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quinta-feira, 7 de abril de 2016

“MANIFESTAÇÃO DE ESPÍRITOS NO CONGRESSO NACIONAL”

O espírito assopra onde quer: e tu ouves a voz, mas não sabes donde ele vem... (Jo 3,8) [[i]]

No dia 28/10/2004, o Dep. Luiz Bassuma, ao encerrar, no Congresso Nacional, a Sessão Comemorativa do Bicentenário do nascimento de Kardec, pede permissão a seus pares para fazer uma oração, ao iniciá-la a faz “visivelmente” incorporado por um espírito. Essa foi a manchete, no dia seguinte, em alguns Jornais do país.
Alvoroço no meio evangélico, pois para eles a manifestação não foi de um espírito, mas do demônio. Uns ainda comparam o Congresso Nacional, por causa da reunião daquele dia, a um terreiro de Umbanda, indignados como se o demo tivesse se instalando naquela magna casa.
O que achamos interessante nisso tudo é que as pessoas não se dão nem ao trabalho de entender sobre o que estão falando, mas mesmo assim emitem suas opiniões baseadas no “achismo”. O que era de se esperar de alguém que fosse falar de algo é que se desse ao menos o trabalho de estudar, por isso, concluímos que os que tentam denegrir o Espiritismo estão agindo de má-fé.
Outro fato, não menos interessante, é como, na circulação das notícias, os fatos mudam de cor. O Jornal da Globo, em reportagem sobre o assunto, entre outras coisas, ressaltou: “O deputado disse que é médium” e “Luiz Bassuma disse que não sabe identificar o espírito...”, deturpado em outras publicações como, por exemplo; na Internet, onde um evangélico diz: “Deputado... afirma que o espírito era de Chico Xavier” e um determinado jornal de São Paulo, que afirmou: “Bassuma diz não ser médium”. Lamentável tais fatos, dignos de maledicentes que querem, talvez, mudar os fatos para atingir determinado segmento religioso.
Vozes clamam: “Deputado manifesta demônio no Congresso”, “O espírito de engano”, “Isso é uma palhaçada”, etc, provando, mais uma vez, até onde vai a ignorância humana a respeito das manifestações espirituais. Se fosse um Deputado evangélico ou católico que tivesse feito essa oração, nas mesmas condições do acontecido, com certeza, iram se vangloriar de que o Espirito Santo havia manifestado no Congresso. Talvez as manchetes seriam: Espírito Santo se manifesta no Congresso.
O nível de inteligência dessas pessoas, nos desculpem, deve estar próximo de zero, pois, não conseguirão apontar que em algum lugar da Bíblia, existe demônio fazendo uma oração. Estamos citando a Bíblia, visto que fazem dela um instrumento de combate às manifestações espirituais. Mas poderemos abrir o leque, pedindo para alguém nos provar que, em qualquer tempo ou lugar, isso possa ter ocorrido em pelo menos uma vez.
Se for mesmo o demônio o autor, aí sim diremos que o Espiritismo conseguiu uma coisa fantástica que as seculares correntes religiosas tradicionais não conseguiram, foi: FAZER COM QUE O DEMÔNIO FIZESSE UMA ORAÇÃO. Fato que, incontestavelmente, prova a excelência dos princípios espíritas, cuja base são os ensinos de Jesus. Mais ainda, podemos dizer que os demônios, que se manifestam no Espiritismo, têm constantemente recomendado aos espíritas: perdoem aos seus inimigos, tratem a todos como irmãos, façam o bem sem olhar a quem, orem pelos que lhes perseguem e caluniam, pratiquem a caridade sem qualquer discriminação, respeitem a opção religiosa dos outros, sigam persistentemente os ensinamentos de Jesus, que é o enviado de Deus para servir de guia e modelo à humanidade. 
Acreditamos que alguns bibliólatras, mais fanatizados que outros, de Bíblia em riste, nos citarão que “até satanás pode se transformar em anjo de luz” ao que lhes responderemos “Quem pratica o mal, tem ódio da luz, e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam desmascaradas” (Jo 3,20). E se querem ainda usar a Bíblia dizendo que o que fazemos é proibido, então, lhe diremos que sejam mais coerentes e a cumpram integralmente que, quem sabe, também nós poderemos fazer o mesmo, comecem, por exemplo, punindo com a morte aos que desobedecem às determinações contidas em Ex 21, 12-17; 22,18; 31,14.
E, só para que possamos entender, se os demônios se manifestam, em lugar dos mortos, poderíamos colocar dois questionamentos para que nos expliquem. Primeiro, que nos aponte em que lugar da Bíblia está dito que não devemos consultar os mortos porque os demônios aparecem no lugar deles. Segundo, considerando que Jesus se comunicou depois de morto, daí, seguindo a mesmíssima linha de raciocínio, poderemos, então, dizer que não foi realmente Jesus quem se manifestou, mas foi o demônio se passando por Ele?
Finalizando, queremos retificar uma informação publicada no mesmo jornal mencionado anteriormente que na Câmara se encontra sim registro de experiência similar à do dia 28/10, pois em 30/06/2002, quando da Comemoração do primeiro ano da morte do Chico Xavier, em Sessão Especial na Câmara o mesmo Dep. Bassuma, ao fazer a prece de encerramento da solenidade a faz incorporado. Se quiserem comparar, verão que a situação é a mesma, e arriscamos, o espírito que se manifestou também foi o mesmo.
Podemos, aqui, lembrar de Jesus, que, após ser acusado de príncipe dos demônios, disse aos fariseus: “Todo reino dividido em grupos que lutam entre si, será destruído; e uma casa cairá sobre outra. Ora, se até Satanás está dividido contra si mesmo, como o seu reino poderá sobreviver?” (Lc 11,17-18). Pois o demônio, ao incentivar-nos a fazer o bem e não o mal, age exatamente contra si mesmo.
Observamos que a mesma implacável perseguição que sofria Jesus, por parte dos fariseus de Sua época, sofrem hoje os que vêm justamente com a missão de retirar as interpretações equivocadas e as deturpações feitas, ao longo dos tempos, em seus ensinamentos. Liderados pelo próprio Jesus, os Espíritos Superiores receberam a incumbência de transmitir à humanidade, através do Espiritismo, os verdadeiros fundamentos de seus ensinos. Daí, repetindo o Mestre, diremos: “Toda planta que não foi plantada pelo meu Pai celeste será arrancada”. (Mt 15,13)
Paulo da Silva Neto Sobrinho/ Nov/2004.


Referências bibliográficas
http://jg.globo.com/JGlobo/0,19125,VTJ0-2742-20041028-65560,00.html
http://www.montesclaros.com/noticias.asp?codigo=11203
http://www.forumnow.com.br/vip/mensagens.asp?forum=39466&grupo=49641&topico=2526731&pag=1&v=1
http://www.espirito.org.br/portal/artigos/geae/sessao-solene.html
http://www.panoramaespirita.com.br/noticias/mensagem_camera_allan.html

[i] Bíblia Sagrada Barsa, p. 79.

“A VIDA ALÉM DA VIDA”

A morte tem sido um tabu para muita gente. Muitos estudiosos através da ciência, procuram através de inúmeros acontecimentos, quase fatais, principalmente acidentes ou certos tipos de enfermidades, em que leva o ser humano a um estado de coma prolongado, descobrir o que acontece com esses seres humanos quando se encontram nessa fase transitória, entre a vida e a morte.
O Jornalista Joe Fisher e o psiquiatra canadense Joel L. Whitton, especialista em terapia de vidas passadas, retomou concepções antigas e modernas, esboçando um panorama geral desse estágio de existência.
O que acontece com a alma no período entre a morte e o renascimento? A partir do relato de 30 de seus pacientes e com a ajuda de seu amigo citado anteriormente explicam com riquezas de detalhes o processo pós-morte.
Quando em transe sinto uma completa mudança física depois de passar por uma morte anterior. Meu corpo se expande e enche todo o ambiente. Então, me inundo com os sentimentos mais eufóricos que conheci.
Este é um depoimento fantástico de um de seus pacientes. Relata que: acompanham esses sentimentos a total consciência e o entendimento de quem realmente sou, de minha razão de existir, e do lugar que ocupo no universo.
Tudo faz sentido; tudo é perfeitamente justo.
Além dessas, muitas outras referências sobre a vida entre as encarnações podem ser encontradas tanto no mundo antigo como no contemporâneo, vale ressaltar que a própria Bíblia está recheada desses processos.
Hoje com a regressão de memória fornecendo detalhes sobre o estado bardo, a projeciologia, a transcomunicação instrumental, o homem através da inteligência que Deus lhes deu, este enigma já foi esclarecido. Existe sim vida após a morte. 
Rudolf Steiner, o fundador da antroposofia, cujo conhecimento da existência desencarnada foi obtido pela clarividência; do médium norte-americano Edgard Cayce, famoso por seus poderes extra-sensoriais e suas leituras físicas e de vidas passadas; e do médium desencarnado recentemente Francisco Cândido Xavier, que, psicografando André Luiz, fez descrições completas e pormenorizadas sobre a vida pós-morte.
O espírito ao deixar o corpo leva consigo, além de sua consciência, todas as suas experiências (evolução espiritual e moral, talento e instinto), as quais se manifestarão em sua vida ou vidas futuras.
Uma parte desta bagagem recebe de alguns autores o nome de psiquismo (O psiquismo é sem dúvida, ciência vasta, profunda, eclética, constrói a síntese da vida humana e a evolução do Espírito), principalmente aquela inerente ao que comumente se chama de instinto (O instinto é a força oculta que solicita os seres orgânicos a atos espontâneos e involuntários, tendo em vista a conservação deles).
É uma espécie de inteligência. É uma inteligência sem raciocínio. Por ele é que todos os seres provêm às suas necessidades.
O instinto, é uma inteligência rudimentar que difere da inteligência propriamente dita. Em que suas manifestações são quase sempre espontâneas, ao passo que as da inteligência resultam de uma combinação e de um ato deliberado.
O instinto varia, em suas manifestações, conforme as espécies e às suas necessidades. Nos seres que têm a consciência e a percepção das coisas exteriores, ele se ali a inteligência, isto é, à vontade e à liberdade.
Os instintos são automatismos estereotipados e inatos que têm em geral um fim útil para o indivíduo e a espécie.
Reencarnação e a volta da alma ou Espírito à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo.
A vida além da vida faz parte de uma associação de poderes especais.
 O mundo, em todo tempo, é uma casa em reforma, com a lei de mudança a lhe presidir todos os movimentos, através de metamorfoses e dificuldades educativas.
Os mundos felizes, na realidade, são mundos, onde regenerado, depurado de todos maus pendores, o Espírito só tem que progredir no bem, sem mais ter que lutar contra o mal. Esses mundos, como os espíritos que o habitam, se acham no princípio de semifluidez. Aí começa a desmaterialização do corpo.
Já o mundo fluídico é destinado à habitação de espíritos que, desde o estado de infância e de instrução, nunca faliram e que, conservando-se sempre puros na senda do progresso, progridem no estado fluídico.
Seguindo também marcha progressiva e hierarquicamente ascensional, há, em todos os graus da escala, mundos dessa categoria, apropriados e correspondendo aos estados de desenvolvimento e de progresso dos Espíritos que o habitam, estados que vão desde o de infância e instrução até o de puro espírito. Eles se tornam moradas de puros espíritos, quando hão chegado, de maneira progressiva, ao estado fluídico puro.
Antônio Paiva Rodrigues -Por