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segunda-feira, 26 de junho de 2017

“MINHA RELIGIÃO É O AMOR, MINHA DOUTRINA É ESPÍRITA”

Alguém me perguntou porque sou espirita.
EU SOU ESPÍRITA, PORQUE ESTA RELIGIÃO ME EXPLICOU quem sou, de onde vim, para onde vou e o que estou fazendo neste Planeta.
ELA ME ENSINOU QUE preciso olhar para dentro de mim, me compreender para poder compreender o próximo. Pois, se eu tenho meus conflitos, falhas, erros, dificuldades, defeitos, com certeza, todos que convivem comigo neste mundo, também tem. Estamos todos na luta, numa guerra interior, brigando conosco mesmo para corrigir estas falhas.
ENSINOU QUE LIVRE ARBÍTRIO não é propriedade minha, mas de todos, por isso devo respeitar quando alguém pensa e age diferente de mim. Não tenho o direito de impor nada a ela. E quando uso mau este livre arbítrio haverá uma consequência que terei de reparar nesta ou na outra encarnação. O plantio é livre mas a colheita obrigatória.
Que tenho direitos, mas tenho também OBRIGAÇÕES e que meu direito acaba quando começa o do próximo.
QUE TODAS AS RELIGIÕES SÃO BOAS e, consequentemente, devo respeitá-las porque gosto que respeitem a minha.
QUE A SALVAÇÃO NÃO DEPENDE DA RELIGIÃO, mas da prática da caridade conosco e com o próximo.
QUE O PRÓXIMO é qualquer pessoa que convive conosco neste Planeta, seja ele de outra religião, de outra raça, heterossexual ou homossexual, rico ou pobre, branco ou negro, etc., Enfim, devemos ajudar e conviver bem, respeitando, sem preconceito.
Que CARIDADE não é só a esmola, mas também a tolerância, a paciência, o abraço amigo, a mensagem consoladora, a visita ao doente, uma prece, etc etc etc.
QUE SER CRISTÃO vai além de cultos externos, de rótulo religioso, de declarações de amor vazias sem a prática dos ensinamentos do Cristo, enfim, que a Fé sem obras é morta.
ENSINOU que O JESUS DO ESPÍRITA não é visto apenas com interesse de pedir, mas de ensinar e que serve de GUIA e MODELO a ser seguido.
Com esta compreensão de saber que cada um está num grau de evolução...
Que todos temos um passado reencarnatório.
Que está presente nesta encarnação...
Que estamos resgatando e reparando erros...
Que convivemos na família com afetos e desafetos para aprendermos a AMAR, para nos reconciliarmos e perdoarmos, ME ALIVIA e DÁ FORÇAS para seguir em frente buscando ser hoje melhor do que ontem E TENTAR SER AMANHÃ MELHOR DO QUE FUI HOJE.

Doutrina Espírita.

"O DESCOBRIMENTO DO BRASIL PELA VISÃO ESPÍRITA"

Dia 22 de abril, lembra a chegada ao Brasil da esquadra de Pedro Álvares Cabral, a mando da coroa portuguesa.
Quando avistou Porto Seguro, Cabral não imaginava que estava cravando bandeira para desbravar o país que seria no futuro o coração do mundo e a pátria do evangelho.
Pouca gente sabe a história espiritual desse acontecimento. Apenas os Espíritas conhecem o livro de Humberto de Campos que afirma que o Brasil nasceu para ter um destino glorioso dentre as nações do mundo.
Jesus por volta do ano de 1370 esteve reunido com os dirigentes do planeta para transplantar a árvore do evangelho que havia sido plantada na Palestina para outro local do globo.
Isso se dava porque a Terra Santa havia sido degradada vilmente pelos homens e pelas guerras, e se fazia necessário mudar a sementeira de luz. A Palestina estava arrasada e onde antes a terra era resplandecente e verdejante havia apenas escombros e deserto árido. A ação do homem belicoso havia destruído o local mais sagrado do mundo, pois nele havia pisado o Espírito mais sublime que a Terra conhecera.
O Espírito Hilel reencarna em 04 de março de 1394 na cidade do Porto como o infante Dom Henrique de Avis, quinto filho do Rei D. João I. Ele renovou as energias portuguesas no desejo de encontrar novas terras além-mar. Para auxiliar o trabalho da Escola de Sagres por ele fundada, os mentores espirituais foram buscar Espíritos de alto conhecimento em navegação, afeitos às lides com o mar. Os grandes navegadores surgiram de sua escola para desbravar os oceanos e descobrir as novas terras além do atlântico. Os Fenícios foram os escolhidos a voltar ao planeta para dar o impulso necessário à navegação. Eram corajosos e destemidos com o mar desde dez séculos antes de Cristo.
Dom Henrique desencarna em 13 de novembro de 1460 tendo cumprido uma das missões mais relevantes para o mundo. Traçados os objetivos, os Espíritos começaram o trabalho de tornar realidade os sonhos delineados.
Essas histórias contadas pelos Espíritos nos levam a crer que o mundo tem seus anjos tutelares e que eles estão constantemente trabalhando para que o planeta alcance o seu posto maior que é o de servir de casa para os Espíritos subirem na escala evolutiva.
Se o homem degrada o planeta, por certo, em contrapartida, a espiritualidade trabalha com os homens de bem para que a virtude vença as investidas do mal.
Com certeza, a comunicação feita pelos Espíritos a Allan Kardec de que a Terra se transformaria em planeta de regeneração, deixando para trás a condição de mundo de provas e expiação está ocorrendo.
Limpando a casa dos fluídos deletérios que a empestam, ela será o domicílio limpo e arejado que os mansos encontrarão para viver em paz no futuro.
Luiz Marini
Observação de Rudymara: O descobrimento de nosso país foi planejado no mundo espiritual. Mas, as ações dos homens, após este acontecimento, segue a lei do livre arbítrio. Muitos erros foram cometidos por vários motivos, por exemplo, pela ganância, poder, etc. Mas, Deus e Jesus aguardam que possamos "redescobrir" este grande tesouro onde moramos, para que cuidemos melhor dele.

Grupo de Estudo Allan kardec

domingo, 25 de junho de 2017

“ENCONTRO COM O SEU MENTOR ESPIRITUAL. O SEU GUIA NO ESPIRITISMO. ”

Sua jornada precisa de um mentor
“O encontro com o Mentor é o estágio da jornada em que o herói recebe os suprimentos, o conhecimento e a confiança indispensáveis para superar o medo e dar início à aventura.” (Christopher Vogler)
Seguir sozinho na vida muitas vezes é triste. Vai contra uma necessidade humana básica: relacionar-se. Você se depara com uma dificuldade e já não sabe mais por onde seguir. As opções estão se esgotando e sua vontade de superar aquela barreira já não são mais o bastante.
O ser humano (e o ser espiritual) precisam de um “empurrãozinho”. Aquela voz que te diz que você é capaz. Aquela pessoa que te mostra o caminho e te incentiva a seguir. Um guia que pega na sua mão e vai com você até a porta de entrada da aventura.
Esse é o seu mentor!
O mentor como inspiração e apoio à Jornada do Espírita
“Os mentores nas histórias agem principalmente na mente do herói, mudando sua consciência ou redirecionando sua vontade.” (Christopher Vogler)
Durante nossa jornada na Doutrina Espírita a presença de um(a) mentor(a) – seja material ou espiritual – é de grande importância para nos guiar pela aventura que é conhecer o Espiritismo.
É a pessoa que tem mais conhecimentos e experiências no assunto e sabe como nos incentivar e inspirar nos momentos mais difíceis. Pode ser a figura de um(a) dirigente do centro que você frequenta, um(a) palestrante que se torna amigo(a) ou aquela senhorinha que é sua vizinha há 25 anos e você nem sabia que era espírita!
Você percebe que trilhando essa nova jornada pode se tornar alguém muito melhor do que era no seu Mundo Comum. Assim cria coragem para dar os próximos passos na sua aventura.
Como encontrar um mentor para sua jornada?
Pode parecer uma missão difícil encontrar alguém para te ajudar. Mas você vai perceber que é muito mais fácil do que imagina! Eu trago aqui 3 dicas para encontrar seu mentor, todas já vivenciadas por mim. Escolha uma ou todas elas e siga seu caminho!
O Centro Espírita está cheio de mentores!: Encontrar alguém que possa te auxiliar dentro do centro espírita que frequenta é a maneira mais comum de ter um mentor.
Essa pessoa pode te oferecer as informações iniciais, te estimular a estudar ou pesquisar mais sobre algum tema. Ela te inspira a seguir seu caminho no Espiritismo com mais tranquilidade.
Os mentores também estão na internet: Com a popularização da internet, é cada vez mais comum assistirmos a vídeos ou lermos um artigo de pessoas que nos orientam. Mesmo que não conheça essa pessoa, as palavras dela podem servir de inspiração e motivação para você.
Mentores online também podem ser aqueles amigos ou familiares distantes. Através de mensagens ou até mesmo uma videoconferência, eles são guias que nos orientam e incentivam a seguir.
Os bons livros podem ser seus mentores: Ao ler o livro Boa Nova, de Chico Xavier pelo espírito Emmanuel, me senti ainda mais motivado a trabalhar pelo Espiritismo. Aquelas histórias serviram de estímulo para que eu aceitasse a responsabilidade de divulgar a Doutrina.
Com certeza você já leu (ou ainda lerá) um livro que te inspirou a agir. Esses livros são verdadeiros mentores em nossa jornada! Associamos as palavras aos nossos desafios. Elas parecem terem sido escritas diretamente para nós. Procure bons livros, de autores que você confia, e busque ali o incentivo inicial para seguir sua jornada com mais tranquilidade e confiança.
Como ser mentor na jornada de um espírita?
Você que é dirigente ou trabalhador de um centro espírita com certeza recebeu, recebe e receberá muitas pessoas nessa situação. Existem ações que podem ser benéficas para que a pessoa se sinta acolhida. Por isso separei 3 maneiras de auxiliar alguém que está iniciando sua jornada no Espiritismo:
Seja um canal aberto: Se você tem conhecimentos espíritas, compartilhá-los é uma ótima maneira de reforçar seu entendimento. E claro, é muito importante saber ouvir. Em geral, as pessoas buscam a Doutrina através da dor. Elas podem ser muito auxiliadas quando paramos para escutá-las. Esteja aberto às dúvidas e anseios que surjam das pessoas que querem entender melhor o Espiritismo.
Divulgar é importante: Trabalhe na divulgação do centro e dos trabalhos realizados. Quando o centro apresenta uma estrutura organizada e seus trabalhos são conhecidos, fica mais fácil enxergar ali uma solução.
Seja claro nas divulgações, colocando todas as informações pertinentes à cada atividade do centro. Tire fotos, faça vídeos e promova-os nas redes sociais.
Sua intenção será sempre positiva e terá como objetivo mostrar para mais pessoas o importante trabalho realizado pela casa espírita. Então divulgue sem medo!
O exemplo fala mais do que palavras: Você e suas atitudes também são uma divulgação do Espiritismo. Quando você age como um bom espírita, as pessoas à sua volta começam a vê-lo como um espelho. “Grande poderes trazem grandes responsabilidades”, já dizia Tio Ben a Peter Parker (Homem-Aranha).
Conhecimento também é poder e sua responsabilidade é a de exemplificar tudo que vem estudando no Espiritismo. Seja o exemplo a ser seguido!
E o mentor espiritual, como fica?
Nem todos temos o privilégio de ter um contato direto com nosso mentor espiritual. Se você, assim como eu, é uma dessas pessoas, nós ainda temos chance! Através do desenvolvimento da mediunidade de intuição, cada vez mais poderemos captar a sintonia e as sugestões dos nossos mentores.
Mas como fazer isso?
Mesmo não vendo ou ouvindo nosso(a) mentor(a), você pode estabelecer um diálogo com ele(a). Direcione o seu pensamento e converse como se ele(a) estivesse ali na sua frente (muitas vezes estará mesmo!).
Para afinar ainda mais a sintonia, pare o que está fazendo agora. Respire profundamente e solte o ar com tranquilidade. Direcione o seu pensamento para dentro de você, esquecendo todo o que estiver no ambiente externo. Perceba que alguns pensamentos podem começar a surgir de forma espontânea, com palavras que não foram concebidas por você.
Pratique, pratique e pratique. Sempre buscando a sintonia com seu mentor e pedindo auxílio para que ele te proteja das influências externas negativas. Tenho certeza de que esse papo espiritual vai ficar cada vez mais interessante!
Depois de encontrar o mentor, é hora da AÇÃO!
Você já recebeu o convite para sair da sua zona de conforto. Recusou o convite, pois não encontrou forças para seguir. Agora teve seu primeiro contato com o mentor. Daqui pra frente a nossa jornada começa verdadeiramente!

Fonte: Portal do Espírito.

“VOCÊ ACREDITA EM REENCARNAÇÃO? ”

Você acredita em reencarnação? Hoje, um número muito grande de pessoas, independente da crença religiosa, crê que nascemos muitas vezes.
Acredita que voltaremos vezes inúmeras a este planeta.
Isso porque experiências no campo da psicologia, entre outras, têm demonstrado que essa é uma verdade inconteste.
Alguns pesquisadores e cientistas igualmente já incorporaram essa verdade, provada por anos de experimentações, envolvendo, entre elas, a regressão de memória.
De forma muito estranha, no entanto, não temos nos comportado como quem acredita nessa verdade.
Vejamos o exemplo do nosso planeta. Seria óbvio que, se temos a certeza de que retornaremos a este local, desejássemos que ele nos oferecesse, nesse retorno, as melhores condições de vida.
Entretanto, que fazemos? Preocupamo-nos em preservar a mata?
Os exemplos demonstram que um número expressivo de nós está mais preocupado em ganhar dinheiro.
Dinheiro para gastar agora, nesta vida, sem pensar no futuro. Dinheiro para adquirir uma mansão, um carro, um iate. Dinheiro para viajar pelo mundo e gozar esta vida.
Não estamos absolutamente pensando que se o desmatamento prosseguir, teremos problemas para respirar, para a manutenção das chuvas regulares, para a preservação dos mananciais.
Aliás, as reservas do precioso líquido, água, não estão a nos merecer maior atenção?
Destruímos as matas ciliares, em total desleixo pela preservação de rios preciosos. Tudo porque a lavoura que nos garantirá dinheiro é mais importante do que zelarmos pela natureza.
Quando muito bem poderíamos, com um pouco menos de ambição, ter boa colheita e preservar o meio ambiente.
Um pouco de investimento, maior cuidado, mais atenção.
E quanto à camada de ozônio, cujo buraco se amplia a cada ano, que temos feito?
Preocupamo-nos em não utilizar materiais que a agridam, de forma paulatina?
Ou estamos mais preocupados em gozar dos bens que a vão destruindo?
Temos zelado e exigido que as nossas indústrias criem mecanismos não invasivos a esse precioso espaço que nos preserva a saúde?
Que estamos construindo para o nosso futuro?
Vivemos exatamente como quem, de forma egoística, vê somente o hoje.
O importante é gozar o mais possível. As gerações futuras haverão de dar um jeito para sua sobrevivência.
Damo-nos conta de que as gerações do futuro, por essa lei chamada reencarnação, seremos nós mesmos de retorno?
Que planeta estamos preparando para nós?
Se somos tão egoístas a ponto de não pensar em nossas crianças, esses pequenos que nos merecem todo cuidado, será que pensamos no que estamos deixando para nós mesmos, no amanhã que virá?
A reflexão se faz de oportunidade. Não se trata de um mero apelo, ou de digressões filosóficas, visando convencimento de quem quer que seja.
Trata-se de uma questão de bom senso e discernimento.
Por isso, pensemos: onde desejamos ser recebidos, em nosso retorno?
Num planeta árido, enfermo, com condições insalubres?
Ou num planeta abençoado pela mata verde, o ar puro, as fontes cristalinas cantando melodias de vida?
Um planeta de pedras e montanhas de picos agudos, nus, erguendo-se para o céu?
Ou um local cheio de flores, pássaros cantantes e animais de espécies variadas, mantendo o perfeito equilíbrio ecológico?
A decisão nos pertence. O amanhã depende de nós. A hora de construir e preservar é agora.
O melhor local: onde nos encontramos, no lar, na escola, no escritório, na rua.
Pensemos nisso!

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.

“VENCENDO O MEDO DE NASCER”

O casal se preparou para ter aquele filho durante os longos meses da gestação. Era o primeiro filho e os jovens desejavam que tudo desse certo.
Juntos participaram de todas as aulas de treinamento para o parto e de cuidados com o bebê. Prepararam o enxoval e esperaram.
Mas, o trabalho de parto foi difícil, e, depois de algumas horas, os obstetras ofereceram a opção da cesariana. A jovem gestante, contudo, estava apavorada e não aceitou.
Algumas horas mais e outro médico foi chamado. Apesar do cansaço, da dor e dos apelos do marido, a esposa ainda não aceitou a cirurgia.
Desesperado, o rapaz telefonou para a sogra, que morava em outra cidade e pediu a ela que falasse com a filha. Enquanto o telefonema se desenrolava, ele foi até a sala de espera para falar com seu pai.
O pai de Michael era um homem da terra, habituado à lavoura. Estava ali sentado, aguardando a chegada do filho do seu filho.
Pensativo, ouviu o que o filho lhe explicava. Por fim, disse algumas palavras e abraçou o rapaz, que relaxou um pouco.
Retornando para a sala de parto, Michael soube que a esposa concordara com a cirurgia.
Enquanto a sala de cirurgia foi sendo preparada, a futura mãezinha ficou deitada, exausta, os olhos cheios de lágrimas, aguardando.
Então, antes de ser levada à sala cirúrgica, recobrou o ânimo e fez um vigoroso esforço. A criança nasceu. Era um menino.
O fato surpreendeu aos médicos que estavam assistindo a parturiente, que passaram a declinar várias hipóteses para o fato. Mas o esposo disse que aquilo tudo tinha a ver com seu pai.
E explicou. Quando contou ao velho pai o que estava acontecendo, na sala de parto, ele comentou que o medo dos pais estava perturbando o pequenino ser. Ele também ficou com medo.
Assim, o avô, ali mesmo na sala de espera, começou a falar mentalmente com o netinho.
Falou das suas lembranças. Falou da beleza da terra, do nascer do sol, do entardecer, da nova colheita e da riqueza das safras.
Disse ao neto que aguardava ansioso pelo momento em que eles pudessem caminhar juntos sobre a terra.
Falou da bondade da vida, da amizade, do riso e do trabalho bem feito.
Finalmente, falou do seu amor pela família. Lembrou-se do seu próprio pai, no México, da esposa, ambos já no mundo espiritual.
Falou com o bebê sobre cada um dos irmãos de Michael, os seus tios, do orgulho que deles sentia, das mulheres com que eles se casaram.
Lembrou natais de felicidade, aniversários em família, casamentos. Contou da alegria que sentiam pela felicidade uns dos outros.
Falou e falou.
Ofereceu ao bebê o seu coração. E o bebê nasceu.
Nascer é tão delicado quanto morrer. Quem chega, precisa de carinho, atenção, a fim de se sentir protegido.
Se você vive o momento da gestação, pai ou mãe, converse com o filho por nascer.
Mostre-lhe imagens mentais da bondade do mundo. Compartilhe com ele seu amor pela vida.
Diga o quanto o ama e espera. Fale da beleza das flores, dos sons musicais que enchem os ouvidos e sensibilizam a alma.
Descreva a poesia das noites estreladas e da lua, de cara redonda e prateada.
Acene com os dias futuros em que o levará a passear nas águas cantantes do riacho, onde poderá mergulhar os pés miúdos.
Conte-lhe sobre o valor da vida. Afirme, por fim, que o ama de forma incondicional.
Redação do Momento Espírita, com base no cap.
Encontrando o caminho, do livro As bênçãos do

meu avô, de Rachel Naomi Remen, ed. Sextante.