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domingo, 25 de junho de 2017

“ENCONTRO COM O SEU MENTOR ESPIRITUAL. O SEU GUIA NO ESPIRITISMO. ”

Sua jornada precisa de um mentor
“O encontro com o Mentor é o estágio da jornada em que o herói recebe os suprimentos, o conhecimento e a confiança indispensáveis para superar o medo e dar início à aventura.” (Christopher Vogler)
Seguir sozinho na vida muitas vezes é triste. Vai contra uma necessidade humana básica: relacionar-se. Você se depara com uma dificuldade e já não sabe mais por onde seguir. As opções estão se esgotando e sua vontade de superar aquela barreira já não são mais o bastante.
O ser humano (e o ser espiritual) precisam de um “empurrãozinho”. Aquela voz que te diz que você é capaz. Aquela pessoa que te mostra o caminho e te incentiva a seguir. Um guia que pega na sua mão e vai com você até a porta de entrada da aventura.
Esse é o seu mentor!
O mentor como inspiração e apoio à Jornada do Espírita
“Os mentores nas histórias agem principalmente na mente do herói, mudando sua consciência ou redirecionando sua vontade.” (Christopher Vogler)
Durante nossa jornada na Doutrina Espírita a presença de um(a) mentor(a) – seja material ou espiritual – é de grande importância para nos guiar pela aventura que é conhecer o Espiritismo.
É a pessoa que tem mais conhecimentos e experiências no assunto e sabe como nos incentivar e inspirar nos momentos mais difíceis. Pode ser a figura de um(a) dirigente do centro que você frequenta, um(a) palestrante que se torna amigo(a) ou aquela senhorinha que é sua vizinha há 25 anos e você nem sabia que era espírita!
Você percebe que trilhando essa nova jornada pode se tornar alguém muito melhor do que era no seu Mundo Comum. Assim cria coragem para dar os próximos passos na sua aventura.
Como encontrar um mentor para sua jornada?
Pode parecer uma missão difícil encontrar alguém para te ajudar. Mas você vai perceber que é muito mais fácil do que imagina! Eu trago aqui 3 dicas para encontrar seu mentor, todas já vivenciadas por mim. Escolha uma ou todas elas e siga seu caminho!
O Centro Espírita está cheio de mentores!: Encontrar alguém que possa te auxiliar dentro do centro espírita que frequenta é a maneira mais comum de ter um mentor.
Essa pessoa pode te oferecer as informações iniciais, te estimular a estudar ou pesquisar mais sobre algum tema. Ela te inspira a seguir seu caminho no Espiritismo com mais tranquilidade.
Os mentores também estão na internet: Com a popularização da internet, é cada vez mais comum assistirmos a vídeos ou lermos um artigo de pessoas que nos orientam. Mesmo que não conheça essa pessoa, as palavras dela podem servir de inspiração e motivação para você.
Mentores online também podem ser aqueles amigos ou familiares distantes. Através de mensagens ou até mesmo uma videoconferência, eles são guias que nos orientam e incentivam a seguir.
Os bons livros podem ser seus mentores: Ao ler o livro Boa Nova, de Chico Xavier pelo espírito Emmanuel, me senti ainda mais motivado a trabalhar pelo Espiritismo. Aquelas histórias serviram de estímulo para que eu aceitasse a responsabilidade de divulgar a Doutrina.
Com certeza você já leu (ou ainda lerá) um livro que te inspirou a agir. Esses livros são verdadeiros mentores em nossa jornada! Associamos as palavras aos nossos desafios. Elas parecem terem sido escritas diretamente para nós. Procure bons livros, de autores que você confia, e busque ali o incentivo inicial para seguir sua jornada com mais tranquilidade e confiança.
Como ser mentor na jornada de um espírita?
Você que é dirigente ou trabalhador de um centro espírita com certeza recebeu, recebe e receberá muitas pessoas nessa situação. Existem ações que podem ser benéficas para que a pessoa se sinta acolhida. Por isso separei 3 maneiras de auxiliar alguém que está iniciando sua jornada no Espiritismo:
Seja um canal aberto: Se você tem conhecimentos espíritas, compartilhá-los é uma ótima maneira de reforçar seu entendimento. E claro, é muito importante saber ouvir. Em geral, as pessoas buscam a Doutrina através da dor. Elas podem ser muito auxiliadas quando paramos para escutá-las. Esteja aberto às dúvidas e anseios que surjam das pessoas que querem entender melhor o Espiritismo.
Divulgar é importante: Trabalhe na divulgação do centro e dos trabalhos realizados. Quando o centro apresenta uma estrutura organizada e seus trabalhos são conhecidos, fica mais fácil enxergar ali uma solução.
Seja claro nas divulgações, colocando todas as informações pertinentes à cada atividade do centro. Tire fotos, faça vídeos e promova-os nas redes sociais.
Sua intenção será sempre positiva e terá como objetivo mostrar para mais pessoas o importante trabalho realizado pela casa espírita. Então divulgue sem medo!
O exemplo fala mais do que palavras: Você e suas atitudes também são uma divulgação do Espiritismo. Quando você age como um bom espírita, as pessoas à sua volta começam a vê-lo como um espelho. “Grande poderes trazem grandes responsabilidades”, já dizia Tio Ben a Peter Parker (Homem-Aranha).
Conhecimento também é poder e sua responsabilidade é a de exemplificar tudo que vem estudando no Espiritismo. Seja o exemplo a ser seguido!
E o mentor espiritual, como fica?
Nem todos temos o privilégio de ter um contato direto com nosso mentor espiritual. Se você, assim como eu, é uma dessas pessoas, nós ainda temos chance! Através do desenvolvimento da mediunidade de intuição, cada vez mais poderemos captar a sintonia e as sugestões dos nossos mentores.
Mas como fazer isso?
Mesmo não vendo ou ouvindo nosso(a) mentor(a), você pode estabelecer um diálogo com ele(a). Direcione o seu pensamento e converse como se ele(a) estivesse ali na sua frente (muitas vezes estará mesmo!).
Para afinar ainda mais a sintonia, pare o que está fazendo agora. Respire profundamente e solte o ar com tranquilidade. Direcione o seu pensamento para dentro de você, esquecendo todo o que estiver no ambiente externo. Perceba que alguns pensamentos podem começar a surgir de forma espontânea, com palavras que não foram concebidas por você.
Pratique, pratique e pratique. Sempre buscando a sintonia com seu mentor e pedindo auxílio para que ele te proteja das influências externas negativas. Tenho certeza de que esse papo espiritual vai ficar cada vez mais interessante!
Depois de encontrar o mentor, é hora da AÇÃO!
Você já recebeu o convite para sair da sua zona de conforto. Recusou o convite, pois não encontrou forças para seguir. Agora teve seu primeiro contato com o mentor. Daqui pra frente a nossa jornada começa verdadeiramente!

Fonte: Portal do Espírito.

“VOCÊ ACREDITA EM REENCARNAÇÃO? ”

Você acredita em reencarnação? Hoje, um número muito grande de pessoas, independente da crença religiosa, crê que nascemos muitas vezes.
Acredita que voltaremos vezes inúmeras a este planeta.
Isso porque experiências no campo da psicologia, entre outras, têm demonstrado que essa é uma verdade inconteste.
Alguns pesquisadores e cientistas igualmente já incorporaram essa verdade, provada por anos de experimentações, envolvendo, entre elas, a regressão de memória.
De forma muito estranha, no entanto, não temos nos comportado como quem acredita nessa verdade.
Vejamos o exemplo do nosso planeta. Seria óbvio que, se temos a certeza de que retornaremos a este local, desejássemos que ele nos oferecesse, nesse retorno, as melhores condições de vida.
Entretanto, que fazemos? Preocupamo-nos em preservar a mata?
Os exemplos demonstram que um número expressivo de nós está mais preocupado em ganhar dinheiro.
Dinheiro para gastar agora, nesta vida, sem pensar no futuro. Dinheiro para adquirir uma mansão, um carro, um iate. Dinheiro para viajar pelo mundo e gozar esta vida.
Não estamos absolutamente pensando que se o desmatamento prosseguir, teremos problemas para respirar, para a manutenção das chuvas regulares, para a preservação dos mananciais.
Aliás, as reservas do precioso líquido, água, não estão a nos merecer maior atenção?
Destruímos as matas ciliares, em total desleixo pela preservação de rios preciosos. Tudo porque a lavoura que nos garantirá dinheiro é mais importante do que zelarmos pela natureza.
Quando muito bem poderíamos, com um pouco menos de ambição, ter boa colheita e preservar o meio ambiente.
Um pouco de investimento, maior cuidado, mais atenção.
E quanto à camada de ozônio, cujo buraco se amplia a cada ano, que temos feito?
Preocupamo-nos em não utilizar materiais que a agridam, de forma paulatina?
Ou estamos mais preocupados em gozar dos bens que a vão destruindo?
Temos zelado e exigido que as nossas indústrias criem mecanismos não invasivos a esse precioso espaço que nos preserva a saúde?
Que estamos construindo para o nosso futuro?
Vivemos exatamente como quem, de forma egoística, vê somente o hoje.
O importante é gozar o mais possível. As gerações futuras haverão de dar um jeito para sua sobrevivência.
Damo-nos conta de que as gerações do futuro, por essa lei chamada reencarnação, seremos nós mesmos de retorno?
Que planeta estamos preparando para nós?
Se somos tão egoístas a ponto de não pensar em nossas crianças, esses pequenos que nos merecem todo cuidado, será que pensamos no que estamos deixando para nós mesmos, no amanhã que virá?
A reflexão se faz de oportunidade. Não se trata de um mero apelo, ou de digressões filosóficas, visando convencimento de quem quer que seja.
Trata-se de uma questão de bom senso e discernimento.
Por isso, pensemos: onde desejamos ser recebidos, em nosso retorno?
Num planeta árido, enfermo, com condições insalubres?
Ou num planeta abençoado pela mata verde, o ar puro, as fontes cristalinas cantando melodias de vida?
Um planeta de pedras e montanhas de picos agudos, nus, erguendo-se para o céu?
Ou um local cheio de flores, pássaros cantantes e animais de espécies variadas, mantendo o perfeito equilíbrio ecológico?
A decisão nos pertence. O amanhã depende de nós. A hora de construir e preservar é agora.
O melhor local: onde nos encontramos, no lar, na escola, no escritório, na rua.
Pensemos nisso!

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.

“VENCENDO O MEDO DE NASCER”

O casal se preparou para ter aquele filho durante os longos meses da gestação. Era o primeiro filho e os jovens desejavam que tudo desse certo.
Juntos participaram de todas as aulas de treinamento para o parto e de cuidados com o bebê. Prepararam o enxoval e esperaram.
Mas, o trabalho de parto foi difícil, e, depois de algumas horas, os obstetras ofereceram a opção da cesariana. A jovem gestante, contudo, estava apavorada e não aceitou.
Algumas horas mais e outro médico foi chamado. Apesar do cansaço, da dor e dos apelos do marido, a esposa ainda não aceitou a cirurgia.
Desesperado, o rapaz telefonou para a sogra, que morava em outra cidade e pediu a ela que falasse com a filha. Enquanto o telefonema se desenrolava, ele foi até a sala de espera para falar com seu pai.
O pai de Michael era um homem da terra, habituado à lavoura. Estava ali sentado, aguardando a chegada do filho do seu filho.
Pensativo, ouviu o que o filho lhe explicava. Por fim, disse algumas palavras e abraçou o rapaz, que relaxou um pouco.
Retornando para a sala de parto, Michael soube que a esposa concordara com a cirurgia.
Enquanto a sala de cirurgia foi sendo preparada, a futura mãezinha ficou deitada, exausta, os olhos cheios de lágrimas, aguardando.
Então, antes de ser levada à sala cirúrgica, recobrou o ânimo e fez um vigoroso esforço. A criança nasceu. Era um menino.
O fato surpreendeu aos médicos que estavam assistindo a parturiente, que passaram a declinar várias hipóteses para o fato. Mas o esposo disse que aquilo tudo tinha a ver com seu pai.
E explicou. Quando contou ao velho pai o que estava acontecendo, na sala de parto, ele comentou que o medo dos pais estava perturbando o pequenino ser. Ele também ficou com medo.
Assim, o avô, ali mesmo na sala de espera, começou a falar mentalmente com o netinho.
Falou das suas lembranças. Falou da beleza da terra, do nascer do sol, do entardecer, da nova colheita e da riqueza das safras.
Disse ao neto que aguardava ansioso pelo momento em que eles pudessem caminhar juntos sobre a terra.
Falou da bondade da vida, da amizade, do riso e do trabalho bem feito.
Finalmente, falou do seu amor pela família. Lembrou-se do seu próprio pai, no México, da esposa, ambos já no mundo espiritual.
Falou com o bebê sobre cada um dos irmãos de Michael, os seus tios, do orgulho que deles sentia, das mulheres com que eles se casaram.
Lembrou natais de felicidade, aniversários em família, casamentos. Contou da alegria que sentiam pela felicidade uns dos outros.
Falou e falou.
Ofereceu ao bebê o seu coração. E o bebê nasceu.
Nascer é tão delicado quanto morrer. Quem chega, precisa de carinho, atenção, a fim de se sentir protegido.
Se você vive o momento da gestação, pai ou mãe, converse com o filho por nascer.
Mostre-lhe imagens mentais da bondade do mundo. Compartilhe com ele seu amor pela vida.
Diga o quanto o ama e espera. Fale da beleza das flores, dos sons musicais que enchem os ouvidos e sensibilizam a alma.
Descreva a poesia das noites estreladas e da lua, de cara redonda e prateada.
Acene com os dias futuros em que o levará a passear nas águas cantantes do riacho, onde poderá mergulhar os pés miúdos.
Conte-lhe sobre o valor da vida. Afirme, por fim, que o ama de forma incondicional.
Redação do Momento Espírita, com base no cap.
Encontrando o caminho, do livro As bênçãos do

meu avô, de Rachel Naomi Remen, ed. Sextante.

“VELHAS ENFERMIDADES. VÍCIOS ANTIGOS. ”

O livre arbítrio é uma das bênçãos que distinguem a Humanidade no concerto da Criação.
Nos círculos inferiores da vida, a evolução ocorre de forma automática.
No âmbito humano, os instintos gradualmente perdem a primazia na formulação dos destinos.
Na medida em que se afasta dos círculos primitivos, o homem principia a fazer opções.
Não mais instintos e sensações, mas razão e sentimentos dão o tom da caminhada.
Os equívocos são bastante comuns nesta fase, pois apenas seres perfeitos não erram.
Ocorre que toda violação da Lei Divina traz consequências naturais e automáticas.
Todo erro deve ser reparado.
A reparação é tão mais penosa quanto mais consciente seja o agente.
Os erros do ignorante são mesmo esperados e de fácil reparação.
Quem já possui vasta experiência tem o dever de comportar-se melhor.
A renitência no mal, quando já se tem condições de viver no bem, costuma gerar dolorosos processos expiatórios.
As sucessivas encarnações fornecem vastas oportunidades de aprendizado e refazimento perante os Códigos Divinos.
Salvo o caso das almas missionárias, plenas de amor e sabedoria, a vivência de dores atrozes costuma indicar reparação de males do passado.
Entretanto, muitos Espíritos, quando se veem fortemente complicados perante as Leis Divinas, assumem o papel de vítimas.
Olvidam que seus atos de vontade é que atraíram a dor para suas vidas.
Lançam-se em infindáveis reclamações e adotam comportamento passivo.
Na realidade, deveriam educar a vontade desvirtuada no passado e assumir a responsabilidade pelas próprias vidas.
Quem costuma se achar vítima e gosta de reclamar demonstra possuir certas enfermidades psíquicas.
Tais enfermidades viciam a vontade e retardam a libertação.
Dentre esses fatores pode-se citar o abandono do esforço próprio.
Confrontada com a existência de vícios que lhe infelicitam a vida, a criatura afirma: Sou assim mesmo.
Permite que tristes hábitos que ela mesma criou, no exercício de seu livre arbítrio, continuem a dominá-la.
A indiferença perante a vida também é um sintoma de desequilíbrio espiritual.
Para não sofrer com a realidade de um Mundo que auxiliou a construir no passado, evita até pensar no que nele ocorre.
Questões sociais, políticas e ecológicas são afastadas da mente.
Igualmente é um sinal de psiquismo doentio o hábito de queixar-se de forças exteriores.
As dificuldades vivenciadas são culpa do patrão, da conjuntura econômica ou do governo.
Sempre há um terceiro para assumir o papel de culpado, enquanto a criatura posa de vítima indefesa.
Entretanto, urge reconhecer que a vida é feita de lutas e desafios.
As experiências se sucedem na medida da necessidade de aprendizado e resgate do Espírito.
Não há equívocos nos Códigos Divinos.
Em última análise, ninguém é culpado pelo que outro vive.
Assim, você construiu a sua vida tal qual ela é hoje, mediante inúmeros atos da mais livre vontade.
Convém agora assumir a responsabilidade por ela e lutar corajosamente para solucionar seus problemas.
Pense nisso.
Redação do Momento Espírita, com base na questão 254 do livro O consolador, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
Em 21.02.2008.

“CONHEÇA OS TRÊS ESPÍRITOS SANTOS”

Os dogmas são matérias de fé e de verdade, dizem-no sempre os teólogos. E, no passado, quem negasse uma doutrina dogmática, morria na fogueira da Inquisição. Eles, pois, se firmaram no cristianismo pela força e não pela razão. E o cristianismo, de evangélico que era, tornou-se mais dogmático, o que é lamentável, pois os dogmas são doutrinas polêmicas. E são polêmicas porque elas não têm base na Bíblia, que, muitas vezes,  foi alterada pelos seus tradutores, a fim de ficar de acordo com os dogmas.
E uma das maiores polêmicas dogmáticas é a do Espírito Santo ou Terceira Pessoa trinitária. Até Tertuliano (2º e 3º séculos), Doutor da Igreja, tornou-se herege por ter defendido o montanismo, doutrina de Montano, para quem o Espírito Santo tinha atuação perpétua.
O Deus bíblico e de Jesus, Pai Dele e de todos nós, é que o Espírito Santo ou Santo Espírito verdadeiro, ou seja, o número um, o Criador incriado e Rei Soberano do Universo. A Doutrina Espírita o chama de Causa Primeira de Todas as Coisas ou Inteligência Suprema. Para são Tomás de Aquino, Deus é o único Ser Incontingente (que não procede de outro) e todos os demais seres são contingentes (procedentes de outros).
Todos nós somos espíritos criados por Deus. Por isso somos também espíritos santos. E, na Bíblia, nos seus originais do Velho Testamento e do Novo, respetivamente, em hebraico e grego, quando se diz espírito santo, frequentemente, é “um” espírito humano. Mas os teólogos puseram “o” Espírito Santo e com as iniciais maiúsculas, para significar apenas o da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, o que é lamentável, pois é uma grave falsificação da Bíblia.
E eis um exemplo de que espírito santo na Bíblia, realmente, refere-se também ao espírito santo humano: “Enquanto era levada para ser morta, Deus suscitou o espírito santo de um rapaz muito jovem chamado Daniel.” (Daniel 13: 45, da Bíblia Católica). Para mais detalhes, recomendo, entre outros livros de vários biblistas e teólogos espíritas e não espíritas, o meu, numa linguagem jornalística clara ao estilo da desta coluna em O TEMPO: “A Face Oculta das Religiões”, Editora EBM, lançado também em inglês nos Estados Unidos pela “Outskirts Press”, Denver (Colorado), 2015.
Esta matéria não é uma blasfêmia contra o Espírito Santo, que segundo Jesus não tem perdão nesta vida nem em outra futura. É que esse pecado é contra a nossa voz interior, a voz do nosso próprio espírito santo ou alma que habita em nós. Não se trata também de negar a sua existência, pelo contrário, aceitamos até mais de um Espírito Santo. E, apenas, tentamos esclarecer o que ele é à luz da Bíblia.
De fato, pela Bíblia, ele é o próprio Deus, mas pode designar também como vimos o espírito santo (a alma) que habita em cada um de nós. Por isso, dizemos que, biblicamente, às vezes, é como se ele fosse também uma espécie de coletivo designando o conjunto de todos os espíritos humanos. E vimos também o Espírito Santo dogmático, que é a Terceira Pessoa trinitária, que é o mais falado pelos líderes religiosos e que respeitamos. Mas ele é o mais polêmico, pois qual seria ele, o Deus Pai da Bíblia que Jesus ensinou ou a Terceira Pessoa trinitária?
Essa confusão sobre o Espírito Santo dogmático prejudica seriamente o conceito do Deus cristão!

Fonte: Portal do Espírito.