. Está tudo diretamente relacionado com o progresso do espírito, com seus esforços e sua predisposição no sentido de evoluir e aprender, e sua dedicação à causa do Bem.
8.   Deus nos concedeu o livre-arbítrio, para que cada Espírito possa decidir os caminhos que irá percorrer, até atingir o estado de Espírito Puro. Em casos extremos, os espíritos recalcitrantes são sujeitos às reencarnações compulsórias, e não podem opinar sobre quando, como e onde irão reencarnar.
9.   Mas, via de regra, nós participamos dessas escolhas, pois durante nossos períodos na erraticidade recobramos a lembrança de nossas existências anteriores, e analisamos onde progredimos e onde ainda precisamos melhorar, e Deus nos concede a oportunidade de reencarnamos no lugar adequado, nas condições ideais, com as pessoas certas, para que possamos passar pelas provas necessárias ao nosso aprendizado e crescimento. Não existe o acaso na casa do Pai. Portanto, nada de queixas...
SOBRE OS MITOS E AS VERDADES
Há teorias que não tem nenhum embasamento em Kardec, que definem a média de tempo entre as encarnações, o número de reencarnações na Terra, e indicam até diferentes Planos, como um "roteiro" para a evolução do Espírito. Quanto desconhecimento de Kardec...
Outro dia, por exemplo, em uma palestra (vejam vocês...) ouvi o palestrante dizer que “a média entre encarnações é de 250 anos”, segundo pesquisas "científicas" de um pesquisador espírita. Teoria totalmente infundada, que muito se distancia de tudo o que Kardec e os Espíritos Superiores nos trouxeram.
Deus nos deu o livre-arbítrio. Deus respeita o nosso livre-arbítrio. Se cada Espírito evolui a seu passo, a seu tempo, como estabelecer prazos? O próprio Livro dos Espíritos diz, claramente, que "esse tempo pode ser de horas, ou séculos". E como estabelecer um número fixo de encarnações para um Espírito? Isso vai contra tudo o que os Espíritos nos ensinaram, através da obra de Kardec.
Não há autor espírita cuja obra não deva passar pelo crivo da razão, e cujas afirmações não devam ser confrontadas com os ensinamentos dos Espíritos, que nos foram dados através das obras de Kardec.
Por isso, é mais sensato para todos aqueles comprometidos com a Verdade e com a causa espírita, sejam eles palestrantes espíritas, médiuns, frequentadores de Casas Espíritas e a todos os que desejam difundir o espiritismo, que façam uma pesquisa EM KARDEC, antes de disseminar informações que mais confundem, do que esclarecem, e que prestam um desserviço à Doutrina Espírita, colocando-a no campo do maravilhoso e do sobrenatural.
Essas teorias fantasiosas iludem, e não aclaram – impressionam, mas em nada contribuem para dissipar o véu da ignorância que é um entrave para o progresso do Espírito.
“Espíritas, amai-vos, eis o primeiro mandamento. Instrui-vos, eis o segundo.”

por Liz Bittar, em 20/08/2013

sábado, 29 de abril de 2017

“VOCÊ PODE SER MÉDIUM E NÃO SAIBA”

Os tipos de mediunidade são diversos e segmentados nas mais complexas categorias, sendo elas descritas em detalhes no Livro dos Médiuns, de Allan Kardec. A característica sensitiva pode ser manifestada de maneira física, intuitiva, visual, auditiva, entre outras, sendo ela dada ao médium de acordo com sinais observados geralmente no período da infância. Veja quais são os principais tipos de mediunidade apresentados em um corpo sensitivo.
1. Efeitos Físicos: são manifestados em médiuns com capacidades de produzir fenômenos materiais, como mover corpos inertes, produzir ruídos ou manifestações ostensivas. Nesta categoria existem os facultativos, os quais têm consciência dos fenômenos que produzem; e os involuntários ou naturais, que são usados pelos espíritos e tornam-se inconscientes de suas faculdades;
2. Sensitivos ou Impressionáveis: esse perfil, com a categoria sugere, é sensível à presença de espíritos no ambiente, geralmente por uma vaga impressão deles. Alguns dos médiuns com tal habilidade são capazes de sentir a individualidade, bem como índoles boas ou más do espírito em questão;
3. Audientes ou Clariaudientes: conhecidos por ouvirem as vozes dos espíritos interessados em estabelecer uma comunicação, os médiuns audientes ou clariaudientes podem seguir, tanto uma voz interna quanto externa, sendo essa clara e distinta, como se escutassem uma pessoa viva;
4. Videntes ou Clarividentes: ao contrário do que muitos imaginam com essa classificação, a vidência nada tem relação com o futuro neste caso, mas sim indivíduos dotados da habilidade de enxergar os espíritos. Estes podem vê-los tanto com os olhos abertos como fechados;
5. Psicofônicos: manifestados pela fala, os espíritos se comunicam diante do acoplamento de seus perispíritos com os perispiritos dos médiuns que possuem tal habilidade;
6. Cura: habilidade ainda bastante discutida – mesmo entre o meio espiritual – os médiuns com capacidade de cura podem faze-la pelo toque, por um gesto ou simples olhar, tudo por meio de magnetismo que sua sensibilidade espiritual emana;
7. Mecânicos: a mediunidade mecânica se manifesta por meio de objetos presentes nas mãos do médium com tal habilidade. Com ele, itens como cestas ou lápis podem ser agitados ou arremessados, dependendo da índole e nível de evolução do espírito em questão. Médiuns como Chico Xavier, com o dom da psicografia também podem ser enquadrados nesta categoria;
8. Intuitivos: também possível de abrigar médiuns psicógrafos como Chico Xavier, os intuitivos agem por meio da transmissão de pensamento entre o espírito desencarnado e o encarnado. Neste caso, o espírito guiará o médium para que este escreva ou exprima suas vontades, servindo como uma máquina, um intermediário entre o espírito e a mensagem que deve ser passada;
9. Inspirados: os inspirados são os tipos de médiuns mais espontâneos e que mais têm a dificuldade em discernir pensamentos próprios de sugestões dadas por espíritos. Neste tipo de mediunidade, os seres desencarnados atuam como anjos da guarda, guardando, guiando, aconselhando e fazendo com que o corpo encarnado sinta sua presença e tenha pressentimentos quando algo está errado.
Outros tipos de mediunidade também já foram descritos e relatados por Allan Kardec e demais seguidores da doutrina; entretanto, são tipos raros com poucas comprovações.

Autor desconhecido

𝗖𝗢𝗠𝗢 𝗢𝗦 𝗥𝗘𝗟𝗔𝗖𝗜𝗢𝗡𝗔𝗠𝗘𝗡𝗧𝗢𝗦 𝗙𝗜𝗖𝗔𝗠 𝗔𝗧𝗥𝗘𝗟𝗔𝗗𝗢𝗦 𝗡𝗔𝗦 𝗥𝗘𝗘𝗡𝗖𝗔𝗥𝗡𝗔𝗖̧𝗢̃𝗘𝗦.

Os ajustes dos relacionamentos problemáticos de outras existências. Pelas reencarnações os espíritos têm a oportunidade de reestabelecer os ...