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quinta-feira, 6 de abril de 2017

“O ESPÍRITO QUE INFLUENCIOU UM BARBEIRO A CORTAR A GARGANTA DE CHICO XAVIER PARA IMPEDIR QUE O LIVRO NOSSO LAR FOSSE CONCLUIDO”!

Chico estava psicografando "Nosso Lar" . Numa das raras pausas que se permitia, saiu para fazer a barba. O barbeiro era dos antigos. Metódico, colocou-lhe a toalhinha sobre o queixo, ensaboou lhe o rosto. Essa rotina ordeira foi interrompida na primeira raspada.
-Chico, estou sentindo muita tonteira. Parece que vou desmaiar.
Posto em descanso no relativo conforto da cadeira, Chico inquietou-se, abriu os olhos e viu um espírito trevoso que enleava o barbeiro, dizendo-lhe aos ouvidos:
- Corta a garganta dele...corta.
Com o fio da navalha no pescoço do Chico, o pobre homem não via e nem ouvia o espírito, mas sofria-lhe as influências. Daí, aquelas sensações estranhas, o afrouxamento dos controles. Voltou a dizer:
- Chico, não sei se vou dar conta de terminar a sua barba.
- Não se preocupe, meu irmão. Barba, é assim mesmo, a gente faz quando dá certo. Se não der hoje, a gente faz amanhã.
Naquele momento, conta o Chico depois de uma pausa na conversa, tudo o que eu queria era que ele tirasse a navalha do meu pescoço.
Concluindo, explicou que eram as trevas querendo impedir que "Nosso Lar" fosse concluído e viesse à luz espargir luz.
Ao relembrar e escrever este caso, reflito que Nosso lar é o livro mais lido de toda a literatura mediúnica recebida por Chico Xavier. Um verdadeiro best seller, com milhões de exemplares vendidos.
Livro: Momentos com Chico Xavier
Autor: Adelino da Silveira
Outro Relato da Mesma Passagem
(…) Certa feita, Chico estava fazendo sua barba numa barbearia. No transcurso do fato, ele percebeu que o “barbeiro” – antigamente esse era o nome da profissão – estava com uma expressão muito esquisita. Apresentava a face avermelhada, leves contorções e até mesmo espasmos. Chico visualizou, então, uma entidade sombria envolvendo o barbeiro no intuito de que ele lhe cortasse sua veia aorta com a navalha.
Chico ficou perplexo. Ele não sabia se levantava da cadeira abruptamente, se ficava quieto ou se orava.(…) Chico orou com tanto fervor – pois temia estar próximo da desencarnação – que, passados alguns minutos, adentrou na barbearia uma entidade muito alta, com uma voz forte e com sotaque dos companheiros do sul do país. Esta entidade dirigiu-se ao obsessor de navalha e fez-se viril. ”Uê,Che! O que fazes aqui? Perdendo tempo com esses homens de saia?” – referia-se aos trajes do barbeiro , e à alma cândida de Chico – “Vamos embora já daqui, pois muitas raparigas nos esperam”. Quando os espíritos se afastaram do ambiente, após alguns minutos, o barbeiro, voltando a si do pequeno transe, desculpou-se com o Chico, afirmando que tivera um mal súbito, além de ter “se sentido possuído por uma força descomunal, que ansiava rasgar-lhe a pobre garganta”
“Coitado do barbeiro!”, disse o Chico.
Emmanuel se fez presente e lhe confabulou sobre as preces ouvidas e prontamente atendidas por um espírito que, se ainda não se engajara totalmente no bem, apesar de seus hábitos ainda comprometidos, acabou sendo um instrumento para livrar a garganta de Chico de uma navalha escorregadia.

Médium-Chico Xavier

"É DOLOROSA A SEPARAÇÃO DA ALMA E DO CORPO?"

É dolorosa a separação da alma e do corpo?           —
 Não; o corpo, frequentemente, sofre mais durante a vida que no momento da morte; neste, a alma nada sente. Os sofrimentos que às vezes se provam no momento da morte são um prazer para o Espírito, que vê chegar o fim do seu exílio.
Comentário de Kardec: Na morte natural, que se verifica pelo esgotamento da vitalidade orgânica em consequência de idade, o homem deixa a vida sem perceber: é uma lâmpada que se apaga por falta de energia.
Como se opera a separação da alma e do corpo?
— Os liames que a retinham, sendo rompidos, ela se desprende.
a) A separação se verifica instantaneamente, numa transição brusca?
Há uma linha divisória bem marcada entre a vida e a morte?
— Não; a alma se desprende gradualmente e não escapa como um pássaro cativo subitamente libertado. Os dois estados se tocam e se confundem, de maneira que o Espírito se desprende pouco apouco dos seus liames; estes se soltam e não se rompem.
Comentário de Kardec: Durante a vida, o Espírito está ligado ao corpo pelo seu envoltório material ou perispírito; a morte é apenas a destruição do corpo, e não desse envoltório que se separa do corpo, quando cessa a vida orgânica. A observação prova que no instante da morte o desprendimento do Espírito não se completa subitamente- ele se opera gradualmente, com lentidão variável, segundo os indivíduos. Para uns é bastante rápido, e pode dizer-se que o momento da morte é também o da libertação que se verifica logo após. Noutros, porém, sobretudo naqueles cuja vida foi toda material e sensual, o desprendimento é muito mais demorado e dura, às vezes alguns dias semanas e até mesmo meses, o que implica a existência no corpo de nenhuma vitalidade, nem a possibilidade de retorno á vida. mas a simples persistência de uma afinidade entre o corpo e o Espírito, afinidade que está sempre na razão da preponderância que, durante a vida, o Espírito deu à matéria. É lógico admitir que quanto mais o Espírito estiver identificado com a matéria, mais sofrerá para separar-se dela. Por outro lado. a atividade intelectual e moral, a elevação dos pensamentos operam um começo de desprendimento, mesmo durante a vida corpórea e quando a morte chega, é quase instantânea. Este é o resultado dos estudos efetuados sobre os indivíduos observados no momento da morte. Essas observações provam ainda que a afinidade que persiste, em alguns indivíduos, entre a alma e o corpo é às vezes, muito penosa, porque o Espírito pode experimentar o horror da decomposição. Este caso é excepcional e peculiar a certos gêneros de morte, verificando-se em alguns suicídios.
A separação definitiva entre a alma e o corpo pode verificar-se antes da cessação completa da vida orgânica?
— Na agonia, às vezes, a alma já deixou o corpo, que nada mais tem do que a vida orgânica. O homem não tem mais consciência de si mesmo, e, não obstante, ainda lhe resta um sopro de vida. O corpo é uma máquina que o coração põe em movimento. Ele se mantém enquanto o coração lhe fizer circular o sangue pelas veias e para isso não necessita da alma.
No momento da morte, a alma tem, às vezes, uma aspiração ou êxtase, que lhe faz entrever o mundo para o qual regressa?
— A alma sente, muitas vezes, que se quebram os liames que a prendem ao corpo, e então emprega todos os seus esforços para os romper de uma vez. Já parcialmente separada da matéria, vê o futuro desenrolar-se ante ela e goza por antecipação do estado de Espírito.
O exemplo da larva, que primeiro se arrasta pela terra, depois se fecha na crisálida, numa morte aparente, para renascer numa existência brilhante, pode dar-nos uma ideia da vida terrena, seguida do túmulo e por fim de uma nova existência?
— Uma pálida ideia. A imagem é boa, mas é necessário não torná-la ao pé da letra, como sempre afazeis.
Que sensação experimenta a alma, no momento em que se reconhece no mundo dos Espíritos?
— Depende. Se fizeste o mal com o desejo desfazê-lo, estarás, no primeiro momento, envergonhado de o haver feito. Para ajusto, é muito diferente: ele se sente aliviado de um grande peso porque não receia nenhum olhar perquiridor.
O Espírito encontra imediatamente aqueles que conheceu na Terra e que morreram antes dele?
— Sim, segundo a afeição que tenham mantido reciprocamente. Quase sempre eles o vêm receber na sua volta ao mundo dos Espíritos e o ajudam a se libertar das faixas da matéria. Vê também a muitos que havia perdido de vista durante a passagem pela Terra; vê os que estão na erraticidade, bem como os que se encontram encarnados, que vai visitar.
Na morte violenta ou acidental, quando os órgãos ainda não se debilitaram pela idade ou pelas doenças, a separação da alma e a cessação da vida se verificam simultaneamente?
— Geralmente é assim; mas, em todos os casos, o instante que os separa é muito curto.
Após a decapitação, por exemplo, o homem conserva por alguns instantes a consciência de si mesmo?
— Frequentemente ele a conserva por alguns minutos, até que a vida orgânica se extinga de uma vez. Mas muitas vezes a preocupação da morte lhe faz perder a consciência antes do instante do suplício.
Comentário de Kardec: Não se trata, aqui, senão da consciência que o supliciado pode ter de si mesmo como homem, por meio do corpo, e não como Espírito. Se não perdeu essa consciência antes do suplicio, ele pode conservá-la por alguns instantes, mas de duração muito curta, e a perde necessariamente com a vida orgânica do cérebro. Isso não quer dizer que o períspirito esteja inteiramente desligado do corpo, mas pelo contrário, pois, em todos os casos de morte violenta, quando esta não resulta da extinção gradual das forças vitais, os liames que unem o corpo ao períspirito são mais tenazes, e o desprendimento completo é mais lento.
Livro dos Espíritos