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segunda-feira, 9 de abril de 2018
“A NOITE A OBSESSÃO É MAIOR”
De acordo com Richard Simonetti,
autor do livro “Quem tem Medo da Obsessão?”, a obsessão é mais intensa durante
a noite, quando estamos dormindo.
Durante o sono, o espírito
distancia-se do corpo físico, mas não fica inativo. Neste momento o encontro
com entes queridos é possível, da mesma forma que com desafetos e Espíritos mal
intencionados.
Essa influência, se não combatida,
pode nos levar à Obsessão, isto é, a uma ação prejudicial que um ou mais
Espíritos exercem sobre nós.
Simonetti cita o livro “Libertação”,
psicografado por Chico Xavier, onde o Espírito André Luiz reporta-se à
experiência de uma senhora perseguida por dois obsessores que tinham duplo
propósito: comprometer sua tarefa como médium e conturbar o trabalho de seu
marido, um dedicado dirigente espírita.
Como sempre fazem, os Espíritos
Obsessores atacam nossos pontos fracos, ou em outras palavras, nossos defeitos.
Essa senhora, citada na Obra
“Libertação”, era médium espírita, mas era frágil em suas convicções, gostava
de se destacar pelas suas tarefas, tornando-se presa fácil nas mãos dos
Obsessores.
Como tinha dúvidas a respeito de sua
mediunidade, os Espíritos perturbadores aproveitaram suas vacilações para
incutir a ideia de que as manifestações que transmitia eram fruto de sua
própria mente.
Além disso, como era também muito
ciumenta, atiçavam nela tendências ao ciúme, sugerindo que o marido usava sua
posição no Centro Espírita para seduzir mulheres.
Dois defeitos “bem aproveitados”
pelos Espíritos perturbadores.
Os obsessores conversavam com ela,
confundindo-a em relação aos seus compromissos mediúnicos e à fidelidade do
marido.
Eles entravam em contato com ela
durante as horas de sono.
O marido, homem disciplinado e
esclarecido, amigo das virtudes evangélicas, afastava-se do veículo físico
(desdobrava-se) e participava de atividades de aprendizado e trabalho, junto de
benfeitores espirituais.
Já sua mulher, ao despertar, sentia
mal estar porque aquelas “orientações” que recebia dos Espíritos perturbadores
repercutiam em seu psiquismo, inspirando-lhe desânimo e indignação.
André Luiz presencia uma dessas
sessões de aliciamento para a perturbação e registra o deplorável estado da
médium ao despertar.
“Oh! Como sou infeliz! – bradou,
angustiada – estou sozinha, sozinha!”
O marido, inspirado por benfeitor
espiritual, tem imenso trabalho para pacificá-la.
Os Obsessores, apresentando-se como
“amigos” e “protetores”, conquistaram sua confiança. Como se programassem sua
mente, incutiram-lhe ideias infelizes que martelariam seu cérebro durante a
vigília, emergindo na forma de dúvidas, temores, angústias, impulsos
desajustados e depressão.
Ocorre, muitas vezes, uma verdadeira
hipnose espiritual.
Seria equívoco situar as horas de
sono como páginas em branco na existência humana.
São páginas escritas com tinta
invisível e tão importantes quanto aquelas que escrevemos na vigília, com
insuspeitada e ampla influência sobre nossos estados de ânimo, nossas ideias e
sentimentos.
É muito importante nosso preparo
antes de dormir, evitando programas de TV ou filmes de conteúdo negativo, por
exemplo.
A prece antes de dormir é um
excelente recurso para que possamos ter bons sonhos, porque nos liga aos Bons
Espíritos, garantindo-nos boas companhias espirituais.
No entanto, a forma mais eficaz para
estarmos ligados ao Bem e impedirmos que venhamos a ser influenciados por
Espíritos maus, é a nossa mudança de hábitos e costumes, ou seja, nossa
transformação moral.
Façamos sempre uma autoanálise
sincera a respeito de nosso comportamento, verificando nossos pensamentos e
atos, e busquemos ser melhores a cada dia.
Lembremo-nos: um mau pensamento
sempre é inspirado por um Espírito perturbador. No entanto, a sua influência
somente ocorrerá se houver sintonia, isto é, se ele encontrar dentro de nós o
canal para estabelecer a perturbação espiritual.
Esse canal chama-se “imperfeições
morais” e expressam-se como: ciúme, inveja, maledicência, orgulho, vaidade,
intolerância, preconceito, irritabilidade, hábitos negativos de reclamação,
críticas, julgamentos e etc.
Atenção, portanto.
Fernando Rossit- onte: Kardec Rio
Preto
Referências Bibliográficas:
(1) SIMONETTI, RICHARD. Quem tem medo
da Obsessão;
(2) KARDEC, ALLAN. O Livro dos
Espíritos. Cap. VIII, 2ª parte;
(3) XAVIER, FRANCISCO CÂNDIDO.
Espírito André Luiz Libertação.
domingo, 8 de abril de 2018
"AS RELIGIÕES E A MORTE"
A entrega total ao aspecto material
da vida faz com que assuntos importantes não recebam os devidos cuidados.
Para um grande contingente de
pessoas, o comportamento religioso é puramente protocolar, não toca o coração,
não cria raízes na alma. E' um procedimento passivo com hora marcada e tempo
definido para a sua prática, ou seja, o período que dura a reunião dos adeptos
nos seus núcleos, uma ou mais vezes por semana.
Fora isso: "a vida foi feita
para se viver", segundo o jargão popular. E como a maioria não se importa
com o futuro nem desta nem da outra vida, concentra toda a sua energia aqui e
agora, vivendo "intensamente" o que a vida pode oferecer. Com essa
entrega quase total às preocupações materiais, coisas importantes que fazem
parte da vida ficam sem cuidados, e só serão lembradas na velhice ou na doença
grave.
Uma delas é a reflexão sobre a morte.
Para os que se julgam "de bem com a vida", essa é a última coisa em
que querem pensar. Talvez isso se deva ao modo como historicamente se tem
tratado a morte, sempre pintada com cores escuras e enfeitada com os adereços
do horror e do pesar.
Se as religiões ao menos ensinassem
ao povo sobre o que seja esse fenómeno natural... Sendo uma questão de fundo
essencialmente moral, deveria ser um assunto já resolvido por elas. Mas, ao
contrário, a massa humana da Terra tem da morte vagas intuições que nem de
longe interferem na forma de pensar e agir na vida.
Mesmo sabendo que a morte nos
acompanha a cada dia, não se consegue falar dela sem antes persignar-se, sentir
um calafrio ou mesmo um leve mal-estar, já bem próximo do agouro. Para uns a
morte é apenas o "outro lado", para outros o desconhecido, para outros
tantos uma enorme "desmancha prazeres" que porá fim ao bem-bom da
vida. Essa forma de pensar não nos permite um desligamento fácil das sensações
curtidas durante toda uma vida e que impregnaram nosso corpo espiritual.
Por isso o Espiritismo ensina que as
pessoas "materializadas" passam apuros depois de morrer, porque a
vida continua e com ela, tudo o que acumularam em si. As vibrações do
prolongado culto à matéria, criando hábito e vínculos mentais, custam a se
"dissolver", causando sofrimento.
Se as religiões explicassem a morte,
saberíamos como melhor viver. Sabendo-nos imortais, com a possibilidade de ir e
voltar, entenderíamos que a morte é uma porta aberta, franqueando passagem.
Claro que a família poderia colaborar com as novas gerações na quebra desse
mito, mas como fazei isso, se nem ela sabe explicar?... Desde o banco rústico
até a universidade, a escola daria uma grande contribuição na formação
espiritual do ser humano se divulgasse mais as toneladas de estudos já
realizados pela orgulhosa ciência e que confirmam a plena atividade da alma
depois da morte.
Com essa aliança de saberes e convicções,
compreenderíamos que vida e morte se revezam continuamente por toda a natureza.
E, ao invés da desesperança e da incredulidade, poderíamos planejar o nosso
futuro com mais segurança, idealizar o ambiente em que gostaríamos de estar
depois de morrer, dedicando cada minuto da vida atual a juntar as moedas morais
que são aceitas do lado de lá.
Refletir sobre a morte é preparar-se
através do conhecimento. Como afirma Herculano Pires, "morrer é deixar o
condicionamento animal e passar à vida espiritual"1, onde não existe
inércia nem vazio.
Individualmente, não precisamos que a
ciência dita oficial dê a última palavra sobre a imortalidade da alma e seus desdobramentos,
e tampouco podemos ficar esperando que as religiões dogmáticas expliquem a
morte. Se procurarmos as respostas, sem medo nem preconceito, chegaremos após
um mínimo de esforço, apenas através do bom senso, à importante constatação de
que a vida continua sem interrupção, onde quer que estejamos — do lado carnal
ou do lado invisível —, e isso mudará tudo. Perceberemos de imediato que o
enorme esforço empregado na vida material para chegar a resultados não mais que
pífios e ilusórios poderá ser canalizado para a construção do nosso ideal,
individual e coletivo, referente ao Espírito.
Teremos então uma dimensão mais exata
da vida e a compreenderemos como um processo de transformação constante, sempre
adequado ao meio e as finalidades.
Cláudio Bueno da Silva
O Clarim, 1/14 Fonte: A Casa do
Espiritismo
(1) PIRES, J. Herculano. Educação
para a morte. Paideia.
“VOCÊ ESTÁ VIVENDO A VIDA ETERNA? ”
São Francisco de Assis, que muitos
dizem ser a reencarnação de João Evangelista, o apóstolo do amor, resume nesse
trecho de sua famosa prece (‘É morrendo que se vive para a vida eterna’), um
dos maiores ensinamentos que podemos aplicar em nossas vidas.
Todas religiões cristãs acreditam na
vida após a morte, apesar da maioria de seus seguidores viverem como se não
fosse haver amanhã. Mas o ensinamento do mestre italiano vai além. Ele nos fala
sobre a superação após cada dificuldade, cada perda, cada dor, cada luto.
A vida, criteriosamente planejada
pelos nossos mentores, segue no ritmo do nosso livre arbítrio e nos traz as
dificuldades necessárias ao nosso aperfeiçoamento. Em épocas mais inspiradas
conseguimos entender e perceber isso com facilidade. Mas alguns problemas
parecem criar uma barreira instransponível.
Toda dificuldade vencida devia ser
celebrada como mais um ponto ultrapassado, mais um degrau escalado na nossa
evolução espiritual. Mas na maioria das vezes, assumimos uma posição de vítimas
de um destino punitivo, e tendemos a reclamar. Como está pesado! Como está
difícil!
A tão proclamada vida eterna não deve
ser aguardada de forma platônica. Ela é o hoje. Não há interrupção.
Vivenciamos hoje nossa vida eterna de
espíritos e traçamos no agora as nossas escolhas. A cada problema, devemos
fazer morrer em nós o homem velho e nascer o homem novo, conforme nos orienta
Paulo de Tarso.
Como podemos falar que acreditamos
nessa vida eterna se nos desesperamos a cada problema, a cada dor e
principalmente a cada luto. Não há amor maior que o de Deus, que tudo rege e
coordena. Tudo, absolutamente tudo que nos acontece serve para nos tornar
pessoas melhores e mais espiritualizadas.
Morrendo e renascendo a cada dia, nos
damos oportunidades de esquecer as mágoas, cultivar e celebrar o amor, repensar
cada ato negativo, vivenciar as perdas e lutos, nos desligar do passado e
seguir adiante. Devemos aprender a ver nas dificuldades, grandes oportunidades.
Transcendendo a posição de vítimas divinas, enxergarmos com clareza o que cada
dor quer nos ensinar. A grande questão é – O que eu tenho de melhorar? O que a
vida quer me mostrar?
Não espere desencarnar para atingir a
vida eterna. Essa vida eterna, plena, espiritual deve ser buscada ontem.
MEDICINA E ESPIRITUALIDADE | Sérgio
Vencio
Fonte: Chico de Minas Xavier
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