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sexta-feira, 29 de julho de 2011

" TRABALHADOR DA PRIMEIRA HORA''

'
A trajetória iniciada por Jesus necessita de mãos dispostas a dar-lhe ampliação, já que a seara é muito vasta e há muito solo a ser arado e preparado para a semeadura. Nenhum dos elementos que já aceitou o convite amoroso do cordeiro pode ser dispensado da quota que lhe compete, no esforço pessoal, na luta árdua que prepara o terreno a fim de que se amplie o campo fértil.
Batizados no fogo da tragédia, saíram das chamas do incêndio sem se intimidarem com seu calor e com as queimaduras que ele poderia produzir. Esta coragem é o material principal daquele que aceita o serviço do amor:”O trabalhador da primeira hora”.
O egoísta faz planos para agir e retirar as vantagens para si mesmo de cada gesto.
O fraco procura reunir elementos e armas que lhe facilitem a defesa, agredindo se necessário for.
O orgulhoso perguntará  as glórias e poderes que serão lançadas sobre seu nome e sua tradição.
O vaidoso indagará dos louros que ornamentarão sua cabeça como recompensa.
O preguiçoso pedirá repouso prévio para reunir maiores forças a fim de que, um dia passa a iniciar a obra.
O falso devoto esperará que algum outro comece para seguir-lhe os passos e dizer-se trabalhador da primeira hora, desejando os benefícios de um pioneirismo que não teve.
Todos estes podem realizar alguma coisa, mas são trabalhadores imperfeitos, ainda que estejam sempre proferindo o nome do Mestre com aparência de unção e respeito.
Seu devotamento é apenas fantasia bem costurada que oculta o corpo deformado onde se escondem defeitos.
No entanto, aquele que entendeu o que Jesus pretende para o mundo,  com sinceridade e clareza, é um trabalhador de outra têmpera.
Não ingressa na jornada pensando em si e, por isso, sabe renunciar às suas aspirações e aos seus sonhos pessoais. Não pede vantagens nem favores maiores  do que aqueles que já sabe possuir, pois para ele, nada é mais valioso do que o muito Amor que Jesus lhe devota, em nome de Deus.
Não se preocupa em defender-se com armas de pouca eficácia. Leva a prece como escudo e o amor como a espada que rompe todos os pesados grilhões nas almas despreparadas para a mansuetude. Tem em Deus o soberano protetor e ele se submete sem temor de ser injustiçado.
Sentirá ventura em ser esquecido, em não ser lembrado com respeito, já que não procura as glórias humanas nem deseja  ser enaltecido pela ignorância, o que representaria sempre uma ligação espúria com o mal. Todos os que se regozijam com os aplausos da ignorância dão prova dos elos que carregam com a retaguarda.
Por isso, esse que entendeu os ideais  de Jesus com verdadeira lucidez, não se deixa deter pela cerimônia e homenagens, no gozo constante de uma vaidade balofa e oca.
Se  os recebe, atribui-os aos verdadeiros donos, aquele generoso patrão que o paga e os sustenta e, feito isso, segue adiante no cumprimento das obrigações espirituais que lhe competem. Quando cansado, só se permite repousar depois que não houver mais nada a fazer, impondo-se o regime do esforço redobrado, diante do exemplo recebido daquele que o assalaria, a quem não é dado um minuto sequer de repouso, ante a obra que o Pai lhe atribuiu.
Assim, se o amo trabalha sem descanso, como pode o servo pedir repouso, enquanto o patrão segue trabalhando?
Enfim, o verdadeiro servo da bondade, o trabalhador da primeira hora, ainda que não seja bom como deseje ser, não fica esperando que os outros dêem o primeiro passo Age com humildade e se oferece para a obra, sem desejar enaltecimento, sem pleitear os lugares de realce, sem se deixar levar pelos brilhos sedutores e falsos das lisonjas humanas, sempre armadilhas edificadas para tirar o trabalhador do caminho certo.
JOSÉ LUIZ RUIZ. Pelo Espírito:”Lucius”.
Da obra:” A FORÇA DA BONDADE”.  





" TRABALHADOR DA PRIMEIRA HORA''

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A trajetória iniciada por Jesus necessita de mãos dispostas a dar-lhe ampliação, já que a seara é muito vasta e há muito solo a ser arado e preparado para a semeadura. Nenhum dos elementos que já aceitou o convite amoroso do cordeiro pode ser dispensado da quota que lhe compete, no esforço pessoal, na luta árdua que prepara o terreno a fim de que se amplie o campo fértil.
Batizados no fogo da tragédia, saíram das chamas do incêndio sem se intimidarem com seu calor e com as queimaduras que ele poderia produzir. Esta coragem é o material principal daquele que aceita o serviço do amor:”O trabalhador da primeira hora”.
O egoísta faz planos para agir e retirar as vantagens para si mesmo de cada gesto.
O fraco procura reunir elementos e armas que lhe facilitem a defesa, agredindo se necessário for.
O orgulhoso perguntará  as glórias e poderes que serão lançadas sobre seu nome e sua tradição.
O vaidoso indagará dos louros que ornamentarão sua cabeça como recompensa.
O preguiçoso pedirá repouso prévio para reunir maiores forças a fim de que, um dia passa a iniciar a obra.
O falso devoto esperará que algum outro comece para seguir-lhe os passos e dizer-se trabalhador da primeira hora, desejando os benefícios de um pioneirismo que não teve.
Todos estes podem realizar alguma coisa, mas são trabalhadores imperfeitos, ainda que estejam sempre proferindo o nome do Mestre com aparência de unção e respeito.
Seu devotamento é apenas fantasia bem costurada que oculta o corpo deformado onde se escondem defeitos.
No entanto, aquele que entendeu o que Jesus pretende para o mundo,  com sinceridade e clareza, é um trabalhador de outra têmpera.
Não ingressa na jornada pensando em si e, por isso, sabe renunciar às suas aspirações e aos seus sonhos pessoais. Não pede vantagens nem favores maiores  do que aqueles que já sabe possuir, pois para ele, nada é mais valioso do que o muito Amor que Jesus lhe devota, em nome de Deus.
Não se preocupa em defender-se com armas de pouca eficácia. Leva a prece como escudo e o amor como a espada que rompe todos os pesados grilhões nas almas despreparadas para a mansuetude. Tem em Deus o soberano protetor e ele se submete sem temor de ser injustiçado.
Sentirá ventura em ser esquecido, em não ser lembrado com respeito, já que não procura as glórias humanas nem deseja  ser enaltecido pela ignorância, o que representaria sempre uma ligação espúria com o mal. Todos os que se regozijam com os aplausos da ignorância dão prova dos elos que carregam com a retaguarda.
Por isso, esse que entendeu os ideais  de Jesus com verdadeira lucidez, não se deixa deter pela cerimônia e homenagens, no gozo constante de uma vaidade balofa e oca.
Se  os recebe, atribui-os aos verdadeiros donos, aquele generoso patrão que o paga e os sustenta e, feito isso, segue adiante no cumprimento das obrigações espirituais que lhe competem. Quando cansado, só se permite repousar depois que não houver mais nada a fazer, impondo-se o regime do esforço redobrado, diante do exemplo recebido daquele que o assalaria, a quem não é dado um minuto sequer de repouso, ante a obra que o Pai lhe atribuiu.
Assim, se o amo trabalha sem descanso, como pode o servo pedir repouso, enquanto o patrão segue trabalhando?
Enfim, o verdadeiro servo da bondade, o trabalhador da primeira hora, ainda que não seja bom como deseje ser, não fica esperando que os outros dêem o primeiro passo Age com humildade e se oferece para a obra, sem desejar enaltecimento, sem pleitear os lugares de realce, sem se deixar levar pelos brilhos sedutores e falsos das lisonjas humanas, sempre armadilhas edificadas para tirar o trabalhador do caminho certo.
JOSÉ LUIZ RUIZ. Pelo Espírito:”Lucius”.
Da obra:” A FORÇA DA BONDADE”.  





segunda-feira, 25 de julho de 2011

"PEDRO. O APOSTOLO"


25 de agosto de 1936
Enquanto a Capital dos mineiros, dirigida pelos seus elementos eclesiásticos, se prepara, esperando as grandes manifestações de fé do segundo Congresso Eucarístico Nacional, chegam os turistas elegantes e os peregrinos invisíveis. Também eu quis conhecer de perto as atividades religiosas dos conterrâneos de Augusto de Lima.
Na Praça Raul Soares, espaçosa e ornamentada, vi o monumento dos congressistas, elevando-se em forma de altar, onde os atos religiosos serão celebrados. No topo, a custódia, rodeada de arcanjos petrificados, guardando o símbolo suave e branco da eucaristia, e, cá em baixo, nas linhas irregulares da terra, as acomodações largas e fartas, de onde o povo assistirá, comovido, às manifestações de Minas católica.
Foi nesse ambiente que a figura de um homem trajado à israelita, lembrando alguns tipos que em Jerusalém se dirigem, freqüentemente, para o lugar sagrado das lamentações, aguçou a minha curiosidade incorrigível de jornalista.
- Um judeu?! – exclamei, aguardando as novidades de uma entrevista.
- Sim, fui judeu, há algumas centenas de anos – respondeu laconicamente o interpelado.
Sua réplica exaltou a minha bisbilhotice e procurei atrair a atenção da singular personagem.
- Vosso nome? – continuei.
- Simão Pedro.
- O Apóstolo?
E a veneranda figura respondeu afirmativamente, colando ao peito os cabelos respeitáveis da barba encanecida.
Surpreso e sedento da sua palavra, contemplei aquela figura hebraica, cheia de simplicidade e simpatia. Ao meu cérebro afluíam centenas de perguntas, sem que pudesse coordená-las devidamente.
- Mestre – disse-lhe, por fim -, Vossa palavra tem para o mundo um valor inestimável. A cristandade nunca vos julgou acessível na face da Terra, acreditando que vos conserváveis no Céu, de cujas portas resplandecentes guardáveis a chave maravilhosa. Não teríeis algumas mensagens do Senhor para transmitir à Humanidade, neste momento angustioso que as criaturas estão vivendo?
E o Apóstolo venerável, dentro da sua expressão resignada e humilde, começou a falar: - Ignoro a razão por que revestiram a minha figura, na Terra, de semelhantes honrarias.
Como homem, não fui mais que um obscuro pescador da Galiléia e, como discípulo do
Divino Mestre, não tive a fé necessária nos momentos oportunos. O Senhor não poderia,
portanto, conferir-me privilégios, quando amava todos os seus apóstolos com igual amor.
- É conhecida, na história das origens do Cristianismo, a vossa desinteligência com Paulo de Tarso. Tudo isso é verdadeiro?
- De alguma forma, tudo isso é verdade – declarou bondosamente o Apóstolo. – Mas, Paulo tinha razão. Sua palavra enérgica evitou que se criasse uma aristocracia injustificável, que, sem ele, teria que desenvolver-se fatalmente entre os amigos de Jesus, que se haviam retirado de Jerusalém para as regiões da Batanéia.
- Nada desejais dizer ao mundo sobre a autenticidade dos Evangelhos?
- Expressão autêntica da biografia e dos atos do Divino Mestre, não seria possível acrescentar qualquer coisa a esse livro sagrado. Muita iniqüidade se tem verificado no mundo em nome do estatuto divino, quando todas as hipocrisias e injustiças estão nele sumariamente condenadas.
- E no capítulo dos milagres?
- Não é propriamente milagre o que caracterizou as ações práticas do Senhor. Todos os seus
atos foram resultantes do seu imenso poder espiritual. Todas as obras a que se referem os
Evangelistas são profundamente verdadeiras.
E, como quem retrocede no tempo, o Apóstolo monologou:
- Em Carfanaum, perto de Genesaré, e em Betsaida, muitas vezes acompanhei o Senhor nas suas abençoadas peregrinações. Na Samaria, ao lado de Cesaréia de Felipe, vi suas mãos carinhosas dar vistas aos cegos e consolação aos desesperados. Aquele sol claro e ardente da Galiléia ainda hoje ilumina toda a minha alma e, tantos séculos depois de minhas lutas no mundo, ao lado de alguns companheiros procuro reivindicar para os homens a vida perfeita do Cristianismo, com o advento do Reino de Deus, que Jesus desejou fundar, com o seu exemplo, em cada coração...
- Os filósofos terrenos são quase unânimes em afirmar que o Cristo não conhecia a evolução da ciência grega, naquela época, e que as suas parábolas fazem supor a sua ignorância acerca da organização política do Império Romano: seus apóstolos falam de reis e príncipes que não poderiam ter existido.
- A ação do Cristo – retrucou o Apóstolo – vai mais além que todas as atividades e investigações das filosofias humanas. Cada século que passa imprime um brilho novo à sua figura e um novo fulgor ao seu ensinamento. Ele não foi alheio aos trabalhos do pensamento dos seus contemporâneos. Naquele tempo, as teorias de Lucrécio, expandidas alguns anos antes da obra do Senhor, e as lições de Filon em Alexandria, eram muito inferiores às verdades celestes que Ele vinha trazer à Humanidade atormentada e sofredora... E, quando a figura venerada de Simão parecia prestes a prosseguir na sua jornada, inquiri, abruptamente:
- Qual o vosso objetivo, atualmente, no Brasil?
- Venho visitar a obra do Evangelho aqui instituída por Ismael, filho de Abraão e de Agar, e dirigida dos espaços por abnegados apóstolos da fraternidade cristã.
- E estais igualmente associado às festas do segundo Congresso Eucarístico Nacional? –
perguntei.
Mas, o bondoso Apóstolo expressou uma atitude de profunda incompreensão, ao ouvir as minhas derradeiras palavras.
Foi quando, então, lhe mostrei o rico monumento festivo, as igrejas enfeitadas de ouro, os movimentos de recepção aos prelados, exclamando ele, afinal:
- Não, meu filho!... Esperam-me longe destas ostentações mentirosas os humildes e os desconsolados. O Reino de Deus ainda é a promessa para todos os pobres e para todos os aflitos da Terra. A Igreja romana, cujo chefe se diz possuidor de um trono que me pertence, está condenada no próprio Evangelho, com todas as suas grandezas bem tristes e bem miseráveis. A cadeira de São Pedro é para mim uma ironia muito amarga... Nestes templos faustosos não há lugares para Jesus, nem para os seus continuadores...
- E que sugeris, Mestre, para esclarecer a verdade?
Mas, nesse momento, o Apóstolo venerando enviou-me um gesto compassivo e piedoso, continuando o seu caminho, depois de amarrar, resignadamente, o cordão das sandálias.

Da obra: Crônicas de Além Túmulo. Ditado pelo Espírito Humberto de
Campos, através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier.
Recebida em Pedro Leopoldo a 19 de abril de 1935.


"PEDRO. O APOSTOLO"


25 de agosto de 1936
Enquanto a Capital dos mineiros, dirigida pelos seus elementos eclesiásticos, se prepara, esperando as grandes manifestações de fé do segundo Congresso Eucarístico Nacional, chegam os turistas elegantes e os peregrinos invisíveis. Também eu quis conhecer de perto as atividades religiosas dos conterrâneos de Augusto de Lima.
Na Praça Raul Soares, espaçosa e ornamentada, vi o monumento dos congressistas, elevando-se em forma de altar, onde os atos religiosos serão celebrados. No topo, a custódia, rodeada de arcanjos petrificados, guardando o símbolo suave e branco da eucaristia, e, cá em baixo, nas linhas irregulares da terra, as acomodações largas e fartas, de onde o povo assistirá, comovido, às manifestações de Minas católica.
Foi nesse ambiente que a figura de um homem trajado à israelita, lembrando alguns tipos que em Jerusalém se dirigem, freqüentemente, para o lugar sagrado das lamentações, aguçou a minha curiosidade incorrigível de jornalista.
- Um judeu?! – exclamei, aguardando as novidades de uma entrevista.
- Sim, fui judeu, há algumas centenas de anos – respondeu laconicamente o interpelado.
Sua réplica exaltou a minha bisbilhotice e procurei atrair a atenção da singular personagem.
- Vosso nome? – continuei.
- Simão Pedro.
- O Apóstolo?
E a veneranda figura respondeu afirmativamente, colando ao peito os cabelos respeitáveis da barba encanecida.
Surpreso e sedento da sua palavra, contemplei aquela figura hebraica, cheia de simplicidade e simpatia. Ao meu cérebro afluíam centenas de perguntas, sem que pudesse coordená-las devidamente.
- Mestre – disse-lhe, por fim -, Vossa palavra tem para o mundo um valor inestimável. A cristandade nunca vos julgou acessível na face da Terra, acreditando que vos conserváveis no Céu, de cujas portas resplandecentes guardáveis a chave maravilhosa. Não teríeis algumas mensagens do Senhor para transmitir à Humanidade, neste momento angustioso que as criaturas estão vivendo?
E o Apóstolo venerável, dentro da sua expressão resignada e humilde, começou a falar: - Ignoro a razão por que revestiram a minha figura, na Terra, de semelhantes honrarias.
Como homem, não fui mais que um obscuro pescador da Galiléia e, como discípulo do
Divino Mestre, não tive a fé necessária nos momentos oportunos. O Senhor não poderia,
portanto, conferir-me privilégios, quando amava todos os seus apóstolos com igual amor.
- É conhecida, na história das origens do Cristianismo, a vossa desinteligência com Paulo de Tarso. Tudo isso é verdadeiro?
- De alguma forma, tudo isso é verdade – declarou bondosamente o Apóstolo. – Mas, Paulo tinha razão. Sua palavra enérgica evitou que se criasse uma aristocracia injustificável, que, sem ele, teria que desenvolver-se fatalmente entre os amigos de Jesus, que se haviam retirado de Jerusalém para as regiões da Batanéia.
- Nada desejais dizer ao mundo sobre a autenticidade dos Evangelhos?
- Expressão autêntica da biografia e dos atos do Divino Mestre, não seria possível acrescentar qualquer coisa a esse livro sagrado. Muita iniqüidade se tem verificado no mundo em nome do estatuto divino, quando todas as hipocrisias e injustiças estão nele sumariamente condenadas.
- E no capítulo dos milagres?
- Não é propriamente milagre o que caracterizou as ações práticas do Senhor. Todos os seus
atos foram resultantes do seu imenso poder espiritual. Todas as obras a que se referem os
Evangelistas são profundamente verdadeiras.
E, como quem retrocede no tempo, o Apóstolo monologou:
- Em Carfanaum, perto de Genesaré, e em Betsaida, muitas vezes acompanhei o Senhor nas suas abençoadas peregrinações. Na Samaria, ao lado de Cesaréia de Felipe, vi suas mãos carinhosas dar vistas aos cegos e consolação aos desesperados. Aquele sol claro e ardente da Galiléia ainda hoje ilumina toda a minha alma e, tantos séculos depois de minhas lutas no mundo, ao lado de alguns companheiros procuro reivindicar para os homens a vida perfeita do Cristianismo, com o advento do Reino de Deus, que Jesus desejou fundar, com o seu exemplo, em cada coração...
- Os filósofos terrenos são quase unânimes em afirmar que o Cristo não conhecia a evolução da ciência grega, naquela época, e que as suas parábolas fazem supor a sua ignorância acerca da organização política do Império Romano: seus apóstolos falam de reis e príncipes que não poderiam ter existido.
- A ação do Cristo – retrucou o Apóstolo – vai mais além que todas as atividades e investigações das filosofias humanas. Cada século que passa imprime um brilho novo à sua figura e um novo fulgor ao seu ensinamento. Ele não foi alheio aos trabalhos do pensamento dos seus contemporâneos. Naquele tempo, as teorias de Lucrécio, expandidas alguns anos antes da obra do Senhor, e as lições de Filon em Alexandria, eram muito inferiores às verdades celestes que Ele vinha trazer à Humanidade atormentada e sofredora... E, quando a figura venerada de Simão parecia prestes a prosseguir na sua jornada, inquiri, abruptamente:
- Qual o vosso objetivo, atualmente, no Brasil?
- Venho visitar a obra do Evangelho aqui instituída por Ismael, filho de Abraão e de Agar, e dirigida dos espaços por abnegados apóstolos da fraternidade cristã.
- E estais igualmente associado às festas do segundo Congresso Eucarístico Nacional? –
perguntei.
Mas, o bondoso Apóstolo expressou uma atitude de profunda incompreensão, ao ouvir as minhas derradeiras palavras.
Foi quando, então, lhe mostrei o rico monumento festivo, as igrejas enfeitadas de ouro, os movimentos de recepção aos prelados, exclamando ele, afinal:
- Não, meu filho!... Esperam-me longe destas ostentações mentirosas os humildes e os desconsolados. O Reino de Deus ainda é a promessa para todos os pobres e para todos os aflitos da Terra. A Igreja romana, cujo chefe se diz possuidor de um trono que me pertence, está condenada no próprio Evangelho, com todas as suas grandezas bem tristes e bem miseráveis. A cadeira de São Pedro é para mim uma ironia muito amarga... Nestes templos faustosos não há lugares para Jesus, nem para os seus continuadores...
- E que sugeris, Mestre, para esclarecer a verdade?
Mas, nesse momento, o Apóstolo venerando enviou-me um gesto compassivo e piedoso, continuando o seu caminho, depois de amarrar, resignadamente, o cordão das sandálias.

Da obra: Crônicas de Além Túmulo. Ditado pelo Espírito Humberto de
Campos, através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier.
Recebida em Pedro Leopoldo a 19 de abril de 1935.


quarta-feira, 20 de julho de 2011

"O ABISMO"

A fim de que possamos melhor avaliar a posição de inferioridade a que se aferram os espíritos que habitam as regiões umbralinas, é preciso entender que o ser humano é o somatório de seus atos, pensamentos e sentimentos.
Na estrutura de suas vibrações pessoais, está definido o padrão de sua personalidade, como a impressão digital magnética inconfundível, que atesta o nível de elevação, de compromisso como o espelho fiel do seu caráter geral.
Dessa maneira, uma vez perdido o envoltório carnal, os espíritos, que até a morte física estavam levando a sua vida de acordo com seus hábitos, seus costumes e com aquilo que se costuma chamar de “imposição do meio social”, despertam no lado espiritual ostentando em si próprio o padrão luminoso ou escuro de todos os seus comportamentos, sem poder evitar que, no caso da ausência de luz pessoal, isso tenha sido produzido pela sua adesão ao tipo comum da conduta da maioria das pessoas.
Ser normal como a maioria das pessoas, fazer o que todo mundo faz, andar pelos mesmos caminhos e se desculpar, nos erros cometidos, alegando que nada mais fez do que seguir o grande rebanho dos inconseqüentes, não servirá a ninguém como escusa ou argumento capaz de melhorar a sua posição vibratória.
Na realidade do mundo espiritual, a questão da essência é fundamental. Seremos, efetivamente, aquilo que fizemos de nós próprios, ainda que o tenhamos feito tão somente para agradar aos outros ou para não destoarmos da maioria. Esteja certo que a maioria das pessoas também estará mal como aqueles indivíduos que imitou e se manteve sem melhoras significativas.
Deste modo, surpreendido no plano do espírito, a maioria dos indivíduos se sente fustigada por essa aparente contradição, alegando de maneira infantil que conduziu sua existência por um caminho que lhe parecia justo e correto. Muitos costumam dizer: Eu não fiz mal a ninguém; nunca prejudiquei o meu semelhante, nunca tirei o que não me pertencia. Então, como é que vim parar aqui? Onde está o paraíso.?
E, quando lhes é perguntado acerca do Bem que espalharam, se perdoaram os que os prejudicaram ou se dividiram o que lhes pertencia com os que nada possuíam, as respostas desaparecem e o desejo de encontrar o paraíso murcha diante da realidade da omissão, do egoísmo, da indiferença para com os que eram seus semelhantes.
Por isso, quando o espírito recém-chagado da Terra se conscientiza de que não será capaz de esconder coisa nenhuma de suas intenções mais vis,  de seus pensamentos maus ocultos e de seus atos mais inferiores- coisa que todo mundo está acostumado a fazer num mundo físico que admite todo tipo de máscaras e disfarces,- se vê desnudado na sua maneira verdadeira de ser e, por mais que suas palavras digam o contrário- já que continuará tentando fantasiar a verdade com tênue véu da fantasia-  seu perispírito, como espelho de sua alma, denunciará a sua realidade à vista de todas as pessoas.
Será como o bêbedo falando que não bebeu, mas sendo denunciado pelo próprio hálito.
Isso é o que espera pela maioria dos indiferentes, dos que se consideram razoáveis
Indivíduos, que muitas vezes se têm até mesmo na conta dos que são eleitos de Deus.
Quando, no entanto, sobre a consciência do espírito pesam atos nocivos, erros clamorosos, deliberadamente cometidos sob a condescendência de um caráter ao mesmo tempo cruel e fraco, os efeitos de tais ações se cristalizam na estrutura sutil de seu envoltório energético e o deformam, desestruturando a sua harmonia pelo exercício de sentimentos contrários à lei de Amor que rege o Universo.
JOSÉ LUIZ RUIZ. Pelo Espírito: “LUCIUS”.
Da obra: “ A Força da Bondade.”

 

"O ABISMO"

A fim de que possamos melhor avaliar a posição de inferioridade a que se aferram os espíritos que habitam as regiões umbralinas, é preciso entender que o ser humano é o somatório de seus atos, pensamentos e sentimentos.
Na estrutura de suas vibrações pessoais, está definido o padrão de sua personalidade, como a impressão digital magnética inconfundível, que atesta o nível de elevação, de compromisso como o espelho fiel do seu caráter geral.
Dessa maneira, uma vez perdido o envoltório carnal, os espíritos, que até a morte física estavam levando a sua vida de acordo com seus hábitos, seus costumes e com aquilo que se costuma chamar de “imposição do meio social”, despertam no lado espiritual ostentando em si próprio o padrão luminoso ou escuro de todos os seus comportamentos, sem poder evitar que, no caso da ausência de luz pessoal, isso tenha sido produzido pela sua adesão ao tipo comum da conduta da maioria das pessoas.
Ser normal como a maioria das pessoas, fazer o que todo mundo faz, andar pelos mesmos caminhos e se desculpar, nos erros cometidos, alegando que nada mais fez do que seguir o grande rebanho dos inconseqüentes, não servirá a ninguém como escusa ou argumento capaz de melhorar a sua posição vibratória.
Na realidade do mundo espiritual, a questão da essência é fundamental. Seremos, efetivamente, aquilo que fizemos de nós próprios, ainda que o tenhamos feito tão somente para agradar aos outros ou para não destoarmos da maioria. Esteja certo que a maioria das pessoas também estará mal como aqueles indivíduos que imitou e se manteve sem melhoras significativas.
Deste modo, surpreendido no plano do espírito, a maioria dos indivíduos se sente fustigada por essa aparente contradição, alegando de maneira infantil que conduziu sua existência por um caminho que lhe parecia justo e correto. Muitos costumam dizer: Eu não fiz mal a ninguém; nunca prejudiquei o meu semelhante, nunca tirei o que não me pertencia. Então, como é que vim parar aqui? Onde está o paraíso.?
E, quando lhes é perguntado acerca do Bem que espalharam, se perdoaram os que os prejudicaram ou se dividiram o que lhes pertencia com os que nada possuíam, as respostas desaparecem e o desejo de encontrar o paraíso murcha diante da realidade da omissão, do egoísmo, da indiferença para com os que eram seus semelhantes.
Por isso, quando o espírito recém-chagado da Terra se conscientiza de que não será capaz de esconder coisa nenhuma de suas intenções mais vis,  de seus pensamentos maus ocultos e de seus atos mais inferiores- coisa que todo mundo está acostumado a fazer num mundo físico que admite todo tipo de máscaras e disfarces,- se vê desnudado na sua maneira verdadeira de ser e, por mais que suas palavras digam o contrário- já que continuará tentando fantasiar a verdade com tênue véu da fantasia-  seu perispírito, como espelho de sua alma, denunciará a sua realidade à vista de todas as pessoas.
Será como o bêbedo falando que não bebeu, mas sendo denunciado pelo próprio hálito.
Isso é o que espera pela maioria dos indiferentes, dos que se consideram razoáveis
Indivíduos, que muitas vezes se têm até mesmo na conta dos que são eleitos de Deus.
Quando, no entanto, sobre a consciência do espírito pesam atos nocivos, erros clamorosos, deliberadamente cometidos sob a condescendência de um caráter ao mesmo tempo cruel e fraco, os efeitos de tais ações se cristalizam na estrutura sutil de seu envoltório energético e o deformam, desestruturando a sua harmonia pelo exercício de sentimentos contrários à lei de Amor que rege o Universo.
JOSÉ LUIZ RUIZ. Pelo Espírito: “LUCIUS”.
Da obra: “ A Força da Bondade.”

 

segunda-feira, 18 de julho de 2011

"CAMINHOS CRUZADOS"

Sabendo primeiro isto: que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências.”(ll PEDRO, 3:3)
De todos os elementos que tentam perturbar as obras divinas, os escarnecedores são os mais dignos de piedade fraternal. É que são enfermos pouco suscetíveis de medicação, em vista de serem profundamente ignorantes ou profundamente perversos.
O escarnecedor costuma aproximar-se dos trabalhadores fiéis das idéias novas exigindo-lhes provas concludentes das afirmações espirituais que lhes constituem a divina base do trabalho no mundo.
É interessante, porém, observar que pedem tudo, sem se disporem a dar coisa alguma. Querem provas da verdade; contudo, não abandonam as cavernas mentais em que vivem usualmente, nem mesmo para vê-las. Querem demonstrações espirituais agarrados, à maneira de vermes, aos fenômenos materiais. Os infelizes não percebem que se emparedaram no desconhecimento da vida, ou no egoísmo que lhes agrava os instintos perversos. E tocam a rir nos caminhos do mundo, copiando os histriões da irresponsabilidade e da indiferença. Zombam de todas as reflexões sérias, mofam de todos os ideais do bem e da luz... Movimentam nobres patrimônios intelectuais no esforço de destruir e, por vezes, conseguem cavar fundo abismo onde se encontram.
Os aprendizes sinceros do Evangelho devem, todavia, saber que semelhantes desviados andarão na Terra segundo as próprias concupiscências. São folhas conscientes do mal que só a Misericórdia Divina poderá transformar, ao sublime sopro de suas renovações.  É preciso não perder tempo com essa classe de perturbadores contrários as atividades do bem. São expoentes do escárnio, condenados a receber as conseqüências dele. Por si mesmos já são bastante desventurados.
Se, algum dia, cruzarem-te o caminho, suporta-os com paciência e entrega-os a Deus. 

(Da obra "Segue-me", pelo Espírito Emmanuel, Francisco Cândido Xavier) 





"CAMINHOS CRUZADOS"

Sabendo primeiro isto: que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências.”(ll PEDRO, 3:3)
De todos os elementos que tentam perturbar as obras divinas, os escarnecedores são os mais dignos de piedade fraternal. É que são enfermos pouco suscetíveis de medicação, em vista de serem profundamente ignorantes ou profundamente perversos.
O escarnecedor costuma aproximar-se dos trabalhadores fiéis das idéias novas exigindo-lhes provas concludentes das afirmações espirituais que lhes constituem a divina base do trabalho no mundo.
É interessante, porém, observar que pedem tudo, sem se disporem a dar coisa alguma. Querem provas da verdade; contudo, não abandonam as cavernas mentais em que vivem usualmente, nem mesmo para vê-las. Querem demonstrações espirituais agarrados, à maneira de vermes, aos fenômenos materiais. Os infelizes não percebem que se emparedaram no desconhecimento da vida, ou no egoísmo que lhes agrava os instintos perversos. E tocam a rir nos caminhos do mundo, copiando os histriões da irresponsabilidade e da indiferença. Zombam de todas as reflexões sérias, mofam de todos os ideais do bem e da luz... Movimentam nobres patrimônios intelectuais no esforço de destruir e, por vezes, conseguem cavar fundo abismo onde se encontram.
Os aprendizes sinceros do Evangelho devem, todavia, saber que semelhantes desviados andarão na Terra segundo as próprias concupiscências. São folhas conscientes do mal que só a Misericórdia Divina poderá transformar, ao sublime sopro de suas renovações.  É preciso não perder tempo com essa classe de perturbadores contrários as atividades do bem. São expoentes do escárnio, condenados a receber as conseqüências dele. Por si mesmos já são bastante desventurados.
Se, algum dia, cruzarem-te o caminho, suporta-os com paciência e entrega-os a Deus. 

(Da obra "Segue-me", pelo Espírito Emmanuel, Francisco Cândido Xavier) 





sexta-feira, 15 de julho de 2011

'FILHOS DA LUZ"





Estais encarnados na Terra em momento crucial da evolução humana.
Nunca, qual ocorre hoje, o choque entre as conquistas e as realizações científicas promoveu a cultura e a civilização, mas a vertical do amor não arrancou o ser do báratro no qual se debate em agonia.
Volvestes ao proscênio das lutas humanas incendiados pela fé, que momentaneamente bruxuleia em razão da densa treva que tudo envolve e quase tudo invade.
Tendes a honra de conhecer pela experiência e pela razão, a mensagem libertadora do amor conforme a viveram Jesus e os seus apóstolos. Não obstante, permaneceis irresolutos ante as atitudes a tomar, os caminhos a percorrer, as definições a assumir.
Não postergueis em demasia o momento da vossa plenitude, ensejando aos irmãos da retaguarda o pão de luz do Evangelho restaurado.
Vivei de tal forma, lúcidos e equilibrados, que a vossa existência se transforme em modelo para os que ainda não encontraram parâmetros a seguir, já que estamos distantes do Cristo, o Modelo de todos nós.
Não relacioneis queixas, nem reclamações, anotando pequenez e guardando ressaibos
tão naturais na luta do cotidiano.
Quem se detém a recolher calhaus, permanece de mãos feridas, e quem vive a buscar espículos encontra-os antes de defrontar as rosas...
Filhos da Luz: convido-vos a mudardes as paisagens tristes do planeta de tantas belezas,
para que a verdadeira moral do Cristo predomine nos corações.
Conheceis Jesus, sabeis da Sua instrução, anotastes as suas recomendações. Agora, falta a decisão para seguirdes acompanhados e inspirados por nós, vossos amigos desde há muito.
Sigamos juntos, na certeza de que alcançaremos a montanha da sublimação, longe da dor e das aflições, livres dos tormentos e das amarguras típicas da indecisão...
A Luz Eterna brilha.
Sois filhos da Luz!
Segui adiante, sem tergiversações, sem dubiedades, como fez o incomparável Mestre.
Joanna de Ângelis

'FILHOS DA LUZ"





Estais encarnados na Terra em momento crucial da evolução humana.
Nunca, qual ocorre hoje, o choque entre as conquistas e as realizações científicas promoveu a cultura e a civilização, mas a vertical do amor não arrancou o ser do báratro no qual se debate em agonia.
Volvestes ao proscênio das lutas humanas incendiados pela fé, que momentaneamente bruxuleia em razão da densa treva que tudo envolve e quase tudo invade.
Tendes a honra de conhecer pela experiência e pela razão, a mensagem libertadora do amor conforme a viveram Jesus e os seus apóstolos. Não obstante, permaneceis irresolutos ante as atitudes a tomar, os caminhos a percorrer, as definições a assumir.
Não postergueis em demasia o momento da vossa plenitude, ensejando aos irmãos da retaguarda o pão de luz do Evangelho restaurado.
Vivei de tal forma, lúcidos e equilibrados, que a vossa existência se transforme em modelo para os que ainda não encontraram parâmetros a seguir, já que estamos distantes do Cristo, o Modelo de todos nós.
Não relacioneis queixas, nem reclamações, anotando pequenez e guardando ressaibos
tão naturais na luta do cotidiano.
Quem se detém a recolher calhaus, permanece de mãos feridas, e quem vive a buscar espículos encontra-os antes de defrontar as rosas...
Filhos da Luz: convido-vos a mudardes as paisagens tristes do planeta de tantas belezas,
para que a verdadeira moral do Cristo predomine nos corações.
Conheceis Jesus, sabeis da Sua instrução, anotastes as suas recomendações. Agora, falta a decisão para seguirdes acompanhados e inspirados por nós, vossos amigos desde há muito.
Sigamos juntos, na certeza de que alcançaremos a montanha da sublimação, longe da dor e das aflições, livres dos tormentos e das amarguras típicas da indecisão...
A Luz Eterna brilha.
Sois filhos da Luz!
Segui adiante, sem tergiversações, sem dubiedades, como fez o incomparável Mestre.
Joanna de Ângelis

segunda-feira, 11 de julho de 2011

"EVOLUÇÃO ESPIRITUAL"

No campo do saber, somos todos aprendizes, consciente de que ainda estamos muito longe do divino modelo, mas nem por isso vamos perder de vista a trajetória evolutiva.
No campo da evolução, o mais importante é saber que ainda somos pequenos diante da infinita bondade do Pai e que também falhamos num passado não muito distante. Exatamente pela consciência de que um dia também cometemos erros clamorosos é que devemos agir com compreensão e paciência com aqueles que ainda não superaram esse estágio.
 Por esta razão, não podemos nos deter nas lembranças improdutivas de nosso passado delituoso, porque o espírito se redime e se dignifica à medida que se eleva na prática do bem, no exercício do amor, do perdão às ofensas, esquecendo o mal praticado, o qual permanece sepultado no esquecimento, em algum escaninho da memória, e perde a importância a medida que o espírito  se eleva.
Todas as experiências, por mais perversas que tenha sido, servirão para nortear o espírito ao senso critico da compreensão diante de irmãos que ainda gravitam na prática do mal e da violência.
 Disse-nos com propriedade o Divino Mestre:”Aquele que dentro vós estiver sem pecado, que atire a primeira pedra”.
A lei da evolução é inexorável. Jamais cansaremos de repetir o ensinamento de Jesus que sempre nos alerta:” quem não evolui pelo amor, evoluirá pela dor”, ou seja, quando aprendemos a amar como Cristo nos ensinou, a perdoar, a nos entregar a prática do bem e da caridade, alcançaremos importantes degraus da escala evolutiva pela alternativa do amor.
Se por outro lado, nos entregarmos à indolência perniciosa, à preguiça, ao comodismo e à  rotina dos maus procedimentos, não nos libertaremos dos sentimentos inferiores, do sentimento de inveja, da avareza, da maledicência, do rancor, da magoa, do ódio e da brutalidade, restando apenas a outra alternativa de aprendizado:”a dor”.
Mensagem tirada do Livro: “O SÉTIMO SELO”.
Médium: “ANTONIO DEMARCHI”. Pelo Espírito:”IRMÃO VIRGILIO”.   

"EVOLUÇÃO ESPIRITUAL"

No campo do saber, somos todos aprendizes, consciente de que ainda estamos muito longe do divino modelo, mas nem por isso vamos perder de vista a trajetória evolutiva.
No campo da evolução, o mais importante é saber que ainda somos pequenos diante da infinita bondade do Pai e que também falhamos num passado não muito distante. Exatamente pela consciência de que um dia também cometemos erros clamorosos é que devemos agir com compreensão e paciência com aqueles que ainda não superaram esse estágio.
 Por esta razão, não podemos nos deter nas lembranças improdutivas de nosso passado delituoso, porque o espírito se redime e se dignifica à medida que se eleva na prática do bem, no exercício do amor, do perdão às ofensas, esquecendo o mal praticado, o qual permanece sepultado no esquecimento, em algum escaninho da memória, e perde a importância a medida que o espírito  se eleva.
Todas as experiências, por mais perversas que tenha sido, servirão para nortear o espírito ao senso critico da compreensão diante de irmãos que ainda gravitam na prática do mal e da violência.
 Disse-nos com propriedade o Divino Mestre:”Aquele que dentro vós estiver sem pecado, que atire a primeira pedra”.
A lei da evolução é inexorável. Jamais cansaremos de repetir o ensinamento de Jesus que sempre nos alerta:” quem não evolui pelo amor, evoluirá pela dor”, ou seja, quando aprendemos a amar como Cristo nos ensinou, a perdoar, a nos entregar a prática do bem e da caridade, alcançaremos importantes degraus da escala evolutiva pela alternativa do amor.
Se por outro lado, nos entregarmos à indolência perniciosa, à preguiça, ao comodismo e à  rotina dos maus procedimentos, não nos libertaremos dos sentimentos inferiores, do sentimento de inveja, da avareza, da maledicência, do rancor, da magoa, do ódio e da brutalidade, restando apenas a outra alternativa de aprendizado:”a dor”.
Mensagem tirada do Livro: “O SÉTIMO SELO”.
Médium: “ANTONIO DEMARCHI”. Pelo Espírito:”IRMÃO VIRGILIO”.   

segunda-feira, 4 de julho de 2011

"CAMINHOS DA LUZ"

Enquanto as penosas transições do século XX se anunciam ao tinido
sinistro das armas, as forças espirituais se reúnem para as grandes
reconstruções do porvir.
Aproxima-se o momento em que se efetuará a aferição de todos os
valores terrestres para o ressurgimento das energias criadoras de um
mundo novo, e natural é que recordemos o ascendente místico de todas as civilizações que surgiram e desapareceram, evocando os grandes
períodos evolutivos da Humanidade, com as suas misérias e com os seus
esplendores, para afirmar as realidades espirituais acima de todos os
fenômenos transitórios da matéria.
Esse esforço de síntese será o da fé reclamando a sua posição em
face da ciência dos homens, e ante as religiões da separatividade,  como a bússola da verdadeira sabedoria.
Diante dos nossos olhos de espírito passam os fantasmas das
civilizações mortas, como se permanecêssemos diante de um "écran"
maravilhoso. As almas mudam a indumentária carnal, no curso incessante dos séculos; constroem o edifício milenário da evolução humana com as suas lágrimas e sofrimentos, e até nossos ouvidos chegam os ecos dolorosos de suas aflições.
 Passam as primeiras organizações do homem e  passam as suas grandes cidades, transformadas em ossuários silenciosos.
O tempo, como patrimônio divino do espírito, renova as
inquietações e angústias de cada século, no sentido de aclarar o caminho
das experiências humanas. Passam as raças e as gerações, as línguas e
os povos, os países e as fronteiras, as ciências e as religiões. Um sopro
divino faz movimentar todas as coisas nesse torvelinho maravilhoso.
Estabelece-se, então, a ordem equilibrando todos os fenômenos e
movimentos do edifício planetário, vitalizando os laços eternos que
reúnem a sua grande família.
Vê-se, então, o fio inquebrantável que sustenta os séculos das
experiências terrestres, reunindo-as, harmoniosamente, umas às outras, a
fim de que constituam o tesouro imortal da alma humana em sua gloriosa
ascensão para o Infinito.
As raças são substituídas pelas almas e as gerações constituem
fases do seu aprendizado e aproveitamento; as línguas são formas de
expressão, caminhando para a expressão única da fraternidade e do amor, e os povos são os membros dispersos de uma grande família
balhando para o estabelecimento definitivo de sua comunidade universal.
Seus filhos mais eminentes, no plano dos valores espirituais, são
agraciados pela Justiça Suprema, que legisla no Alto para todos os
mundos do Universo, e podem visitar as outras pátrias siderais,
regressando ao orbe, no esforço abençoado de missões regeneradoras
dentro das igrejas e das academias terrenas.
Na tela mágica dos nossos estudos, destacam-se esses
missionários que o mundo muitas vezes crucificou na incompreensão das
almas vulgares, mas, em tudo e sobre todos, irradia-se a luz desse fio de
espiritualidade que diviniza a matéria, encadeando o trabalho das
civilizações, e, mais acima, ofuscando o "écran" das nossas observações
e dos nossos estudos, vemos a fonte de extraordinária luz, de onde parte o primeiro ponto geométrico desse fio de vida e de harmonia, que equilibra e satura toda a Terra numa apoteose de movimento e divinas claridades.
Nossos pobres olhos não podem divisar particularidades nesse
deslumbramento, mas sabemos que o fio da luz e da vida está nas suas
mãos. É Ele quem sustenta todos os elementos ativos e passivos da
existência planetária. No seu coração augusto e misericordioso está o
Verbo do princípio. Um sopro de sua vontade pode renovar todas as
coisas, e um gesto seu pode transformar a fisionomia de todos os
horizontes terrestres.
Passaram as gerações de todos os tempos, com as suas
inquietações e angústias. As guerras ensangüentaram o roteiro dos povos nas suas Peregrinações incessantes para o conhecimento superior.
Caíram os tronos dos reis e esfacelaram-se coroas milenárias. Os príncipes do mundo voltaram ao teatro de sua vaidade orgulhosa, no indumento humilde dos escravos, e, em vão, os ditadores conclamaram, e conclamam ainda, os povos da Terra para o morticínio e para a destruição.
O determinismo do amor e do bem é a lei de todo o Universo e a
alma humana emerge de todas as catástrofes em busca de uma vida
melhor.
Só Jesus não passou, na caminhada dolorosa das raças,
objetivando a dilaceração de todas as fronteiras para o amplexo universal.
Ele é a Luz do Principio e nas suas mãos misericordiosas repousam os
destinos do mundo. Seu coração magnânimo é a fonte da vida para toda a
Humanidade terrestre. Sua mensagem de amor, no Evangelho, é a eterna
palavra da ressurreição e da justiça, da fraternidade e da misericórdia.
Todas as coisas humanas passaram, todas as coisas humanas se
modificarão. Ele, porém, é a Luz de todas as vidas terrestres, inacessível
ao tempo e à destruição.
Enquanto falamos da missão do século XX, contemplando os
ditadores da atualidade, que se arvoram em verdugos das multidões,
cumpre-nos voltar os olhos súplices para a infinita misericórdia do Senhor, implorando-lhe paz e amor para todos os corações.
Mensagem tirada do livro:’Caminhos da Luz” Chico Xavier. Pelo Espírito:
“Emmanuel”

"CAMINHOS DA LUZ"

Enquanto as penosas transições do século XX se anunciam ao tinido
sinistro das armas, as forças espirituais se reúnem para as grandes
reconstruções do porvir.
Aproxima-se o momento em que se efetuará a aferição de todos os
valores terrestres para o ressurgimento das energias criadoras de um
mundo novo, e natural é que recordemos o ascendente místico de todas as civilizações que surgiram e desapareceram, evocando os grandes
períodos evolutivos da Humanidade, com as suas misérias e com os seus
esplendores, para afirmar as realidades espirituais acima de todos os
fenômenos transitórios da matéria.
Esse esforço de síntese será o da fé reclamando a sua posição em
face da ciência dos homens, e ante as religiões da separatividade,  como a bússola da verdadeira sabedoria.
Diante dos nossos olhos de espírito passam os fantasmas das
civilizações mortas, como se permanecêssemos diante de um "écran"
maravilhoso. As almas mudam a indumentária carnal, no curso incessante dos séculos; constroem o edifício milenário da evolução humana com as suas lágrimas e sofrimentos, e até nossos ouvidos chegam os ecos dolorosos de suas aflições.
 Passam as primeiras organizações do homem e  passam as suas grandes cidades, transformadas em ossuários silenciosos.
O tempo, como patrimônio divino do espírito, renova as
inquietações e angústias de cada século, no sentido de aclarar o caminho
das experiências humanas. Passam as raças e as gerações, as línguas e
os povos, os países e as fronteiras, as ciências e as religiões. Um sopro
divino faz movimentar todas as coisas nesse torvelinho maravilhoso.
Estabelece-se, então, a ordem equilibrando todos os fenômenos e
movimentos do edifício planetário, vitalizando os laços eternos que
reúnem a sua grande família.
Vê-se, então, o fio inquebrantável que sustenta os séculos das
experiências terrestres, reunindo-as, harmoniosamente, umas às outras, a
fim de que constituam o tesouro imortal da alma humana em sua gloriosa
ascensão para o Infinito.
As raças são substituídas pelas almas e as gerações constituem
fases do seu aprendizado e aproveitamento; as línguas são formas de
expressão, caminhando para a expressão única da fraternidade e do amor, e os povos são os membros dispersos de uma grande família
balhando para o estabelecimento definitivo de sua comunidade universal.
Seus filhos mais eminentes, no plano dos valores espirituais, são
agraciados pela Justiça Suprema, que legisla no Alto para todos os
mundos do Universo, e podem visitar as outras pátrias siderais,
regressando ao orbe, no esforço abençoado de missões regeneradoras
dentro das igrejas e das academias terrenas.
Na tela mágica dos nossos estudos, destacam-se esses
missionários que o mundo muitas vezes crucificou na incompreensão das
almas vulgares, mas, em tudo e sobre todos, irradia-se a luz desse fio de
espiritualidade que diviniza a matéria, encadeando o trabalho das
civilizações, e, mais acima, ofuscando o "écran" das nossas observações
e dos nossos estudos, vemos a fonte de extraordinária luz, de onde parte o primeiro ponto geométrico desse fio de vida e de harmonia, que equilibra e satura toda a Terra numa apoteose de movimento e divinas claridades.
Nossos pobres olhos não podem divisar particularidades nesse
deslumbramento, mas sabemos que o fio da luz e da vida está nas suas
mãos. É Ele quem sustenta todos os elementos ativos e passivos da
existência planetária. No seu coração augusto e misericordioso está o
Verbo do princípio. Um sopro de sua vontade pode renovar todas as
coisas, e um gesto seu pode transformar a fisionomia de todos os
horizontes terrestres.
Passaram as gerações de todos os tempos, com as suas
inquietações e angústias. As guerras ensangüentaram o roteiro dos povos nas suas Peregrinações incessantes para o conhecimento superior.
Caíram os tronos dos reis e esfacelaram-se coroas milenárias. Os príncipes do mundo voltaram ao teatro de sua vaidade orgulhosa, no indumento humilde dos escravos, e, em vão, os ditadores conclamaram, e conclamam ainda, os povos da Terra para o morticínio e para a destruição.
O determinismo do amor e do bem é a lei de todo o Universo e a
alma humana emerge de todas as catástrofes em busca de uma vida
melhor.
Só Jesus não passou, na caminhada dolorosa das raças,
objetivando a dilaceração de todas as fronteiras para o amplexo universal.
Ele é a Luz do Principio e nas suas mãos misericordiosas repousam os
destinos do mundo. Seu coração magnânimo é a fonte da vida para toda a
Humanidade terrestre. Sua mensagem de amor, no Evangelho, é a eterna
palavra da ressurreição e da justiça, da fraternidade e da misericórdia.
Todas as coisas humanas passaram, todas as coisas humanas se
modificarão. Ele, porém, é a Luz de todas as vidas terrestres, inacessível
ao tempo e à destruição.
Enquanto falamos da missão do século XX, contemplando os
ditadores da atualidade, que se arvoram em verdugos das multidões,
cumpre-nos voltar os olhos súplices para a infinita misericórdia do Senhor, implorando-lhe paz e amor para todos os corações.
Mensagem tirada do livro:’Caminhos da Luz” Chico Xavier. Pelo Espírito:
“Emmanuel”