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sexta-feira, 10 de março de 2017

“ENFERMIDADES DA ALMA”

Sendo o cérebro humano um conjunto de equipamentos muito delicados para os ministérios que lhe dizem respeito, prossegue profundamente ignorado na sua essencialidade embora as notáveis conquistas alcançadas pelos estudiosos especializados.
A começar pelas recuadas doutrinas dos humores, de Galeno, até as demonstrações de Gal com a frenologia, e mesmo através dos avançados conhecimentos dos neurônios e suas funções, assim como das admiráveis identificações das finalidades dos seus hemisférios esquerdo e direito, um largo pélago já foi conquistado.
Apesar disso, uma infinidade de funções ainda permanece por ser mapeada e estabelecidas as suas relações com a vida pensante, comportamental, emocional e orgânica dos seres humanos.
No que diz respeito à saúde, a sua ação é decisória na criatura, em razão de ser o decodificador do pensamento e direcionador dessa onda extraordinária, que é portadora de energia pouco conhecida, mas definidora de rumos na existência corporal.
Acionado pelo Espírito que lhe exerce o controle, e que lentamente se vem assenhoreando de todos os recursos que lhe são inerentes, dele dimanam os complexos mecanismos que predispõem ao equilíbrio do individuo ou às várias disfunções que o perturbam, refletindo-se como enfermidades do mais variado teor.
Isto porque, através do perispírito que lhe transmite as necessidades da evolução, face às impressões que mantém gravadas nas suas tênues tecelagens vibratórias, sob a diretriz do Espírito reflete as ondas mentais equivalentes, que se transformam em pensamentos saudáveis ou enfermiços.
Centro de comando de toda a organização somática, o cérebro processa os fenômenos degenerativos assim como as resistências que enfrentam a vida bacteriológica através do sistema imunológico, assimilando ou eliminando os fatores cármicos que procedem dos atos anteriores do ser nas suas reencarnações passadas.
Em razão disso, abre espaço para os tormentos da consciência de culpa, que se lhe insculpe em forma de auto obsessão, revivendo acontecimentos danosos ou congelantes de vivências anteriores, de que se não pôde o Espírito libertar. Outras vezes, é receptor fácil de ondas-pensamento sonorizadas que o agridem, direcionadas por adversários vigorosos de ambos os planos da vida ou afetos desastrados que transformam a paixão da sensualidade em apelos doentios que terminam por afetar aquele a quem são dirigidos, não possua esse a harmonia interior ou os hábitos saudáveis da oração como dos pensamentos superiores, que o impermeabilizam em relação às contínuas emissões.
Simultaneamente, os estados depressivos que proporcionam pensamentos pessimistas e nefastos, contribuem largamente para o agravamento do transtorno neurótico, como também abrem brechas para a instalação de obsessões danosas, quando não de fenômenos que deterioram a máquina celular, propiciando a instalação de doenças variadas.
Mantendo-se por muito tempo em incubação no organismo, os vírus permanecem inativos até que o seu hospedeiro emita ondas vibratórias que lhes vitalizam a organização, favorecendo lhes a multiplicação devastadora, quase sem limite.
No caso, por exemplo, do HIV – o vírus da Síndrome de Imunodeficiência Adquirida – que se inoculou no organismo humano através da promiscuidade sexual e hoje constitui ameaça grave à sociedade, em razão de poder ser adquirido mediante transfusões de sangue contaminado, do orgasmo, das picadas em rodas de drogas injetáveis com agulhas infectadas, a mente da vítima exerce um papel preponderante no seu desenvolvimento e destruição. Nesse campo, de forma preponderante, funcionam negativamente os sentimentos de culpa, de cólera, de desamor e de rebeldia que oferecem vitalidade ao vírus diruptivo, que investe contra o sistema de defesas e faculta a instalação das doenças parasitas que ceifam a vida física das vítimas que lhe tombam inermes.
O mesmo ocorre com vários tipos de neoplasias malignas, em razão da existência de uma consciência embrionária na célula, que é ativada pela consciência espiritual do ser. Quando o individuo se torna portador de câncer e a sua conduta mental se altera para pior, em razão dos pensamentos perturbadores e tóxicos, é compreensível que as resistências do psiquismo celular sofram decorada, facilitando a ampliação do campo degenerativo e, por consequência, a instalação de metástases irreversíveis.
Essas ocorrências têm lugar em todos os processos degenerativos do organismo – sejam por contaminação, por traumatismos, por problemas genéticos – e no pensamento se encontram os fatores que podem propiciar a recuperação, pelo menos parcial – quando se tratar de efeito contundente de ações dolosas do passado – ou mesmo recuperação total – mediante a instalação da saúde.
Jesus sempre recomendava àqueles a quem curava que se cuidassem, evitando pecar, atentar contra o equilíbrio das leis, a fim de que não lhes acontecesse algo pior. Isso porque, a conduta malsã induz o pensamento ao vicio do cultivo de ideias perturbadoras que passam a gravitar em torno de quem as emite, contribuindo-lhe para o desequilíbrio físico, psíquico e emocional.
As doenças, sejam quais forem, são estados anômalos do Espírito, que os exterioriza no corpo como ocorrência depuradora que se lhe faz necessária, a fim de equilibrar-se ante a Vida Estuante da qual procede e em que se encontra.
Certamente, talvez sem reconhecer essa realidade do ser preexistente ao berço e sobrevivente ao túmulo, a Organização Mundial da Saúde, define que o bem-estar físico, mental e social é um estado saudável.
Nem sempre a ausência de enfermidade pode significar saúde, porquanto, instalada no Espírito em débito, lentamente viaja na direção do corpo em que se revelará, e ao ser identificada pelas sensações de dor que provoca, assim como em razão de outros distúrbios que produz, o individuo já era enfermo sem o saber. Enquanto, todavia, mantenha o bem-estar físico, mental e o trânsito social harmônico, poderá considerar-se pessoa com saúde, e mesmo que determinados comportamentos enfermiços se lhe apresentem, mediante o bom direcionamento da mente poderá prosseguir feliz, sem permitir-se derrapar no desânimo ou nos estados mórbidos que representam enfermidades da alma.
A saúde é, desse modo, o estado natural da vida.
Que se saiba, Jesus jamais enfermou, apresentando-se sempre idealista e equilibrado, mesmo quando açodado por provocações insensatas ou fustigado para os debates inúteis, muito do agrado das personalidades doentias de ontem como de hoje.
Nunca se escusou ao trabalho, ao socorro a todos quantos O buscavam, demonstrando a sua perfeita estabilidade emocional e harmonia física, na condição de Espírito Superior cuja trajetória fez-se toda assinalada pelo amor e pela ação dignificadora.
Nos refolhos do ser espiritual pois, se encontram as matrizes das enfermidades, e aí, portanto, deverão ser tratadas, sem o que podem cessar os efeitos momentaneamente, postergando, porém, o prosseguimento desses sucessos perniciosos e destrutivos.
Nunca será demãos expor que o pensamento é o agente catalisador das ocorrências que envolvem o ser humano. Se, por acaso, as ações não encontram o agente mental desencadeador na atualidade, é porque permanece no ontem sombrio do viajor espiritual.
Assim sendo, é indispensável que se renovem os pensamentos sempre e sem cessar para melhor, criando-se hábitos saudáveis e dinamizando-se as atividades enriquecedoras de bênçãos, a fim de que o estado de bem-estar permaneça como o divisor dos diferentes estágios da atividade humana.
Naturalmente, muitos episódios de carência na área da saúde se apresentam em todas as vidas, mas isso não constitui motivo de preocupação, antes faz parte do desenvolvimento das funções orgânicas vitais, das auto reparações das peças internas da máquina física, sem qualquer prejuízo para a harmonia geral do corpo e da mente.

Autor.:Divaldo Pereira Franco-Joanna de Angelis (Espírito)

Do Livro: Dias Gloriosos

“O DESAFIO DAS DOENÇAS ESPIRITUAIS. ”

A medicina humana não admite a existência do Espírito, não reconhecendo, consequentemente, as doenças espirituais. No passado, porém, durante séculos, o Espírito era considerado causa de doença, principalmente na loucura onde parecia evidente seu parentesco com o mal. Quando a Medicina começou a descobrir a fisiologia mecanicista dos fenômenos biológicos, excluiu dos meios acadêmicos a participação da alma, inclusive na criação dos pensamentos, que passaram a ser vistos como "secreção" do cérebro, e as doenças mentais, como distúrbios da química dos neurônios.
     O médico espírita que pretender retomar, nos dias de hoje, a discussão sobre as doenças espirituais precisa expurgar, em primeiro lugar, a "demonização" das doenças, um ranço medieval que ainda contamina igrejas e repugna o pensamento médico atual.
     A medicina moderna aprendeu a ajuizar os sintomas e os desvios anatômicos, usando sinais clínicos para fazer as classificações das doenças que conseguiu identificar. Para as doenças espirituais, porém, fica faltando conhecer "o lado de lá" de cada paciente para podermos dar um diagnóstico correto para cada necessitado. Já no século XVII, Paracelso atribuía causas exteriores ou perturbações internas aos doentes mentais, destacando os lunáticos (pela interferência das fases e movimentos da Lua), os insanos (pela hereditariedade), os vesanos (pelo abuso de bebida ou  mau uso de alimentos) e os melancólicos (por um vício de natureza interna).
     Para as doenças espirituais também percebemos causas externas e internas. Por enquanto, nossa visão parcial nos permite apenas uma proposta onde constem as possíveis causas da doença espiritual, sem o rigor que uma avaliação individual completa exigiria, adotando-se para tanto a seguinte classificação: doenças espirituais auto induzidas (por desequilíbrio vibratório e auto obsessão), doenças espirituais compartilhadas(por vampirismo e obsessão), mediunismo e doenças cármicas.
As Doenças Espirituais auto induzidas
Por desequilíbrio vibratório      
     O perispírito é um corpo intermediário que permite ao espírito encarnado exercer suas ações sobre o corpo físico. Sua ligação é feita célula a célula, atingindo a mais profunda intimidade dos átomos que constitui a matéria orgânica do corpo físico. Esta ligação se processa pelas vibrações de cada um dos dois corpos - físico e espiritual - cujo "ajuste" exige uma determinada sintonia vibratória. Como o perispírito não é prisioneiro das dimensões físicas do corpo de carne, podendo manifestar suas ações além dos limites do corpo físico pela projeção dos seus fluidos, a sintonia e a irradiação do perispírito são dependentes unicamente das projeções mentais que o espírito elabora, do fluxo de ideias que construímos. De maneira geral, o ser humano ainda perde muito dos seus dias comprometido com a crítica aos semelhantes, o ódio, a maledicência, as exigências descabidas, a ociosidade, a cólera e o azedume entre tantas outras reclamações levianas contra a vida e contra todos. Como o vigiai e orai ainda está distante da nossa rotina, desajustamos a sintonia entre o corpo físico e o perispírito, causando um “desequilíbrio vibratório". Essa desarmonia desencadeia sensações de mal-estar, como a estafa desproporcional e a fadiga sistemática, a enxaqueca, a digestão que nunca se acomoda, o mau humor constante e inúmeras outras manifestações tidas como "doenças psicossomáticas". Ainda nos dedicamos pouco a uma reflexão sobre os prejuízos de nossas mesquinhas atitudes, principalmente em relação a um comportamento mental adequado.
Por auto obsessão
     O pensamento é energia que constrói imagens que se consolidam em torno de nós. Impressas no perispírito elas formam um campo de representações de nossas ideias. À custa dos elementos absorvidos do fluido cósmico universal, as ideias tomam formas, sustentadas pela intensidade com que pensamos nelas. A matéria mental constrói em torno de nós uma atmosfera psíquica (psicosfera) onde estão representados os nossos desejos. Neste cenário, estarão todos os personagens que nos aprisionam o pensamento pelo amor ou pelo ódio, pela indiferença ou pela proteção, etc. Medos, angústias, mágoas não resolvidas, ideias fixas, desejo de vingança, opiniões cristalizadas, objetos de sedução, poder ou títulos cobiçados, tudo se estrutura em "ideias-formas" na psicosfera que alimentamos, tornando-nos prisioneiros dos nossos próprios fantasmas. A matéria mental produz a "imagem" ilusória que nos escraviza. Por capricho nosso, somos, assim, "obsedados" pelos nossos próprios desejos.
As doenças espirituais compartilhadas
Por vampirismo
     O mundo espiritual é povoado por uma população numerosíssima de Espíritos, quatro a cinco vezes maior que os seis bilhões de almas encarnadas em nosso planeta. Como a maior parte desta população de Espíritos deve estar habitando as proximidades dos ambientes terrestres, onde flui toda a vida humana, não é de se estranhar que esses Espíritos estejam compartilhando das nossas condutas. Podemos atraí-los como guias e protetores, que constantemente nos inspiram, mas também a eles nos aprisionar pelos vícios - o álcool, o cigarro, as drogas ilícitas, os desregramentos alimentares e os abusos sexuais. Pare todas essas situações, as portas da invigilância estão escancaradas, permitindo o acesso de entidades desencarnadas afins. Nesses desvios da conduta humana, a mente do responsável agrega em torno de si elementos fluídicos com extrema capacidade corrosiva de seu organismo físico, construindo para si mesmo os germens que passam a lhe obstruir o funcionamento das células hepáticas, renais e pulmonares, cronificando lesões que a medicina considera incuráveis. As entidades espirituais viciadas compartilham dos prazeres do vício que o encarnado lhes favorece e ao seu tempo estimulam-no a nele permanecer. Nesta associação, há uma tremenda perda de energia  por parte do encarnado. Daí a expressão vampirismo ser muito adequada para definir esta parceria.
Por obsessão     
     No decurso de cada encarnação, a misericórdia de Deus nos permite usufruir das oportunidades que melhor nos convém para estimular nosso progresso espiritual. Os reencontros ou desencontros são de certa maneira planejados ou atraídos por nós para os devidos resgates ou para facilitar o cumprimento das promessas que desenhamos no plano espiritual. É assim que, pais e filhos, reencontram-se como irmãos, como amigos, como parceiros de uma sociedade. Marido e mulher que se desrespeitaram, agora se reajustam como pai e filha, chefe e subalterno ou como parentes distantes, que a vida dificulta a aproximação. As dificuldades da vida de uma maneira ou de outra vão reeducando a todos. Os obstáculos que à primeira vista parecem castigo ou punição trazem no seu emaranhado de provas a possibilidade de recuperar danos físicos ou morais que produzimos no passado.
     No decorrer de nossas vidas, seremos sempre  ganhadores ou perdedores na grande luta da sobrevivência humana. Nenhum de nós percorrerá essa jornada sem ter que tomar decisões, sem deixar de expressar seus desejos e sem fazer suas escolhas. É aí que muitas e muitas vezes contrariamos as decisões, os desejos e as escolhas daqueles que convivem próximo a nós. Nos rastros das mazelas humanas, nós todos, sem exceção, estamos endividados e altamente comprometidos com outras criaturas, também exigentes como nós, que como obsessores vão nos cobrar noutros comportamentos, exigindo-nos a quitação de dívidas que nos furtamos em outras épocas. Persistem como dominadores implacáveis, procurando nos dificultar a subida mais rápida para os mais elevados estágios da espiritualidade. Embora a ciência médica de hoje ainda não a traga em seus registros, a obsessão espiritual, na qual uma criatura exerce seu domínio sobre a outra, é, de longe, o maior dos males da patologia humana.
Por mediunismo
     São os quadros de manifestações sintomáticas apresentadas por aqueles que, incipientemente, inauguram suas manifestações mediúnicas. Com muita frequência, a mediunidade se manifesta de forma tranquila e é tida como tão natural que, o médium, quase sempre ainda muito jovem, mal se dá conta de que o que vê, o que percebe e o que escuta de diferente. Outras vezes, os fenômenos são apresentados de forma abundante e o principiante é tomado de medos e inseguranças, principalmente, por não saber do que se trata. Em outras ocasiões, a mediunidade é atormentada por espíritos perturbadores e o médium se vê às voltas com uma série de quadros da psicopatologia humana, ocorrendo crises do tipo pânico, histeria ou outras manifestações que se expressam em dores, paralisias, anestesias, "inchaço" dos membros, insônia rebelde, sonolência incontrolável, etc. Uma grande maioria tem pequenos sintomas psicossomáticos e se sente influenciada ou acompanhada por entidades espirituais. São médiuns com aptidões ainda muito acanhadas, em fase de aprendizado e domínio de suas potencialidades, uma tenra semente que ainda precisa ser cultivada para se desabrochar.
Por "doenças cármicas" (compromissos adquiridos)
     A "doença cármica" é antes de mais nada uma oportunidade de resgate e redenção espiritual. Sempre que pelas nossas intemperanças desconsideramos os cuidados com o nosso corpo e atingimos o equilíbrio físico ou psíquico do nosso próximo, estamos imprimindo estes desajustes nas células do nosso corpo espiritual. É assim que, na patologia humana, ficam registrados os quadros de "lúpus" que nos compromete as artérias, do "pênfigo" que nos queima a pele, das "malformações" de coração ou do cérebro, da "esclerose múltipla" que nos imobiliza no leito ou das demências que nos compromete a lucidez e nos afasta da sociedade.
     Precisamos compreender que estas e todas as outras manifestações de doença não devem ser vistas como castigos ou punições. O Espiritismo ensina que as dificuldades que enfrentamos são oportunidades de resgate, as quais, com frequência fomos nós mesmos quem as escolhemos para acelerar nosso progresso e nos alavancar da retaguarda, que às vezes nos mantém distantes daqueles que nos esperam adiante de nós. Mais do que a cura das doenças, a medicina tibetana, há milênios atrás, ensinava que médicos e pacientes devem buscar a oportunidade da iluminação. Os padecimentos pela dor e as limitações que as doenças nos trazem sempre possibilitam esclarecimento, se nos predispormos a buscá-lo. Mais importante do que aceitar o sofrimento numa resignação passiva e pouco produtiva é tentar superar qualquer limitação ou revolta, para promovermos o crescimento espiritual, através desta descoberta interior e individual. (Dr. Nubor Orlando Facure - Neurologista) - Artigo inserido no Jornal Espírita de julho de 2004
Medicina e Espiritualidade


quinta-feira, 9 de março de 2017

"JESUS NÃO SALVA NINGUÉM. ”

A maior parte da cristandade tem Jesus como o Salvador. Jesus não salva ninguém, pois isso requer uma atitude íntima, só se salva quem quer. Entendem que Jesus morreu crucificado para pagar os nossos pecados. Como se fosse possível que os erros cometidos por um fossem resgatados por outro. Cada um colhe aquilo que plantou, e ninguém, por melhor que seja, pode reajustar o que nós desajustamos.
Seria muito injusto se Jesus quitasse as dívidas de todos. Cada um tem a conta de um tamanho diferente. Uns devem mais, outros devem menos. Uns se comportaram direitinho, outros aprontaram muito. Não seria nada equitativo se um salvador externo pagasse tudo por todos, indistintamente. É uma visão muito infantil.
Jesus não é salvador
Você acha que Jesus pode salvar você?
O fato é que Jesus não salva ninguém. Jesus não pode salvar ninguém. Só é salvo quem quer, e isso é uma atitude individual, íntima, de si para consigo.
É comum ouvirmos pessoas dizerem que estão pagando por erros passados, que estão quitando o seu carma, que estão resgatando dívidas. Muitos espíritas ainda acreditam em castigo divino! A primeira pergunta do primeiro livro espírita fala de Deus, e ainda há muitos que pensam que Deus castiga.
A Lei de causa e efeito se encarrega de promover oportunidades de reajuste. Ninguém escapa dos resultados de suas ações. Se tiver algum merecimento, pode escolher, até certo ponto, as condições de reencarne, mas o reajuste terá que acontecer de qualquer jeito. Então se queixam de que a sua prova é muito dura, que o seu fardo é muito pesado, que só pode ser castigo. Não. Na verdade, o que importa, mesmo, não é o gênero de prova, mas o que se propõe a aprender com ela.
Porque tudo é aprendizado. Para quem acredita num Deus soberanamente justo e bom, para quem entendeu o mecanismo das Leis que nos regem a Vida, é até um contrassenso falar em expiação. Não importa se as características de nossas vidas são expiações ou provas, não interessa em que degrau da escada evolutiva nós estamos. Tudo é oportunidade de aprendizado. Voltamos à matéria para aprendermos o que ainda não tínhamos aprendido.
Na escola, quem não aprendeu toda a matéria deve repetir o ano. Em relação à Vida ocorre o mesmo. Os quesitos em que falhamos teremos que repetir, às vezes em condições mais duras, que é pra consolidar o aprendizado. Mas cada vez que reencarnamos estamos sendo abençoados com mais uma chance, é mais uma demonstração da misericórdia infinita de Deus, que sempre nos perdoa e concede novas oportunidades de tentarmos novamente.
Deus não castiga, Deus perdoa. Perdoa sempre. Quando desencarnamos, já estamos perdoados. O que colhemos não é castigo de Deus, mas fruto de nossas próprias imperfeições e da desarmonia que causamos. Deus nos perdoa e nos deixa livres para tentarmos outra vez. Nós é que temos que nos perdoar, nos comprometer com a rearmonização e nos empenharmos em salvar a nós mesmos.
É você quem deve salvar a si mesmo. Jesus mostrou o caminho. Quem deve segui-lo é você. Não há salvação vinda de fora, a salvação deve partir de dentro de você. A isso chamamos reforma íntima. Reforme-se e estará se salvando. Estará se despojando do homem velho para dar lugar ao homem novo. Essa autos salvação tem início com o desenvolvimento da Vontade e da Razão. Vontade firme e forte para fazer o que se sabe, comprovadamente, que é o certo. Razão para distinguir o que é real e o que é quimera, o que é importante e o que é superficial.
Quando se fala em autoajuda, no âmbito espírita, nota-se algum preconceito. Mas para salvar a si mesmo é preciso ajudar a si mesmo. Isso não é autoajuda? Eu acho que é. As religiões em geral esperam por uma alto ajuda, uma ajuda vinda de fora. O espírita sabe que deve ajudar a si mesmo, deve auto ajudar-se. As religiões em geral esperam uma altos salvação, esperam que Jesus as salve. O espírita sabe que deve autos salvar-se, despertando dentro de si mesmo o seu Cristo interno.

Morel Felipe Wilkon

“A SEGUNDA VINDA DO CRISTO -VISÃO ESPÍRITA. ”

Muita gente, mesmo no meio espírita, encarou a entrada do Terceiro Milênio como um período apocalíptico.
Imaginou-se Jesus chegando, acompanhado de todos os anjos, sentado num trono glorioso, e todos os povos da Terra reunidos diante Dele, e Ele separando os justos (trigos) dos injustos (joios), para a chegada do Reino Divino. Este tipo de comportamento é próprio da imaturidade humana.
Observemos um detalhe: Se os escolhidos forem OS MANSOS E PACÍFICOS como afirmou Jesus em "O Sermão da Montanha", nosso Planeta ficará às moscas. Pois, poucos podem dizer que deixaram de ser agressivos.
Como disse Chico Xavier: “devemos lembrar que a Humanidade conquistará os valores espirituais ao longo de vários séculos, através de muitas reencarnações, que possibilitarão a promoção de nosso planeta. Até lá, teremos muitas idéias renovadoras, apresentadas e vivenciadas por missionários que já estão encarnados entre nós ou outros que ainda virão, para estimularem as criaturas humanas nos caminhos da renovação.” Portanto, a separação acontecerá na medida em que retornarmos ao Além (ao desencarnarmos). Os Espíritos que persistirem no mal (OS JOIOS) encarnarão em planetas inferiores. Os bons (OS TRIGOS) herdarão a Terra, ou seja, continuarão a encarnar na Terra para desfrutarem de um mundo melhor.
Jesus, ao se despedir dos discípulos, antes da crucificação, conforta dizendo: "Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora." E lhes anuncia: "Se me amais, guardai os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai e ele vos dará outro Consolador a fim de que esteja para sempre convosco. Ele é o Espírito de Verdade, quem o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece (POR SER ESPIRITUAL). Vocês o conhecem, porque ele mora com vocês, e estará com vocês. Eu não deixarei vocês órfãos, mas voltarei para vocês. Mas o Consolador, o Espírito Santo, que o Pai vai enviar em meu nome, ele ensinará a vocês todas as coisas e fará vocês lembrarem tudo o que vos disse."
Jesus deixou claro que tem muito a nos ensinar, mas se nos dias atuais muitas pessoas não suportam ouvir falar sobre a reencarnação, por exemplo, imaginemos naquela época.
Notemos também que o Consolador prometido não é Jesus, é o Espírito de Verdade ou Espírito Santo, ou seja, não é uma pessoa encarnada, mas sim de natureza espiritual. Então, nós espíritas, acreditamos que Jesus cumpriu sua promessa, voltando através do Espiritismo, ou seja, pela doutrina ditada pelos Espíritos, através de vários médiuns, e organizada por Kardec.
ENTÃO O ESPIRITISMO É A RELIGIÃO DO FUTURO? Segundo Léon Denis, o Espiritismo não é a religião do futuro, mas o futuro das religiões, ou seja, as religiões se renderão a reencarnação, a comunicação com os "mortos", terão uma ligação direta entre a criatura e o Criador, sem intermediários, sem rituais, sem pagamentos, sem trocas, sem barganhas, sem superstições e sem sacerdócio profissional.
O Espiritismo veio relembrar os ensinamentos de Jesus (confirmar sua missão), permanecer conosco (não em pessoa, mas espiritualmente), conduzir a toda a verdade (que antes não suportaríamos).
Mas é exatamente o que o Espiritismo faz, por meio das manifestações dos bons Espíritos. Invisíveis, mas atuantes, longe de negar ou destruir o Evangelho. Faz com que adoremos a Deus pela elevação do pensamento a Ele, com fervor e com sinceridade, fazendo o bem e evitando o mal, sem precisarmos de qualquer manifestação exterior para cultos, pois o principal templo para culto da Presença Divina é a CONSCIÊNCIA.
Portanto, o Reino, como ensina Jesus, é uma realização interior, uma construção íntima, uma disposição para cumprir as leis divinas, que se resumem no amor e se exprimem no serviço ao semelhante. Onde as pessoas cumprem essa orientação, instala-se o Reino, alicerçado em seus corações.
Como disse irmão X, através da psicografia de Chico Xavier: "Cada um de nós é um mundo, onde o Cristo deve renascer." Portanto, preparemos este mundo, para que Ele renasça em nós, ou seja, que nossos atos, palavras e pensamentos lembrem a presença Dele. Então, a volta de Jesus será simbólico, ou seja, Ele estará presente em nossas ações, ou melhor, nossas ações lembrarão Jesus.
Acreditamos que, a vinda do Cristo se dará na continuação que daremos naquilo que Ele fez e pediu que fizéssemos. Como cultivar a solidariedade, para que desapareçam as diferenças sociais, os preconceitos, as lutas de classes, as disputas, os crimes, as explorações. Daí, um mundo novo se instalará na Terra.

Grupo de estudos “Allan Kardec.”. Compilação de Rudymara

quarta-feira, 8 de março de 2017

“O ESPÍRITO SABE O DIA QUE VAI DESENCARNAR?"

Antes da desencarnação o espírito sente um sutil desprendimento porque  no seu íntimo mais profundo pressente e sente que algo lhe força a distanciar-se da terra. A pessoa não sabe que isso é a chegada do desencarne e, na verdade essa sensação pode ser também a abertura de um dom mediúnico e não o desencarne, mas a sensação é semelhante. Muitas vezes a pessoa que sente isso procura estar perto dos que mais ama e sente muita vontade de abraçar e demonstrar amor. A sensibilidade fica aguçada e muitas vezes sente cheiro de perfume de flores, porque os seus sentidos paladar, visão, audição, tato e olfato ficam mais sensíveis e receptivos a comunicação espiritual. Animais às vezes captam a mesma sensação e manifestam segundo sua forma de expressão. Este é o mistério que envolve o dia do desencarne ou o desdobramento de um dom mediúnico.
No momento da Morte:
Este é um dos fenômenos mais singulares que ocorrem em todos os casos de morte natural e, até mesmo, em algumas mortes subitâneas, por acidentes diversos.
A pessoa, nos instantes finais de sua existência, vê passar diante de si, como numa tela de cinema ou num monitor de vídeo, toda a Vida que está prestes a deixar. Os primeiros meses do renascimento, a pré-infância, a infância, a puberdade, a adolescência, a juventude e a fase adulta, tudo, tudo que foi experimentado em cada um desses estágios do desenvolvimento bio-psicológico do ser humano, vem à tona com uma riqueza de pormenores, absolutamente, incomum.
Deve-se este fenômeno ao registro minucioso feito pelo corpo perispiritual de todos os acontecimentos vividos pelo ser humano em cada uma de suas existências. Nada deixa de ser fixado pelo envoltório sutil da alma, e é, graças a essa transcrição minuciosa, que podemos, aqui mesmo, em nosso mundo e, mais tarde, na Vida Espiritual, lembrar-nos de todas as nossas existências pregressas.
Essa visão retrospectiva possibilita ao ser uma contemplação crítica e analítica de todas as ações por ele praticadas, durante a última existência, num prévio julgamento consciencial, com vistas à situação que ele merece na Pátria Espiritual.
Através desse retrospecto, pode o espírito avaliar a imensa distância que ainda o separa de um viver, realmente, pautado dentro da legislação divina. Por outro lado, verifica-se, também, que até o centavo que um dia doamos, como esmola, ao mais humilde dos pedintes, ali está registrado.
0 fenômeno é instantâneo. Acontece num átimo. O que mais importa, entretanto, não é a sua duração, mas a sua qualidade. Mesmo os segredos mais íntimos que, por vezes, o ser humano reprime para o seu inconsciente, vêm à tona com absoluta fidelidade, numa demonstração de que nada permanecerá enterrado, para sempre, nos porões da mente.
E isto apenas confirma as palavras de Jesus, quando disse:
Nada há oculto que não venha, um dia, a ser conhecido.
Nessa retrospectiva, os fatos negativos servem de advertência, e possibilitam ao espírito entrever as consequências cármicas que, no futuro, eles desencadearão. Isto nas almas -mais esclarecidas, com senso de responsabilidade e noções precisas de Vida Eterna e reencarnação. Já os fatos positivos, também recordados, servem como estímulo a um maior crescimento moral e espiritual nas novas dimensões da Vida em que a alma está penetrando.
0 grande vate português Luiz de Camões, em soneto célebre, afirma: – Numa hora, encontro mil anos e é de jeito que em mil anos não encontro uma hora… De fato, o tempo psicológico do espírito e suas vivências espirituais não são medidos exteriormente com os parâmetros habituais dos ponteiros dos relógios. Esse tempo não cronológico, representado pelo acúmulo de experiências vividas, só pode ser avaliado, interiormente, em visões retrospectivas, no instante da morte, ou nos estados de emancipação da alma. No sonho, no sono hipnótico ou sonambúlico, é perfeitamente possível ao espírito reviver, em segundos, fatos que ocuparam, por vezes, metade de uma existência.
Ao despertar no Além e na posse integral dessa visão panorâmica de sua última existência, o espírito transformar-se-á no grande juiz de si mesmo, no tribunal silencioso de sua consciência…*************
Equipe do CVDEE-Cap. 25 do livro Morrer e Depois

Autor: Waldo Lima do Valle

"SINAIS QUE NORMALMENTE AS PESSOAS SENTEM ANTES DE MORRER."

Todo mundo já ouviu aquela velha frase clichê, “a única certeza que temos na vida é a morte’, e por mais repetitiva que ela seja, não podemos negar a sua óbvia razão. E é por isso também, que uma série de crenças e especulações são feitas sobre esse momento, afinal, o que exatamente podemos sentir quando a morte é iminente?
Um estudo realizado com 150 pessoas que passaram pela experiência de quase morte, tentou definir quais situações eram mais recorrentes, e nós aqui da Fatos, criamos uma listinha para vocês, mas vamos aproveitar que o assunto é esse, e também descobrir o que exatamente acontece com o nosso corpo quando entramos em estado de coma.  
Claro que estes sinais só valem para doentes terminais. 
1- Paz, serenidade e bem estar
Um estudo realizado pela Universidade do Arizona, EUA, que estudou cerca 150 pessoas que passaram pela experiência de EQM, conhecida popularmente como experiência de quase morte, registrou que apenas 3% dos indivíduos categorizavam a experiência como negativa, já o resto dos participantes, incluindo aqueles que alegavam possuir certo medo de “irem para o inferno” narraram que sentiram uma sensação de paz, serenidade e bem estar inigualável, sensação a qual, nunca mais sentiram em toda a sua vida.
2- Alucinações:
Uma média entre 6% e 23% dos indivíduos que passaram pela experiência de quase morte relataram ter vivido experiências místicas, que variavam entre: túneis que terminavam em luzes, encontros com seres igualmente luminosos e memórias de uma consciências descoladas do corpo físico. Pois bem, segundo os olhos da ciência, essas alucinações acontecem devido o estado de perturbação do cérebro, mas para muitas pessoas, inclusive as que vivenciaram a situação, a experiência é mística e espiritual.
3- Retrospectiva:
Provavelmente você já escutou por ai que um pouco antes de morrer é comum que algumas pessoas consigam “ver um espécie de filme” de suas próprias vidas, e de fato, algumas pessoas narraram ter passado por tal experiência, mas isso só tem chances de acontecer com pessoas que não estão morrendo de doenças que causam dor por exemplo, visto que nesse caso, o paciente é 100% dopado, e muitas das vezes falece sem nem mesmo se dar conta do que aconteceu. Além disso o conceito de “filme retrospectivo” é relativo, mas obviamente quando se está a beira da divida entre a vida e a morte, e você tem ciência disso, é natural mentalizar e pensar em seus familiares e momentos mais especial por exemplo.
4- Espontaneamente pedir perdão por equívocos do passado
Mais uma vez vale a pena ressaltar que esse tipo de sentimento pode acarretar pessoas que realmente passam pelo “processo da morte”, como aquelas que chegam a ficar um certo tempo internadas em hospitais ou sobre cuidados em casa, visto que elas estão cientes do que está próximo e pode ocorrer.
5- Sonhar com entes já falecidos:
Algumas pessoas que passaram pela experiência de quase morte relataram ter visualizado ou sonhado com entes que já se foram, para os médicos esses sonhos se enquadram dentro dos efeitos das alucinações, e ocorrem principalmente porque o individuo está abalado.
6- Frio
Por consequência da fragilidade do corpo, que já está bastante enfraquecido, pode ocorrer a sensação de frio, visto que o seu corpo já não possui energia o suficiente para te manter aquecido, e a temperatura natural interna tende a cair.
7- Perda drástica de apetite:
Semanas ou dias antes de falecer, é comum que as pessoas percam o apetite ou o interesse total por comida e bebidas, isso também ocorre pela fragilidade do corpo, e o próprio movimento de deglutição se torna desagradável, assim como a boca tende a ficar bastante seca.

Fonte: Fatos desconhecidos

""ESPÍRITOS QUE INCORPORAM NAS IGREJAS EVANGÉLICAS."


terça-feira, 7 de março de 2017

“MATERIALISMO ESPIRITUAL”

Aqueles que fazem caridade dando comida aos pobres e por isso sentem-se superiores aos outros, esses se rebaixam ainda mais.
Aqueles que divulgam ensinamentos espirituais, mas em sua vida prática fazem o oposto do que ensinam, estão piores do que os humildes que, sem conhecimento teórico, fazem o bem.
Aqueles que vão a igreja toda semana, seguem os preceitos de sua fé, mas julgam seus irmãos, rotulam e os condenam sem os conhecer bem, esses têm ainda muito o que aprender.
Aqueles que praticam técnicas de meditação profunda, e por isso seu ego fica inflado, sua meditação só serve como passatempo sem valor.
Aqueles que colocam vestimentas ritualísticas em sua organização religiosa ou esotérica e com isso desejam impressionar os outros para se envaidecer, já se perderam seriamente no caminho espiritual.
Aqueles que pensam em cuidar da alma para melhorarem sua condição física; ou aqueles que criam mentalmente realizações mundanas para que elas se expressem em forma de benefícios materiais; ou aqueles que usam de diversas formas o espiritual para ganhar algo do mundo; esses colherão os frutos amargos da decepção.
Aqueles que são escolhidos como dirigentes, líderes ou instrutores de seu templo e passam a usar esse cargo para exercer seu poder, impor seu jeito e não respeitam a pluralidade de modos de ser, esses são falsos líderes.
Aqueles que decidem engajar-se num projeto social, viram vegetarianos ou fazem campanhas humanitárias apenas para somar em seu currículo, para esbanjar ou para sentirem-se na vanguarda de sua época, esses estão ainda mais atrasados.
Aqueles que fazem yoga pensando apenas na firmeza muscular, na beleza física e em demonstrar a todos o quanto são fortes e esbeltos, esses estão caindo no terrível abismo do autoengano.
Se você quer ser espiritual, mas não quer sacrificar um centímetro de seus gostos e interesses humanos, mude de caminho.
Se você quer ser espiritual, mas não quer permitir a transformação íntima, largue o espiritual e volte para o mundo.
Se você quer ser espiritual, mas intenta manter seus desejos, seu ego e sua personalidade, está certamente se iludindo.
Se você faz todas essas coisas, consciente ou inconscientemente, pare e reflita sobre suas atitudes.
Você pode estar caindo na lama do chamado materialismo espiritual.
Materialismo espiritual é a utilização de aspectos da vida espiritual apenas para embelezar e alimentar seu ego.
A vida espiritual autêntica jamais pode aceitar demonstrações vãs, hipocrisia, fanatismo, egocentrismo, vaidade, ganância e soberba.
Quem segue o verdadeiro caminho espiritual deve aceitar de bom grado o sacrifício de si mesmo em prol da vida coletiva e divina.
Permita que o universo seja sua morada e não seu corpo.
Permita que sua consciência interior o conduza e não seus desejos.
Permita que Deus guie sua vida e não seu ego.
Seja espírito… e não uma mera personalidade.

Autor: Hugo Lapa

“PORQUE OS MÉDIUNS DEVEM TER CUIDADO NA QUARESMA? ”

   O início da “Quaresma”, um dos períodos mais difíceis para os Médiuns e todos aqueles que sentem influências dos nossos Irmãos Desencarnados, em função da presença deles, para participar do Carnaval, especialmente os da “Zonas Umbralinas”, que praticamente abandonam o “Umbral”, para gozar a “Festa Mundana” e reviver o Tempo da Matéria.
   Como eles tem enormes dificuldades para voltar e querem continuar no “Plano Físico”, aproveitam-se de “Médiuns Invigilantes”, para absorver “Fluídos” e praticamente ficar sem sofrimentos, num terrível processo de “Obsessão Espiritual”, esgotando nossos queridos Irmãos Encarnados, muitas vezes, levando-os a “Grande Desespero e Tristeza”.
   Mais triste ainda, é a situação de muitos Irmãos já Socorridos, que abandonam às Unidades Socorristas do Espaço, atendendo, infelizmente, a “Baixa Frequência Vibratória” desses dias, “Emanação Deletéria” de Irmãos do Corpo Físico, que se entregam a todo tipo de gozo da carne. Como não sabem voltar, às dificuldade desses Irmãos é muito grande, precisam dos “Fluídos” dos Médiuns, para não sofrer tanto e tentar uma forma de voltar aos “Postos de Socorro do Espaço”.
  Como “AGIR”, para não ficar à mercê desses Irmãos Menos Esclarecidos do Umbral:
1) “VIGIAR”, para não cair nas mãos deles, mantendo Pensamentos Elevados, Superiores e Benéficos.
2) “ORAR”, para ficar ligados ao nossos Irmãos Superiores, Mentores, Guias Espirituais, Protetores e Espíritos Familiares que já se encontram em Elevação Espiritual.
   É chegado o tempo da quaresma, período de quarenta dias que antecede a data mais importante para o cristianismo: “A morte e a ressurreição de Cristo”. Nesta época, os cristãos em sua maioria, são convidados à reflexão espiritual promovendo uma renovação sincera de atitudes.
   Para os católicos, faz-se necessário a oração, a penitência e a caridade para o encontro com Deus, tempo de preparação para a Páscoa. No período quaresmal é muito comum nos depararmos com pessoas cumprindo promessas, jejuando e fazendo penitências. Os fiéis mais tradicionais se abstêm do consumo da carne vermelha, outros passam os quarenta dias sem cortar o cabelo e a barba, enfim, não raro são aqueles que realizam algum tipo de sacrifício neste período.
   Segundo o dicionário da língua portuguesa, a palavra penitência faz referência a arrependimento, remorso de haver ofendido a Deus, ou uma pena que o confessor impõe ao confessado. Já o sacrifício, tem o sentido de “fazer alguma coisa sagrada”, entretanto esse conceito é variável de acordo com as diferenças culturais.
   De um modo geral, as penitências são caracterizadas por privações voluntárias que aproximam de alguma forma o homem a Deus, isentando-os de seus pecados.
   Mas, quarenta dias seriam suficientes para redimir os homens de seus erros? Até que ponto as penitências são válidas? Será que necessitamos de um período específico para refletir nossas atitudes e dar início a uma transformação moral?
   Busquemos a resposta em O Livro dos Espíritos, nas perguntas 720, 722, e 726 no Capítulo V – “Da Lei de Conservação”:
720. São meritórias aos olhos de Deus as privações voluntárias, com o objetivo de uma expiação igualmente voluntária?
“Fazei o bem aos vossos semelhantes e mais mérito tereis.”
a) Haverá privações voluntárias que sejam meritórias?
“Há: a privação dos gozos inúteis, porque desprende da matéria o homem e lhe eleva a alma. Meritório é resistir à tentação que arrasta ao excesso ou ao gozo das coisas inúteis; é o homem tirar do que lhe é necessário para dar aos que carecem do bastante. Se a privação não passar de simulacro, será uma ilusão.”
722. Será racional a abstenção de certos alimentos, prescrita a diversos povos?
“Permitido é ao homem alimentar-se de tudo o que lhe não prejudique a saúde. Alguns legisladores, porém, com um fim útil, entenderam de interditar o uso de certos alimentos e, para maior autoridade imprimirem às suas leis, apresentaram-nas como emanadas de Deus.”
726. Visto que os sofrimentos deste mundo nos elevam, se os suportarmos devidamente, dar-se-á que também nos elevam os que nós mesmos nos criamos?
“Os sofrimentos naturais são os únicos que elevam, porque vêm de Deus. Os sofrimentos voluntários de nada servem, quando não concorrem para o bem de outrem. Supões que se adiantam no caminho do progresso os que abreviam a vida, mediante rigores sobre-humanos, como o fazem os bonzos, os faquires e alguns fanáticos de muitas seitas?
   Por que de preferência não trabalham pelo bem de seus semelhantes? Vistam o indigente; consolem o que chora; trabalhem pelo que está enfermo; sofram privações para alívio dos infelizes e então suas vidas serão úteis e, portanto, agradáveis a Deus. Sofrer alguém voluntariamente ,apenas por seu próprio bem, é egoísmo; sofrer pelos outros é caridade: tais os preceitos do Cristo.”
Analisando as afirmativas contidas em “O Livro dos Espíritos”, observamos que a visão do Espiritismo com relação às penitências, difere de outras religiões. Para a doutrina dos espíritos, as privações somente são válidas quando afastam o homem das futilidades materiais que nada acrescentam na evolução do espírito, entretanto, deve ser um exercício contínuo na busca pelo progresso moral, não limitando-se a quarenta dias a cada ano.
Terá maior mérito perante Deus, aquele que aplica sua penitência em benefício de outrem, ou seja, pratica a caridade que, aliás, para nós que ainda somos espíritos imperfeitos, ser caridoso é uma grande penitência.
Com relação a abstinência de certos alimentos, segundo o Espiritismo, nos é permitido consumir qualquer substância que não nos comprometa a saúde, em qualquer época do ano, isso se aplica ao consumo de carne. Devemos considerar que nossa matéria densa carece de proteína para funcionar adequadamente, cuja principal fonte é a carne.
A proibição do consumo de carne vermelha na quaresma surgiu na Idade Antiga, consolidando-se na Idade Média, época em que os pobres não tinham recursos para introduzir a carne em suas refeições. Desta forma a carne vermelha era consumida apenas pelos ricos nos banquetes, onde se tornou o símbolo da gula, um dos pecados capitais.
Para evitar conflitos com a nobreza, a Igreja orientava o consumo de carne à livre demanda, por sete dias, antes do período quaresmal; essa tradição ficou conhecida como “carnevale” (o prazer da carne), daí a origem do carnaval. Após o “carnevale”, a população deveria abster-se da carne pelos quarenta dias que antecediam a Páscoa. O peixe não entrou nesta lista, por isso tinha o consumo liberado.
Com o passar dos tempos, a carne foi introduzida no cardápio do dia a dia, perdendo a tradição dos banquetes. E hoje, cada vez menos as pessoas praticam a abstinência de carne vermelha na quaresma, provando que esses hábitos são apenas tradições que nada tem haver com os ensinamentos do Cristo.
Diante dessas considerações, podemos afirmar que as privações voluntárias pouco contribuem para o progresso espiritual, uma vez que, o sofrimento provocado caracteriza imaturidade de nosso espírito, pois não produz nenhum efeito depurador para a alma, ao contrário do sofrimento natural.
Busquemos sim, uma reflexão profunda de nossas atitudes para auxiliar em nossa reforma íntima, pratiquemos a caridade em auxílio do próximo para sermos também auxiliados, mas lembremos, todo o tempo é tempo de plantar.
Referências:     
“O Livro dos Espíritos” – Allan Kardec
FONTE: Grupo Socorrista Obreiros do Senhor Jerônimo Mendonça Ribeiro


“ASSUNTOS PENDENTES DE VIDAS PASSADAS”

Os assuntos pendentes, que trazemos de vidas passadas e os que criamos e mantemos na vida presente, serão importantes oportunidades de tomada de consciência, amadurecimento e crescimento, se nos dispusermos a resolvê-los, no lugar de ignorá-los ou alegar que são problemas dos outros.
É comum termos alguns assuntos pendentes, em nossa vida. Algo que sabemos que devemos resolver, mas que vamos adiando.
O assunto foi focalizado, de uma forma delicada e inusitada, em um filme japonês, lançado no ano de 2015.
A trama envolve a morte, por afogamento, de Yusuke, mergulhando a esposa Mizuki numa espécie de torpor. Os dias se arrastam e ela realiza as tarefas mecanicamente, sem ânimo. Está morta em vida.
Por três anos consecutivos, ela prepara a comida preferida do marido, na data festiva que celebra os que partiram.
No terceiro ano, o Espírito do marido lhe aparece e diz que quer que ela conheça as pessoas com quem ele convive nos últimos anos.
Apesar da estranheza da situação, a esposa o acompanha numa jornada que altera completamente sua forma de encarar a vida e a morte.
Ele a leva para pequenas cidades e aldeias, onde gente simples vive em contato com a natureza, e lhe mostra a beleza de viver.
Por onde passam, Yusuke é recebido com grande alegria, e Mizuki descobre que ele havia ajudado muitas pessoas a enfrentar seus problemas e tristezas.
Ela compreende que aquelas pessoas também haviam morrido, mas não sabiam disso, e continuavam sua rotina até que conseguissem perdoar, serem perdoadas ou resolvessem assuntos pendentes que as preocupavam e retinham na Terra.
Yusuke as auxiliava a tomar conhecimento da sua condição, para que pudessem se libertar.
Nessa viagem-sonho, Mizuki se liberta da dor e da mágoa. Perdoa o marido e o deixa prosseguir sua jornada, enquanto ela volta à sua vida, na Terra.  
Somos Espíritos imortais vivendo uma experiência terrena.
Desconhecemos quanto tempo permaneceremos aqui. Mas sabemos que temos uma missão a cumprir, uma caminhada a realizar.
Nesse caminho, contaremos com a ajuda de parentes e amigos, encarnados e desencarnados, e também daqueles a quem prejudicamos, que nos cobrarão a quitação de nossos débitos, além de uma mudança de postura e atitude.
Os assuntos pendentes, que trazemos de vidas passadas e os que criamos e mantemos na vida presente, serão importantes oportunidades de tomada de consciência, amadurecimento e crescimento, se nos dispusermos a resolvê-los, no lugar de ignorá-los ou alegar que são problemas dos outros.
Muitas vezes, a solução de um assunto pendente precisa apenas que paremos por um instante.
Que paremos de julgar e de condenar. Que paremos de odiar e de atacar.
Que paremos de criticar e de menosprezar. Que paremos de nos sentir vítimas.
Que tenhamos um olhar mais fraterno para o outro, tentando entender sua dor e o que a causou.
Dessa forma, nos será possível deixar de lado os sentimentos negativos e passarmos a emitir um sentimento mais fraterno, dissolvendo os nós que nos mantêm presos uns aos outros.
Resolver assuntos pendentes é abrir clareiras na consciência para ampliar nossa capacidade de amar e perdoar.
Isso nos permitirá a chance de evoluir, cumprindo nossa missão como Espíritos imortais.

Redação do Momento Espírita

segunda-feira, 6 de março de 2017

“SAIBA UM POUCO MAIS SOBRE O UMBRAL:

O Umbral funciona como região destinada a esgotamento de resíduos mentais; uma espécie de zona purgatorial, onde se queima a prestações o material deteriorado das ilusões que a criatura adquiriu por atacado, menosprezando o sublime ensejo de uma existência terrena”. Concentra-se, aí, tudo o que não tem finalidade para a vida superior: Vingança, Ódio, Inveja, Rancor, Raiva, Orgulho, Soberba, Vaidade, Ciúme, etc. O espírito impregnado com esses sentimentos se encontra intoxicado.
   Todas as pessoas se atraem por afinidades e semelhanças. Isto acontece na Terra e no mundo espiritual. Desta forma todas as pessoas com sede de vingança e ódio acabam se atraindo para localizações comuns do outro lado da vida. E juntas as forças mentais dessas pessoas acabam construindo todo o ambiente. Fica fácil perceber que um local repleto de pessoas emocionalmente desequilibradas que estão unidas pelo pensamento não é um local bonito e agradável.
Ninguém vai para o Umbral por castigo.
A pessoa vai para o lugar que melhor se adapta à sua vibração espiritual. Quando deseja melhorar existe quem a ajude. Quando não deseja melhorar fica no lugar em que escolheu. Todos que sofrem no Umbral um dia são resgatados por espíritos do bem e levados para tratamento para que melhorem e possam viver em planos de vibrações superiores. Existem muitos espíritos que ficam no Umbral por livre e espontânea vontade se aproveitando do poder e dos benefícios que acreditam ter em seus mundos.
Os espíritos que vivem no Umbral ainda estão ligados ao mundo material. Muitos sequer compreendem que estão mortos e isto lhes gera grande agonia e sofrimento. Por acreditarem estar vivos continuam sentindo seus corpos e suas necessidades físicas. Sentem dor, fome, sede, sono etc.
O seu futuro depende do seu presente, tente se melhorar, faça a famosa reforma íntima. Não deixe para amanhã o bem que você pode fazer hoje. Uma das maiores caridades que podemos fazer é ajudar a nós mesmos, quando estamos em vibração constante para que mal nenhum nos atrai, estamos dando exemplo para outras pessoas e com isso dando a ela iniciativa a se melhorar também. Não se esqueça que estamos cercados por espíritos a todo momento, faça com que somente os de luz venha até você, com isso tudo irá ficar mais fácil e a felicidade será constante.
Fonte: http://migre.me/wa5RZ


𝗖𝗢𝗠𝗢 𝗢𝗦 𝗥𝗘𝗟𝗔𝗖𝗜𝗢𝗡𝗔𝗠𝗘𝗡𝗧𝗢𝗦 𝗙𝗜𝗖𝗔𝗠 𝗔𝗧𝗥𝗘𝗟𝗔𝗗𝗢𝗦 𝗡𝗔𝗦 𝗥𝗘𝗘𝗡𝗖𝗔𝗥𝗡𝗔𝗖̧𝗢̃𝗘𝗦.

Os ajustes dos relacionamentos problemáticos de outras existências. Pelas reencarnações os espíritos têm a oportunidade de reestabelecer os ...