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domingo, 21 de maio de 2017

“O HOMEM MORRE SOMENTE UMA VEZ, MAS SEU ESPÍRITO IMORTAL JAMAIS MORRE”

Hebreus 9: 27 é frequentemente repetido por nossos irmãos evangélicos como se ele fosse contrário à reencarnação. Mas seu autor, ao escrevê-lo, nem pensava em reencarnação. Ele apenas fala de sacrifícios e que, assim como o homem do pó morre uma vez só, Jesus, em seu sacrifício na cruz, morreu também uma vez só. É o que demonstra a leitura, na íntegra, desse texto.
Vamos demonstrar, pois, o significado verdadeiro de Hebreus 9: 27, lembrando que Paulo nos adverte para que não façamos interpretações literais da Bíblia. De fato, ela deve ser lida com uma visão crítica e racional. “O qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança não da letra, mas do espírito, porque a letra mata, mas o espírito vivifica.” (2 Coríntios 3: 6). Aliás, Kardec nos dá também instrução semelhante a essa paulina, recomendando-nos que a nossa fé seja raciocinada.
Uma parte do judaísmo, a dos saduceus, não acreditava na imortalidade do espírito, após a morte do corpo. E não criam também em ressurreição, em anjos e espíritos. (Atos 23: 8).
E os judeus que admitiam a vida espiritual não sabiam o que era espírito ou alma, confundindo o corpo com o espírito e  ignorando qual dos dois ressuscitava. Daí que Paulo dedica um texto grande para explicar o que é a ressurreição, e ensina que ela é do espírito ou corpo espiritual e não do corpo físico. (1 Coríntios 15: 44). E se orientou pelo ensino de Jesus, que demonstra também que ela do espírito. “O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita”. (João 6: 63). “Porque na ressurreição nem casam nem se dão em casamento; são, porém, como os anjos nos céus.” (Mateus 22: 30). Realmente, os anjos (mensageiros) não têm corpo.
Como se vê, o que ressurge, surge de novo ou ressuscita é sempre o espírito e não o corpo que veio do pó e volta para o pó.  “E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus que o deu.” (Eclesiastes 12: 7; e Gêneses 3: 19). E ao desencarnar, o espírito é julgado no tribunal de Cristo, recebendo a sentença do seu carma do bem e do mal praticados durante a vida. (2 Coríntios 5: 10). Mas não é o fim, pois o espírito continua o seu ciclo de reencarnações, daí que existe também o Juízo Final.
Na visão antropológica semítica da época de Jesus e dos apóstolos, o homem era visto de modo meio materialista, principalmente pelos saduceus, como já dissemos, os quais acreditavam só no chamado “homem exterior” de são Paulo. Mas como Paulo era espiritualista, ele admitia também, é claro, o “homem interior” ou que dá vida ao “homem exterior”, material e mortal. (2 Coríntios 4: 16).
Assim, quando Hebreus 9: 27 fala que o homem morre uma vez só, é óbvio que ele se refere exclusivamente ao “homem exterior” carnal e jamais ao “homem interior” ou espírito do homem, espírito esse que apenas sai do homem que morre e volta para o mundo espiritual donde ele veio para reencarnar, vivificando outro “homem exterior”, que, quando morre, morre mesmo bem morrido e, pois, uma vez só, já que volta definitivamente à natureza de seu pó que ele é em sua essência.
E é sempre o “homem interior” que ressuscita, ressurge, surge de novo ou reencarna noutro “homem exterior” mortal que nasce, quando se repete, então, a ressurreição do espírito “na carne” e não “da carne”!
Fonte: Portal do Espírito




“AS JANELAS DA ALMA SÓ ABREM PELO LADO DE DENTRO. ”

Como agimos perante a nós mesmos? .
Somos seres em transformação. A vida é uma descoberta de potencialidades e uma permanente construção de nós mesmos. Algumas vezes, partindo de decisões melhores, atingimos o bem-estar e uma condição satisfatória para nosso viver. Decisões menos felizes, em geral, acabam trazendo arrependimentos e dores. .
Mas isso não é necessariamente ruim. Olhar para nossos arrependimentos serve para perceber que nos transformamos. Olhar para nossas dores nos mostra que ainda somos frágeis. Aceitá-las, no entanto, ajuda-nos a nos sentirmos fortes e capazes de enfrentá-las. .
Uma das leis divinas que nos regem a existência é a Lei de Liberdade. A vida é uma professora que nos permite agir, usar nossa curiosidade e impulsos, experimentar para, e somente então, mostrar seu ensinamento. Não pratica a coação e as proibições, só conduz ao nosso encontro com as consequências naturais, para avaliarmos e calibrarmos nossas futuras ações conforme os ideais de justiça, amor e caridade, que pautam um viver mais elevado. .
A vida como professora, porém, não é passiva, pois tem mecanismos para nos despertar: a dor e o arrependimento. Ela nos sinaliza, nos aponta direções, pode inspirar pensamentos, palavras e atos. .
O que ela não pode fazer é agir por nós… Porque nossa alma é nosso domínio, é nossa morada, onde ninguém pode chegar sem pedir licença. Então a vida nos chama, bate à janela oferecendo luminosidade e entendimento. Às vezes, com insistência. Às vezes, com muita força. Fazendo “um barulhão”, até, se nosso sono consciencial estiver muito pesado, apontando uma necessidade, uma ideia equivocada, um reflexo indesejável do que pensamos, dissemos ou fizemos, necessitado de premente revisão…
Diante do chamado da vida à responsabilidade, podemos agir como nosso melhor amigo: ouvindo-nos com benevolência, compreendendo, perdoando a nós mesmos, incentivando aos passos necessários para a melhoria. Mas noutras vezes, sem a devida clareza, agimos como nossos próprios julgadores implacáveis, tentando nos eximir da responsabilidade, enquanto nos acusamos, criando batalhas mentais que drenam nossas energias e nos mantêm na escuridão. .
Sim, é isso o que acontece. E a frase de Jung nos indica a melhor escolha: “Não conseguimos mudar coisa alguma sem antes aceitá-la. A condenação não libera, oprime.” .
A janela da alma só se abre pelo lado de dentro. É preciso querer a luz do entendimento, para que ela venha nos ampliar as condições de lidar com o dia-a-dia, aceitando nosso passado para criar nosso porvir. .
Encaremos os fatos: temos uma faixa de atitudes possíveis, entre as que revelam nossa mais alta evolução presente e aquelas que desnudam nossa fragilidade. Quando um amigo em dificuldade nos procura, podemos ouvir com nosso melhor, com a compaixão. Ou com aquela tendência, ainda presente em nós, de julgar e condenar. A questão é: como agiremos perante a nós mesmos? .
Na caminhada, é preciso acreditar que somos seres com ilimitada potencialidade. Aprender a olhar para nós mesmos com humildade e compaixão, admitindo a vulnerabilidade e os passos equivocados, encontrando a coragem para criar dias melhores em nossas vidas.

Fonte: Portal do Espírito

“SUICÍDIO: UMA EPIDEMIA SILENCIOSA”

Se você é daquelas pessoas que está enfrentando difícil fase de sua existência, com escassez de recursos financeiros, enfermidades ou complexos desafios pessoais (na vida familiar ou não) e está se sentindo muito abatido, gostaria de convidá-lo a uma grave reflexão.
Todos temos visto a ocorrência triste e dramática daqueles que se lançam ao suicídio, das mais variadas formas. A ideia infeliz surge, é alimentada pelo agravamento dos problemas do cotidiano e concretiza-se no ato infeliz do autoextermínio.
Diante de possíveis angústias e estados depressivos, não há outro remédio senão a calma, a paciência e a confiança na vida, que sempre nos reserva o melhor ou o que temos necessidade de enfrentar para aprender. Ações precipitadas, suicídios e atos insanos são praticados devido ao desespero que atinge muitas pessoas que não conseguem enxergar os benefícios que as cercam de todos os lados.
Mas é interessante ressaltar que estes estados de alma, de desalento, de angústias, de atribulações de toda ordem, não são casos isolados. Eles integram a vida humana. Milhões de pessoas, em todo mundo, lutam com esses enigmas como alunos que quebram a cabeça tentando resolver exercícios de física ou matemática. Mas até uma criança sabe que o problema que parece insolúvel não se resolverá rasgando o caderno e fugindo da sala de aula.
Sim, a comparação é notável. Destruir o próprio corpo, a própria vida, como aparente solução é uma decisão absurda. Vejamos os problemas como autênticos desafios de aprendizado, nunca como castigos ou questões insuperáveis. Tudo tem uma solução, ainda que difícil ou demorada.
O suicídio é um dos maiores equívocos humanos, para não dizer o maior. A pessoa sente-se pressionada por uma quantidade variável de desafios, que julga serem problemas sem solução, e precipita-se na ilusão da morte. Sim, ilusão, porque ninguém consegue matar-se. E o suicídio agrava as dificuldades porque aí a pessoa sente o corpo inanimado, cuja decomposição experimenta com os horrores próprios, pressionada agora pelo arrependimento, pelo remorso, sem possibilidade de retorno imediato para refazer a própria vida. Em meio a dores morais intensas, com as sensações físicas próprias, sentindo ainda a angústia dos seres queridos que com ele conviviam, o suicida torna-se um indigente do além.
O suicídio é uma epidemia silenciosa. Para pensar mais sobre isso, busque no site www.idelivraria.com.br e clique em download para encontrar a cartilha de apenas 32 páginas, disponível gratuitamente para baixar em seu laptop ou celular, onde há elementos valiosos para prevenção dessa grande ilusão. E também o estímulo grupos de auxílio àqueles que se suicidaram.
Meu amigo, minha amiga, pense no tesouro que é tua vida, de tua família! Jamais te deixes enganar pela ilusão do suicídio. Viva! Viva intensamente! Com alegria! Que não te perturbe nem a dificuldade, nem a enfermidade, nem a carência material. Confie, meu caro, e prossiga!
Fonte: Portal do Espírito.


“O ESPÍRITO SANTO, O ESPÍRITO DE VERDADE, O CONSOLADOR E O MESSIAS”

Para os teólogos, o Espírito Santo só tem se manifestado em Pentecostes, aos apóstolos, aos autores do Novo Testamento e aos participantes de concílios ecumênicos, mas diz são Pedro: “…homens (santos) falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo.” (2 Pedro 1: 21).
Falo muito que, quando lemos no Novo Testamento em português “o Espírito Santo”, no original em grego, é “um espírito santo”. “Ora, se vós que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo (“um espírito santo”)  àqueles que lho pedirem?” (Lucas 11: 13). Na Bíblia, ele não é a Terceira Pessoa Trinitária, mas o conjunto dos espíritos humanos, e pode ser também o Deus único, o Deus Pai, o Pai dos espíritos (Hebreus 12: 9), o Santo Espírito.
Observemos que no texto de Lucas, Deus Pai é o sujeito da frase (o que pratica a ação de enviar) e que o espírito enviado é o objeto direto que recebe a ação de ser enviado. Portanto, Deus é um, e o espírito santo enviado é outro. Ora, se de acordo com o dogma trinitário, o Espírito Santo é Deus, e segundo a Bíblia (Hebreus 12: 9), Deus é o Pai de todos nós espíritos, como Deus pode enviar o Espírito Santo, ou seja, a Ele próprio? Ele só pode enviar outro espírito e não a si próprio! O espírito enviado não é, pois, o Espírito Santo do Deus bíblico e nem o trinitário dogmático dos teólogos, mas um espírito santo, evoluído, que poderia ser até chamado de anjo na Bíblia. Mas não nos esqueçamos de que anjo bíblico é um espírito humano enviado superevoluído. Daí a forma humana com que se manifesta um anjo bíblico.
“Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda um espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele.” (Efésios 1: 17). Aqui, nesta passagem, está se pedindo a Deus que nos seja dado um espírito de sabedoria, que não é o Espírito Santo Trinitário dos teólogos nem o do próprio Deus Pai da Bíblia, mas um espírito santo evoluído, no dizer de são Jerônimo na Vulgata Latina: “um espírito bom” (“spiritum bonum”, acusativo em latim, e objeto direto em português). Ademais, se fosse o Espírito do próprio Deus, não seria necessária a afirmação de que fosse um espírito de sabedoria!
Entre os teólogos dogmáticos cristãos tradicionais, o Espírito Santo, o Consolador e o Espírito de Verdade são a Terceira Pessoa Trinitária.
Se o Consolador nos fará lembrar de tudo que Jesus ensinou, ele não é o Pentecostes, pois não se sabe sequer uma palavra do que foi dito em Pentecostes! Ademais, o Consolador não pode ser um espírito encarnado ou desencarnado. Ele é para os espíritas o próprio espiritismo, o qual contém e complementa realmente tudo que Jesus ensinou e pode estar conosco e poderá permanecer conosco para sempre! (João 14: 16 e 26).
E o Espírito de Verdade, que se manifestou com esse nome a Kardec, é o espírito que controlou e administrou a equipe de espíritos que se manifestaram a ele. E esse Espírito de Verdade é também o próprio Jesus.
É interessante que, no Velho Testamento, o Messias prometido é também o homem Jesus, nunca o próprio Deus, que é o “enviador” divino do Messias humano enviado!

Fonte- Portal do Espírito

“ESPIRITISMO. ALIMENTAÇÃO E VAMPIRISMO. ”

Sempre que nos referimos a Alimentação Carnívora por parte das pessoas, sobretudo dos espíritas, ouvimos como resposta que cada um tem o seu tempo e suas necessidades. Acreditamos nisso, mas também acreditamos que assim como os espíritas, os animais igualmente possuem as próprias necessidades, necessidades estas que roubamos deles em benefício próprio.
A Doutrina Espírita situa-se dentro de um magnífico cabedal de conhecimento que é constantemente ignorado pelos próprios estudiosos da Doutrina no que se refere aos animais. Os mais ilustres baluartes do espiritismo repetem de cor e salteado o caminho da mônada até a esfera hominal. Conseguem falar durante horas do Amor de Jesus, de seus atos e da soberana bondade de Deus. A cada momento nos chamam a atenção para vibrarmos pelo Outro, a amarmos sem condições, a nos entregarmos de corpo e alma nas mãos de Jesus e a agir tal como Ele agiu, nesta hora não nos dizem que temos o nosso momento e as nossas necessidades, afinal o Outro por quem temos que vibrar é o Outro humano e não o Outro animal.
Mas o que nos impede de mudar? Se for a falta de conhecimento do que ocorre com os animais, tal problema se dissipará agora com o trecho do Livro “Iniciação a Viagem Astral”. Nele Lancellin mostra não apenas o que ocorre com o animal enquanto matéria, mas o que ocorre momentos após a sua morte. O que ele relata neste capítulo, a carne do animal ao qual ele se refere , é exatamente a mesma carne que vai virar bife e parar no seu prato. Vejamos o que nos coloca o espírito Lancellin neste primeiro trecho:
(…)
Daí a pouco, demos entrada em um matadouro de gado bovino, ambiente turvado de um magnetismo deprimente, mas, antes, o nosso guia espiritual nos reuniu e falou com sabedoria:
— Meus irmãos, nunca são demais as advertências. Hoje não trouxemos mais companheiros encarnados por ser o ambiente muito inferior. É preciso, pois, muito equilíbrio emocional para que possamos ajudar sem ferir, ajudar sem julgamento, ajudar sem desprezar as coisas de Deus. Cada fato se processa no lugar certo, e o que vamos contemplar agora, estudando, existe na Terra pelo que ela é. A escala que o nosso planeta atingiu até agora requer essa violência com as vidas inferiores. Caso um de vós altere as emoções, tornar-se-á visível a determinados Espíritos vampirizadores, o que irá dificultar os nossos trabalhos. Vamos nos lembrar do Mestre, quando advertiu desta maneira: Vigiai e orai.
Primeiro Lancellin descreve o local que lhes serviria como sala de estudo e coloca que é um lugar turvado de um magnetismo deprimente e um ambiente muito inferior. Só por esta primeira descrição deveríamos urgentemente reavaliar nossa alimentação que provém de um ambiente deprimente e inferior, onde não apenas permitimos que ocorram a morte de animais, mas onde obrigamos aquele nosso Outro, a quem deveríamos respeitar e amar, a matar para nós. Qualquer pessoa, não apenas Lancellin, precisaria manter o equilíbrio emocional dentro de um abatedouro, tamanha a crueldade praticada lá dentro. Contra o que se vê num abatedouro, a palavra de nenhum baluarte espirita que permite a alimentação carnívora consegue se sobrepor. Ou seja, é sempre preciso continuarmos a Pensar e não apenas a ouvir e agir conforme aquele que nos fala.
E o Espírito prossegue em sua explicação do lugar ao dizer que as cenas as quais irão assistir ainda existem “na Terra pelo que é ela é” – (vide artigo “Terra, um Planeta de expiação e provas”) e que infelizmente “requer essa violência com as vidas inferiores” . Seria uma justificativa ou uma explicação? Lancellin justifica a maldade dos seres humanos para com os animais alegando que isso ocorre pelo que a Terra ainda é – Planeta de expiação e provas, Planeta inferior com seres inferiores – e a Terra ainda é o que é porque nós somos o espelho onde ela se reflete. Não é o Planeta que é ruim, somos nós, e o primeiro passo é admitirmos isso para conseguirmos operar uma Transformação em nós mesmos. Em seguida ele explica que os seres humanos e não o Planeta, “requer essa violência com a vida dos seres inferiores” , ou seja, por sermos seres inferiores, deficientes moral e eticamente, nos aproveitamos daqueles que estão em uma escalada evolutiva abaixo de nós – por isso o termo inferior – seres que ainda se encontram num estágio pelo qual passamos um dia, que nos supriu com qualidades que hoje usamos contra eles : Inteligência, racionalidade.
Talvez o mais assustador, a quem quer que leia o trecho em questão, seja a referência de Lancellin sobre os Espíritos Vampirizadores que ali se encontram, isso mesmo, vampiros ao redor do boi, este irmão animal que irá morrer, virar bife e parar no prato das pessoas, sejam espíritas ou não.
Vamos ler mais um trecho da fala de Lancellin:
Penetramos em um lugar assustador; estavam em círculo vinte vampiros, cuja descrição preferimos omitir. Com o chefe, formavam um magote de vinte e um. O que estava chefiando vestia-se de vermelho encarnado, com uma espécie de capuz bipartido atrás e tendo nas pontas duas bolas pretas; no alto da cabeça, duas saliências o destacavam dos outros. Os bois estavam em filas obrigatórias, devido às cercas laterais que os prendiam, sem que eles pudessem ao menos se mexer. Ao passarem em determinado ponto, caía em suas nucas uma lâmina mortal. Logo adiante, um homem carrancudo fazia escorrer o sangue do animal já ajoelhado e exteriorizando suas dores.
Eu sentia reações profundas, sem que as deixasse passar para as emoções. Confesso, estava encontrando dificuldades para me manter em equilíbrio. Procurei a Dezenove e não a vi. Fiquei inquieto, e como Miramez sentiu que as minhas perguntas íntimas poderiam perturbar os trabalhos que requeriam muito silêncio, aproximou-se de mim e falou baixinho:
— Lancellin, não viste que ela começou a desmaiar, não suportando a visão do ambiente? Foi levada às pressas para o corpo de carne, pelo Padre Galeno.
Cortei as minhas indagações e passei a prestar atenção no meu dever, o dever de informar pelas minhas anotações, com o cuidado que exigem a moral e a paz dos encarnados, transmitindo somente o que pode ser dito. Parece que Miramez deixou que os vampiros iniciassem sua ação, para que pudéssemos ter uma ideia de como as coisas acontecem nos frigoríficos.
Lancellin continua a narrar a visão perturbadora que todos estão tendo do frigorífico, os bois enfileirados a espera da morte, seguem cercados de vampiros astrais que desejam sugar seus fluidos plasmáticos, e tal visão dificulta o equilíbrio emocional dos presentes, e acredito que dificulte até essa leitura discreta que o espírito faz sobre , como ele mesmo coloca, “de como as coisas acontecem nos frigoríficos”.
O que questionamos agora é:
Estaria Lancellin mentindo sobre o que ocorre aos animais dentro dos frigoríficos?
Estaria ele inventando ações irreais apenas para apavorar os espíritas diante do que estes fazem aos seus irmãos inferiores evolutivamente?
Porque, ao ouvirmos o discurso de muitos palestrantes espíritas de renome, nos parece que Lancellin está apenas a fazer uma piada sobre o que ocorre dentro de um abatedouro, tal o desrespeito à vida dos animais no qual estes doutrinadores se lançam.
Já ouvimos inúmeros desdéns as palavras do Irmão X em sua defesa pelos animais, sabemos que este espírito é querido por todos, respeitado e amado, porém parece que quando se refere aos animais “não sabe o que fala”. Seria isto o que ocorre ? Suas palavras servem apenas na defesa da vida humana e não da vida animal?
Quando Irmão X nos diz:
Comece a renovação de seus costumes pelo prato de cada dia. Diminua gradativamente a volúpia de comer a carne dos animais. O cemitério na barriga é um tormento, depois da grande transição. O lombo de porco ou o bife de vitela, temperados com sal e pimenta, não nos situam muito longe dos nossos antepassados, os tamoios e os caiapós, que se devoravam uns aos outros. 
Não sabe ele o que diz então? 
Supostamente estaríamos autorizados a alegar que não, Irmãos X, André Luiz, Emmanuel, Lancellin e tantos outros não sabem o que dizem a respeito dos abatedouros e da carne se não soubéssemos nós de onde provém o bife que está em nosso prato. Nós sabemos, apenas não aceitamos que nos digam pois somos seres vampirizadores dos animais quando nos sentamos a mesa de refeição, apenas nos negamos a aceitar nossa inferioridade diante disso. 
Ao prosseguir na narrativa, torna-se ainda mais difícil a leitura do que ocorre a nossos irmãos animais: 
Quando o magarefe enterrou a lâmina no pescoço do animal, cortando-lhe as veias, o vampiro-chefe avançou em primeiro lugar e sorveu, de mais ou menos uma distância de trinta centímetros, o fluido do plasma sanguíneo com uma habilidade espetacular. O plasma etérico se dividia, pela vontade dele, em dois jatos de energia que entravam pelas narinas e por sua boca, posicionada em forma de bico. Era grande a satisfação. Depois que sugou de uns três animais, ante a inquietação dos outros, ele deu um sinal para o primeiro. Esse veio e fez o mesmo, sugando as energias vitais do animal. Quando chegou a vez do quinto Espírito, senti que para mim era um sacrifício imputado aos meus sentimentos. Era demais! Então, pude observar que vampiro e magarefe eram uma coisa só. Miramez segredou-me, mesmo estando eu com a emoção um pouco alterada:
— Vê, Lancelin! A mediunidade se processa em toda a parte. Este irmão está servindo de instrumento para os Espíritos da sua mesma faixa se alimentarem com as energias do animal. E o pior é que essa classe de Espíritos recebe magnetismo inferior do animal, fortalecendo seus instintos mais baixos, e transmitem para o mesmo animal, ou seja, para a sua carne e ossos, outro tipo de fluidos pesados na mesma frequência, com os quais os homens, depois, vão inundar seus organismos. É por isso que os comedores de carne dos animais mostram, de vez em quando, no cotidiano, algo que lembra esses Espíritos. Os espíritas se livram deste magnetismo inferior com os recursos dos passes, da água fluidificada e, por vezes, de prolongadas leituras espirituais; os evangélicos e também alguns católicos se libertam dele nos ambientes das igrejas, mas sempre fica alguma coisa para se transformar em doenças perigosas.
A medicina tem quase a idade do planeta, se buscarmos sua origem, e quanto mais descobre remédios, mais surgem doenças, por lhe faltar um senso profundo, um entendimento mais correto sobre as causas. Ela trata, infelizmente, somente dos efeitos.
Todas as causas são morais, na extensão desta palavra. O mundo todo se preocupa só em instruir a humanidade, esquecendo que o melhor é Educar, mostrar-lhe o valor do bem. A salvação da humanidade encarnada e desencarnada está na descoberta do Amor, mas o amor universal.
Lancellin faz referências importantes ao que ocorre com os animais neste lugar aterrador e com o corpo que irá virar bife, o magnetismo recebido pelos vampiros que lhes realça o instinto animalizado e a transferência do magnetismo pesado e inferior deles, vampiros, para o corpo sem vida do animal, lembrando que este corpo irá ser vendido nos açougues e com a qual “os homens, depois, vão inundar seus organismos.”
“Essa classe de Espíritos recebe magnetismo inferior do animal, fortalecendo seus instintos mais baixos, e transmitem para o mesmo animal, ou seja, para a sua carne e ossos, outro tipo de fluidos pesados na mesma frequência, com os quais os homens, depois, vão inundar seus organismos.”
Estes que vão se inundar deste baixo magnetismo, estes que tiraram a vida do animal, nosso irmão, estes somos todos Nós que nos alimentamos de suas carnes, que desdenhamos dos Espíritos que defendem a vida animal como se a vida de cada um deles de nada nos valesse. Somos nós que ignoramos suas dores ao dizer que temos o Nosso Momento, que temos a Nossa Necessidade, e que egoisticamente praticamos o massacre de bilhões de animais todos os anos. Por isso Lancelin nos diz que todas as causas de nossas doenças são morais, por isso nos fala sobre a importância do Educar e não do apenas Instruir nas noções do Bem; e para demonstrar a importância dessa educação , trazemos outra citação do Irmão X :
”A rigor, a Religião deve orientar as realizações do espírito, assim como a Ciência dirige todos os assuntos pertinentes à vida material. Entretanto, a Religião até certo ponto, permanece jungida ao superficialismo do sacerdócio, sem tocar a profundeza da alma.”
“Ao superficialismo do sacerdócio, sem tocar a profundeza da alma” ,uma superficialidade ética e moral, uma superficialidade que não nos permite atingir o Amor Universal, que nãos nos permite ver os animais como irmãos e que não nos permite fazer da Terra um lugar melhor, onde não seja necessária, como coloca Lancellin, a morte de seres inocentes.
De André Luiz
“Os seres inferiores e necessitados do Planeta não nos encaram como superiores generosos e inteligentes, mas como verdugos cruéis. Confiam na tempestade furiosa que perturba as forças da Natureza, mas fogem, desesperados, à aproximação do homem de qualquer condição, excetuando-se os animais domésticos que, por confiar em nossas palavras e atitudes, aceitam o cutelo no matadouro, quase sempre com lágrimas de aflição, incapazes de discernir com o raciocínio embrionário onde começa a nossa perversidade e onde termina a nossa compreensão. Se não protegemos nem educamos aqueles que o Pai nos confiou, como germens frágeis de racionalidade nos pesados vasos do instinto; se abusamos largamente de sua incapacidade de defesa e conservação, como exigir o amparo dos superiores benevolentes e sábios, cujas instruções mais simples são para nós difíceis de suportar, pela nossa lastimável condição de infratores da lei de auxílios mútuos ?”
De Emmanuel
1“A ingestão das vísceras dos animais é um erro de enormes consequências, do qual derivaram numerosos vícios da nutrição humana. É de lastimar semelhante situação, mesmo porque, se o estado de materialidade da criatura exige a cooperação de determinadas vitaminas, esses valores nutritivos podem ser encontrados nos produtos de origem vegetal, sem a necessidade absoluta dos matadouros e frigoríficos. ”
De Irmão X
Preliminarmente, admito deva referir-me aos nossos antigos maus hábitos. A cristalização deles, aqui, é uma praga tiranizante. Comece a renovação de seus costumes pelo prato de cada dia. Diminua gradativamente a volúpia de comer a carne dos animais. O cemitério na barriga é um tormento, depois da grande transição. O lombo de porco ou o bife de vitela, temperados com sal e pimenta, não nos situam muito longe dos nossos antepassados, os tamoios e os caiapós, que se devoravam uns aos outros.
Mas não permitimos que elas toquem a profundeza de nossa alma,e nos distanciamos dia a dia do amor acreditando que o bem só é bem se for de ser humano para ser humano, ideia falaciosa que projetamos uns nas mentes do outros apenas para que continuemos a ser o que somos, seres inferiores e egoístas.
A dúvida é: Até quando?
Nós somos culpados pela morte dos animais, de bilhões de animais. Nós tratamos como coisas, objetos, não como filhos de Deus e tentamos a todos momento justificar nossos atos violentos contra eles.
Os Incas e Astecas também achavam necessário sacrificar pessoas … no entendimento deles, a manutenção da vida (deles) igualmente “requer essa violência(sacrifício humano) com seres inferiores sacrifícios humanos, mas por que no limiar do Século 21 precisamos aceitar que o estágio de evolução no qual nos encontramos ainda requeira essa violência e justamente contra aqueles que nomeamos de “inferiores”?
Porque somos inferiores tanto quanto julgamos nosso Outro, seja ele animal ou hominal, essa nossa desculpa para a prática e a cristalização no mal.
Por isso temos que tomar muito cuidado com tudo que lemos e ouvimos, pois a cristalização de pensamento não permite a mudança de uma mentalidade de maus hábitos para bons hábitos. podemos notar que , para a continuidade da existência dos frigoríficos, muitos amigos citam Emmanuel e os problemas econômicos que o seu desaparecimento poderia causar. Alguém acredita que os frigoríficos desapareceriam do dia para a noite deixando desempregados milhares de pessoas que se sustentam com a morte dos animais? E as fábricas de armamentos que igualmente matam crianças, jovens, velhos, não devemos ser contra elas também ou devemos pensar nas milhares de pessoas que igualmente se sustentam com o genocídio? Assim o é com o trafico de drogas, com as grandes corporações de fumo e álcool, criando dezenas de doenças e desavenças entre as famílias. Mas, infelizmente só pensamos deste modo, como Emmanuel narra, quando se trata de animais, e o mais complicado nisso tudo é que, tais palavras, vindas de um Espírito de Luz são extremamente significativas para muitos espíritas, cristalizando neles a necessidade da morte dos animais.
Só não nos apercebemos que esse mesmo pensamento de justificação no mal pode , igualmente, justificar uma guerra contra os mais fracos, mesmo que sejam humanos, ou que alguém de um outro Planeta, que seja mais intelectualizado que nós, nos use como servos e nos abata como abatemos os animais.
Não é mais possível deixar que outros pensem por nós. não é mais possível ler as frases que citamos acima e ficarmos ignorantes ao que ocorre com os animais, somos tão vampiros deles quanto os vampiros que se encontravam nos abatedouros, os animais possuem tanto medo de nós quanto deles, é necessário que repensemos se desejamos a Terra como está, requerendo a violência , ou se desejamos torná-la um lar para todos nós, seres hominais, animais, e vegetais.
Fonte: Portal do Espírito.

REFERÊNCIAS

Iniciação – Viagem Astral. João Nunes Maia, pelo Espírito Lancellin. Editora Espírita Fonte Viva Cartas e Crônicas. Irmão X – Psicografia de Chico Xavier. O Consolador – Emmanuel – Psicografia de Chico Xavier. Fonte; portal do Espírito



"SOMOS ALGOZES OU VÍTIMAS?"


Ser humano é muito mais do que simplesmente termos o físico, pois nele não somos, apenas estamos. 
E, nós, espíritos, temos a tendência de errar na vigília e escorregar na hipocrisia. Querem ver? Pois pensem e analisem, não precisarão de muito esforço, tenho certeza. 
Pregamos a ecologia e defendemos a Mata Atlântica com toda propriedade, mas coitada da árvore plantada em frente à nossa casa, sequinha, esquecemos de regar-lhe, nem que seja uma vez na semana. E, se a chuva demora, morre ao abandono. 
A samambaia da garagem, nem olhamos para ela. Não avaliamos que o pouco verde que nos cerca trabalha ao nosso favor, mesmo em silêncio e sem cobrança. 
Gritamos com força: – Precisamos diminuir o lixo do planeta! Mas, os outros que o façam, porque assim que saí um modelo novo de celular, com mais recursos, mesmo que nunca usaremos e, embora o que temos funcione ainda muito bem, jogamos fora o nosso sem pensar duas vezes e saímos correndo para comprar a novidade, criando mais lixo, e pior, lixo tóxico. 
Fazemos passeatas para se construir estádios, e faltam hospitais, escolas de boa qualidade, e ninguém faz passeata para exigir isso, pois já pagamos adiantados, podendo ou não, através dos altos impostos cobrados. 
A corrupção e impunidade correm soltas, mas nos deixamos manipular  em “vigiar” outras coisas que não fazem diferença nenhuma em nossas vidas. 
Doamos tempo ajudando nos hospitais e casas de ajuda, o que é louvável, mas não temos paciência com o filho peralta, com o parente em cima de uma cama, ou com  os queixumes de uma pessoa que passa por uma fase difícil e precisa de um amigo. 
Doamos dinheiro, muitas vezes em cheques polpudos às campanhas e sequer pagamos um salário justo aos funcionários, ou horas extras, dando-lhes a chance de progredirem, investirem em si mesmos, em melhor qualidade de vida, e juramos não ser escravocratas! 
Gente! Caridade começa em casa, onde parece que esquecemos de fazer e estende-se a tudo que nos cerca. É uma das causas da crise social que nos cerca, onde somos algozes e vítimas.

 Por Amarilis de Oliveira -Portal do Espírito


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