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domingo, 28 de maio de 2017

“NOÉ E O DILUVIO UNIVERSAL NA VISÃO ESPIRITA. ”

Segundo o codificador do espiritismo, a conclusão de que o homem foi criado á quatro mil antes da era cristã, segundo atesta os contos bíblicos está de alguma forma mal contada, pois 1650 anos mais tarde toda a raça humana foi destruída, com exceção apenas de uma família, conclui-se que o povoamento da Terra da data de Noé, ou seja, de 2350 anos antes da nossa era, seria impossível, pois quando os hebreus emigraram para o Egito, no décimo oitavo século, encontraram esse país bastante povoado e já bem avançado em civilização.
A História prova que, nessa época, a Índia e outros países eram igualmente florescentes, mesmo sem levarmos em conta a cronologia de certos povos. Teria sido então necessário que do vigésimo quarto ao décimo oitavo século, quer dizer, num espaço de seiscentos anos, não somente a posteridade de um único homem tivesse podido povoar todas as imensas regiões então conhecidas, mas também que, nesse curto intervalo, a espécie humana tivesse podido elevar-se da ignorância absoluta do estado primitivo ao mais alto grau de desenvolvimento intelectual, o que é contrário a todas as leis antropológicas.
Conclui-se ele que os texto bíblicos são figurados !
O mito distorce a palavra de Deus.- Por se um fato figurado tende a fugir o enredo da lógica e até mesmo das palavras do altíssimo.
“Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra e pesou-lhe em seu coração.” (Gênesis 6:6)
- Mais já no livro de Samuel, muito afrente historicamente da suposta  da história da gênese temos:
“E também aquele que é a Força de Israel não mente nem se arrepende; porquanto não é um homem para que se arrependa.” (1 Samuel 15:29)
- Portanto: Uma história simbólica apenas, assim como a tal suposta teoria criacionista baseada nos sete dias criativos !
A bíblia comprova mais !
Segundo a tradição bíblica uma das intenções divina para com o diluvio seria para dar fim aos gigantes, filhos dos Nephilins (anjos caídos), mais temos referencias bíblicas que depois do diluvio alguns desses gigantes haviam sobrevivido, mais como ?
No livro de Enoch, que faz referência também á essa época se diz:
“E as mulheres conceberam e geraram gigantes.” (Enoch 7:7)
- Sendo assim esses personagens futuramente, foram uma das causas do aumento da violência naquela tempos recuados.
“Cuja estatura era de trezentos cúbitos. Estes devoravam tudo o que o labor dos homens produzia e tornou-se impossível alimentá-los; Então eles voltaram-se contra os homens, a fim de devorá-los; E começaram a ferir pássaros, animais, répteis e peixes, para comer sua carne, um depois do outro, e para beber seu sangue. (Enoch 7:12 ao 14).
- Consecutivamente toda aquela sociedade baseado nas segurança e paz dos homens, foi ficando de mal a pior:
“Assim toda a terra tem se enchido de sangue e iniquidade. E agora, vês que as almas daqueles que estão mortos clamam. E queixam-se até ao portão do céu.” (Enoch 9:9e8)
- Más após o castigo divino sobre aquela geração, algo surpreendente ocorreu, pois segundo a gênese “toda carne expirou” e tempos mais adiante já na época de Moisés se diz:
“Também vimos ali gigantes (os filhos de Anaque são descendentes de gigantes), e éramos, aos nossos próprios olhos, como gafanhotos e assim também o éramos aos seus olhos.”(Números 13: 33)
“todo o reino de Ogue, em Basã, que reinou em Astarote e em Edrei, que ficou do resto dos gigantes, o qual Moisés feriu e expulsou.”(Josué 13:12) e mais em; (Deuteronômio 3:11), (2 Samuel 21:16)  e (I Samuel 17:4).
- Portanto: A resposta para a sobrevivência dos gigantes, só pode estar na conclusão de que o diluvio não foi global más sim local.
O Dilúvio Local
"O dilúvio de Noé foi uma catástrofe parcial, que se tomou pelo cataclismo geológico". Essa afirmação de Allan Kardec foi posteriormente confirmada pelas investigações científicas.
O arqueólogo inglês sir Charles Leonardo Wooley descobriu ao norte de Basora, próximo ao Golfo Pérsico, ao dirigir as escavações para a descoberta dos restos da cidade de Ur, as camadas de lama do dilúvio mencionada na Bíblia. Pesquisas posteriores completaram a descoberta. O dilúvio parcial do delta dos rios Tigre e Eufrates é hoje uma realidade atestada pela Ciência. Foi esse dilúvio, ou seja, uma inundação parcial, que serviu de motivo histórico para a lenda bíblica.
A Ciência e o Dilúvio
Levando pelo lado cientifico a inundação global de todo planeta, como é atestado pela descrição de Moisés, e que segundo ele chegou até a cobrir os picos mais altos, vamos deixar algumas observações:
1º – Seria impossível preservar toda a biodiversidade do planeta com um único par de cada espécie. Endogamia problemas nos troncos genéticos se tornaria incontroláveis.
2ª - A quantidade de alimento necessária para manter um grande número de animais, excederia o espaço disponível. Plantas não poderiam sobreviver ao número de dias em que estiveram debaixo de água, e depois do dilúvio, haveria perdido toda a produção primária do planeta, com exceção de fitoplâncton.
3º - E após um desastre dessa magnitude, os ecossistemas para se recuperem levariam séculos, não dando possibilidade a sobrevivência de muitas espécies.
- Portanto: Poderia aqui citar milhares de provas cientificas de que esta catástrofe global, como é definida pelos estudiosos bíblicos na verdade nunca ocorreu, pois nem mesmo Moisés cita o dilúvio como universal e ao contrário do que afirmam alguns a ciência nunca aprovou esta suposta suposição tão lunática !
A Lógica Arcaica
Quem escreveu a Gênese foi Moisés, mais de onde ele tirou suas teses? - Segundo mostra algumas fontes do novo testamento, Moisés foi um iniciado da cultura e religião egípcia, um dos povos mais antigos daquela região, e praticamente seu primeiro livro (gênese) foi baseado em contos e mitos de outros povos antigos, que ali se fazia tradição.
Os devas indiano, que são um conjunto de livros mais antigo das regiões orientais, cita o dilúvio, assim como os próprios contos babilônicos.
Segundo a tradição esotérica, Moisés na verdade não seria israelita, mais sim babilônico da cidade de Ur, iniciado no Egito, e a sua famosa história, onde foi abandonado em um rio, e achado pelos egípcios, se encontra também mitologicamente descrita na lenda de Krishna-Karma – O Moisés indiano.
Ou seja: A religião semita em sua origem,  é um plágio de culturas muito mais antigas e é claro né, muito mais organizadas e realistas !

Autor: Valter J.Amorim

sábado, 27 de maio de 2017

“SIMPATIAS E ANTIPATIAS”

Como seres inteligentes da criação, que povoam o Universo, fora do mundo material, os Espíritos cultivam, entre si, a simpatia geral determinada pelas sua próprias semelhanças. Além desta simpatia de caráter geral, existem, as afeições particulares, tal como as há entre os homens. Esta afeição particular decorre do princípio de afinidade, como resultado de uma perfeita concordância de seus pendores e instintos.
Assim como há as simpatias entre os Espíritos, há, também, as antipatias alimentadas pelo ódio, que geram inimizades e dissenções. Este sentimento, todavia, só existe entre os Espíritos impuros, que não venceram, ainda, em si mesmos, basicamente, o egoísmo e o orgulho. Como exercem influência junto aos homens, acabam estimulando nestes os desentendimentos e as discórdias, muito comum na vida humana.
Desde que originada de verdadeira simpatia, a afeição que dois seres se consagram na terra continua no plano espiritual.
Por sua vez, os Espíritos a quem fizemos mal neste mundo poderão perdoar-nos se já forem bons e segundo o nosso próprio arrependimento. Se, porém, ainda continuarem se comprazendo no mal, podem guardar ressentimento e nos perseguirem muitas vezes até em outras existências.
Como observam os Espíritos superiores: "da discórdia nascem todos os males da humanidade; da concórdia resulta a completa felicidade. " E um dos objetivos da nossa encarnação é o de trabalhar no sentido de nos melhorarmos interiormente e chegarmos à perfeição espiritual.
Isto nos leva a compreender melhor a afirmação de Jesus, quando nos disse: Amai os vossos inimigos, pois só há prejuízo para o Espírito que tenha inimigos por força do mal que haja praticado, uma vez que os inimigos são obstáculos em sua caminhada e essa inimizade sempre gera infelicidade e atraso em seu progresso espiritual.
Admitindo que a maldade não é um estado permanente dos homens; que ela decorre de uma imperfeição temporária e que, assim como a criança se corrige dos seus defeitos, o homem mau reconhecerá um dia os seus erros e se tornará bom, compreendemos também que a nossa meta maior é superar a maldade que ainda existe em nós e nos outros. E, neste sentido, só a manifestação de amor de nossa parte pode quebrar o círculo vicioso do ódio que continua a existir, muitas vezes, mesmo depois da morte física.
O período mais propício a esse esforço é, sem dúvida, quando estamos juntos aos nosso inimigos, convivendo com eles, na condição de encarnados e desencarnados, pois é quando temos as melhores oportunidades de testemunhar nosso propósito de cultivar a concórdia para com todos e, assim, substituir os laços que nos ligavam, pelos laços de amor que passam a nos unir.
Ä Escolhas das Provas - Sob a influência das ideias carnais, o homem, na terra, só vê nas provas o lado penoso. Tal a razão de lhe parecer natural sejam escolhidas as que, do seu ponto de vista, podem coexistir com os gozos materiais. Na vida espiritual, porém, compara esses gozos fugazes e grosseiros com a inalterável felicidade que lhe causam os passageiros sofrimentos terrenos. Assim, pois, o Espírito pode escolher prova muito rude e, conseguintemente, uma angustiada existência, na esperança de alcançar depressa um estado melhor, como o doente escolhe muitas vezes o remédio mais desagradável para se curar de pronto. Aquele que intenta ligar seu nome à descoberta de um pais desconhecido não procura trilhar estrada florida. Conhece os perigos a que se arrisca, mas também sabe que o espera a glória, se lograr bom êxito.
A doutrina da liberdade que nos permite escolher as nossas existências e as provas que devamos sofrer deixa de parecer singular, desde que se atenda a que os Espíritos, uma vez desprendidos da matéria, apreciam as coisas do modo diverso da nossa maneira de apreciá-las. Após cada existência, vêem o passo que deram e compreendem o que ainda lhes falta em pureza para atingirem aquela meta. Daí o se submeterem voluntariamente a todas as vicissitudes da vida corpórea, solicitando as que possam fazer que a alcancem mais depressa. Não há motivo de espanto no fato de o Espírito não preferir a existência mais suave. Não lhe é possível no estado de imperfeição em que se encontra, gozar de uma vida isenta de amarguras. Ele o percebe e, precisamente para chegar a fruí-la, é que se trata de se melhorar.
Não vemos, aliás, todos os dias, exemplos de escolhas tais? Que faz o homem que passa uma parte de sua vida a trabalhar sem trégua, nem descanso, para reunir haveres que lhe assegurem o bem-estar, se não desempenhar uma tarefa que a si mesmo se impôs, tendo em vista melhor futuro. O militar que se oferece para uma perigosa missão, o navegante que afronta não menores perigos, por amor da Ciência ou no seu próprio interesse, que fazem, também eles, senão sujeitar-se a provas voluntárias, de que lhes advirão honras e proveito, se não sucumbirem? A que se não submete ou expõe o homem pelo seu interesse ou pela sua glória? E os concursos não são também provas voluntárias a que os concorrentes se sujeitam, com o fito de avançarem na carreira que escolheram? Ninguém galga qualquer posição nas ciência, nas artes, na indústria, senão passando pela série das posições inferiores, que são outras tantas provas. A vida humana é, pois, cópia da vida espiritual; nela se nos deparam em ponto pequeno todas as peripécias da outra. Ora, se na vida terrena muitas vezes escolhemos duras provas, visando a posição mais elevada, por que não haveria o espírito, que enxerga mais longe que o corpo e para quem a vida corporal é apenas incidente de curta duração, de escolher uma existência árdua e laboriosa, desde que a conduza à felicidade eterna? Os que dizem que pedirão para ser príncipes ou milionários, uma vez que ao homem é que caiba escolher a sua existência, se assemelham aos míopes, que apenas veem aquilo que tocam, ou a meninos gulosos, que, a quem os interroga sobre isso, respondem que desejam ser pasteleiros ou doceiros.
Dizem todos os espíritos que, na erraticidade, eles se aplicam a pesquisar, estudar, observar, afim de fazerem a sua escolha. Na vida corporal não se oferece um exemplo deste fato? Não levamos, frequentemente, anos a procurar a carreira pela qual afinal nos decidimos, certos de ser a mais apropriada a nos facilitar o caminho da vida? Se numa, não é o que desejamos, recorremos a outra. Cada uma das que abraçamos representa uma fase, um período da vida. Não nos ocupamos cada dia a cogitar o que faremos no dia seguinte? Ora, que são para os espíritos as diversa existências corporais, senão fases, períodos, dias da sua vida espírita, que é, como sabemos, a vida normal, visto que a outra é transitória e passageira.
Nas questões abaixo do Livro dos Espíritos teremos um resumo do que seria a escolha das provas:
Pergunta 259 – Se o Espírito pode escolher o gênero de provas que deve suportar, segue-se daí que todas as tribulações que experimentamos na vida foram previstas e escolhidas por nós?
R. Todas, não é a palavra, pois não se pode dizer que escolhestes e previstes tudo que vos acontece no mundo, até as menores coisas; escolhestes o gênero de provas, os detalhes são consequências da vossa posição e, frequentemente, dos vossos próprios atos. Se o espírito quis nascer entre malfeitores, por exemplo, ele sabia a que arrastamentos se expunha, mas não cada um dos atos que viria a praticar, e que são resultado de sua vontade ou de seu livre arbítrio. O Espírito sabe que escolhendo tal caminho terá de suportar tal gênero de luta, sabe, também, a natureza das vicissitudes que enfrentará, mas não sabe quais os acontecimentos que o aguardam. Os detalhes dos acontecimentos nascem das circunstâncias e da força das coisas. Somente são previstos os grandes acontecimentos que influem no seu destino. Se tomas um caminho cheio de buracos profundos, sabes que deves tomar grandes precauções para não caíres, e não sabes em qual deles cairás, pode ser, também, que não caias se fordes bastante prudente. Se, passando por uma rua, uma telha te cair na cabeça, não creias que estava escrito, como vulgarmente se diz.
Pergunta 266 – Não parece natural que os espíritos escolham as provas menos penosas?
R. Para vós, sim; para o Espírito, não. Quando se liberta da matéria, a ilusão desaparece e ele pensa de outra maneira.
Fonte O Livro dos Espíritos



“SITUAÇÃO DO ESPÍRITO DESENCARNADO”

O transe da morte é sempre um estado de crise para qualquer indivíduo, variando conforme o adiantamento moral de cada um. Daí a passagem do estado da matéria para a vida espiritual acarretar uma espécie de perturbação mais ou menos longa, até que se quebrem todos os elos entre o Espírito e sua organização física.
Essa crise é um fenômeno natural. Pensemos na hipótese de alguém ter de mudar, abruptamente, do Nordeste brasileiro para um país europeu ou vice versa. A mudança repentina implicaria um distúrbio tal no indivíduo, que este levaria algum tempo para se descondicionar do ambiente anterior e se adaptar às novas e diferentes condições de vida.
Que diremos, então, da morte em que o fenômeno de desagregação do corpo processa uma modificação muito mais violenta? Além disso, vários fatores intervêm na situação do desencarnado logo após a morte: a idade em que ocorreu a desencarnação (jovem ou idoso?), o tipo de morte (natural ou violenta? ), se era apegado ou desprendido dos bens materiais, se tinha bons hábitos ou vícios inveterados, se possuía ideias materialistas ou espiritualistas. Daí a necessidade do adormecimento do Espírito, logo após o desprendimento do corpo físico, para se refazer do transe da morte.
Antes, porém, que o Espírito adormeça, ocorre o interessante fenômeno de recordação da vida passada, em que um panorama desfila ante seus olhos. Tem-se notícia de que, em fração de segundo, o Espírito revê, minuciosamente, todos os fatos da vida terrena que acabou de deixar, cena após cena, desde a infância até a desencarnação, desde o incidente mais insignificante até o acontecimento mais importante. Naquele momento, o Espírito é capaz de avaliar causas e consequências de todos os seus atos, sejam bons ou maus, como um registro para aproveitamento em vidas futuras. Só depois, sobrevêm o sono cujo tempo varia de Espírito para Espírito.
O juiz John Worth Edmonds, que era notável médium psicógrafo, falante e vidente, escreveu longa mensagem de seu amigo desencarnado, o juiz Peckam, a quem ele muito estimava. Nessa época ainda não era conhecido pelos psicólogos o fenômeno da visão panorâmica. Afirma, então, o Espírito Peckam:
No momento da morte, revi, como num panorama, os acontecimentos de toda a minha existência. Todas as cenas, todas as ações que eu praticara passaram ante meu olhar, como se se houvessem gravado na minha mentalidade, em fórmulas luminosas. Nem um só dos meus amigos, desde a minha infância até a morte, faltou à chamada. Na ocasião em que mergulhei no mar, tendo nos braços minha mulher, apareceram-me meu pai e minha mãe e foi esta quem me tirou da água, mostrando uma energia, cuja natureza só agora compreendo. (A Crise da Morte, de Ernesto Bozzano)
Por seu turno, o Espírito que em vida se chamou Dr. Horace Abraham Ackley relata como se passaram os primeiros momentos após o seu despertamento no Mundo Espiritual: Logo que voltei a mim, todos os acontecimentos de minha vida me desfilaram sob as vistas, como num panorama; eram visões vivas, muito reais, em dimensões naturais, como se o meu passado se houvera tornado presente.
Foi todo o meu passado que revi, compreendido o último episódio: o da minha desencarnação. A visão passou diante de mim com tal rapidez, que quase não tive tempo de refletir, achando-me como que arrebatado por um turbilhão de emoções. A visão, em seguida, desapareceu com a mesma instantaneidade com que se mostrara; às meditações sobre o passado e o futuro, sucedeu em mim vivo interesse pelas condições atuais. (A Crise da Morte, de Ernesto Bozzano)
Muitas pessoas indagam: Como é possível alguém que passa por incontáveis “mortes”, experimenta o estado de erraticidade e reencarna várias vezes, esquecer que existe o Mundo Espiritual? Explicam, então, os Espíritos codificadores que a situação de esquecimento ou perturbação nunca é definitiva.
Ela é transitória, e a lembrança, mais ou menos rápida, das vidas anteriores dependerá do grau de evolução de cada Espírito. C. W. Leadebeater, em Auxiliares Invisíveis, comenta sobre o mal que os ensinamentos errôneos a respeito da condição do Espírito após a morte provocam na Humanidade, principalmente no mundo ocidental. Certas religiões assustam os seus adeptos, criando neles muita perturbação e surpresa quando chegam no Mundo Espiritual. Conta ele o exemplo de um inglês que, em uma mensagem transmitida três dias depois de morto, narrou que, encontrando um grupo de Espíritos amigos, perguntou:
— Mas, se eu estou morto, onde é que estou? Se isto é o céu, não me parece grande coisa; se é o inferno, é melhor do que eu esperava! Surpresa semelhante tem o Espírito Monsenhor Robert Hugh Benson. Relata ele, em A Vida nos Mundos Invisíveis, obra recebida pelo médium Anthony Borgia, que, durante todo o período que sucedeu a sua última desencarnação, nenhuma ideia lhe ocorrera sobre tribunal de julgamento ou juízo final como sugerira a religião ortodoxa. Esses conceitos e os de céu e inferno lhe pareceram totalmente impossíveis e, na realidade, fantasias absurdas.

Fonte: Blog-Verdade e Luz

sexta-feira, 26 de maio de 2017

"PORQUE REENCARNEI NESTA FAMÍLIA? PORQUE FUI CAIR NESTA...?"

Todas as famílias tem pessoas que pensam diferente e o nosso compromisso nesta encarnação é nos darmos bem, primeiramente, com essas pessoas. Você sabe qual é o seu papel dentro desta família? Como você acha que o está desempenhando? Confira o que disse Alexandre Caldini no Interpretando a Vida.

“A SEXUALIDADE DA ALMA”

Desde a sua criação, o Espírito eterno atravessou vários períodos em seu processo evolutivo, reencarnado em espécies inferiores no reino vegetal e animal, até atingir o grau evolutivo para reencarnar como o homem, a raça humana que conhecemos como o Homo sapiens. Durante as etapas iniciais deste processo evolutivo, nós vivemos as experiências reencarnatórias em espécies de animais irracionais dos sexos macho e fêmea e mesmo hermafroditas, adquirindo as experiências inerentes a cada um dos sexos. Na etapa mais avançada, reencarnando desde a idade das cavernas em corpos físicos masculinos ou femininos, até a atual, conseguimos então aprimorar os nossos sentimentos e a inteligência, entre outros atributos, todos necessários ao nosso processo evolutivo. Portanto, para todos os indivíduos existentes, trazemos em nossa alma os frutos das experiências em corpos masculinos e femininos, com as qualidades que cada uma delas pode apresentar. Por isto, na visão Espírita, a verdadeira sede de nossa sexualidade está em nossa alma, que nos acompanha em todas estas etapas evolutivas, e não no corpo físico, perecível, que nos serve apenas como uma vestimenta provisória durante uma existência aqui na Terra.
Na erraticidade, geralmente mantemos a forma perispiritual de nossa última encarnação, assim também como a nossa personalidade, predominantemente masculina se a experiência foi em corpo de homem ou predominantemente feminina, se o corpo escolhido foi de mulher. A desencarnação não nos torna assexuados. A nossa personalidade se mantém com todos os seus atributos.
Neste processo reencarnatório, o mais comum é o Espírito, por muitos séculos, reencarnar apenas como homem ou apenas como mulher até decidir que seja necessário para o seu processo evolutivo passar a reencarnar em outro tipo de corpo físico (inversão sexual), a fim de adquirir as qualidades específicas que o homem ou a mulher possibilitam para o nosso aprendizado. Para aqueles que possam ficar preocupados com a questão da inversão sexual, ou seja, reencarnar como homem e depois como mulher e vice versa, existe um consenso entre todos os estudiosos do assunto de que isto nenhum mal nos ocasiona. Ninguém se torna homossexual devido a esta inversão sexual, mas sim, quando ela ocorre, não foi devido à inversão sexual em si, mas ao processo de reeducação sexual para conter e disciplinar aqueles que fracassaram em sua sexualidade em existência anterior à presente, como o abuso de suas funções genésicas. Ou seja, o homem que nunca respeitou as mulheres e as explorou sexualmente, poderá em uma nova etapa reencarnatória, nascer em um corpo feminino como forma de aprender neste novo corpo a respeitar a mulher. De forma similar também a mulher, se destruidora de lares que explorou de forma irresponsável a sua sexualidade, poderá em uma nova existência, reencarnar em uma forma masculina para também aprender a respeitar o homem. Em ambos os casos, são experiências difíceis e devemos todos respeitar os irmãos e irmãs que vivenciam esta experiência tão dolorosa. Ser fraterno e solidário sempre, mas fazer entender que não existe um terceiro sexo. Só existem dois, de polaridades opostas. Recalcitrar no mal, nas práticas homossexuais, é retardar a ascensão espiritual.
Importante ressaltar que certos missionários preferem renascer em corpos físicos de polaridade opostas a sua característica sexual predominante, ou seja, uma alma feminina reencarnado em um corpo masculino ou vice-versa, como forma de suprimir a sua sexualidade e concentrar-se em tarefas que irão beneficiar toda uma sociedade. Mas estes são casos raros. Esclarecemos que em qualquer corpo físico recebemos uma dádiva de Deus, uma oportunidade de desenvolvermos a nossa espiritualidade e inteligência, o respeito ao próximo e as Leis que regem todo o universo. Aproveitemos, portanto, da melhor forma possível, esta existência!
Álvaro Augusto Vargas- União Espírita de Piracicaba.


“ESTAMOS PREPARADOS PARA DESENCARNAR? ”

Muitos de nossos companheiros ao desencarnarem têm decepções de não serem recebidos na espiritualidade como vencedores, mas como espíritos ainda com muito a aprender e principalmente a melhorar.
No Livro Atitude de Amor (Ermance Dufaux), vemos essa preocupação de líderes espíritas na entrevista com Eurípedes Barsanulfo. O Espírito mostra aos interessados e preocupados companheiros que o problema está na melhora íntima. Muitos reencarnam com um defeito e desencarnam novamente com ele. Não mudaram intimamente.
No livro Mereça ser Feliz (Ermance Dufaux), Eurípedes nos alerta de que Trabalhar e Estudar não é tudo. Eles são caminhos de descoberta e fortalecimento, todavia, diz, se o tarefeiro não se aplica ao serviço essencial da transformação de si próprio, buscando o autoconhecimento com pleno domínio do mundo interior, deixará de semear, no seu terreno pessoal, as sementes que vão conferir no futuro sua verdadeira liberdade.
E é isso que fez com que sentissem falta de melhora ao voltarem para o mundo espiritual. Trabalharam, estudaram muito, mas a melhora íntima ainda ficou a desejar. Isto nos faz lembrar um engenheiro no leito de morte que confidenciou a um amigo: - construí muito, mas esqueci de construir a minha vida. Veja-se aqui a vida íntima. A melhor forma de saber se estamos cumprindo esse dever de nos melhoramos é sempre nos avaliando.
E o modo de nos capacitarmos para isso é o estudo. O Espírito Verdade ao preparar a Codificação da Doutrina Espírita com Kardec deixou como base dois importantes ensinamentos: - Espíritas, Amai-vos e Espíritas, Instrui-vos.
O ensinamento da necessidade da melhora íntima já vem dos tempos mais remotos. E na época de Jesus temos dois grandes exemplos de transformações, o de Madalena e o de Paulo de Tarso. Kardec trata da melhora íntima na pergunta 919 do Livro dos Espíritos que deve ser lida muitas vezes por todos nós, até compreendermos o seu verdadeiro significado e o praticarmos. Cada um de nós tem responsabilidades a cumprir. Classificamos estas responsabilidades de dois tipos, a responsabilidade pessoal e a responsabilidade coletiva. A pessoal é a nossa melhora íntima, como espíritos imortais, para podermos prosseguir na evolução. A responsabilidade coletiva é a de que cada filho tem sua tarefa na obra do Pai. Jesus diz que o nosso maior testemunho diante de Deus, são as nossas obras.
Então, estudar, trabalhar, mas melhorar sempre. Este é o caminho. E como diz Eurípedes Barsanulfo, a receita de Jesus para isso, é o amor incondicional.
Toda a orientação de Eurípedes Barnanulfo, cujo resumo está no livro Atitude de Amor, foi trabalhada na frase de João, Cap. 3:30, - mostra-nos bem o sentir e o proceder de verdadeiros Cristãos:” – É NECESSÁRIO QUE EU DIMINUA, PARA QUE O CRISTO CRESÇA.”
Escrito por Jairo Capasso-União Espirita de Piracicaba


“VOCÊ SABIA QUE É NÓS QUE ATRAÍMOS OS ESPÍRITOS OBSESSORES?

Não pensemos que só existem obsessores que nos procuram por vingança. Por outros motivos também. Um motivo que tem nos chamado à atenção, e dito pelos próprios obsessores, é que eles são chamados às nossas presenças por nós mesmos. Mas, como?
Vejamos os exemplos que nos esclarecem. Há alguns anos atrás dirigíamos uma reunião prática na cidade de Araçatuba, quando um médium ficou envolvido por um espírito muito agitado. E, entre outras coisas, dizia com muita convicção, que ele ia a muitos lares, incontáveis, pois “eles me chamam”. Querendo saber como, ele disse, pelos palavrões, pelos gritos, pelas brigas. Alimento-me destas vibrações, é como se uma força irresistível me puxasse para lá.
No final de outubro de 2006, orientávamos um espírito que fora trazido de um lar onde permanecia sem nenhuma razão, a não ser a de querer ficar no ambiente, por gostar simplesmente.
Perguntamos por que insistia em ficar lá e ele disse “porque ela me prende ali por seus pensamentos, seus sentimentos, suas ações e me sinto bem lá”.
É importante lembrar que os nossos pensamentos, sentimentos e atitudes geram energias. Se forem bons, energias boas; se forem ruins, energias negativas que compõem a nossa aura e impregnam o ambiente à nossa volta. No caso das vibrações negativas, elas formam um ambiente propício para os espíritos desequilibrados, doentes, perturbadores, desocupados, pois os semelhantes se atraem. Esta é a lei da afinidade e da sintonia.
No livro História do Espiritismo em Piracicaba e Região, de Eduardo Carvalho Monteiro, existe um relato que comprova tal fato (o fato de atrairmos os obsessores):
Numa das viagens de trem que fazia como palestrante espírita e representante do Jornal O Clarim e Revista RIE, de Matão, João Leão Pitta, alguém o interrompe em sua leitura e respeitosamente indaga se ele era o Sr. Pitta. Confirmado, o desconhecido pede-lhe que o ajude a conversar com um parente ali presente, “tomado“ por um espírito. Pitta, então inicia um diálogo com o espírito que envolvia o jovem. Perguntado por que estava assediando o moço, a Entidade dizia que “não queria aquilo, mas que o fulano era quem o atraia com seus vícios”. Pitta argumentou com o Espírito: mas se você corresponde ao chamado, é porque você está na mesma faixa mental que ele, porque semelhante atrai semelhante. Não o atenda quando ele o chamar, que você passará bem e ele também.
Bem, podemos ver, pelo exemplo, que nós encarnados também atraímos os espíritos infelizes, quando nosso comportamento se assemelha ao deles, e não somente eles nos procuram. Então a nossa responsabilidade é grande nas obsessões. Nunca algo ocorrerá nesse sentido se não estivermos com a nossa parte de responsabilidade.
Em O Evangelho Segundo O Espiritismo, Cap.XXVIII, diz: Os maus espíritos pululam ao redor da Terra, em conseqüência da inferioridade moral dos seus habitantes. Sua ação malfazeja faz parte dos flagelos dos quais a humanidade é alvo neste mundo...
Para se preservar das doenças, fortifica-se o corpo; para se garantir da obsessão, é preciso fortalecer a alma; daí, para o obsidiado, a necessidade de trabalhar pela sua própria melhoria, o que basta, o mais frequentemente, para livrá-lo do obsessor...

Escrito por Jairo Capasso-UNIÃO ESPIRITA DE PIRACICABA

“O CRIMINOSO SEMPRE VOLTA AO LOCAL DO CRIME “Se não mudamos por amor, mudaremos pela dor.

Este adágio popular, embora simples, reflete a mais pura verdade. Analisado apenas por uma visão materialista, não faria nenhum sentido. A própria história revela inúmeros casos de figuras que cometeram crimes terríveis, nunca foram punidos e nem regressaram a estes locais. Entretanto, na visão Espírita, as leis que regem o universo seguem a justiça Divina, que sempre coloca frente a frente o criminoso com o seu passado cruel.
Ao compreendermos um dos principais postulados espíritas, a reencarnação, passaremos a entender que voltamos ao teatro dos acontecimentos aqui na Terra, apenas revestidos de nova roupagem, o corpo humano perecível, mas revivendo situações onde muitas vezes apenas trocamos de papel. Por exemplo, o rico frio e cruel, pode reencarnar como um pobre operário, trabalhando de sol a sol para o seu sustento. Ele terá de aprender nas amargas lutas da vida, a respeitar melhor o ser humano, por saber-se muitas vezes, explorado e desrespeitado. Poderá, entretanto amenizar a sua experiência difícil, se souber sofrer com resignação, e procurar de forma digna e honesta mudar a própria situação em que se encontra. Ou então, optar pela revolta ou criminalidade, mantendo-se por muito tempo em um ciclo de reencarnações compulsórias (sem direito de escolha), repetindo as mesmas experiências amargas e dolorosas até que mude de comportamento. Temos o livre arbítrio, as escolhas são nossas. Embora o Espírito nunca retrograde, pode estacionar ou mesmo se endividar, contraindo débitos pesados perante a justiça Divina, que saberá encaminha-lo para as experiências dolorosas, mas educativas e reparadoras.
Nesta compreensão da justiça Divina, passamos a entender que na verdade toda a humanidade, em um grau variável conforme o nível evolutivo é criminoso no aspecto moral. Ao desrespeitarmos as Leis de Deus, passamos a fazer jus reencarnar em um planeta como a Terra, situado na escala de aferição moral como de “provas e expiação”. Qualquer dor ou sofrimento que possamos estar vivenciando nada mais é que um reencontro com o nosso passado culposo, onde o criminoso sempre regressa ao local onde cometeu o crime. Mesmo que hoje possamos ter uma vida pautada pela moral e pela ética, nas experiências pregressas, nem sempre soubemos nos comportar de forma digna. Uma reencarnação apenas na maioria das vezes não é suficiente para quitar todos os nossos débitos, conforme a natureza e grau de agressão que proporcionamos a sociedade. Em uma guerra, o criminoso não é apenas o soldado cruel que desrespeitou os códigos morais da vida e se excedeu nas suas ações. O jornalista e aqueles que apoiaram a ação bélica são igualmente culpados. Um político corrupto, não causa apenas prejuízo ao erário público, mas é igualmente culpado por ter lesado a educação de crianças, sem escolas, privando-as de um futuro promissor, e também de ter provocado à morte de inúmeras pessoas que não tiveram um tratamento médico adequado, pois os hospitais não tiveram os recursos financeiros disponíveis, já que estes foram desviados para fins escusos.
Assim, esta bagagem de iniquidades ainda nos acompanha como uma sombra maligna, que temos de compreender, e saber elimina-la. O apostolo Paulo nos fala em deixar morrer o homem o velho (Efésios, 4:20), ou seja, eliminar de nossa alma todas as tendências para o mal (ciúme, inveja, egoísmo, violência, etc.) e deixar nascer em nós o homem novo, repleto de virtudes cristãs. Não é uma tarefa fácil, pois ainda trazemos em nosso subconsciente profundo todo este lixo moral, mas é possível de eliminá-lo, desde que tenhamos perseverança, estudo e disciplina. A fórmula sugerida pelo apóstolo Pedro, é de termos a sabedoria suficiente para procurar sofrer menos na Terra. O pescador de Cafarnaum nos ensina que o amor lava uma multidão de pecados (1 Pedro 4:8). Em outras palavras, ao modificarmos o nosso comportamento, eliminamos da nossa alma os estigmas dos erros que provocam lições dolorosas ocasionadas pela Lei de Ação e Reação que rege o universo. Nosso carma então se torna mais brando, devido às ações cristãs agora praticadas, não havendo então a necessidade de um processo de reeducação doloroso.
Neste adágio simples então, devemos refletir de forma a despertar em nos a humildade, a compreensão de que temos muito a fazer em termos de reforma íntima. Se quisermos viver uma sociedade mais justa e cristã, importante que nós mesmos mudemos o nosso comportamento, passando a nos conduzir na vida dentro da mais perfeita moral conforme ensinada por Jesus.

Álvaro Augusto Vargas- União Espírita de Piracicaba.

"DEPOIS DO DESENCARNE" PALAVRAS DE ANDRÉ LUIZ QUE VALEM A PENA OUVIR"


quinta-feira, 25 de maio de 2017

"QUEM SÃO OS ESPÍRITOS?"

Os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Todos nós somos espíritos. Os espíritos como nós, que atualmente habitam a crosta da Terra, são chamados de espíritos encarnados (pois estão envolvidos pela carne, matéria grosseira, que constitui nosso corpo). Os espíritos que já abandonaram o seu envoltório corporal (material), são chamados de espíritos desencarnados.
Além do mundo corporal, habitação dos Espíritos encarnados, existe o mundo espiritual, habitação dos Espíritos desencarnados.
Os Espíritos são criados simples e ignorantes, ou seja, sem conhecimentos. Evoluem, intelectual e moralmente, passando de uma ordem inferior para outra mais elevada, até a perfeição. A felicidade eterna e pura é para os que alcançam essa perfeição. Através da reencarnação os espíritos se aperfeiçoam. O objetivo da reencarnação é a evolução, pois só através dela pode-se viver certas experiências, como os resgates de dívidas. Para uns é uma expiação; para outros é uma missão. A encarnação tem também um outro objetivo: dar ao espírito condições de cumprir sua parte na obra da criação. Os Espíritos reencarnam tantas vezes quantas forem necessárias ao seu aprimoramento. Os Espíritos preservam sua individualidade, antes, durante e depois de cada encarnação.
Onde vivem e o que fazem os Espíritos desencarnados?
Os espíritos desencarnados povoam o universo fora do mundo material, ou seja, o mundo espiritual (ou das inteligências incorpóreas), que preexiste e sobrevive a tudo, e que constitui o mundo invisível para nós, que estamos momentaneamente encarnados.
Os espíritos desencarnados estudam, trabalham e desenvolvem diversas atividades no mundo espiritual (Ver Colônias Espirituais)
Estão sempre ao nosso lado, nos observam e agem entre nós de diversas maneiras, pois os Espíritos são uma das forças da natureza e os instrumentos dos quais Deus se serve para a realização de Seus desígnios.
Os Espíritos sabem de tudo?
Os Espíritos são as almas dos homens que já perderam o corpo físico. A exemplo do que observamos na Humanidade encarnada, o conhecimento que eles têm é correspondente ao seu grau de adiantamento moral e intelectual.
A “morte” é apenas uma passagem para a vida espiritual (na verdade é uma “volta”, pois a vida espiritual é a nossa verdadeira vida) e não dá valores morais ou de inteligência a quem não os tem.
Todos os Espíritos são iguais?
Não. Os Espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição que tenham alcançado:
Espíritos Puros – Espíritos que atingiram a perfeição máxima. Passaram por todos os graus da escala e se libertaram de todas as impurezas da matéria. Tendo atingido o mais elevado grau de perfeição de que é capaz a criatura, não têm mais que sofrer provas nem expiações, não estando mais, desta forma, sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis. Gozam de uma felicidade inalterável por não estarem mais sujeitos nem às necessidades, nem às variações e transformações da vida material. São os mensageiros e ministros de Deus, cujas ordens executam para a manutenção da harmonia universal. Comandam todos os Espíritos que lhes são inferiores, designando-lhes missões e ajudando-os a se aperfeiçoarem. São chamados, às vezes, de anjos, arcanjos ou serafins.
Bons Espíritos – Espíritos nos quais o desejo do bem é o que predomina. Suas qualidades e poder para fazer o bem estão em conformidade com o grau que alcançaram. Uns têm a ciência; outros, a sabedoria e a bondade. Os mais adiantados reúnem o saber às qualidades morais. Não estando ainda completamente desmaterializados, conservam mais ou menos, de acordo com sua categoria, os traços da existência corporal, tanto na forma da linguagem quanto nos costumes, entre os quais se identificam algumas de suas manias. Não fosse por isso, seriam Espíritos perfeitos. São felizes pelo bem que fazem e pelo mal que impedem.
A esta ordem pertencem os Espíritos designados nas crenças populares pelos nomes de gênios bons, gênios protetores ou espíritos do bem.
Pode-se dividi-los em quatro grupos principais:
· Espíritos Superiores – Reúnem a ciência, a sabedoria e a bondade.
· Espíritos de Sabedoria – As qualidades morais do mais elevado grau formam seu caráter.
· Espíritos Prudentes ou Sábios – Preocupam-se menos com as questões morais do que com as científicas, para as quais têm mais aptidão.
· Espíritos Benevolentes – Sua qualidade dominante é a bondade; satisfazem-se em prestar serviços aos homens e em protegê-los, mas seu saber é limitado. Seu progresso é maior no sentido moral do que no intelectual.
Espíritos Imperfeitos – Espíritos caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores. Aqui há uma predominância da matéria sobre o Espírito, caracterizada pelos sentimentos como inveja, ciúme, orgulho, egoísmo e todas as más paixões que são as conseqüências dos maus pensamentos.
Nem todos são essencialmente maus. Entre alguns há mais ignorância, leviandade, inconsequência e malícia do que verdadeira maldade. Alguns não fazem o bem nem o mal; mas, apenas pelo fato de não fazerem o bem, já demonstram sua inferioridade. Outros, ao contrário, se comprazem no mal e ficam satisfeitos quando encontram a ocasião de o fazer.
Pode-se dividi-los em cinco classes principais:
· Espíritos Batedores e Perturbadores – Parecem estar ainda, mais do que outros, ligados à matéria e ser os agentes principais das variações e transformações das forças e elementos da natureza no globo, seja ao atuarem sobre o ar, a água, o fogo, os corpos duros ou nas entranhas da terra. Manifestam, frequentemente, sua presença por efeitos sensíveis e físicos, como pancadas, o movimento e o deslocamento anormal dos corpos sólidos, a agitação do ar, etc.
· Espíritos Neutros – Não são bastante bons para fazer o bem, nem suficientemente maus para fazer o mal. Inclinam-se tanto para um quanto para o outro e não se elevam acima da condição comum da humanidade, tanto pela moral quanto pela inteligência. Eles se prendem às coisas deste mundo e lamentam a perda das alegrias grosseiras que nele deixaram.
· Espíritos Pseudo-Sábios – Seus conhecimentos são bastante amplos, mas acreditam saber mais do que sabem na realidade. Sua linguagem tem uma característica séria que pode induzir ao erro e ocasionar enganos sobre suas capacidades e seus conhecimentos. É uma mistura de algumas verdades ao lado dos erros mais absurdos, no meio dos quais sobressai a presunção, o orgulho, a inveja e a obstinação das quais não puderam se libertar.
· Espíritos Levianos – São ignorantes, maliciosos, inconsequentes e zombeteiros. Comprazem-se em causar pequenos desgostos e pequenas alegrias, atormentar e induzir maliciosamente ao erro por meio de mistificações e espertezas. Nas suas comunicações com os homens, a linguagem é algumas vezes espirituosa e engraçada, mas quase sempre sem profundidade. Compreendem os defeitos e o ridículo humanos, exprimindo-os em tiradas mordazes e satíricas.
· Espíritos Impuros – São inclinados ao mal e fazem dele o objeto de suas preocupações. Dão conselhos falsos, provocam a discórdia e a desconfiança e se mascaram de todas as formas para melhor enganar. Ligam-se às pessoas de caráter mais fraco, que cedem às suas sugestões, a fim de prejudicá-los, satisfeitos em poder retardar o seu adiantamento e fazê-las fracassar nas provas por que passam. Quando estão encarnados, são inclinados a todos os vícios que geram as paixões vergonhosas e degradantes: a sensualidade, a crueldade, a mentira, a hipocrisia, a cobiça e a avareza sórdida. Fazem o mal pelo prazer de fazê-lo e, muitas vezes, sem motivos e por ódio ao bem, escolhem quase sempre suas vítimas entre as pessoas honestas. São flagelos para a humanidade, seja qual for a posição da sociedade a que pertençam, e o verniz da civilização não os livra da baixeza e da desonra.
Fonte: O livro dos Espíritos.


“PARA ONDE VAMOS DURANTE O SONO? ” SUA ALMA ACORDA QUANDO SEU CORPO DORME! ”

Quando dormimos, nossa alma acorda. Não somos o nosso corpo, em essência, somos a consciência que habita nosso corpo.
Quando adormecemos o corpo, diminuímos o metabolismo físico, relaxamos a mente e com isso permitimos que nossa consciência – que está sediada na alma – se desligue temporariamente e viage pelos mais diferentes locais nas dimensões extrafísicas.
DIFERENTES ASSÉDIOS
Podemos viajar na presença de nossos amigos espirituais e seres de Luz, se estivermos sintonizados em vibrações positivas. Nessa condição, normalmente quando acordamos nos sentimos bem, realizados e felizes com a vida.
Podemos também ser obsedados por espíritos sombrios, por bagunceiros do plano espiritual, por desafetos de outras vidas e até por outros seres encarnados também em projeção astral. Isso tudo depende da condição na qual vamos dormir. E, no caso desses tipos de assédios – infelizmente muito comum – costumamos acordar com diversas sensações ruins, como dores de cabeça, mal-estar, desânimo pela vida, entre outros. 
Podemos ficar presos aos nossos corpos por conta da aceleração do metabolismo provocada por erros na alimentação e dessa forma, nem sairmos em projeção. Isso também acontece quando estamos hiperativos mentalmente. 
Nestes casos, o que ocorre é que o corpo físico relaxa parcialmente e com isso a nossa consciência não se liberta por completo. Normalmente nessas situações, após o período do sono, a pessoa relata que não conseguiu descansar direito e mesmo depois de ter dormido por várias horas, não encontra uma sensação de plenitude física e mental.
Durante o sono o Espírito desprende-se do corpo; devido aos laços fluídicos estarem mais tênues. A noite é um longo período em que está livre para agir noutro plano de existência. Porém, variam os graus de desprendimento e lucidez. Nem todos se afastam do seu corpo, mas permanecem no ambiente doméstico; temem fazê-lo, sentir-se-iam constrangidos num meio estranho (aparentemente).
Outros movimentam-se no plano espiritual, mas suas atividades e compressões dependem do nível de elevação. O princípio que rege a permanência fora do corpo é o da afinidade moral, expressa, conforme a explanação anterior, por meio da afinidade vibratória ou sintonia.
O espírito será atraído para regiões e companhias que estejam harmonizadas e sintonizadas com ele através das ações, pensamentos, instruções, desejos e intenções, ou seja, impulsos predominantes. Podendo assim, subir mais ou se degradar mais.
O lúbrico terá entrevistas eróticas de todos os tipos, o avarento tratará de negócios grandiosos (materiais) e rendosos usando a astúcia. A esposa queixosa encontrará conselhos contra o seu marido, e assim por diante. Amigos se encontram para conversas edificantes, inimigos entram em luta, aprendizes farão cursos, cooperadores trabalharão nos campos prediletos, e, assim, caminhamos.
Para esta maravilhosa doutrina, conforme tais considerações, o sonho é a recordação de uma parte da atividade que o espírito desempenhou durante a libertação permitida pelo sono. Segundo Carlos Toledo Rizzini, interpretação freudiana encara o sonho como apontando para o passado, revelando um aspecto da personalidade.
Para o Espiritismo, o sonho também satisfaz impulsos e é uma expressão do estilo de vida, com uma grande diferença: a de não se processar só no plano mental, mas ser uma experiência genuína do espírito que se passa num mundo real e com situações concretas. Como vimos, o espírito, livre temporariamente dos laços orgânicos, empreende atividades noturnas que poderão se caracterizar apenas por satisfação de baixos impulsos, como também, trabalhar e aprender muito. Nesta experiência fora do corpo, na oportunidade do desprendimento através do sono, o ser, poderá ver com clareza a finalidade de sua existência atual, lembrar-se do passado, entrevê o futuro, todavia a amplitude ou não dessas possibilidades é relativa ao grau de evolução do espírito.
Verifiquemos três questões do Livro dos Espíritos, no capítulo VIII, perguntas: 400, 401 e 403.
P-400 “O Espírito encarnado permanece de bom prazer no seu corpo material? – É como se perguntasse a um presidiário, se gostaria de sair do presídio. O espírito aspira sempre à sua libertação e tanto mais deseja ver-se livre do seu invólucro, quanto mais grosseiro é este.
P-401 “Durante o sono a alma repousa como o corpo? – Não, o espírito jamais está inativo. Durante o sono, afrouxam-se os laços entre corpo e espírito e, ele se lança pelo espaço e entra em relação com os outros espíritos sintonizados por ele.
P-403 “Como podemos julgar a liberdade do espírito, durante o sono? – Pelos sonhos.
O sono liberta parcialmente a alma do corpo, quando adormecido o espírito se acha no estado em que fica logo a morte do seu corpo.
O sonho é a lembrança do que o espírito viu durante o sono. Podemos notar, que nem sempre sonhamos. Mas, o que isso quer dizer? Que nem sempre nos lembramos do que vimos, ou de tudo o que havemos visto, enquanto dormimos. É que não temos ainda a alma no pleno desenvolvimento de suas faculdades. Muitas vezes somente nos fica a lembrança da perturbação que o nosso Espírito experimentou.
Graças ao sono os Espíritos encarnados estão sempre em relação com o mundo dos Espíritos. As manifestações, que se traduzem muitas vezes por visões e até mesmo, “assombrações” mais comuns se dão durante o sono, por meio dos sonhos. Elas podem ser: uma visão atual das coisas, futuras, presentes ou ausentes; uma visão do passado e, em alguns casos excepcionais, um pressentimento do futuro. Também muitas vezes são quadros alegóricos que os Espíritos nos põem sob as vistas, para dar-nos úteis avisos e salutares conselhos, se se trata de Espíritos bons, e para induzir-nos ao erro, à maledicência, às paixões, se são Espíritos imperfeitos.
O sonho é uma expressão da vida real da personalidade. O espírito procura atender a desejos e intenções inconscientes e conscientes durante esse tempo de liberdade temporária. Conforme o grau, tipo de sintonia e harmonia gerada pela afinidade moral com outros Espíritos, direciona-se automaticamente para a parte do mundo espiritual que melhor satisfaça essa sintonia e suas metas e objetivos, ainda que não lícitos; e aí conta com amigos, sócios, inimigos, desafetos, parentes, “mestres” etc.
Contamos ainda com mais dois tipos de sonhos. O primeiro é o premonitório, quando se toma algumas informações ou conselhos sobre algum acontecimento futuro. O segundo é o pesadelo, ou seja, o sonho ansioso, em que entra o terror. É também uma experiência real, porém, penosa; o sonhador vê-se pressionado por inimigos ou por animais monstruosos, tem de atravessar zonas tenebrosas, sofrer castigos, que de fato são vivências provocadas por agentes do mal ou por desafetos desta ou de outras vidas.

Aluney Elferr Albuquerque Silva

𝗖𝗢𝗠𝗢 𝗢𝗦 𝗥𝗘𝗟𝗔𝗖𝗜𝗢𝗡𝗔𝗠𝗘𝗡𝗧𝗢𝗦 𝗙𝗜𝗖𝗔𝗠 𝗔𝗧𝗥𝗘𝗟𝗔𝗗𝗢𝗦 𝗡𝗔𝗦 𝗥𝗘𝗘𝗡𝗖𝗔𝗥𝗡𝗔𝗖̧𝗢̃𝗘𝗦.

Os ajustes dos relacionamentos problemáticos de outras existências. Pelas reencarnações os espíritos têm a oportunidade de reestabelecer os ...