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terça-feira, 23 de maio de 2017

“IDOLATRIA NA VISÃO ESPÍRITA”

Os Judeus, saindo da dominação egípcia, um povo idólatra, tinham muita tendência à idolatria. Basta ver o que aconteceu quando Moisés desceu do Monte Sinai com as Tábuas da Lei e encontrou o povo adorando o "BEZERRO DE OURO" como se ele fosse uma divindade, um amuleto. Indignado, matou 3 mil homens, contrariando um dos mandamentos da lei das tábuas: ‘Não matarás.” Mas o mesmo “Deus”, que proíbe que sejam feitas imagens, manda Moisés fazer dois querubins de ouro e colocá-los por cima da Arca da Aliança (Ex 25, 18-20). Manda-lhe, também, fazer uma serpente de bronze e colocá-la por cima de uma haste, para curar os mordidos pelas serpentes venenosas (Num 21, 8-9). Manda, ainda, Salomão enfeitar o templo de Jerusalém com imagens de querubins, palmas, flores, bois e leões (I Reis 6, 23-35 e 7, 29). Não é um incentivo a idolatria?
Os espíritas não adotam imagens, mas entendem que idolatria não é simplesmente adorar imagens de pedra, madeira, gesso, ouro, etc., mas qualquer coisa material. Por exemplo: há sim, quem idolatre "santos", "imagens" com interesse em fazer pedidos, sem buscar seguir seus exemplos de vida e pedidos; mas, há também, quem diga não ter tempo e dinheiro para dispensar à caridade, mas dispensam tempos e dinheiro iguais ou maiores para idolatrar cantores, atores, jogos, festas, etc.; há quem idolatre time de futebol a ponto de reagir violentamente aos que torcem para outros times; há quem idolatre a religião chegando a causar brigas, desentendimentos, inimizades e até guerras contrariando os preceitos morais pregados por ela; há quem reaja a um assalto, com intenção de matar ou morrer, por idolatrar bens materiais; há quem comete adultério escondido do(a) cônjuge ou com a conivência dele(a), em trocas de casais, etc., alegando “apimentar o relacionamento” por idolatrar o sexo; há quem idolatre o dinheiro, o ouro, a fama, etc., de tal forma que, muitas vezes, procuram alcançar o objetivo de maneira ilícita, indigna, imoral, etc.; há quem idolatre pessoas (político, de posição social abastada, etc.), por interesse pessoal; há espírita que alega várias desculpas para faltar uma palestra em sua cidade de um orador desconhecido, mas anda quilômetros e quilômetros em excursão, pagam estadia em hotel, para assistir aquele orador conhecido ou aquele médium “que faz cura” ou coisas relacionadas a fenômenos; há médiuns aceitando a idolatria e impedindo assim, a comunicação com os amigos do bem, no plano espiritual; há espíritas que querem ser idolatrados porque idolatra a vaidade; há espíritas idolatrando cargos e esquecendo os encargos; há quem desrespeite seu corpo físico, contrariando a saúde física, por idolatrar bebida alcoólica, cigarro, drogas em geral, excesso de alimentos. Como vemos, há vários tipos de idolatria. Quando apontamos um idolatra por "imagens", não nos damos conta que também somos idolatras de outras coisas que atrapalham nossa evolução espiritual.
Como disse Emmanuel: “É indispensável evitar a idolatria em todas as circunstâncias. Suas manifestações sempre representaram sérios perigos para a vida espiritual.”
Grupo de Estudos Allan Kardec

Texto de Rudymara

"TRANSPLANTE DE CABEÇA - VISÃO ESPÍRITA"

Neste ano de 2017 deverá ocorrer o primeiro transplante de cabeça da História.
Falar em transplante de cabeça é controverso: afinal, o que será transplantado: a cabeça ou o corpo?
Se considerarmos que a sede da consciência é a cabeça, poderíamos falar de um transplante de corpo; afinal, a sede da consciência receberia um novo corpo.
Mas as coisas não são assim tão simples. Nossa consciência não se manifesta apenas através da cabeça.
A consciência se manifesta através da mente (que é um programa); a mente se liga ao corpo astral através de centros de força; e os centros de força, através dos chacras, que se localizam no duplo etérico, fazem a conexão com os plexos e glândulas do corpo físico.
– Achou complicado?
Esse tema é tratado, dentre outras obras, nos livros Entre a Terra e o céu, Mecanismos da Mediunidade e Evolução em dois mundos, de André Luiz; Técnica da Mediunidade, de Pastorino; e Elucidações do Além de Ramatis – além de obras da Teosofia.
Um transplante de cabeça, então, seria, de alguma forma, a junção de dois seres.
Isso pode ser muito estranho se nós considerarmos a consciência apenas como essa consciência superficial que nós usamos numa comunicação escrita.
Mas nós temos vários níveis de consciência. Nosso subconsciente guarda tudo sobre nós – todos os nossos arquivos existenciais estão lá. E a contraparte física do subconsciente não está necessariamente na cabeça, pelo contrário: alguns autores chegam a falar em um subcérebro abdominal; há cientistas que afirmam que a estrutura do coração é semelhante à estrutura do cérebro, inclusive com neurônios.
Para nós compreendermos melhor o que aconteceria no caso de um transplante de cabeça exitoso, nós temos que analisar o pouco que nós já sabemos sobre transplantes de órgãos.
Existe um fenômeno que tem sido chamado de memória celular.
Há muitos casos de transplantados que herdaram gostos, comportamentos e até modos de pensar semelhantes aos dos doadores dos órgãos.
Os doutores Paul Pearsall e Gary Schwartz escreveram um livro contando casos assim relacionados especificamente a transplantes de coração. Não fica nenhuma dúvida de que as pessoas que receberam os órgãos receberam, juntamente com os órgãos físicos, emoções, gostos, predisposições e até sentimentos do doador.
Uma das transplantadas abordadas no livro, Sylvia Claire, escreveu um livro contando mais detalhes da sua história – este livro está traduzido para o português; se chama A voz do coração.
Para termos uma ideia: há relatos de pessoas que de um momento para o outro se tornaram vegetarianas; ou que nunca bebiam e de repente passaram a gostar de cerveja; pessoas que começaram a se interessar por um determinado esporte, ou por poesia, ou que mudaram a sua orientação sexual – e depois vieram a descobrir que seus doadores tinham exatamente essas mesmas características.
Há até o caso de um transplantado que era uma pessoa muito de bem com a vida e depois do transplante cometeu suicídio – mais tarde vieram saber que o seu doador tinha se suicidado.
É preciso ter em mente que nenhuma dessas pessoas sabia quem era o seu doador. Foram pesquisar mais tarde justamente pelo fato de terem sofrido mudanças bruscas de gostos e comportamento depois do transplante.
A teoria do Dr. Paul Pearsall é a memória celular. As células armazenariam a memória e carregariam essa memória consigo repassando-as ao receptor do órgão.
– Mas como o Espiritismo explicaria isso?
Se nos basearmos em Kardec, podemos dizer que os fluidos que circundam e perpassam nosso corpo estão saturados com nossos sentimentos e pensamentos e que eles permaneceriam, por algum tempo, ativos no corpo do receptor do órgão. Mas essa tese requer que a pessoa que recebeu o órgão esteja em sintonia com o doador, afinal, nós só captamos sentimentos e pensamentos com os quais temos alguma afinidade.
Outra tese seria a da psicometria.
Ernesto Bozzano tratou exaustivamente da psicometria. E André Luiz, no livro Nos Domínios da Mediunidade, trata a psicometria como “a faculdade de ler impressões e recordações ao contato de objetos comuns”. Na verdade esse entendimento é um desenvolvimento do entendimento de Kardec: os objetos ficam impregnados com os fluidos da pessoa que utiliza esses objetos, e até das vibrações do meio em que permaneceu a maior parte do tempo.
Se isso ocorre com objetos inanimados, com muito mais intensidade ocorreria com um órgão do corpo humano – mas, mesmo assim, isso dependeria da sensibilidade por parte do receptor do órgão para captar essas vibrações.
Mas existe uma outra maneira, muito mais lógica e satisfatória de entender essa questão.
Nós sabemos, desde Hermes Trismegisto, ou até antes, que assim como é o micro é o macro.
O átomo, pelo menos no modelo de Bohr, se assemelha muito ao Sistema Solar. É verdade que o sistema de Bohr tem falhas, mas também é verdade que o Sistema Solar não é uma estrutura tão regular como se pensava. O fato é que existem grandes semelhanças entre os modelos micro e macro, pois tudo obedece a Leis e as Leis são a manifestação de Deus – Deus é o grande conjunto de Leis que nos rege.
Se nós observarmos uma célula, que é a menor porção de matéria viva, ou melhor, a menor unidade de vida que nós conhecemos, vemos que ela apresenta organelas que exercem as mesmas funções básicas do nosso corpo humano.
Nós acreditamos em reencarnação. E nós também acreditamos, desde Kardec, que os animais são dotados do princípio inteligente, o mesmo princípio inteligente que ao se individualizar e se desenvolver dará origem ao que nós entendemos por espírito.
O primeiro estágio do princípio inteligente, portanto, é a célula.
Nós temos 100 trilhões de células. Essas células estão sob o nosso comando, sob o comando da nossa mente. O nosso corpo físico é formado por células. As células se agrupam e se especializam conforme o modelo comandado por nossa mente.
Nós sabemos que o plano físico é reflexo do plano astral, e que o corpo físico é reflexo do corpo astral. O corpo astral é o nosso modelo organizador biológico.
André Luiz, no livro Evolução em dois mundos, faz um longo estudo sobre o papel das células na manifestação da nossa vida e na manutenção da nossa forma.
André Luiz faz referência às células físicas e às células astrais. Nós temos, portanto, células físicas, que compõe o nosso corpo físico, e temos células astrais que compõe o nosso corpo astral.
Agora acompanhe o meu raciocínio:
Eu, neste momento, estou encarnado, ou seja, eu estou revestido de um corpo de carne.
Mas, mesmo encarnado, eu tenho um corpo astral.
O corpo físico é transitório, ele dura apenas uma reencarnação. Mas o corpo astral permanece enquanto nós permanecemos na Terra, neste astro – por isso o nome “corpo astral”, porque ele é composto com elementos do astro.
O corpo físico morre, mas o corpo astral permanece, e é o corpo astral que vai organizar, mais tarde, um novo corpo físico para a minha próxima reencarnação.
Quer dizer: nós reencarnamos, desencarnamos; reencarnamos, desencarnamos; mas é sempre o mesmo corpo astral.
O mesmo ocorre com as células. São sempre as mesmas células. Nós não trocamos de células. As células desencarnam e reencarnam.
– Você sabia que nós trocamos praticamente todas as células do corpo a cada 7 anos?
Claro que nem todas desencarnam e reencarnam no mesmo ritmo.
As células do estômago e dos intestinos são trocadas a cada 5 dias, mais ou menos; as células da pele a cada 2 ou 4 semanas; as células do fígado duram entre 150 e 500 dias – cada grupo de células físicas dura mais ou menos tempo de acordo com a função que exerce. Os neurônios que compõe o córtex cerebral não se renovam.
– Se as células estão sempre se renovando, como nós nos mantemos sempre os mesmos? Como nós mantemos a nossa forma, as nossas características físicas?
Por causa do DNA no interior das células. O DNA é a mente das células. Essa tese é do grande (e vergonhosamente desconhecido, no meio espírita) Carlos Torres Pastorino. Pastorino já defendia essa tese em 1969 – lembrando que o DNA foi descoberto em 1953.
Assim como nós temos uma mente que age sobre o corpo, a célula também tem uma mente que age sobre ela. A nossa mente comanda o DNA das células, informando todos os nossos sentimentos, pensamentos e energias no DNA.
Nós vemos no capítulo 13 do livro Missionários da Luz, de André Luiz, que o instrutor Alexandre e uma equipe de técnicos trabalhavam no planejamento reencarnatório do espírito de Segismundo. Alexandre tinha em mãos os mapas cromossômicos de Segismundo, onde podia decifrar todas as principais características que marcariam a nova existência física de Segismundo.
Esse livro foi publicado antes da descoberta do DNA.
Se meditarmos um instante na imensidão do Cosmos, é fácil concluirmos que existem seres incalculavelmente superiores a nós. Seres perante os quais, por comparação, nós não parecemos mais do que simples células. É possível – e até provável – que nós façamos parte de uma organização viva tão grande que nós não podemos nem imaginar.
Do mesmo modo, nós somos os mentores da evolução de 100 trilhões de minúsculas organizações biológicas que chamamos de células. Essas células nos acompanham, provavelmente, por toda a nossa evolução neste planeta.
– Como fica, então, a questão dos transplantes?
Nós sabemos que o órgão transplantado permanece com o seu DNA inalterado, ou seja, o receptor do órgão passa a abrigar na sua própria estrutura física o DNA do doador.
Uma pessoa morre. Um ou mais dos seus órgãos são retirados para transplante. As células que acompanham essa pessoa (espírito) desencarnaram; ela vai se manifestar, agora, só com as suas células astrais – mas as células físicas, com o seu DNA, passam a fazer parte da estrutura física de uma outra pessoa. O DNA das células do órgão transplantado deve passar a obedecer ao comando mental do receptor do órgão.
Nós vemos claramente que é preciso haver afinidade entre as programações mentais do doador e do receptor para que o DNA do órgão transplantado obedeça ao novo comando mental. Isso pode explicar a alta taxa de rejeição dos transplantes.
Vamos imaginar agora como seria um transplante de cabeça.
A cabeça de uma pessoa recebe um novo corpo. Será que a mente da pessoa que recebe um novo corpo é suficientemente forte para comandar trilhões de células habituadas a outro comando mental? Será que o DNA (que é a mente das células) de um corpo inteiro, que foi formatado por outra mente, que é o resultado de outra mente, será que ele é capaz de se adaptar a um novo comando?
Eu não acredito.
No transplante de um órgão importante (como um coração, por exemplo), se doador e receptor vibram numa frequência próxima uma da outra, é possível a adaptação – o comando da mente do receptor, que vibra no DNA das suas próprias células, provoca um fenômeno de indução no DNA das células do órgão transplantado.
Mas num caso assim, em que o transplante seria, na verdade, de um corpo inteiro, fora as questões técnicas da cirurgia, que não compete a mim falar, só poderia haver sucesso, talvez, se houvesse uma afinidade tão grande entre doador e receptor, a ponto de promover uma relativa adaptação de uma mente a outra.
Existe outra questão que deve ser considerada. Entre o corpo astral e o corpo físico nós temos o duplo etérico. Nas palavras de André Luiz, no livro Nos Domínios da Mediunidade, o duplo etérico é o conjunto dos “eflúvios vitais que asseguram o equilíbrio entre a alma e o corpo de carne”, “formado por emanações neuropsíquicas que pertencem ao campo fisiológico e que, por isso mesmo, não conseguem maior afastamento da organização terrestre, destinando-se à desintegração, tanto quanto ocorre ao instrumento carnal, por ocasião da morte renovadora”.
O capítulo 13 do livro Obreiros da Vida Eterna, também de André Luiz, narra a desencarnação de Dimas, em que vemos o delicado trabalho de desfazimento dos laços energéticos que ligam o corpo astral ao corpo físico.
No caso do transplante de cabeça (que na verdade é um transplante de corpo), seria imprescindível a participação de uma equipe de médicos desencarnados para promover o desligamento dos laços energéticos que ligam o corpo físico a ser transplantado ao corpo astral do doador do corpo, e fazer a ligação desses laços com o corpo astral do receptor do corpo.
De qualquer forma, poderão sair daí grandes aprendizados.
Autor:Morel Felipe Wilkon
Fonte: http://www.espiritoimortal.com.br/transplante-de-cabeca-uma-visao-espirita/


“A CADA UM SERÁ DADO SEGUNDO AS SUAS OBRAS”

Nessa sentença de Jesus estão sintetizadas todas as leis que regem as questões ético-morais.
Mas de que maneira essa justiça se estabelece?
Que mecanismo coordena essa distribuição, com justiça?
Primeiro é importante lembrar que a justiça dos homens está calcada na legislação humana, com base em códigos legais criados pelos próprios homens.
Quando há um litígio qualquer, um grupo de pessoas especializadas nesses códigos analisa o processo, julga e define as penalidades aplicáveis ao réu.
A duração das penas também é estabelecida pelo juiz.
Então podemos concluir que a justiça dos homens se alicerça no arbítrio, segundo a visão dos magistrados.
Mas com a justiça divina é diferente.
As consequências dos atos se dão de forma direta e natural, sem intermediários.
Em caso de uma falta qualquer, a penalidade se estabelece de maneira natural, e cessa também naturalmente, com o arrependimento efetivo e a reparação da falta.
Importante destacar que na justiça divina não há dois pesos e duas medidas. As leis são imutáveis e imparciais, e não podem ser burladas.
Um exemplo talvez torne mais fácil o entendimento.
Se alguém resolve beber uma dose considerável de veneno, as consequências logo surgirão no organismo, de maneira direta e natural.
Não é preciso que alguém julgue o ato e decida o que vai acontecer com o organismo do indivíduo. Simplesmente o resultado aparece.
Castigo? Não. Consequência natural derivada do seu ato, da sua livre escolha.
Os efeitos produzidos no corpo físico não fazem distinção entre o pobre ou o rico, o religioso ou o ateu, a criança ou o adulto.
As leis divinas não contemplam exceções, nem concessões. São justas e equânimes.
E essas consequências duram tanto quanto a causa que as produziu.
Uma vez passado o efeito do veneno, resta consertar o estrago e seguir em frente. Por isso a necessidade da reparação.
Nesse caso devemos considerar que a lei da reencarnação se torna uma necessidade, para que cada um receba conforme suas obras, segundo a justiça divina.
Se a pessoa bebe veneno e morre, as consequências do seu ato a seguirão no mundo espiritual, pois ela sai do corpo mas não sai da vida.
Por vezes, é necessário renascer num novo corpo marcado pelos estragos que o veneno produziu.
Castigo? Certamente não. Consequência direta e natural.
No campo moral a justiça divina se dá da mesma maneira, distribuindo a cada um segundo suas obras, sem intermediários.
Mas como conhecer essas leis?
Ouvindo a própria consciência, que é onde se encontra esse código divino.
Não é outro o motivo que leva a pessoa corrupta, injusta, violenta, hipócrita, a tentar anestesiar a consciência usando drogas, embriagando-se para aplacar o clamor que vem da sua intimidade.
Uma vez mais podemos considerar que Jesus realmente é o maior de todos os sábios.
Numa sentença sintética ele ensinou tudo o que precisamos saber para conquistar a nossa felicidade.
Sim, porque se as consequências dos nossos atos são diretas e naturais, podemos promover, desde agora, consequências felizes para logo mais.
E se hoje sofremos as consequências de atos infelizes já praticados, basta colher os resultados, sem se queixar da sorte, e agir com uma conduta ético-moral condizente com o resultado que desejamos obter logo mais.
Pense nisso!
Nas leis divinas não existem penas eternas. As consequências infelizes duram tanto quanto a causa que as produziu.
Assim, como depende de cada um o seu aperfeiçoamento, todos podem, em virtude do livre-arbítrio, prolongar ou abreviar seus sofrimentos, como o doente sofre, pelos seus excessos, enquanto não lhes põe termo.
Dessa forma, se você deseja um futuro mais feliz, busque ajustar seus atos a sua consciência, que é sempre um guia infalível onde estão escritas as leis de Deus.
E, se em algum momento surgir a dúvida de como agir corretamente: faça aos outros o que gostaria que os outros lhe fizessem, e não haverá equívoco.


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em A Gênese, de Allan Kardec, item 32, cap. I.

“COMO FOI A CHEGADA DE CHICO XAVIER NA ESPIRITUALIDADE RELATADO PELO ESPÍRITO JOANNA DE ÂNGELIS”

Quando mergulhou no corpo físico, para o ministério que deveria desenvolver, tudo eram expectativas e promessas. Aquinhoado com incomum patrimônio de bênçãos, especialmente na área da mediunidade, Mensageiros da Luz prometeram inspirá-lo e ampará-lo durante todo o tempo em que se encontrasse na trajetória física, advertindo-o dos perigos da travessia no mar encapelado das paixões bem como das lutas que deveria travar para alcançar o porto de segurança.
Orfandade, perseguições rudes na infância, solidão e amargura estabeleceram o cerco que lhe poderia ter dificultado o avanço, porém, as providências superiores auxiliaram-no a vencer esses desafios mais rudes e a crescer interiormente no rumo do objetivo de iluminação. Adversários do ontem que se haviam reencarnado também, crivaram-no de aflições e de crueldade durante toda a existência orgânica, mas ele conseguiu amá-los, jamais devolvendo as mesmas farpas, os espículos e o mal que lhe dirigiam.
Experimentou abandono e descrédito, necessidades de toda ordem, tentações incontáveis que lhe rondaram os passos ameaçando-lhe a integridade moral, mas não cedeu ao dinheiro, ao sexo, às projeções enganosas da sociedade, nem aos sentimentos vis. Sempre se manteve em clima de harmonia, sintonizado com as Fontes Geradoras da Vida, de onde hauria coragem e forças para não desfalecer.
Trabalhando infatigavelmente, alargou o campo da solidariedade, e acendendo o archote da fé racional que distendia através dos incomuns testemunhos mediúnicos, iluminou vidas que se tornaram faróis e amparo para outras tantas existências. Nunca se exaltou e jamais se entregou ao desânimo, nem mesmo quando sob o metralhar de perversas acusações, permanecendo fiel ao dever, sem apresentar defesas pessoais ou justificativas para os seus atos.
Lentamente, pelo exemplo, pela probidade e pelo esforço de herói cristão, sensibilizou o povo e os seu líderes, que passaram a amá-lo, tornou-se parâmetro do comportamento, transformando-se em pessoa de referência para as informações seguras sobre o Mundo Espiritual e os fenômenos da mediunidade. Sua palavra doce e ungida de bondade sempre soava ensinando, direcionando e encaminhando as pessoas que o buscavam para a senda do Bem.
Em contínuo contato com o seu Anjo tutelar, nunca o decepcionou, extraviando-se na estrada do dever, mantendo disciplina e fidelidade ao compromisso assumido. Abandonado por uns e por outros, afetos e amigos, conhecidos ou não, jamais deixou de realizar o seu compromisso para com a Vida, nunca desertando das suas tarefas. As enfermidades minaram-lhe as energias, mas ele as renovava através da oração e do exercício intérmino da caridade.
A claridade dos olhos diminuiu até quase apagar-se, no entanto a visão interior tornou-se mais poderosa para penetrar nos arcanos da Espiritualidade. Nunca se escusou a ajudar, mas nunca deu trabalho a ninguém. Seus silêncios homéricos falaram mais alto do que as discussões perturbadoras e os debates insensatos que aconteciam a sua volta e longe dele, sobre a Doutrina que esposava e os seus sublimes ensinamentos.
Tornou-se a maior antena parapsíquica do seu tempo, conseguindo viajar fora do corpo, quando parcialmente desdobrado pelo sono natural, assim como penetrar em mentes e corações para melhor ajudá-los, tanto quanto tornando-se maleável aos Espíritos que o utilizaram por quase setenta e cinco anos de devotamento e de renúncia na mediunidade luminosa. Por isso mesmo, o seu foi mediumato incomparável...
E ao desencarnar, suave e docemente, permitindo que o corpo se aquietasse, ascendeu nos rumos do Infinito, sendo recebido por Jesus, que o acolheu com a Sua bondade, asseverando-lhe: – Descansa, por um pouco, meu filho, a fim de esqueceres as tristezas da Terra e desfrutares das inefáveis alegrias do reino dos Céus.

JOANNA DE ÂNGELIS (Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, no dia 2 de julho de 2002, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.) Texto extraido do Reformador - Agosto/2002 Especial - FEB