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sexta-feira, 14 de abril de 2017

"QUEM FORAM OS ESPÍRITOS QUE HOJE FOGEM DA SÍRIA E OS QUE ATUALMENTE HABITAM O HAITI?"


“EXISTEM ANIMAIS NO MUNDO ESPIRITUAL? ”

Há muitas coisas no Universo que não se explicam, são ainda incompreensíveis para nós, porém podemos percebê-las.
Acreditando na reencarnação, que o mundo não se acaba nesta vida, acredito da mesma forma que os animais também partem daqui para o mundo espiritual, para seu progresso.
Posso não entender os mecanismos, mas sei que alguns animais reencarnam imediatamente, voltando ou não para a proximidade daqueles a quem amou. Partem em novas jornadas na Terra, por vezes convivendo com pessoas evoluídas, às vezes tendo de sofrer e ensinar lições de resignação e tolerância. Ainda há aqueles que são menos evoluídos e demonstram alguma distonia quanto ao comportamento e desequilíbrio suas relações.
Frequentemente, videntes conseguem visualizar próximo ao médium os mais diversos animais, como cães, gatos, acompanhando seus trabalhos. E nos terreiros de Umbanda, são percebidos junto aos caboclos águias, lobos, tigres e panteras, trabalhando na proteção e no patrulhamento.
Não se trata de licantropia (espíritos humanos que retrocedem e adquirem forma animal), são realmente espíritos de animais que de alguma maneira evoluíram e compreendem sua tarefa de lutar contra as trevas, penetrando os portais de regiões lúgubres, localizando junto aos espíritos guardiões aqueles que precisam ser resgatados.
Estão junto aos tarefeiros nos seus trabalhos, no seu dia a dia, sempre avançando na frente, sempre protegendo a retaguarda, dando a visão ampliada quando é um espírito de águia por exemplo, sempre emprestando a força e agilidade quando é um tigre ou uma pantera, a coragem e a perspicácia quando é um lobo. Acredite quem quiser, mas em contato com alguns médiuns, tenho certeza que estes relatos são reais, trabalhando com caboclos daqui, caboclos do hemisfério norte, espíritos do Oriente.
Comprovações através da literatura espírita:
L. dos Espíritos – Pergunta 600 – “A alma do animal depois da morte é classificado pelos espíritos a quem incumbe essa tarefa e é utilizado quase imediatamente.”
L. dos Médiuns – Pergunta 283 – “Depois da morte do animal o principio inteligente que nele havia se acha em estado latente e é logo utilizado, por Espíritos incumbidos disso, para animar novos seres, em os quais continua a obra de sua elaboração, assim , no mundo dos espíritos não há errantes Espíritos de animais, porem unicamente Espíritos humanos.”
Nosso Lar – André Luiz – ”Aves de plumagens policromas cruzavam os ares e de quando em quando pousavam agrupadas nas torres muitas alvas…”
“Os cães são auxiliares preciosos nas regiões escuras do Umbral”
“Animais que mesmo de longe pareciam iguais aos muares terrestres”
L. dos Espíritos – Pergunta 602 – “Os animais progridem como o homem, por ato da própria vontade, ou pela força das coisas? – Pela força das coisas, razão por que não estão sujeitos à expiação.”
Revista Espírita março de 1864 – “Há uma lei geral que rege os seres da criação, animados ou inanimados; é a lei do progresso. Os espíritos estão submetidos a ela pela força das coisas.”
Marcel Benedeti – “Os animais principalmente os domésticos, aprendem conosco, que somos, além de irmãos, seus professores. Durante o tempo em que permanecem conosco, passam por várias experiências, como encarnados, e quando já for o suficiente, provavelmente ele reencarnará em outra família e em outra localidade onde aprenderá coisas que não podemos oferecer. Mas em geral retornam varias vezes ao mesmo lar.”
Emanuel – Chico Xavier – “Chico, pare e preste atenção neste cãozinho. É o Dom Pedrito que está voltando para você!”
A Questão Espiritual dos animais – Irvênia Prada – “A reencarnação pode favorecer o reencontro afetivo entre animais e homens para continuarem juntos o aprendizado de amor
Revista Espírita – Março de 1860 – “Pode (um animal) aperfeiçoar-se a ponto de se tornar um Espírito Humano? – Ele pode, mas depois de passar por muitas existências animais, seja no nosso planeta terrestre, seja em outros.”
“Nossos benfeitores espirituais nos esclarecem que é preciso que todos consideremos que os animais diversos, a nós rodearem a existência de seres humanos em evolução no planeta Terra, são nossos irmãos menores, desenvolvendo em si mesmo o próprio princípio inteligente.(…) Eles, os animais aspiram ser, num futuro distante, homens e mulheres inteligentes e livres. Assim sendo, nós podemos nos considerar como irmãos mais velhos e o mais experimentado dos animais. (…) Tudo isso se resume em graves responsabilidades para os seres humanos; a angústia, o medo e o ódio que provocamos nos animais lhe altera o equilíbrio natural de seus princípios espirituais, determinando ajustamentos em posteriores existências (…) A responsabilidade maior recairá sempre nos desvios de nós mesmos, que não soubemos guiar os animais no caminho do Amor e do Progresso, seguindo a Verdade de Deus” – Chico Xavier – Mandato de Amor.
Na verdade, tanto estudamos os seres vivos, sabemos de micromoléculas, sabemos de ultraestruturas, mas não sabemos da essência dos seres vivos, dos animais, de nós mesmos. E desta maneira, isto leva ao desrespeito à vida, e é necessário se refletir sobre isto. Que temos de reservar um tempo em nossas atribuladas agendas para refletir sobre o que somos, o que são estes animais que nos cercam, que nos alimentam, nos confortam, nos fazem companhia, nos protegem, às vezes, nos amedrontam, pois não os conhecemos. Entender seu valor, o porque estão aqui, assim como nós mesmos, entendermos porque aqui estamos e o que fazemos . Isto dará um sentido maior no relacionamento com o que está ao nosso redor.
Temos de ter uma atitude de reverência com o que nos cerca, toda a Natureza, mesmo o que parece inanimado, está vibrando, a água que corre, as estrelas que brilham, as flores que abrem, a chuva que cai, os animais que se manifestam cada um com seu jeito de ser, os seres humanos tão diversos entre si, todos e tudo vibrando ao nosso redor. Merece nossa atenção, nosso respeito, nosso cuidado, na mesma medida que queremos isso para nós. E assim teremos sempre um sentido, uma razão de Ser, uma direção, e uma justificativa para aqui estarmos, e entenderemos melhor a presença dos animais da Espiritualidade, a missão dos espíritos, e muito mais coisas que se encontram além do véu das infinitas dimensões paralelas.
Não vemos as ondas eletromagnéticas, mas sabemos que ali estão; não vemos o Rx, nem a energia atômica, mas podem estar presentes. Então por quê teimamos em achar que só o que percebemos com nossos limitados sentidos são as coisas reais? Vamos seguir com serenidade, em equilíbrio, sem entrar em fanatismos ou acrobacias mentais, mas vamos refletir, deixar fluir nossa intuição, o que nos sopram nossos guias, vamos aumentar nosso padrão de consciência, nossa percepção, abrindo as portas para a compreensão, que nos trará mais Harmonia e Luz.


(Estudo Espírita-Cristão Amigos de Chico Xavier)

“PODEMOS EVITAR A MORTE DE ALGUÉM? ”

É comum as pessoas me procurarem perguntando sobre a morte de entes queridos. Uma das perguntas mais comuns é se elas poderiam ter feito algo para evitar a morte das pessoas que amam, pois sentem muito sua falta.
A resposta a essa pergunta é simples… não. Elas não poderiam evitar, em hipótese alguma. Mas por que não seria possível evitar a morte de uma pessoa? A morte não pode ser evitada porque ela já está determinada desde quando a pessoa nasceu. Tão logo o espírito encarnado cumpra determinadas tarefas e viva certas experiências na matéria, sua existência material passa a se tornar desnecessária e o espírito deve ir embora.
O ser humano prefere acreditar que tem poder para intervir em tudo. Ele quer acreditar que é poderoso e que suas ações podem mudar as coisas do mundo. Ele quer acreditar que é o senhor do seu destino e, e não apenas isso, mas também que é o senhor do destino de outras pessoas. Sem a ideia do poder, o ser humano sentir-se-ia enfraquecido e perdido. No entanto, é preciso compreender que o poder que temos não é o poder material; não é o poder da carne; não é o poder para interferir nos acontecimentos do mundo. O único poder que temos é sobre nós mesmos.
Não adianta tentar mudar algo externamente; não adianta buscar evitar ou provocar certas circunstâncias; não é possível acreditar que temos o poder de salvar ou deixar uma pessoa morrer. Quando uma pessoa desencarna, a hora dela chegou e nada pode ser feito para evitar isso. Não importa o quanto você seja forte; não importa o quanto você seja sábio; não importa as influências políticas que você tem; não importa quantos médicos você conhece e tampouco quanto dinheiro você tem. Quando conseguimos “salvar” a vida de alguém, por exemplo, de um afogamento, só fomos bem sucedidos no resgate porque ainda não era a hora do seu desencarne. Caso fosse o momento dela ir embora, nenhum poder humano seria capaz de salva-la.
Pelo contrário. Supondo que uma pessoa precisasse morrer e nos fosse dado o poder de intervir e mante-la na matéria por mais tempo, isso a prejudicaria imensamente. Vamos imaginar que uma pessoa está indo embora de um país para trabalhar em outro país. Ela precisa daquele emprego, pois vai incrementar seu currículo, ela terá um experiência inédita e muito preciosa para sua carreira, além de ganhar mais e assim poder comprar sua casa própria. Agora imagine que existe uma pessoa apegada a ela e que não deseja essa distância. O que aconteceria se essa pessoa queimasse as passagens e a impedisse de ir? Ela estaria destruindo uma oportunidade valiosa de crescimento profissional de alguém que ama.
O mesmo ocorre com aqueles que tentam impedir a morte de alguém cuja estadia na matéria já se findou. Ela estaria prejudicando agudamente aquele espírito de seguir sua jornada evolutiva, ir a outras regiões cósmicas mais sutis para trabalhar, aprender, se desenvolver, ter novas experiências, etc. Portanto, nosso egoísmo em desejar prender alguém que precisa ir pode atrapalhar consideravelmente a evolução do seu espírito, da mesma forma que os pais podem atravancar o desenvolvimento do filho quando obstam sua saída de casa para morar sozinho. O ser humano muitas vezes se comporta como uma criança mimada, que bate o pé e grita quando suas vontades não são atendidas. Os mestres sempre ensinaram que devemos seguir a vontade de Deus, como fez Jesus quando disse: “Pai, que seja feita a Sua vontade e não a minha”.
Muitas pessoas se culpam por não terem evitado a morte de um parente. Elas acreditam que, se tivessem levado a pessoa antes a um hospital; se tivessem socorrido mais rápido; se tivessem prestado mais atenção; se tivessem certos conhecimentos de primeiros socorros; se não tivessem sido negligentes com a pessoa; se fossem mais espertas, mais inteligentes, mais dinâmicas em algum momento, teriam sido capazes de salvar a pessoa. A grande verdade, que poucos desejam aceitar, é que ninguém salva ninguém; cada pessoa se salva por si só. É imenso o número de pessoas que perdem suas vidas tentando salvar outras pessoas e acabam esquecendo de si mesmas. Passam suas vidas tentando resgatar o outro do abismo em que ele se encontra, e acabam caindo nesse mesmo abismo, não salvando o outro e ainda perdendo a si mesmas por puro apego.
É preciso deixar o outro viver a sua vida da forma como ele deseja viver, de acordo com suas escolhas e seus objetivos. Mesmo que o outro aparentemente fique mal, perca tudo, fique doente, se destrua… se isso ocorreu, é porque precisava ocorrer. A autodestruição era necessária para seu avanço espiritual, com base em suas escolhas. Vamos entender de uma vez por todas que não é algo ruim as pessoas sofrerem as consequências de suas escolhas. Ao contrário, é algo extremamente positivo, pois quem padece no futuro de acordo com o que escolheu no passado vai aprender e se purificar. Seria o mesmo que queimar uma plantação de jiló que nosso filho semeou alegando que o jiló não lhe trará renda. Se ele escolheu plantar o jiló, é necessário permitir que ele colha o jiló. Se ele não colher, não enfrentará as consequências de seus próprias atos e não aprenderá certas lições. Isso não é algo a se evitar, até porque não pode ser evitado. É algo que deve ser aceito como parte da nossa evolução.
Portanto, não se culpe por não ter conseguido salvar alguém de sua morte ou mesmo salvar alguém em vida. O momento da morte não vem por acaso. Era para ocorrer exatamente daquela forma. Aquele acidente que a pessoa sofreu e que a levou, precisava acontecer; aquela doença que ceifou sua vida, precisava vir e purifica-la; aquele caminhão que a atropelou precisava atropela-la para ela se libertar; aquela queda que o levou a morte era necessária a sua elevação; se não fosse necessária, acredite, não teria ocorrido, pois nada, absolutamente nada em todo o cosmos ocorre por acaso. O acaso é mera ilusão de nossa mente que ainda não compreende a vida.
O acaso não existe em todo o universo; se algo ocorreu, é porque precisava ocorrer. Ninguém deve se culpar por não ter conseguido evitar algo. A culpa é o efeito de um delírio de grandeza e poder. Acreditamos que somos poderosos suficientes para decidir sobre a vida e a morte de alguém; acreditamos que sabemos melhor do que Deus quando alguém deve morrer ou quando alguém deve continuar na matéria. Nada além de uma fantasia humana de onipotência; a mesma fantasia que fez o ser humano cair na matéria e que o mantém até hoje sofrendo.

(Hugo Lapa)