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domingo, 16 de abril de 2017

“DOIS ESPÍRITOS MISSIONÁRIOS - JOSÉ E MARIA”

Nunca podemos esquecer que a Providência Divina confiou a José da Galileia as vidas de Maria e Jesus, desde a estrebaria, em Belém, onde Maria deu à luz a seu filho em segurança. Depois disso, na fuga para o Egito, para salvar o pequeno Jesus da morte ordenada por Herodes. Embora honrado duas vezes pela solicitação de um anjo, José nunca se vangloriou dessa dádiva em sua vida, por ter sido de fato uma pessoa muito humilde.
A primeira solicitação foi quando Maria estava grávida, antes de o casal coabitar, ocasião em que ele resolveu afastar-se secretamente de sua futura esposa, na intenção de evitar a sua difamação. Ao pensar nisso, eis que o anjo lhe apareceu em sonho, dizendo-lhe: "José, filho de Davi, não temas receber a Maria, porque o que nela foi concebido é obra do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus".
Já a segunda solicitação ocorreu quando José foi avisado, outra vez em sonho, por um Emissário Celestial, para que fugisse com sua família em direção ao Egito. Nesse país, ele poderia ficar com a família em segurança. Foi exatamente pela sua grandeza espiritual que José mereceu a confiança das Forças Divinas que presidiram a vinda de Jesus à Terra.
O EXEMPLO DE PAI
José também não tirou qualquer vantagem do fato de ser o pai de Jesus, ao constatar a grande admiração das autoridades do Templo pelo filho, dada a facilidade de argumentação com que o menino, de apenas 12 anos, elucidando diversas questões apresentadas pelos Doutores da Lei. Depois desse memorável acontecimento, no qual ficaram evidenciadas a sabedoria e a genialidade precoce de Jesus, José permaneceu à frente de sua carpintaria, na qual o Messias trabalhou até os 30 anos de idade.
José deu a Jesus tudo o que um pai podia dar a um filho - o seu exemplo. Ele passou no mundo dentro do silêncio de Deus, exemplificando a humildade, a dedicação ao trabalho e o amor à família.
MARIA DE NAZARÉ
Para o Espiritismo, Jesus é "o Caminho, a Verdade e a Vida", conduzindo a humanidade para Deus. É também o modelo de perfeição moral, cujos ensinos vivenciados por Ele e registrados no Evangelho asseguram a todos que os seguirem a conquista da evolução espiritual. No entanto, Jesus, mesmo na condição de Governador Espiritual do nosso planeta, precisou de um coração materno para recebê-lo como filho. Foi justamente à Maria de Nazaré que Deus confiou essa missão, pelas qualidades do elevado Espírito que era, sobretudo a humildade e o acendrado amor ao próximo.
Maria, desde o nascimento de Jesus em plena estrebaria, até a sua morte na cruz, deu sempre testemunho da sua fé em Deus, e da sua renúncia sem limites. Ainda no final de sua existência, após a desencarnação do Mestre, Maria foi residir em Éfeso a convite de João, o discípulo mais moço de Jesus. Na humilde choupana em que passou a habitar, conhecida por "Casa da Santíssima", muitos sofredores receberam conforto para as suas grandes dores.
Certo dia, um dos mais aflitos pede sua ajuda, dizendo:
- "Minha mãe, como vencer as minhas dificuldades? Sinto-me abandonado na estrada escura da vida". Maria enviou-lhe o olhar amoroso da sua bondade, deixando nele transparecer toda a dedicação enternecida de seu espírito maternal, e disse carinhosamente:
- Isso também passa! Só o Reino de Deus é bastante forte para nunca passar de nossas almas, como eterna realização do amor celestial".
JESUS VEM RECEBÊ-LA
Ao final desses fatos, relatados no livro Boa Nova, no capítulo dedicado à Maria, o Espírito Humberto de Campos, pelo médium Chico Xavier, relata que ela, orando a Deus por todos os seguidores do Cristo, que sofriam tremenda perseguição e serviam de alimento a feras insaciáveis nos circos romanos, viu aproximar-se o vulto de um pedinte, que lhe implorou: - "Minha mãe, venho fazer-te companhia e receber a tua bênção".
Maternalmente, Maria convidou-o a entrar, impressionada com aquela voz que lhe inspirava profunda simpatia. O peregrino comentou as bem-aventuranças divinas que aguardam a todos os devotados e sinceros filhos de Deus.
Empolgada com aquele mendigo que lhe acalmava as dores secretas da alma saudosa, ela sentiu seus olhos umedecerem de ventura, sem que conseguisse explicar a razão de sua terna emotividade. Foi quando o hóspede anônimo lhe estendeu as mãos generosas com as marcas de duas chagas e lhe falou com profundo amor: "Minha mãe, vem aos meus braços!".
- Meu filho! Meu filho! - as úlceras que te fizeram! - respondeu emocionada, ao reconhecer que era o próprio Jesus que ali estava.
- Sim, sou eu. Venho buscar-te porque meu Pai quer que sejas no meu reino a Rainha dos Anjos.
VELANDO PELOS AFLITOS
Por tudo isso é que Maria, nos planos siderais, continua a velar pelos aflitos e sofredores deste mundo, bem como pelas filhas do calvário, principalmente as que prosseguem pregadas na cruz da ingratidão daqueles que geraram; as que carregam nas entranhas da alma a vergonha dos filhos entregues ao crime e às drogas; e as que renunciam à felicidade de uma vida conjugal, apagando sorrisos e derramando lágrimas para manter a existência de um lar.
A essas mães, Maria jamais faltou com o seu afeto, consolando-as através de seus enviados, como Celina, Bezerra de Menezes e tantos outros, que distribuem o suave perfume de seu infinito amor, em nome de Jesus e de Deus.
O ENCONTRO DE MARIA COM JUDAS NO ALÉM
De forma resumida, apresentamos o poema Retrato de Mãe, da poetisa Maria Dolores, pelo médium Chico Xavier, do livro Momentos de Ouro, no qual o espírito de Judas, passado muito tempo da morte de Jesus, cego no além, errava solitário... Cansado pelo remorso, sentara-se a chorar... Nisso, nobre mulher, nimbada de celestes esplendores, afaga a cabeça do infeliz. Em seguida, num tom de carinho, ela lhe diz: "Meu filho, por que choras?".
- Acaso não sabeis? - replica Judas, claramente agressivo - sou um morto e estou vivo. Matei-me e novamente estou de pé, sem consolo, sem lar, sem amor e sem fé... Não ouvistes falar em Judas, o traidor? Sou eu que aniquilei a vida do Senhor... A princípio, julguei poder fazê-Lo rei, mas apenas lhe impus sacrifício, martírio, sangue e cruz. Afastai-vos de mim... Nunca penetrais minha dor infinita... O assunto que lastimo é unicamente meu...
No entanto, a dama, calma, respondeu:
- Meu filho, sei que sofres, sei que lutas, sei a dor que te causa o remorso que escutas, venho apenas falar-te que Deus é sempre amor em toda parte... Venho por mãe a ti, buscando um filho amado. Sofre com paciência a dor e a prova; terás, em breve, uma existência nova... Não te sintas sozinho ou desprezado.
Judas interrompeu-a e bradou, rude e pasmo:
- Mãe? Não me venhais aqui com mentira e sarcasmo. Depois de me enforcar, fui procurar consolo e força de viver ao pé da pobre mãe que me forjara o ser!... Ela me viu chorando e escutou meus lamentos, mas teve medo e expulsou-me a esconjuros. Não me faleis de mães, sou apenas um monstro sofredor...
- Ainda assim - disse a dama docemente - por mais que me recuses, não me altero; amo-te, filho meu, amo-te e quero ver-te, de novo, a vida maravilhosamente revestida de paz e luz, de fé e elevação... Virás comigo a Terra, perderás, pouco a pouco, o ânimo violento, terás o coração nas águas de bendito esquecimento. Numa nova existência de esperança, levar-te-ei comigo a remansoso abrigo, dar-te-ei outra mãe! Pensa e descansa!...
E Judas perguntou:
- Quem sois vós? Que me falais assim, sabendo-me traidor?
No entanto, ela a fitá-lo, respondeu simplesmente:
- Meu filho, eu sou Maria, sou a mãe de Jesus.
Fonte: Correio Espírita

Gerson Simões Monteiro

“O OFICIAL NAZISTA REENCARNADO”

Ele chegou ao Centro Espírita muito doente. O desequilíbrio atingira o ápice e, embora não fosse espírita, os recursos que a Doutrina poderia lhe oferecer era sua “última chance”.
Não conseguia dormir. Sentia a presença de “pessoas” dentro da sua casa e passou a ter crises de pânico. Não conseguia entrar na piscina de sua casa porque “percebia” que estava repleta de sangue. Seu quarto se transformou num quartel-general e ele percebia a presença de “oficiais militares” em movimentação constante. Queria se matar, pois não via saída para seu sofrimento.
Podemos dizer que o caso de Carlos (nome fictício)  foi um tratamento espiritual emblemático para nós em 38 anos de sala mediúnica.
Tratava-se de um ex-oficial nazista, que participou diretamente das fileiras de Hitler na segunda guerra mundial. Suas vítimas, hoje transformadas em perseguidores espirituais, eram, na sua maioria, judeus desencarnados. Conseguiram localizá-lo reencarnado aqui no Brasil e a partir daí montaram um verdadeiro cerco para “destruí-lo”.
Criaram, com o poder da mente e graças a fluidez da matéria primitiva (Fluido Cósmico Universal), bem como a plasticidade com que responde ao poder criativo do pensamento, um verdadeiro quartel-general na residência de Carlos.
Para os médiuns videntes, sua casa física não “mais existia”, dado que fora totalmente sobreposta por uma outra construção – fluídica – onde centenas de judeus faziam guarda no seu entorno bem como nas duas torres erguidas para “vigilância”. Para eles, Carlos não poderia escapar. Tinham que destruí-lo fazendo justiça aos desmandos de que participou na guerra estúpida, destruindo suas casas, famílias e país.
O caso para nós, pequenos e imperfeitos servidores, era desafiador. Mas insistimos no Bem, eis que tudo podemos Naquele que nos fortalece, e movidos, também, pela compaixão que nos envolveu seu caso delicado. Tínhamos que fazer algo por aquele jovem de 23 anos.
A orientação doutrinária como o mais eficaz medicamento para amenizar seu sofrimento foi-lhe ministrada: passes, palestras, Evangelho no Lar, preces e vigilância, bem como reforma íntima com mudanças de hábitos e costumes.
As entidades comunicavam-se revoltadas. O desequilíbrio causado pelo ódio e desejo de desforço levaram-nas, em alguns casos, à lincantropia.
Foi um trabalho que durou mais de um ano. Até que, graças a misericórdia do Pai e dedicados trabalhadores da seara do Bem desencarnados, um dia o destino desses irmãos mudou para sempre.
Grupos de judeus desencarnados, alguns deles parentes e amigos daqueles irmãos infortunados, construíram uma grande barraca hospitalar no ambiente espiritual da nossa Casa Espírita, para recebê-los em tratamento naquela noite inesquecível. Era comovedora a visão espiritual desses irmãos em fila, ingressando, um a um, no pronto-socorro montado pelos trabalhadores de Cristo.
Na reunião mediúnica, parentes da metade do século passado se acercaram dos judeus perseguidores e os acalmaram, envolvendo-os amorosamente, com a promessa que de após recolhidos e receberem os primeiros socorros, seriam “repatriados”, podendo retornar aos seus países de onde foram retirados cruelmente durante a segunda guerra mundial. E mais: nossos irmãos judeus poderiam reencarnar nas famílias que “perderam”, reencontrando parentes e afetos queridos.
Trabalhadores espirituais, especializados em manipulação fluídica, se encarregaram de desfazer a construção assustadora que fora criada pelos nossos irmãos vítimas da guerra.
A reunião mediúnica durou cerca de uma hora e meia….
Ao final da comovedora experiência que nosso grupo mediúnico teve a alegria de participar, agradecemos ao Senhor da Vida e a Jesus, o fiel Amigo nas provações e sofrimentos por que passamos na Terra.
Carlos, a partir daquela noite memorável, obteve melhora significativa. Aos poucos todos os sintomas desapareceram e retornou ao equilíbrio. Hoje está liberto das injunções obsessivas daquela época.
Casou-se e tem um filho. Enviou-me uma foto onde aparece ele, a esposa e o filho, sorridentes e felizes aproveitando a refrescante água da piscina nesses dias de calor.

  • Fonte: Kardec Rio Preto-Fernando Rossit-
  •  Fernando Rossit é funcionário público e reside em São José do Rio Preto. Espírita desde 1978, atua como doutrinador, médium psicofônico, orador e instrutor de Doutrina Espírita.




“AS “COINCIDÊNCIAS” DO INCÊNDIO DA BOATE KISS E O HOLOCAUSTO”

Após assistir pela televisão as cenas do incêndio na Boate Kiss, na cidade de Santa Maria, RS, no dia 27 de janeiro de 2013, orando pelos desencarnados, pelos feridos e todos os seus parentes que ficaram, um amigo espiritual me disse tratar-se de "RESCALDO DA 2ª GUERRA MUNDIAL". Diante dessa revelação refleti:
"Quem sabe se os Espíritos que desencarnaram na boate Kiss, por inalação de fumaça tóxica, foram aqueles que conduziram nossos irmãos judeus, poloneses e russos para morrerem nas câmaras de gás e nos fornos crematórios dos campos de concentração durante a segunda grande guerra mundial?".
Pois bem, vejamos as "coincidências" se encaixando com relação à intuição recebida sobre a causa da dolorosa tragédia:
1ª "COINCIDÊNCIA"
INCÊNDIO EM BOATE NO RS GEROU O MESMO GÁS USADO POR NAZISTAS
Vejamos a notícia veiculada pelo INFO – ONLINE NOTÍCIAS no dia 30/01/2013:
"São Paulo – O incêndio de domingo (27) na Boate Kiss, em Santa Maria (RS), liberou cianeto, a mesma substância usada pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial para matar judeus e outros prisioneiros em câmaras de gás. O número de mortos já chega a 235 e o de hospitalizados a 143.
Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o diretor médico do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Ceatox), Anthony Wong, afirmou que essa substância é um dos venenos mais letais que existem. O gás cianeto é o princípio ativo do Zyklon B, usado pelas tropas de Adolf Hitler no Holocausto. Ele é capaz de matar as células rapidamente ao impedir que elas produzam energia.
Gás cianeto, fuligem e o monóxido de carbono foram as substâncias produzidas durante o incêndio pela queima dos materiais usados no isolamento acústico da Boate Kiss, como a espuma de poliuretano, usada em revestimentos acústicos baratos para isolar o som ambiente. Os revestimentos de boa qualidade são antichamas e não inflamáveis.
Segundo Wong, um dos agravantes é que o cianeto não tem cheiro, nem cor. Além disso, ele consegue matar rapidamente, entre quatro a cinco minutos. Por ter essas características, muitos jovens acabaram intoxicados sem saber, pois imaginavam que estavam protegidos por máscaras improvisadas com roupas molhadas enroladas no rosto".
2ª "COINCIDÊNCIA"
Em 27 DE JANEIRO, DATA DA OCORRÊNCIA DO INCÊNDIO NA BOATE KISS, COMEMORA-SE O DIA INTERNACIONAL EM               HOMENAGEM ÀS VÍTIMAS DO HOLOCAUSTO
Outra coincidência que me chamou a atenção, foi o fato de no DIA 27 DE JANEIRO se comemorar o Dia Internacional do Holocausto. A data foi escolhida pela Assembleia Geral da ONU não por acaso. Neste dia, as tropas soviéticas libertaram o campo de concentração na cidade polonesa de Oswiecim (Auschwitz), que era uma verdadeira "fábrica da morte" para os presos, na sua maioria, judeus.
Em Auschwitz foram assassinadas cerca de um milhão e meio de pessoas. Destes, 150 mil eram poloneses, 100 mil, russos, e mais de um milhão, judeus. Samuel Pizar, um ex-prisioneiro, diz que o campo era "um inferno na Terra".
O PORQUÊ DAS EXPIAÇÕES COLETIVAS
Agora, como aplicar o ensinamento do Cristo às mortes coletivas que aconteceram na Boate Kiss, na cidade de Santa Maria, no interior do Estado do Rio Grande do Sul, em incêndio ocorrido no dia 27 de janeiro de 2013, ceifando a vida de cerca de 240 jovens pela inalação de fumaça tóxica ou por queimaduras? Enfim, como explicar todos esses e muitíssimos outros fatos dramáticos sob a ótica da Justiça Divina?
Para melhor entendermos a questão das expiações coletivas, esclarece o Espírito Clélia Duplantier, em Obras póstumas, que é preciso ver o homem sob três aspectos: o indivíduo, o membro da família e, finalmente, o cidadão. Sob cada um desses aspectos ele pode ser criminoso ou virtuoso. Em razão disso, existem as faltas do indivíduo, as da família e as da nação. Cada uma dessas faltas, qualquer que seja o aspecto, pode ser reparada pela aplicação da mesma lei.
A reparação dos erros praticados por uma família ou por certo número de pessoas é também solidária, isto é, os mesmos espíritos que erraram juntos reúnem-se para reparar suas faltas. A lei de ação e reação, nesse caso, que age sobre o indivíduo, é a mesma que age sobre a família, a nação, as raças, enfim, o conjunto de habitantes dos mundos, os quais formam individualidades coletivas.
Tal reparação se dá porque a alma, quando retorna ao Mundo Espiritual, conscientizada da responsabilidade própria, faz o levantamento dos seus débitos passados e, por isso mesmo, roga os meios precisos a fim de resgatá-los devidamente.
Quem sabe se os Espíritos que desencarnaram na boate Kiss, por inalação de fumaça tóxica, foram aqueles que conduziram nossos irmãos judeus, poloneses e russos para morrerem nas câmaras de gás e nos fornos crematórios dos campos de concentração durante a segunda grande guerra mundial?
CONCLUSÃO
É importante ressaltar que diversas circunstâncias colaboraram para a ocorrência da tragédia, pois na prática da engenharia de segurança há a seguinte equação:
CONDIÇÃO INSEGURA + ATO INSEGURO = ACIDENTE
Substituindo os componentes da equação:
1 – Condição insegura: o teto em cima do palco de material inflamável;
2 – Ato inseguro: artefatos que projetaram labaredas durante o espetáculo e que atingiram o teto.
Diz Allan Kardec, em nota ao final da questão 738 - b de O Livro dos Espíritos, que "venha por um flagelo a morte, ou por uma causa comum, ninguém deixa por isso de morrer, desde que haja soado a hora da partida. A única diferença, em caso de flagelo, é que maior número parte ao mesmo tempo".
E finalmente, segundo esclareceram os Espíritos Superiores a Allan Kardec, na resposta à questão 740 de O Livro dos Espíritos, "os flagelos são provas que dão à homem ocasião de exercitar a sua inteligência, de demonstrar sua paciência e resignação ante a vontade de Deus e que lhe oferecem ensejo de manifestar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se o não domina o egoísmo".
Eis que tudo tem a sua razão de ser, embora no primeiro momento não consigamos abranger o quadro espiritual que está por trás de todos os acontecimentos trágicos. As chamadas "coincidências", somadas ao pensamento lógico Espírita, através da Lei da Reencarnação, mostram que o passado culposo pode, sim, ter tido sua reparação agora, pois a prática do mal nunca fica impune.

Fonte: Correio Espírita