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terça-feira, 7 de março de 2017

“MATERIALISMO ESPIRITUAL”

Aqueles que fazem caridade dando comida aos pobres e por isso sentem-se superiores aos outros, esses se rebaixam ainda mais.
Aqueles que divulgam ensinamentos espirituais, mas em sua vida prática fazem o oposto do que ensinam, estão piores do que os humildes que, sem conhecimento teórico, fazem o bem.
Aqueles que vão a igreja toda semana, seguem os preceitos de sua fé, mas julgam seus irmãos, rotulam e os condenam sem os conhecer bem, esses têm ainda muito o que aprender.
Aqueles que praticam técnicas de meditação profunda, e por isso seu ego fica inflado, sua meditação só serve como passatempo sem valor.
Aqueles que colocam vestimentas ritualísticas em sua organização religiosa ou esotérica e com isso desejam impressionar os outros para se envaidecer, já se perderam seriamente no caminho espiritual.
Aqueles que pensam em cuidar da alma para melhorarem sua condição física; ou aqueles que criam mentalmente realizações mundanas para que elas se expressem em forma de benefícios materiais; ou aqueles que usam de diversas formas o espiritual para ganhar algo do mundo; esses colherão os frutos amargos da decepção.
Aqueles que são escolhidos como dirigentes, líderes ou instrutores de seu templo e passam a usar esse cargo para exercer seu poder, impor seu jeito e não respeitam a pluralidade de modos de ser, esses são falsos líderes.
Aqueles que decidem engajar-se num projeto social, viram vegetarianos ou fazem campanhas humanitárias apenas para somar em seu currículo, para esbanjar ou para sentirem-se na vanguarda de sua época, esses estão ainda mais atrasados.
Aqueles que fazem yoga pensando apenas na firmeza muscular, na beleza física e em demonstrar a todos o quanto são fortes e esbeltos, esses estão caindo no terrível abismo do autoengano.
Se você quer ser espiritual, mas não quer sacrificar um centímetro de seus gostos e interesses humanos, mude de caminho.
Se você quer ser espiritual, mas não quer permitir a transformação íntima, largue o espiritual e volte para o mundo.
Se você quer ser espiritual, mas intenta manter seus desejos, seu ego e sua personalidade, está certamente se iludindo.
Se você faz todas essas coisas, consciente ou inconscientemente, pare e reflita sobre suas atitudes.
Você pode estar caindo na lama do chamado materialismo espiritual.
Materialismo espiritual é a utilização de aspectos da vida espiritual apenas para embelezar e alimentar seu ego.
A vida espiritual autêntica jamais pode aceitar demonstrações vãs, hipocrisia, fanatismo, egocentrismo, vaidade, ganância e soberba.
Quem segue o verdadeiro caminho espiritual deve aceitar de bom grado o sacrifício de si mesmo em prol da vida coletiva e divina.
Permita que o universo seja sua morada e não seu corpo.
Permita que sua consciência interior o conduza e não seus desejos.
Permita que Deus guie sua vida e não seu ego.
Seja espírito… e não uma mera personalidade.

Autor: Hugo Lapa

“PORQUE OS MÉDIUNS DEVEM TER CUIDADO NA QUARESMA? ”

   O início da “Quaresma”, um dos períodos mais difíceis para os Médiuns e todos aqueles que sentem influências dos nossos Irmãos Desencarnados, em função da presença deles, para participar do Carnaval, especialmente os da “Zonas Umbralinas”, que praticamente abandonam o “Umbral”, para gozar a “Festa Mundana” e reviver o Tempo da Matéria.
   Como eles tem enormes dificuldades para voltar e querem continuar no “Plano Físico”, aproveitam-se de “Médiuns Invigilantes”, para absorver “Fluídos” e praticamente ficar sem sofrimentos, num terrível processo de “Obsessão Espiritual”, esgotando nossos queridos Irmãos Encarnados, muitas vezes, levando-os a “Grande Desespero e Tristeza”.
   Mais triste ainda, é a situação de muitos Irmãos já Socorridos, que abandonam às Unidades Socorristas do Espaço, atendendo, infelizmente, a “Baixa Frequência Vibratória” desses dias, “Emanação Deletéria” de Irmãos do Corpo Físico, que se entregam a todo tipo de gozo da carne. Como não sabem voltar, às dificuldade desses Irmãos é muito grande, precisam dos “Fluídos” dos Médiuns, para não sofrer tanto e tentar uma forma de voltar aos “Postos de Socorro do Espaço”.
  Como “AGIR”, para não ficar à mercê desses Irmãos Menos Esclarecidos do Umbral:
1) “VIGIAR”, para não cair nas mãos deles, mantendo Pensamentos Elevados, Superiores e Benéficos.
2) “ORAR”, para ficar ligados ao nossos Irmãos Superiores, Mentores, Guias Espirituais, Protetores e Espíritos Familiares que já se encontram em Elevação Espiritual.
   É chegado o tempo da quaresma, período de quarenta dias que antecede a data mais importante para o cristianismo: “A morte e a ressurreição de Cristo”. Nesta época, os cristãos em sua maioria, são convidados à reflexão espiritual promovendo uma renovação sincera de atitudes.
   Para os católicos, faz-se necessário a oração, a penitência e a caridade para o encontro com Deus, tempo de preparação para a Páscoa. No período quaresmal é muito comum nos depararmos com pessoas cumprindo promessas, jejuando e fazendo penitências. Os fiéis mais tradicionais se abstêm do consumo da carne vermelha, outros passam os quarenta dias sem cortar o cabelo e a barba, enfim, não raro são aqueles que realizam algum tipo de sacrifício neste período.
   Segundo o dicionário da língua portuguesa, a palavra penitência faz referência a arrependimento, remorso de haver ofendido a Deus, ou uma pena que o confessor impõe ao confessado. Já o sacrifício, tem o sentido de “fazer alguma coisa sagrada”, entretanto esse conceito é variável de acordo com as diferenças culturais.
   De um modo geral, as penitências são caracterizadas por privações voluntárias que aproximam de alguma forma o homem a Deus, isentando-os de seus pecados.
   Mas, quarenta dias seriam suficientes para redimir os homens de seus erros? Até que ponto as penitências são válidas? Será que necessitamos de um período específico para refletir nossas atitudes e dar início a uma transformação moral?
   Busquemos a resposta em O Livro dos Espíritos, nas perguntas 720, 722, e 726 no Capítulo V – “Da Lei de Conservação”:
720. São meritórias aos olhos de Deus as privações voluntárias, com o objetivo de uma expiação igualmente voluntária?
“Fazei o bem aos vossos semelhantes e mais mérito tereis.”
a) Haverá privações voluntárias que sejam meritórias?
“Há: a privação dos gozos inúteis, porque desprende da matéria o homem e lhe eleva a alma. Meritório é resistir à tentação que arrasta ao excesso ou ao gozo das coisas inúteis; é o homem tirar do que lhe é necessário para dar aos que carecem do bastante. Se a privação não passar de simulacro, será uma ilusão.”
722. Será racional a abstenção de certos alimentos, prescrita a diversos povos?
“Permitido é ao homem alimentar-se de tudo o que lhe não prejudique a saúde. Alguns legisladores, porém, com um fim útil, entenderam de interditar o uso de certos alimentos e, para maior autoridade imprimirem às suas leis, apresentaram-nas como emanadas de Deus.”
726. Visto que os sofrimentos deste mundo nos elevam, se os suportarmos devidamente, dar-se-á que também nos elevam os que nós mesmos nos criamos?
“Os sofrimentos naturais são os únicos que elevam, porque vêm de Deus. Os sofrimentos voluntários de nada servem, quando não concorrem para o bem de outrem. Supões que se adiantam no caminho do progresso os que abreviam a vida, mediante rigores sobre-humanos, como o fazem os bonzos, os faquires e alguns fanáticos de muitas seitas?
   Por que de preferência não trabalham pelo bem de seus semelhantes? Vistam o indigente; consolem o que chora; trabalhem pelo que está enfermo; sofram privações para alívio dos infelizes e então suas vidas serão úteis e, portanto, agradáveis a Deus. Sofrer alguém voluntariamente ,apenas por seu próprio bem, é egoísmo; sofrer pelos outros é caridade: tais os preceitos do Cristo.”
Analisando as afirmativas contidas em “O Livro dos Espíritos”, observamos que a visão do Espiritismo com relação às penitências, difere de outras religiões. Para a doutrina dos espíritos, as privações somente são válidas quando afastam o homem das futilidades materiais que nada acrescentam na evolução do espírito, entretanto, deve ser um exercício contínuo na busca pelo progresso moral, não limitando-se a quarenta dias a cada ano.
Terá maior mérito perante Deus, aquele que aplica sua penitência em benefício de outrem, ou seja, pratica a caridade que, aliás, para nós que ainda somos espíritos imperfeitos, ser caridoso é uma grande penitência.
Com relação a abstinência de certos alimentos, segundo o Espiritismo, nos é permitido consumir qualquer substância que não nos comprometa a saúde, em qualquer época do ano, isso se aplica ao consumo de carne. Devemos considerar que nossa matéria densa carece de proteína para funcionar adequadamente, cuja principal fonte é a carne.
A proibição do consumo de carne vermelha na quaresma surgiu na Idade Antiga, consolidando-se na Idade Média, época em que os pobres não tinham recursos para introduzir a carne em suas refeições. Desta forma a carne vermelha era consumida apenas pelos ricos nos banquetes, onde se tornou o símbolo da gula, um dos pecados capitais.
Para evitar conflitos com a nobreza, a Igreja orientava o consumo de carne à livre demanda, por sete dias, antes do período quaresmal; essa tradição ficou conhecida como “carnevale” (o prazer da carne), daí a origem do carnaval. Após o “carnevale”, a população deveria abster-se da carne pelos quarenta dias que antecediam a Páscoa. O peixe não entrou nesta lista, por isso tinha o consumo liberado.
Com o passar dos tempos, a carne foi introduzida no cardápio do dia a dia, perdendo a tradição dos banquetes. E hoje, cada vez menos as pessoas praticam a abstinência de carne vermelha na quaresma, provando que esses hábitos são apenas tradições que nada tem haver com os ensinamentos do Cristo.
Diante dessas considerações, podemos afirmar que as privações voluntárias pouco contribuem para o progresso espiritual, uma vez que, o sofrimento provocado caracteriza imaturidade de nosso espírito, pois não produz nenhum efeito depurador para a alma, ao contrário do sofrimento natural.
Busquemos sim, uma reflexão profunda de nossas atitudes para auxiliar em nossa reforma íntima, pratiquemos a caridade em auxílio do próximo para sermos também auxiliados, mas lembremos, todo o tempo é tempo de plantar.
Referências:     
“O Livro dos Espíritos” – Allan Kardec
FONTE: Grupo Socorrista Obreiros do Senhor Jerônimo Mendonça Ribeiro


“ASSUNTOS PENDENTES DE VIDAS PASSADAS”

Os assuntos pendentes, que trazemos de vidas passadas e os que criamos e mantemos na vida presente, serão importantes oportunidades de tomada de consciência, amadurecimento e crescimento, se nos dispusermos a resolvê-los, no lugar de ignorá-los ou alegar que são problemas dos outros.
É comum termos alguns assuntos pendentes, em nossa vida. Algo que sabemos que devemos resolver, mas que vamos adiando.
O assunto foi focalizado, de uma forma delicada e inusitada, em um filme japonês, lançado no ano de 2015.
A trama envolve a morte, por afogamento, de Yusuke, mergulhando a esposa Mizuki numa espécie de torpor. Os dias se arrastam e ela realiza as tarefas mecanicamente, sem ânimo. Está morta em vida.
Por três anos consecutivos, ela prepara a comida preferida do marido, na data festiva que celebra os que partiram.
No terceiro ano, o Espírito do marido lhe aparece e diz que quer que ela conheça as pessoas com quem ele convive nos últimos anos.
Apesar da estranheza da situação, a esposa o acompanha numa jornada que altera completamente sua forma de encarar a vida e a morte.
Ele a leva para pequenas cidades e aldeias, onde gente simples vive em contato com a natureza, e lhe mostra a beleza de viver.
Por onde passam, Yusuke é recebido com grande alegria, e Mizuki descobre que ele havia ajudado muitas pessoas a enfrentar seus problemas e tristezas.
Ela compreende que aquelas pessoas também haviam morrido, mas não sabiam disso, e continuavam sua rotina até que conseguissem perdoar, serem perdoadas ou resolvessem assuntos pendentes que as preocupavam e retinham na Terra.
Yusuke as auxiliava a tomar conhecimento da sua condição, para que pudessem se libertar.
Nessa viagem-sonho, Mizuki se liberta da dor e da mágoa. Perdoa o marido e o deixa prosseguir sua jornada, enquanto ela volta à sua vida, na Terra.  
Somos Espíritos imortais vivendo uma experiência terrena.
Desconhecemos quanto tempo permaneceremos aqui. Mas sabemos que temos uma missão a cumprir, uma caminhada a realizar.
Nesse caminho, contaremos com a ajuda de parentes e amigos, encarnados e desencarnados, e também daqueles a quem prejudicamos, que nos cobrarão a quitação de nossos débitos, além de uma mudança de postura e atitude.
Os assuntos pendentes, que trazemos de vidas passadas e os que criamos e mantemos na vida presente, serão importantes oportunidades de tomada de consciência, amadurecimento e crescimento, se nos dispusermos a resolvê-los, no lugar de ignorá-los ou alegar que são problemas dos outros.
Muitas vezes, a solução de um assunto pendente precisa apenas que paremos por um instante.
Que paremos de julgar e de condenar. Que paremos de odiar e de atacar.
Que paremos de criticar e de menosprezar. Que paremos de nos sentir vítimas.
Que tenhamos um olhar mais fraterno para o outro, tentando entender sua dor e o que a causou.
Dessa forma, nos será possível deixar de lado os sentimentos negativos e passarmos a emitir um sentimento mais fraterno, dissolvendo os nós que nos mantêm presos uns aos outros.
Resolver assuntos pendentes é abrir clareiras na consciência para ampliar nossa capacidade de amar e perdoar.
Isso nos permitirá a chance de evoluir, cumprindo nossa missão como Espíritos imortais.

Redação do Momento Espírita