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quarta-feira, 7 de junho de 2017

"VIDA E MORTE"

Narra-se que o príncipe Sidarta Gautama, após ter-se iluminado, oportunamente interrogou os seus discípulos, indagando qual era o oposto de morte, e eles responderam que era vida.
Após reflexionar por momentos, o nobre mestre redarguiu, tranquilo, que o inverso de morte é renascimento, porquanto sempre se está na vida, quer se deambule através do corpo físico ou fora dele.
Em realidade, a vida biológica, em face da organização molecular que se desestrutura, experimenta, inevitavelmente, a sua desagregação, quando ocorre o fenômeno da morte, que libera do casulo em que se enclausura o Espírito imortal.
Viajor do tempo e do espaço, singra os oceanos de energia, energia pensante que é, vestindo-se, despindo-se e revestindo-se de matéria orgânica para o ministério da evolução, em cujo curso se encontra inscrito.
A vida, no entanto, desde quando criada por Deus, jamais se extingue, alterando-se constantemente de expressão de acordo com os instrumentos de que se utiliza, até lograr o estado de plenitude ou alcançar o Reino dos Céus.
A inevitabilidade da morte biológica deve constituir grave quesito de fundamental importância nas reflexões de todas as criaturas, tendo em vista o momento que será por ela alcançado inapelavelmente.
A depender das circunstâncias e dos fatores que a desencadeiam, a morte foi transformada em tabu, como se constituísse uma verdadeira desgraça, quando é simplesmente uma porta que se abre na direção da Realidade...
A conscientização da transitoriedade do corpo somático, elaborado pelo Divino Amor para servir de solo fértil para a fecundação e desenvolvimento dos atributos adormecidos no Espírito, representa conquista valiosa para a harmonia do ser durante a aprendizagem terrestre.
Mediante o respeito que deve ser dedicado à estrutura orgânica, faculta-se-lhe uma existência de equilíbrio ou de desar, que lhe proporciona libertação fácil ou demorada, conforme a maneira como se haja dele utilizado. Assim sendo, a morte não significa o fim da vida, mas a bênção do renascimento em outra dimensão estuante de vibração e de progresso.
Não fora assim e todo o projeto e realização do ser humano perderia o seu significado grandioso, quando a desoxigenação cerebral anulasse as contínuas modificações celulares.
O ser humano tem como destino a conquista do Infinito, e esse logro não pode ser alcançado em apenas uma etapa, considerando-se a incontável pluralidade de constelações de galáxias, que o Pai criou para servir de morada para os Seus filhos...
O sentido psicológico do existir, igualmente ficaria afetado, em face do ínfimo espaço entre berço e túmulo, prelúdio do aniquilamento da inteligência e da razão, tendo-se em vista a eternidade...
Morte, portanto, é renascimento, sono momentâneo que faculta o despertar em novo campo vibratório.
*   *   *
Aqueles seres queridos que morreram, em realidade não se consumiram, conforme estabelecem algumas correntes do materialismo, anulando a grandeza da vida. Eles vivem e esperam por ti, acompanhando-te por enquanto e auxiliando-te na aquisição dos tesouros imarcescíveis das virtudes espirituais.
Eles resguardam os seres queridos, tendo a visão ampliada em torno da realidade que ora defrontam, e gostariam que fosse alcançada pelos afetos que ficaram na retaguarda.
Por essa razão, encorajam-nos durante as provações, oferecem-lhes braços amigos e inspiração contínua para que permaneçam em paz, embora o rugir das borrascas perigosas que desabam sobre suas existências com certa frequência...
Mas nem todos são felizes, como se pode facilmente compreender.
Cada um desperta conservando os valores com os quais adormeceu.
Todos os títulos de mérito ou de demérito permanecem válidos para aquele que os conduz durante a jornada carnal ou após o seu decesso tumular.
Desse modo, os Espíritos venturosos de hoje são aqueles que ontem se empenharam no culto dos deveres elevados, que transformaram a existência em formoso educandário, no qual abrilhantaram a inteligência e enterneceram o coração, transformando-se em sinfonia viva de amor.
Aqueloutros, porém, que da existência terrestre somente cultivaram os sentimentos negativos, atados às paixões nefastas, profundamente vinculados aos vícios, com dificuldade separam-se dos despojos em degradação, dando prosseguimento à alucinação em que se compraziam.
São infelizes e infelicitadores, porquanto se acercam das criaturas que vibram no seu mesmo diapasão, inspirando-lhes ideias perturbadoras, intoxicando-as com os seus fluidos deletérios, induzindo-as a situações deploráveis e submetendo-as, muitas vezes, aos seus caprichos infelizes...
Ignorantes dos recursos de elevação ou renegando-os, jazem no cárcere da própria insânia, prolongando os padecimentos que os visitaram antes da desencarnação e que lhes estiolam a alegria e a esperança...
Não ficam, porém, eternamente nesse estado de mesquinhez e aflição, porque a misericórdia do Pai os busca, recambiando-os aos renascimentos expiatórios através dos quais se depuram e se renovam.
A morte, portanto, não deve ser considerada como a desventurada ocorrência da vida, mas sim, como a desveladora da realidade espiritual, na qual, todos se encontram mergulhados.
Por isso mesmo, morrer não é conquistar a ventura excelsa, caso não se tenha entesourado antes os seus pródromos em forma de amor, abnegação e vivência digna durante a jornada terrestre.
Cada criatura, portanto, morre conforme vive, e desperta consoante morreu.
*   *   *
Não esperes milagres da desencarnação, cujo objetivo é conduzir ao Grande Lar o aprendiz que viajou antes na direção do educandário terrestre, onde se deve ter aprimorado e crescido moralmente.
Cultiva o pensamento em torno da desencarnação como bênção que um dia te alcançará, e não te permitas temê-la.
Recorda aqueles que se apartaram fisicamente de ti, mas que não te abandonaram, procurando senti-los, captar-lhes os pensamentos e as emoções, quando felizes, e, se porventura lhes perceberes as aflições, envolve-os em dúlcidas vibrações de amor e de ternura através da sublime emanação da prece, que lhes fará um grande bem.
Joanna de Ângelis
Mensagem psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na manhã de 22.05.2009,na residência do Sr. Josef Jackulak, em Viena.
Em 06.01.2010.




“CARTOMANCIA- CARTAS DE TAROT NA VISÃO ESPÍRITA”

Kardec durante a obra da Doutrina Espírita convidou-nos a utilizar a razão em todos os casos.   Utilizando a minha razão, concebo que não faz sentido nenhum o ritual das "adivinhações". É importante deixar claro que "cartas de tarô" nada tem a ver com a Doutrina Espírita.   Acho possível a pessoa que "joga as cartas" ser médium e em raros casos, devido a isso, "captar" algo. Todavia, uma pessoa que "joga as cartas" muitas vezes cobra por isso... além disso, se a pessoa acredita que a resposta está nas cartas e não numa possível mediunidade notamos a falta de esclarecimento racional... Assim, juntando uma pessoa que cobra pela mediunidade, bem como sem esclarecimento racional, podemos constatar o nível dos espíritos afins dela.   Vale lembrar que NENHUM espírito superior faz previsões, muito menos se preocupa com acontecimentos corriqueiros da vida de cada um. É inegável que o Espiritismo, essencialmente, como fato natural, como lei da vida, é de todos os tempos, encontra-se ainda que de modo difuso ou velado no alicerce de todas as crenças imortalistas, razão por que deve ser concebido não como uma seita particular e sim como elemento capaz de fortalecer as diversas religiões e abrir caminho para que elas se encontrem com as várias ciências, levando o homem a cumprir de maneira integral seu destino neste mundo, através do desenvolvimento tanto das potencialidades sentimentais quanto intelectivas.  Assim sendo, nada impede que um católico, um teosofista, um amante da umbanda ou do esoterismo seja também espírita, em face do caráter universalista, cósmico, do Espiritismo, e quem quiser defender esta posição certamente descobrirá algumas frases de Allan Kardec para se apoiar. Contudo, somente será espírita em parte, e não de modo completo, pois é igualmente indiscutível que a verdadeira Doutrina Espírita está no ensino que os Espíritos deram (“O Livro dos Espíritos”, introdução, item XVII), e tal ensino é suficientemente claro quando estabelece os fundamentos de uma filosofia racional (idem, Prolegômenos) que incompatibiliza a teoria e prática do Espiritismo com tudo aquilo que tem sabor místico e é destituído de conteúdo lógico. Daí porque ninguém pode ser fiel à causa espírita se deixar de agir com bom senso.
Segue uma entrevista com o Dr. Richard Simonetti, a qual ele discorre sobre astrologia: 
01 – Os astros governam nossa vida?
Apenas no imaginário popular, sempre propenso a aceitar fantasias sobre os mistérios do destino humano. Há pessoas especializadas em ler o nosso futuro na borra do café. Ninguém perde dinheiro apostando na ingenuidade humana.
02 – Mas a Astrologia é milenariamente cultivada, situada como uma complexa ciência… Para os sonhadores… Astronomia, esta topafiliados sim, uma ciência, demonstra que os movimentos dos astros não guardam a mínima relação com o destino das pessoas.
03 – O fato de nascermos sob determinado signo, uma conjunção de astros no céu, no dia de nosso nascimento, não influi, de certa forma, em nossa personalidade, em nossa maneira de ser?
 Nossa personalidade é fruto de experiências pretéritas, em vidas anteriores. Admitir que o indivíduo possa ser manso ou um troglodita, ter ouvido afinado ou não saber distinguir um fá de um dó, ter vocação para o estudo ou odiar livros, por influência astrológica é algo tão extravagante quanto a doutrina das graças, segundo a qual deus teria seus escolhidos para a salvação. e a justiça, onde fica?
 04 – Como explicar o fato de que os horóscopos definem o perfil psicológico da pessoa, de conformidade com seu signo?
O perfil psicológico no horóscopo é feito de generalidades. as pessoas sempre se encaixam em algumas características apresentadas. Se consultarmos os doze signos do zodíaco verificaremos que em todos há algo de nossa personalidade.
05 – E quanto ao dia-a-dia?
Há pessoas que leem diariamente seu horóscopo com boa margem de acertos. Também é feito de generalidades. Algo como dar tiros no escuro. Alguns atingirão o alvo. Considere, ainda, que sob influência do horóscopo as pessoas criam condicionamentos. Digamos que eu leia que o dia não me será favorável; terei dissabores e contrariedades. Admitindo essa ideia assumirei uma postura negativa que me levará a ver dissabores e contrariedades nas rotinas diárias e até contribuir para que aconteçam.
 06 – E poderia ser o contrário?
Exatamente. Se eu me convenço, porque li no horóscopo, de que meu dia será maravilhoso, assim tenderá, porquanto estarei estimulado a cultivar o bom humor, convicto de que tudo correrá bem.
07 – Seria tudo condicionado ao poder de nossa mente?
 Isso é elementar. Por isso a recomendação basilar do oráculo de delfos, não é: “homem, conhece a astrologia”. Recomenda “homem, conhece-te a ti mesmo”. Na medida em que nos aprofundarmos nesse imenso universo que é a nossa alma, decifraremos com muito mais propriedade o nosso destino.
08 – E a opinião do Espiritismo?
No livro A Gênese, capítulo 7, Allan Kardec destaca a impropriedade da Astrologia, abordando fatos científicos. A pá de cal sobre o assunto está na questão 867, de O Livro dos Espíritos. Pergunta o codificador: Donde vem a expressão: Nascer sob uma boa estrela? Respondem os espíritos mentores, incisivamente: Antiga superstição, que prendia às estrelas os destinos dos homens. Alegoria que algumas pessoas fazem a tolice de tomar ao pé da letra.

Fonte: Blog-Chico Xavier

"A MÃO DE DEUS SEMPRE A NOS PROTEGER"

Deus nos guia sempre, dando-nos a orientação de nossa vida.
Mas precisamos ser receptivos, para ouvir sua voz, sabendo-a interpretar através das circunstâncias que cercam nossa vida, levando-nos ao maior progresso espiritual de nosso ser.
Procure meditar silenciosamente, para ouvir a voz de Deus, que o guia, sem jamais abandoná-lo. Pois sem esforço de nossa parte, jamais atingiremos o alto da montanha. Não desanime no meio da estrada, siga em frente, porque os horizontes se tornarão amplos e maravilhosos à medida que for subindo.
Mas não se iluda, pois só atingirá o cimo da montanha se estiver decido a enfrentar o esforço da caminhada.
Carlos Torres Pastorinho