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sexta-feira, 16 de novembro de 2012
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
"A VIDA E SEU SENTIDO"
Segundo a Organização
Mundial de Saúde, a saúde não é a ausência de doença, mas uma
condição de pleno bem estar físico, mental social e espiritual, no qual se tem
acesso ao uso de todas as potencialidades, mantendo-se aberto ao crescimento e
a evolução.

O sentido da vida esta
efetivamente em buscarmos viver não em excessos mais em equilíbrio, fazendo o
que queremos, pois que somos livres para agir, mas medindo o poder de nossas
ações e estudando cautelosamente as conseqüências das mesmas. Saber onde acaba
nosso limite e começa o do outro, é um dos principais recursos para se viver em
sociedade e em harmonia, ainda que exista conflitos a serem vencidos e
vivenciados.
As emoções e sentimentos,
especialmente quando não encontram meios de expressão, somatizam-se e
manifestam-se de variadas maneiras, de acordo com a predisposição genética e
comportamental e as fragilidades orgânicas de cada indivíduo. Somos sabedores
que todos temos uma genética espiritual, da qual não podemos fugir, mas podemos
sublimar as deficiências aí existentes, então nessa genética espiritual estão
contidas nossas principais deficiências que viemos angariando com o passar dos
tempos, e que hoje muitas dessas deficiências estão em estado de latência, e
outras virão compulsoriamente no sentido de nos reeducar. As que estão no
estado de latência, poderão ou não se manifestar ao longo dessa atual etapa
existencial, dependendo de nosso modus vivendi, de hoje. Vamos exemplificar, eu
posso ter pré-disposição a uma enfermidade cancerígena e dependendo de minha
conduta, manifestá-la ou não, se abusar de cigarros ou outras substancias que
eminentemente ativam essa deficiência, eu de fato terei. Mas se vivo, buscando
a saúde e não me favoreço com tais substancia, é possível que eu não desenvolva
tal enfermidade.
Cada vez mais avoluma-se
o número de pesquisas que nos mostram a relação que existe entre a saúde,
emoções e atitude mental. Existem pensamentos, sentimentos e atitudes que
predispõem à saúde e outras que predispõem à doença.
O que nos leva a
perguntar: Estamos vivendo o que é próprio para viver no hoje? – Estamos
vivendo agora da melhor maneira que podemos viver? – O nosso corpo está
saudável? – Estamos nos sentindo bem, mas de fato estamos bem? – Agradecemos
cotidianamente o nosso corpo? – Oramos durante o dia? – Entramos em sintonia
com o Senhor da Vida? - Quando chegamos diante do espelho, nos achamos belos? –
Somos importantes para nós mesmos? – Fazemos o melhor possível, sempre que
produzimos algo?.
A nossa essência não é o
corpo, a mascara. A nossa essência é o ser, o espírito, que essencializa todas
as coisas.
Quando se tornar mais
patente a compreensão desta verdade em nossas vidas, e nossas mentes estiverem
conscientes, a ponto de se tornarem transparentes, a luz interna do nosso ser
já não estará mais escondida, oculta, esquecida, ela irá espelhar o que de fato
somos e nossos potenciais adormecidos.
Fazer a nossa parte na
vida, respeitando os outros, é muito importante. Por vezes, fazemos pouco, mas
já é um começo, e aí, mesmo sendo pequeno nosso contributo, precisamos
acreditar que ele também é importante. DESISTIR NUNCA!
Aluney Elferr Albuquerque Silva
sábado, 10 de novembro de 2012
"FRASES DE AUTO CONTROLE"
Eu estou consciente e
tenho o poder de pensar como eu quero. Tenho o direito de pensar no que eu
quero para o meu próprio bem. Eu tenho e posso impor ao meu mundo interior tudo
aquilo que eu quiser. E quero me sintonizar com o melhor. Esqueço, a partir de
agora, a pessoa que eu fui, sobretudo meus vícios de pensamentos. Penso apenas
na paz. Penso nela, permitindo que seu perfume toque minha aura e atinja todas
as áreas da minha vida, todos os cantos do meu corpo. Penso na paz com uma
mensagem de ordem e equilíbrio perfeito.
Deixo fluir na minha cabeça a consciência do "eu posso". Eu
posso estar na paz. Impor essa paz é praticar o meu poder pessoal com
responsabilidade divina, obtida por herança natural. O melhor para mim é um grande
sorriso no peito. É a felicidade barata e fácil a que tenho direito. É tão
simples pensar que o melhor está em mim! A beleza está em mim. A suavidade está em mim. A ternura, o calor, a
lucidez e o esplendor das mais belas formas do universo estão em mim. Aí eu me abro
inteira, viro do avesso e sinto que não há fronteiras nem barreiras para mim.
Sinto que o limite é apenas uma impressão. Sinto que cada condição foi apenas a
insistência de uma posição. Sinto que sou livre para deixar trocar qualquer posição
por outra melhor. Sou livre para descartar qualquer pensamento ruim, qualquer
sentimento ou hábito negativo, qualquer paixão dolorosa. Porque eu sou
espírito. Sou luz da vida em forma de pessoa.
Ah, universo, eu estou aberto para o melhor para mim. Eu sei que muitas
vezes sou levado por uma série de pensamentos ruins. Mas é porque eu não
conhecia a força da perfeição. Eu não conhecia a lei do melhor. Agora eu me
entrego, me comprometo comigo, com o universo e contigo. Vou manter a minha
mente aberta. Esse momento me desperta, me traz a inspiração ao longo do dia
onde se efetiva a luz que irradia para quem insiste no próprio
aperfeiçoamento. Não quero pensar nas
minhas fraquezas. Quero olhar bem fundo nos meus olhos e ver como eu sou bonito,
como fiz e faço coisas maravilhosas e como o meu peito está cheio de vontade.
Eu assumo a responsabilidade sobre essas vontades e me projeto com força nessa
identidade de saber que eu posso, sim, fazer o melhor. Despertar o meu espírito
é viver nele. É ter a satisfação de ser eu mesmo. É poder ser original, único,
pequeno e grande ao mesmo tempo. Sei agora que o melhor está a meu favor. Meu
sucesso, aliás, é o sucesso de Deus que se manifesta em mim como pessoa em transformação. Eu
sinto como se tivesse sentado nessa cadeira da solidez universal porque eu estou
no meu melhor. Porque sou o sucesso da eternidade, porque estou há milhares de
anos seguindo e não fui destruído. Porque o universo garante. Grito dentro de
mim mesmo: de todas as coisas da vida, o melhor ainda sou eu. O melhor sou eu!
Luiz Gasparetto
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
"O PORQUÊ DA VIDA
Qual o homem que, nas horas de
silêncio e recolhimento, já deixou de interrogar a natureza e o seu próprio
coração, pedindo-lhe o segredo das coisas, o porquê da vida, a razão de ser do
Universo?
Onde está aquele que jamais
procurou conhecer seu destino, levantar o véu da morte, saber se Deus é uma
ficção ou uma realidade?
Não seria um ser humano, por mais
descuidado que fosse, se não tivesse considerado, algumas vezes, esses
tremendos problemas.
A dificuldade de os resolver, a
incoerência e a multiplicidade das teorias que têm sido feitas, as deploráveis
consequências que decorrem da maior parte dos sistemas já divulgados, todo esse
conjunto confuso, fatigando o Espírito humano, os têm relegado à indiferença e
ao ceticismo.
Portanto, o homem tem necessidade
do saber, da luz que esclareça, da esperança que console, da certeza que o guie
e sustente.
Mas tem também os meios para
conhecer, a possibilidade de ver a verdade se destacar das trevas e o inundar
de sua benfazeja luz.
Para isso, deve se desligar dos
sistemas preconcebidos, descer ao fundo de si mesmo, ouvir a voz interior que
nos fala a todos, e que os sofismas não podem enganar: a voz da razão, a voz da
consciência. * *
Quando encontra a Inteligência
Suprema, Causa primeira de todas as coisas, e reconhece nela uma gerência
grandiosa de todas as Leis do Universo, o coração do homem se acalma.
Não estamos abandonados neste
planeta. Não estamos sendo geridos por leis frias, mecânicas apenas, mas por
algo que é soberanamente justo e bom.
Ao chamar essa Inteligência de
Pai, o Mestre dos mestres, Jesus, revelou um aspecto até então pouco conhecido
do Criador: o aspecto amoroso de um progenitor que cuida de Seus filhos com
todo carinho possível.
Quando encontra a si mesmo, como
um ser imortal, incorpóreo, que teve início e nunca terá fim, o homem passa a
enxergar tudo de forma diversa.
O ser que se vê e se sente
imortal, não pode viver da mesma forma que antes.
O que valoriza, o que anela, o
que escolhe para seus dias é diferente. Tem menos a ver com prazeres
passageiros e mais a ver com as semeaduras duradouras.
Quem se vê imortal cuida melhor
dos seus amores, sem tanto apego, sem desespero e ansiedade, pois sabe que
nunca os irá perder.
Vislumbra na pluralidade das
existências novas chances de se reinventar, de reescrever sua história,
aprimorando continuadamente a si mesmo, sem culpa e sem medo.
A verdade, os porquês da vida,
nunca estiveram distantes de nós. Foi nossa ignorância e sonolência moral que
nos apartaram das respostas.
Chegou o tempo de entender a vida
como nunca antes fizemos.
Chegou o tempo de despertar, de
compreender e compreender-se.
Redação do Momento Espírita com
base no cap. 1, do livro O porquê da vida, de Léon Denis, ed. Feb.
Em 26.08.201
terça-feira, 6 de novembro de 2012
"CLONAGEM, ESPIRITO E CIÊNCIA
Não é mais ficção. Mais cedo ou mais tarde, queiramos ou não, a ciência clonará seres humanos. Mesmo com a proibição dos governos, podem ser encontradas brechas que permitam a operação. A polêmica é como lidar com essa questão sem cair nos radicalismos éticos ou religiosos.
À parte toda a discussão que existe em torno de clonar ou não seres humanos, sob o ponto de vista técnico, a ciência lida com fatos e, com relação aos fatos, temos as seguintes questões:
A clonagem existe e cria seres funcionais que podem se reproduzir normalmente (já comprovado, várias vezes);
A clonagem humana é pura questão de tempo, técnica e sorte;
Não existe ética, lei ou poder jurídico que possa impedir as tentativas que surgirão nesse sentido.
Já no mundo da religiosidade e da espiritualidade lidamos com crenças, e esses aspectos não são baseados nos fatos, mas possuem uma natureza temporal, servindo como uma ponte entre o Homem e o entendimento da realidade que o cerca, especialmente os aspectos da realidade que não são imediatamente apreendidos pela ciência. Ao longo da História, várias correntes de pensadores religiosos chegaram a algumas conclusões comuns com relação à alma e a vida, conclusões que, embora sejam aceitas por várias correntes, não se constituem em verdades estabelecidas e incontestáveis.
Numa visão sucinta do espiritualismo temos que:
Todo corpo vivo, principalmente o Homem, possui uma alma imortal;
Esse ser vivo precisa de todo o amparo necessário para se desenvolver plenamente, não importando sua origem, cor ou religião;
Toda vida é valiosa.
Não importa questionarmos profundamente se é preciso impedir ou não a clonagem, uma vez que ela, sem dúvida, ocorrerá. O que devemos ter em mente é uma visão clara sobre esse assunto, principalmente no que diz respeito a como tratar os seres que surgirão (ou nascerão) desses experimentos, suas conseqüências religiosas (já se fala em clonar Jesus ), e o mais importante: como impedir que se desenvolva em nosso meio mais um tipo de preconceito, acrescendo-se aos inúmeros já existentes e que obstruem grande parte de nosso desenvolvimento – sejam os preconceitos dos clones para com o resto da sociedade, ou o inverso, pois está claro que esse é um tipo de experiência cara e que, portanto, não deverá estar acessível à grande maioria da sociedade.
O papel da espiritualidade em meio a todas essas opções é o de mostrar um caminho diferente para o Homem, um caminho que deve passar por uma revisão dos fundamentos de nossa vida diária e espiritual, pois a espiritualidade que está sendo exigida agora, e nascendo a cada instante, é pragmática e dinâmica ao mesmo tempo.
Da mesma forma que as maiores religiões e os mais importantes profetas do globo se empenharam em mostrar que o caminho para a felicidade e bem-aventurança passava pelo respeito e amor ao próximo, devemos, o quanto antes, ampliar esse conceito de forma a abarcar o frígido mundo da ciência nesse exercício de compaixão.
Essa postura é necessária porque, ao lidarmos com fatos, devemos adaptar nossas visões e buscar saídas para evitar problemas futuros; para isso é que desenvolvemos a consciência e a inteligência. Há muito se sabia que existia a chance de um dia podermos realizar a clonagem, ponto que atingimos hoje, mas todas as discussões buscavam o caminho da proibição e não da compreensão, de modo que foram atropeladas pelo trem da história.
Devemos nos antecipar e visualizar as portas que a ciência ainda têm por abrir, e não imaginá-las como impossíveis. Afinal, a ciência é pródiga em produzir coisas ditas impossíveis (aviões, penicilina, lâmpadas, computadores portáteis etc.).
Uma Visão Renovada
Em termos científicos, a clonagem poderá trazer inúmeros benefícios, ainda que sejam questionados quanto à sua validade. Não podemos deixar de citar, por exemplo, a criação de órgãos artificiais, pois o clone pode ter seu desenvolvimento interrompido antes que se torne um embrião. Nesse ponto ele possui um conjunto de células conhecidas como células-tronco, que podem se transformar em qualquer órgão que seja necessário. Alega-se que, com isso, as pessoas que precisam de um transplante seriam beneficiadas.
Sob esse ponto de vista podemos dizer que a ciência é louvável, e busca aliviar o sofrimento de quem está numa fila de transplante. Mas, se já difícil conseguir custear o transplante tradicional, o que dizer de um tipo de ciência médica que exige algo em torno de milhões de dólares por paciente para gerar algum tipo de resultado?
Na verdade, a questão está em enxergar a ciência médica como uma força intelectual que produzirá uma série de resultados que, no futuro, podem vir a beneficiar o ser humano, independente da fé ou ética humanas. No entanto, a questão real e atual não é essa, mas: como deveremos tratar os clones humanos, sendo eles pessoas com os mesmos potenciais e chances que uma pessoa gerada pelas vias normais?
Qualquer um que tenha o mínimo de sensibilidade pode argumentar que essa postura é óbvia, mas a vida prática não nos mostra isso: o que vemos é a intolerância e o medo do desconhecido nos olhos de todos. Contudo, se existe algo como uma "visão espiritual", ela deve ir além das salas de estudo e dos grupos de discussão, e estar presente nesse momento crucial da humanidade.
Estamos falando de renovar a visão da ciência e do ser humano, colocando o espírito, e não o corpo, como referencial dessas discussões. Esse é um passo natural a ser dado, pois “colocar a vida" em um corpo não é obra de uma injeção ou de uma química específica, mas sim um dos grandes mistérios do universo. E imaginar que a vida é uma tarefa que está nas mãos de Deus é ser tendencioso demais, partindo-se de uma visão ecumênica, e isso nos tira a responsabilidade que temos para com todo os seres vivos.
Além do que, mesmo que venhamos a ter clones de grandes mestres e cientistas, não se pode afirmar que eles serão cópias exatas de seus originais, uma vez que lhes faltará o contexto sociocultural em que os originais nasceram e cresceram. Por exemplo, Einstein nasceu em meio à efervescência cultural do final do século XIX e início do séc. XX, e da conturbada 2ª guerra mundial, ambiente que jamais se repetirá. Sem contar que a alma que habitará esse corpo será a de um outro ser que não o original, para não falar de outras influências astrais que podem surgir na hora do nascimento.
Sendo assim, a visão que modificará o quadro da clonagem não passa pelo questionamento dos aspectos técnicos, e tampouco éticos ou teológicos. Trata-se, sim, de rever as nossas posições num mundo em profunda transformação, e permitir que daí nasça um novo ser humano, não importando de que lado do tubo de ensaio ele se desenvolva. O importante é que todos tenham a paixão e o respeito pela vida como sua força maior.
Alex Alprim
Fonte: Revista Espiritismo e Ciência
"CLONAGEM, ESPIRITO E CIÊNCIA
Não é mais ficção. Mais cedo ou mais tarde, queiramos ou
não, a ciência clonará seres humanos. Mesmo com a proibição dos governos, podem
ser encontradas brechas que permitam a operação. A polêmica é como lidar com
essa questão sem cair nos radicalismos éticos ou religiosos.
À parte toda a discussão que existe em torno de clonar ou
não seres humanos, sob o ponto de vista técnico, a ciência lida com fatos e,
com relação aos fatos, temos as seguintes questões:
A clonagem existe e cria seres funcionais que podem se
reproduzir normalmente (já comprovado, várias vezes);
A clonagem humana é pura questão de tempo, técnica e sorte;
Não existe ética, lei ou poder jurídico que possa impedir as
tentativas que surgirão nesse sentido.
Já no mundo da religiosidade e da espiritualidade lidamos
com crenças, e esses aspectos não são baseados nos fatos, mas possuem uma
natureza temporal, servindo como uma ponte entre o Homem e o entendimento da
realidade que o cerca, especialmente os aspectos da realidade que não são
imediatamente apreendidos pela ciência. Ao longo da História, várias correntes
de pensadores religiosos chegaram a algumas conclusões comuns com relação à
alma e a vida, conclusões que, embora sejam aceitas por várias correntes, não se
constituem em verdades estabelecidas e incontestáveis.
Numa visão sucinta do espiritualismo temos que:
Todo corpo vivo, principalmente o Homem, possui uma alma
imortal;
Esse ser vivo precisa de todo o amparo necessário para se
desenvolver plenamente, não importando sua origem, cor ou religião;
Toda vida é valiosa.
Não importa questionarmos profundamente se é preciso impedir
ou não a clonagem, uma vez que ela, sem dúvida, ocorrerá. O que devemos ter em
mente é uma visão clara sobre esse assunto, principalmente no que diz respeito
a como tratar os seres que surgirão (ou nascerão) desses experimentos, suas
conseqüências religiosas (já se fala em clonar Jesus ), e o mais importante: como impedir
que se desenvolva em nosso meio mais um tipo de preconceito, acrescendo-se aos
inúmeros já existentes e que obstruem grande parte de nosso desenvolvimento –
sejam os preconceitos dos clones para com o resto da sociedade, ou o inverso,
pois está claro que esse é um tipo de experiência cara e que, portanto, não
deverá estar acessível à grande maioria da sociedade.
O papel da espiritualidade em meio a todas essas opções é o
de mostrar um caminho diferente para o Homem, um caminho que deve passar por
uma revisão dos fundamentos de nossa vida diária e espiritual, pois a espiritualidade
que está sendo exigida agora, e nascendo a cada instante, é pragmática e
dinâmica ao mesmo tempo.
Da mesma forma que as maiores religiões e os mais
importantes profetas do globo se empenharam em mostrar que o caminho para a
felicidade e bem-aventurança passava pelo respeito e amor ao próximo, devemos,
o quanto antes, ampliar esse conceito de forma a abarcar o frígido mundo da
ciência nesse exercício de compaixão.
Essa postura é necessária porque, ao lidarmos com fatos,
devemos adaptar nossas visões e buscar saídas para evitar problemas futuros;
para isso é que desenvolvemos a consciência e a inteligência. Há muito se sabia
que existia a chance de um dia podermos realizar a clonagem, ponto que
atingimos hoje, mas todas as discussões buscavam o caminho da proibição e não
da compreensão, de modo que foram atropeladas pelo trem da história.
Devemos nos antecipar e visualizar as portas que a ciência
ainda têm por abrir, e não imaginá-las como impossíveis. Afinal, a ciência é
pródiga em produzir coisas ditas impossíveis (aviões, penicilina, lâmpadas,
computadores portáteis etc.).
Uma Visão Renovada
Em termos científicos, a clonagem poderá trazer inúmeros
benefícios, ainda que sejam questionados quanto à sua validade. Não podemos
deixar de citar, por exemplo, a criação de órgãos artificiais, pois o clone
pode ter seu desenvolvimento interrompido antes que se torne um embrião. Nesse
ponto ele possui um conjunto de células conhecidas como células-tronco, que
podem se transformar em qualquer órgão que seja necessário. Alega-se que, com
isso, as pessoas que precisam de um transplante seriam beneficiadas.
Sob esse ponto de vista podemos dizer que a ciência é
louvável, e busca aliviar o sofrimento de quem está numa fila de transplante.
Mas, se já difícil conseguir custear o transplante tradicional, o que dizer de
um tipo de ciência médica que exige algo em torno de milhões de dólares por
paciente para gerar algum tipo de resultado?
Na verdade, a questão está em enxergar a ciência médica como
uma força intelectual que produzirá uma série de resultados que, no futuro,
podem vir a beneficiar o ser humano, independente da fé ou ética humanas. No
entanto, a questão real e atual não é essa, mas: como deveremos tratar os
clones humanos, sendo eles pessoas com os mesmos potenciais e chances que uma
pessoa gerada pelas vias normais?
Qualquer um que tenha o mínimo de sensibilidade pode
argumentar que essa postura é óbvia, mas a vida prática não nos mostra isso: o
que vemos é a intolerância e o medo do desconhecido nos olhos de todos.
Contudo, se existe algo como uma "visão espiritual", ela deve ir além
das salas de estudo e dos grupos de discussão, e estar presente nesse momento
crucial da humanidade.
Estamos falando de renovar a visão da ciência e do ser
humano, colocando o espírito, e não o corpo, como referencial dessas
discussões. Esse é um passo natural a ser dado, pois “colocar a vida" em
um corpo não é obra de uma injeção ou de uma química específica, mas sim um dos
grandes mistérios do universo. E imaginar que a vida é uma tarefa que está nas
mãos de Deus é ser tendencioso demais, partindo-se de uma visão ecumênica, e
isso nos tira a responsabilidade que temos para com todo os seres vivos.
Além do que, mesmo que venhamos a ter clones de grandes
mestres e cientistas, não se pode afirmar que eles serão cópias exatas de seus
originais, uma vez que lhes faltará o contexto sociocultural em que os
originais nasceram e cresceram. Por exemplo, Einstein nasceu em meio à
efervescência cultural do final do século XIX e início do séc. XX, e da
conturbada 2ª guerra mundial, ambiente que jamais se repetirá. Sem contar que a
alma que habitará esse corpo será a de um outro ser que não o original, para
não falar de outras influências astrais que podem surgir na hora do nascimento.
Sendo assim, a visão que modificará o quadro da clonagem não
passa pelo questionamento dos aspectos técnicos, e tampouco éticos ou
teológicos. Trata-se, sim, de rever as nossas posições num mundo em profunda
transformação, e permitir que daí nasça um novo ser humano, não importando de
que lado do tubo de ensaio ele se desenvolva. O importante é que todos tenham a
paixão e o respeito pela vida como sua força maior.
Alex Alprim
Fonte: Revista Espiritismo e Ciência
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
"SONHOS DE GENTE MADURA"
Maduro não é quem viveu o suficiente; é quem tem vivências,
que podem não estar necessariamente ligadas à idade.
Tudo na vida é encanto quando entramos na adolescência.
Todos os sonhos são possíveis, tudo é festa e o paraíso parece estar ao alcance
das nossas mãos. Achamos que o primeiro amor vai durar para sempre, que vamos
evoluir no trabalho, que as pessoas com as quais convivemos serão sempre
sinceras e gentis.
Um dia, nos vemos diante dos primeiros obstáculos: perdemos
nosso amor, anoitece no paraíso,
descobrimos que precisamos competir e trabalhar duro para chegar a algum
lugar e que nem todas as pessoas deseja nosso bem. Nossos sonhos se quebram e
adquirimos experiências, nos tornamos adultos, amadurecemos. E dói. Dói em nós,
no nosso ser, dói a vida.
Algumas pessoas desistem, se cansam com os desenganos e se
deixam levar. Nunca crescem, nunca constroem nada. Desacreditam nos sonhos e no
poder mágico deles. Envelhecem prematuramente, tornam-se ranzinzas e mal-humoradas.
O mundo está cheio de pessoas assim.
Portanto, há pessoas maduras que ainda sonham. Só que é um
sonho diferente. Os jovens sonham em construir, começar, conquistar. Elas
sonham em reconstruir, recomeçar, reconquistar.
Pessoas maduras sonham depois de terem vivido, depois de
terem quebrado a cara, de terem tido decepções, caído em armadilhas e depois de
terem enfrentado a dura realidade de que nem todos os sonhos se realizam. Mas
elas sabem que ainda assim vale a pena sonhar. E elas sonham... conscientemente!
Amam de novo, de novo e de novo!...
Caem e se levantam e recomeçam cada vez que caem. Elas
acreditam sempre que na próxima vez vai ser diferente.
Prendem os sonhos nas mãos e não largam! Geralmente essas
pessoas vivem mais tempo e o tempo que vivem é bem melhor aproveitado. São
idealistas e benditas!
As pessoas maduras que ainda sonham são o sonho da vida, são
a projeção dos melhores desejos de Deus aqui na terra.
Letícia Thompson
25/06/2003
sábado, 3 de novembro de 2012
"EMMANUEL-DOIS MIL ANOS DE AMOR"
O nome de Emmanuel está definitivamente associado ao de Chico Xavier e,
certamente, a algumas das mensagens mais importantes, profundas e lindas do
Espiritismo. Durante anos, o espírito Emmanuel manifestou-se por meio do médium
mineiro, recentemente falecido, propiciando informações fundamentais sobre a
reencarnação, além de mensagens que ajudaram milhões de pessoas a encontrar seu
caminho na vida. Além do que, foi o guia espiritual de Xavier, sempre
fornecendo instruções e mensagens reconfortantes, indicando com segurança o
rumo que sua vida deveria seguir.
O próprio Chico Xavier disse que os contatos com o espírito começaram
em 1931. Na época, Chico estava psicografando seu primeiro livro, Parnaso de
Além-Túmulo. As menções a esse primeiro contato são contraditórias: uns dizem
que o médium participava de uma de suas reuniões habituais; outros, que ele se
encontrava nas proximidades de um açude. De qualquer forma, foi um contato
visual muito forte, de modo que Chico chegou a descrever perfeitamente seu
semblante. “Via-lhe os traços fisionômicos de homem idoso”, escreveu, “sentindo
minha alma envolvida na suavidade de sua presença. Mas o que mais me
impressionava era que a generosa entidade se fazia visível para mim, dentro de
reflexos luminosos que tinham a forma de uma cruz. Às minhas perguntas
naturais, respondeu o bondoso guia: descansa! Quando te sentires mais forte,
pretendo colaborar igualmente na difusão da filosofia espiritualista. Tenho seguido
sempre os teus passos e só hoje me vês, na tua existência de agora, mas os
nossos espíritos se encontram unidos pelos laços mais santos da vida, e o
sentimento afetivo que me impele para teu coração tem suas raízes na noite
profunda dos séculos”.
A questão central em torno desse encontro que provocou tantas
transformações no Espiritismo, é que Emmanuel perguntou a Chico se ele estava,
de fato, disposto a trabalhar mediunicamente, com Jesus. A resposta,
afirmativa, fez com que Emmanuel lhe dissesse que, a partir de então, deveria
ter em mente que o serviço que se aproximava lhe exigiria uma disciplina fora
do comum, e uma dedicação total ao trabalho, ao estudo e um esforço contínuo em
direção ao bem. Certamente, a escolha não foi por acaso, uma vez que Chico
Xavier é, provavelmente, um dos maiores exemplos de dedicação e amor ao próximo
na história da mediunidade mundial.
Inicialmente, o próprio Chico não sabia quem era exatamente o espírito
com quem estava se comunicando, uma vez que Emmanuel não se identificou,
dizendo apenas ter sido – em sua última passagem como encarnado – um padre
católico, que desencarnou no Brasil, e diz-se que esse era o padre Manoel da
Nóbrega. Quando a revelação finalmente foi-lhe fornecida, ficamos sabendo que
Emmanuel tinha vivido no tempo de Jesus Cristo, quando era conhecido como
Publius Lentulus, e sua imagem foi associada à do senador romano Lentulus.
Senador Romano
Em 1939, a
Federação Espírita Brasileira publicou o livro Há Dois Mil Anos, psicografado
por Chico Xavier, e que traz a autobiografia de Públio Lentulus Cornelius. A
história subseqüente das encarnações de Emmanuel surgiu com a publicação, em
1940, do livro 50 Anos Depois, também pela FEB.
Na época em que era senador romano, Lentulus era casado com Lívia, com quem
teve uma filha chamada Flávia. O senador era totalmente dedicado à sua atuação
como senador, interessando-se apenas pela política. A esposa seguia os costumes
mais moderados da sociedade. “Desde os primeiros tempos do Império”, escreveu
Emmanuel, “a mulher romana havia-se entregado à dissipação e ao luxo excessivo,
em detrimento das obrigações santificadoras do lar e da família”. Lívia, no
entanto, estava entre aquelas que se orgulhavam do padrão das antigas virtudes
familiares. Já a filha deles, Flávia, sofria com a lepra, uma doença bastante
comum na época e considerada sem cura.
Mas as coisas começaram a mudar quando Lentulus foi mandado para
Jerusalém, onde os ensinamentos de Jesus já começavam a se tornar comentados e
conhecidos por todos. Quando foi para a cidade de Cafarnaum, atendeu o pedido
de sua filha, cuja saúde piorava cada vez mais, e levou-a ao encontro do
profeta de Nazaré, que lá se encontrava. O momento do encontro trouxe grande
emoção ao senador romano, que chorou e sentiu-se incapaz de falar. Jesus lhe
disse: “Depois de longos anos de desvio do bom caminho, pelo sendal dos erros
clamorosos, encontras, hoje, um ponto de referência para a regeneração de toda
a tua vida”. E disse ainda muito mais, até que Públio sentiu um torpor tomar conta
de seu corpo, despertando algum tempo depois. Ao retornar à sua casa, viu que
sua filha tinha sido curada. Lívia disse ao marido que, em determinado momento,
a pequena Flávia sentiu o contato de mãos carinhosas em sua fronte e, em
seguida, sentou-se em seu leito, com uma nova energia circulando em seu
organismo. Ainda assim, Lentulus se recusou a reconhecer em Jesus o autor da
cura milagrosa da filha.
Ao final de sua vida, Lentulus se retirou para sua residência em
Pompéia, e só então começou a entender plenamente os ensinamentos que Jesus lhe
transmitira naquele encontro em
Cafarnaum. O ex-senador morreu no ano 79 – quando o Vesúvio
entrou em erupção e soterrou Pompéia – e desencarnou com o coração concentrado
em Jesus.
Encarnações
O título do livro 50 Anos Depois refere-se ao período de tempo passado
entre a morte de Lentulus em Pompéia e sua encarnação seguinte. O senador
retornou ao mundo material como o escravo Nestório, justamente o tipo de homem
que o senador tanto prejudicou antes de perceber a verdade das palavras de
Jesus.
Nascido na Grécia, mas de origem judia, Nestório tinha grande cultura
e, depois de ter sido escravizado, foi comprado por uma família rica de Roma, e
passou a trabalhar como professor. Ele também era cristão e, segundo conta a
história psicografada, participou das pregações evangélicas do apóstolo João
Evangelista, em Éfeso. Foi preso por participar das reuniões secretas de
cristãos realizadas nas catacumbas das cidades, e foi condenado à morte
violenta.
Reencarnou novamente por volta do ano 217, como Quinto Varro, romano
seguidor dos ensinamentos de Jesus, assim como um defensor dos ideais de
liberdade. Revolta-se contra as condições em que as classes menos privilegiadas
de Roma têm de viver, mas percebe que um novo mundo está para surgir. Assume a
identidade de Irmão Corvino ao saber de uma conspiração para matá-lo. Quando
finalmente é preso, é condenado à decapitação, mas a pena é suspensa, e acaba
morrendo lentamente na prisão. Sua encarnação seguinte ocorreu onze anos após, com
o nome de Quinto Celso, que também sofreu o martírio no circo, morrendo
queimado aos quatorze anos.
Uma das encarnações muito comentadas de Emmanuel foi como o Padre
Manoel da Nóbrega, figura importante na história do Brasil. No entanto, ele
apenas revelou ter sido, de fato, o padre Manoel da Nóbrega, numa sessão
realizada em 1949. Parte da mensagem psicografada dizia: “O trabalho de
cristianização, irradiado sob novos aspectos do Brasil, não é novidade para
nós. Eu havia abandonado o corpo físico em dolorosos compromissos no século XV,
na Península, onde nos devotávamos ao ‘crê ou morre’, quando compreendi a
grandeza do País que nos acolhe agora. Tinha meu espírito entediado de mandar e
querer sem o Cristo. As experiências do dinheiro e da autoridade me haviam
deixado a alma em profunda exaustão. Quinze séculos haviam decorrido sem que eu
pudesse imolar-me por amor do Cordeiro Divino, como o fizera, um dia, em Roma,
a companheira do coração. Vi a floresta perder-se de vista e o patrimônio
extenso entregue ao desperdício, exigindo o retorno à humanidade civilizada e,
entendendo as dificuldades do silvícola relegado à própria sorte. Nos azares e
aventuras da terra dadivosa que parecia sem fim, aceitei a sotaina, de novo, e
por Padre Nóbrega conheci de perto as angústias dos simples e as aflições dos
degredados. Intentava o sacrifício pessoal para esquecer o fastígio mundano e o
desencanto de mim mesmo, todavia, quis o senhor que, desde então, o serviço
americano e, muito particularmente, o serviço ao Brasil não me saísse do
coração. A tarefa evangelizadora continua. A permuta de nomes não importa.
Cremos no reino Divino e pugnamos pela ordem cristã. Desde que conheçamos a
governança e a tutela de Cristo, o nome de quem ensina ou de quem faz não
altera o programa”.
Reencarnado na vila portuguesa de Sanfins, em 18 de outubro de 1517, o
padre ficou conhecido como “o primeiro apóstolo do Brasil”, para onde veio em
1549, na companhia de Tomé de Souza. Ele desencarnou em 1570, e renasceu
cinqüenta anos depois, na Espanha, onde foi o padre Damiano, que lutou contra
os mercadores de escravos.
Lentulus e Jesus
É inevitável que aqueles que não reconhecem a mediunidade de Chico
Xavier ou mesmo a noção da reencarnação levantassem dúvidas quanto à veracidade
dos relatos e mensagens obtidas pelo médium mineiro. Entretanto, os seguidores
do Espiritismo podem apresentar uma prova de que Publius Lentulus realmente
existiu e conheceu Jesus, através de uma carta encontrada nos arquivos do Duque
Cesari, de Roma – documento que faz parte da biblioteca da Ordem dos Lazaristas
de Roma. Trata-se de uma inscrição feita em folha de cobre, encontrada no
interior de um vaso de mármore. A carta foi escrita por Publius Lentulus,
senador romano, governador da Judéia, e predecessor de Pôncio Pilatos,
endereçada ao imperador romano Tibério César. Nela, Lentulus descreve Jesus, a
pedido do imperador que desejava saber de quem se tratava essa pessoa.
A carta diz: "Sabendo que desejas conhecer quanto vou narrar,
existe nos nossos tempos um homem, o qual vive atualmente de grandes virtudes,
chamado Jesus, que pelo povo é inculcado o profeta da verdade, e os seus
discípulos dizem que é o filho de Deus, criador do céu e da terra e de todas as
coisas que nela se acham e que nela tenham estado. Em verdade, ó César, cada
dia se ouvem coisas maravilhosas desse Jesus: ressuscita os mortos, cura os
enfermos, em uma só palavra. É um homem de justa estatura e é muito belo no
aspecto. Há tanta majestade em seu rosto, que aqueles que o vêem são forçados a
amá-lo ou temê-lo. Tem os cabelos da cor da amêndoa bem madura; são distendidos
até as orelhas, e das orelhas até as espáduas, são da cor da terra, porém mais
reluzentes. Tem no meio de sua fronte uma linha separando os cabelos, na forma
em uso pelos nazarenos. O seu rosto é cheio, o aspecto é muito sereno. Nenhuma
ruga ou mancha se vê em sua face, de uma cor moderada. O nariz e a boca são
irrepreensíveis. A barba é espessa, mas semelhante aos cabelos, não muito
longa, separada pelo meio. Seu olhar é muito afetuoso e grave; tem os olhos
expressivos e claros. O que surpreende é que resplandecem no seu rosto como os
raios do sol, porém ninguém pode olhar fixo o seu semblante, porque quando
resplende, apavora, e quando ameniza, faz chorar. Faz-se amar e é alegre com
gravidade. Diz-se que nunca ninguém o viu rir, mas, antes, chorar. Tem os
braços e as mãos muito belos. Na palestra, contenta muito, mas o faz raramente
e, quando dele se aproxima, verifica-se que é muito modesto na presença e na
pessoa. É o mais belo homem que se possa imaginar, muito semelhante à sua mãe,
a qual é de uma rara beleza, não se tendo jamais visto por estas partes uma
mulher tão bela. Porém, se a Majestade Tua, ó Cesar, deseja vê-lo, como no
aviso passado escreveste, dá-me ordens, que não faltarei de mandá-lo o mais
depressa possível. De letras, faz-se admirar de toda a cidade de Jerusalém; ele
sabe todas as ciências e nunca estudou nada. Ele caminha descalço e sem coisa
alguma na cabeça. Muitos se riem, vendo-o assim, porém em sua presença, falando
com ele, tremem e admiram. Dizem que um tal homem nunca fora ouvido por estas
partes. Em verdade, segundo me dizem os hebreus, não se ouviram, jamais, tais
conselhos, de grande doutrina, como ensina este Jesus. Muitos judeus o têm como
divino e muitos me querelam, afirmando que é contra a lei de Tua Majestade. Eu
sou grandemente molestado por estes malignos hebreus. Diz-se que este Jesus
nunca fez mal a quem quer que seja, mas, ao contrário, aqueles que o conhecem e
com ele têm praticado, afirmam ter dele recebido grandes benefícios e saúde,
porém à tua obediência estou prontíssimo: aquilo que Tua Majestade ordenar será
cumprido. Vale, da Majestade Tua, fidelíssimo e obrigadíssimo. Publius
Lentulus, presidente da Judéia”.
Gilberto Schoereder
Fonte: Espiritismo e Ciência
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
"TREM DA VIDA"
Você já viajou de
trem alguma vez?
Numa viagem de trem podemos notar uma grande diversidade de
situações, ao longo do percurso.
E a nossa existência terrena, bem pode ser comparada a uma
dessas viagens, mais ou menos longa.
Primeiro, porque é cheia de embarques e desembarques, alguns
acidentes, surpresas agradáveis em alguns embarques e grandes tristezas em
algumas partidas.
Quando nascemos, entramos no trem e nos deparamos com
algumas pessoas que desejamos que estejam sempre conosco: são nossos pais.
Infelizmente, isso não é verdade; em alguma estação eles
descerão e nos deixarão órfãos de seu carinho, amizade e companhia
insubstituíveis...
Mas isso não impede que durante a viagem outras pessoas
especiais embarquem para seguir viagem conosco: são nossos irmãos, amigos,
amores.
Algumas pessoas fazem dessa viagem um passeio. Outras
encontrarão somente tristezas, e algumas circularão pelo trem, prontas a ajudar
a quem precise.
Muitas descem e deixam saudades eternas... Outras passam de
uma forma que, quando desocupam seu acento, ninguém percebe.
Curioso é constatar que alguns passageiros, que nos são
caros, se acomodam em vagões distantes do nosso, o que não impede, é claro, que
durante o percurso nos aproximemos deles e os abracemos, embora jamais possamos
seguir juntos, porque haverá alguém ao seu lado ocupando aquele lugar.
Mas isso não importa, pois a viagem é cheia de atropelos,
sonhos, fantasias, esperas, despedidas...
O importante, mesmo, é que façamos nossa viagem da melhor
maneira possível, tentando nos relacionar bem com os demais passageiros, vendo
em cada um deles o que têm de melhor.
Devemos lembrar sempre que, em algum momento do trajeto,
eles poderão fraquejar e, provavelmente, precisemos entendê-los, porque nós
também fraquejaremos muitas vezes e, certamente, haverá alguém que nos entenda
e atenda.
A grande diferença, afinal, é que no trem da vida, jamais
saberemos em qual parada teremos que descer, muito menos em que estação
descerão nossos amores, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado.
É possível que quando tivermos que desembarcar, a saudade
venha nos fazer companhia...
Porque não é fácil nos separar dos amigos, nem deixar que os
filhos sigam viagem sozinhos. Com certeza será muito triste.
No entanto, em algum lugar há uma estação principal para
onde todos seguimos...
E quando chegar a hora do reencontro teremos grande emoção
em poder abraçar nossos amores e matar a saudade que nos fez companhia por
longo tempo...
Que a nossa breve viagem seja uma grande oportunidade de
aprender e ensinar, entender e atender aqueles que viajam ao nosso lado, porque
não foi o acaso que os colocou ali.
Que aprendamos a amar e a servir, compreender e perdoar,
pois não sabemos quanto tempo ainda nos resta até à estação onde teremos que
deixar o trem.
Pense nisso!
Se a sua viagem não está acontecendo exatamente como você
esperava, dê a ela uma nova direção.
Se é verdade que você não pode mudar de vagão, é possível
mudar a situação do seu vagão.
Observe a paisagem maravilhosa com que Deus enfeitou todo o
trajeto...
Busque uma maneira de dar utilidade às horas. Preocupe-se
com aqueles que seguem viajem ao seu lado...
Deixe de lado as queixas e faça algo para que a sua estrada
fique marcada com rastros e luz...
Pense nisso... E, boa viagem!
Equipe de Redação do Momento Espírita,
com base em texto de autoria de Silvana Duboc,
terça-feira, 30 de outubro de 2012
"EVOLUÇÃO DO PRINCIPIO INTELIGENTE" "MÔNADA DIVINA"
A existência do princípio espiritual
é uma realidade; do mesmo modo que podemos demonstrar a realidade da
matéria, pelos efeitos demonstramos a existência do princípio espiritual, pois
sem ele, o próprio Criador não teria
razão de ser. Como entender um ser superior, com atributos superiores, a
governar somente sobre a matéria? Como compreender que a Inteligência Suprema,
que é a própria Sabedoria, iria criar seres inteligentes, sensíveis, e depois
lançá-los ao nada, após alguns anos de sofrimento sem compensações, e
deleitar-se com a sua criação como faz um artista menor.
Sem a sobrevivência do ser pensante, os sofrimentos da vida seriam, da
parte de Deus, uma crueldade sem objetivo.
Por ser uma centelha divina, e
possuir a imortalidade em sua intimidade, é inata no homem a idéia da
perpetuidade do ser pensante, e essa perpetuidade seria inútil, não fosse a
evolução. Evolução essa que fica clara na resposta dada pelos espíritos a
Kardec na questão 607 de O Livro dos Espíritos. Quando questionados sobre a
origem dos Espíritos, nos afirmam que antes de conquistar as faculdades
inerentes ao homem atual, o Espírito estagia numa série de existências que
precedem o período a que chamamos humanidade, e continuam: Já não dissemos que
tudo na a natureza se encadeia e tende para a unidade? Nesses seres, cuja
totalidade estais longe de conhecer, é que o princípio inteligente se elabora,
e individualiza pouco a pouco e se ensaia para a vida, conforme acabamos de
dizer. É de certo modo, um trabalho preparatório, como o da germinação, por
efeito do qual o princípio inteligente sofre uma transformação e se torna
Espírito.
Martins Peralva, no livro O
Pensamento de Emmanuel, narra, desta forma, a longa viagem feita pela mônada
divina, ou princípio espiritual:
Na fase preambular, a mônada luminosa, que mais tarde será Espírito,
ser inteligente, vai sendo envolvida, como energia divina, em fluidos pesados.
Perde sua luminosidade, condensa-se no reino mineral.
Energia - Suas transformações
a) Condensada, na pedra;
b) Incipiente, na planta;
c) Primária nos irracionais
d) Contraditória, nos homens de mediana evolução
e) Excelsa, nas almas sublimadas.
Assim ajustando-se às vibrações dos minerais, em cujo berço hibernam
por milhões e milhões de anos, as “mônadas luminosas” são trabalhadas nos
padrões da atração, preparando-se para novas conquistas, em termos de
“sensação” no campo dos vegetais.
Os reinos mineral e vegetal, como institutos de recepção da onda
criadora da vida, preparam as bases de onde os elementos espirituais partem
para as faixas animais em que o instinto, trabalhando o seu psiquismo, os
habilitam, lenta e gradativamente, para o ingresso nas trilhas da humanidade,
onde, já usufruindo de “pensamento contínuo” elaboram em processo crescente, os
valores da razão e da inteligência.
Concluindo, deixamos a palavra com o nosso mentor André Luiz, segundo
psicografia de Waldo Vieira, no livro Evolução em Dois Mundos :
É assim que dos organismos monocelulares aos organismos complexos, em
que a inteligência disciplina as células, colocando-as a seu serviço, o ser
viaja no rumo da elevada destinação que lhe foi traçada do Plano Superior,
tecendo com os fios da experiência a túnica da exteriorização, segundo o molde
mental que traz consigo, dentro das leis de ação, reação e renovação em que
mecaniza as próprias aquisições, desde o estímulo nervoso à defensiva
imunológica, construindo o centro coronário, no próprio cérebro, através da
reflexão automática de sensações e impressões, em milhões e milhões de anos,
pelo qual, com o Auxílio das Potências Sublimes que lhe orientam a marcha,
configura os demais centros energéticos do mundo íntimo, fixando-os na
tessitura da própria alma.
Contudo, para alcançar a idade da razão, com o título de homem, dotado de
raciocínio e discernimento, o ser, automatizado em seus impulsos, na romagem
para o reino angélico, despendeu para chegar aos primórdios da época
quaternária, em que a civilização elementar do sílex denuncia algum primor de
técnica, nada menos de um bilhão e meio de anos. Isso é perfeitamente
verificável na desintegração natural de
certos elementos radioativos na massa geológica do globo. E entendendo-se que a
Civilização aludida floresceu há mais ou menos duzentos mil anos, preparando o
homem, com a benção do Cristo, para a responsabilidade, somos induzidos a
reconhecer o caráter recente dos conhecimentos psicológicos, destinados a
automatizar na constituição fisiopsicossomática do espírito humano as
aquisições morais que lhe habilitarão a consciência terrestre a mais amplo
degrau de ascensão à Consciência Cósmica.
FONTE: ESPIRITISMO E EVANGELHO
domingo, 28 de outubro de 2012
"A PASSAGEM"
A certeza da vida futura não
exclui as apreensões quanto à passagem desta para a outra vida. Há muita gente
que teme não a morte, em si, mas o momento da transição. Sofremos ou não nessa
passagem? Por isso se inquietam, e com razão, visto que ninguém foge à lei
fatal dessa transição. Podemos dispensar-nos de uma viagem neste mundo, menos
essa. Ricos e pobres, devem todos fazê-la, e, por mais dolorosa que seja a
passagem, nem posição nem fortuna poderiam suavizá-la
A insensibilidade da matéria inerte
é um fato, e só a alma experimenta sensações de dor e de prazer. Durante a
vida, toda a desagregação material repercute na alma, que por este motivo
recebe uma impressão mais ou menos dolorosa. É a alma e não o corpo quem sofre,
pois este não é mais que instrumento da dor: - aquela é o paciente. Após a
morte, separada a alma, o corpo pode ser impunemente mutilado que nada sentirá;
aquela, por insulada, nada experimenta da destruição orgânica. A alma tem
sensações próprias cuja fonte não reside na matéria tangível. O perispírito é o
envoltório da alma e não se separa dela nem antes nem depois da morte. Ele não
forma com ela mais que uma só entidade, e nem mesmo se pode conceber uma sem
outro. Durante a vida o fluido perispirítico penetra o corpo em todas as suas
partes e serve de veículo às sensações físicas da alma, do mesmo modo como
esta, por seu intermédio, atua sobre o corpo e dirige-lhe os movimentos.
A extinção da vida orgânica
acarreta a separação da alma em conseqüência do rompimento do laço fluídico que
a une ao corpo, mas essa separação nunca é brusca.
O fluido perispiritual só pouco a
pouco se desprende de todos os órgãos, de sorte que a separação só é completa e
absoluta quando não mais reste um átomo do perispírito ligado a uma molécula do
corpo. "A sensação dolorosa da alma, por ocasião da morte, está na razão
direta da soma dos pontos de contacto existentes entre o corpo e o perispírito,
e, por conseguinte, também da maior ou menor dificuldade que apresenta o
rompimento." Não é preciso portanto dizer que, conforme as circunstâncias,
a morte pode ser mais ou menos penosa. Estas circunstâncias é que nos cumpre
examinar.
A causa principal da
maior ou menor facilidade de desprendimento é o estado moral da alma. A
afinidade entre o corpo e o perispírito é proporcional ao apego à matéria, que
atinge o seu máximo no homem cujas preocupações dizem respeito exclusiva e
unicamente à vida e gozos materiais. Ao contrário, nas almas puras, que
antecipadamente se identificam com a vida espiritual, o apego é quase nulo. E
desde que a lentidão e a dificuldade do desprendimento estão na razão do grau
de pureza e desmaterialização da alma, de nós somente depende o tornar fácil ou
penoso, agradável ou doloroso, esse desprendimento.
Em se tratando de morte natural resultante da extinção das forças vitais por
velhice ou doença, o desprendimento opera-se gradualmente; para o homem cuja
alma se desmaterializou e cujos pensamentos se destacam das coisas terrenas, o
desprendimento quase se completa antes da morte real, isto é, ao passo que o
corpo ainda tem vida orgânica, já o Espírito penetra a vida espiritual, apenas
ligado por elo tão frágil que se rompe com a última pancada do coração. Nesta
contingência o Espírito pode ter já recuperado a sua lucidez, de molde a tornar-se
testemunha consciente da extinção da vida do corpo, considerando-se feliz por
tê-lo deixado. Para esse a perturbação é quase nula, ou antes, não passa de
ligeiro sono calmo, do qual desperta com indizível impressão de esperança e
ventura.
No homem materializado
e sensual, que mais viveu do corpo que do Espírito, e para o qual a vida
espiritual nada significa, nem sequer lhe toca o pensamento, tudo contribui
para estreitar os laços materiais, e, quando a morte se aproxima, o
desprendimento, conquanto se opere gradualmente também, demanda contínuos
esforços. As convulsões da agonia são indícios da luta do Espírito, que às
vezes procura romper os elos resistentes, e outras se agarra ao corpo do qual
uma força irresistível o arrebata com violência, molécula por molécula.
Quanto menos vê o
Espírito além da vida corporal, tanto mais se lhe apega, e, assim, sente que
ela lhe foge e quer retê-la; em vez de se abandonar ao movimento que o empolga,
resiste com todas as forças e pode mesmo prolongar a luta por dias, semanas e
meses inteiros.
Certo, nesse momento o
Espírito não possui toda a lucidez, visto como a perturbação de muito se
antecipou à morte; mas nem por isso sofre menos, e o vácuo em que se acha, e a
incerteza do que lhe sucederá, agravam-lhe as angústias. Dá-se por fim a morte,
e nem por isso está tudo terminado; a perturbação continua, ele sente que vive,
mas não define se material, se espiritualmente, luta, e luta ainda, até que as
últimas ligações do perispírito se tenham de todo rompido. A morte pôs termo a
moléstia efetiva, porém, não lhe sustou as conseqüências, e, enquanto existirem
pontos de contacto do perispírito com o corpo, o Espírito ressente-se e sofre
com as suas impressões.
Quão diversa é a
situação do Espírito desmaterializado, mesmo nas enfermidades mais cruéis!
Sendo frágeis os laços fluídicos que o prendem ao corpo, rompem-se suavemente;
depois, a confiança do futuro entrevisto em pensamento ou na realidade, como
sucede algumas vezes, fá-lo encarar a morte qual redenção e as suas conseqüências
como prova, advindo-lhe dai uma calma resignada, que lhe ameniza o sofrimento.
Após a morte, rotos os
laços, nem uma só reação dolorosa que o afete; o despertar é lépido,
desembaraçado; por sensações únicas: o alívio, a alegria!
Na morte violenta as
sensações não são precisamente as mesmas. Nenhuma desagregação inicial há
começado previamente a separação do perispírito; a vida orgânica em plena
exuberância de força é subitamente aniquilada. Nestas condições, o
desprendimento só começa depois da morte e não pode completar-se rapidamente. O
Espírito, colhido de improviso, fica como que aturdido e sente, e pensa, e
acredita-se vivo, prolongando-se esta ilusão até que compreenda o seu estado.
Este estado intermediário entre a vida corporal e a espiritual é dos mais
interessantes para ser estudado, porque apresenta o espetáculo singular de um
Espírito que julga material o seu corpo fluídico, experimentando ao mesmo tempo
todas as sensações da vida orgânica. Há, além disso, dentro desse caso, uma
série infinita de modalidades que variam segundo os conhecimentos e progressos
morais do Espírito. Para aqueles cuja alma está purificada, a situação pouco
dura, porque já possuem em si como que um desprendimento antecipado, cujo termo
a morte mais súbita não faz senão apressar. Outros há, para os quais a situação
se prolonga por anos inteiros. É uma situação essa muito freqüente até nos
casos de morte comum, que nada tendo de penosa para Espíritos adiantados, se
torna horrível para os atrasados. No suicida, principalmente, excede a toda
expectativa. Preso ao corpo por todas as suas fibras, o perispírito faz
repercutir na alma todas as sensações daquele, com sofrimentos cruciantes.
Fonte: O Céu e o
Inferno. “Allan Kardec”
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