
Quando o
homem e a mulher decidem casar-se, assumem o compromisso de cultivar a
fidelidade por toda a vida, mas muitos não o cumprem. Este número é bem maior
entre os homens do que entre as mulheres. Na atualidade, o percentual de homens
infiéis é bem maior do que o dos fiéis.
Em muitos
casos, a infidelidade não traz maiores problemas, mas, em alguns, provoca
situações verdadeiramente dramáticas, não só em relação à mulher, como também
ao homem, com repercussões para o resto da vida.
A vítima da
infidelidade, seja homem ou mulher, fica seriamente lesada em sua
sensibilidade.
Algumas se
desestruturam totalmente, outras entram em depressão profunda ou se
desequilibram completamente, necessitando de tempo mais ou menos longo para
readquirir o equilíbrio. E o causador contrai um débito perante a justiça
divina.
As consequências
do ato infeliz, muitas vezes, se estendem às existências futuras, porquanto não
se rompe impunemente um compromisso afetivo.
Por mais que
tente, o infiel não consegue evitar mudanças no relacionamento conjugal, em
virtude de sentir a consciência culpada. Como pode um homem que teve
relacionamento íntimo com uma amante ser terno com a esposa, como se lhe fosse
totalmente fiel? Da mesma forma, como pode a mulher ser carinhosa com o marido,
após ferir a própria consciência num ato de infidelidade?
O infiel
lesa moralmente o cônjuge e a si próprio. Nesta época em que vivemos, não é
somente por questões psicológicas, espirituais ou morais que se deve conservar
a fidelidade, mas também por razões de saúde, porquanto há várias doenças
transmitidas sexualmente que a comprometem. Entre elas, a mais grave é a AIDS,
para a qual ainda não existe tratamento eficiente.
"A
traição, a infidelidade e a ingratidão são demonstrações de profundo egoísmo
por parte de quem fere um ente querido, gerando nele inconformidades, revolta,
desequilíbrios íntimos e, muitas vezes traumas, ódios violentos e desejos de
vingança. O Espiritismo recorda-nos os valiosos ensinamentos de Jesus, de forma
que não devemos guardar mágoas, e dentro da vigilância e da prudência, devemos
transformar inimigos em amigos, através da reconciliação. Assim, crescemos
espiritualmente com as experiências difíceis que adquirimos praticando as
virtudes. O maior erro que podemos cometer, quando somos vítimas de
infidelidade, traição ou ingratidão, é revidarmos as agressões recebidas,
promovendo gestos de vingança. Somente as condutas elevadas, que retribuem com
o bem o mal recebido, sustentam a nossa consciência tranquila. Mas, se mesmo
após os nossos esforços para a corrigenda, o agressor desequilibrado persistir
no erro, devemos entregar o caso á justiça de Deus que "dá a cada um
segundo as suas obras"; e nos afastarmos das pessoas que nos dão profundas
desilusões." - Emmanuel
DEVEMOS
PERDOAR UMA TRAIÇÃO? O perdão é um dos maiores ensinamentos cristão. Portanto,
deveríamos tentar perdoar. Nós somos Espíritos e, todas as pessoas que convivem
conosco neste planeta são Espíritos. As vezes escolhemos uma pessoa, um
cônjuge, que ainda não domina seus impulsos inferiores e daí nos decepciona.
Por que? Porque cada um está em grau de evolução diferente. Decepcionamo-nos
cada hora com um, somos todos seres falíveis, em busca de crescimento espiritual.
Mas, se não conseguirmos, se a lembrança nos fere e causa desentendimentos,
separemos. Mas pensemos que, a evolução é uma conquista difícil. Os testes são
difíceis. Que mérito teríamos se só convivêssemos com pessoas boas? Então, que
nossa decepção, nossa dor não se transforme em vingança, pois se fizermos o
mesmo que o outro fez estaremos nos igualando a ele. Caso haja uma separação,
que seja sem ódio, sem sentimentos que possa nos trazer doenças, desequilíbrios
que acarretarão em débitos. Pensemos com calma no assunto e oremos pedindo
orientação. Que a paz esteja conosco.
Observação
de Divaldo Franco: "O adultério é coabitar (viver) com alguém e
aventurar-se simultaneamente (ao mesmo tempo) com outrem. Não nos parece legal
nem moral esse comportamento."
FONTE: GRUPO
DE ESTUDOS ALLAN KADEC
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