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sexta-feira, 7 de abril de 2017

MORRER É NATURAL”

Certos assuntos, em nossas vidas, ainda são encarados com o ranço dos posicionamentos preconceituosos.
Ideias alimentadas na ignorância da Idade Média, em especial, passam pelas gerações, atemorizando as almas.
Existem pessoas que não podem ouvir falar em morte. Perturbam-se, perdem o sono. E nem conversam a respeito.
No entanto, vemos que as novas gerações não apresentam temor, ao contrário, trazem uma tranquilidade interior.
E foi o que demonstrou aquela menina, surpreendendo a todos.
Ela tinha um cachorro pequeno, Pitoco, que era toda a sua alegria. Quando ia para a escola, fazia questão de despedir-se do amiguinho, dizendo que logo voltaria.
Pois Pitoco adoeceu e os remédios, receitados pelo veterinário, aliados a cuidados adicionais recomendados, não faziam efeito algum.
Naquele dia, enquanto Lia estava na escola, o cachorro piorou e, depois de uma curta agonia, morreu.
Os pais ficaram muito apreensivos. Como contariam para a filha que Pitoco morrera? Como ela se sentiria, sobretudo por não ter estado presente à sua morte?
Indagavam-se qual seria a reação dela. E, por isso, ensaiaram a melhor maneira de contar o acontecido.
Quando Lia chegou em casa, percebeu o clima tenso, pesado. Inteligente, logo imaginou que o seu amiguinho tivesse piorado e correu para o seu cantinho.
A mãe lhe cortou o caminho, o pai a olhou preocupado. E, embora os tantos ensaios para a escolha das melhores palavras, nenhum deles conseguiu dizer nada.
Ela deduziu e perguntou: Vocês estão com este jeito estranho por que o Pitoco morreu? Meu cachorrinho se foi?
Ante o assentimento mudo dos pais, ela foi se encaminhando ao local onde estava o cadáver do seu amiguinho.
Tadinho do Pitoco. Mas, como ele estava muito doente, melhor assim. Afinal, todos morremos, não é mesmo?
Tudo morre: as plantas, as flores, as árvores. Também os bichos, as pessoas. É a vida.
Os pais se olharam, surpresos. E descobriram, naquele momento, com as expressões da filha, que ela tinha uma visão muito mais clara a respeito da vida e da morte do que eles próprios.
Muita gente acostumou-se a ver a morte como ponto final de tudo.
Há fantasias e crendices que penetram a mente das pessoas de tal modo que passam a lhes minar a segurança íntima, determinando pavores cruéis que maltratam as criaturas.
Bom seria se na educação da criança e do jovem, nas conversas entre adultos, e em todos os meios de comunicação, não se desprezasse a importância desse tema.
Se existe uma certeza em nossa vida, é a de que morreremos um dia.
Portanto, estarmos preparados para enfrentar essa realidade seria um grande avanço na nossa maneira de viver.
Saber que quem morre é apenas o corpo físico, que somos imortais e conservamos nossas capacidades cognitivas e emocionais, nos deixaria mais serenos.
Também saber que reencontraremos nossos amores; que poderemos refazer nossos enganos; que teremos novos recomeços.
Ter certeza de que a morte, que nos tolhe a vida física, significa simplesmente que vencemos mais uma etapa na linha do progresso.
Pensemos nisso!
Redação do Momento Espírita, com base no capítulo 20, pt. V,
do livro Todos precisam de paz na alma, pelo Espírito Benedita Maria,

 psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.

“OS PRESSENTIMENTOS EM NOSSAS VIDAS. ”

Você já teve, alguma vez, um pensamento repentino que o impele a tomar uma determinada atitude?
Algo que você faz porque sentiu uma quase irresistível vontade de fazer, sem saber bem o porquê?
Mas que, depois de um tempo, acaba por se dar conta que aquele ato lhe salvou a vida? Ou o impediu de cometer uma tolice?
Assim é com viagem programada que, à última hora, se decide cancelar; um negócio pensado longamente e que é abortado na hora de sua concretização.
Um imóvel que iria ser vendido a fulano e se opta por declinar da venda; a criança que seria deixada, por algumas horas, em casa de alguém, etc, etc.
São situações aparentemente simples, comuns. Coisas do cotidiano. No entanto, o fato de fazer algo oposto ao que estava programado ou mudar alguma coisa que vinha sendo feita há muito tempo, decide por sua vida.
Ou pela melhoria dela.
Detalhes que você somente perceberá mais tarde.
Assim é o caso daquela jovem de 17 anos. Morava em uma rua sem saída.
De manhã, estava no quarto, preparando-se para sair. Um impulso a fez olhar para sua cama que ficava debaixo da janela e a empurrar para junto da parede oposta.
Parecia um comando mental. E ela não pensou duas vezes.
Ao chegar à porta para sair, olhou novamente o quarto e não pôde entender muito bem o que fizera.
Ela não era uma pessoa com criatividade para decoração. Normalmente, decidia sobre a posição de um móvel e não mudava mais.
Por um breve momento, ela tentou entender por que fizera aquilo. Mas, em seguida, resolveu sair e tocar a sua vida.
A escola, as amigas, o estudo. Havia muita coisa para fazer, para dizer, para viver.
À noite, ela foi a uma festa e voltou tarde para casa. Uma hora da manhã.
Estava tão cansada que literalmente se jogou na cama e dormiu.
No meio da madrugada, foi arrancada do sono por um enorme estrondo.
Faróis ofuscantes, blocos de cimento despedaçado e a parte dianteira de um caminhão estavam no seu quarto.
Pedaços de cimento caíram em sua cama. O quarto foi invadido por uma nuvem de poeira.
Pulou da cama, assustada. Dentro do caminhão, estava uma mulher.
Seu rosto sangrava e, mesmo assim, ela tentava engatar  uma marcha à ré.
Soube-se, mais tarde, que a mulher, totalmente drogada, tinha atravessado três pistas, derrubado a cerca do quintal e invadido o quarto, daquela forma.
Passado o susto, a jovem se tomou de indignação pelo risco que correra.
Depois, agradeceu por estar viva.
Foi, no entanto, quando se deu conta de que, se não tivesse mudado a cama de lugar horas antes do desastre, o impacto do caminhão a teria matado, que ela deu graças a Deus por estar viva.
E pela intuição que teve e atendeu de pronto.
Na nova arrumação, o lado direito do caminhão ficou a trinta centímetros de sua cabeça.
O pressentimento, por vezes, é o conselho íntimo e oculto de um Espírito que nos quer bem.
Na incerteza de atender ou não ao pressentimento, ore a Deus, Soberano Senhor de tudo e todos.
Ele lhe enviará um de seus mensageiros em seu socorro.
Pense nisso!

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 6 do livro Não é preciso dizer adeus, de Allison Dubois, ed. Sextante e itens 522 e 523, de O livro dos espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb.

"POR QUE OS MAUS SE DÃO BEM NA VIDA?"

De vez em quando vemos as pessoas fazerem a seguinte indagação:
Por que muitas pessoas boas, que ajudam os outros, estão mal, sofrendo, e ficam com suas vidas bloqueadas? E por que outras pessoas egoístas, orgulhosas, que prejudicam os outros, estão bem, ganham dinheiro, tudo em suas vidas dá certo e elas conseguem o que desejam?
Em primeiro lugar devemos dizer que não há como saber se essas pessoas estão mesmo bem e felizes. Alguns desses indivíduos egoístas, arrogantes, rancorosos, intolerantes etc, podem ter boas condições financeiras, família, uma vida confortável e ter poucos problemas, mas nada disso garante alegria e paz. A felicidade não se encontra em nenhuma destas coisas, mas num desprendimento interior, numa liberdade de ser e numa consciência que independem de qualquer aspecto da vida humana. Por isso, nada nos faz acreditar que essas pessoas são felizes. Talvez essa felicidade seja apenas uma aparência. Aliás quase tudo na vida humana é feito de imagens, de miragens e de ilusões. A imagem de felicidade e bem-estar que muitas pessoas projetam a outras não é exceção.
Em segundo lugar, é preciso verificar se as pessoas que julgamos “boas” são tal como nós pensamos. O ser humano cria em sua mente um modelo de bondade, de santidade, de solidariedade que está baseado em suas crenças pessoais. Pessoas boas podem ser boas apenas na aparência, mas por dentro guardarem uma escuridão interior. Elas fingem ser bondosas a fim de ganhar alguma coisa com isso, nem que seja reconhecimento que vem alimentar seu ego. Por outro lado, muitas pessoas que são supostamente boas, caso tivessem poder, usariam mal esse poder adquirido. Vemos todos os dias situações parecidas com essa. Pessoas que pareciam ser boas apenas por não lhes ter sido dada a oportunidade de se mostrarem tal como são. Como diz a máxima: “Quer conhecer uma pessoa? Dê poder a ela.” É certo que muitos oprimidos anseiam em se tornar opressores. Ao invés de lutarem contra as injustiças, sonham em um dia terem as mesmas condições de seus algozes e ser como eles. Portanto, é preciso tomar cuidado com rótulos de bondade. Da mesma forma que não devemos fazer um julgamento de uma pessoa como sendo alguém mau e perverso, não devemos também julgar uma pessoa como sendo boa antes de conhece-la mais a fundo.
O terceiro ponto dessa resposta, e o mais importante, é entender que as pessoas realmente boas e puras estão mais adiantadas no caminho espiritual, e por esse motivo, estão aptas a enfrentar provas mais duras. Para entender esse ponto, vamos recorrer a um exemplo. Vamos imaginar um aluno da primeira série fazendo uma prova. Vamos imaginar também um aluno da sétima série fazendo uma prova. Cada um desses alunos realiza um exame que foi preparado de acordo com os conhecimentos do aluno dentro da série onde ele está. Alguém imagina o aluno da primeira série sendo obrigado a resolver as questões de uma prova da sétima série? Claro que não. O aluno da primeira série deverá fazer uma prova adaptada aos padrões da ensino da série em que se encontra.
O mesmo ocorre com as almas que vem a esse mundo. Cada alma possui um certo nível de amadurecimento espiritual. Os espíritos se encontram em certa fase de seu desenvolvimento. Uns são mais adiantados e outros são mais atrasados. As almas mais adiantadas devem obviamente realizar provas mais difíceis porque já estão aptas a serem bem sucedidas. As almas mais atrasadas, por outro lado, não estão preparadas para provações mais complexas, mais duras, mais pesadas, que exijam muito delas, pois se isso ocorrer, elas facilmente vão sucumbir a essas adversidades. Não se pode exigir algo de quem não tem. É necessário dar as provações mais difíceis aos espíritos mais avançados e provas mais simples aos espíritos igualmente mais simples. No futuro, as almas menos adiantadas vão avançar em evolução, e nesse momento, estarão preparadas para as provas mais árduas, mais penosas, que exijam mais de si mesmos. Como diz a máxima: “Deus dá as batalhas mais difíceis aos seus melhores soldados”.
Por isso, ninguém deve se surpreender quando pessoas sem caráter, primitivas e grosseiras se dão bem na vida. Na realidade, esses espíritos ainda não podem ser submetidos aos testes mais rigorosos, caso contrário, ficarão revoltados, perdidos e podem desistir. É preciso que as almas primitivas vão recebendo as lições espirituais mais lentamente, aos poucos, dentro do nível que eles são capazes de assimilar. Assim, eles vão sendo preparados de forma branda para depois serem introduzidos nas provações de nível mais alto. Por outro lado, aqueles que sofrem provações mais severas devem agradecer essa oportunidade, pois Deus já sabe que essas almas são mais adiantadas e estão preparadas para desafios maiores.
Respondendo então a pergunta inicial, os espíritos atrasados não se dão bem na vida. Eles apenas se encontram incapacitados de superar provas mais duras. Por isso, essas provas são adiadas até que eles estejam preparados.

(Hugo Lapa)

“NINGUÉM MORRE. A MORTE SIMPLESMENTE REVELA A VIDA MAIS AMPLAMENTE. ”

A temática não é nova. Mas, toda vez que é abordada, há sempre quem surja com a tão desgastada frase: Ninguém voltou do lado de lá para dizer que está vivo.
Quem assim repete o jargão, não se dá conta ou possivelmente ignora que as comunicações dos chamados mortos ocorrem todos os dias, sob as nossas vistas, ao nosso redor.
São inúmeros os casos dos que retornaram após a morte do corpo físico, testemunhando que a vida prossegue. E abundante.
São familiares, afetos que, através de sinais irrecusáveis, se dão a conhecer aos mais íntimos.
Ou simplesmente amigos, conhecidos, alguém que deseje auxiliar a outrem.
Em 1943, um ex-piloto da Força Aérea Inglesa, de nome Robert Gislepie, fazia treinamento com uma tripulação de alunos, sobre o mar da Irlanda.
Certa noite, recebeu uma ordem para verificar o que havia acontecido com um avião que vinha do Canadá.
Seguiu com seus alunos, sem tardar e uma hora e meia depois chegaram exatamente ao local onde havia ocorrido o último contato pelo rádio com o avião canadense.
Por causa do forte nevoeiro, eles voavam sem visibilidade alguma. Por isso decidiram retornar. Se nada viam, como procurar?
Então um dos motores falhou. O gelo começou a se formar nas asas do aparelho.
Gislepie pensou em baixar a altitude para se livrar do gelo. Mas, se fizesse isso, deveria voar sobre o mar, a fim de evitar as montanhas. Tal atitude aumentaria a rota. E a gasolina era pouca.
O que fazer? Era o seu dilema.
De repente, sentou-se ao seu lado um aluno e lhe disse: Mantenha a altitude. Logo vamos ter uma modificação de temperatura.
O instrutor acatou a orientação. Logo mais, o avião estava fora de perigo.
Com alegria, Gislepie pediu ao jovem que agradecesse à base a instrução, pois pensou que ele tivesse recebido orientação do pessoal de terra.
Foi então que o rapaz olhou para ele e falou:
Meu nome é Ken. Ken Russel. Se não precisa mais de mim vou voltar...
E desapareceu sob o olhar espantado do piloto.
Alguns dias depois, conversando com os seus alunos, Gislepie apontou um deles e disse:
Você deve ser Ken Russel. É muito parecido.
Não, foi a resposta. Eu sou Tony Russel. Ken Russel é meu irmão.
Ele morreu naquela noite em que fomos procurar o avião canadense. O avião em que estava caiu no mar e ele morreu.
Nem é preciso dizer do espanto do piloto.
Ele fora auxiliado por um morto.
À semelhança desse fato, existem outros muitos. Os que morreram, estão vivos. E se interessam pelos que ficaram.
Até mesmo por aqueles com quem não têm ligação afetiva. E se comunicam, testemunhando que ninguém morre de verdade. Só o corpo físico perece.
O Espírito prossegue a viver e se interessa pelo que sempre constituiu a sua preocupação e seus cuidados enquanto no corpo carnal.
A morte é sempre a chave que desata o perfume da vida. Não há morte, em essência. Tudo é recriação.
A morte simplesmente revela a vida mais amplamente.
Pense nisso.

Redação do Momento Espírita

"O QUE É O CORDÃO DE PRATA?

Também conhecido por “Fio de Prata”, “Cordão Fluídico” ou “Cordão Astral”, o Cordão de Prata é um fio que liga o corpo físico ao corpo astral (espiritual). Ele é um apêndice energético que transmite energia vital para o corpo físico durante a projeção astral (desdobramento). Ele também conduz energias do corpo físico para o psicossoma (Alma), criando um circuito energético de ida e volta. O Cordão de Prata é um laço semimaterial que mantém a Alma ligada ao corpo humano com uma conexão inicial no psicossoma (Alma) e outra, logo depois, no soma (Corpo físico).
Como o próprio nome sugere, trata-se de uma espécie de "cordão" que liga o perispírito ao corpo físico. É imprescindível à vida carnal, pois assegura a perfeita realização das funções biológicas vitais durante o período do sono natural, quando então o espírito se desprende do corpo físico para interagir no mundo espiritual, embora sempre seu corpo e seu perispírito estejam sempre ligados através do chamado cordão de prata.
Como é a aparência do Cordão de Prata?
O Cordão de Prata varia de pessoa a pessoa, ou seja, em espessura, diâmetros e ductos magnéticos, assim como em relação ao brilho, luminosidade, coloração prateada ou branco brilhante claro, pulsação, textura do cabo e raio de alcance de extensão quando a Alma se acha projetada. Para se ter uma simplória ideia, ele pode parecer semelhante a uma fumacinha que sai de um cigarro, contudo, prateado  
Qual a elasticidade do Cordão de Prata? O que acontece quando ele se rompe?
À medida que a Alma se afasta das imediações do corpo físico, o cordão se torna cada vez mais fino e sutil. O vigor e a elasticidade do cordão de prata são incalculáveis e por mais longe que o projetor estiver, o cordão de prata sempre o trará de volta ao corpo físico. Ele possui uma espécie de automatismo subconsciente que funciona independentemente da vontade do projetor e atrai o psicossoma (Alma) de volta para o físico, quer ele queira voltar ou não. Quando se rompe, ocorre o desencarne do Espírito.
O cordão de prata é pré-requisito essencial para a vida orgânica, posto que no momento da morte física ele se rompe. Em alguns meios "espiritualistas" com pouco estudo, há uma discussão sobre os "perigos de rompimento" de tal cordão espontaneamente, durante o conhecido fenômeno das projeções para fora do corpo, como se algo no Universo pudesse acontecer "espontaneamente", ou seja, sem o consentimento e o conhecimento de Deus. Esse temor não tem lógica, nem sentido algum, a não ser que seja "a hora exata" de o indivíduo desencarnar.
O cordão de prata não é feito de material suscetível a atritos ou a acontecimentos que possam vir a "rompê-lo" - esse tipo de pensamento não apenas contraria diametralmente a lógica, mas sobretudo vai inteiramente contra os ensinamentos estabelecidos pela codificação Kardequiana.
FONTES:
MISSIONÁRIOS DA LUZ, de André Luiz, por Chico Xavier