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sexta-feira, 7 de outubro de 2016
“OS ESPÍRITOS NÃO TEM SEXO”
Isso mesmo!
Os Espíritos não têm “sexo”. Os sexos só existem no organismo para a reprodução
dos corpos físicos. Mas os Espíritos não se reproduzem no além, razão pela qual
órgãos sexuais são inúteis no “ultratumba”. Eis aí um tema um tanto quanto
instigante. Todavia, após leitura atenta e uma boa compreensão do texto abaixo,
será possível a assimilação de juízos e aprendizado.
Aos 2 anos
de idade, Tyler, que nasceu menina, disse com todas as palavras para seus pais:
“eu sou menino”. Entretanto seus pais insistiram com ele que não. Mostraram
fotos do órgão sexual e argumentaram que ela havia nascido com corpo de menina.
Tyler respondia: “quando vocês me mudaram?”. Dois anos depois, um psicólogo
confirmou a condição: Tyler sofria mesmo de Transtorno de Identidade de Gênero,
e recomendou que os pais começassem a tratar a criança como um menino. A
“filha”, então, passou a ser carinhosamente tratada como menino.
Há 8 anos o
ator Brad Pitt revelou para a entrevistadora Oprah Winfrey que Shiloh, a
primeira de seus três filhos biológicos com Angelina Jolie, só queria ser
chamada de John. Em 2014, Shiloh, com 10 anos, apresentou-se de terno e gravata
à cerimônia de estreia de um filme dirigido por Angelina Jolie. Será que os
atores estão certos em apoiar o comportamento da filha? Deveriam
desestimulá-lo? O que eles fazem ou deixam de fazer afetará o futuro de Shiloh?
Há
escassíssima informação científica para orientar pais em situação como a do
casal Pitt e Jolie. Do ponto de vista da psicóloga Kristina Olson, da
Universidade de Washington, as 32 crianças transgêneros (entre 5 e 12 anos),
que foram submetidas ao Teste de Associação Implícita para medir a velocidade
com que associavam aspectos de gênero masculino e feminino à própria identidade,
mostraram uma identificação tão automática com o gênero que escolheram quanto
as crianças cisgênero. Embora sejam necessários mais estudos, Kristina afirma
que as crianças trans não são confusas, rebeldes nem estão simplesmente
fingindo ser o que não são. A identidade que cultivam está bastante arraigada
nelas. [1]
A
transexualidade é um assunto muito polêmico, e menos discutido do que deveria.
Talvez por isso não se compreenda exatamente do que se trata, e essa condição
seja motivo de tantos casos de preconceito. Consagradamente transexual é a
pessoa que nasceu com um determinado sexo, mas não se identifica com ele. E
esse transtorno mental e de comportamento leva tal indivíduo a procurar
tratamentos hormonais e até fazer cirurgias para mudar o corpo.
Uma pessoa
pode ser cisgênero ou transgênero. O cisgênero se identifica com o gênero
correspondente ao sexo biológico, ou seja, se possui órgão sexual feminino é
uma menina, se possui órgão sexual masculino é um menino. É o que todo mundo
considera regra. Já o transgênero é a pessoa que contesta essa regra, que não
tem seu gênero definido pelo sexo biológico. Uma pessoa transexual se
identifica com o gênero oposto ao sexo com que nasceu. O transexual é
transgênero, mas nem todo transgênero é transexual.
Um estudo
recente realizado pela Universidade de Washington, nos Estados Unidos,
publicado pela revista Psychological Science, concluiu que as crianças
transgênero começam a reivindicar um gênero diferente, ao mesmo tempo que as
crianças cisgênero se identificam com o gênero correspondente ao sexo
biológico, por volta dos 2 anos. É como se a criança olhasse no espelho e não
se reconhecesse. É uma expectativa constante de que ela vá acordar no corpo
certo.
A partir de
2013, a justiça alemã garantiu aos pais de recém-nascidos transgêneros três
opções para registrar seus filhos: “masculino”, “feminino” e “indefinido”. [2]
Quando existe uma criança transgênero na família, talvez seja importante a
procura por apoio moral e psicológico para lidar com esse momento desafiador e
estabelecer um canal aberto de comunicação entre os familiares. Por isso, a
ajuda de profissionais como pedagogos e psicólogos é oportuna. Mas, na hora de
procurar auxílio, é muito importante que tais especialistas entendam sobre
identidades transexuais, para que o caso não seja tratado como uma doença, o
que de fato não é. O profissional também ajudará a criança a lidar com os
preconceitos que ela enfrentará no transcurso da vida.
A sociedade
dará sinais de avanço quando compreender que o ser humano não se reduz à
morfologia de “macho” ou “fêmea”. O Espírito Emmanuel adverte que
“encontramo-nos diante do fenômeno “transexualidade”, perfeitamente
compreensível à luz da reencarnação. Inobstante as características
morfológicas, o Espírito reencarnado, em trânsito no corpo físico, é
essencialmente superior ao simples gênero masculino ou feminino. Aprenderemos,
gradualmente, a compreender que os conceitos de normalidade e de anormalidade
deixam a desejar quando se trate simplesmente de sinais morfológicos, para se
erguerem como agentes mais elevados de definição da dignidade humana, de vez
que a individualidade em si exalta a vida comunitária pelo próprio
comportamento na sustentação do bem de todos ou a deprime pelo mal que causa
com a parte que assume no jogo da delinquência”. [3]
Para os
Mensageiros do além, “as características sexuais dos Espíritos fogem do
entendimento humano, até porque são os mesmos os Espíritos que animam os corpos
de homens e mulheres. Para o Espírito, (re)encarnar no corpo masculino ou
feminino [ou sexualmente ‘indefinido’] pouco lhe importa. O que o guia na
escolha são as provas por que haja de passa”. [4] Os Espíritos encarnam como
homens ou como mulheres, porque não têm sexo. “Visto que lhes cumpre progredir
em tudo, cada sexo [experiência masculina ou feminina], como cada posição
social, lhes proporciona provações e deveres especiais e, com isso, ensejo de
ganharem experiência. Aquele que só como homem [ou mulher] encarnasse só
saberia o que sabem os homens e ou as mulheres.” [5]
É urgente
amparo educativo adequado, tanto quanto se administra instrução à maioria
heterossexual. E para que isso se verifique em linhas de justiça e compreensão,
caminha o mundo de hoje para mais alto entendimento dos problemas do amor e do
sexo, porquanto, à frente da vida eterna “os erros e acertos dos irmãos de
qualquer procedência, nos domínios do sexo e do amor, são analisados pelo mesmo
elevado gabarito de Justiça e Misericórdia. Isso porque todos os assuntos nessa
área da evolução e da vida se especificam na intimidade da consciência de cada
um”. [6]
JORGE HESSEN
Referências
bibliográficas:
[1]
Disponível no site
http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/criancas-trans-nao-estao-fingindo-elas-existem
acesso em 29/02/2016.
[2]
Disponível em http://goo.gl/oKdtQ8, acesso em 03/09/2013.
[3] Xavier,
Francisco Cândido. Vida e Sexo, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1997, Cap.
Homossexualidade.
[4] Kardec,
Allan. O Livro dos Espíritos, Parte 2ª – Capítulo IV – DA PLURALIDADE DAS
EXISTÊNCIAS – Sexo nos Espíritos, questões 200, 201 e 202.
[5] Idem.
“POR QUE NOS ESQUECEMOS DAS NOSSAS VIDAS PASSADAS”
O Livro dos Espíritos (LE) possui um capítulo intitulado
“Retorno à Vida Corporal”. Neste capítulo são respondidas várias perguntas;
inclusive uma pergunta básica: se reencarnamos, por que não nos lembramos das
outras encarnações? A resposta é que “o esquecimento do passado” é um grande
benefício para facilitar a evolução dos espíritos encarnados no planeta Terra.
O esquecimento do passado é uma proteção para o ser humano
que encarna. “A encarnação é uma nova oportunidade de desenvolver habilidades,
desenvolver recursos e fazer boas escolhas. A encarnação com menos influência
do passado é uma nova oportunidade facilitada. As decisões e as experiências
nesta nova encarnação servirão de contraponto às experiências de outras
encarnações”, diz o livro Nascer Várias Vezes. Ou seja, ao reencarnar, somente
algumas informações do passado influenciam a nova encarnação; isto evita que a
mente seja inundada por influências do passado.
Nos sentiríamos humilhados, se nossos próximos soubessem de
todos os erros que cometemos na presente encarnação; muitas vezes, nos sentimos
humilhados ao ter de admiti-los até a nós mesmos. Convém então perguntar o que
sentiríamos se adicionássemos as falhas do passado às falhas atuais?
Naturalmente, nos sentiríamos bem mais desanimados, sabendo de todas as vezes
que reincidimos nos mesmos erros.
Deus sabe o que faz. Se o esquecimento do passado é
obrigatório, há razões para isso, até mesmo além das que conhecemos.
Não nos lembramos das vidas passadas e nisso está a sabedoria
de Deus.
Se lembrássemos do mal que fizemos ou dos sofrimentos que
passamos, dos inimigos que nos prejudicaram ou daqueles a quem prejudicamos,
não teríamos condições de viver entre eles atualmente.
Pois, muitas vezes, os inimigos do passado hoje são os nossos
filhos, nossos irmãos, nossos pais, nossos amigos, que presentemente se
encontram junto de nós para a reconciliação. Por isso, existe a reencarnação.
Do total de memórias do espírito, somente algumas fazem parte
e influenciam a encarnação atual. As outras memórias do espírito ficam
dissociadas; não influenciam a vida encarnada. De um modo bem simplificado
podemos dizer: ao invés de encarnar com “milhares” de problemas para resolver,
o espírito encarna com a missão de vida de resolver alguns problemas.
O capítulo citado do Livro dos Espíritos (LE) diz: “o homem
não pode nem deve saber de tudo” (pergunta 392). Um espírito com milhares e
milhares de anos possui uma história tão rica e diversa que seria exagero
querer saber tudo sobre ela. Além de exagero, desperdício de tempo e perda de
foco da sua real missão de vida. Por isto, existe a dissociação da memória que
mantém a imensa maioria das memórias do espírito sem ascendência sobre esta
encarnação.
Existem, por outro lado, uma minoria de memórias que ajudam a
formar o novo corpo/mente desde a concepção. A vida que temos hoje é uma
continuidade da vida espiritual e das encarnações passadas. Para que exista
esta continuidade é necessário que muitos conteúdos de encarnações passadas
(“vidas passadas”) façam parte desta vida atual. Ou seja, somos formados
primeiramente por experiências e memórias de encarnações passadas e do plano
espiritual que se armazenam em nossa mente a partir da vida intrauterina.
Qual a função da encarnação? Propiciar a evolução
(desenvolvimento moral e intelectual do ser). Cada um nasce com suas missões de
vida, ou seja, com metas evolutivas prioritárias. As memórias de vidas passadas
que continuam a atuar na vida atual estão, principalmente, relacionadas a estas
missões de vida.
Os conteúdos do espírito são filtrados quando da encarnação,
isto permite o foco nos objetivos traçados como a missão de vida. Nascemos com
objetivos evolutivos bem determinados, e nascemos com boas condições para
atingi-los. Este filtro favorece a realização da missão de vida”, diz o livro
Nascer Várias Vezes.
Existem três tipos de memórias do espírito: aquela que ficou
dissociada e a que está ativa na vida encarnada (a terceira será abordada mais
a frente no texto). A memória ativa está relacionada com os desafios evolutivos
que o espírito tem que enfrentar.
Acontece que a memória que está ativa também está
“esquecida”, porque ela está no inconsciente. Somente podemos percebê-las pelos
resultados de sua influência. Algumas vezes elas aparecem como medos
irracionais, como interesses por algo, ou como um traço da personalidade, ou
outra particularidade qualquer. Enquanto o sintoma ou característica da
personalidade está presente na consciência, a origem (história) permanece no
inconsciente influenciando a mente total. Este não é um esquecimento
verdadeiro. É mais uma ignorância. Ignoramos parte da nossa verdade interior.
Ignoramos parte do motivo de sermos como somos. A verdade é esta: o ser humano
ignora o que está no seu inconsciente e que ajudou a formá-lo como ele é. A
terapia de vidas passadas (TVP) lida com estas memórias que ignoramos. São
memórias ativas, presentes e que nos fazem sofrer (ou nos favorecem com suas
qualidades e experiências). A maioria destas memórias inconscientes é de
encarnações passadas e do plano espiritual – e fazem parte desta encarnação.
Podemos dizer que a TVP é uma forma a mais de ajuda para que
todos possam evoluir e superar os desafios da vida. É uma forma de caridade, de
compaixão e de facilitar o cumprimento das missões de vida.
Existem quatro tipos de memórias no ser humano: as que são
conscientes, as que ignoramos (que estão no inconsciente), as que são próprias
do espírito (que estão dissociadas da mente encarnada) e as memórias
transpessoais.
No livro “A Gênese”, Kardec escreve que existem ideias
intuitivas e inatas ao ser. Estas ideias inatas foram desenvolvidas antes do
nascimento, em parte são originadas de “memórias” que vão além da história do
espírito. Por exemplo, há uma capacidade inata de o espírito escolher “o bem ao
invés do mal”. Esta capacidade não foi desenvolvida pelo espírito, e sim “dada”
por Deus como um recurso a ser utilizado para facilitar a evolução. C.G.Jung
deu o nome de arquétipo a um tipo de “memória” inata que todos os humanos
possuem e que serve de referência para a mente desenvolver.
A importância da memória transpessoal para a evolução do
espírito advém do fato de que é um dos recursos mais poderosos que existem à
disposição de cada um para aprender, amadurecer e progredir. A existência desta
memória é um dado lógico. Deus, ao criar espíritos destinados a evoluir, lhes
deu condição (desde a primeira encarnação) de fazer boas escolhas. Estas
condições presentes desde o início são memórias presentes no espírito e,
portanto, em cada ser humano.
“Conheça a verdade, e esta vos libertará”, diz o ditado. O
ser humano, espírito encarnado, pode evoluir mais facilmente quando busca a
origem dos seus problemas em memórias que ele ignora e que estão guardadas no
seu inconsciente. Ele supera sofrimentos e, acima de tudo, pode contribuir mais
efetivamente para o progresso da sociedade e dos seus familiares.
Por Regis Mesquita.
*Regis Mesquita é psicólogo e Terapeuta de Vidas Passadas em
Campinas, SP, autor e escritor do livro “Nascer Várias Vezes”.
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
"PODEMOS INTERFERIR NA VIDA UNS DOS OUTROS? - Divaldo Franco Responde.
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
O CORPO PODE CONTINUAR VIVO MESMO APÓS O DESLIGAMENTO DO ESPÍRITO?
A separação
entre a alma e o corpo pode se dar antes que o corpo paralise suas funções
orgânicas, porém, isso é muito raro. Depende muito da situação psíquica do
Espírito. O mais das vezes, a chama espiritual permanece ligada ao fardo físico
por horas, dias ou meses e até anos, chumbada aos restos mortais por provas ou
por incapacidade de se libertar do próprio apego à vida física. Isto tem uma
variação muito grande. Pode-se dizer que é zero ao infinito.
Não existe
uma desencarnação igual a outra. Os processos de desligamento dos laços têm
variadas modalidades. Temos a dizer que, na arte de Deus, não existe violência.
Os meios de ligar-se à vida corporal e desligar-se dela são regidos por leis
que correspondem às necessidades da alma.
Sempre
falamos da necessidade dos homens se prepararem, no tocante à vida na Terra,
porque a verdadeira moradia é a espiritual. Quantos sofrem duras provas ligados
aos restos do corpo por muito tempo, por lhes faltar compreensão das leis
divinas!? Sofrem por ignorância. Não é por faltarem escolas; existem muitas que
levam as almas a despertar, educando a si mesmas. A vida é, pois, uma escola
onde todos devemos aprender como viver.
Os Espíritos
elevados descem de altas esferas, por misericórdia de Deus, no sentido de
ensinarem aos homens e Espíritos ainda humanizados nos seus instintos, a se
libertarem da inferioridade. Eles sabem esperar a maturidade de cada um,
entrementes, a melhor escola ainda é a dor. No estágio em que se encontra a
humanidade, sofrer é salutar remédio para desprender-se.
Assim, como
pode a alma desatar seus laços antes que cesse a vida orgânica, por evolução,
pode a vida orgânica cessar e o Espírito ficar ainda por muito tempo preso aos
restos carnais, de onde escapou toda a força vital dos órgãos. Assim como os
pais têm o dever de preparar seus filhos para a vida na Terra, dando-lhes
receitas que lhes possam assegurar uma existência melhor, o dever é o mesmo, ou
maior, de prepará-los ante a vida espiritual, diminuindo, portanto, seus
sofrimentos para o futuro, conscientizando-os da realidade da vida do Espírito.
O Espírito
encarnado está preso às grades da carne, sujeito a inúmeros problemas, que
antes eram chamados de castigo, e hoje, em certos meios, provações ou missões,
porém, é um aprendizado, onde gradativamente vão se despertando os valores da
alma. Essa poderá, com o tempo, ascender para regiões superiores, quando
compreender as leis de Deus e passar a vivê-las. A vida física é breve e cheia
de obstáculos, por ser o calvário de quem sustenta o corpo, e é nessa
engrenagem que aprendemos a escolher os nossos próprios caminhos e a corrigir
as nossas deficiências.
É bom que
saibamos que não há somente os laços espirituais que prendem a alma ao corpo;
há – e sim – os laços psicológicos, que por vezes são mais difíceis de serem
rompidos. A educação neste sentido é de grande valor. É por isso que o Espírito
renasce como membro de muitas famílias, participando de diversas nações, para
que surja o desprendimento e se liberte.
Filosofia
Espírita - Comentário de Miramez sobre a questão 0156 do Livro dos Espíritos.
terça-feira, 4 de outubro de 2016
“CELIBATO E CASTIDADE.”
É possível
seguir Jesus, evidentemente nos limites que o nosso estágio evolutivo atual
permite, não sendo celibatário?
Perfeitamente,
por que não? Kardec, por exemplo, era casado. E muito bem-casado com Amélie
Boudet, o que não o impediu, mas, muito pelo contrário, o sustentou na luta
pela codificação e divulgação da Doutrina Espírita, revivendo o Cristianismo na
sua pureza doutrinária. Portanto, ele seguiu Jesus sem ser celibatário.
Mudemos o
enfoque. É possível seguir Jesus não sendo casto, considerando, da mesma forma,
os limites que nossa evolução atual nos enseja? Não. Não é possível. E não é
possível porque castidade, ao contrário do que muitos pensam, não se refere
simplesmente à ausência de relacionamento sexual, mas sim de uma pureza
interior que vai muito além da abstinência de sexo. Por essa pureza interior
passa o bom emprego do sexo, onde um não transforma o outro no objeto de
satisfação de seus instintos, mas onde uma pessoa se completa e completa a
outra dentro de um clima de bem-querer onde só é possível ser feliz mergulhado
na felicidade que emana do outro, e cujo autor somos cada um de nós.
Jesus, muito
além de celibatário, era casto. Sua pureza moral não pode ser seguida com uma
simples ausência da atividade sexual que muitas vezes leva o indivíduo ao
desequilíbrio emocional, a exemplo de uma gigantesca represa que, quanto mais é
contida, mais corre o risco de se romper na pedofilia, no estupro e tantos
outros crimes que o sexo reprimido e desequilibrado enseja.
Chico Xavier
e Divaldo Franco, para tomarmos exemplos dentro da Doutrina Espírita, optaram
pelo celibato, face aos inúmeros compromissos que trouxeram junto à família
espiritual de nosso planeta. Só que não ficaram apenas no celibato. Viveu o
primeiro e vive o segundo também a castidade que a evolução alcançada pelos
dois permite.
Albert
Schweitzer era casado e casto. E exatamente por ser casto foi capaz de se
entregar a tratar de leprosos no continente africano; a não pisar sobre uma
simples flor silvestre por respeitar-lhe a existência e o direito à vida; a
amar profundamente aos animais por entendê-los como criaturas de Deus e com o
direito a viver, enquanto presenciamos motoristas insensíveis direcionando o
veículo que dirigem, de forma irresponsável, para cima de uma pomba que busca o
seu alimento numa via pública ou em direção a um cachorro abandonado de rua
pelo simples prazer de tirar uma vida! Dia desses presenciei um motorista em
alta velocidade na área urbana gritando com um cachorro que quase foi atropelado
impiedosamente ao atravessar de um lado para o outro daquela via, como se o
animal tivesse consciência de que atravessava uma rua. Poderia muito bem ter
feito o mesmo com uma criança ou com um idoso com dificuldades de locomoção.
Esse último não tem a castidade para seguir Jesus, por enquanto.
Martin
Luther King Jr. era casado e casto para seguir Jesus a ponto de entregar a sua
própria vida defendendo os direitos de nossos irmãos de cor de pele diferente
da branca, como se esse tecido superficial que reveste nosso corpo não
estivesse destinado à morte como todos os outros, mais dia, menos dia! Ele teve
a castidade suficiente para seguir Jesus.
É impossível
falar sobre celibato ou castidade sem que o tema sexo nos venha à mente. O que
será que a Doutrina Espírita pode nos orientar a respeito? Vejamos as lições de
Emmanuel contida no livro O Consolador, questão 184:Não devemos esquecer que o
amor sexual deve ser entendido como o impulso da vida que conduz o homem às
grandes realizações do amor divino, através da progressividade de sua
espiritualização no devotamento e nos sacrifícios.
Haveis de
observar que Deus não extermina as paixões dos homens, mas fá-las evoluir,
convertendo-as pela dor em sagrados patrimônios da alma, competindo às
criaturas dominar o coração, guiar os impulsos, orientar as tendências, na
evolução sublime dos seus sentimentos.
Examinando-se,
ainda, o elevado coeficiente de viciação do amor sexual, que os homens criaram
para os seus destinos, somos obrigados a ponderar que, se muitos contraem
débitos penosos, entre os excessos da fortuna, da inteligência e do poder,
outros o fazem pelo sexo, abusando de um dos mais sagrados pontos de referência
de sua vida.
Depreende-se,
pois, que, ao invés da educação sexual pela satisfação dos instintos, é
imprescindível que os homens eduquem sua alma para a compreensão sagrada do
sexo.
Quando
tivermos conseguido essa compreensão sagrada, o celibato será uma condição
absolutamente dispensável em todo aquele que decidir seguir Jesus, pois que
terá se iniciado no estado da castidade indispensável para segui- lo.
RICARDO
ORESTES FORNI
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
“A VIDA CONTINUA…”
Somos
eternos! A morte é só uma mudança de estado. Depois dela, passamos a viver em
outra dimensão. Porém, continuamos a ser os mesmos, com as mesmas ideias,
afetos e sentimentos.
Aquela mãe
controladora que sempre dizia o que você deveria fazer, aquele marido ciumento
e mandão, aquele parente que não apreciava você – todos eles estão lá, na outra
dimensão, iguaizinhos como eles eram no mundo terreno. Se as leis que regem os
diferentes planos de vida não fossem tão rigorosas, talvez eles continuassem a
perturbar sua vida, mesmo depois de mortos.
E embora
alguns acreditem nisso, não é tão fácil assim. Os mundos são separados por
diferentes ondas de frequência, o suficiente para garantir o bem-estar de
todos.
Também
aqueles que você ama, os artistas que você admirava, o amigo que você não
esquece – todos continuam mais vivos do que nunca, fazendo parte de uma
sociedade organizada, onde podem desempenhar várias atividades: trabalhar, aprender,
experimentar. Outros mundos existem neste universo infinito. Já pensou como a
vida é extraordinária?
A vida
precisa ser renovada. A morte é a mudança que estabelece a renovação. Quando
alguém parte, muitas coisas se modificam na estrutura dos que ficam.
E, sendo uma
lei natural, ela é sempre um bem, muito embora não queiram aceitar isso. Nada é
mais inútil e machuca mais do que a revolta.
Lembre-se de
que nós não temos nenhum poder sobre a vida ou a morte. Ela é irremediável.
O
inconformismo, a lamentação, a tristeza e a dor podem alcançar a alma de quem
partiu e dificultar-lhe a adaptação na nova vida.
Ele também
sente a sensação de perda, a necessidade de seguir adiante, mas não consegue
devido aos pensamentos de tristeza e dor dos que ficaram.
Se ele não
consegue vencer esse momento difícil, volta ao lar que deixou e fica ali,
misturando as lágrimas, sem força para seguir adiante, numa simbiose que
aumenta a infelicidade de todos.
Pense nisso.
Por mais que esteja sofrendo a separação, se alguém que você ama já partiu,
liberte-o agora. Recolha-se a um local tranquilo, visualize essa pessoa em sua
frente, abrace-a, diga-lhe tudo que seu coração sente. Fale do quanto a ama e
do bem que lhe deseja.
Despeça-se
dela com alegria, e quando recordá-la, veja-a feliz, refeita.
A morte não
é o fim. A separação é temporária. Deixe-a seguir adiante e permita-se viver em
paz.
Zíbia
Gasparetto
domingo, 2 de outubro de 2016
“A IMPORTÂNCIA DE PERDOAR A SI PRÓPRIO: ”AUTO PERDÃO”
Toda vez em
que a culpa não emerge de maneira consciente, são liberados conflitos que a
mascaram, levando a inquietações e sofrimentos sem aparente causa.
Todas as
criaturas cometem erros de maior ou menor gravidade, alguns dos quais são
arquivados no inconsciente, antes mesmo de passarem por uma análise de
profundidade em tomo dos males produzidos, seja de referência à própria pessoa
ou a outrem.
Cedo ou tarde,
ressumam de maneira inquietadora, produzindo mal-estar, inquietação,
insatisfação pessoal, em caminho de transtorno de conduta.
A culpa é
sempre responsável por vários processos neuróticos, que deve ser enfrentada com
serenidade e altivez.
Ninguém se
pode considerar irretocável enquanto no processo da evolução.
Mesmo aquele
que segue retamente o caminho do bem está sujeito a alternância de conduta,
tendo em vista os desafios que se apresentam e o estado emocional do momento.
Há períodos
em que o bem-estar a tudo enfrenta com alegria e naturalidade, enquanto que,
noutras ocasiões, os mesmos incidentes produzem distúrbios e reações
imprevisíveis.
Todos podem
errar, e isso acontece amiúde, tendo o dever de perdoar-se, não permanecendo no
equívoco, ao tempo em que se esforcem para reparar o mal que fizeram.
Muitos males
são ao próprio indivíduo feitos, produzindo remorso, vergonha, ressentimento,
sem que haja coragem para revivê-los e liberar-se dos seus efeitos danosos.
Uma reflexão
em tomo da humanidade de que cada qual é possuidor, permitir-lhe-á entender que
existem razões que o levam a reagir, quando deveria agir, a revidar, quando
seria melhor desculpar, a fazer o mal, quando lhe cumpriria fazer o bem...
A terapia
moral pelo auto perdão impõe-se como indispensável para a recuperação do
equilíbrio emocional e o respeito por si mesmo.
Torna-se
essencial, portanto, uma reavaliação da ocorrência, num exame sincero e honesto
em torno do acontecimento, diluindo-o racionalmente e predispondo-se a dar-se
uma nova oportunidade, de forma que supere a culpa e mantenha-se em estado de
paz interior.
O auto
perdão é essencial para uma existência emocional tranquila.
Todos têm o
dever de perdoar-se, buscando não reincidir no mesmo compromisso negativo,
desamarrando-se dos cipós constringentes do remorso.
Seja qual
for a gravidade do ato infeliz, é possível repará-lo quando se está disposto a
fazê-lo, recobrando o bom humor e a alegria de viver.
Em face do
auto perdão, da necessidade de paz interior inadiável, surge o desafio do
perdão ao próximo, àquele que se tem transformado em algoz, em adversário
contínuo da paz.
Uma postura
psicológica ajuda de maneira eficaz e rápida o processo do perdão, que consiste
na análise do ato, tendo em vista que o outro, o perseguidor, está enfermo, que
ele é infeliz, que a sua peçonha caracteriza lhe o estado de inferioridade.
Mediante
este enfoque surge um sentimento de compaixão que se desenvolve, diminuindo a
reação emocional da revolta ou do ódio, ou da necessidade de revide, descendo
ao mesmo nível em que ele se encontra.
O célebre
cientista norte-americano Booker T. Washington, que sofreu perseguições
inomináveis pelo fato de ser negro, e que muito ofereceu à cultura e à
agricultura do seu país, asseverou com nobreza: Não permita que alguém o
rebaixe tanto a ponto de você vir a odiá-lo.
Desejava
dizer que ninguém deve aceitar a ojeriza de outrem, o seu ódio e o seu desdém a
ponto de sintonizar na mesma faixa de inferioridade.
Permanecer
acima da ofensa, não deixar-se atingir pela agressão moral, constituem o
antídoto para o ódio de fácil irrupção.
Sem dúvida,
existem os invejosos, que se comprazem em denegrir aquele a quem consideram
rival, por não poderem ultrapassá-lo; também enxameiam os odientos, que não se
permitem acompanhar a ascensão do próximo, optando por criar-lhes todos os
embaraços possíveis; são numerosos os poltrões que detestam os lidadores,
porque pensam que os colocam em postura inferior e se movimentam para
dificultar-lhes a marcha ascensional; são incontáveis aqueles que perderam o
respeito por si mesmos e auto realizam-se agredindo os lidadores do dever e da
ordem, a fim de nivelá-los em sua faixa moral inferior...
Deixa que a
compaixão tome os teus sentimentos e envolve-os na lã da misericórdia, quanto
gostarias que assim fizessem contigo, caso ainda te detivesses na situação em
que eles estagiam. Perceberás que um sentimento de compreensão, embora não de
conivência com o seu erro, tomará conta de ti, impulsionando-te a seguir
adiante, sem que te perturbes.
Sob o
acicate desses infelizes, aos quais tens o dever de compreender e de perdoar,
porque não sabem o que fazem, ignorando que a si mesmos se prejudicam, seguirás
confiante e invencível no rumo da montanha do progresso.
Ninguém
escapa, na Terra, aos processos de sofrimento infligido por outrem, em face do
estágio espiritual que se vive no planeta e da população que o habita ainda ser
constituída por Espíritos em fases iniciais de crescimento intelecto-moral.
Não te
detenhas, porque não encontres compreensão, nem porque os teus passos tenham
que enfrentar armadilhas e abismos que saberás vencer, caso não te permitas
compartilhar das mesmas atitudes dos maus.
Chegarás ao
termo da jornada vitoriosamente, e isso é o que importa.
O eminente
sábio da Grécia, Sólon, costumava dizer que nada pior do que o castigo do
tempo, referindo-se às ocorrências inesperadas e inevitáveis da sucessão dos
dias. Nunca se sabe o que irá acontecer logo mais e como se agirá.
Dessa forma,
faze sempre todo o bem, ajuda-te com a compaixão e o amor, alçando-te a
paisagens mais nobres do que aquelas por onde deambulas por enquanto.
Perdoa-te,
portanto, perdoando, também, ao teu próximo, seja qual for o crime que haja
cometido contra ti.
O problema
será sempre de quem erra, jamais da vítima, que se depura e se enobrece.
Pilatos e
Jesus defrontaram-se em níveis morais diferentes. A astúcia e a soberba num, a
sua glória mentirosa e a sua fatuidade desmedida. A humildade real, a grandeza
moral e a sabedoria profunda no outro, que era superior ao biltre representante
do poder terreno de César. Covarde e pusilânime, Pilatos não lhe viu culpa, mas
não o liberou, porque estava embriagado de ilusão sensorial, lavando as mãos,
em tomo da Sua vida, porém, não se liberando da responsabilidade na consciência.
Estoico e consciente Jesus aceitou a imposição arbitrária e infame, deixando-se
erguer numa cruz de madeira tosca, a fim de perdoar a todos e amá-los uma vez
mais, convidando-os à felicidade.
Perdoa,
pois, e auto perdoa-te
Joanna de Ângelis
Página
psico- grafada pelo médium Divaldo P. Franco, na sessão da noite de 4 de
janeiro de 2005, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.
sábado, 1 de outubro de 2016
“PORQUE ANDRÉ LUIZ FICOU OITO ANOS NO UMBRAL?”
Em Nosso Lar
é narrada a passagem de André Luiz pelo umbral. Ele ficou oito anos no umbral e
foi chamado, por outros espíritos, de suicida.
Depreende-se
do livro que ele era considerado suicida inconsciente, pois, mesmo sem o
propósito de tirar a própria vida, teve a vida encurtada pela falta de cuidado
com a saúde. O livro deixa perceber que ele era dado aos prazeres.
A partir
disso, alguns acham que ele bebia muito, ou que fumava e bebia, ou que bebia e
comia muito, ou que, além dessas coisas, era chegado ao meretrício. Talvez de
tudo um pouco, pois tudo isso era plenamente aceitável para os padrões sociais
da época.
Seja como
for, ao longo da série é possível perceber que André Luiz era mais do que um
simples homem do seu tempo, e se não demonstrou isso quando encarnado, sua vida
deve ter sido frustrante.
Fica claro,
pra mim, que André Luiz ficou oito anos no umbral principalmente pelo vazio em
que transformou a sua passagem pela matéria, desperdiçando as oportunidades
recebidas. Nascido num lar de classe média, tendo recebido boa educação e bons
estudos, fez da sua vida uma vidinha comum, sem emoções ou sobressaltos, sem
nada de realmente construtivo e útil.
A julgar
pela sua inteligência e boa vontade demonstrados nas suas narrações, teria
muito o que oferecer aos que conviveram com ele.
É isso o que
a maioria de nós faz. Quase todos recebemos boas oportunidades. Mesmo as
dificuldades enfrentadas são às vezes grandes vantagens, por nos proporcionar
ver as coisas por ângulos diferentes, por forjar o nosso caráter e por nos
proteger de facilidades que nos enfraqueceriam o aspecto moral.
E o que
fazemos das oportunidades recebidas? O que oferecemos de nós mesmos aos outros?
Mal cuidamos da família, às vezes nem da família, ou nem de nós mesmos… E temos
as velhas desculpas da incompreensão, ou da pobreza, ou da falta de apoio, ou
da falta de condições ideais.
Não é pra
isso que reencarnamos. Não é pra nos arrastarmos cheios de queixumes e revoltas
que recebemos a dádiva preciosa da reencarnação. Não é pra passar contando os
dias para que o domingo chegue pra desmaiar em frente à televisão que nós
ganhamos a oportunidade de um novo corpo físico.
Temos muito
o que fazer, temos muito a oferecer, a contribuir, a dar de nós mesmos. E a
aprender, e a ensinar, e a amar e perdoar. E compreender, e crescer e ajudar a
crescer. É possível. Tudo isso é possível. E não é tão difícil quanto possa
parecer a quem nunca tentou. Nascemos bebês, moles e frágeis, e um dia temos
que tentar nos equilibrar sobre as pernas, e dar um passinho à frente do outro.
É um grande desafio, que nós só conseguimos porque tentamos.
Não sei o
que André Luiz fez ou deixou de fazer com o seu corpo. Eu acho,
particularmente, que devemos ter o máximo cuidado com o corpo, que é o nosso
veículo de manifestação na matéria. Mas tenho certeza de que se ele tivesse
tido uma vida mais plena e construtiva e útil, sua passagem pelo umbral teria
sido bem mais curta.
Fonte:
Espírito Imortal
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
“PORQUE OS ESPÍRITAS NÃO TEMEM A MORTE”
As questões
941 e 942 do O Livro dos Espíritos falam sobre a preocupação com morte que
invade o íntimo da criatura. Inclusive os Espíritos colocam na resposta que ela
existe porque o homem não acredita no futuro e também a ideia do Céu e um
Inferno que os atormenta.
Posteriormente
Allan Kardec aprofunda essas respostas na obra O Céu e o Inferno – capítulo 2º
da 1ª parte Temor da Morte.
Causas do Temor da Morte
Este temor é
um efeito da sabedoria divina e uma consequência do instinto de conservação
comum a todos os viventes. Ele é necessário enquanto não se está
suficientemente esclarecido sobre a vida futura - a vida espiritual - assim é
que nos povos primitivos o futuro é uma vaga intuição e esse temor é
providencial.
À proporção
que o homem compreende melhor a vida futura dá-lhe uma compreensão maior e ele
aguarda serenamente esse instante natural para todos nós.
A
compreensão errada da vida futura do que o aguarda no mundo espiritual é o que
mais o apavora. Em primeiro lugar a morte é apresentada como castigo, o fim de
tudo, o quadro apresentado pelas religiões sobre o Inferno e as Penas Eternas,
são realmente difíceis de aceitar, mesmo pelos religiosos. Quanto ir para o
Céu, quase ninguém admite possuir as condições necessárias. Para aqueles que
nada creem percebem aterrorizados que tudo que constituíram laços de família,
sentimentos, afeições, trabalhos, entes querido desaparecem e isso faz com que
o temor da morte aumente com a vinda da velhice.
A doutrina
espírita transforma completamente a perspectiva do futuro. A vida futura deixa
de ser uma hipótese para ser realidade.
O estado das
almas depois da morte não é mais um sistema, porem um resultado de observação.
Ergueu-se o véu; o mundo espiritual aparece-nos na plenitude
da sua realidade prática; não foram os homens que a descobriram pelo esforço de
uma concepção engenhosa, são os próprios habitantes desse mundo
que nos vem descrever a sua situação; aí os vemos de todos os graus da escala
da vida espiritual, em todas as fases da felicidade ou da desgraça,
assistindo enfim, a todas as peripécias da vida de além tumulo. Eis aí porque
os espíritas encaram a morte calmamente e se revestem de
serenidade
nos seus últimos momentos sobre a terra.
Já não é só
a esperança, mas a certeza que o conforta; sabem que a vida futura é a
continuação da vida terrena em melhores condições e aguardam-na com a mesma
confiança que aguardariam o despontar do sol após uma noite de
tempestade. Os motivos desta confiança decorrem, outrossim, dos fatos
testemunhados e da concordância desses fatos com a lógica, com a justiça e
palavra de Deus, correspondendo às íntimas aspirações da humanidade.
Para os
espíritas, a alma não é uma abstração; ela tem um corpo etéreo que a define ao
pensamento, o que muito é para fixar as ideias sobre a sua individualidade,
aptidões e percepções.
As
lembranças dos que nos são caros repousa sobre alguma coisa real. Não se nos
apresentam mais como chamas fugitivas que nada falam ao pensamento, porém sob
uma forma concreta que antes no-los mostra como seres viventes.
Além, disso,
em vez de perdidos nas profundezas do Espaço, estão ao redor de nós; o mundo
corporal e o mundo espiritual identificam-se mutuamente.
Não mais
permissível é a duvida sobre o futuro, desaparece o temor da morte; encara-se a
sua aproximação a sangue frio, como quem aguarda a libertação pela porta da
vida e não do nada.
Trecho do
livro:
“O céu e o
inferno “ de Allan Kardec
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𝗖𝗢𝗠𝗢 𝗢𝗦 𝗥𝗘𝗟𝗔𝗖𝗜𝗢𝗡𝗔𝗠𝗘𝗡𝗧𝗢𝗦 𝗙𝗜𝗖𝗔𝗠 𝗔𝗧𝗥𝗘𝗟𝗔𝗗𝗢𝗦 𝗡𝗔𝗦 𝗥𝗘𝗘𝗡𝗖𝗔𝗥𝗡𝗔𝗖̧𝗢̃𝗘𝗦.
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