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sábado, 14 de julho de 2018

“PESADELOS NUMA VISÃO ESPÍRITA”

O que são os pesadelos?
Pesadelos são experiências oníricas, experiências que acontecem durante o sono, que se caracterizam pelo medo. Pode haver outras sensações ou emoções desagradáveis envolvidas, mas a principal característica é o medo.
Para analisar o pesadelo, temos que analisar o sonho.
O que são os sonhos para o espiritismo?
De acordo com a classificação de Allan Kardec, os sonhos podem ser comuns, reflexivos ou espíritas. Sonhos comuns são a continuação de nossas disposições físicas ou psicológicas. Por exemplo, quando você vai dormir com fome e sonha com comida, ou quando você tem uma entrevista de emprego no dia seguinte e sonha com a entrevista. Sonhos reflexivos são fragmentos de lembranças, dessa e de outras existências. São lembranças, são imagens e emoções que vêm à tona quando dormimos. E os sonhos espíritas, que são a atividade real do espírito durante o período de sono físico.
Os pesadelos seguem essa classificação. O pesadelo comum, então, é a continuação das nossas disposições físicas e psicológicas.
Um exemplo de disposição física: você comeu demais, está com azia, está se sentindo péssimo. Quando você dorme, você entra em outros níveis de consciência. E num caso assim, de forte indisposição física, você fica num nível de consciência que o aproxima muito do mal-estar que você está sentindo. Toda a sua atenção, toda a atenção desse seu nível de consciência mais baixo está voltado para o seu processo digestivo, você se confunde com o seu processo digestivo.
Um exemplo de disposição psicológica: você passou por uma péssima experiência durante o dia. Uma experiência trágica, algo que você viu, ou que você ficou sabendo – alguma coisa muito forte que lhe marcou muito. Quando você dorme você permanece ligado a esse acontecimento num outro nível de consciência. E como você não tem controle sobre esse nível de consciência, já que você não está lúcido, você cria uma história, cria um enredo sem pé nem cabeça envolvendo aquele acontecimento trágico.
O pesadelo reflexivo talvez seja o mais comum. Pesadelos reflexivos são fragmentos de lembranças, de imagens de fortes emoções experimentadas por você nesta ou em outras existências, e que estão arquivadas em seu subconsciente. André Luiz define o subconsciente como “o porão da individualidade”. Está tudo guardado lá. Todos nós já vivemos situações muito dolorosas, muito assustadoras, situações muito marcantes em nossa trajetória espiritual. Às vezes essas emoções são tão fortes que ultrapassam a barreira da reencarnação. É só nós nos desligarmos um pouco do corpo físico e nós lembramos essas situações. Nós podemos não lembrar dessas situações, por terem acontecido há muito tempo, ou mesmo por terem ocorrido em reencarnações passadas. Então não é o nosso cérebro físico que lembra. Nós nos desligamos do corpo físico por ocasião do sono e as lembranças vêm à tona a partir do nosso cérebro astral. Esses pesadelos geralmente são recorrentes, são repetições de cenas, sempre a mesma situação que se raepete. Essa situação também pode ter ocorrido no astral, enquanto estávamos desencarnados. Alguns de nós passaram por situações muito aflitivas no astral, e essas experiências permanecem vivas dentro de nós.
E por fim o pesadelo espírita, ou a experiência real do espírito durante o período de sono físico. Também acontece de nós nos metermos em confusão no plano astral enquanto o nosso corpo físico repousa. Todos nós temos nossas ligações no plano astral. E assim como nós temos os nossos afetos, nós temos também os nossos desafetos – e se nós nos encontramos com esses desafetos no astral nós podemos viver situações que, quando despertamos, lembramos como pesadelos.
Uma coisa é certa: quase sempre nós experimentaremos, durante o sono, o resumo do que nós experimentamos intimamente durante o dia. Se nós cultivamos bons pensamentos, bons sentimentos, se nós vivemos num estado de confiança e paz interior, não há espaço para pesadelo.
Mas o principal, sempre, é o estado de equilíbrio íntimo. Se controlamos os nossos pensamentos e sentimentos, se somos gratos a Deus, à Vida, ao mundo, às pessoas, enfim; se desenvolvemos o sentimento de gratidão, e se fazemos algo em benefício do próximo, naturalmente nós nos protegemos e essas situações são superadas.
Morel Felipe Wilkon-espiritoimortal

sexta-feira, 13 de julho de 2018

CURA MORAL: PORQUE A EDUCAÇÃO MORAL DOS ESPÍRITOS DESENCARNADOS É MAIS FÁCIL QUE AS DOS ENCARNADOS.?”

Muitas vezes veem-se Espíritos de natureza má ceder muito prontamente SOB A INFLUÊNCIA DA MORALIZAÇÃO E SE MELHORAR. Pode-se agir do mesmo modo sobre os encarnados, mas COM MUITO MAIS TRABALHO. Por que a educação moral dos Espíritos desencarnados é mais fácil que a dos encarnados? Esta pergunta foi motivada pelo seguinte fato. Um jovem, cego há doze anos, tinha sido recolhido por um espírita dedicado, que se havia empenhado em curá-lo pelo magnetismo, pois os Espíritos haviam dito que isso era possível.
Mas o jovem, em vez de se mostrar reconhecido pela bondade de que era objeto, e sem a qual teria ficado sem asilo e sem pão, SÓ TEVE INGRATIDÃO E MAU PROCEDIMENTO, E DEU PROVAS DO PIOR CARÁTER(não é o que ocorre com cada um de nós, em muitas ocasiões?).
Consultado a respeito, respondeu o Espírito de São Luís:
Esse jovem, como muitos outros, É "PUNIDO" POR ONDE PECOU E SUPORTA A PENA DE SUA MÁ CONDUTA(Lei de Causa e Efeito). SUA ENFERMIDADE NÃO É INCURÁVEL, e uma magnetização espiritual praticada com zelo, devotamento e perseverança, certamente teria êxito, AJUDADA POR UM TRATAMENTO MÉDICO destinado a corrigir seu sangue viciado.
Já haveria uma sensível melhora em sua visão, que ainda não está completamente extinta, SE OS MAUS FLUIDOS DE QUE ESTÁ CERCADO E SATURADO NÃO OPUSESSEM UM OBSTÁCULO À PENETRAÇÃO DOS BONS FLUIDOS que, de certo modo, são repelidos. No estado em que ele se encontra, A AÇÃO MAGNÉTICA SERÁ IMPOTENTE enquanto, POR SUA VONTADE e sua melhoria, ELE NÃO SE DESEMBARAÇAR DESSES FLUIDOS PERNICIOSOS(se não transformarmos nossa forma de ser e agir "CONTINUAREMOS DOENTES").
É, pois, UMA CURA MORAL QUE SE DEVE OBTER, ANTES DE BUSCAR A CURA FÍSICA(o que nós temos feito nesse sentido). Uma MUDANÇA DE DIREÇÃO EM SEU COMPORTAMENTO É A ÚNICA COISA QUE PODE TORNAR EFICAZES OS CUIDADOS DE SEU MAGNETIZADOR, que os bons Espíritos procurarão ajudar. Caso contrário, deve-se esperar que ele perca o pouco de luz que lhe resta e que SEJA SUBMETIDO A NOVAS E MUITO MAIS TERRÍVEIS PROVAÇÕES que terá de sofrer(esta orientação serve para cada um de nós, mas o que temos feito para mudar?).
Agi, pois, sobre ele como fazeis com os maus Espíritos desencarnados, que quereis trazer ao bem. Ele não está sob uma obsessão: É SUA NATUREZA QUE É MÁ(assim somos quase todos nós) e que, além disso, perverteu-se no meio onde viveu.
Os maus Espíritos que o assediam SÓ SÃO ATRAÍDOS PELAS SEMELHANÇAS COM ELE PRÓPRIO. À MEDIDA QUE ELE SE MELHORAR, ELES SE AFASTARÃO. Só então a ação magnética terá toda a sua eficácia. Dai-lhe conselhos; explicai-lhe sua posição; que várias pessoas sinceras se unam em pensamento para orar, a fim de atrair influências salutares sobre ele. SE ELE AS APROVEITAR, não tardará a lhes experimentar os bons efeitos, porque será recompensado por uma sensível melhora na sua posição.”
Esta instrução nos revela um fato importante, O OBSTÁCULO OPOSTO PELO ESTADO MORAL, em certos casos, À CURA DOS MALES FÍSICOS. A explicação acima é de uma lógica incontestável, mas não poderia ser compreendida pelos que apenas veem em toda parte a ação exclusiva da matéria. No caso de que se trata, A CURA MORAL DO PACIENTE ENCONTROU SÉRIAS DIFICULDADES; foi o que motivou a pergunta acima, proposta na Sociedade Espírita de Paris...
Fonte:
Grupo Socorrista Obreiros do Senhor Jerônimo Mendonça Ribeiro 


quinta-feira, 12 de julho de 2018

"MORRER NÃO VAI SOLUCIONAR OS SEUS PROBLEMAS! DIGA NÃO AO SUICÍDIO"

No Brasil e também nos Estados Unidos, é entre os jovens que tem sido registrada, nos dias em que vivemos, a maior expansão no número de suicídios. A principal revista semanal de nosso país dedicou em sua edição de 20 de junho uma extensa reportagem sobre o tema. Segundo a matéria, a decisão de pôr fim à própria vida já é a quarta causa mais frequente de morte entre os jovens.
É evidente que ocorrências suicidas são coisas antigas em nosso mundo. Mas atingiam, em maior número, indivíduos adultos, um dado que, como vemos, tem sofrido significativa mudança.

Várias obras espíritas têm tratado do assunto, que foi igualmente objeto de estudo por parte de Allan Kardec, como mostramos recentemente no editorial publicado na edição 566 da revista o Consolador.
No livro Astronautas do Além, fruto de uma parceria entre Chico Xavier e J. Herculano Pires, o tema foi focalizado no capítulo 3, que teve origem em um bilhete escrito por um amigo de Cornélio Pires, o qual solicitou a opinião do conhecido poeta a respeito do suicídio.
Na reunião pública em que Cornélio atendeu ao pedido do amigo, feita a prece inicial, caiu para estudo a questão 943 d’O Livro dos Espíritos: – De onde vem o desgosto pela vida que, sem motivos plausíveis, se apodera de alguns indivíduos? “Efeito da ociosidade, da falta de fé e geralmente do fastio”, responderam os Espíritos.
Cornélio Pires, respondendo à consulta, escreveu então, pelas mãos de Chico Xavier, o poema Suicídio, formado por oito quadras, nas quais diz que não devemos pensar em suicídio nem mesmo por brincadeira, porquanto um ato desses resulta na dor de uma vida inteira. Em seguida, narrou de forma sintética o drama de seis suicidas e as respectivas consequências. Quim afogou-se num poço e renasceu atolado no enfisema.
Dilermanda matou-se com um tiro e agora não fala, não vê, não anda. Dona Cesária da Estiva pôs fogo nas próprias vestes e retornou num corpo que é chaga viva. Maricota da Trindade suicidou-se ingerindo formicida e voltou, morrendo de um câncer aos quatro meses de idade. Columbano enforcou-se e hoje é paraplégico. Dona Lília Dagele queimou-se com gasolina e agora sofre sarna que lembra fogo na pele.
Após o relato, Cornélio fechou o poema com um admirável conselho:
Tolera com paciência
Qualquer problema ou pesar;
Não adianta morrer,
Adianta é se melhorar.
No comentário que escreveu acerca da mesma questão e seus efeitos, Herculano Pires lembra-nos que não é Deus quem castiga o suicida, pois é o próprio indivíduo que castiga a si mesmo, incurso pelo seu procedimento nas consequências da lei de causa e efeito.
Ninguém – diz Herculano – é levado na corrente da vida pela força exclusiva das circunstâncias. Além de deter em si a faculdade do livre-arbítrio, para poder controlar-se e dirigir-se, o homem está sempre amparado pelas forças espirituais que governam o fluxo das coisas. Daí a recomendação de Jesus: “Orai e vigiai”.
A vida material – acrescenta Herculano – é um exercício para o desenvolvimento dos poderes do Espírito. Quem abandona o exercício por vontade própria está renunciando ao seu desenvolvimento e sofre as consequências naturais dessa opção negativa.” “Nova oportunidade lhe será concedida, mas já então ao peso do fracasso anterior.”
Tolerar as dificuldades e os pesares, eis, portanto, uma sábia atitude, porque buscar a morte não soluciona problema algum, apenas o agrava.
O CONSOLADOR Fonte:Chico de Minas Xavier


quarta-feira, 11 de julho de 2018

“A MORTE NÃO É O FINAL A MORTE NÃO É NADA.”

A morte não é o final.
Eu somente passei para a sala seguinte. Nada aconteceu. Tudo permanece exatamente como sempre foi.
Eu sou eu, você é você, e a antiga vida que vivemos tão maravilhosamente juntos, permanece intocada, imutável.
O que quer que tenhamos sido um para o outro, ainda somos.
Chame-me pelo antigo apelido familiar. Fale de mim da maneira como sempre fez. Não mude o tom. Não use nenhum ar solene ou de dor.
Ria como sempre o fizemos juntos. Brinque, sorria, pense em mim, reze por mim.
Deixe que meu nome seja uma palavra comum em casa, como sempre foi. Faça com que seja falado sem esforço, sem sombra.
A vida continua a ter o significado que sempre teve.
Existe uma continuidade absoluta e inquebrável. A ligação não foi interrompida.
O que é a morte?
Por que ficarei fora dos seus pensamentos apenas porque estou fora do alcance da sua visão?
Eu não estou longe, apenas estou do outro lado do caminho.
Estou simplesmente à sua espera, como num intervalo bem próximo, na outra esquina.
Você que aí ficou, siga em frente. A vida continua bela, como sempre foi.
Tudo está bem.
A morte é somente a cessação da vida orgânica. É apenas o fim do corpo físico e de mais uma etapa da programação Divina.
A essência humana sobrevive para além da vida física, pois o Espírito não tem fim. Somos imortais.
A morte vem apenas nos dizer que chegou o momento da alma retornar à vida plena e verdadeira.
Mostra-nos que o Espírito se despediu do corpo que o abrigou durante a jornada terrestre para se elevar a outras dimensões e continuar sua trajetória evolutiva.
A afeição real, de alma a alma, é durável, e também sobrevive à destruição do corpo. Apenas as afeições de natureza carnal se extinguem com a causa que lhes deu origem.
O amor que nutrimos uns pelos outros continuará existindo na Espiritualidade.
Ao desencarnarmos, seremos recebidos do outro lado da vida por aqueles a quem estamos ligados por laços de afeto e que desencarnaram antes de nós.
Será o momento de rever seres amados que nos aguardam.
O reencontro na Espiritualidade ou em vidas futuras, através de uma nova encarnação, haverá de acontecer.
E todas as vezes que a saudade daquele que partiu parecer maior do que nossas forças possam suportar, busquemos o lenitivo da oração.
Nossas preces alcançam os seres amados onde quer que estejam, levando até eles nossas melhores vibrações.
E, para que possamos sentir as vibrações enviadas pelo pensamento dos amores que hoje vivem em outras dimensões, aquietemos nossas mentes e corações. Com certeza, experimentaremos algum conforto.
A prece é mecanismo abençoado que nos aproxima de Deus e dos afetos que estão distantes.

Redação do Momento Espírita





terça-feira, 10 de julho de 2018

“MEU OBSESSOR NÃO PERMITIU QUE EU CASASSE. ”

O médium Divaldo Pereira Franco contou uma história verídica, aliás, utilíssima para os dirigentes e doutrinadores de reuniões mediúnicas, que é assim:
Uma jovem já havia passado por reuniões mediúnicas de várias Casas Espíritas. Havia se submetido à fluidoterapia, água fluidificada, afirmando que orava e que estudava a Doutrina Espírita, a fim de se libertar da obsessão.
Chegou ao Centro Espírita Caminho da Redenção solicitando auxílio para sua perturbação espiritual, passando a frequentar as reuniões doutrinárias.
Passados alguns anos, numa das reuniões mediúnicas da Casa, o obsessor fora doutrinado, como sempre, com amor, mas também com doce energia. O doutrinador finalizou o seu trabalho dizendo que havia tentando os melhores argumentos, esperando encontrar uma resposta, esperando sensibilizá-lo mas . . . não obteve sucesso.
O Espírito que se conservou mudo até aquele presente momento, redarguiu:
– Vocês estão enganados. Eu preciso esclarecer-lhes algo. No início eu odiei essa mulher. São reminiscências de outras encarnações que nos prejudicaram muito. Porém, aos poucos, fui absorvendo as lições que são ministradas nesta Casa de Caridade e após receber as respostas para minhas dúvidas, nos diálogos que travei com o coordenador dos trabalhos, suavizei meu caráter, abrandei meus vícios, e hoje já começo a viver uma vida diferente, tentando praticar aquilo que aprendi. Mas, ao deixar a antiga inimiga, percebi que ela me evocava com seus pensamentos, culpando-me e injuriando-me. Assim, hoje, eu sou por ela obsedado, e peço a Deus que me liberte desse jugo.
E o Espírito desligou-se do médium, afastando-se.
O diretor da Casa falou com a moça sobre a ocorrência, interrogando-lhe sobre a autenticidade dos fatos.
Ela sempre muito calma e paciente passou a agredir o Espírito com palavras ríspidas. Explicou que, como o obsessor a havia prejudicado por anos à fio, impedindo-a de casar-se e constituir família, ela agora também o perturbava, para que ele experimentasse o mesmo sofrimento.
O diretor conservando a calma e com muita bondade, passou a doutrinar agora a encarnada, esclarecendo-a sobre a terapia salutar do perdão, solicitando um estudo profundo da Doutrina Espírita e a sua renovação espiritual.
Dessa história podemos lembrar que:
1ª “Muitos procuram a Casa Espírita para resolver seus problemas espirituais. Querem livrar-se de obsessores, de preferência rapidamente. Mas o que devemos deixar bem claro para os que nos procuram é que a cura depende dela mesma. A Casa Espírita é um hospital da alma, mas se o paciente não tomar o medicamento corretamente, este não fará efeito. E o medicamento está no Evangelho de Jesus, que nos pede a reforma íntima, ou seja, a reforma em nossos sentimentos, pensamentos e atos. Retirando dela o ódio, o rancor, a mágoa, o ressentimento, a vingança.”
2ª “A vingança é um indício certo do estado atrasado dos homens que a ela se entregam, e dos Espíritos que podem ainda inspirá-la. Portanto, meus amigos, esse sentimento não deve jamais fazer vibrar o coração de quem se diga e se afirme espírita. Vingar-se, como vocês sabem, é contrário a esta prescrição do Cristo: Perdoai aos vossos inimigos.”
3ª “Geralmente, vemos um desencarnado obsediando um encarnado. Mas, o contrário também acontece. Um encarnado também obsedia um desencarnado com lembranças de ódio, rancor, mágoa, vingança ou por ficar lamentando sua desencarnação fazendo com que este fique preso perto de nós.


Fonte: Kardec Rio Preto. Por:  Fernando Rossit

segunda-feira, 9 de julho de 2018

"O ADVOGADO QUE ODIAVA O ESPIRITISMO"

Onde estivesse, se alguém falasse sobre algum tema Espírita, logo, começava com seus sarcasmos:
“Essa história de Espiritismo só num tratado psiquiátrico”– dizia irônico, fazendo difamações.
Aproveitando o período de férias em sua fazenda, resolveu escrever um livro contra os postulados espíritas.
Nos encontros, costumava ler para os amigos esse ou aquele trecho, em que médiuns eram criticados de maneira dura.
Ele e os companheiros, riam muito, entre um e outro gole de uísque.
O distinto advogado assumiu as primeiras responsabilidades para enviar o volume à editora, quando aconteceu o inesperado.
Enquanto dirigia seu carro nas proximidades de uma escola, um menininho correndo distraído, lhe caiu sob as rodas, morrendo instantaneamente.
Um grande tumulto formou-se na rua.
Saindo depressa do carro, e suportando a ameaça do povo, debruçou-se sobre o cadáver minúsculo e, de coração agoniado, chorou em desespero.
Em sã consciência não é culpado, mas tem o coração partido pela dor.
Os pais em pranto, logo se aproximam, e olham aquela cena aterrorizante sem a mínima queixa.
O pai acaricia os cabelos da criança, em silêncio, e a mãe começa a orar em lágrimas.
O advogado espera ser humilhado, acusado, ferido.
Mas encontra ali, porém, apenas paciência, aceitação e serenidade.
No outro dia, logo após o funeral da criança, o advogado consulta então a família sobre a instauração do processo de indenização, mas o chefe da família responde firme:
- Nada disso. O doutor não teve culpa alguma. Ninguém faria isso por querer. Os desígnios de Deus foram cumpridos...
E a mãe do menino enxugando o rosto, acrescenta:
- Choramos, estamos sofrendo muito, como é natural, mas não desejamos indenização alguma. Deus sabe o que faz. Não se preocupe. Compreendemos perfeitamente que o senhor não tem culpa. O senhor está sofrendo tanto quanto nós. Ore conosco, para tentar acalmar-se.
Totalmente transtornado, e sem entender a paciência cristã do casal, o advogado pergunta:
- Que religião professam?
- Nós somos espíritas – informou o pai da pequena vítima.
O advogado baixou a cabeça, e em silêncio retirou-se dali, com uma grande angústia no peito.
E à noite, em casa, de coração transformado, fechou-se no quarto e rasgou o livro que havia escrito."
Espírito Hilário Silva - História adaptada/sintetizada - A Colheita/ Renato Koenig.
Fonte: Espiritbook
 


"PORQUE TANTAS PROVAÇÕES? SERÁ QUE DEUS SE ESQUECEU DE MIM?"


O homem representa a figura mais próxima de Deus. Ele é a mais perfeita criação que a raça humana conhece. Sua história se perde na imensidão do tempo, tornando sua evolução um mistério. Segundo Allan Kardec, todos os seres são criados simples e ignorantes e o mérito de sua evolução é pessoal, de forma que cada espírito traça seu próprio caminho. As diversas existências que o homem vive servem para testar e exercitar o aprendizado que ele foi incumbido de adquirir, em favor do seu aperfeiçoamento moral e intelectual – e, sobretudo da sua felicidade espiritual.
Em nome do progresso:
A lapidação da pedra bruta, que visa se transformar em um diamante cintilante, não é fácil; Exige muito esforço, tempo e cuidado para adquirir o efeito desejado. È desta forma que podemos comparar a evolução humana, uma pedra bruta em constante lapidação, da qual quanto mais sujeira se tira, mais iluminada se torna. Como ensina Allan Kardec na classificação dos mundos, o planeta Terra está na categoria de planeta de provas e expiações, ou seja, como a própria classificação mostra, aqui é o terreno das provações. Esteja encarnado ou desencarnado, o homem é constantemente testado, quando tem oportunidade de avaliar seu desempenho perante as provas da vida. Pessoas mais sensíveis captam esta informação e a guardam como uma preciosidade, pois sabem que todas as provas da existência terrena estão condicionadas ao progresso. Aceitam com tranquilidade as dificuldades que a vida trás, sem questionar ou colocar em dúvida os desígnios de Deus. Outros, porém, veem o sofrimento como uma punição e fazem da vida um templo de lamentações.
Todos os seres humanos que habitam a Terra já passaram por mundos inferiores. Neste mundo a vida é muito mais complicada se comparadas às dificuldades encontradas por aqui. Segundo a Doutrina Espírita, a raça humana estagia através de inúmeras reencarnações adquirindo conhecimentos. Assim num futuro próximo, consegue migrar para mundos ou planos espirituais onde não sejam mais necessárias as provas para o espírito, pois ele já estará preparado para outras etapas da evolução.
 
Provas e Punição:
Algumas pessoas confundem provas com punição dada a “atitudes erradas” de outras existências. Pensando desta forma, entende-se que Deus é um pai severo e punitivo, que castiga seus filhos pelas travessuras aprontadas. A espiritualidade mostra que não é bem assim. Deus não pune ninguém. Apenas mostra o caminho reto; quem se desvirtua deste caminho certamente sofre as consequências de um trajeto mais difícil. Ainda assim, estes tropeços nada têm a ver com as provas reais que a vida impõe. O Espiritismo mostra que a criação de Deus passa por vários ciclos de existências. Primeiro, os reinos naturais, onde a criatura conhece os princípios básicos da criação. Quando chega à classe humana, o homem está preparado para impetrar novos valores ao seu currículo. Nesta fase despertará a razão e cada passo dado será importante para o seu aprimoramento.
Através de inúmeras existências, o ser humano vive e revive situações nas quais pode expressar sensações e emoções importantes para o seu aprimoramento, com chances de errar e aprender. Além de fazer escolhas certas e erradas; nesta etapa costuma sofrer, talvez (ou não), por ainda não entender com humildade a necessidade das dificuldades extremamente importantes para sua evolução. Estas são as provas. É como um jogo: cada fase fica mais difícil a partir do momento em que o jogador consegue passar para níveis mais avançados. Porém, como um jogador persistente, o homem pode vencer todas as fases. Como pode também estagnar e ficar anos, às vezes séculos ou milênios, na mesma etapa, lamentando-se por achar a vida muito difícil.
 
Uma chance a mais...
Quando se fala de provas, imagina-se uma relação de aprendizado e estudo, na qual a existência representa a sala de aula. As vicissitudes da vida são os testes, pelos quais o ser humano terá de passar. Deus, que tudo sabe e a todos vê, acompanha o desenrolar destes testes e o nosso progresso através das provações. O espírito é livre para escolher antes de reencarnar as provas que passará em vida física. Então não adianta culpar Deus ou quem quer seja pela dificuldade que passamos; certamente fomos avisados que não seria fácil. Como disse Kardec (Livro dos Espíritos – questão 843) “Sem o livre-arbítrio, o homem seria máquina”. Somos responsáveis pela nossa vitória ou nossa derrota, mas nunca devemos nos esquecer de que não nos encontramos sozinhos. Deus estará sempre do nosso lado, nos dando força e nos guiando pelo caminho certo a seguir. Basta aprender a perceber os recados que ele envia, através de diversos mensageiros. “Deus lhe supre a inexperiência, traçando-lhe o caminho que deve seguir como fazeis com a criancinha. Deixa-o, porém, pouco a pouco, à medida que o seu livre-arbítrio se desenvolve, senhor de proceder à escolha e só então é que muitas vezes lhe acontece extraviar-se, tomando o mau caminho, por desatender os conselhos dos bons espíritos. A isso é que se pode chamar a queda do homem. “(Livro dos Espíritos – questão 262).
 

Resgates de Débitos, Expiações e Provas. 
Provas
A provação é uma experiência que o espírito passa, como um teste, para avaliar seu desempenho perante os compromissos assumidos antes de reencarnar.
 

Resgate
Resgates são novas oportunidades dadas aos encarnados, para que através de existência novas junto daqueles a quem contraiu débitos possa quitá-los. Reaproximam pessoas, estreita laços perdidos e faz florescer o amor, mesmo quando a relação é marcada pelo ódio e rancor.

Expiação
Expiação diz respeito às experiências que o encarnado precisa vivenciar para reparar algum erro ou atitude equivocada. Por exemplo, se o cidadão comete um roubo em determinada existência, é quase certo que, no futuro, também será roubado ou passará por privação exatamente daquele bem que ele roubou.
Em resumo, a expiação é sempre uma provação. Juntas, são colaboradoras fiéis em casos de resgates.
Se analisarmos com coerência o significado da palavra expiação, veremos que ela traduz com bastante ênfase a benção da quitação. Se uma pessoa faz algo sabendo que está errado e que, portanto, não deve ser praticado, deve responder por sua irresponsabilidade. Esse acerto de contas é importante para o espírito que, enquanto não expia seu erro, mantém-se preso a ele como uma espécie de lembrança ao erro cometido. Porém algumas pessoas se comprometem tanto com uma vida baseada em preceitos cristãos, que tornam esta quitação praticamente nula frente aos bons atos praticados, de forma que lhe é livrado o acerto. Ou seja, o débito é perdoado! Os resgates também estão relacionados a acertos de contas, porém, de forma mais sutil. É um acerto de contas através do entendimento, do perdão e do amor. Assim são os casos familiares e conjugais, cujas histórias das mais diversas formas são levadas ao âmbito familiar para o estreitamento de laços de forma fraternal.
 

Raphael de Assis- 
Fonte:  Espiritbook

domingo, 8 de julho de 2018

“SERÁ QUE TEREI QUE REENCARNAR NOVAMENTE????”

O que é a reencarnação compulsória?
Para nós entendermos o que é a reencarnação compulsória, nós precisamos entender antes como normalmente se dá a reencarnação.A reencarnação acontece por afinidade e atração. Espíritos afins, espíritos que têm afinidade uns com os outros, tendem a se atrair. Isso é tão evidente que nós vemos o resultado disso todos os dias:Num estádio de futebol milhares de pessoas se reúnem para olhar futebol, porque gostam de futebol, eles têm em comum o gosto pelo futebol; num bar, se reúnem os espíritos (pessoas são espíritos) que gostam de beber, eles têm essa afinidade uns com os outros – gostam de beber, então se reúnem num bar e bebem; numa faculdade se reúnem pessoas que gostam de um determinado tema, de uma determinada área do conhecimento; e assim por diante. Eu dei exemplos de coisas físicas, de coisas que acontecem aqui no plano físico, mas a afinidade é espiritual, ela apenas se manifesta no plano físico.Assim os espíritos se reúnem numa mesma família: por afinidade. Assim os espíritos são atraídos para os seus futuros pais. Então este é o processo natural: espíritos têm afinidade entre si, sentem-se atraídos uns pelos outros e essa atração pode resultar na reencarnação.Mas nós temos que entender o que é afinidade – ter afinidade com alguém é ter pontos em comum com este alguém, mas estes pontos em comum podem ser positivos ou negativos.Os nossos desafetos são nossos espíritos afins. Eles só são nossos desafetos porque nós temos afinidade com eles – espíritos afins, então, são os afetos e os desafetos, são os espíritos com que nós desenvolvemos relações de amor e ódio. O contrário do amor não é o ódio, o contrário do amor é a indiferença. Amor e ódio entre pessoas (entre espíritos) é afinidade entre esses espíritos. O ódio é o amor doente, é um desajuste na nossa capacidade de amar.
Outro modo de reencarnar é através de um planejamento. Espíritos mais elevados, mais experientes, coordenam, dentro de certos limites, a evolução de grandes grupos de espíritos, e podem intervir em favor dos seus tutelados. Na literatura espírita nós temos um exemplo de planejamento reencarnatório no capítulo 13 do livro Missionários da Luz, que trata da reencarnação de Segismundo. Nós vemos que quando se aproximava o momento da reencarnação de Segismundo o instrutor Alexandre tinha em mãos os mapas cromossômicos do espírito, onde estavam previstas todas as características do novo corpo físico do espírito reencarnante.
Segismundo ia reencarnar como filho do homem a quem ele havia matado, na reencarnação anterior, e da mulher por quem os dois disputaram. Na existência anterior os dois disputavam a mesma mulher, e Segismundo matou o seu rival para ficar com a mulher. Agora Segismundo ia reencarnar como filho dos dois para que eles, em conjunto, numa formatação familiar, se rearmonizassem, se reajustassem consigo mesmos e uns com os outros.
No caso de Segismundo houve um planejamento nesse sentido – por merecimento dele; ele cometeu um erro grave, se arrependeu, se regenerou, se tornou um excelente trabalhador da espiritualidade.
Nesse caso, então, ele tinha merecimento e estava inteiramente de acordo com aquilo que esperavam dele. Mas há casos em que o espírito não tem interesse nem condições de seguir um planejamento. É muito comum que os espíritos que cometeram muitos erros fiquem num estado de semi-consciência, num estado de fixação mental, revivendo algumas cenas mais fortes da sua última reencarnação, ou mesmo repetindo indefinidamente os mesmos acontecimentos – disputas com outros espíritos, crimes – presos numa esfera de remorso, dor, revolta e ignorância.
Nesses casos espíritos mais elevados, aqueles que coordenam a evolução dos seus tutelados, podem interferir na vida desses espíritos perturbados, organizando uma reencarnação de reparação, uma reencarnação em que o espírito tenha, em primeiro lugar, a oportunidade de se livrar daquele estado de fixação mental. Então o espírito recebe um novo corpo, pai e mãe, ou quaisquer outras pessoas para lhe orientarem, de acordo com as suas capacidades – o espírito volta ao plano material para tentar se reajustar.
Pegando novamente um exemplo da obra de André Luiz, nós vemos em Nosso Lar, que é o primeiro livro da série A vida no mundo espiritual, que a mãe de André Luiz já era um espírito mais evoluído, mais adiantado. O pai de André Luiz, ao contrário, estava em regiões inferiores do umbral. O pai dele tinha tido algumas amantes quando encarnado e estava agora envolvido com duas dessas amantes num estado mental doentio.
A mãe de André Luiz se preparava para reencarnar e planejava casar novamente com o seu marido e assumir essas duas amantes do marido como suas filhas. Eles não teriam escolha – iriam reencarnar compulsoriamente, por influência da mãe de André Luiz.
Nesse caso nós vemos um espírito adiantado com interesse direto nesse planejamento, nesse reajuste. Mas há inúmeros casos, incontáveis casos de espíritos que reencarnam compulsoriamente sem contar com a ajuda interessada de alguém. Espíritos que se dedicam à obsessão, por exemplo. Esses espíritos, quando são afastados das suas vítimas, são às vezes encaminhados compulsoriamente para a reencarnação.
Com o avanço dos tratamentos espirituais, com o avanço da intervenção dos espíritos encarnados e desencarnados no plano astral, o que nós vemos hoje é exatamente um fenômeno de reencarnação em massa desses espíritos desajustados, desses pequenos e grandes malfeitores do astral.
Grande parte dos delinquentes jovens – que são muitos – são espíritos que reencarnaram compulsoriamente. Receberam uma nova chance – porque a reencarnação é sempre uma nova chance – e não estão sabendo aproveitar.
Alguns desses espíritos estão recebendo a sua última chance na Terra. Se não se ajustarem, continuarão o seu processo evolutivo em outro planeta, mais adequado às suas possibilidades.
ESPÍRITO IMORTAL | Morel Felipe Wilkon

quarta-feira, 4 de julho de 2018

"A MAIORIA DAS COISAS QUE VOCÊ ATRAI  SÃO AQUELAS QUE VOCÊ ESTÁ TRANSMITINDO"

Você não pode evitar a chegada em sua vida de más notícias ou pessoas potencialmente tóxicas.
Entretanto, se você aceitar que não pode mudar isso, perceberá que a maioria das circunstâncias que enfrenta diariamente dependem da atitude que você demonstra ao vivê-las. Então, lembre-se que a maioria das coisas que você atrai realmente correspondem à maioria das coisas que você transmite.
Em outras palavras, a predisposição que você tem para encarar o ambiente ao acordar é quase a parte mais importante do condicionamento que você precisa para passar todo o seu dia. Além disso, se você se levantar com uma atitude positiva, verá que parece que as boas novas chegam até você ou, numa atitude negativa, simplesmente que as horas são muito mais difíceis.
O QUE VOCÊ RECEBE ESTÁ EM SUA MENTE
Absolutamente tudo o que você sente vai além da pele e, de um jeito ou de outro, se estende para fora: o que está em sua mente sai automaticamente, voluntaria ou involuntariamente. É uma lei que pode trabalhar a seu favor ou contra você, dependendo das emoções, sentimentos e pensamentos que transcendem você.
Nesse sentido, quando você está desanimado, seu corpo percebe e reage; isso é observado no comportamento, no mal-estar físico, na energia, etc. Se, pelo contrário, sua mente estiver cheia de pensamentos positivos, seu corpo também a expressará em seu bem-estar geral.
"O que realmente precisamos é de uma mudança radical em nossa atitude em relação à vida. Devemos aprender por nós mesmos e depois ensinar as pessoas desesperadas que, na verdade, que não somos nós que temos que esperar por algo na vida, mas QUEM está esperando algo de nós" ~ Viktor Frankl
De um jeito ou de outro, é algo que projetamos no espaço e nas pessoas ao nosso redor, o que molda nosso estilo de confrontação/enfrentamento. Em outras palavras, passamos pelo filtro de nossa atitude mental tudo o que nos acontece: a magnitude de um evento está ligada ao poder que damos a nós mesmos através da interpretação que fazemos dele.
SE VOCÊ LEVAR O SOL EM VOCÊ, VOCÊ SABERÁ COMO SECAR A CHUVA
Se você pratica o otimismo e consegue pegar o que acontece com você de maneira mais leve, é provável que atraia vibrações positivas.
Até certo ponto, se você pensar a respeito, perceberá que está perdendo muito da sua força reclamando de fatos insignificantes. A mesma coisa acontece com essas pequenas coisas passageiras levando-nos a pensar que não temos sorte e, portanto, nos amaldiçoar por horas.
Se você levar o Sol em você, você saberá como secar a água da chuva.. Se você transmitir Calor, Simpatia, Gentileza e Bondade, entre outras coisas, colherá a mesma coisa ao seu redor e, se não for assim, verá o caminho para seguir com um olhar diferente e mais positivo.
"Quando nos sentimos positivos em nossa atitude, esperamos e imaginamos prazer, satisfação e felicidade,nós tendemos a atrair e criar pessoas, situações e eventos que atendam a essas expectativas" ~ Shakti Gawain
Como não podemos controlar tudo o que acontece conosco, o principal é agir inteligentemente ao interpretar tudo isso e não dar muita importância ao que não é. Brilhar para que brilhe com você, saber que o sorriso protege da tristeza, procurar o caminho para remover as pedras do nosso caminho e não usá-lo para construir uma parede.
VOCÊ PERMITE O QUE VOCÊ MERECE
Como você consegue tudo isso?
Bem, permitindo-se o que você Merece.
Não seja uma daquelas pessoas que aceitam o exercício do masoquismo para rejeitar o que o sucesso lhes concede. Elas fazem isso pensando que talvez, desta forma, a má sorte também não as chame. É uma lei ilusória associada a um conceito igualmente ilusório de justiça.
O que é certo é que, contanto que você dê as costas ao sucesso, a má sorte se instalará da mesma maneira.
Contanto que você rejeite as recompensas, a má sorte não o deixará.
Então, por que não comemorar a recompensa?
Pense em encontrar e reconhecer o que você precisa em sua vida.
Decifrar isso ajudará você a aprender que o primeiro passo é uma boa atitude: não recuse o que Merece, não se limite, não tenha medo. Esta é a melhor maneira de cuidar de si e canalizar a seu favor o que você recebe.
"Sua maneira de ver a vida é a melhor maneira de cuidar de si mesmo (a).. Sua perspectiva pode afogá-lo (a) ou elevá-lo (a). E a atitude é algo que você pode escolher." ~ Spencer Johnson

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Tradução - Vilma Capuano - vilmacapuano@yahoo.com.br
Grata Vilma!
Fonte: Espiritbook


"APARIÇÕES DE ESPÍRITOS! COMO ISTO ACONTECE?

De todas as manifestações espíritas, as mais interessantes são sem dúvidas aquelas pelas quais os Espíritos podem se tornar mais visíveis. Pela explicação desse fenômeno veremos que ele, como os outros, nada tem de sobrenatural. Damos inicialmente as respostas dos Espíritos a respeito do assunto.
Os Espíritos podem se tornar visíveis?
— Sim, sobretudo durante o sono. Entretanto, certas pessoas os vêem também no estado de vigília, mas isso é mais raro.
Como podemos ver os Espíritos em estado de vigília?
— Isso depende do organismo, da facilidade maior ou menor do fluido do vidente de se combinar como o do Espírito. Assim, não basta o espírito querer mostrar-se; é também necessário que a pessoa a quem se quer mostrar tenha a aptidão para vê-lo.
Essa faculdade pode desenvolver-se pelo exercício?
— Pode, como todas as outras faculdades. Mas é daquelas cujo desenvolvimento natural é melhor do que o provocado, quando corremos o risco de superexcitar a imaginação. A visão geral e permanente dos espíritos é excepcional e não pertence às condições normais do homem.
Os que vêem os Espíritos o fazem com os olhos?
— Eles pensam que sim, mas na realidade é a alma que vê. A prova é que podem vê-los de olhos fechados.
Todos são aptos a ver os Espíritos?
— Durante o sono, todos. Mas não quando estão acordados. No sono, a alma vê diretamente; quando estais acordados ela sofre em maior ou menor grau a influência dos órgãos. Eis porque as condições não são as mesmas nos dois casos.
A visão dos Espíritos ocorre no estado normal ou somente durante o êxtase?
— Pode ocorrer em condições perfeitamente normais; entretanto, as pessoas que os vêem estão quase sempre num estado especial, próximo do êxtase que lhes dá uma espécie de dupla vista. (Ver O Livro dos Espíritos, nº 447)
Como o Espírito pode tornar-se visível?
— O princípio é o mesmo de todas as manifestações e está nas propriedades do perispírito, que pode sofrer diversas modificações, à vontade do Espírito.
O Espírito propriamente dito pode fazer-se visível ou só o faz com a ajuda do perispírito?
— Na vossa situação material o Espírito só pode manifestar-se com a ajuda do seu invólucro semimaterial. É este o intermediário pelo qual eles agem sobre os vossos sentidos. Graças a esse invólucro é que eles aparecem algumas vezes com a forma humana ou outra qualquer, seja nos sonhos ou no estado de vigília, assim a plena luz como na obscuridade.
Poderíamos dizer que é pela condensação do fluido do perispírito que o Espírito se torna visível?
— Condensação não é o termo. Trata-se apenas de uma comparação que pode ajudar a compreender o fenômeno, pois não há realmente uma condensação. Pela combinação dos fluidos produz-se no perispírito uma disposição especial, sem possibilidade de analogia para vós, e que o torna perceptível.
Pode-se provocar a aparição dos espíritos?
— Pode-se algumas vezes, mas muito raramente. Ela é quase sempre espontânea. Para provocá-la é necessário que se possua uma faculdade especial.
Os Espíritos que se manifestam pela visão pertencem a uma determinada categoria?
— Não; podem pertencer a todas as categorias, das mais elevadas às mais inferiores.
É permitido a todos os Espíritos manifestarem-se visivelmente?
— Todos o podem, mas nem sempre tem a permissão nem o desejo de fazê-lo.
Com que fim os Espíritos se manifestam visivelmente?
— Isso depende; segundo sua natureza, o fim pode ser bom ou mau.
Como pode ser permitido, quando o fim é mau?
— É então para por à prova aqueles que os vêem. A intenção do Espírito pode ser má, mas o resultado pode ser bom.
Qual o objetivo dos Espíritos que se fazem ver com má intenção?
— Assustar e muitas vezes vingar-se.
Qual o objetivo dos Espíritos que aparecem com boa intenção?
— Consolar os que lamentam a sua partida; provar-lhes que continuam a existir e estão perto deles; dar conselhos e algumas vezes pedir assistência para si mesmos.
Que inconveniente haveria em ser permanente e geral a possibilidade de ver os Espíritos? Não seria essa uma forma de tirar a dúvida aos mais incrédulos?
— Estando o homem constantemente cercado de Espíritos, o fato de vê-los sem cessar o perturbaria, constrangendo-o nas suas atividades, e lhe tiraria a iniciativa na maioria dos casos, enquanto, julgando-se só, pode agir com mais liberdade. Quanto aos incrédulos, dispõem de muitos meios para se convencerem, caso queiram aproveitá-los e se não estiverem cegos pelo orgulho. Sabes de pessoas que viram e nem por isso acreditam, pois dizem que se trata de ilusões. Não te inquietes por essa gente, de que Deus se encarrega.
Nota de Kardec: Haveria tanto inconveniente de estarmos sempre na presença dos Espíritos, como em vermos o ar que nos cerca ou as miríades de animais, microscópicos que pulam ao nosso redor. Do que devemos concluir que o que Deus faz é bem feito e que Ele sabe melhor do que nós o que nos convém.
Se a visão dos Espíritos tem inconvenientes, porque é permitida em alguns casos?
— Para dar uma prova de que nem tudo morre com o corpo e de que a alma conserva a sua individualidade após a morte. Essa visão passageira é suficiente para dar a prova e atestar a presença dos amigos ao vosso lado, não tendo os inconvenientes da visão incessante.
Nos mundos mais adiantados que o nosso a visão dos Espíritos é mais frequente?
— Quanto mais os homens se aproximam da natureza espiritual, mais facilmente entra em relação com os Espíritos. É a grosseria do vosso corpo que torna mais difícil e mais rara a percepção dos seres etéreos.
É racional assustar-se com a aparição de um Espírito?
— Aquele que refletir a respeito há de compreender que um Espírito, seja qual for, é menos perigoso que um vivo. Os Espíritos, aliás, estão por toda parte e não tens a necessidade de vê-los para saber que podem estar ao teu lado. O Espírito que desejar prejudicar alguém pode fazê-lo sem ser visto, e até com mais segurança. Ele não é perigoso por ser Espírito, mas pela influência que pode exercer no pensamento do homem, desviando-o do bem e impelindo-o ao mal.
Nota de Kardec: As pessoas que tem medo da solidão e do escuro, raramente compreendem a causa do seu pavor. Elas não saberiam dizer do que tem medo, mas certamente deviam recear-se mais de encontrar homens do que Espíritos, porque um malfeitor é mais perigoso em vida do que após a morte. Uma senhora de nosso conhecimento teve uma noite, em seu quarto, uma aparição tão bem definida que acreditou estar na presença de alguém e sua primeira sensação foi de pavor. Certificando-se de que ali não havia nenhuma pessoa, disse a si mesma: 'Parece que se trata apenas de um Espírito; posso dormir tranquila'.
Aquele que vê um Espírito poderia conversar com ele?
— Perfeitamente. E é justamente o que se deve fazer nesse caso, perguntando quem é o Espírito, o que deseja e o que se pode fazer por ele. Se o espírito for infeliz e sofredor, o testemunho de comiseração o aliviará. Se for um Espírito benévolo, pode acontecer que tenha a intenção de dar bons conselhos.
Como o Espírito poderia responder?
— Às vezes falando, como uma pessoa viva; a maioria das vezes por uma transmissão de pensamentos.
Os Espíritos que aparecem com asas realmente as têm, ou essas asas são apenas uma aparência simbólica?
— Os Espíritos não tem asas. Não precisam delas, pois podem transportar-se por toda parte como Espíritos. Aparecem dessa forma porque querem impressionar a pessoa a que se mostram. Uns aparecerão com suas roupas habituais, outros envolvidos em panos, alguns com asas, como atributo da categoria espiritual que representam.
Os Espíritos zombadores não poderiam tomar a aparência das pessoas que nos são caras e nos iludirem?
— Tomam aparências fantasiosas para se divertirem a vossa custa, mas há coisas com as quais não lhes é permitido brincar.
Os Espíritos podem fazer-se visíveis com outra aparência, além da humana?
— A forma humana é a sua forma normal. O Espírito pode variá-la na aparência, mas conservando sempre o tipo humano.
Os Espíritos poderiam se apresentar com a forma de animais?
— Isto pode acontecer, mas são sempre Espírito inferiores os que tomam essas aparências. Mas seriam sempre, em todos os casos, aparências passageiras, pois seria absurdo acreditar que um animal pudesse ser a encarnação de um Espírito. Os animais são sempre animais e nada mais do que isso.
Por que certas visões são mais frequentes nas doenças?
— Elas ocorrem igualmente no estado de perfeita saúde, mas na doença os laços materiais se afrouxam e a fraqueza do corpo deixa mais livre o Espírito, que entra mais facilmente em comunicação com outros Espíritos.
Por que as aparições se verificam mais à noite?
— Pela mesma razão que vês as estrelas à noite e não em pleno dia. A claridade intensa pode ofuscar uma aparição delicada. Mas é errôneo supor que a noite tenha algo de especial para isso. Interpela todos os que as viram, e constatarás que a maioria ocorre de dia.
Nota de Kardec: Os fenômenos de aparição são muito mais frequentes e gerais do que se pensa, mas muitas pessoas não os revelam por medo do ridículo e outras os atribuem à ilusão. Se parecem mais abundantes em certos povos é porque esses conversam mais cuidadosamente as tradições verdadeiras ou falsas, quase ampliadas pelo fascínio do maravilhoso, a que se o aspecto das localidades se presta mais ou menos. A credulidade faz ver, então, efeitos sobrenaturais aos fenômenos mais vulgares; o silêncio da solidão, o escapamento dos caminhos, o rumorejar das florestas, o estrépito das tempestades, o eco das montanhas, a forma fantástica das nuvens, as sombras, as miragens, tudo enfim se presta à ilusão das imaginações simples e ingênuas, que propagam de boa fé aquilo que viram ou que acreditam ter visto. Mas ao lado da ficção há o real, que o estudo sério do Espiritismo consegue livrar dos acessórios ridículos da superstição.
Fonte: Livro dos Médiuns – Allan Kardec
(Cap 6 – Manifestações Visuais)




MEDIUNIDADE GRATUITA: ESPÍRITAS, VIDENTES E FARSANTES."

Pessoas que intitulam espíritas e videntes que cobram, ou melhor extorquem pessoas que em momentos de carência acabam caindo na conversa desse tipo de gente.
Lógico que existem terapeutas sérios que atendem e cobram pelas consultas, mas eles jamais se dizem espíritas.
Certa vez uma mulher com um bom carro me parou e veio com uma conversa que eu estava sendo acompanhado por um obsessor. Eu dei corda, e ela queria me vender uma vela e outros apetrechos, alegando que me ajudariam. Também me convidou para uma consulta espiritual. Lógico que não dei continuidade á conversa. Depois de algum tempo soube que aquela figura era velha conhecida na região, e costumava praticar esse tipo de abordagem com frequência. O pior é que alguns deviam cair na conversa da farsante.


Nota; O espiritismo não comporta nenhum tipo de cobrança ou pessoas vivam às custas do espiritismo.
Seus divulgadores, médiuns e participantes dos grupos e casas espíritas jamais podem ter qualquer tipo de vantagem financeira. Então, se você ver alguém querendo cobrar qualquer cifra por algum favor espiritual não tenha dúvida. O espiritismo não está presente ali. Cuidado!


​Videntes farsantes: veja dicas importantes para não cair em golpes
Você acredita que amarração de amor funciona? Ganhar na loteria com os números fornecidos por um vidente é possível?
Ou as dificuldades pelas quais está passando foram deflagradas por um feitiço lançado por um inimigo?
Veja dicas para não cair em roubadas de falsos videntes e se prevenir contra prováveis decepções.


Como se proteger de falsos profetas
A receita é simples: não visite ou faça consultas onde o suposto orientador espiritual tem as características que serão citadas a seguir, nas abas deste infográfico. Devemos repelir os falsos videntes da mesma maneira que fechamos nossa casa aos importunos.


Médiuns interesseiros
O decodificador do espiritismo, Allan Kardec (1804-1869), orienta: “uma faculdade mediúnica não pode ser um motivo de suspeita, pois existe uma aptidão real. O correto é agir sempre de muita boa fé para obter um resultado satisfatório. Infelizmente, qualquer coisa pode tornar-se um objeto de exploração; não há charlatanismo desinteressado. Se alguém se sentir coagido, o melhor a fazer é mostrar o desinteresse; a mais peremptória resposta que se pode oferecer aquele que nos deseja lograr”.
A volta da pessoa amada em 24h. Amarração forte...
Alguém que diz realizar simpatias para que o cliente encontre um grande amor não pode de fato cumprir isso se a sua própria vida é completamente tumultuada sentimentalmente. Em muitos casos, a consulta tem um valor relativamente baixo, mas o trabalho para tê-lo de volta é “salgado”, pois o seu amor já estaria “amarrado” (pela antiga namorada ou ex-mulher) e isto, supostamente, precisa ser desfeito. Não seria mais sensato (e econômico) o consulente entender que esta separação ocorreu por falta de compatibilidade do casal?


Sonhei com você
É prática comum dos desonestos de plantão telefonar para o cliente e o amedrontar dizendo que teve um sonho muito ruim com a pessoa ou seus parentes (geralmente com os filhos) e que, por isso, seria necessário um trabalho espiritual. Infelizmente, muitos caem neste golpe e depositam a quantia para uma suposta oração ou limpeza. Na grande maioria das vezes, ninguém sonhou e nada será realizado pelo suposto profissional.


Anúncios milagrosos.
Os desonestos dizem ter respostas para tudo. Duvide dos anúncios que prometem sempre coisas impossíveis, como a cura de vícios em geral, problemas graves de saúde, a promessa do seu amor dentro de sete dias, emprego novo etc.


Segredo na consulta.
A discrição é uma qualidade, mas proibir que se revele o conteúdo aos seus familiares é suspeito. Além de pedir total sigilo, o falso profissional orienta para que se afaste das pessoas que poderiam abrir seus olhos.


Charlatanismo.
O charlatão é conhecido por receitar ervas, emplastos, líquidos para todo tipo de tratamento. Alguns informam até mesmo que o tratamento médico deve ser interrompido. No artigo 283 do Código Penal Brasileiro, o charlatanismo é descrito como: “inculcar ou anunciar cura por meio secreto ou infalível. Pena de 6 meses a 2 anos de prisão”.


Má aparência e espiritualidade.
Desista de frequentar um local que seja sujo ou bagunçado, pois sujeira e bagunça não são andam juntas com religiosidade ou espiritualidade. Se o corpo físico é mal-cuidado, provavelmente o espiritual também o seja.


Bebidas, drogas e assédio sexual.
Afaste-se de supostos profissionais que exalam cheiro etílico, principalmente durante a consulta. Drogas então, nem pensar. “Trambiqueiros” costumam assediar sexualmente seus clientes. A pessoa com os supostos poderes se diz incorporada por uma entidade (conhecida como “esquerda”) e, de forma descarada, poderá assediá-lo.


Feitiço em sua residência.
É impressionante como há pessoas que ainda caem neste golpe. Geralmente, o vidente “encontra” um feitiço, que pode conter tufos de cabelo, cera de velas, insetos etc. Se ele percebe que o cliente não cairá no golpe, segue para o quintal e desenterra um sapo como em um passe de mágica (com o nome do cliente escrito em um papel).Ari Lopes.


Nota; Kardec durante a obra da Doutrina Espírita convidou-nos a utilizar a razão em todos os casos. Utilizando a minha razão, concebo que não faz sentido nenhum o ritual das "adivinhações". É importante deixar claro que "cartas de tarô" nada tem a ver com a Doutrina Espírita. Acho possível a pessoa que "joga as cartas" ser médium e em raros casos, devido a isso, "captar" algo. Todavia, uma pessoa que "joga as cartas" muitas vezes cobra por isso... além disso, se a pessoa acredita que a resposta está nas cartas e não numa possível mediunidade notamos a falta de esclarecimento racional... Assim, juntando uma pessoa que cobra pela mediunidade, bem como sem esclarecimento racional, podemos constatar o nível dos espíritos afins dela.

Janaina Garcez.

Fonte: Espiritbook

terça-feira, 3 de julho de 2018

"PROTEÇÃO CONTRA ESPÍRITOS MAL-INTENCIONADOS"

Espíritos ignorantes existem por toda parte, sejam encarnados ou desencarnados, e muitos estão disponíveis para praticar maldades em troca de alguma compensação. Se, por um lado, nos protegemos dos encarnados mal-intencionados, trancando as portas de nossas casas, pagando a porteiros, vigias ou tendo cães de guarda, também existe uma maneira eficaz de nos protegermos dos Espíritos desencarnados que desejam fazer mal a nós ou àqueles a quem amamos. Melhor que isso, o modo que temos de nos defender da ação dos desencarnados mal-intencionados é muito mais seguro, pois jamais falha .
Que modo é esse que temos para nos proteger? Sincronizarmo-nos com a proteção dos bons Espíritos, através do amor em ação, também chamado de caridade, e da prece. Ao contrário de alarmes ou cães de guarda, os primeiros destituídos de inteligência própria e os segundos ainda desprovidos de uma consciência plena e, desse modo, passíveis de ser enganados por encarnados mal intencionados inteligentes, os bons Espíritos que podem nos proteger dos desencarnados com más intenções são muito mais sábios do que esses e, portanto, jamais serão enganados por eles.
Mas será tão simples assim nos livrarmos das influências negativas do plano espiritual? Nem tanto quanto parece, é o que o entendimento da Doutrina nos ensina. Vejamos o que nos dizem os instrutores espirituais em O Livro dos Espíritos:
467. Pode o homem eximir-se da influência dos Espíritos que procuram arrastá-lo ao mal?
“Pode, visto que tais Espíritos só se apegam aos que, pelos seus desejos, os chamam, ou aos que, pelos seus pensamentos, os atraem.”
468. Renunciam às suas tentativas os Espíritos cuja influência a vontade do homem repele?
“Que querias que fizessem? Quando nada conseguem, abandonam o campo. Entretanto, ficam à espreita de um momento propício, como o gato que tocaia o rato.”
469. Por que meio podemos neutralizar a influência dos maus Espíritos?
“Praticando o bem e pondo em Deus toda a vossa confiança, repelireis a influência dos Espíritos inferiores e aniquilareis o império que desejam ter sobre vós. Guardai-vos de atender às sugestões dos Espíritos que vos suscitam maus pensamentos, que sopram a discórdia entre vós outros e que vos insuflam as paixões más. Desconfiai especialmente dos que vos exaltam o orgulho, pois que esses vos assaltam pelo lado fraco. Essa a razão por que Jesus, na oração dominical, vos ensinou a dizer: ”Senhor! Não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal.”
Como vemos, tudo o que precisamos fazer é praticar continuamente o bem e por o tempo todo a nossa confiança em Deus. Fácil, não? Antes fosse! O que nos aconselham os Espíritos, como pais amorosos a nos apontar o caminho, mas sabedores de nossas deficiências, é que saibamos ser espíritas as vinte e quatro horas do dia. Que saibamos ser espíritas verdadeiros, sendo pacientes, tolerantes, amorosos e positivamente atuantes no bem, tanto em casa, junto à família, quanto no trabalho, com os colegas, sejam eles subordinados, iguais ou superiores e na rua, com desconhecidos de toda a espécie. Ë evidente que iremos falhar, pois, afinal, ainda somos Espíritos ignorantes. O importante, porém, é que nos esforcemos para melhorar e que as vezes em que falharmos não nos façam desanimar, permanecendo certos de que, na senda evolutiva, só se caminha para frente.
Mas – poderíamos nos perguntar – sermos tolerantes e pacientes com aqueles que nos tratam bem é fácil, mas como podemos ser pacientes e positivamente atuantes no bem junto àquele familiar que só fala mal de nós ou àquele colega que nos prejudica e ofende?” Primeiramente, responderíamos, aprendendo a não nos afetarmos com ofensas, conscientes de que, se o que falarem de nós for verdade, estarão nos ajudando a nos corrigir e, se for mentira, aqueles que nos conhecem não darão crédito e os que nos desconhecem não saberão de quem se fala. Mas não basta não nos melindrarmos com ofensas, devemos, após atingir tal fase, evoluir para aprender a utilizar o momento da ofensa em benefício do ofensor e dos demais presentes, de forma direta, o que implicará em benefício a nosso favor, de forma indireta. Se recebermos em público uma ofensa poderemos, então, usar do momento para, sem nos revoltarmos, aceitarmos a ofensa e dela nos servirmos com sabedoria e equilíbrio para dar ensinamento válido ao ofensor e às demais pessoas presentes através de nossas palavras e atitudes.
Quando nos esforçamos, dia após dia, para melhorar nosso comportamento e enobrecer nossas idéias, os Bons Espíritos nos auxiliam o tempo todo com sua inspiração. Sábios e amorosos, eles sabem o quanto ainda erramos, estando sempre a postos para nos guiar, bastando para tanto que sintonizemos com eles ao orarmos ou agirmos no caminho do bem. Sejamos, pois, humildes de espírito, reconhecendo nossas franquezas, mas empenhando nossa força de vontade para superá-las, certos de que jamais estamos sozinhos.
Bibliografia:
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 76 ed. Rio de Janeiro: FEB, 1995.