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segunda-feira, 12 de junho de 2017

“SONHOS ERÓTICOS E ESPIRITISMO”

Você sabe o que são sonhos eróticos? Você já ouviu falar de incubus e sucubus? De acordo com a classificação de Martins Peralva, estudioso do Espiritismo, que pouco difere da classificação dada por Allan Kardec na Revista Espírita, os sonhos podem ser comuns, reflexivos ou espíritas. Sonhos comuns são a continuação de nossas disposições físicas ou psicológicas. Por exemplo, quando você vai dormir com fome e sonha com comida, ou quando você tem uma entrevista de emprego no dia seguinte e sonha com a entrevista. Sonhos reflexivos são fragmentos de lembranças. E os sonhos espíritas, que é o que nos interessa, é a sua atividade durante o sono.
Seguindo essa classificação, o sonho erótico pode ser a continuação do desejo que você teve durante o dia, pode ser a lembrança de atos praticados ou pode ser atividade real durante o sono. Enquanto seu corpo físico repousa, você dá vazão ao que realmente lhe interessa. Muitas pessoas são surpreendidas com a diferença de personalidade que apresentam em sonho. Nos sonhos não nos comportamos da mesma forma que no estado de vigília. Nos sonhos não temos o chamado da matéria a nos lembrar compromissos, obrigações, deveres e valores morais impostos pela sociedade. Nos sonhos “cai a máscara”.
André Luiz nos afirma que três em cada quatro pessoas buscam prazeres em zonas astrais inferiores durante o período de sono. Este fato é muito mais comum do que imaginamos. Desde a Antiguidade e durante a Idade Média há inúmeros relatos de pessoas que praticavam sexo durante o sono. Incubus, a forma masculina, e sucubus, a forma feminina, como eram chamados esses espíritos, ou simplesmente demônios, eram, como hoje sabemos, espíritos ainda viciados em sexo, ou vampirizadores de energias, que se aproximavam de pessoas com quem sintonizavam. Isso não mudou nada. Apenas sabemos, hoje, que incubus e sucubus não eram seres especiais nem demônios, mas espíritos como eu e você.
É preciso aceitar que só podemos ser influenciados por espíritos com quem tenhamos alguma afinidade. Isso vale tanto para encarnados quanto para desencarnados. Ninguém nos influencia se não tivermos nada em comum para ceder à influência. Se esses sonhos eróticos se tornam rotineiros, é sinal de obsessão. Obsessão, muitas vezes, provocada pelo próprio obsedado, por não vigiar seus pensamentos e mesmo por convidar, imprudentemente, o espírito obsessor.
Quem vive esse tipo de sonho, mesmo sem ter consciência de que isso é real, está interagindo com espíritos vampirizadores. Se esse processo se mantém, há um rápido enfraquecimento físico e psíquico, gerando um quadro do qual cada vez mais se torna difícil de sair. É certo que muitas pessoas nem sequer imaginam que isso exista. Mas você sabe que os espíritos desencarnados são os mesmos espíritos que eram quando estavam encarnados. O espírito não muda só porque desencarnou. A pessoa continua com as mesmas tendências e desejos. E muitos espíritos desencarnados assediam os encarnados em busca de prazeres e energias que acalmem os seus desejos descontrolados.
De todos os relatos que recebo, os mais comuns são os que se relacionam a este tema. Como este é um assunto que a maior parte das pessoas evita, imagino quantas pessoas têm alguma experiência relacionada a este tema e não o expõe. Quando esse processo começa, ele é agradável e aparentemente inofensivo, já que não há ninguém de carne e osso observando ou participando. Com o tempo, o pensamento e a imaginação se tornam atitudes reais – embora em estado de sono físico – e a sintonia com o espírito está completa. A partir daí, o processo obsessivo se instala em forma de ideia fixa no desejo.
Há pessoas que conhecem esse tipo de sonho como sonho lúcido, pois a pessoa sabe que está sonhando e domina ou pensa que domina o sonho. O que os desavisados não sabem é que há espíritos envolvidos, há outras consciências além da nossa participando desse “sonho”. Quem pratica a projeção consciente sabe que isso não é “sonho”, é ato tão real quanto qualquer ato praticado no plano físico. A única diferença é que tudo se passa no plano astral.
Um envolvimento com espíritos desse tipo pode causar sérios comprometimentos. É o mesmo caso de quem oferece “presentes” ou oferendas para espíritos. O que você espera de um espírito desencarnado que promete determinado serviço em troca de cachaça e charuto? Você pediria a uma pessoa qualquer, que você nunca viu antes, que lhe fizesse tal favor em troca de uma garrafa de cachaça e mais algumas coisinhas?
Acordados ou dormindo, somos os mesmos. Somos o mesmo ser, o mesmo espírito imortal. A vigilância e os valores devem ser permanentes, durante as vinte e quatro horas do dia. Se não conseguimos controlar isso durante o sono, temos que redobrar o cuidado no estado de vigília…


MOREL FELIPE WILKON

“SOBRE OS ESPÍRITOS LEVIANOS”

Acompanhando a classificação dos Espíritos, não podemos nos esquecer de dar alguns dados sobre a sua natureza, para que os encarnados possam identificá-los com mais agilidade. É interessante analisar o que o Espírito faz, fala ou escreve. Não se pode esconder toda uma personalidade durante muito tempo, por mais que se queira, ainda mais sendo o Espírito leviano; esse tem prazer em promover discórdias, provocar a maledicência e se alegrar com a miséria alheia. Quando lhe interessa, tem alguns lances de bondade, mas, logo sai desse ambiente, onde deveria permanecer.
Os Espíritos levianos são profundamente maliciosos e sentem prazer nas suas leviandades; procuram sempre as companhias que lhes servem de médiuns, com as mesmas intenções; riem a bandeiras despregadas das arapucas que armam para os outros e se reúnem em grupos de sintonia para procurarem meios de infernizar a vida de seus semelhantes. São desajustados em muitos ângulos de sua vivência.
Os Espíritos levianos respondem a tudo sem pensar no que estão respondendo; eles não têm interesse em falar a verdade, e, sim, alimentar a vaidade de tudo saber. Quando são desmascarados, alegam ao enganado que a vida é assim mesmo, que a mentira e o engano estão na boca de todas as pessoas.
A mentira no meio deles, é armas de fazer intrigas; se ouvem alguma coisa séria, não prestam atenção, por não terem capacidade de pensar no que estão semeando de mal aos outros, e a própria natureza não os força, pois, assim é à vontade de Deus: que eles caminhem passo a passo e despertem para o Bem na sequência da sua evolução. O mundo espiritual superior não se cansa de ajudá-los na luz da sutileza espiritual, por saber que algum dia despertarão para a verdadeira fraternidade, com honestidade e amor.
O médium encarnado, ou mesmo as pessoas que não tenham as faculdades desenvolvidas, devem ter cuidados com pensamentos zombeteiros que lhes surjam à mente de vez em quando. Examinando o que chega, podem constatar de onde vem esse trabalho. É o vigiar em evidência para não cair em tentações. Infelizmente, são centenas de médiuns que são enganados por Espíritos levianos, por faltarem nestes medianeiros, instruções que correspondem às posições na Doutrina dos Espíritos. A mistificação na área mediúnica é um fato. Os espíritas principalmente os médiuns de todos os níveis, devem se instruir, e, sem perda de tempo, se educar. Sem essas duas forças, eles não saem do engano e são cortejados por Espíritos levianos, por cegos, que acabam induzindo os dirigidos à maior cegueira.
Não podes dizer que faltam orientações no mundo; elas estão chegando todos os dias às tuas mãos, por meio da própria mediunidade, para te mostrar que podes servir também de instrumentos para Espíritos superiores. Analisa todos os pensamentos que, porventura, chegarem a tua mente examina-os, e seleciona-os para depois falar com mais segurança. Dessa forma, com esse exercício, os Espíritos levianos vão se afastando de nós, enquanto outros, na nova sintonia, irão tomando os seus lugares para falar da verdade na inspiração do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A maldade não te leva a nada de bom. Ela é semente que te obriga a colher frutos de violência, estragando a paz de consciência. Deixa as trevas e procura a luz, que te levará à felicidade. Começa hoje, agora, a trabalhar dentro de ti, buscando conhecer a ti mesmo, que o céu não está em outro lugar, e poderá refletir aonde quer que fores.

FONTE: FILOSOFIA ESPÍRITA - VOLUME III

“NATUREZA DAS COMUNICAÇÕES MEDIÚNICAS”

            113. Dissemos que todo efeito que revela na sua causa um ato de vontade livre, por insignificante que este seja, denuncia através dele uma causa inteligente. Assim, um simples movimento da mesa que responde ao nosso pensamento ou apresenta um caráter intencional pode ser considerado como manifestação inteligente. Se acontecesse apenas, nosso interesse no caso seria bem reduzido. Não obstante, já teríamos uma prova de que nesses fenômenos há mais do que simples ação material.
            A utilidade prática que disso poderíamos tirar seria nula ou pelo menos muito restrita. Mas tudo se modifica quando essa inteligência se desenvolve, permitindo uma permuta regular e contínua de ideias. Então já não se trata de simples manifestações inteligentes, mas de verdadeiras comunicações. Os meios de que hoje dispomos permitem-nos obtê-las tão extensas, explícitas e rápidas como as que mantemos com os homens.
            Se houvermos compreendido bem, segundo a escala espírita (O Livro dos Espíritos, nº 100) a infinita variedade dos Espíritos no tocante à inteligência e à moralidade, facilmente conceberemos as diferenças existentes em suas comunicações. Elas devem refletir a elevação ou a inferioridade de suas idéias, seu saber ou sua ignorância, seus vícios e suas virtudes. Numa palavra, não devem assemelhar-se mais do que as dos homens, desde o selvagem até o europeu mais esclarecido. Todas as suas diferenças podem ser classificadas em quatro categorias principais. Segundo suas características decisivas, elas se apresentam: grosseiras, frívolas, sérias, instrutivas.
            134. Comunicações Grosseiras – são as que contêm expressões que ferem o decoro. Só podem provir de Espíritos de baixa classe, ainda manchados por todas as impurezas da matéria, em nada diferindo das que poderiam ser dadas por homens viciosos e grosseiros. Repugnam a toda pessoa que tenha um mínimo de sensibilidade. Porque são, segundo o caráter dos Espíritos, triviais, ignóbeis, obscenas, insolentes, arrogantes, malévolas e até mesmo ímpias.
            135. Comunicações Frívolas – são as dos Espíritos levianos, zombeteiros ou maliciosos, antes astuciosos do que maus, que não dão nenhuma importância ao que dizem. Como nada tem de malsãs, agradam a certas pessoas que se divertem com elas e encontram satisfação nas conversas fúteis, em que muito se fala e nada se diz. Esses Espíritos saem às vezes com tiradas das espirituosas e mordazes, misturando muitas vezes brincadeiras banais com duras verdades, que ferem quase sempre com justeza. São Espíritos levianos que pulam ao nosso redor e aproveitam todas as ocasiões de se imiscuírem nas comunicações. A verdade é o que menos os preocupa, e por isso sentem um malicioso prazer em mistificar o que tem a fraqueza e às vezes a presunção de acreditar nas suas palavras. As pessoas que gostam dessa espécie de comunicações dão naturalmente aceso aos Espíritos levianos e enganadores. Os Espíritos sérios se afastam delas, como entre nós os homens sérios se afastam das reuniões de criaturas irresponsáveis.
            136. Comunicações Sérias: – são as que tratam de assuntos graves e de maneira ponderada. Toda comunicação que exclui a frivolidade e a grosseria, tendo uma finalidade útil, mesmo que de interesse particular, é naturalmente séria, mas nem por isso está sempre isenta de erros. Os Espíritos sérios não são todos igualmente esclarecidos. Há muitas coisas que eles ignoram e sobre as quais se podem enganar de boa fé. É por isso que os Espíritos verdadeiramente superiores nos recomendam sem cessar que submetamos todas as comunicações ao controle da razão e da lógica mais severa.
            É, pois, necessário distinguir as comunicações verdadeiramente sérias das comunicações falsamente sérias, o que nem sempre é fácil, porque é graças à própria gravidade da linguagem que certos Espíritos presunçosos ou pseudo-sábios tentam impor as idéias quais falsas e os sistemas mais absurdos. E para se fazerem mais aceitos e se darem maior importância, eles não tem escrúpulo de se adomar com os nomes mais respeitáveis e mesmo os mais venerados. Este é um dos maiores escolhos da ciência prática.
Voltaremos a tratar do assunto mais tarde, dando-lhe todo o desenvolvimento exigido pela sua importância, ao mesmo tempo em que daremos a conhecer os meios de se prevenir o perigo das falsas comunicações.
137. Comunicações Instrutivas: – são as comunicações sérias que tem por finalidade principal algum ensinamento dado pelos Espíritos sobre as Ciências, a Moral, a Filosofia, etc. Sua maior ou menor profundidade dependem do grau de elevação e de desmaterialização do Espírito. Para se obterem proveito real dessas comunicações, é necessário que elas sejam regulares e que sejam seguidas com perseverança. Os Espíritos sérios se ligam aos que desejam instruir-se e perseverem, deixando aos Espíritos levianos o cuidado de divertir os que só veem nas comunicações uma forma de distração passageira.
É somente pela regularidade e a frequência dessas comunicações que podemos apreciar o valor moral e intelectual dos Espíritos com os quais nos comunicamos, bem como o grau de confiança que eles merecem. Se necessitamos de experiência para julgar os homens, de mais ainda talvez necessitemos para julgar os Espíritos.
            Dando a essas comunicações a qualificação de Instrutivas nós a supomos verdadeiras, porque uma coisa que não fosse verdadeira não poderia ser instrutiva, mesmo que transmitida na mais empolgante linguagem. Não poderíamos, pois, incluir nesta categoria certos ensinos que de sério só tem a forma, frequentemente empolada e enfática, através da qual Espíritos mais presunçosos do que sábios procuram enganar. Esses Espíritos, porém, não conseguindo suprir o próprio vazio, não poderiam sustentar o seu papel por muito tempo. Logo mostrariam o seu lado fraco, por pouco que as suas comunicações tenham continuidade ou que se saiba empurrá-los até os seus últimos redutos.
            138. Os meios de comunicação são muito variados. Agindo sobre os nossos órgãos e sobre todos os nossos sentidos, os Espíritos podem manifestar-se através da visão, nas aparições; do tato, pelas impressões tangíveis, ocultas ou visíveis; da audição, pelos ruídos; do olfato, pelos odores sem causa conhecida. Este último modo de manifestação, embora muito real, é indiscutivelmente o mais seguro, em virtude das numerosas causas que podem induzir em erro. Por isso, não nos demoraremos neste caso. O que devemos examinar com cuidado são os diversos meios de obter comunicações, o que vale dizer uma permuta de idéias regular e contínua. Esses meios são: as pancadas, a palavra e a escrita. Desenvolveremos o seu estudo nos capítulos especiais.(1)
(1) A realidade das comunicações pelo olfato confirmou-se plenamente nas experiências espíritas e através de casos espontâneos numerosos e bem constatados, no correr dos anos à subsequente publicação deste livro. Mas é evidente que não se trata de um meio de comunicação para troca de ideias. No tocante à linguagem dos Espíritos, as observações de Kardec no nº 137 devem ser lidas e relidas, pois se aplicam precisamente a numerosos casos de mistificação verificados na atualidade. Importante notar o rigor e a precisão com que o Codificador adverte dos perigos a que se expõem os que se deixam enganar pelos Espíritos pseudo-sábios. Verifique-se no final no nº 136, a distinção entre comunicações verdadeiramente sérias e falsamente sérias, que  de grande interesse prático. (N. do T.)

FONTE: O Livro dos Médiuns

"COMO PESSOAS ALTAMENTE SENSÍVEIS INTERAGEM DE FORMA DIFERENTE COM O MUNDO"

Sabemos que as pessoa altamente sensível já foram rotuladas de muitas formas no passado, já foram taxadas como frágeis, excessivamente emotivas e tantas outras coisas que expressavam uma visão superficial do assunto. Mas é preciso chegar a compreensão de que a pessoa altamente sensível é muito mais que sentimentos em abundância e lágrimas.
Aqueles que tem esse tipo de personalidade empática, são biologicamente condicionados a ter o comportamento que têm. Por esse motivo, a sua forma de interagir com o mundo é totalmente diferente, e isso não deve ser levado como algo necessariamente negativo.
Será que sou uma pessoa altamente sensível?
Descubra conferindo a seguir algumas maneiras em que as pessoas altamente sensíveis abordam com o ambiente físico à sua volta.
O ambiente ao redor poderá facilmente ser um estímulo excessivo para uma pessoa altamente sensível.
Muitas pessoas em volta, muito barulho, muita pressão nas decisões importantes – tudo isso já é difícil de ser suportado, mas por uma pessoa altamente sensível, especialmente se ela tem pouco tempo de calma e solidão para se recuperar é um desafio ainda maior. “Isso acontece porque a pessoas altamente sensíveis processa tudo em volta com muita profundidade”, afirma Elaine Aron, uma das primeiras pesquisadoras científicas a debruçar-se sobre esse traço de personalidade.
As pessoas altamente sensíveis costumam processar o ambiente ao redor e os acontecimentos da vida a partir de suas emoções. Então, quanto mais intensas e avassaladoras as circunstâncias, mais profundamente elas sentem.
Pessoas altamente sensíveis captam as maiores e menores sutilezas presentes no ambiente onde estão.
“Há uma intuição em relação ao que as cerca, em relação a coisas das quais outras pessoas geralmente não têm consciência”
Essa intuição também costuma guiar seus próprios relacionamentos. As pessoa altamente sensíveis captam muitas nuances sutis, diz Aron. Atitudes diferentes que podem passar despercebidas de outras pessoas, como se você mudar o tom de voz ou enviar uma mensagem de texto em tom mais rude que o normal (por exemplo, usando pontos finais em vez de pontos de exclamação), é bem provável que uma pessoa altamente sensível perceba.
As pessoa altamente sensíveis são mais emocionais em seus relacionamentos.
As pessoas altamente sensíveis precisam de conexões profundas. Os estudos de Aron revelaram que as pessoas sensíveis tem maiores tendências a ficarem entediadas no casamento, principalmente porque, com o tempo, a interação profunda entre o casal pode ir se perdendo na rotina. Mas, digo novamente, isso não precisa ser levado como algo necessariamente negativo.
Aron afirma que a ausência de interações profundas não quer dizer que uma pessoa altamente sensível vai logo abandonar o barco, mas que isso irá apenas motivá-la a buscar conversas mais estimulantes, em alguns casos.
Às vezes as pessoas altamente sensíveis preferem voar sozinhas
As pessoa altamente sensíveis costumam funcionar melhor em ambientes mais calmos, especialmente no local de trabalho, afirma Aron. “Os escritórios de plano aberto muitas vezes não são ambientes produtivos para elas”, explica a psicóloga.
Esse gosto pela solidão, pode aplicar-se também às atividades de lazer, fora do trabalho.
Ted Zeff, pesquisador e autor de vários livros sobre as características da personalidade altamente sensível, disse que as pessoa altamente sensíveis muitas vezes também evitam os esportes ou atividades físicas em grupo, porque têm a impressão de que cada gesto seu está sendo observado.
As pessoa altamente sensíveis podem ser mais sensíveis a cafeína e álcool.
Esse não um caso geral, com certeza, mas Aron conta que os auto testes que ela aplicou em seu estudo mostram que, na média, as pessoa altamente sensíveis podem ter mais sensibilidade a estimulantes, como cafeína, e substâncias como o álcool.
Conflitos ou desavenças as deixam ansiosas.
É claro que as pessoas menos sensíveis também ficam ansiosas com desavenças, mas as pessoa altamente sensíveis têm uma maior dificuldade em lidar com conflitos e desentendimentos.
Elas têm duas abordagens diante dessas situações, e uma está em guerra com a outra. “As pessoas sensíveis se sentem divididas entre defender o que consideram justo ou se abster de intervir, porque não querem provocar uma reação violenta de outras pessoas”, disse Aron. “Elas são muito sensíveis aos ambientes em que são julgadas por sua sensibilidade ou por qualquer outra coisa.”
No entanto, por outro lado, as pessoas altamente sensíveis possuem o dom de lidar de modo racional com os desentendimentos. Graças a seus altos níveis de empatia, elas conseguem colocar-se na posição da outra pessoa e enxergar seu lado da discussão, contou Aron.
Em última análise, a melhor coisa que a pessoa sensível pode fazer é abraçar essa característica de sua personalidade e não combatê-la. “As pessoas altamente sensíveis dão ótimas líderes, amigas e parceiras”, diz Aron. Em outras palavras: continue a ter esses sentimentos, pessoa altamente sensível, mesmo que nem sempre seja agradável.

Autor desconhecido