Seguidores

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

“TRAIÇÕES AFETIVAS”

Uma das chagas morais perversas mais dilaceradoras para o ser humano é sofrer a traição.
Todos nascemos e renascemos com a fatalidade de crescer em direção de Deus. Neste processo antropossociopsicológico, o sentimento de amor tem preponderância. Começa no instinto de preservação da vida e alonga-se, através da evolução, em amizade, afeto e amor. O ser adapta-se à ternura e à afetividade que lhe passam a constituir alimento vital, dando-lhe resistência para os enfrentamentos das vicissitudes.
De alguma forma, o fenômeno da fidelidade faz-se a base de sustentação do afeto. A ocorrência elastece-se na amplidão de todos os comportamentos, não havendo lugar para a infidelidade, a traição. A traição rebaixa o ser, mantendo-o em estágio egoico, sadista. Deve-se ter sempre em mente corresponder à confiança de que se sente objeto para lograr-se a construção de uma sociedade equilibrada.
Desejamos melhor expressar o nosso pensamento mediante um fato que muito nos sensibilizou. Era um casal americano do norte aparentemente feliz no casamento, no qual nascera um filho, então com 19 anos. Certo dia, antes do jantar, o marido disse à esposa que desejava divorciar-se. Informava que o casamento perdera o encanto, transformara-se numa fraternidade sem sentido.
Após a acalorada discussão que se seguiu, a senhora anuiu com duas condições: cederia o divórcio dentro de 30 dias, mas nesse período pedia-lhe que a carregasse pela manhã da alcova à sala. Tomado de surpresa, ele protestou, mas ela foi inamovível. Ele resolveu consultar a nova parceira, razão do divórcio, que zombou da vítima, sugerindo que se tratava de uma estratégia para mantê-lo. Depois de muito pensar, ele resolveu aquiescer.
No primeiro dia, muito constrangido, atendeu-a, assim como nos dias sucessivos. O filho, que de nada sabia, comovia-se ao observar a cena. À medida que se passaram os dias, ela vestia-se com cuidado e no 25º usou o perfume que utilizara nas bodas. Lentamente ele se apercebera que a amava e que ela parecia muito magra. Por fim, antes do prazo, ele resolveu homenageá-la com rosas.
Adquiriu-as e levou-as. Chegou ao lar, dirigiu-se à alcova em suave claridade e acercou-se do leito em que ela estava deitada, ao tentar entregar-lhe as rosas, notou-a morta. Presa ao vestido estava uma carta que ele abriu e leu.
Ela explicava que lhe pedira 30 dias, porque naquela tarde passada, estivera no oncologista e após cuidadoso exame o médico dissera-lhe que ela estava com um câncer e teria, no máximo, 30 dias de vida. O seu estratagema era para que não parecesse que fora o divórcio que a matara. E, por amá-lo muito, nada dissera, somente fizera aquele pedido como justificativa...
Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 15-12-2016.

Divaldo Franco

"LINDA MENSAGEM PARA O NATAL E ANO NOVO"


"A INFLUÊNCIA DOS ESPÍRITOS EM NOSSOS PENSAMENTOS"


“CHEGADAS E PARTIDAS.”

Cada abraço daqueles guarda uma história diferente...
Cada reencontro daqueles revela um outro mundo, uma outra vida, diversa da nossa, da sua...
Se você nunca teve a oportunidade de observar, por mais de cinco segundos, todas aquelas pessoas – desconhecidos numa multidão - esperando seus amigos, seus familiares, seus amores, não tenha medo de perceber da próxima vez, a magia de um momento, de um lugar.
Falamos dos portões de chegada de um aeroporto, um desses lugares do mundo onde podemos notar claramente a presença grandiosa do amor.
Invisível, quase imperceptível, ali ele está com toda sua sublimidade.
Nas declarações silenciosas de um olhar tímido. No calor ameno de um abraço apertado. No breve constrangimento ao tentar encontrar palavras para explicá-lo.
Na oração de três segundos elevada ao Alto - agradecendo a Deus por ter cuidado de seu ente querido que retorna.
Richard Curtis, que assina a produção cinematográfica de nome Love actually – traduzida no Brasil como Simplesmente amor, traz essas cenas com uma visão muito poética e inspirada.
O autor oferece na primeira e última cenas do filme exatamente a contemplação dos portões de chegada de um aeroporto e de seu belíssimo espetáculo representando a essência do amor.
Ouve-se um narrador, nos primeiros segundos, confessando que, toda vez que a vida se lhe mostrava triste, sem graça, cruel, ele se dirigia para o aeroporto para observar aqueles portões e ali encontrava o amor por toda parte.
Seu coração alcançava uma paz, um alívio, em notar que o amor ainda existia e que ainda havia esperança para o mundo.
Isso tudo pode parecer um tanto poético demais para os mais práticos, é certo.
Assim, a melhor forma de compreender a situação proposta é a própria vivência.
Sugerimos que faça a experiência de, por alguns minutos, contemplar essas cenas por si mesmo, seja na espera de aviões ou outros meios de transporte coletivos.
Propomos que parta de uma posição mais analítica, de início, com algumas pitadas de curiosidade:
Que grau de parentesco possuem aquelas pessoas? - Há quanto tempo não se veem? - De onde chegam?
Ou, quem sabe, sobre outros: Que histórias têm para contar! - O que irão narrar por primeiro ao saírem dali? Sobre a família, sobre a viagem, sobre a espera em outro aeroporto?
Ao perceber lágrimas em alguns olhos, questione: De onde elas vêm? - Há quanto tempo não se encontram? - Que felicidade não existe dentro da alma naquele momento!
Por fim, reflita:
Por quanto tempo aquele instante irá ficar guardado na memória! O instante do reencontro...
Tudo isso poderá nos levar a uma analogia final, a uma nova questão: não seria a Terra um imenso aeroporto? Um lugar de chegadas e partidas que não param, constantes, inevitáveis?
Pensando nos portões de chegada na Terra, lembramos dos bebês, que abraçamos ao nascerem, com este mesmo amor daqueles que esperam num aeroporto por seus amados.
Choramos de alegria, contemplando a beleza de uma nova vida, e muitas vezes esse choro é de gratidão pela oportunidade do reencontro.
É um antigo amor que, por vezes, volta ao nosso lar através da reencarnação.
Pensando agora nos portões de partida, inevitavelmente lembramos da morte, da despedida.
Mas esse sentir poderá ser também feliz!
Como o sentimento que invade uma mãe ou um pai que dá adeus a um filho que logo embarcará em direção a outro país, a fim de fazer uma viagem de aprendizagem, de estudo ou profissional.
Choram sim, de saudade, mas o sentimento que predomina no bom coração dos pais é a felicidade pela oportunidade que estão recebendo, pois têm consciência de que aquilo é o melhor para ele no momento.
Vivemos no aeroporto chamado terraTerra.
Todos os dias milhares partem, milhares chegam.
Chegadas e partidas são inevitáveis.
O que podemos mudar é a forma de observá-las.

Autor: momento espírita

“COMO O ESPÍRITO VÊ O CORPO APÓS A MORTE”

A ideia que geralmente se faz dos Espíritos torna a princípio incompreensível o fenômeno das manifestações. Elas não podem ocorrer sem a ação do Espírito sobre a matéria. Por isso, os que consideram o Espírito completamente desprovido de matéria perguntaram, com aparente razão, como o pode agir materialmente. E nisso precisamente está o erro. Porque o Espírito não é uma abstração, mas um ser definido, limitado e circunscrito.
O Espírito encarnado é a alma do corpo; quando o deixa pela morte, não sai desprovido de qualquer envoltório. Todos eles nos dizem que conservam a forma humana, e, com efeito, quando nos aparecem, é sob essa forma que os reconhecemos.
Observamo-los anteriormente no momento em que acabavam de deixar a vida. Acham-se perturbados; tudo para eles é conclusão; veem o próprio corpo perfeito ou mutilado, segundo o gênero de morte; por outro lado, veem a si mesmo e se sentem vivos. Alguma coisa lhes diz que aquele corpo lhes pertencia e não compreendem como possam estar separados. Continuam a se ver em sua forma anterior, e essa visão provoca em alguns, durante certo tempo, uma estranha ilusão: julgam-se ainda vivos. Falta-lhes a experiência desse novo estado para se convencerem da realidade.
Dissipando-se esse primeiro momento de perturbação, o corpo lhes aparece como velha roupa de que se despiram e que não querem mais. Sentem-se mais leves e como livres de um fardo. Não sofrem mais as dores físicas e são felizes de poderem elevar-se e transpor o espaço, como faziam muitas vezes em vida nos seus sonhos. Ao mesmo tempo, apesar da falta do corpo constatam a inteireza da personalidade: tem uma forma que não os constrange nem os embaraça tem a consciência do eu, da individualidade. Que devemos concluir disso? Que a alma não deixa tudo no túmulo mas leva com ela alguma coisa.
Numerosas observações e fatos irrecusáveis, de que trataremos mais tarde, demonstraram a existência no homem de três componentes:
1º) a alma ou Espírito, princípio inteligente em que se encontra o senso moral;
2º) o corpo, invólucro material e grosseiro de que é revestido temporariamente para o cumprimento de alguns desígnios providenciais;
3º) o perispírito, invólucro fluídico, semi-material, que serve de liame entre a alma e o corpo.
A morte é a destruição, ou melhor, a desagregação do envoltório grosseiro que a alma abandona.
O outro envoltório desprende-se e vai com a alma, que dessa maneira tem sempre um instrumento. Este último, embora fluídico, etéreo, vaporoso, invisível, para nós em seu estado normal, é também material, apesar de não termos, até o presente, podido captá-lo e submetê-lo à análise.
Este segundo envoltório da alma ou perispírito existe, portanto, na própria vida corpórea. É o intermediário de todas as sensações que o Espírito percebe, e através do qual o Espírito transmite a sua vontade ao exterior, agindo sobre os órgãos do corpo.
Para nos servimos de uma comparação, é o fio elétrico condutor que serve para a recepção e a transmissão do pensamento. É, enfim, esse agente misterioso, inapreensível, chamado fluido nervoso, que desempenha tão importante papel na economia orgânica e que ainda não se considera suficientemente nos fenômenos fisiológicos e patológicos.
Estudo Sobre Espiritismo

O Livro dos Médiuns, Allan kardec