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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

BRUMADINHO- RESGATE DE VIDAS PASSADAS?

A tragédia ocorrida na cidade mineira de Brumadinho (janeiro de 2019) me compele a escrever sobre resgate de vidas passadas, tema que, a meu ver, precisa ser mais bem explicitado.
No programa “Encontro com a Fátima” (TV Globo) de 31 de janeiro de 2019, o jornalista e ambientalista André Trigueiro traçou um vasto e lamentável painel da situação. Segundo ele, “a gente não deve cometer a imprudência de chamar de acidente. Foi crime. Existe uma relação promíscua de certos setores que representam o povo – setor público – com certos empresários inescrupulosos ligados à mineração.”
Ainda de acordo com o jornalista, há formas bem mais modernas e seguras de armazenar rejeitos de minérios, como praticado em países como Chile e Costa Rica. Há muito eles deixaram para trás as barragens, sistema de baixo custo de implantação e manutenção e ao mesmo tempo de alto impacto em casos de acidente, como infelizmente temos atestado.
A questão torna-se ainda mais grave pelo fato de, conforme afirmado pelo André, haver no Brasil 24 mil barragens. Dessas, 46% não possuem licença ou autorização para existir. Clandestinas, portanto. Além disso, 3,5 milhões de brasileiros vivem no entorno de barragens sobre as quais há suspeição no tocante à segurança. Para completar, o número de fiscais é deveras insuficiente e preocupante.
Onde que o resgate de débitos cometidos em vidas passadas entra nesses tristes episódios? Explico. Por ocasião da tragédia em Brumadinho, ouvi alguns espíritas, entre conhecidos e anônimos, dizerem que as vítimas decerto estão resgatando um débito grave de vidas passadas. Em algum ponto do passado, foram responsáveis por um evento trágico que gerou muitas mortes. Por isso, foram atraídas magneticamente a Brumadinho a fim de resgatarem esse débito.
A literatura espírita mostra inúmeras tragédias que, de fato, serviram para que espíritos endividados coletivamente resgatassem dívidas oriundas de vidas passadas. No entanto, acho imprudente e leviano afirmarmos que toda e qualquer tragédia ocorre por causa disso.
Sou um espírito imortal temporariamente abrigado num corpo de carne. Por mais que eu tenha ciência de minha personalidade, virtudes, vícios, tendências etc., não sei o que está programado para mim a ponto de afirmar que um eventual acidente de carro que eu sofra tenha a ver com um resgate de algo que fiz em vidas passadas. Ele pode ocorrer simplesmente por imprudência minha ou do outro motorista envolvido. Em suma: eu não tenho acesso ao meu, digamos, dossiê reencarnatório. E se eu não tenho acesso a ele, ao dos outros é que eu não vou ter mesmo! Como posso, então, afirmar categoricamente que as vítimas de Brumadinho foram reunidas naquele local para resgatarem débitos de vidas passadas? Isso é reduzir o pensamento espírita a um lugar comum que nos acomoda no marasmo das generalizações e foge à abordagem filosófica da Doutrina Espírita. Afinal, filosofia propõe questionar e analisar, à luz da razão, todo e qualquer fato sem cair em generalizações apressadas.
Como podemos ter certeza de que incêndios, enchentes, naufrágios etc. acontecem para que os culpados de séculos atrás resgatem eventuais débitos? Não podemos. E precisamos aprender a conviver com essa limitação. O fato de sermos espíritas não nos dá livre acesso às deliberações do lado de lá. Seria muita pretensão nossa acharmos que o conhecimento à luz da imortalidade da alma nos autoriza a isso.
Houve resgates de encarnações pretéritas em Brumadinho, Santa Maria, no voo que matou o time de futebol da Chapecoense etc.? Talvez. Mas não nos compete avaliar, muito menos afirmar categoricamente.
Certa vez, ouvi do expositor espírita Geraldo Guimarães algo muito interessante em relação a uniões felizes: – Quem disse que o cônjuge que ora nos faz tão feliz é um amor de vidas passadas que reencontramos nessa encarnação? E se for alguém que simplesmente cruzou o nosso caminho na atual existência e, por afinidade de ideais e temperamento, hoje está conosco sob os auspícios da Providência Divina, que viu com bons olhos a aproximação e concluiu que seria uma boa experiência para ambos? Um grande amor, portanto, não precisa estar vinculado a compromissos passados. Pode estar começando agora.
Dá-se o mesmo em relação a tragédias como as de Brumadinho. Pode ser que tenha sido algo relacionado a resgates pretéritos. Ou então, a tragédia simplesmente aconteceu por incompetência, descaso, ganância e, aí sim, gerou um débito que os responsáveis resgatarão futuramente e que não temos como avaliar quando e como será.
Remetamos às desgraças pelas quais a humanidade já passou. Escravidão, Cruzadas, Santa Inquisição, I e II Guerra Mundial. Será que todas tinham de acontecer para as vítimas saldarem dívidas de vidas passadas? Ou aconteceram porque o ser humano ainda é essa coisa tosca que se pauta no desamor para construir a História com fatos lamentáveis?
Se tivermos uma atitude mais cidadã e combativa, se votarmos melhor e nos pautarmos pelo amor e o respeito ao próximo, esse mundo será um lugar bom para todos. Isso inclui mais segurança em barragens, rios dragados, boates sinalizadas e equipadas, profissionais mais bem pagos e treinados, justiça ágil e eficiente para todos, crescimento ecologicamente sustentável, política livre de vícios morais, saúde e educação de qualidade para todos etc. E também solidariedade e empatia quando o assunto é lidar com a dor do próximo.
Tragédias acontecem. Não estamos livres delas. No entanto, acho preferível que elas ocorram sem a colaboração da irresponsabilidade de certos indivíduos. E quando acontecerem, enfatizo, não compete aos espíritas avaliar se houve ou não resgate coletivo. Compete-nos, sim, entre outras coisas, lutarmos para que fatos como os de Brumadinho não mais advenham. Isso significa amor ao planeta que nos abriga, ao país e ao próximo, algo que Jesus pregou há mais de 2.000 anos e que o Espiritismo tão bem resgata.
Marcelo Teixeira
Fonte: https://blogabpe.org/2019/02/14/brumadinho-resgate-de-vidas-passadas-devagar-com-o-andor/#more-2253

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

"MORTE VIOLENTA- O QUE PODE ACONTECER COM O ESPÍRITO?

A sensações que os Espíritos experimentam imediatamente após a desencarnação variam muito. Depende das circunstâncias em que se deu a morte e da evolução do Espírito, principalmente.
No caso de mortes violentas como acidentes e assassinatos, podemos resumir assim:
1-não perceber que desencarnou e continuar agindo como se estive entre nós ainda, até que no momento propício possa ter o esclarecimento por parte dos Bons Espíritos (nunca ficamos sozinhos).
2 – Ficar psicologicamente preso ao momento do desencarne, ou seja, num grande sofrimento, para tentar evitar o que aconteceu, numa tentativa de se salvar. Neste caso ocorre como uma “fixação” do pensamento naquele momento, e o espírito fica preso, num processo de perturbação e sofrimento.
3 – Notar que desencarnou e ficar confuso (perturbação normal no momento do desencarne). Muitas vezes fica pensando que se trata de um pesadelo e que logo despertará.
4 – Adormecer e ser atendido diretamente em postos ou instituições de socorro no plano espiritual, ser despertado suavemente e esclarecido.
“Aquele que já está purificado, se reconhece quase imediatamente, pois que se libertou da matéria antes que cessasse a vida do corpo, enquanto que o homem carnal, aquele cuja consciência ainda não está pura, guarda por muito mais tempo a impressão da matéria.”(q. 164 de O Livro dos Espíritos)
Todo desencarnado passa por um processo de perturbação espiritual, que pode durar minutos ou muito tempo, tudo dependendo da sua evolução.
Nos casos de morte por acidente, essa perturbação tende a ser maior.
Geralmente, o Espírito fica confuso, sem ter consciência exata do que está acontecendo com ele.
E os suicidas?
Em alguns casos, como nos suicidas, sentem-se presos ao corpo de tal modo que, leva-os a ver e sentir os efeitos da decomposição; outros vão para as regiões umbralinas (região destinada a esgotamento de resíduos mentais); outros ainda, como conta no livro “Memórias de um suicida”, tornam-se presas de obsessores, que às vezes, também foram suicidas, entidades perversas e criminosas, que sentem prazer na prática de vilezas, e que continuam vivendo na Terra ao lado dos homens, contaminando a sociedade, os lares terrenos que não lhes oferecem resistências através da vigilância dos bons pensamentos e prudentes ações.
Quanto tempo os suicidas ficam presos ao corpo físico?
Não há previsão para o tempo que os suicidas ficam presos ao corpo vendo sua decomposição, vagando nas regiões umbralinas, prisioneiros de obsessores etc. Isso varia de espírito para espírito. É o tempo que levam para harmonizar sua mente e entenderem o apoio que está sendo dado a ele. Pois, há grupos de socorro para os Espíritos que sofrem.
Fernando Rossit
Fontes de Apoio:
-questões 163 e 164 de O Livro dos Espíritos-Allan Kardec
-Blog Grandes Médiuns
– http://grupoallankardec.blogspot.com.br/

COMO OS ESPÍRITOS SE DESLOCAM NO ESPAÇO?

De acordo com informações do Espírito André Luiz, a colônia espiritual Nosso Lar está localizada na ionosfera, a 500 Km de altitude do solo da cidade do Rio de Janeiro.
É a mesma distância entre Rio Preto e a cidade de São Paulo. De avião, nosso percurso (encarnados) dura cerca de 1 hora.
Mas quanto tempo um Espírito (André Luiz), por exemplo, partindo de Nosso Lar demora para chegar ao Rio de Janeiro, distante 500 Km?
Se vier a uma velocidade de 500 Km/h, demorará uma hora.
Mas usará André Luiz algum veículo ou virá volitando?
(volitar: é a capacidade que tem um espírito, sob certas condições e de acordo com o seu grau evolutivo, de poder transportar-se, elevar-se do solo e deslocar-se numa espécie de voo. Sob essas circunstâncias o espírito se transporta para onde quiser ou lhe for determinado, sob a ação e impulso da própria inteligência). (Wikipedia)
De acordo com relatos do próprio André, virá de uma ou outra forma, uma vez que existem veículos ou naves espaciais no mundo astral que facilitam o transporte dos Espíritos. Entendemos que o meio utilizado pelo Espírito dependerá da necessidade e o objetivo da sua viagem, bem como as regiões que atravessará até atingir a crosta terrestre.
A velocidade na volitação poderá ser extraordinária, tudo a depender da evolução do Espírito. Não há obstáculo material para eles, o que facilita muito a viagem. Alguns podem viajar à velocidade do pensamento que, de acordo com André Luiz, é maior que a da Luz.
Quase sempre viajam em grupos e o mais adiantado vai à frente. O mais experiente abre caminho para os menos adiantados e inseguros que seguem atrás. Nesse momento, o Espírito que vai à frente, cria um campo magnético de proteção aos demais do grupo, facilitando a volitação dos outros Espíritos do grupo.
O Espírito Galileu, em “A Gênese”, de Allan Kardec, servindo-se de expressões e conhecimentos vigentes à época das comunicações (1862-1863), num exercício de imaginação, propõe uma viagem interplanetária.
Nessa viagem o espaço é percorrido “com a velocidade prodigiosa da faísca elétrica (que percorre milhares de léguas por segundo”).
Atualmente, após todo o avanço científico-tecnológico alcançado, a viagem proposta deixa de ser imaginária para ser real, executada por moderníssimas naves espaciais, viajando pelo Universo, a altíssimas velocidades.
As distâncias de “milhares de léguas por segundo” passaram a ser distâncias astronômicas, tendo com parâmetro a “faísca elétrica” medida a partir da velocidade da luz no vácuo (300.000 quilômetros por segundo, aproximadamente).
Para termos noção do que significa esta velocidade, façamos uma comparação: a sonda espacial Voyager 1 atinge apenas 0,00558% da velocidade da luz, equivalente a 16,72 km/seg. ou 602.223,09 quilômetros por hora. Um carro de fórmula 1, a 300 km/h., corre cerca de 2.000 vezes mais lento que a nave espacial.
A Ciência confirma o que o Espírito Galileu afirma em “A Gênese” sobre a relatividade do tempo.
Vejamos:
“O tempo não é senão uma medida relativa de sucessão das coisas transitórias. A eternidade não é suscetível de nenhuma medida, do ponto de vista de sua duração; para ela, não há começo nem fim; para ela, tudo é o presente.”
Podemos resumir assim, então: os Espíritos gastam algum tempo para percorrer o espaço, mas podem fazê-lo com a rapidez do pensamento. Muitas vezes têm consciência da distância que percorrem e dos espaços e paisagens que atravessam. Isso dependerá da sua vontade e evolução.
Alguns Espíritos relatam o percurso quando interessa ao nosso aprendizado. Estagiam em outras colônias, atravessam regiões a pé, volitando ou com naves espirituais, conforme a natureza da área que irão atravessar – mais ou menos trevosas ou perigosas.
Quando vêm à crosta de nave espiritual, costumam deixá-la estacionada próxima à cidade terrestre que irão visitar e continuam o percurso volitando ou a pé.
Não pense que você verá uma nave dessas por aí – elas são espirituais, compostas de matéria diferente da nossa. Bem, se você for médium vidente e os Espíritos quiserem….
Quando vêm visitar a crosta terrestre por alguns dias, costumam pernoitar em lares equilibrados onde reinam a harmonia e o amor, mas sempre com a aquiescência dos protetores espirituais da família. Outras vezes descansam em Casas Espíritas ou Templos Religiosos, também com a autorização dos mentores espirituais do local.
Fernando Rossit
Bibliografia:
1- O Livro dos Espíritos, questões 89 a 91.
2 – KARDEC, Allan. A Gênese. 19. ed., São Paulo, SP: LAKE, 1999, cap. VI, p.87-90 2 – FERREIRA, Aurélio B. H. Novo Aurélio – Século XXI. Ed. Nova Fronteira, 3. ed., Rio de Janeiro, RJ, 1999 3 – OLIVEIRA, Adilson, Prof. Dr. UFSCAR. Um novo tempo. Coluna Física sem Mistério. Instituto Ciência Hoje. http://cienciahoje.uol.com.br/53460
3 – http://www.cebatuira.org.br/Adelino Alves Chaves Jr.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

"DO OUTRO LADO ... RELATOS DE UM ESPIRITO DESENCARNADO."

E se você pudesse ler um relato sobrenatural inverso? A História de Terror ‘Relato do Outro Lado’, vai te dar uma pequena noção de como pode ser do outro lado da vida.
Já faz algumas décadas que estou morto. Hoje estou bem adaptado à esta condição e raramente passo deste lado para o outro. Porém sou apaixonado pela vida na Terra e, de início, sofri muito para aceitar que eu sou apenas um morto.
A Minha morte é um mistério até hoje. A mulher com quem eu vivia, diz para todos que me encontrou enforcado na sala em uma noite de sábado de Aleluia, mas ao invés de tentar me socorrer ou pedir ajuda, ela me deixou ali e foi atrás de um amigo policial para tomar as providências necessárias. Já meus familiares não acreditam nesta versão. Acham que ela me matou com a ajuda de algum inimigo meu, pois ninguém chegou a tempo do meu velório, uma vez que morávamos em São Paulo e minha família em Minas Gerais.
Mas não consegui esta conexão com a Terra para esclarecer minha morte e sim para recordar o quanto fui um defunto atrapalhado e uma alma totalmente rebelde. Como já falei, morri em um sábado de Aleluia. Eu sempre fui muito festeiro e este acontecimento me impediu de festejar. Era dia de baile, de festa, de bebedeira. De repente eu estava do outro lado. Não podia ser. Eu tinha quarenta anos, estava na flor da idade e ainda tinha muita cerveja para bebericar. É possível imaginar o quanto fiquei louco e tentei voltar para minha vida antiga.
Nesta noite fiz loucuras. Em minha primeira tentativa, parei em uma cidadezinha do Paraná onde morava uma das minhas irmãs. Encontrei meu sobrinho em um bar fazendo a festa. Fiquei muito animado e fui logo pegando um copo de cerveja de cima da mesa em que ele estava. Porém, o copo caiu. Todos ficaram atônitos olhando o copo virar-se e derramar toda cerveja no chão. Logo começou um burburinho de que o copo tinha caído sozinho, que era algo sobrenatural e voltaram a beber. Fiquei meio frustrado e fui para casa da minha irmã.
Ela era muito católica e tinha o costume de encher a casa de rosas para o domingo de páscoa. Chegando na casa e vendo a beleza dos ornamentos feitos por ela, fui ao quintal e apanhei uma rosa diferenciada para colocar em um lugar de destaque para ela. Só que a rosa secou assim que coloquei lá e, antes que eu pudesse tirar, minha irmã levantou-se para ir ao banheiro e viu a única flor seca junto as demais. Pronto, ficou encucada de que havia algo errado, pois somente aquela rosa havia morrido e que seria um “sinal”. Tive que sair de lá.
Consegui ir para Minas Gerais para a casa de outra irmã. Lá o pessoal era animado e, com certeza, teria alguma festinha. Assim que cheguei na casa, eles estavam chegando da missa. Eu não sabia que morto sentia fome, mas eu senti uma fome enorme e fui fuçar na dispensa, mas só encontrei umas batatinhas meio murchas. Como eu gosto de batata frita, pensei que fosse uma ocasião ótima para matar a fome. No entanto, eles voltaram mais cedo do que imaginei e, no grupinho, vi meus dois filhos. Toda vez que eu os via, eu ficava eufórico. Era uma alegria enorme. Então joguei as batatinhas para o alto e fui ao encontro deles. Esqueci que eles não me viam e a chuva de batatas caindo no meio deles os deixou em pânico. Ninguém sabia explicar de onde caíram aquelas batatinhas. Naquele dia me dei por vencido.
Assustei muitas pessoas sem querer e percebi que ninguém conseguia me ver, só viam as consequências de minhas trapalhadas. Fiquei os contemplando do lado de cá e me doeu muito ver as reações de quem me amava com a notícia da minha morte. Logo, porém, me diverti muito, porque atribuíram a cerveja caída, a rosa seca e a chuva de batatinhas a sinais que eu havia dado da minha partida. Não foi nada intencional. Foi por eu ser estabanado demais mesmo. Eles que romantizaram tudo.
Depois dessa primeira experiência, fiquei algum tempo aqui num marasmo. Sentia muita saudade de meus filhos e percebi que minha filha estava atravessando muitas dificuldades. Eu queria tirá-la daquelas situações e tentei novamente voltar à minha vida antiga.
Ela estava dormindo e, coincidentemente, sonhava que estava no cemitério onde fui sepultado olhando para meu túmulo. Neste momento, eu a segurei pelo braço. Ela acordou pensando ainda estar sonhando e eu a pedi para vir comigo. Começou a chorar e disse que não queria morrer. Eu prometi que cuidaria dela. Mas ela ficou se debatendo e dizendo que não queria, até que deu um grito e seu esposo acordou. Eles atribuíram tudo aquilo ao sonho. Mesmo que minha filha dissesse que seu braço parecia ter sido puxado de verdade. Nunca entendi como ela teria me visto, pois das outras vezes, ninguém me viu. Ela ficou assustada por muito tempo, com medo de falecer e deixar seu filho pequeno sem mãe. Por esse motivo, decidi que aceitaria de vez a minha morte.
Agora, eu me divirto com meus colegas quando chegam aqui. Alguns aceitam tranquilamente. Outros, entram em pânico e tentam voltar a todo custo, fazendo as pessoas se sentirem assombradas ou pensar que estão recebendo sinais. Tem alguns ainda mais cruéis, que se aproveitam da situação para amedrontar os vivos. Ainda tem os que viraram espíritos sombrios e fazem de tudo para trazer essas pessoas para o lado de cá das piores formas que você possa imaginar.
A vida aqui do outro lado é bem agitada. Por isso, não pense você que coisas sobrenaturais acontecem do lado daí apenas por coincidência, ilusão de ótica, ou qualquer outra desculpa que tente justificá-la. Ela acontece porque existem almas perdidas por aí. Dessa forma, é sempre bom tomar cuidado…
Fonte: Espirit book

POR QUÊ UM ESPÍRITO PODE FICAR VAGANDO PERDIDO? QUANDO ISSO OCORRE, COMO RESOLVER?

Um espírito não esclarecido, chega do outro lado praticamente sem consciência do que está acontecendo, não acredita já estar morto, continua a agir como se ainda estivesse vivo, assiste todo o funeral e acha que esta sonhando, fica ao redor do caixão com seu corpo ou entre os familiares. Depois do enterro, volta para casa e tenta se comunicar, como ninguém responde às suas perguntas fica desorientado, não aceita auxílio de outros espíritos que vieram para ajudar; como sempre lhe disseram que “os bons”, vão direto para o céu, e como uma pessoa nunca se julga má, ele fica esperando que os anjos venham buscá-lo.
Como os anjos não aparecem, alguns ficam anos ou séculos na sua casa, no local da morte ou junto com os seus bens, tesouros ou pertences.
Presos a Matéria Pessoas que viveram aqui só voltados aos prazeres materiais, sem se preocupar com o seu futuro espiritual, geralmente demoram-se na crosta terrestre, buscando ainda os mesmos tipos de prazer que costumavam cultivar quando encarnados, acomodam-se junto aos encarnados que apreciam os mesmos vícios, induzindo as pessoas a prática, para usufruir dos fluídos.
Ex: bebidas, cigarros, etc. Aprendem a se alimentar da energia dos vivos, se “encosta” como dizem, numa pessoa que lhe ofereça condições, e muitas vezes, mesmo sem saber que está prejudicando, suga a sua energia.
Deixando-a, cada dia mais debilitada, começam a surgir às doenças.
Região de Sombra e Dor Quando o espírito comete delitos graves aqui na Terra (assassinatos, crimes) ele é atraído para regiões de sombra e dor, o chamado umbral, onde pelo sofrimento chegará um dia ao arrependimento e o desejo de reparar o mal praticado, e então será socorrido por espíritos bons que irão retirá-lo de lá e serão conduzidos a postos de atendimento espiritual conhecido como colônias.
Falta de preparo para morte tudo isso acontece porque as religiões não preparam as pessoas para essa passagem. Somente ensinam que o pecador, batizado, convertido ou morrendo sob confissão, extrema unção, encomendação do corpo ou tendo um funeral com os rituais religiosos, vai direto para o céu.
As pessoas nasceram e são livres para fazerem o que quiserem inclusive o mal, aí entram as religiões cuja missão é conduzir o homem à prática do bem e da justiça e consequentemente prepará-lo para voltar melhor do que quando veio.
Por não admitir o renascimento a maioria das igrejas não tem outra saída, a não ser ensinar que o morto deve aguardar de braços cruzados dentro do caixão até o momento em que as trombetas vão soar e todos ressuscitarão, para o julgamento coletivo do juízo final.
Como nada prende um espírito, ele sai por aí para fazer o que quiser.
Esse é o motivo que incontáveis irmãos se encontram nessa situação há muito tempo.
É obrigação dos vivos auxiliarem com suas orações e atos aqueles que já se foram principalmente convencê-los do arrependimento.
Daí a necessidade de se doutrinar e evangelizar esses espíritos para que no menor tempo possível lhes seja dado conhecer a Verdade que os libertará das falsas doutrinas e das falsas promessas.
Bibliografia: Livro Céu e Inferno.
Fonte>  

Espirit book

𝗖𝗢𝗠𝗢 𝗢𝗦 𝗥𝗘𝗟𝗔𝗖𝗜𝗢𝗡𝗔𝗠𝗘𝗡𝗧𝗢𝗦 𝗙𝗜𝗖𝗔𝗠 𝗔𝗧𝗥𝗘𝗟𝗔𝗗𝗢𝗦 𝗡𝗔𝗦 𝗥𝗘𝗘𝗡𝗖𝗔𝗥𝗡𝗔𝗖̧𝗢̃𝗘𝗦.

Os ajustes dos relacionamentos problemáticos de outras existências. Pelas reencarnações os espíritos têm a oportunidade de reestabelecer os ...